quarta-feira, julho 8, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

produção cresce 13,2%, mas exportações devem cair



As importações permanecem estáveis




Foto: Divulgação

O quarto levantamento da safra de grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), projeta um crescimento de 13,2% na produção de arroz em relação à safra anterior, alcançando aproximadamente 12 milhões de toneladas. O aumento é atribuído principalmente à expansão da área plantada, estimulada pela excelente rentabilidade do setor, e às condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras, marcadas por um cenário de La Niña moderado.

No entanto, o consumo nacional do grão foi ajustado para 10,5 milhões de toneladas na safra 2023/24, alinhando-se à média dos últimos cinco anos. O ritmo de comercialização também desacelerou, com uma redução de 6,4% em relação à safra 2022/23, segundo dados da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO).

Com os preços internos operando acima das paridades de exportação e a menor disponibilidade interna, as exportações de arroz brasileiro na safra 2023/24 devem recuar para 1,5 milhão de toneladas. Contudo, para 2024/25, a estimativa é de um aumento nas vendas externas, atingindo 2 milhões de toneladas, devido à recuperação produtiva e à expectativa de preços mais baixos.

As importações, por sua vez, permanecem estáveis em 1,4 milhão de toneladas para ambas as safras. Já os estoques de passagem, que refletem o volume remanescente ao final do ciclo, devem crescer, chegando a 1,3 milhão de toneladas ao término da safra 2024/25, em fevereiro de 2026.

Com a recuperação produtiva e o fortalecimento das exportações, o setor orizícola brasileiro segue promissor, mesmo diante dos desafios do consumo interno e do mercado global.





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Governo sanciona regulamentação da reforma tributária sobre consumo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei Complementar (PLC) 68/2024, que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo.

O texto, agora convertido em Lei Complementar 214, teve votação concluída pelo Congresso Nacional no fim do ano passado e marca um momento histórico na reestruturação do sistema de impostos do país, discutida há três décadas.

“Fazer o que nós fizemos num regime democrático, em um Congresso onde meu partido só tinha 70 deputados e 9 senadores. Fazer isso com imprensa livre, sindicato livre e com empresário podendo falar o que quiser, demonstra que a democracia é a melhor forma de governança que existe no planeta Terra”, celebrou o presidente, em discurso na cerimônia de sanção, no Palácio do Planalto.

Para Lula, pela magnitude da reforma, que incluiu emenda constitucional, lei complementar e uma mudança que mexe nos interesses de todos os estados e municípios, só um regime autoritário teria condições de fazer, mas a democracia brasileira fez uma “proeza”.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que participou da cerimônia de sanção da nova lei, afirmou que a aprovação da reforma só foi possível pelo amplo engajamento de diversos setores da sociedade brasileira, do governo e do Congresso Nacional. Para o parlamentar, a reforma, embora não seja a ideal, combate a cumulatividade [cobrança de imposto sobre imposto], acaba com a guerra fiscal entre os estados e proporciona mais justiça tributária.

Imposto sobre valor agregado

O texto de regulamentação da reforma trata das regras de incidência do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA Dual), que se subdivide em dois tributos básicos sobre o consumo: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), arrecadado em nível federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que será arrecadado por estados e municípios.

Esses novos impostos foram formulados em uma emenda constitucional aprovada em dezembro de 2023, no que foi o primeiro grande passo da reforma.

Além disso, será instituído o Imposto Seletivo (IS), o chamado “imposto do pecado”, que é uma sobretaxa aplicada sobre determinados produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

A nova legislação promove, gradualmente, a substituição de cinco tributos: PIS, Cofins, IOF-Seguros, IPI, ICMS e ISS. O processo de transição para o novo modelo, com o IVA Dual, começa em 2027 e vai até 2033.

Reforma aumentará o PIB

mãos segurando notas de cinquenta reais auxílio emergencial renda mínima créditomãos segurando notas de cinquenta reais auxílio emergencial renda mínima crédito
Foto: Agência Brasil

O secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernardo Appy, ressaltou que o efeito da reforma tributária sobre o crescimento do país é extremamente relevante, ainda que o processo seja lento.

