quarta-feira, julho 8, 2026

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Comercialização de soja 2023/24 avança, mas preço cede



MT registra avanço nas vendas de soja




Foto: Pixabay

Segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgado nessa segunda-feira (13), a comercialização da soja da safra 2023/24 em Mato Grosso atingiu 99,73% da produção em dezembro de 2024, representando um avanço de 0,50 ponto percentual em relação ao mês anterior. O índice é 1,72 ponto percentual superior ao registrado no mesmo período da safra passada e 0,78 ponto percentual acima da média histórica, reflexo da redução na oferta devido à quebra de produção nesta temporada.

Em termos de preços, houve uma retração de 3,12% no comparativo mensal, com a saca sendo negociada, em média, a R$ 134,98.

Para a safra 2024/25, as vendas alcançaram 45,20% da produção estimada até dezembro, apresentando um crescimento de 4,11 pontos percentuais em relação a novembro. As boas condições das lavouras motivaram os produtores a negociarem volumes maiores.

Por outro lado, o mercado enfrentou desafios de preços, influenciados pela queda na cotação da soja no CME Group, pela pressão sobre o prêmio portuário e pela valorização do dólar, que, apesar de alta, não foi suficiente para sustentar os valores da commodity. O preço médio da saca da soja foi negociado a R$ 111,23, uma queda de 0,40% em relação ao mês anterior, conforme dados divulgados.





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Defesa Civil alerta população para risco de novos temporais no RS


A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu, nesta sexta-feira (17), cinco alertas para moradores e pessoas que estejam de passagem por diferentes regiões do estado. Os avisos abrangem várias cidades onde há previsão de chuvas e ventos fortes acompanhados por descargas elétricas e possibilidade de queda de granizo ainda hoje.

A advertência vale para a região metropolitana de Porto Alegre, além de uma extensa área da Serra Geral, Vales, Costa Doce, litoral norte e extremo sul gaúcho. A recomendação é que a população esteja atenta aos informes dos órgãos oficiais municipais, conheça os planos de contingência locais para saber identificar os riscos e como agir em caso de necessidade. Caso sejam surpreendidas por condições adversas severas, as pessoas devem buscar abrigo imediatamente.

Segundo a Defesa Civil estadual, o temporal que atingiu a cidade de Campo Bom, no Vale do Rio dos Sinos, a cerca de 50 quilômetros de Porto Alegre, destelhou parcialmente ao menos 28 imóveis. Outras cinco casas foram destelhadas em Caxias do Sul. Também foram registrados danos em Novo Hamburgo e em Piratini.

Na capital, Porto Alegre, a Defesa Civil municipal emitiu alerta preventivo diante da possibilidade de tempestades com fortes rajadas de vento ocorrerem até as 18 horas de hoje. Ontem (16), uma chuva intensa causou alagamentos em diferentes pontos da cidade, interrompendo o tráfego de veículos. Moradores de alguns bairros registraram a queda de granizo e órgãos municipais foram acionados para remover árvores e galhos que caíram com a força dos ventos. Ao menos um imóvel foi parcialmente destelhado, e uma pessoa foi ferida pela queda de um painel.

A Defesa Civil recomenda que a população evite áreas alagadas e esteja atenta à possibilidade de quedas de galhos de árvores e outras eventuais consequências das chuvas e ventos fortes. O órgão também orienta as pessoas a, em caso de tempestade, buscar abrigo em locais seguros, mantendo distância de postes, árvores e estruturas que possam ser derrubadas pelas rajadas de vento.



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Confira a previsão do tempo para as áreas produtoras de soja



O cenário climático para as lavouras de soja no Brasil é de esperança para algumas regiões, mas ainda apresenta dificuldades em outras. Mato Grosso do Sul, por exemplo, já recebeu algumas chuvas, mas o solo ainda precisa de mais umidade. De acordo com a previsão do tempo, no interior de São Paulo, há mudanças no cenário, com chuvas que trazem alívio para os paulistas, mas que ainda precisam ser mais intensas.

