AmCham Brasil critica proposta de sobretaxas dos EUA sobre produtos brasileiros

Em audiência promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham Brasil) afirmou que a proposta de aplicar sobretaxas de até 25% sobre determinados produtos brasileiros deve elevar custos para a indústria e os consumidores dos Estados Unidos. A posição foi apresentada nesta segunda-feira (7), em meio à discussão sobre a política tarifária norte-americana para itens importados do Brasil.
Segundo a AmCham Brasil, as taxas adicionais podem desviar o comércio em favor de concorrentes asiáticos, ampliar o déficit comercial dos Estados Unidos com esses países e enfraquecer a influência econômica e comercial norte-americana no Brasil.
A entidade informou que as importações norte-americanas vindas do Brasil estão concentradas em insumos industriais, bens intermediários, componentes de máquinas, químicos, produtos de energia, metais e minerais. De acordo com a organização, o Brasil responde por mais de 20% do total importado pelos Estados Unidos em cerca de 40% das categorias de produtos não isentos das sobretaxas.
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Entre os itens citados estão gorduras e óleos animais, produtos de madeira, tabaco, obras de pedra e gesso, celulose e papel, além de preparações alimentícias. O recorte inclui segmentos com presença em cadeias industriais e de transformação, além de produtos com ligação ao comércio de bens de base e processados.
A AmCham Brasil, que representa cerca de 3.500 empresas, também apontou áreas em que os dois governos podem avançar por meio de negociação. Entre os temas listados estão acesso a mercados para insumos industriais, cooperação regulatória nos setores automotivo e de saúde, comércio digital e proteção à propriedade intelectual.
O documento também citou a possibilidade de parceria estratégica em minerais críticos no Hemisfério Ocidental e cooperação em segurança energética para combustíveis tradicionais e renováveis.
Na manifestação apresentada ao USTR, a AmCham Brasil defendeu a negociação entre os dois países e sustentou que a proposta de sobretaxas sobre produtos brasileiros amplia custos nos Estados Unidos e altera a dinâmica comercial em setores relevantes da pauta bilateral.
Fonte: Estadão Conteúdo
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