terça-feira, julho 7, 2026

Agro

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crédito para compra de terras sobe para R$ 293 mil



Agricultores familiares agora têm acesso a um teto maior de crédito para aquisição de propriedades rurais. O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) elevou o limite de financiamento de R$ 280 mil para R$ 293.527,64, com condições especiais como juros de 0,5% ao ano e carência de três anos, além de um prazo total de 22 anos para quitar o valor.

Entre 2023 e 2024, mais de 3,2 mil famílias foram beneficiadas, com investimentos acima de R$ 487 milhões. A atualização no limite acompanha o mercado de terras e amplia as possibilidades para agricultores, especialmente jovens, adquirirem imóveis rurais, fortalecendo o setor produtivo e promovendo o acesso democrático à terra.

“O Crédito Fundiário tem atingido resultados significativos na democratização do acesso à terra. É um programa que fala por si só, o aumento de número de famílias e de recursos liberados é a prova de que estamos no caminho certo”, declarou o secretário de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (SFDTMDA), Moisés Savian.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra o dia em baixa na CBOT


De acordo com a TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) registrou queda no fechamento desta sexta-feira, mas acumulou ganhos significativos ao longo da semana. O contrato para março, referência para a safra brasileira, caiu -0,92% ou $ -9,75 cents/bushel, encerrando em $ 1055,75. Já o contrato de maio recuou -0,88% ou $ -9,50 cents/bushel, fechando em $ 1068,25. No mercado de subprodutos, o farelo de soja para março caiu -3,30% ou $ -10,4/ton curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,40% ou $ 0,18/libra-peso, finalizando a $ 45,22.  

As oscilações da soja refletem, principalmente, a atenção do mercado às perspectivas de produção na América do Sul. No Brasil, mesmo com problemas climáticos pontuais, espera-se uma safra recorde, estimada entre 169 e 172 milhões de toneladas. Por outro lado, a Argentina, embora tenha reduzido sua estimativa em 1 milhão de toneladas, ainda deve colher uma safra superior à do ano anterior. Outro fator relevante foi o corte nas “retenciones” para exportação de grãos e subprodutos, medida que beneficia farelo e óleo de soja, nos quais o país é líder global.  

As vendas semanais também foram destaque, impulsionadas por compras significativas da China, que representaram 67,88% da soja negociada entre 10 e 16 de janeiro. Essa demanda chinesa ajudou a compensar as perdas pontuais e contribuiu para que o acumulado semanal fosse positivo. A soja subiu 2,10% ou $ 21,75 cents/bushel, o farelo avançou 2,59% ou $ 7,7/ton curta, enquanto o óleo de soja apresentou recuo de -1,03% ou $ -0,47/libra-peso no mesmo período.  

 





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semana tem Super Quarta com expectativa de alta da Selic; ouça análise



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a Super Quarta movimenta os mercados com expectativa de alta da Selic no Brasil e manutenção dos juros nos EUA, enquanto o PIB americano e o PCE completam o cenário de destaque.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Verão quente da Argentina começa a prejudicar colheitas, diz bolsa de…


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BUENOS AIRES (Reuters) – Um verão quente e seco no Hemisfério Sul está começando a causar danos às safras de soja e milho de 2024/25 da Argentina, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires nesta sexta-feira, depois de ter relatado condições de cultivo praticamente ideais graças às chuvas abundantes da primavera.

A Argentina é o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja e o terceiro maior exportador de milho, além de ser um importante fornecedor de trigo. Até algumas semanas atrás, a bolsa não havia relatado praticamente nenhum sinal de danos às safras graças ao clima úmido da primavera.

No entanto, com o início do verão, no final de dezembro, começaram a ser observados impactos das altas temperaturas e da escassez de chuvas sobre as plantações.

Para as culturas de milho, cultivadas na seção sul do coração agrícola da Argentina, a bolsa disse que “os sintomas de estresse hídrico estão começando a ser observados, como o amarelecimento das folhas basais com possíveis perdas de rendimento”.

