terça-feira, julho 7, 2026

Agro

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Al Gore e CEO Global da JBS defendem agricultura regenerativa no combate às mudanças climáticas



A agricultura tem o potencial de capturar de 10% a 20% das emissões globais de CO2. “Se quisermos enfrentar as mudanças climáticas, precisamos investir na agricultura”, defendeu Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

A fala do executivo foi feita durante a sessão ‘Um novo trilema: clima, desenvolvimento e a classe média’, no Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial, realizada nesta quinta-feira (23), em Davos, na Suíça.

Na mesma sessão, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore – uma das maiores lideranças climáticas do mundo – disse concordar com Tomazoni sobre a necessidade de aportes no setor.

Gore afirmou, inclusive, que novos avanços na medição e teste do sequestro de carbono através da agricultura regenerativa permitem usar muitas abordagens para enfrentar as mudanças climáticas.

“Se compensássemos os agricultores com base nisso, isso os ajudaria a superar o período de transição de dois a três anos [necessário para um novo modelo de produção]. Os agricultores querem isso porque os eventos climáticos extremos estão tornando suas fazendas mais vulneráveis à erosão hídrica e eólica”, afirmou.

Falta de investimento nos sistemas alimentares

Tomazoni mencionou os dados do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Ifad, na sigla em inglês), da ONU, que apontam que somente 4% do investimento em mudanças climáticas vai para os sistemas alimentares, sendo que os pequenos agricultores recebem apenas 1%.

Nesse cenário, 67% das pessoas em situação de pobreza vivem em regiões rurais. “Se apoiarmos a agricultura, podemos tirar milhões de pessoas da pobreza e, ao mesmo tempo, impulsionar o desenvolvimento econômico e avançar no enfrentamento do desafio climático”, afirmou.

Na JBS, 60% dos fornecedores são pequenos agricultores. Nessa situação, Tomazoni relatou o foco da companhia em atuar pelo apoio financeiro e tecnológico para a agricultura regenerativa.

“Os pequenos produtores precisam de apoio, não apenas financeiro, mas também assistência técnica sobre como fazer isso. Precisamos fazer isso, porque eles são uma grande força para a transformação”, disse.

A sessão foi mediada pela âncora da Bloomberg em Cingapura Haslinda Amin e contou ainda com a participação de Dani Rodrik, professor na Harvard Kennedy School, e Teresa Ribera, vice-presidente da Comissão Europeia.



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nova ferramenta do MAPA mapeia oportunidades de exportação



A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura apresentou, na quinta-feira, 23, uma nova ferramenta para apoiar o cenário das exportações de produtos do setor agropecuário, o AgroInsight.

Segundo nota da pasta, a iniciativa visa identificar oportunidades de negócios e fortalecer a posição do Brasil como protagonista no mercado internacional de produtos agropecuários.

O ministério explica ainda que o AgroInsight divulgará 912 relatórios estratégicos ao longo deste ano, sendo 76 a cada mês, “elaborados pelos adidos agrícolas lotados no exterior”.

Em relação aos temas, serão abordados produtos de origem animal e vegetal, sendo 38 relatórios para cada um deles, “que incluem, no mínimo, duas oportunidades de negócios específicas para cada mercado-alvo”, diz a nota, acrescentando que a nova ferramenta servirá como um elo entre produtores e exportadores brasileiros e as demandas internacionais.

“Ela vai facilitar o acesso a informações relevantes sobre consumo, regulamentações e tendências globais”, diz o ministério.

“O AgroInsight não é apenas uma ferramenta, é um compilado de oportunidades na integração do Brasil com o mercado global”, reforça, na nota, o ministro Carlos Fávaro. “Ele demonstra o compromisso do Ministério da Agricultura em impulsionar o setor agropecuário exportador.”

Inicialmente, os relatórios estarão disponíveis para todas as associações setoriais ligadas ao setor agropecuário.



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Crédito fortalece pequenos negócios



Cerca de 46 mil empreendimentos em 2024 tiveram crédito facilitado. O Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, Fampe, gerenciado pelo Sebrae, viabilizou R$ 3 bilhões em crédito, um aumento de 73% em relação a 2023.