“No prazo de 10 a 15 anos, estamos falando do aumento da renda maior que 10%, além do que cresceria o PIB [Produto Interno Bruto, soma de bens e serviços] de todos os brasileiros, por conta dessa reforma. E estamos falando de um sistema mais justo do que o atual, porque desonera mais os pobres e onera mais os ricos, ao contrário do que acontece hoje”, destacou.

“Não vai ser perceptível a mudança amanhã ou depois de amanhã, mas eu tenho certeza que esse será o maior legado na economia que o presidente Lula vai deixar”, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, as mudanças farão o Brasil sair do ranking dos piores regimes tributários do planeta.

“O último relatório do Banco Mundial coloca o atual sistema tributário, que deixa de vigorar, entre os 10 piores do mundo, entre 190 países avaliados. Ficamos na posição 184. Só tem 6 países com um sistema tributário pior do que o brasileiro”, observou Haddad.

Novidades da reforma

Além da redução e simplificação de tributos, a regulamentação da reforma traz novidades como o cashback (devolução parcial de imposto para os mais pobres), impostos reduzidos para imóveis e cesta básica nacional isenta de imposto.

“O sistema cashback garantirá a devolução personalizada do tributo às famílias de baixa renda, inscritas no CadÚnico [Cadastro Único de Programas Sociais]. Portanto, com critério social claro e definido. Quem ganha até meio salário mínimo de renda per capita familiar estará apto a receber automaticamente o cashback desse imposto”, exemplificou o senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator do PLC no Senado, citando que os mais pobres poderão reaver impostos sobre botijões de gás e serviços de energia elétrica e outros.

Na avaliação do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), um dos relatores do PLC na Câmara, essa reforma “é a mais importante para os setores econômicos desde o Plano Real, e que poderá trazer ganhos de competitividade e produtividade”, além de ajudar a enfrentar o problema da desindustrialização do país.

A lei também cria regimes diferenciados, com redução de alíquotas do IBS e da CBS, a profissionais intelectuais, serviços de saúde e educação, produtos de higiene pessoal utilizados por pessoas de baixa renda, serviços e operações ligados à segurança nacional, segurança da informação e segurança cibernética, produtos agropecuários, florestais e extrativistas, além de produções artísticas e culturais.

De acordo com o ministro da Fazenda, o presidente Lula vetou alguns trechos do projeto de lei aprovado, como o trecho que proibia a cobrança do Imposto Seletivo sobre exportações de bens minerais, mas que não mexem com as “decisões de mérito” do Congresso Nacional.



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Confira as cotações da arroba do boi gordo hoje



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos nesta quinta-feira (16). Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo.

“Isso porque as indústrias ainda encontram dificuldade na composição de suas escalas de abate, que hoje atendem entre cinco e seis dias úteis na média nacional”.

Iglesias lembra que as exportações permanecem em altíssimo nível, com potencial para um novo recorde histórico na atual temporada, ressaltando que o Brasil ainda é a melhor alternativa para o fornecimento global de carne bovina.

Preço médio da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 333,08 (R$ 332,75 ontem)
  • Minas Gerais: R$ 319,71, estável.
  • Goiás: R$ 323,04 (R$ 321,43 anteriormente)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 325,57 (R$ 324,89 anteriormente).
  • Mato Grosso: R$ 317,70 (R$ 316,22 ontem)

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta queda dos preços no decorrer desta quinta-feira. “A baixa aconteceu nos cortes do traseiro bovino, o que é perfeitamente compreensível dado o perfil de consumo para o primeiro bimestre”.

Segundo ele, a população tende a priorizar o consumo de proteínas de menor valor agregado, a exemplo dos cortes do dianteiro bovino, carne de frango, ovo e embutidos.

O quarto traseiro foi cotado a R$ 26,50, queda de R$ 0,25. Ponta de agulha permanece cotada a R$ 18,50, por quilo. Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 18,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,50%, sendo negociado a R$ 6,0546 para venda e a R$ 6,0526 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9957 e a máxima de R$ 6,0707.



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Balança comercial do agro brasileiro será favorecida por 4 fatores em 2025, diz consultoria


O agronegócio brasileiro gerou US$ 165,13 bilhões em receita de exportação em 2024. Apesar do recuo de 1,2% na balança comercial em comparação com 2023, o número representa o segundo maior faturamento do setor em termos de embarques de commodities agropecuárias.