Até o momento, os produtores de milho plantaram 87% dos 6,6 milhões de hectares de soja previstos pela bolsa e 93% dos 18,4 milhões de hectares estimados de campos de soja.

Para a soja, a bolsa disse que a área de terras cultivadas que se beneficiaram de condições hídricas “adequadas a ótimas” encolheu 7 pontos percentuais, para 81% da área total plantada.

Apesar do clima quente, a bolsa disse que as duas principais culturas estão progredindo bem, em geral, graças à umidade abundante dos últimos meses de 2024.

A temporada de trigo da Argentina está quase concluída, acrescentou a bolsa, dizendo que os agricultores já colheram 95% de uma estimativa de 18,6 milhões de toneladas de trigo.

(Reportagem de Maximilian Heath; texto de Sarah Morland)

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Entre altas nas cotações e otimismo no setor; confira a semana da soja



Os preços da soja apresentaram alta nesta semana no mercado brasileiro, impulsionados pela valorização dos contratos futuros na Bolsa de Chicago e pela falta de chuvas na Argentina. O ritmo de comercialização acelerou, e os produtores aproveitaram o bom momento para negociar. Apesar da desvalorização do dólar, as cotações externas mais altas sustentaram os preços internos, mantendo o otimismo no setor.

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Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): de R$ 132,00 para R$ 137,00
  • Cascavel (PR): de R$ 123,00 para R$ 128,00
  • Rondonópolis (MT): cotação permanece em R$ 116,50
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 132,00 para R$ 134,00

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em março acumularam uma alta de 1,84% na semana até a manhã de sexta-feira, 24, com o bushel cotado a US$ 10,53. Este aumento representou uma das maiores elevações nos últimos seis meses, refletindo as tensões climáticas na Argentina e as expectativas de uma demanda estável.

Falta de chuvas na Argentina

A falta de chuvas na Argentina continua a preocupar os analistas, que reduziram as estimativas de produção para o país. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires revisou sua previsão para a safra de soja, agora estimada em 49,6 milhões de toneladas. Além disso, a escassez de precipitações no Rio Grande do Sul e o excesso de chuvas no Mato Grosso também afetam a produção brasileira, com a colheita do estado mato-grossense registrada com atraso.

Governo Trump

Enquanto isso, o mercado também segue atento às primeiras ações do governo Trump. A postura mais moderada do novo presidente dos Estados Unidos em relação às tarifas comerciais, especialmente com a China, alivia as tensões do setor. Trump indicou uma taxa de 10% sobre as importações chinesas, com um tom mais disposto a negociar, o que pode suavizar a repetição de uma guerra comercial com a China e reduzir a migração acelerada da demanda para a América do Sul.

Entretanto, a suspensão das compras chinesas de soja de cinco empresas brasileiras gerou especulações sobre uma possível mudança de compras para os Estados Unidos, uma vez que as tarifas sobre as exportações agrícolas argentinas foram reduzidas pela Argentina.

O ministro da Economia do país, Luis Caputo, anunciou que a partir de segunda-feira, 27, as tarifas de exportação de soja e outros produtos agrícolas seriam reduzidas, sinalizando um movimento para aumentar a competitividade do setor. A tarifa sobre a soja foi reduzida de 33% para 26%, enquanto os derivados de soja (farelo e óleo) tiveram uma redução de 31% para 24,5%.



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Piscicultura brasileira apresenta aumento nas exportações



Conforme informações divulgadas pela Embrapa Pesca e Aquicultura, as exportações da piscicultura brasileira apresentaram um crescimento recorde em 2024, com aumento de 138% em valor, alcançando 59 milhões de dólares.

Em volume, o crescimento foi de 102%, passando de 6.815 toneladas para 13.792 toneladas, o maior aumento desde 2021. O principal responsável por esse incremento foram os embarques de filés frescos, que atingiram 36 milhões de dólares, seguidos pelos peixes inteiros congelados, com 17 milhões de dólares.