O Rio Grande do Sul e o Paraná seguem com uma situação delicada e também necessitam de mais precipitações nos próximos dias. O fim de semana promete mudanças, com chuvas previstas para o Mato Grosso do Sul, especialmente em sua porção sul, com volumes de até 50 mm em cinco dias, o que ajuda os produtores da região.

Na região Sudeste, a chuva segue intensa em São Paulo, enquanto Minas Gerais recebe uma trégua, o que favorece os trabalhos agrícolas no estado. Já no Sul, a formação de um ciclone extratropical entre domingo e segunda-feira traz chuvas significativas para Santa Catarina e o Paraná, ajudando a aliviar o déficit hídrico nas lavouras de soja.

No Matopiba, a previsão de chuvas se concentra no Maranhão e no Piauí, com algumas dificuldades para os produtores no campo, mas a Bahia deve ter um impacto menor, com volumes de 50 mm em cinco dias. No Norte, Rondônia e Santarém podem enfrentar chuvas fortes, com volumes superiores a 50 mm, e até 150 mm em algumas áreas, o que pode prejudicar os trabalhos no campo.



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Brasil passará a exportar 3 novos produtos agropecuários aos Estados Unidos



Os Estados Unidos acabaram de anunciar que passarão a permitir a entrada de feno (Alfalfa Hay e Timothy Hay), erva-mate e flor seca de cravo-da-índia brasileiros sem a exigência de certificação fitossanitária.

De acordo com nota do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a decisão das autoridades norte-americanas reflete a elevada credibilidade internacional do sistema de controle sanitário e fitossanitário do Brasil.

Em 2024, o Brasil consolidou sua posição como um dos principais exportadores de produtos agropecuários para o páis da América do Norte, com destaque para carne bovina, café e suco de laranja.

“A abertura do mercado norte-americano para os novos produtos poderá impulsionar as exportações brasileiras nos setores beneficiados”, diz a pasta.

No caso da erva-mate, planta de consumo tradicional no Brasil, o país produziu 736.893 toneladas em 2023 em uma área de 82,1 mil hectares, sendo o Paraná o estado que mais cultiva a planta, conforme o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o atual anúncio dos Estados Unidos, o agronegócio brasileiro alcança sete novas aberturas de mercado em 2025, totalizando 307 novas oportunidades de negócio em 64 destinos desde o início de 2023.



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relatório avalia empresas com as melhores práticas de bem-estar animal



A ONG internacional Sinergia Animal publicou, nesta sexta-feira (16), a terceira edição do relatório “Porcos em Foco: Monitor da Indústria Suína Brasileira”.

A publicação traz análise das 16 maiores produtoras e processadoras de carne suína do Brasil e elenca, em ranking, as suas políticas de bem-estar animal, indo da categoria A (melhor posicionamento) à F (pior classificação).

O intuito é avaliar o progresso do setor para acabar com práticas que causam sofrimento animal. De acordo com o documento, as empresas analisadas representam cerca de 70% da produção nacional da proteína derivada dos suínos.

Uma das novidades da terceira edição do relatório é ampliação da cadeia produtiva, uma vez que oito companhias foram avaliadas pela primeira vez, como Marfrig, Minerva, Nutribras e Ecofrigo.

Ranking das empresas

O Brasil é, atualmente, o 4º maior produtor e exportador de carne suína do mundo, de acordo com o documento Production Pork de 2023, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Entre as empresas responsáveis por esse feito, a JBS, a Pamplona e a BRF seguem liderando o ranking das que mantém as melhores práticas de bem-estar animal. Cada uma delas somou 15 pontos e mantiveram-se na categoria B, a exemplo do que mostrou o relatório de 2023 da Sinergia Animal.

Já a Aurora foi a única que retrocedeu, caindo da categoria D para a E. Na contramão de seus concorrentes, a empresa ainda não sinalizou a intenção de banir corte de orelhas e nem de adotar o sistema “cobre e solta” para novas unidades, ambas práticas já adotadas por JBS e BRF.

