quinta-feira, julho 9, 2026

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Exportações do agronegócio brasileiro alcançam US$ 164,4 bilhões em 2024


Segundo o informado pela Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 164,4 bilhões em 2024, consolidando o segundo maior montante da série histórica. Representando 49% das exportações totais do país, o desempenho reflete a resiliência do setor, que conseguiu manter sua força apesar da retração nos preços internacionais de algumas das principais commodities.

O complexo soja e os cereais registraram queda nas vendas, influenciados por uma menor safra e preços mais baixos. No entanto, a performance de outros segmentos tradicionais compensou essa retração: carnes (+11,4%), complexo sucroalcooleiro (+13,3%), produtos florestais (+21,2%) e café (+52,6%) lideraram o crescimento.

Produtos menos tradicionais, como limões, chocolate, alimentos para animais de estimação, gengibre, pasta de cacau e cebolas, também mostraram avanços expressivos, reforçando a diversificação da pauta exportadora brasileira.

A China manteve-se como o maior destino das exportações brasileiras, com US$ 49,7 bilhões, seguida pela União Europeia (US$ 23,2 bilhões) e pelos Estados Unidos (US$ 12,1 bilhões). Regiões como África (+24,4%) e Oriente Médio (+20,4%) ganharam maior relevância, impulsionadas pela retomada de relações diplomáticas e ações de promoção comercial.

O ano foi marcado pelo recorde de aberturas e ampliações de mercados internacionais, fortalecendo a posição do Brasil como fornecedor global de alimentos, fibras e energia. As ações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) focaram na promoção de cadeias produtivas emergentes, com grande potencial de crescimento, além da diversificação de destinos e produtos exportados.





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Preços do boi gordo sobem no Rio de Janeiro e Mato Grosso



O mercado pecuário paulista segue ajustando sua dinâmica pós-fim de ano




Foto: Divulgação

O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que após a alta registrada na quarta-feira (8), as cotações nas praças pecuárias de São Paulo permaneceram estáveis nesta quinta-feira (9). O mercado pecuário paulista segue ajustando sua dinâmica pós-fim de ano, com vendedores retornando aos negócios para equilibrar a oferta de bovinos. Apesar disso, compradores ainda relataram baixo volume de ofertas, o que contribuiu para a manutenção dos preços em todas as categorias.

As escalas de abate no estado atendem, em média, a seis dias.

Na região Norte de Mato Grosso, a oferta de boiadas permaneceu relativamente satisfatória, enquanto a demanda por carne continuou aquecida. Esse cenário impulsionou a cotação do boi gordo em R$ 3,00/@ e da vaca em R$ 5,00/@, mantendo o preço da arroba da novilha estável.

Já no Sudoeste do estado, houve alta de R$ 5,00/@ para a vaca e a novilha, enquanto a arroba do boi gordo se manteve inalterada. As escalas de abate alcançam, em média, sete dias no Norte e oito dias no Sudoeste.

No estado do Rio de Janeiro, o mercado registrou alta de R$ 5,00/@ para o boi gordo e para a vaca, com o preço da novilha permanecendo estável. As escalas de abate também estão, em média, para sete dias.





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Paraná inicia plantio da 2ª safra em área de 2,56 mi de hectares



O plantio da segunda safra de milho já começou no Paraná. A previsão de área é de 2,564 milhões de hectares, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do estado. O plantio atinge menos de 1% da área projetada.

De acordo com o Deral, o ritmo lento dos trabalhos é normal para o período e está atrelado principalmente à colheita da soja, que ocupa 5,7 milhões de hectares (93% da área total da primeira safra de grãos) e teve menos de 1% das lavouras colhido até agora.

“O plantio (de milho) só deve começar a evoluir mais rapidamente quando a colheita da soja tomar corpo”, diz o Deral.

O avanço também é limitado pelo clima. “Apesar das boas chuvas registradas até dezembro, 2025 começou quente e apenas com chuvas esparsas”, destaca o engenheiro agrônomo Carlos Hugo W. Godinho, do Deral, em nota.

Safra de milho atrasada em relação à anterior

Em comparação com o ciclo anterior, a safra atual está mais atrasada. O relatório aponta que 12% das lavouras de soja estão em maturação, 4 pontos porcentuais abaixo dos 16% registrados no mesmo período do ano passado, “indicando que a colheita deve ser um pouco mais lenta que no ciclo anterior”.