“O programa oportuniza soluções significativas, com o crédito assistido e orientado. Os fundos de aval como o Fampe são essenciais para ampliar as chances de obtenção de crédito, uma vez que a comprovação de garantias reais é uma das principais barreiras que inviabilizam a contração do crédito. Com o Acredita, os empreendedores e empreendedoras poderão sair com uma estratégia de crescimento e de expansão da empresa, para gerar mais empregos e melhorar seu faturamento”, afirma Décio Lima, presidente do Sebrae.

O Sebrae tem atuado junto ao governo federal por meio do programa Acredita para ampliar o acesso das micro e pequenas empresas a financiamento.

Apenas via Fampe, 29 instituições bancárias estão aptas a ofertar os recursos que foram possibilitados com o aporte de R$ 2 bilhões do Sebrae e que vão viabilizar R$ 30 bilhões em crédito nos próximos três anos.

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“A nossa carteira é diversificada. Em um ano, o Sebrae atendeu 200 mil empreendedores interessados em crédito, foram realizadas 68 mil horas de consultoria e 431 mil horas de capacitação para que esses empreendedores conseguissem crédito”, ressalta Décio Lima.

O volume de crédito do Fampe foi distribuído para 49,3% das empresas de pequeno porte, 25,1% microempresas e 25,6% de microempreendedores individuais (MEI). Entre as atividades, os financiamentos foram endereçados a Comércio (52,6%), Serviço (28,7%) e Indústria (18,5%).

No site Sebrae, estão disponíveis todas as informações iniciais para a tomada de crédito, incluindo uma calculadora financeira. 



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Ibama abre concurso com 460 vagas e salários atrativos para nível superior



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anunciou a abertura de inscrições para seu concurso público, conforme o edital nº 1/2025, publicado nesta sexta-feira (24). Ao todo, são oferecidas 460 vagas, sendo 330 para analista ambiental e 130 para analista administrativo, ambos os cargos destinados a profissionais com nível superior.

A seleção será realizada pelo Cebraspe, e as vagas estão distribuídas em diversas localidades do país. As inscrições começam no dia 30 de janeiro e vão até 18 de fevereiro, com provas objetivas e discursivas previstas para 6 de abril de 2025.

Requisitos e funções dos cargos

Para participar, os candidatos devem possuir diploma de graduação em qualquer área, emitido por uma instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

  • Analista Administrativo: O profissional será responsável por atividades administrativas e logísticas relacionadas às competências do Ibama, conforme a Lei nº 10.410/2002.
  • Analista Ambiental: Envolvido em políticas nacionais de meio ambiente, o cargo abrange planejamento ambiental, fiscalização, licenciamento, gestão de recursos naturais, conservação de ecossistemas, além de educação e tecnologia ambientais (Lei nº 10.410/2022).

O edital completo, com a lista de vagas por estado e todas as informações do processo seletivo, está disponível na página oficial do Cebraspe.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja e milho em baixa no mercado


A soja abriu em leve baixa na CBOT, com os contratos de março sendo negociados a US$ 1054,50, uma queda de US$ 1,50, segundo informações da TF Agroeconômica. No Brasil, o preço médio reportado pelo CEPEA foi de R$ 133,52, com uma diminuição diária de 0,68% e mensal de 4,22%. As preocupações com o clima na América do Sul continuam a influenciar o mercado, com a Argentina enfrentando déficit de umidade e o Brasil lidando com excesso de umidade no centro-norte, atrasando a colheita. 

Para o milho, a CBOT também registrou uma leve queda para os contratos de março, a US$ 483,75, uma redução de US$ 0,50. No Brasil, os preços na B3 caíram 1,93% para R$ 76,06, enquanto o CEPEA reportou um aumento de 0,11% no dia e de 1,94% no mês, fechando em R$ 74,10. A entrada de grãos no mercado físico dos EUA pressiona os preços para baixo, mas a demora na semeadura da safrinha no Brasil e o clima adverso na Argentina puxam os preços para cima.