A tilápia continua sendo a principal espécie exportada pelo Brasil, representando 94% das exportações nacionais do setor, com um total de 55,6 milhões de dólares, o que representa um impressionante crescimento de 138% em comparação com o ano anterior. Esse aumento consolidou a tilápia como a estrela da piscicultura brasileira no comércio internacional.

De acordo com Manoel Pedroza, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, o motivo do aumento de 138% no valor exportado deve-se à redução no preço da tilápia no mercado interno. ”Houve uma importante queda no preço da tilápia pago ao produtor ao longo de 2024. Se, no final de 2023, o preço da tilápia pago ao produtor chegava a uma média de R$ 9,73 o quilo, ao término de 2024 esse valor caiu para R$ 7,85, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)”, explica.

O aumento da cotação do dólar frente ao real também é outro fator que justifica o aumento das exportações, além da elevação da produção da tilápia. “Houve um aumento de produção da espécie, e o mercado interno não absorveu a maior oferta. Com isso, as empresas buscaram outros países para vender o pescado”, explica Pedroza.

Os Estados Unidos destacaram-se como o maior destino do peixe brasileiro, sendo responsáveis por 89% das exportações do setor, com um valor total de 52,3 milhões de dólares. Nesse contexto, a tilápia foi, sem dúvida, a principal espécie exportada para os norte-americanos, mantendo sua posição de liderança no mercado.

Apesar do crescimento recorde nas exportações em 2024, a balança comercial de produtos da piscicultura fechou com déficit de US$ 992 milhões, devido ao aumento das importações que atingiram US$ 1 bilhão. O salmão é a principal espécie importada na piscicultura pelo Brasil, seguido pelo pangasius. Houve um aumento de 9% em valor da importação do salmão e em 5% em volume, atingindo a marca de 909 milhões de dólares. Isso corresponde a 87% do volume total importado pelo país”, afirma Pedroza.



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Síndrome da murcha da cana ameaça produtividade em 30% das áreas cultivadas no Brasil



A síndrome da murcha da cana, doença que afeta diretamente a produtividade dos canaviais, é motivo de crescente preocupação para os produtores de cana-de-açúcar. Estima-se que cerca de 30% das áreas de cultivo no Brasil, o equivalente a aproximadamente 3 milhões de hectares, já tenham sido impactadas.

A doença pode reduzir em até 45% o rendimento das lavouras, prejudicando a produção de açúcar e etanol ao diminuir os níveis de sacarose e comprometer o desenvolvimento das plantas.

Os sintomas incluem colmos murchos ou secos, coloração avermelhada ou marrom glacê nos internos e, em casos mais graves, a presença de estruturas fúngicas visíveis. A doença afeta o índice TCH (toneladas de cana por hectare), reduz o ATR (açúcar teórico recuperável) e altera o índice de Brix, que mede a pureza do caldo da cana e o teor de sacarose.

A síndrome foi identificada pela primeira vez na década de 1960, mas sua expansão nos últimos anos é alarmante, especialmente nos estados de Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piauí, Mato Grosso e Tocantins. Eventos climáticos extremos, como variações de temperatura e períodos de seca, têm sido apontados como fatores que favorecem a propagação da doença.

Pesquisas e manejo integrado

Pesquisas conduzidas pela Syngenta, em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), têm buscado alternativas para mitigar os impactos da doença. Amostras coletadas em lavouras afetadas nas safras de 2023 e 2024 identificaram os fungos Pleocyta sacchari, Colletotrichum falcatum e Fusarium spp. como os principais causadores.

Desde 2021, grupos de pesquisadores monitoram as áreas afetadas para desenvolver estratégias de manejo. Entre as ações sugeridas estão o corte antecipado, o uso de controle químico e o desenvolvimento de variedades mais resistentes. “Precisamos unir esforços para mitigar os impactos dessa síndrome e assegurar a sustentabilidade da produção de cana-de-açúcar no Brasil”, afirma Thales Barreto, gerente de marketing de produtos fungicidas da Syngenta.

Testes realizados em laboratório e campo apontaram o solatenol como o ingrediente ativo com maior eficácia no controle dos patógenos associados à síndrome. Esse ativo está presente no fungicida Invict, da Syngenta, registrado para a cultura da cana-de-açúcar e recomendado para combater os fungos Pleocyta sacchari e Colletotrichum falcatum.