No caso do feijão segunda safra, que deve ocupar 381 mil hectares, o plantio atinge 6% da área prevista. Somadas, as áreas de milho e feijão segunda safra já semeadas representam mais de 32 mil hectares, ante 6,2 milhões de hectares ocupados pelas culturas na primeira safra.



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índice de preços recuou 3,31% em dezembro



O índice de preços Ceagesp encerrou o mês de dezembro em queda de 3,31% ante uma variação positiva de 3,25% em novembro. No ano, a alta é de 2,20%.

“O destaque ficou com o setor de verduras, que, após enfrentar forte alta no mês anterior, fechou o período com a maior redução de preços entre todos os setores analisados”, disse a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) em nota.

“As férias escolares provocaram forte desaquecimento de vendas no setor, puxando em grande parte a redução de preços.”

O setor de verduras variou -1,01% ante uma variação de 25,56% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -3,41%. As principais reduções ocorreram nos preços de alface crespa (-22,25%) e coentro (-20,50%). As principais altas ocorreram nos preços de repolho liso (+29,96%) e brócolis ramoso (+29,16%).

O setor de frutas variou -5,08% ante uma variação de 5,26% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 2,69%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de 11,54% no ano e de 11,54% em 12 meses. As principais reduções ocorreram nos preços de carambola (-57,66%) e pitaia (-46,54%). As principais altas ocorreram nos preços de caju (+20,91%) e mamão Havaí (+17,23%).

O setor de legumes variou 5,25% ante uma variação de -9,61% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 16,34%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -14,16% no ano e de -14,16% em 12 meses. As principais altas ocorreram nos preços de vagem macarrão (+64,24%) e pepino comum (+51,39%). As principais reduções ocorreram nos preços de jiló (-47,91%) e quiabo (-39,65%).

O setor de diversos variou -9,73% ante uma variação de 3,56% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 8,27%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -14,48% no ano e de -14,48% em 12 meses. As principais reduções ocorreram nos preços de batata lavada (-34,32%) e batata escovada (-19,42%). As principais altas ocorreram nos preços de ovos de codorna (+15,91%) e ovos brancos (+12,67%).

O setor de pescados variou 3,17% ante uma variação de 0,03% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 0,31%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de 1,95% no ano e de 1,95% em 12 meses. As principais altas ocorreram nos preços de curimba (+38,46%) e abrotea (+23,33%). As principais reduções ocorreram nos preços de espada (-14,65%) e robalo (-11,40%



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Dólar fecha no menor valor em quase um mês


Num dia de ajustes e de feriado parcial nos Estados Unidos, o dólar teve forte queda e fechou no menor nível em quase um mês. A Bolsa de Valores (B3) perdeu força perto do fim das negociações e ficou praticamente estável, abaixo dos 120 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (9) vendido a R$ 6,041, com queda de R$ 0,068 (-1,11%). A cotação iniciou o dia em leve alta, influenciada pelo aumento do dólar no exterior, mas passou a cair após o fechamento do mercado norte-americano, que funcionou em horário reduzido por causa do funeral do ex-presidente Jimmy Carter.

A cotação está no menor valor desde 13 de dezembro, quando estava em R$ 6,03. Com o desempenho de hoje, a moeda norte-americana acumula queda de 2,25% em 2025.

Bolsa

No mercado de ações, o dia foi marcado pela volatilidade. Em dia de poucos negócios, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 119.781 pontos, com alta de 0,13%. O indicador chegou a subir 0,44% às 14h11, mas desacelerou nas horas finais da sessão.

Com o fechamento mais cedo do mercado norte-americano, os investidores se voltaram para os fatores internos. Sem notícias relevantes para a economia no cenário doméstico, prevaleceu o ajuste de posições com os investidores vendendo dólares para embolsar lucros recentes. A valorização do minério de ferro e do petróleo no mercado internacional e os juros altos no Brasil ajudaram a atrair capitais externos para o país.



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Mercado do açúcar fecha em queda


Segundo a União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros de açúcar encerraram a quarta-feira (8) em queda nas bolsas de Nova York e Londres, enquanto o mercado doméstico brasileiro também registrou desvalorização no açúcar cristal pelo segundo dia consecutivo. Por outro lado, o etanol hidratado manteve sua trajetória de alta pelo nono dia seguido, refletindo um cenário misto no setor sucroenergético.

De acordo com os dados, na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto, com vencimento em março de 2025, foi negociado a 19,24 centavos de dólar por libra-peso, uma retração de 21 pontos ou 1,1% em relação à sessão anterior. Já o contrato para maio de 2025 caiu 15 pontos, sendo negociado a 17,96 centavos de dólar por libra-peso. Os demais contratos registraram quedas entre 3 e 12 pontos.

