quinta-feira, julho 9, 2026

Agro

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Brasil consolida liderança na exportação de algodão, mas 2025 traz desafios



Após os recordes alcançados em 2024 – com um aumento de 16,6% na produção e a conquista do posto de maior exportador mundial de algodão, superando os Estados Unidos, que lideravam desde a safra 1993/94 – o Brasil deve enfrentar novos desafios no setor em 2025. As projeções são de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o estudo, a produção mundial de algodão está crescendo mais do que a demanda, enquanto os custos avançam acima dos preços de venda projetados para a nova temporada. Atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores globais, atrás de China e Índia, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A estimativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para a produção brasileira em 2025 é de 3,9 milhões de toneladas.

Desafios à vista

O Cepea aponta que o crescimento da economia mundial deve seguir a mesma linha de 2024, enquanto o petróleo está sendo negociado em patamares inferiores aos de um ano atrás, favorecendo o uso de fibras sintéticas. Já os contratos futuros do algodão indicam estabilidade para 2025.

No Brasil, as cotações podem ser pressionadas pela maior oferta global, estoques de passagem elevados, demanda contida e o modesto crescimento econômico mundial. Por outro lado, a valorização do dólar frente ao real pode sustentar a paridade de exportação, oferecendo algum suporte aos preços.

Produção em alta

A safra 2023/24 marcou o terceiro ano consecutivo de crescimento da produção brasileira de algodão, que alcançou 3,7 milhões de toneladas de pluma. O país cultivou 1,9 milhão de hectares, com uma produtividade média de 1,8 tonelada por hectare.

No cenário global, a produção está estimada em 25,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,9% em relação à safra anterior. Já o consumo mundial deve atingir 25,21 milhões de toneladas, crescimento de 1,2%.

Exportações em destaque

Como já citado, em 2024, o Brasil consolidou-se como maior exportador mundial de algodão, e a estimativa para 2025 é de 2,9 milhões de toneladas exportadas. Os principais destinos do algodão brasileiro continuam sendo China e Vietnã.



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AgroNewsPolítica & Agro

doenças que ameaçam o café



Clima e doenças impactam a produção de café


Foto: Pixabay

As mudanças climáticas têm se tornado um desafio crescente para a produção de café, trazendo impactos significativos no ciclo produtivo da cultura. Segundo informações publicadas no Blog da Aegro, o aumento das temperaturas médias, a ocorrência de secas prolongadas e chuvas fora de época têm transformado a dinâmica das lavouras cafeeiras, alterando a produtividade e a viabilidade de cultivo em diversas regiões.

De acordo com informações divulgadas, tradicionalmente, regiões como Minas Gerais e São Paulo lideram a produção cafeeira no Brasil. No entanto, a elevação das temperaturas e o desequilíbrio hídrico têm dificultado a manutenção dos padrões de cultivo nessas áreas, ao passo que zonas menos tradicionais começam a despontar como alternativas viáveis.

Para mitigar os prejuízos, produtores estão apostando em tecnologias de irrigação, manejo de sombra e no cultivo de variedades mais resistentes às novas condições climáticas, estratégias que buscam assegurar a sustentabilidade da produção.

Além das questões climáticas, a produção de café enfrenta desafios fitossanitários recorrentes. Entre as principais doenças estão:

  • Ferrugem do café (Hemileia vastatrix): Afeta severamente a produtividade ao provocar a queda prematura das folhas;
  • Cercosporiose (Cercospora coffeicola): Danifica os frutos, comprometendo a qualidade dos grãos;
  • Podridão radicular: Agravada por solos encharcados, prejudica o sistema radicular da planta.


O manejo preventivo com variedades resistentes, monitoramento constante e práticas culturais adequadas são indispensáveis para conter os danos e garantir a qualidade do produto final.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Dólar fecha com leve alta em sessão marcada por baixa liquidez e foco no…


Logotipo Reuters

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar fechou em leve alta nesta sexta-feira, encerrando uma sessão em que a moeda norte-americana oscilou entre períodos de ganhos e perdas, à medida que os investidores digeriam os poucos dados e notícias do dia e operavam em meio à baixa liquidez no mercado, o que permite maior volatilidade.

O dólar à vista fechou em alta de 0,29%, a 6,183 reais na venda. Na semana, a divisa acumulou perda de quase 0,2%

Na B3, às 17h15, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,39%, a 6,213 reais na venda.