Além disso, a pesquisa destaca a necessidade de diagnóstico preciso e monitoramento contínuo para prevenir perdas ainda maiores. De acordo com dados da Orplana, a doença já causou prejuízos significativos na última safra, afetando diretamente a cadeia produtiva de açúcar e etanol.



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Produção de soja em Goiás pode superar o ano passado



A segunda edição da Expedição Safra Goiás, concluída nesta quinta-feira (23/01), traz uma estimativa de produção de soja para o estado de Goiás que pode superar os 20 milhões de toneladas, um aumento de até 23% em relação à safra anterior. As informações são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A Expedição percorreu mais de 5 mil quilômetros em cinco regiões do estado, visitando 43 municípios e mais de 80 propriedades rurais. De acordo com a análise realizada nas lavouras, a produtividade média varia entre 66 a 70 sacas por hectare. A expectativa é que a produção atinja no mínimo 19,6 milhões de toneladas, podendo chegar até 20,7 milhões de toneladas.

O clima como aliado da soja

O clima favorável tem sido um fator importante para os bons números, mas os produtores também podem enfrentar desafios no escoamento e armazenamento da produção, conforme destacado pelo presidente do Sistema Faeg/Senar/Ifag, José Mário Schreiner. A primeira fase da colheita da soja da safra 2024/25 já começou em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, onde 2% da área plantada já foi colhida. A região, com cerca de 400 mil hectares dedicados à soja, apresenta bons resultados iniciais, com rendimento médio entre 4.200 e 4.800 quilos por hectare.

A Expedição Safra Goiás é uma iniciativa da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) e dos Sindicatos Rurais, com o apoio do Senar Goiás e Sebrae Goiás. Além das análises técnicas realizadas pela equipe, foram ouvidas demandas de produtores e presidentes de Sindicatos Rurais, e tudo será compilado em um relatório que será compartilhado com o poder público em busca de melhorias para o setor, conforme explicou o vice-presidente administrativo da Faeg, Armando Rollemberg.



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Temporais e temperaturas elevadas no Brasil; confira como fica o tempo nesta semana



A previsão do tempo para o período de 27 a 31 de janeiro aponta para variações climáticas em diversas regiões do Brasil. A semana será marcada por temperaturas elevadas e chuvas irregulares, com destaque para o risco de temporais, o que pode impactar os produtores nas atividades agrícolas. Confira abaixo como ficará o tempo no país:

O tempo no Sul

A semana começa sem chuvas no centro-sul, leste e litoral do Rio Grande do Sul, com temperaturas subindo à tarde. Pancadas são esperadas no noroeste e norte do estado, além de Santa Catarina e Paraná, com risco de temporais na divisa do Paraná.

A chuva se concentrará no extremo oeste de Paraná e Santa Catarina, com volumes de 80 a 100mm, auxiliando no déficit hídrico das lavouras. O restante da região deve receber de 40 a 60mm de chuva, ajudando a repor a umidade do solo sem prejudicar as operações agrícolas. No Rio Grande do Sul, a situação será mais quente e seca, com precipitação limitada a 20 a 30mm, insuficiente para recuperar as lavouras de verão.

No Sudeste

A frente fria que avança no alto mar trará temporais em São Paulo, sul do Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro e sul de Minas Gerais. O volume de chuva pode ultrapassar os 150mm nessas áreas, o que pode dificultar a colheita da safra de verão. Em outros locais de São Paulo, o acumulado deve ficar em torno de 100mm, ajudando na recuperação de pastagens e nas lavouras. Já o centro-norte de Minas Gerais e o Espírito Santo devem ter chuvas de até 50mm, contribuindo para a boa umidade do solo.

Centro-Oeste

O tempo será abafado e com risco de temporais no sul de Mato Grosso, centro-sul de Goiás e em Mato Grosso do Sul. A previsão é de chuvas volumosas no sul de Goiás, com acumulados acima de 150mm, o que pode inviabilizar os trabalhos agrícolas.