De acordo com levantamento da consultoria Datagro amparado em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a China se manteve como o principal destino dos produtos nacionais ao longo do ano passado. As vendas ao mercado chinês somaram US$ 49,7 bilhões, retração de 17,5% ante 2023, ou US$ 10,54 bilhões a menos.

Balança comercial do agronegócio brasileiro 2025Balança comercial do agronegócio brasileiro 2025
Foto: Divulgação Datagro

Com isso, a participação chinesa saiu de 36,2% em 2023 para 30,2% em 2024. Como já era de se esperar, a soja em grão foi a protagonista nessas transações: vendas de US$ 31,5 bilhões (queda anual de US$ 7,4 bilhões). Assim, o gigante asiático comprou 73,4% do total da oleaginosa exportada pelo Brasil.

Em seguida, aparece os Estados Unidos, com embarques de US$ 12,1 bilhões (+23,1%), adquirindo, principalmente, café verde, celulose, carne bovina in natura e suco de laranja.

Estimativas para 2025

Para a Datagro, o ano de 2025 guarda maiores oportunidades para as exportações do agronegócio brasileiro por quatro principais fatores, na visão da Datagro:

  • Valorização do dólar frente ao real
  • Eleição de Donald Trump e a tensão comercial entre Estados Unidos e China
  • Recuperação da safra de grãos
  • Investimentos logísticos

O contexto de valorização do dólar frente ao real e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos são fatores que devem reacender a perspectiva de tensões comerciais, tendo em vista os planos do novo presidente de taxar as importações, sobretudo de produtos chineses.

Ademais, a empresa diz que, no lado da oferta, há a expectativa de recuperação das safras de grãos e provável maior oferta de cana-de-açúcar em função das boas condições climáticas desde outubro do ano passado.

Para a soja, principal commodity agrícola exportada pelo país, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de 166,33 milhões de toneladas na safra 2024/25, aumento de 12,6% ante à temporada anterior.

“Cabe pontuar que há a probabilidade de maior abertura de janela de oportunidade para as exportações de grãos do Brasil uma vez que a possível tensão comercial entre os Estados Unidos e a China pode ampliar a compra de Pequim da soja e do milho brasileiro em detrimento ao produto norte-americano”, diz o levantamento.

Desaceleração chinesa

Em contrapartida, a Datagro pontua que, apesar da preferência pelo grão brasileiro face ao cenário de guerra comercial com os norte-americanos, a expectativa de desaceleração da economia chinesa impõe cautela quanto ao desempenho das exportações do agronegócio em 2025.

“Adicionalmente, após registrar recordes, há preocupações quanto ao excedente exportável de café em 2025 em razão dos impactos da seca e dos incêndios nos cafezais em 2024, enquanto o setor de suco de laranja deve enfrentar mais um ano de desafios com pomares envelhecidos e maior propagação de doenças, como o greening“.

Investimentos logísticos

Porto de SantosPorto de Santos
Foto: Divulgação APS

A Datagro enxerga com bons olhos o campo logístico brasileiro. “O setor tem investido na expansão e modernização dos portos, a exemplo dos investimentos na infraestrutura do Porto de Santana, no norte do país, o que fortalecerá o Arco Norte como hub estratégico para o escoamento de grãos”.

Outro exemplo pontuado pela consultoria, ainda que de longo prazo, é o Porto de Chancay, no Peru, que está recebendo investimentos significativos para permitir uma rota mais ágil em comparação com os portos tradicionais do Atlântico.

“Embora ainda existam desafios logísticos no Peru, como o trajeto de 800 quilômetros pelos Andes, o investimento em infraestrutura, somado à redução no tempo de navegação, representa uma oportunidade promissora para os produtores da região Norte e Centro-Oeste do Brasil”.

A consultoria ainda destaca que, apesar dos investimentos em rotas alternativas, o Porto de Santos, em São Paulo, também tem recebido aportes para aprimorar o escoamento de produtos do agronegócio. Como exemplo, ressalta que em novembro de 2024 foi inaugurado o terminal T-32 e a conclusão da segunda fase do terminal da DP World Brasil (DPW), que são estruturas responsáveis por comportar as cargas de celulose e papel.