Devido a uma agenda econômica vazia no cenário doméstico, os investidores voltaram suas atenções para o exterior nesta sessão, onde fatores relacionados às duas maiores economias do mundo — Estados Unidos e China — movimentavam os mercados.

No início da sessão, o dólar avançou sobre o real, em linha com os ganhos sobre outras moedas emergentes, uma vez que agentes financeiros ponderavam se o recente esforço do governo chinês para impulsionar a economia poderia significar um iuan mais fraco, o que impacta o desempenho do real e de seus pares.

O iuan se aproximou da mínima de 14 meses ante o dólar nesta sexta, com investidores reagindo à notícias de que a China estaria disposta a afrouxar sua política monetária a fim de fornecer força à economia mesmo que isso significasse uma moeda local mais frágil.

Sob essa influência, o dólar atingiu a máxima do dia no Brasil, a 6,2005 reais (+0,57%), às 9h47.

Mais tarde, no entanto, o próprio banco central chinês afirmou em comunicado que a China reduzirá as taxas de juros em “um momento apropriado”, mas prometeu que estabilizará as expectativas do mercado de câmbio e manterá o iuan razoavelmente estável.

Como um iuan estável e o estímulo econômico na China, maior importador de matérias primas do planeta, são favoráveis para a economia de países emergentes, o real e seus pares reverteram as perdas na sessão e passaram a ganhar contra o dólar.

Em meio a esse movimento, a divisa dos EUA atingiu a mínima da sessão ante o real, a 6,1362 reais (-0,47%), às 10h29.

O dólar, no entanto, recuperou as perdas e passou a avançar novamente frente à moeda brasileira no início da tarde, após a divulgação econômica mais importante do dia, que reforçou a percepção de força da economia norte-americana e, consequentemente, de juros elevados no Federal Reserve.

A pesquisa PMI sobre a indústria dos EUA, divulgada pelo Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM), mostrou que o setor industrial do país apresentou em dezembro um resultado melhor do que o esperado em pesquisa da Reuters — 49,3 contra projeção de 48,4.

Após o resultado, operadores consolidaram suas apostas de que o Fed deve manter os juros inalterados na reunião deste mês. Custos de empréstimos mais altos nos EUA tendem a favorecer o dólar, pois tornam a moeda norte-americana mais atrativa diante do aumento dos rendimentos dos Treasuries.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,27%, a 108,920, depois de atingir a máxima de mais de dois anos na quinta-feira.

Analistas apontaram, entretanto, que a volatilidade da sessão também foi afetada pela baixa liquidez, que pode acentuar o efeito de alguns ajustes no mercado de câmbio.

“O calendário econômico global ficará mais interessante a partir da próxima semana. Até lá, os movimentos no câmbio serão guiados por pequenos ajustes, que podem gerar flutuações maiores devido à liquidez reduzida”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.

Nas próximas semanas, o foco do mercado deve retornar para o principal fator determinante das cotações no fim de 2024: os receios com o cenário fiscal brasileiro.

Foi justamente na esteira das dúvidas dos investidores com o compromisso fiscal do governo que o dólar saltou quase 3% ante o real em dezembro e passou a operar acima do patamar de 6,00 reais permanentemente.

“Tem um histórico, acho que esse início de ano vai ser complicado… Haverá uma resistência em torno dos 6,35 (reais), mas acho que tem tudo para chegar nesse nível, tanto por questões internas quanto externas”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

(Edição de Pedro Fonseca e Alexandre Caverni)





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Agrofloresta transforma negócio de pequeno produtor rural



A integração da floresta com a agricultura têm permitido recuperar solos em áreas degradadas, preservando o ecossistema, enquanto produzem alimentos. 

Esse é o caso do pequeno produtor agrícola, José Cunha que produz frutas e hortaliças orgânicas em sua propriedade, no município de Mojuí dos Campos (PA).

O empreendedor divide a gestão com sua esposa, Elizabete Ramos, que atua na parte financeira do negócio.

O casal tem recebido visitas do Sebrae para implementar iniciativas de apoio ao desenvolvimento setorial, a fim de potencializar negócios conectados com a bioeconomia.

O objetivo é inseri-los na rota da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30) que acontece em novembro, na cidade de Belém (PA).