O trigo apresentou quedas leves nos contratos de março na CBOT, negociando a US$ 552,25, uma queda de US$ 1,75. No Brasil, o CEPEA registrou altas tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul, com aumentos diários de 0,18% e 0,78%, respectivamente, e mensais de 1,48% e 2,16%. A tomada de lucros após as recentes altas, juntamente com a desvalorização do dólar e possíveis danos causados pelo frio nas Grandes Planícies dos EUA, são os principais fatores a serem observados. O mercado agrícola continua a ser influenciado por um mix de fatores climáticos e geopolíticos, com a nova administração de Donald Trump adicionando camadas de incerteza ao cenário.

 





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Bahia lidera produção de mamona no Brasil com projeção de crescimento


A Bahia, maior produtor de mamona do país, está otimista com a expansão da produção do grão na safra 2024/2025. De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área cultivada no Brasil deve aumentar de 58,7 mil hectares para 64,2 mil hectares, representando um crescimento de 9,4%.

A produtividade também deve subir de 1.484 quilos por hectare para 1.693 quilos por hectare, um aumento de 14%. Com isso, a produção total está projetada para alcançar 108,7 mil toneladas, um crescimento de 24,8% em relação à safra anterior.

De acordo com o Portal da Agropecuária da Bahia, que utilizada dados do IBGE, em 2023, a área colhida de mamona na Bahia foi de 47,8 mil hectares que resultou numa produção de 42,4 mil toneladas avaliada em R$ 131,6 milhões.

Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de dezembro, a estimativa de produção de mamona no Brasil em 2024 era de 31.717 toneladas. Na Bahia, era de 29.700 toneladas.

O prognóstico de 2025 é de uma produção nacional de 38.324 toneladas, desse total 36.270 toneladas são da Bahia.

Estimativa de 2024 Prognóstico de 2025
1) Bahia (29.700 t) 1) Bahia (36.270 t)
2) Mato Grosso (1.770 t) 2) Mato Grosso (1.814 t)
3) Pernambuco (136 t) 3) Pernambuco (136 t)
Fonte: LSPA – IBGE
mamona, mamona,
Foto: Cristina Braga

De acordo com a Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri), a alta constante na cotação dos preços tem sido um fator crucial para essa expansão.

Em janeiro de 2024, a saca de mamona era vendida a R$ 199,70, enquanto em janeiro de 2025, o preço subiu para R$ 272,50, um aumento de aproximadamente 36,5%.

Esse cenário favorável tem incentivado os produtores a ampliar suas áreas de cultivo, muitas vezes substituindo culturas como feijão e milho.

Região

A produção de mamona na Bahia está concentrada principalmente na região de Irecê, no centro-norte do estado, com destaque para os municípios de Canarana, Ibititá, Barro Alto e Mulungu do Morro.

Os grãos são destinados principalmente à indústria de extração de óleo, enquanto as cascas e a torta da mamona são utilizadas como matéria orgânica para o solo.

Além disso, estudos estão sendo realizados para explorar o uso desses coprodutos na alimentação animal, aumentando ainda mais a versatilidade da mamona.

O secretário da Agricultura da Bahia, em declaração, falou sobre a perspectiva futura: “Estamos otimistas com a expansão da área cultivada e o aumento da produtividade, que refletem a confiança dos produtores e o potencial econômico da mamona. Continuaremos a investir em pesquisa e tecnologia para manter nossa liderança e garantir um futuro promissor para o setor.”


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setor pode encerrar a semana com preços estáveis



O mercado físico brasileiro de milho deve encerrar a semana com preços estáveis, sustentados por um quadro de oferta limitada e procura ativa pelo cereal. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago (CBOT) apresenta movimentação mista, enquanto o dólar opera em alta frente ao real.

Segundo a Safras Consultoria, as cotações permanecem firmes em várias regiões, especialmente no Sul do país. A Região ainda enfrenta dificuldade na aquisição de lotes, mantendo os preços elevados. No Oeste do Paraná, houve bom volume de negociações, com consumidores buscando posições mais favoráveis.

No interior de São Paulo, a oferta aumentou, mas os consumidores locais permanecem retraídos. Apesar disso, o Porto de Rio Grande relatou boa saída de milho para exportação, favorecida pela paridade cambial.