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco para março de 2025 foi negociado a US$ 503,70 por tonelada, uma desvalorização de US$ 3,90 em relação à véspera. O contrato para maio de 2025 seguiu a mesma tendência, sendo negociado a US$ 506,50 por tonelada, com recuo de US$ 3,90. Os demais contratos apresentaram quedas de 2 a 3,80 dólares.

No Brasil, o preço do açúcar cristal caiu pelo segundo dia consecutivo. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq da USP, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 158,53, uma desvalorização de 0,29% em relação aos R$ 158,99 registrados na terça-feira.

Diferentemente do açúcar, o etanol hidratado seguiu valorizado pelo nono dia consecutivo. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi negociado a R$ 2.844,00 por metro cúbico, uma alta de 0,23% em relação aos R$ 2.837,50 registrados no pregão anterior, conforme o divulgado pela Udop.





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mais um dia de arroba em alta; veja preços



O mercado físico do boi gordo teve mais um dia de elevação dos preços nesta quinta-feira (9).

Segundo Fernando Henrique Iglesias, consultor de Safras & Mercado, a oferta é bastante restrita neste início de temporada.

Em algumas regiões do Pará, Tocantins, Rondônia, Acre e Mato Grosso são relatados problemas de qualidade nas pastagens que dificultam a engorda (cigarrinha-da-pastagem e lagartas).

Nas regiões em que a pastagem tem melhores condições, o pecuarista vai cadenciando o ritmo das negociações, o que tem se mostrado uma estratégia efetiva, observa Iglesias.

“As indústrias ainda encontram dificuldade na composição de suas escalas de abate e se veem obrigadas a subir os preços de maneira constante”, aponta.

Preços médios da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: R$ 328,08 (R$ 326,92 ontem).
  • Minas Gerais: R$ 313,53 (R$ 312,94 anteriormente).
  • Goiás: R$ 314,29 (R$ 312,14 ontem).
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,57 (R$ 319,89 ontem).
  • Mato Grosso: R$ 315,88 (R$ 311,96 ).

Atacado

O mercado atacadista apresenta acomodação em seus preços no decorrer da semana. Iglesias destaca que a demanda é tipicamente enfraquecida neste período do ano.

“A população está descapitalizada e prioriza o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e do ovo”, comenta.

  • Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 17 por quilo.
  • Quarto traseiro permanece cotado a R$ 26,80 o quilo.
  • Ponta de agulha ainda é precificada a R$ 18 por quilo.



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MDA faz balanço de ações para agricultores familiares afetados



O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, apresentou nesta quinta-feira (9), em Porto Alegre (RS), um balanço das ações realizadas para apoiar agricultores familiares atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

Os dados foram levantados por uma comissão especial que avaliou mais de 140 mil operações de crédito rural, beneficiando cerca de 80 mil agricultores, incluindo quilombolas, indígenas e pescadores artesanais.

De acordo com Teixeira, o governo federal concedeu mais de R$ 1 bilhão em descontos para renegociação de dívidas.

“Considero isso positivo porque agricultores estavam esperando para tomar um novo crédito. Agora temos R$ 20 bilhões reservados para o Pronaf no Rio Grande do Sul, dos quais R$ 11 bilhões já foram contratados. Queremos que esses agricultores que repactuaram suas dívidas voltem ao crédito novamente”, afirmou o ministro.

Medidas provisórias e recursos

O ministro também detalhou os investimentos feitos para a retomada do setor no estado, distribuídos em três medidas provisórias. A primeira medida incluiu um diagnóstico das perdas e danos, como pontes caídas e estradas destruídas. A segunda destinou R$ 73 milhões para recuperação de estradas, R$ 77 milhões para crédito de fomento, R$ 7 milhões para habitação, R$ 1,5 milhão para custeio e R$ 6,5 milhões para laudos técnicos.

A terceira medida, anunciada mais recentemente, prevê R$ 57,9 milhões para recuperação de estradas, R$ 99 milhões em crédito de fomento, R$ 5 milhões para habitação e R$ 15 milhões destinados a quilombos.

Próximos desafios

Entre os desafios citados por Teixeira para 2025, estão a recuperação de solos e pastagens degradadas, o melhoramento genético de gado com apoio de cooperativas e a recuperação de florestas produtivas, com foco em ganhos econômicos e ambientais.

O evento foi concluído com uma visita a um assentamento na Região Metropolitana de Porto Alegre, que será beneficiado pelos recursos anunciados.