Cunha evidencia sua paixão pela agricultura sustentável, por meio do sistema agroflorestal. O produtor contou que há dez anos a área estava improdutiva após práticas de queimadas no local. 

“Com muito trabalho, eu recuperei todo esse terreno investindo em matéria orgânica, usando sistema de tecnologia de reprodução do solo, compostagem e produtos biológicos obtidos da própria natureza. E hoje, posso dizer com muito orgulho que temos um solo fértil onde tudo que plantamos tem resultado”, disse José Cunha.

Cunha protege e enriquece o solo garantindo que diferentes espécies agrícolas trabalhem juntas.

Em seu cultivo, por exemplo, bananeiras estão ao lado dos jerimuns (nome dado à abóbora moranga no norte e nordeste do Brasil), que por sua vez, são vizinhos de jatobás, cumarus, goiabeiras, cebolinhas, coentros, entre outros.

O produtor cultiva ainda o açaí, com tecnologia de melhoramento genético da Embrapa, que permite que o fruto cresça em galhos baixos facilitando a colheita.

Histórico de sucesso

Em 2005, Cunha foi beneficiado pelo Programa de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), iniciativa apoiada pelo Sebrae que alia criação de animais à produção agroecológica com técnicas sustentáveis e de preservação ambiental.

E a parceria não ficou por aí. Durante um período, morou em Macapá (AP), e junto com o Sebrae ajudou a modificar o setor de produção do estado onde chegou a ser coordenador do Cinturão Verde aumentando a capacidade de produção do estado de quatro para vinte hortaliças.

Em Santarém, a colaboração com o Sebrae ajudou a impulsionar a Associação Tapajós Orgânicos, que é um Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade Orgânica (OPAC).

Cunha é coordenador e trabalha com 23 produtores da região que vendem os produtos em duas feiras de orgânicos de Santarém (PA) e também para a merenda escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“O Sebrae sempre foi meu parceiro e eu quero continuar essa parceria para potencializar os orgânicos. Nós que somos pedaço da Amazônia temos que defender esta ideia, pois o orgânico no Brasil é na base da resistência e eu trabalho porque amo a agricultura e quero produzir sem agredir a natureza”, afirmou José Cunha.

Com informações da Agência Sebrae de Notícias



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AgroNewsPolítica & Agro

Cuidados essenciais para preservação da qualidade dos grãos



A qualidade após a colheita depende das etapas de limpeza, secagem e armazenamento


Foto: Seane Lennon

A qualidade do trigo após a colheita depende diretamente das etapas de limpeza, secagem e armazenamento. Conforme destacado em publicação no Blog da Aegro, práticas inadequadas nessas operações podem comprometer o valor comercial e a conservação dos grãos. A limpeza dos grãos é uma etapa crucial e geralmente melhora a qualidade do lote ao remover sujidades, grãos chochos e materiais estranhos, como pedras e restos culturais. Após essa etapa, a pré-limpeza com ar e peneiras prepara os grãos para a secagem, otimizando o processo subsequente.

Secagem com Ar Aquecido

Esse método é amplamente utilizado, mas exige atenção à temperatura do ar, que varia conforme o tipo de secador e o teor de água inicial dos grãos:

  • Temperatura recomendada: Até 60 ? para preservar a qualidade tecnológica.
  • Secadores estacionários: Temperaturas mais baixas (45 ? a 50 ?) evitam superaquecimento.
  • Secadores intermitentes: Podem operar com temperaturas próximas a 70 ?, pois os grãos não ficam expostos continuamente.
  • A secagem brusca pode causar fissuras, reduzindo a qualidade e o potencial de conservação.


Secagem com Ar Natural

Mais econômica, essa técnica utiliza silos-secadores sem aquecimento. Contudo, é indicada para regiões com clima seco, devido à maior demora no processo, que pode levar à deterioração dos grãos em áreas de alta umidade relativa.

Cuidados no Armazenamento

No armazenamento, dois fatores são críticos: o teor de água e a temperatura da massa de grãos.

Teor de água: Deve ser inferior a 13%.

Temperatura: Recomendada em torno de 18 ?.

O uso de termopares para monitoramento da temperatura e a aplicação de ventiladores para aeração são práticas essenciais para evitar a deterioração.