Cotações no mercado interno e portos

  • Porto de Santos: R$ 79,00/80,00 (compra/venda) por saca (CIF)
  • Porto de Paranaguá: R$ 80,00/81,00 (compra/venda) por saca
  • Paraná (Cascavel): R$ 70,50/73,50 (compra/venda) por saca
  • São Paulo (Mogiana): R$ 71,00/73,00 por saca; Campinas CIF: R$ 76,00/78,00 por saca
  • Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 74,00/75,00 por saca
  • Minas Gerais (Uberlândia): R$ 68,00/70,00 por saca
  • Goiás (Rio Verde, CIF): R$ 65,00/66,00 por saca
  • Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 65,00/66,00 por saca

Cenário internacional

Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em março de 2025 registraram queda de 5 centavos de dólar por bushel (-1,02%), cotados a US$ 4,84 3/4 por bushel.

A retração ocorreu após o governo da Argentina anunciar uma redução temporária nas taxas de exportação de grãos. Para o milho, a taxa será reduzida de 12% para 9,5%, incentivando exportações até junho.

Na sessão de ontem, o mercado reagiu ao clima adverso na Argentina, que ameaçou o desenvolvimento das lavouras de milho. No Brasil, o excesso de chuvas na região central atrasou a colheita da soja em estados como o Mato Grosso, gerando preocupações sobre o plantio da segunda safra de milho.

Além disso, os investidores monitoraram os planos do ex-presidente Donald Trump de impor tarifas a parceiros comerciais e avaliaram a demanda por milho na produção de etanol nos EUA. A desaceleração do dólar frente a outras moedas também trouxe impacto positivo.

Cotações de ontem (23)

  • Contratos de março/2025 fecharam em US$ 4,89 3/4 por bushel (+5,50 centavos, +1,13%)
  • Contratos de maio/2025 encerraram em US$ 4,99 1/4 por bushel (+5,25 centavos, +1,06%)

As informações indicam que o mercado deve manter a estabilidade, com atenção especial ao clima e à demanda global.



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Mercado de café deve encerrar semana com baixa movimentação e preços estáveis



O mercado físico brasileiro de café deve finalizar a semana com menor intensidade nos negócios. A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) apresenta preços mistos, enquanto o dólar registra queda em relação ao real. Nesse cenário, os produtores optam por uma postura cautelosa, limitando-se a negócios pontuais.

Na quinta-feira (23), o mercado brasileiro de café registrou preços estáveis. Apesar de ampla volatilidade para o arábica na Bolsa de Nova York, que chegou a apresentar as cotações mais elevadas em 50 anos, os ganhos se reduziram ao final do dia. A baixa do dólar acabou compensando a alta das bolsas, mantendo os preços sem grandes alterações no mercado interno, embora o dia tenha sido mais movimentado para negócios.

No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação ficou entre R$ 2.390 e R$ 2.400 a saca, estável. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 2.420 a R$ 2.430 a saca, também sem alterações.

Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7 com 20% de catação registrou preços de R$ 2.230 a R$ 2.240 a saca, mantendo os valores do dia anterior. Já o conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado entre R$ 2.115 e R$ 2.125 a saca, enquanto o tipo 7/8 variou de R$ 2.110 a R$ 2.120 ambos estáveis.

Estoques Certificados

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados pela Bolsa de Nova York (ICE Futures), na posição de 23 de janeiro de 2025, estão em 948.749 sacas de 60 quilos, com uma redução de 7.460 sacas em relação ao dia anterior, segundo informações da ICE Futures.

Nova York

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York, os contratos com entrega em março/2025 registraram leve baixa de 0,04%, cotados a 343,80 centavos de dólar por libra-peso. Na quinta-feira, a posição de março/2025 havia fechado em 343,95 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2,10 centavos ou 0,6%.



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Comissão aprova combate a incêndios como atividade da segurança pública



A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, a inclusão do combate a queimadas descontroladas e incêndios florestais entre as atividades-fim da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP). O texto também permite o uso de servidores de órgãos estaduais de controle ambiental na atuação da FNSP.

A proposta foi aprovada no parecer do relator, deputado Eriberto Medeiros (PSB-PE), que analisou o Projeto de Lei 4228/20, do deputado Mário Heringer (PDT-MG), e o PL 2889/22, que tramitava apensado.