“Em paralelo, a Cofco investiu em um terminal no Porto de Santos com capacidade para movimentar 14 milhões de toneladas de grãos por ano. A inauguração do terminal está prevista para 2025 e deve quadruplicar a capacidade portuária da companhia no Brasil, permitindo o embarque de até 200 navios por ano”.

O terminal conta com conexão direta a ferrovias, promete reduzir custos logísticos e otimizar o escoamento de soja, milho e açúcar, principais produtos exportados pelo Brasil para a China.



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Preços da soja em queda; veja as cotações no Brasil



Os preços da soja caíram no Brasil nesta quinta-feira (16), ajustando-se à paridade de exportação. A Bolsa de Chicago também caiu, os prêmios são negativos e o dólar não consegue compensar o cenário baixista. Os negócios, quando ocorreram, foram pontuais, com os vendedores retraídos.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): de R$ 135,00 para R$ 132,00
  • Missões (RS): de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): de R$ 141,00 para R$ 138,00
  • Cascavel (PR): de R$ 128,00 para R$ 123,00
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 136,00 para R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): de R$ 121,00 para R$ 116,50
  • Dourados (MS): de R$ 122,00 para R$ 120,00
  • Rio Verde (GO): de R$ 123,00 para R$ 120,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais acentuadamente baixos. A previsão de chuvas para a Argentina, aliviando o estresse hídrico naquele país, e o bom desenvolvimento das lavouras no Brasil pressionaram as cotações.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 132.000 toneladas de soja em grãos para a China, a serem entregues na temporada 2024/25.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 569.100 toneladas na semana encerrada em 2 de janeiro. Analistas esperavam exportações entre 300 mil e 900 mil toneladas.

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,50%, negociado a R$ 6,0546 para venda e a R$ 6,0526 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9957 e a máxima de R$ 6,0707.



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AgroNewsPolítica & Agro

Drones revolucionam aviação agrícola e impulsionam eficiência no campo


A tecnologia de drones está transformando o futuro da aviação agrícola, abrindo novas possibilidades para o setor e ampliando a eficiência no manejo das lavouras. Com sua capacidade de aplicação de insumos de forma precisa e em áreas de difícil acesso, os drones surgem como uma alternativa promissora aos aviões agrícolas tradicionais, especialmente em pequenas e médias propriedades.

Os drones agrícolas destacam-se pela versatilidade. Equipados com sensores e câmeras avançadas, eles permitem o mapeamento detalhado do solo, identificam focos de pragas e doenças e aplicam defensivos com precisão cirúrgica. Essa tecnologia não só reduz custos com insumos, mas também minimiza impactos ambientais, ao evitar a aplicação excessiva de produtos químicos.

Segundo dados de mercado, o uso de drones na agricultura vem crescendo exponencialmente nos últimos anos, impulsionado por inovações tecnológicas e pela busca por soluções mais sustentáveis. Empresas especializadas no desenvolvimento de drones agrícolas relatam um aumento expressivo na demanda, especialmente em culturas como soja, milho e café, onde a precisão e a agilidade são cruciais.

Embora os drones não substituam completamente os aviões agrícolas, que ainda são indispensáveis para grandes áreas de cultivo, eles se consolidam como uma ferramenta complementar, atendendo propriedades menores e oferecendo suporte em operações específicas. Além disso, sua operação demanda menor custo inicial e menor impacto ambiental, tornando-os acessíveis a um maior número de agricultores.

Apesar das vantagens, o setor ainda enfrenta desafios, como a regulamentação do uso de drones e a capacitação de operadores. No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) regula o uso de aeronaves não tripuladas, exigindo treinamento específico e cumprimento de normas de segurança. Especialistas acreditam que, à medida que a tecnologia avance, esses desafios serão gradualmente superados.

Com perspectivas otimistas, o futuro da aviação agrícola passa pela integração de drones e aeronaves tripuladas, promovendo uma agricultura mais eficiente, sustentável e tecnológica. A inovação promete transformar a forma como os agricultores lidam com a produção, garantindo maior produtividade e conservação dos recursos naturais.