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arrecadação forte no Brasil e os destaques da economia hoje; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a alta do Ibovespa (+0,95%, aos 121 mil pontos), impulsionada por blue chips e Petrobras. O dólar caiu para R$ 6,10 (-0,13%), enquanto a arrecadação de novembro subiu 11,21% (real), segundo melhor resultado histórico. A inflação ao produtor avançou 1,23%, acumulando dez meses de alta. Hoje, destaque para a PIM de novembro (-0,9% esperado) e dados do mercado de trabalho nos EUA.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Sanidade animal e pastagens garantem produção de leite



Os custos elevados de insumos também seguem como desafio em algumas regiões




Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (02) traz um panorama detalhado sobre a bovinocultura de leite no Rio Grande do Sul. De acordo com o relatório, o tempo seco e as temperaturas amenas contribuíram positivamente para o manejo nas propriedades e a qualidade do pastejo, favorecendo a produção leiteira e a condição corporal dos animais.

Nas regiões administradas pela Emater, os cenários climáticos variaram, mas, de forma geral, proporcionaram boas condições para a atividade. Em Bagé, a disponibilidade hídrica nos açudes garantiu o bem-estar animal. Já em Santa Maria, as pastagens de verão estão em excelentes condições, assegurando boa oferta de forragem.

Em regiões como Caxias do Sul e Porto Alegre, os rebanhos apresentaram sanidade dentro da normalidade. A redução no uso de silagem de milho devido à disponibilidade de pastejo é um dos destaques na capital e arredores. Apesar do aumento da incidência de mosca-dos-chifres e carrapatos, os produtores têm adotado estratégias eficazes de controle. O problema foi relatado em várias regiões, mas sem impactos significativos na produção.

Nas regiões de Frederico Westphalen e Santa Rosa, foi registrada uma queda nos preços pagos pelo litro de leite, impactando diretamente as margens de lucro dos produtores. Os custos elevados de insumos também seguem como desafio. No entanto, em Pelotas, observou-se um aumento nos investimentos em pastagens perenes, buscando alternativas para manter a produtividade.

Produtores da região de Ijuí avaliam os resultados da utilização de silagens de cereais de inverno, como o trigo, que têm mostrado desempenho promissor. A adoção dessas estratégias visa melhorar a qualidade da produção e reduzir custos.





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Estudo usa drones para cultivar milho adaptado à seca



Pesquisa avança na seleção de milho resistente à seca com uso de drones




Foto: Anderson Wolf

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma metodologia inovadora que promete revolucionar a seleção de milho geneticamente modificado para tolerância à seca, reduzindo custos e acelerando o processo. Conforme divulgado pela Embrapa nesta segunda-feira (6), a técnica utiliza drones equipados com câmeras RGB para capturar imagens de experimentos em campo, convertendo-as em índices que avaliam a saúde das plantas.

Segundo a Embrapa, a inovação, fruto do trabalho do Centro de Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC) – parceria entre a Embrapa e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com apoio da Fapesp –, já apresentou resultados promissores publicados na revista The Plant Phenome Journal.

Durante a seca de 2023, foram realizados experimentos em Campinas (SP) com 21 variedades de milho, das quais 18 possuíam genes modificados para tolerância à seca e três eram variedades convencionais para comparação. As plantas foram submetidas a diferentes níveis de irrigação.

Drones equipados com câmeras RGB e multiespectrais capturaram imagens semanais do campo experimental. A análise revelou que câmeras RGB – mais acessíveis financeiramente – oferecem resultados confiáveis, ampliando o potencial de aplicação da tecnologia.

A técnica não só diminui custos operacionais como também viabiliza estudos em áreas menores, essencial para projetos com recursos limitados. Além disso, permite o monitoramento contínuo do ciclo de crescimento das plantas, com dados usados para desenvolver modelos preditivos que simulam o desempenho das variedades em diferentes condições climáticas. Com as mudanças climáticas aumentando a frequência de secas, o desenvolvimento de cultivares mais resilientes é urgente. Métodos tradicionais de seleção são caros e demorados, dificultando avanços rápidos. A nova metodologia coloca o Brasil na vanguarda de soluções para os desafios da agricultura moderna.

O estudo “Temporal field phenomics of transgenic maize events subjected to drought stress: cross-validation scenarios and machine learning models”, de autoria de Helcio Pereira, Juliana Nonato, Rafaela Duarte, Isabel Gerhardt, Ricardo Dante, Paulo Arruda e Juliana Yassitepe, pode ser acessado aqui.