Entre os principais avanços, o relatório destaca a Frimesa como a que apresentou mais políticas de bem-estar animal em 2024, subindo da categoria F para a C no ranking após comprometer-se a banir procedimentos dolorosos em leitões, como corte e desbaste de dentes, corte de orelhas e castração cirúrgica.

A diretora da Sinergia Animal no Brasil, Cristina Diniz, ressalta que nenhuma das empresas avaliadas atingiram pontos o suficiente para conseguir se enquadrar na categoria A. No entanto, para ela, a indústria suína brasileira ainda tem a oportunidade de liderar pelo exemplo, adotando práticas alinhadas às expectativas globais de bem-estar animal.

Sofrimento animal e riscos à saúde pública

A avaliação mostra que o corte de caudas e o uso indiscriminado de antimicrobianos também permanecem práticas comuns. Para a Sinergia Animal, ambos são exemplos de soluções paliativas que ignoram problemas estruturais, como o estresse causado pelo confinamento em alta densidade.

“Até 75% dos antibióticos vendidos globalmente são utilizados na pecuária, e no Brasil, o consumo é alarmante: a média de 358 mg/kg de suíno produzido é o dobro da média mundial”, ressalta o relatório.

O uso de antibióticos em animais saudáveis está diretamente ligada ao aumento da resistência antimicrobiana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O setor precisa reconhecer que a resistência antimicrobiana não é apenas uma questão técnica, mas uma crise ética e de saúde pública. Políticas que restrinjam o uso de antibióticos a casos de real necessidade são um passo imprescindível para proteger não apenas os animais, mas também a sociedade”, afirma Cristina.

Para a diretora da ONG, a suinocultura brasileira precisa se mirar em exemplos internacionais, como Reino Unido e Noruega, por exemplo, países que já proibiram completamente o uso de gaiolas de gestação.

Confira o relatório na íntegra.



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Município de Luís Eduardo Magalhães oferece mudas gratuitas à população


A prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, está disponibilizando gratuitamente no Viveiro Municipal, mudas de espécies nativas do Cerrado brasileiro para a população residente no município.

Entre as espécies nativas disponíveis estão as aroeiras, ipês amarelos, sibipirunas, ingás, flamboyants, jacarandás dentre outras variedades, que são encontradas no equipamento público.

De acordo com a administração municipal, cada pessoa pode escolher até três mudas, e no momento da retirada será necessário o preenchimento de um formulário, apresentar um documento de identificação e comprovante de residência de onde será realizado o plantio.

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Foto: Divulgação/ Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães

O projeto que incentiva arborização da cidade é viabilizado pela Secretaria de Sustentabilidade. A retirada das mudas acontece no Viveiro Municipal, localizado na Rua Teixeira de Freitas, n°1048, no bairro Santa Cruz.

A prefeitura informou que o atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Importância da arborização

De acordo com estudo publicado em 2021 por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, em que abordam a influência das árvores na qualidade de vida da população urbana, o plantio de espécies nativas são mais interessantes, pois atraem a fauna a elas associadas, tornando o ambiente mais agradável. 

Os cientistas avaliaram a arborização urbana em Mogi Guaçu, SP, de acordo com o poder aquisitivo em cinco bairros, em 15 quarteirões por bairro, totalizando 1.299 árvores. 

Segundo o artigo dos pesquisadores, Laerte Scanavaca Júnior e Rony Corrêa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), publicado no Brazilian Journal of Agriculture, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma área de vegetação mínima de 12 m² por habitante para uma boa qualidade de vida.

No entanto, poucos municípios brasileiros alcançam esse índice, embora a legislação obrigue os com mais de 20 mil habitantes a terem um Plano Diretor de Florestas Urbanas.

O pesquisador, Laerte Scanavaca Júnior, alerta que árvores requerem manutenção e poda adequada.

Além disso, à época, todos os estudos mostraram que os benefícios superavam os custos à taxa de 1,52 a 6,13 por dólar investido. 