“O projeto amplia a possibilidade de efetiva proteção dos biomas nacionais contra incêndios florestais, que se tornam mais frequentes com as mudanças climáticas,” avaliou Medeiros. Ele realizou ajustes de redação e técnica legislativa, substituindo a expressão “combate a queimadas e incêndios” por “combate a queimadas descontroladas e incêndios florestais”.
Cooperação e convênios

O texto aprovado altera a Lei 11.473/07, que atualmente autoriza a União a firmar convênios com estados e o Distrito Federal para a preservação da ordem pública e do patrimônio. Com a mudança, será possível estabelecer cooperação federativa para a proteção ambiental, incluindo o uso de militares e servidores especializados em defesa do meio ambiente.

Próximos passos

Embora tenha sido aprovado na Comissão de Segurança Pública, o projeto foi rejeitado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Agora, será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) antes de seguir para votação no Plenário da Câmara.

Para virar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.



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Programas emergenciais atendem agricultores afetados por fortes chuvas em SC



As fortes chuvas registradas na semana passada em Santa Catarina também tiveram impactos no meio rural. Os prejuízos estão sendo levantados pela equipe técnica da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Os produtores que registraram perdas em estruturas produtivas podem acessar os programas emergenciais: Reconstrói SC e Pronampe Agro SC Emergencial, voltados às famílias rurais, pesqueiras e aquícolas.

Os agricultores que tiveram as propriedades afetadas pelas chuvas podem ir aos escritórios da Epagri para receber orientações e acessar os programas de apoio aos processos produtivos. As equipes da Secretaria da Agricultura e Pecuária (SAR), Cidasc, Ceasa e da Epagri estão atentas e mobilizadas para atender os agricultores.

A SAR também está acompanhando a falta de chuva principalmente na região Oeste Catarinense e solicitou relatório à Epagri sobre as perdas estimadas, que afetam principalmente as culturas de soja, milho, feijão e a fruticultura, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

Programas

O Reconstrói SC, tem como foco o financiamento de recursos para a recuperação de estruturas, máquinas ou equipamentos, destruídos ou danificados por evento climático. Atende às propriedades que se enquadram no Pronaf, o limite é de até R$ 12 mil por família, com prazo de pagamento de até 5 anos, com 50% de desconto para pagamento das parcelas em dia, sem juros.

O Pronampe Agro SC Emergencial apoia a recuperação de sistemas produtivos, incluindo benfeitorias, embarcações, máquinas e equipamentos danificados. O programa oferece a subvenção dos juros de 3% ao ano, de operação de crédito contratada pelos agricultores, com prazo de até oito anos. Atende os produtores que se enquadram no Pronaf e Pronamp com enquadramento de até R$ 100 mil por família.

Safra garantida

Para potencializar a produção catarinense e garantir renda ao pequeno produtor que sofre com as intercorrências climáticas, o governo e o SAR lançaram em dezembro de 2024 o Programa Safra Garantida SC Garantindo a renda do agricultor Catarinense.

O programa inédito traz um novo fôlego aos agricultores que acessam o Pronaf Custeio Agrícola e aderem ao Proagro Mais, seguro compulsório do governo federal que protege a safra em casos de perda. O Safra Garantida irá oferecer um subsídio de até R$ 1.500,00 aos agricultores familiares com renda bruta anual de até R$ 100 mil, para custear a taxa de adesão ao Proagro Mais. O Safra Garantida está em fase de regulamentação com bancos e cooperativas que operam o Pronaf. A estimativa é que entre em operação em março deste ano, com enquadramento desde janeiro de 2025.

No ano passado, o governo destinou mais de R$ 27,5 milhões em financiamento e subvenção de juros para atender as demandas emergenciais, em decorrência das enxurradas e enchentes ocorridas em 2023. Nesse sentido, os agricultores foram atendidos pelos programas Reconstrói SC e Pronampe Agro SC Custeio Emergencial. A estimativa é que foram alavancados R$ 333 milhões na economia do ano.

As informações partem da assessoria de comunicação Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina.



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