quarta-feira, julho 8, 2026
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Dólar recua a R$ 5,1484 com real sustentado por avanço do petróleo


Juros futuros sobem após EUA restringirem venda de petróleo do Irã

O dólar à vista encerrou esta quarta-feira (8) em queda de 0,09%, cotado a R$ 5,1484, depois de alternar altas e baixas ao longo da manhã. A moeda americana perdeu força frente ao real durante a tarde, em movimento alinhado ao comportamento do dólar no exterior. A sessão foi influenciada pela moderação da aversão ao risco e pelas oscilações do petróleo em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã.

Na sessão, o dólar marcou máxima de R$ 5,1847 e mínima de R$ 5,1367. Nos seis primeiros pregões de julho, a moeda americana acumula desvalorização de 0,28%, após ter avançado 2,38% em junho.

Embora divisas emergentes da América Latina e o rand sul-africano tenham registrado perdas moderadas, o real teve desempenho superior. Segundo o economista-chefe da Franklin Templeton Brasil, Adauto Lima, esse comportamento está ligado ao fato de o Brasil ser exportador líquido de petróleo, o que faz a alta da commodity se traduzir em melhora dos termos de troca.

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"O real performou melhor no período de guerra e perdeu um pouco de valor, junto com as outras moeda emergentes, com a postura mais conservadora do Federal Reserve. Agora, com a volta dos atritos lá fora, sofre menos", afirmou Lima.

As cotações do petróleo oscilaram ao longo do dia conforme declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as negociações com o Irã. Depois de superar US$ 80 no fim da manhã, o barril do Brent para setembro fechou a US$ 78,02, com alta de 5,20%, no maior nível desde 22 de junho.

Para a economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, o real se beneficiou da valorização do petróleo e de outras commodities, destoando do comportamento de outras moedas emergentes.

No exterior, o índice DXY rondava a estabilidade no fim da tarde, perto dos 101,000 pontos, após máxima de 101,275 pontos pela manhã. A coroa norueguesa, também ligada ao petróleo, subia cerca de 0,60%.

A ata do Federal Reserve (Fed) também esteve no radar do mercado. Em formato mais enxuto, o documento confirmou a preocupação dos dirigentes com a inflação e reiterou a falta de consenso sobre os rumos da política monetária. Para o estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, a comunicação recente do Fed segue mais conservadora e aponta para elevação do juro básico.

Ao fim do dia, o recuo do dólar frente ao real refletiu a perda de força da moeda americana no exterior, em uma sessão marcada pela alta do petróleo, pela redução da aversão ao risco e pela leitura da ata do Fed.

Fonte: Estadão Conteúdo

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