No restante de Goiás e Mato Grosso do Sul, os volumes devem atingir cerca de 100mm, beneficiando as lavouras e o gado. Já em Mato Grosso, a previsão é de uma semana mais otimista, com precipitação entre 20 e 30mm, o que ajudará no avanço da colheita de soja, mas as chuvas no sudeste do estado continuam atrasando a secagem das vagens.

E como fica o tempo no Nordeste?

O tempo será quente e com pancadas de chuva mais irregulares na Bahia, Sergipe e Alagoas. Já no Maranhão, Piauí, Ceará, interior do Rio Grande do Norte e Pernambuco, as chuvas podem ser fortes, com volumes variando entre 60 e 80mm, favorecendo o desenvolvimento dos cultivos.

Na região do oeste da Bahia e no interior de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, o volume de chuva será em torno de 40mm, ajudando a aliviar o calor e a repor a umidade do solo. Porém, a seca persiste na faixa leste, onde as chuvas podem prejudicar as lavouras e aumentar o risco de focos de incêndio.

Norte do Brasil

A semana começará abafada, com risco de chuvas fortes em todos os estados. As pancadas de chuva podem ocorrer a qualquer momento no Tocantins, Pará, Roraima e Acre, com risco de temporais no Amapá e Amazonas. A previsão é de volumes de chuva em torno de 50mm em todos os estados, o que ajudará na recuperação das pastagens e no desenvolvimento das lavouras de verão. No entanto, os produtores devem ficar atentos ao manejo fitossanitário, pois o aumento da umidade pode intensificar a pressão de pragas nas lavouras.



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Qualidade da maçã deve impulsionar crescimento de 20% na atual safra



A maçã, uma das frutas mais tradicionais do país, está pronta para ser colhida. A Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM) projeta que a safra deste ano alcance 915 mil toneladas, representando um aumento de cerca de 10% em relação ao ciclo anterior.

Contudo, o grande diferencial desta safra é a sua qualidade excepcional. “Os frutos apresentam tamanho médio superior, ótima coloração e características ideais para uma boa conservação pós-colheita. Isso deve garantir um aproveitamento ainda maior para embalagem e oferta de frutas frescas, com uma oferta potencial 20% superior à de 2024″, diz a entidade, em nota.

A abertura oficial da colheita da safra 2024/2025 ocorrerá no dia 31 de janeiro, no Hotel Renar, em Fraiburgo, Santa Catarina. A cidade é conhecida como a “Terra da Maçã”.

Para o presidente da ABPM, Francisco Schio, o evento simboliza uma etapa importante para os produtores. “Estamos iniciando mais um ciclo de colheita com grande expectativa. A qualidade da maçã está excelente, e a previsão é de que o aumento da produção traga ótimos resultados. […] Temos certeza de que este será um ano muito positivo para os produtores e consumidores”, destaca.

O prefeito de Fraiburgo, Wilson Ribeiro Cardoso Jr., ressalta que a colheita da maçã é uma atividade econômica vital para o município. “Além disso, a cultura da maçã abre portas para o turismo, atraindo visitantes interessados em conhecer as plantações e colher o fruto no pé, o que por sua vez impulsiona o comércio local e diversifica as oportunidades econômicas no município.”

Maçã: fruta para o ano todo

A maçã é uma fruta que pode ser consumida ao longo de todo o ano, graças às tecnologias avançadas e à capacidade de frigorificação. De acordo com a ABPM, o armazenamento em câmaras frigoríficas controladas garante que as maçãs mantenham sua qualidade, frescor e características de sabor, textura e aparência por períodos prolongados.

O Brasil possui mais de 33 mil hectares de pomares, com um potencial produtivo superior a 1,35 milhão de toneladas anuais, o que gera mais de 120 mil empregos diretos e indiretos, conforme dados da ABPM.

Atualmente, a grande maioria das maçãs voltadas ao mercado interno são produzidas nacionalmente, tornando a fruta a terceira mais consumida no país.



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