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Nível do Rio São Francisco atinge 7 metros após chuvas na Bahia


Em Bom Jesus da Lapa, na região Oeste da Bahia, e acordo com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAEE), o nível do Rio São Francisco subiu 7 metros nos últimos dias e alagou ruas e casas no bairro Beira Rio.

Equipes da prefeitura estão auxiliando na retirada das famílias e pertences das áreas de risco. Do alto da Ponte Gersino Coelho, que liga as estradas federais, BR-349 e BR-430, da pra ver o tamanho da cheia do rio.

Em contato com nossa produção, o coordenador da Defesa Civil do município, Léo de Lió, disse que algumas lavouras de mandioca, batata e hortaliças próximas ao leito do rio ficaram submersas, no entanto, segundo ele, a água já começou a baixar.

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Bairro Beira Rio em Bom Jesus da Lapa | Foto: Ascom/Prefeitura de Bom Jesus da Lapa

De acordo com a prefeitura, do dia 8 de janeiro até o dia 14, choveu aproximadamente 296 milímetros em Bom Jsus da Lapa.

Em toda a Bahia, a Defesa Civil informou na tarde quinta-feira (16), que 14 municípios estão em Estado de Emergência.

Chuva no Matopiba

Rio Paranaíba, Uruçuí, Piauí, MatopibaRio Paranaíba, Uruçuí, Piauí, Matopiba
Cheia do Rio Parnaíba em Uruçuí (PI), próximo da divisa com o Maranhão, no dia 15 de janeiro de 2025 | Foto: Netto Fotografia

Também no Matopiba, no Piauí, moradores estão tendo que sair de casa depois da cheia do Rio Parnaíba, em Uruçuí, divisa com o Maranhão.

O município de Picos, com quase 87 mil moradores foi um dos mais afetados pelas chuvas no estado. De acordo com a Defesa Civil, 50 pessoas estão desabrigadas.

Picos, Piauí, chuvas, desastrePicos, Piauí, chuvas, desastre
Picos foi um dos municípios mais afetados no Piauí | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Diante dos estragos, o prefeito de Picos, decretou estado de calamidade pública.

Em Barreiras, também no Oeste da Bahia, a Defesa Civil informou que até esta tarde, o acumulado de chuvas em janeiro foi de 258 milímetros, um aumento expressivo em comparação com o mesmo período do ano passado que foi de 117 milímetros.

Rio Grande, Barreiras, Bahia, Oeste da Bahia, MatopibaRio Grande, Barreiras, Bahia, Oeste da Bahia, Matopiba
Rio Grande no trecho urbano da cidade de Barreiras | Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural BA

Exemplo disso, é o Rio Grande, que corta a cidade e está bem cheio. Ele deságua no Rio São Francisco e na foz, estava próximo dos 5 metros (4,61 m) até às três da tarde desta quinta-feira (16).

Situação das estradas baianas

A Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) informou 23 ocorrências em rodovias baianas em decorrência das chuvas desde o dia 10 de janeiro de 2025.

Deste total, 19 pontos estão com o tráfego restabelecido, 3 com o trânsito liberado em meia pista e um interrompido.

A execução das intervenções também conta com o apoio dos Consórcios Intermunicipais de Infraestrutura.

Na BA-172, próximo à Santa Maria da Vitória, no Oeste da Bahia, o grande volume das chuvas fez com que a água invadisse a pista em alguns pontos no último sábado (11).

O nível da água já diminuiu e não houve danos no pavimento. A equipe técnica da Seinfra realiza o monitoramento da situação do trecho. O tráfego de veículos está normal.

Um trecho da BR-101, em Santo Antônio de Jesus, apresentou problemas de erosão e o trânsito estava parcialmente interditado na última quarta-feira (15).

Sobre a situação da rodovia federal, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), não respondeu o nosso contato até a publicação desta reportagem.


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Safra de soja deve crescer em comparação à anterior, diz consultoria



O Brasil está prestes colher a maior safra de soja da história, de acordo com a Agroconsult. Os números indicam uma produção de 172,4 milhões de toneladas, em uma área de 47,5 milhões de hectares. Essa expectativa se deve ao clima favorável no início do ciclo, ao aumento da área plantada e às boas condições de cultivo na maioria dos estados produtores.