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Saiba os preços da soja no Brasil em dia calmo



O mercado brasileiro de soja vivenciou uma quinta-feira de calmaria, com quedas nos preços tanto no cenário interno quanto nos portos. A desvalorização esteve alinhada com a queda do dólar e alguns momentos de alta na Bolsa de Chicago. Os agentes do mercado seguiram com movimentações reduzidas, aguardando o relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta sexta-feira (10).

Preços no país

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
  • Região das Missões (RS): caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 117,50 para R$ 117,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 122,00 para R$ 120,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 121,00 para R$ 118,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em leve alta, marcando um dia de volatilidade e recuperação técnica. O mercado está atento às possíveis atualizações do relatório de janeiro do USDA, que pode trazer revisões nas estimativas de safra e estoques de soja para 2024/25.

O USDA deverá revisar para baixo suas projeções para a safra americana e os estoques finais de soja, com os analistas esperando que os estoques de soja dos EUA em 2024/25 fiquem em torno de 454 milhões de bushels, um ajuste de 16 milhões de bushels em relação à previsão de dezembro, que era de 470 milhões de bushels. Já a estimativa para a safra americana deverá ser reduzida de 4,461 bilhões de bushels para 4,451 bilhões.

O quadro global também pode ser ajustado, com o mercado apostando em estoques finais de soja de 132 milhões de toneladas para a temporada 2024/25, ligeiramente acima da estimativa de 131,9 milhões de toneladas divulgadas pelo USDA em dezembro.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,10%, negociado a R$ 6,0423 para venda e R$ 6,0403 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0353 e a máxima de R$ 6,1211.



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Rio Grande do Sul semeia menos arroz do que o esperado



Segundo levantamento do Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) a semeadura da safra 2024/25 foi concluída no começo de janeiro no Rio Grande do Sul. Foram plantados 927.8 mil hectares, o que representa uma baixa em relação à área projetada inicialmente, que era de 948 mil hectares.

O órgão aponta que algumas regionais não atingiram 100% da intenção de semeadura, sendo a área central do estado a mais afetada. Municípios da região sofreram com impacto das enchentes que ocorreram no mês de maio e, posteriormente, com frequência intensa de chuvas, o que atrasou a recomposição das lavouras. Com isso, plantaram 84,7 % da área esperada.

Outro problema da cultura é que parte da área foi semeada fora do que recomenda o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), estando, dessa forma, sem possibilidade de cobertura pelo seguro rural.

O plantio de arroz irrigado no estado, com variações entre as cultivares, vai de 1º de setembro a 20 de dezembro. A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) chegou a pedir a prorrogação do calendário de semeadura ao Ministério da Agricultura, mas não obteve resposta.

Para o presidente da entidade, Alexandre Velho, a baixa no número de hectares semeados já era esperado. “Temos lavouras muito afetadas, em especial na região central, o que requer alto investimento e tempo para recuperação. O produtor não teve recursos”, destaca.

Clima traz atrasos ao arroz

Na maioria das regiões gaúchas, o arroz se desenvolve bem, mas o clima tem sido o maior desafio. A estiagem afeta o nível de alguns rios. De acordo com o técnico agrícola do Irga Giovani Wrasse, na região central do estado, o Rio Jacuí, que é bastante usado para irrigação das lavouras, ainda está em situação normal para um período sem chuvas.

“Já nos arroios, há relatos de produtores de que não há água para irrigação. Os municípios com mais problemas são Paraíso do Sul, Faxinal do Soturno, São João do Polêsine e parte de Agudo, que são os que usam água de rios”, enumera.

Produtores também relatam problemas na Fronteira Oeste, que é a maior produtora de arroz no Rio Grande do Sul, com 281 mil hectares, praticamente metade de todo volume do estado.

“Na região do Alegrete, água escassa, lavouras amareladas por temperaturas baixas à noite, e outras áreas perdendo potencial produtivo por estarem largando cacho no frio”, comenta o produtor Guilherme Calovi.

Também são registrados atrasos nos manejos a campo. “Tem produtor que está com aplicações de fertilizantes ou nem conseguiu colocar água ainda nas quadras. O clima com muita chuva atrapalhou e agora a estiagem nos acende um alerta. O clima mais frio também não favorece o arroz”, afirma o presidente da Federarroz.

Na safra 2023/24 o estado produziu 7,1 milhões de toneladas de arroz. Com as enchentes registradas no estado, foram perdidos 46,9 mil hectares, que correspondem a 5,22% da área semeada. O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional do grão, respondendo por 70% do total.



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