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Brasil exporta 39,75 milhões de toneladas de milho



Exportação de milho cai 8,47% em MT




Foto: Canva

Segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgado nessa segunda-feira (13), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de milho em 2024 registraram queda de 29,84% em relação ao ano anterior, totalizando 39,75 milhões de toneladas exportadas. Apesar da retração, o volume é o quarto maior da série histórica.

Mato Grosso, principal estado produtor, respondeu por 68% das exportações nacionais, com 27,03 milhões de toneladas enviadas ao exterior, uma redução de 8,47% em comparação a 2023. O estado manteve sua liderança, tendo como principais destinos o Egito, Vietnã e Irã, que juntos representaram 9,79 milhões de toneladas do total exportado.

O cenário de redução é atribuído à menor oferta do grão na safra 2023/24, especialmente no segundo semestre de 2024. A tendência sazonal também deve impactar o desempenho do milho no início de 2025, com volumes de exportação menores no primeiro semestre em relação ao segundo, o que pode resultar em uma redução ainda mais expressiva dos envios da safra vigente.





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Plataforma Agro Brasil + Sustentável impulsiona boas práticas na Bahia


A Plataforma Agro Brasil + Sustentável, apresentada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), foi bem recebida pelos produtores baianos representados pelas associações Baiana do Produtores de Algodão (Abapa) e Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

A iniciativa que promete promover mudanças no cenário agropecuário ao unir tecnologia, inovação e práticas socioambientais, foi lançada em dezembro de 2024 pelo Mapa.

De acordo com o ministério, a plataforma, de acesso gratuito por meio do login Gov.br, integra dados oficiais do governo e informações fornecidas pelo mercado, como certificações emitidas por instituições de avaliação de conformidade.

Plataforma Agro Brasil + SustentávelPlataforma Agro Brasil + Sustentável
Site na internet da plataforma lançada pelo Mapa e Serpro | Imagem: Reprodução/Internet

Essa solução auxilia produtores a atenderem às exigências socioambientais do mercado interno e externo.

Além disso, a tecnologia estreia com serviços de verificação socioambiental da propriedade e a habilitação para o Plano Safra.

Relevância

Em nota divulgada pelas entidades, juntos os associados da Aiba e Abapa respondem por 95% da produção agrícola em 2,8 milhões de hectares plantados no Oeste da Bahia com destaque para culturas como soja, algodão, milho e café.

Na última safra, a produção de soja atingiu um recorde de 7,477 milhões de toneladas, um crescimento de 7,7% em relação ao ciclo anterior.

Já a produção da pluma totalizou 691,4 mil toneladas, consolidando a Bahia como o segundo estado produtor de algodão no Brasil.

Para Moisés Schmidt, presidente da Aiba, que representou os agricultores da Bahia e do Brasil no evento de lançamento, a plataforma é uma oportunidade de fortalecer a sustentabilidade na região.

“A Agro Brasil Mais Sustentável é muito mais que uma ferramenta. É um compromisso de produtores e empresas com um futuro onde desenvolvimento e natureza caminhem juntos. Essa iniciativa atende às demandas do mercado global, e também reforça a nossa responsabilidade em promover práticas equilibradas e duradouras na Bahia e em todo o Brasil”, destacou Schmidt.

Entre os benefícios concretos, a plataforma oferece a possibilidade de verificar a conformidade socioambiental das propriedades, além de facilitar o acesso a financiamentos com condições mais atrativas, como descontos de até 0,5% em juros.

No caso dos produtores de algodão, durante o 14º Congresso Brasileiro do Algodão, em Fortaleza (CE), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou um termo de reconhecimento ao programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e ao programa Algodão Brasileiro Responsável para Unidades de Beneficiamento (ABR-UBA). Dessa forma, os produtores, cujas propriedades tenham a certificação ABR, terão acesso aos descontos.

“A assinatura do ministro ao termo significa o reconhecimento oficial do governo sobre o protocolo construído pela Abrapa e associações estaduais, desde 2010. Essa plataforma será um divisor de águas para os nossos produtores e vai ao encontro das boas práticas exigidas na certificação ABR. Com ela, podemos consolidar, não somente a cotonicultura, mas toda a agricultura da região como referência em produção sustentável”, reforçou a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.