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Como calcular o custo de produção do feijão


De acordo com informações divulgadas pela engenheiro-agrônomo, Jadiel Andognini, em publicação no Blog da Aegro, a produção de feijão no Brasil, como em qualquer cultura agrícola, exige uma boa gestão financeira para garantir que o produtor não termine o ciclo da safra no prejuízo. Com os constantes aumentos no preço dos insumos, é essencial calcular corretamente o custo de produção por hectare. Essa prática permite uma visão detalhada dos gastos e ajuda a tomar decisões mais assertivas durante a condução da lavoura. A utilização de planilhas e tecnologias facilita esse controle e proporciona maior precisão nos cálculos.

O primeiro passo para calcular o custo de produção do feijão é contabilizar todos os insumos necessários para o cultivo. Esses insumos podem variar conforme a tecnologia adotada pelo produtor. Alguns custos são impactados diretamente pela cotação do dólar, já que muitos insumos importados são reajustados com base nesse indicador, conforme dados da publicação.

Os principais insumos para a produção de feijão incluem:

  • Sementes, seja tecnológicas ou convencionais;
  • Produtos para tratamento de sementes;
  • Herbicidas, fungicidas e inseticidas;
  • Óleos e adjuvantes;
  • Corretivos e fertilizantes (orgânicos ou minerais);
  • Inoculantes.

Segundo a publicação, para calcular o custo das sementes, o produtor deve considerar a densidade de plantio, que indica a quantidade de sementes por hectare. O cálculo é simples: multiplique o preço do quilo ou da saca das sementes pela quantidade necessária para cobrir a área plantada. Esse valor dará o custo das sementes por hectare.

Para fertilizantes e corretivos, a lógica de cálculo é a mesma. O produtor deve multiplicar o preço do produto pela quantidade utilizada por hectare. No caso de correção de solo, é possível ratear o custo entre as safras em que o corretivo se mantém eficaz. A aplicação de fertilizantes é um dos custos mais significativos na produção de feijão e deve ser monitorada cuidadosamente.

Os agroquímicos (herbicidas, fungicidas, inseticidas) também representam um custo importante. O cálculo é feito multiplicando o valor unitário do produto pela quantidade utilizada por hectare. Por exemplo, se o produtor utilizar 0,5 litro de abamectina a R$30,00 o litro, o custo por hectare será de R$15,00.

A contabilidade dos custos pode ser facilitada com o uso de tecnologias, como planilhas digitais ou softwares agrícolas. Essas ferramentas ajudam o produtor a organizar melhor as informações e calcular os custos de forma mais eficiente, evitando erros e proporcionando uma gestão financeira mais eficaz.





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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo inicia ano com pouca movimentação


O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que nesta terça-feira, o mercado de boi gordo iniciou o dia com fraca movimentação, reflexo dos feriados de final de ano. Poucos agentes estão em atividade, e a expectativa é de que o ritmo lento se mantenha até o final do dia.

A oferta de boiadas segue limitada, com predominância de gado de menor acabamento. O cenário reflete em estabilidade nas cotações. As escalas de abate permanecem curtas, com média de seis dias, enquanto o escoamento de carne ainda não retomou o ritmo normal esperado para o início do ano.

No estado de Tocantins, a oferta de boiadas apresentou melhora, resultando em escalas de abate mais alongadas, com média de nove dias. Apesar disso, pecuaristas têm pressionado por melhores preços, impulsionados pela melhoria das pastagens.

Na região Sul do estado, as cotações permaneceram estáveis em relação ao dia anterior, enquanto a região Norte registrou alta de R$3,00 por arroba.

O volume de carne bovina in natura exportado em dezembro de 2024 totalizou 202,6 mil toneladas, com média diária de 9,6 mil toneladas. Embora tenha havido uma queda de 2,8% no volume exportado em comparação ao mesmo período de 2023, o preço médio da tonelada subiu 8,9%, alcançando US$4,9 mil.

O faturamento médio diário foi de US$47,8 milhões, representando um aumento de 5,8% em relação a dezembro de 2023. Este foi o segundo melhor desempenho histórico para um mês de dezembro. No acumulado de 2024, o setor exportou 2,54 milhões de toneladas de carne bovina in natura, um recorde anual, com crescimento de 26,9% em relação ao ano anterior.





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