A previsão aponta para uma produtividade média de 60,5 sacas por hectare, o que representa um aumento de 10,9% em relação à safra de 2023/24 e de 6,2% em comparação ao recorde de 2022/23. Embora ainda haja muito a ser feito até o final da colheita, a safra se beneficia de um crescimento de cerca de 700 mil hectares, um aumento de 1,5% sobre o ano passado.

A expansão da área plantada ocorre principalmente devido à migração de áreas anteriormente destinadas ao milho verão para a soja, que tem custos de produção mais baixos. A boa distribuição das chuvas no início do ciclo permitiu um bom estabelecimento das lavouras e, ao contrário do ano passado, o replantio foi mínimo.

Os estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Tocantins se destacam com o potencial de produtividade mais alto da história. Mato Grosso, por exemplo, está prestes a alcançar recordes de produtividade, com estimativas de 63 sacas por hectare. Já a Bahia tem lavouras uniformes e previsão de 67 sacas por hectare, enquanto Minas Gerais e São Paulo também registram números positivos com estimativas de 66 e 64,5 sacas por hectare, respectivamente.

No entanto, as condições climáticas ainda trazem desafios, como a estiagem e as altas temperaturas em algumas regiões, como o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso do Sul, que impactam a produtividade das lavouras. As preocupações com o aumento da umidade durante a colheita também são apontadas como um possível desafio para a logística de armazenagem e secagem do grão.



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Conab quer baixar preço ao produtor, dizem entidades que contestam dados


O levantamento da safra 2024/25 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na última terça-feira (14) repercutiu negativamente entre as entidades que representam os produtores de arroz do Rio Grande do Sul.

Isso porque a autarquia estimou que a área a ser semeada com o cereal no estado deve totalizar 988 mil hectares, 6,4% acima do que o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) projeta, de 927,8 mil hectares.

Com base nessa discrepância, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) emitiram na última quarta-feira (15) nota conjunta para contestar os números da Companhia.

No comunicado, as entidades externaram sua preocupação com a “nova rodada de desinformação quanto aos dados de área, produtividade e produção de arroz” que estão sendo divulgados pela Conab.

Área vai crescer, mas não tanto

arrozarroz
Foto: Embrapa/divulgação

As entidades reforçam que o governo divulgou através da Conab dados “equivocados sobre a produção de arroz”, superestimando a produção (8.255,2 milhões de toneladas no RS e 11.985,8 milhões no Brasil) com o intuito claro de intervir nos preços do cereal, o que pode causar mais problemas para produtores, indústrias, varejistas e, principalmente, consumidores.

“Informamos que, de acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), órgão que, diferentemente da Conab, realiza levantamentos de campo e o faz por várias décadas, a área plantada efetivamente cresceu em relação a 2024, mas 2,69% e não 9,7% como erroneamente está sendo informado pela Conab. Embora pareça pouco, esse erro pode custar bilhões de reais ao país”, destacam.

De acordo com o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, a diferença de 60 mil hectares projetada entre o Irga – Instituto de confiança das entidades representativas dos produtores – e a Conab poderia gerar uma diferença expressiva de 500 mil toneladas a mais de arroz na colheita.

Segundo ele, o Irga já havia retificado seus números com base nos problemas enfrentados pelos produtores, principalmente os da parte central do estado. Assim, cortou em mais de 20 mil hectares a intenção de plantio frente à área efetivamente semeada, de 948,3 para os atuais 927,8 mil hectares.

“Esse dado do Irga já tinha sido publicamente anunciado, mas a Conab não apenas o desconsiderou, como aumentou ainda mais a estimativa de área. Acredito que a Conab está usando o arroz de forma política na tentativa de baixar os preços do cereal, ou seja, está agindo de forma populista”, diz Velho.

Influência nos preços do arroz

A nota da Federarroz e da Farsul afirma, ainda, que em 2024 o governo brasileiro estava disposto a “desperdiçar R$ 7,2 bilhões para compra de arroz importado”, com o intuito de ser vendido com preço tabelado e abaixo do custo de produção, sob a alegação que faltaria arroz para o consumidor interno.