Impacto da plataforma

O impacto da plataforma vai além dos resultados econômicos. Segundo especialistas, ela integra a gestão eficiente de recursos naturais com a preservação ambiental, promovendo o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade.

Para o agronegócio baiano, isso representa a oportunidade de fortalecer ainda mais seu protagonismo no setor, elevando a competitividade e consolidando o estado como exemplo de práticas responsáveis no Brasil e no mundo, destacaram em nota as associações.


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Aprosoja Brasil comenta sobre a queda da ponte entre MA e TO



Quase um mês após a queda da ponte que liga os estados do Maranhão e Tocantins, as operações logísticas continuam afetadas. Para entender melhor o impacto dessa situação, o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, foi convidado para atualizar a todos sobre o cenário atual.

Buffon iniciou a entrevista destacando que, apesar de a tragédia ter sido inesperada e ter ceifado vidas, a logística da região ainda enfrenta enormes desafios. “A balsa está sendo instalada esta semana, mas, por enquanto, ela está sendo destinada apenas a veículos pequenos, como caminhonetes e carros de passeio. O trânsito de carga pesada, que impacta diretamente o setor, continua sendo um problema”, explicou o presidente da Aprosoja.

A solução temporária tem sido desviar o tráfego por dois trajetos alternativos, que, dependendo da rota escolhida, variam entre 50 km e 200 km de desvio. No entanto, o estado das estradas, agravado pelas chuvas na região, torna o trânsito ainda mais complicado. Buffon relatou que alguns pontos dessas estradas ficaram ainda mais danificados, com trechos de atoleiros que dificultam a passagem de veículos pesados.

Outro ponto crítico abordado pelo presidente da Aprosoja Brasil é o uso das balsas. “Com o aumento da demanda, as filas nas balsas estão muito grandes, o que tem causado atrasos de até dois dias. Existe a previsão de aumentar a capacidade, com a instalação de balsas maiores, especialmente próximas ao eixo da BR, o que deve ajudar a melhorar o fluxo e reduzir o tempo de espera”, comentou.

De acordo com Buffon, essa situação terá um impacto significativo sobre a logística de pelo menos duas safras. Ele reforçou a urgência das obras para reconstrução da ponte. “A reconstrução precisa ser iniciada o mais rápido possível. Se isso não acontecer, mais duas safras podem ser gravemente afetadas. Já tivemos conversas com órgãos responsáveis e parece que as providências estão sendo tomadas, mas o período de chuvas tem dificultado o início das obras.”

Apesar dos desafios logísticos, o presidente da Aprosoja Brasil também falou sobre a abertura nacional da colheita da soja, que começou em várias regiões e traz boas expectativas para a safra de 2025. “Temos uma safra com previsão de bons resultados, mas é preciso que as questões logísticas sejam resolvidas para garantir que os grãos cheguem aos portos de forma eficiente.”

Confira a matéria completa no Soja Brasil:



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CropLife Brasil lança campanha para promover o uso sustentável de tecnologias no campo



A CropLife Brasil (CLB) lançou nesta quarta-feira (15) a campanha Boas Práticas Agrícolas (BPAs) para conscientizar produtores, trabalhadores rurais, consumidores e outros atores da cadeia produtiva sobre a importância do uso responsável das tecnologias no campo.

O objetivo é estabelecer uma iniciativa permanente para fortalecer a relação entre a produção sustentável de alimentos e os desafios globais de sustentabilidade que impactam o agronegócio, além de capacitar o setor com ferramentas e informações sobre as BPAs, essenciais para geração de impactos positivos na agricultura e no planeta.

De acordo com a empresa, as ações compartilhadas na campanha visam reforçar a adoção de boas práticas como indispensáveis para assegurar sistemas produtivos resilientes, garantir produtividade, conservar ecossistemas e fortalecer a capacidade de adaptação às mudanças climáticas.