“Dissemos, de maneira clara, que não faltaria arroz e não faltou, em nenhum supermercado do Brasil, nenhum dia e nem por um minuto, apesar do pânico causado na população pelo próprio governo”, observa o comunicado das entidades.

Por fim, apesar das diferenças de estimativa entre Conab e Irga, o comunicado das entidades tranquiliza a sociedade ao dizer que, como de costume, será produzido bem mais arroz do que os brasileiros consomem, “o que nos obrigará a exportar excedentes, não havendo nenhum risco de desabastecimento”.

Resposta da Conab

Procurada pela reportagem, a Conab enviou uma nota de resposta ao posicionamento da Federarroz e da Farsul.

A autarquia ressalta que acompanha regularmente as informações da cadeia produtiva do arroz e desenvolve, há quase 50 anos, levantamentos da produção agrícola, com objetivo de contribuir para a formulação de políticas públicas e disponibilizar gratuitamente informações atualizadas sobre a conjuntura agrícola.

Assim, refuta qualquer ilação quanto à manipulação de dados com o objetivo de influenciar o comportamento do mercado agrícola.

“O acompanhamento da safra brasileira, realizado mensalmente pela Conab, reflete a expectativa de produção no mês anterior à publicação do relatório mensal de safra. Destaca-se que a semeadura do arroz, no Rio Grande do Sul, finalizou na segunda semana de janeiro. A equipe técnica da Conab voltará a campo a partir da próxima semana. Esses dados serão publicados no relatório de fevereiro”.

Ainda conforme a nota, a Companhia destaca que com o propósito de aprimorar as informações do levantamento de safra, ampliou parcerias com instituições reconhecidas pela sua capacidade técnica. “Dentre essas, firmamos acordo de cooperação técnica com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para implementar mapeamento de área cultivada de arroz no Rio Grande do Sul, por meio de imagem de satélite”.

Por fim, a Conab diz que com esse levantamento objetivo, poderá dirimir quaisquer dúvidas relativas à área plantada de arroz, comparativamente ao levantamento subjetivo da Conab e de outras instituições.



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Chocolate Surpresa volta ao mercado para promover agricultura regenerativa de cacau



A Nestlé anunciou na terça-feira (15), o relançamento do chocolate Surpresa, clássico das décadas de 1980 e 1990, para divulgar seu programa de agricultura regenerativa de cacau, que recebeu investimentos de R$ 110 milhões no Brasil.

O programa, chamado Nestlé Cocoa Plan, conta com a parceria de 6 mil produtores sustentáveis e quatro moageiras. O cacau cultivado por meio do programa será utilizado na produção do chocolate que marca o retorno do produto ao mercado.

Os R$ 110 milhões investidos até agora no Nestlé Cocoa Plan fazem parte do total de R$ 2,7 bilhões destinados à operação de chocolates e biscoitos da Nestlé no Brasil até 2026. Segundo a empresa, o programa foi fundamental para que, em 2024, a Nestlé atingisse a meta de obter 30% de suas principais matérias-primas (cacau, café e leite) provenientes de agricultura regenerativa.

“Nosso foco é garantir uma cadeia produtiva eficiente, com qualidade e responsabilidade. A meta agora é ampliar a agricultura regenerativa para 50% das nossas principais matérias-primas até 2030, o que demandará mais investimentos e avanços tecnológicos”, afirmou o gerente de ESG da Nestlé no Brasil, Luiz Collaço.

As fazendas participantes do programa são avaliadas em 41 critérios de controle estabelecidos pela Nestlé, o que inclui monitoramento de emissões de carbono e treinamentos voltados para jovens agricultores.

Com o retorno do Surpresa, a Nestlé busca aliar nostalgia e sustentabilidade.

O produto chega ao mercado com uma plataforma digital que inclui o jogo “Mundo Surpresa” no Roblox. Nele, os usuários podem simular a gestão de uma fazenda de cacau sustentável, desde o plantio até a produção de chocolate.

Além disso, as embalagens da nova versão do chocolate trazem QR Codes que permitem acessar cards digitais e interagir com animais em realidade aumentada, reforçando a mensagem de educação ambiental por meio da inovação tecnológica.



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