A campanha destaca, ainda, que a transformação sustentável na agropecuária exige a colaboração entre governos, instituições de pesquisa, empresas e produtores rurais.

Para o presidente da CLB, Eduardo Leão, a união de esforços é o caminho para garantir a produção de alimentos seguros e de alta qualidade com redução dos impactos ambientais, sociais e econômicos.

“A CropLife Brasil acredita que somente com cooperação e diálogo entre os diversos atores envolvidos é possível conciliar produtividade e sustentabilidade. Precisamos promover avanços que beneficiem toda a sociedade e preservem os recursos naturais para as futuras gerações.”

Desafios e soluções

As BPAs envolvem um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas que vão muito além do campo, conforme a CropLife Brasil.

Para promover maior engajamento, a campanha disponibilizará informações sobre o que já vem sendo desenvolvido nas lavouras e abordará os principais desafios e as soluções capazes de consolidar uma produção que alie sustentabilidade e eficiência.

“A ideia é reforçar iniciativas que criem um ambiente propício para o desenvolvimento de ações que atendam às demandas globais por alimentos, ao mesmo tempo em que preservam os recursos naturais e reduzem os impactos ambientais do setor”, diz a empresa, em nota.

Assim, a cada dois meses, a CLB disponibilizará, no portal oficial da campanha, informações detalhadas sobre os principais temas:

  • Sustentabilidade do Bt: as biotecnologias Bt são ferramentas valiosas no controle de pragas e entregam benefícios socioambientais significativos. A adoção de refúgio estruturado é uma BPA essencial para a sustentabilidade da tecnologia Bt e, consequentemente, da lavoura. O plantio é a principal ferramenta dos programas de Manejo da Resistência a Insetos (MRI) e tem sido eficaz em retardar o aparecimento de resistência em pragas;

    • Habilitação de agricultores e aplicadores de defensivos: para promover o desenvolvimento agrícola sustentável, é essencial habilitar o trabalhador rural com a disseminação de BPAs sobre a aplicação correta dos defensivos, utilizando-se de programas que beneficiam aplicadores e agricultores em todo o território nacional;

    • Combate à ilegalidade de defensivos e sementes: o uso de produtos ilegais, como sementes ou defensivos químicos e biológicos, prejudica a natureza, a produtividade agrícola, a economia do país e a sociedade como um todo. Além do uso de insumos legalizados, o combate ao uso ilegal via canais de denúncia é uma BPA que protege o crescimento da agropecuária, meio ambiente e o bem-estar das pessoas;

    • Coexistência da agricultura e polinizadores: a convivência harmônica e sustentável da agricultura com as abelhas e outros polinizadores é essencial para a produção de alimentos já que cerca de 75% dos cultivos agrícolas dependem ou são beneficiados pela polinização realizada pelas abelhas e outros animais. As BPAs promovem a conservação dos polinizadores e compõem projetos de preservação da biodiversidade;

    • Descarte e logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas: o tratamento adequado às embalagens de defensivos agrícolas e o retorno ao ciclo produtivo como matéria-prima de outros produtos, posiciona o Brasil como referência na destinação ambientalmente correta de embalagens vazias de defensivos;

    • Manejo da cigarrinha do milho: dado o potencial de impacto das infestações da cigarrinha nos cultivos de milho, é de grande importância conscientizar o mercado e os produtores rurais sobre as BPAs para o manejo eficaz dos enfezamentos do milho.

Como se engajar na ação da CropLife Brasil

Todo o conteúdo da campanha Boas Práticas Agrícolas estará reunido em uma página específica no portal da companhia.

A proposta é que produtores e trabalhadores rurais, indústria e consumidores possam conhecer um pouco mais sobre a importância da adoção das BPAs, além de engajar e conscientizar os diversos stakeholders sobre o papel transformador das boas práticas agrícolas para um futuro mais sustentável para a agricultura brasileira.

A ideia da CropLife Brasil é que o portal também seja uma fonte de informação para formuladores de políticas públicas, jornalistas, estudantes e todas as pessoas que busquem informações sobre o tema.



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