segunda-feira, julho 6, 2026

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Segunda safra 2024/25 de milho deve crescer 20,6% em MS, diz Aprosoja



A produção de milho segunda safra 2024/25 em Mato Grosso do Sul deve atingir 10,2 milhões de toneladas, crescimento de 20,6% em relação ao ciclo anterior, segundo estimativas do Projeto Siga-MS, executado pela Aprosoja do estado.

A área destinada ao cereal deve alcançar 2,2 milhões de hectares, aumento de 0,1% ante 2023/24, com produtividade média esperada de 80,8 sacas por hectare, alta de 20,5% na comparação anual.

O plantio já começou nas lavouras sul-matogrossenses. A região sul é a mais adiantada, com cerca de 6% da área prevista semeada. A região centro já plantou 3,5% e a norte, 0,3%.

Segundo a estimativa, a área plantada está 0,7 ponto porcentual acima do registrado em igual período da safra passada.

“O melhor período para a semeadura do milho no estado de Mato Grosso do Sul geralmente é entre meados de janeiro e março. Esse período é crucial para garantir que o milho tenha condições climáticas adequadas para o desenvolvimento, especialmente em relação à disponibilidade de chuva e à temperatura”, disse em nota o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.



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Ana Maria Braga é picada por escorpião em sua fazenda no interior de São Paulo



A apresentadora Ana Maria Braga, de 75 anos, precisou ser hospitalizada às pressas nesse sábado (1) após ser picada por um escorpião em sua fazenda, em Botucatu, no interior de São Paulo.

A artista da Rede Globo fazia uma caminhada em sua propriedade quando pisou no aracnídeo e recebeu a ferroada. Assim, foi encaminhada ao Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas do município.

Ela ficou internada e recebeu os cuidados necessários para esse tipo de acidente. Apesar de casos do tipo demandarem cuidados imediatos, a assessoria de imprensa da apresentadora divulgou que Ana Maria passa bem e já está em casa.

“Na noite de ontem, Ana Maria Braga sofreu um incidente ao pisar em um escorpião. Imediatamente, procurou atendimento médico e recebeu os cuidados necessários. Está bem e em casa”, afirmaram, em comunicado.

Horas antes de ter sido picada, a apresentadora havia gravado um vídeo em sua fazenda, mostrando o amor que tem pelo lugar. “Ah, como eu amo essa fazenda. Tem lugares que a gente se sente bem, né? Aqui eu até respiro diferente. Vem fazer um tour comigo pelo pomar da Fazenda Primavera. Nada mais lindo do que ver a vida brotar da terra”, afirmou ela.

Apesar do susto, os assessores da artista afirmaram que ela apresentará normalmente o programa Mais Você nesta segunda-feira (3).



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Nova frente fria traz chuva superior a 100 mm e alerta de temporais durante a semana



A primeira semana de fevereiro intensifica o tempo típico do verão com chuva forte e calorão em grande parte do país. No Sul e no Sudeste, a chegada de uma nova frente fria traz precipitações ainda mais fortes do que as que afetaram as duas regiões nos últimos dias. Confira:

Sul

Não chove na maior parte do Rio Grande do Sul e o calorão continua na Fronteira Oeste gaúcha. Risco de chuva moderada no litoral norte e na serra do estado.

Chove em forma de pancadas em Santa Catarina. Risco de temporais no leste e litoral do Paraná. O tempo começa a virar na região a partir de quarta-feira (5) com o avanço de uma nova frente fria levando chuva e temporais para quase todas as áreas do Sul.

Em cinco dias, o volume de chuva deve chegar a aproximadamente 100 mm nas faixas lestes catarinenses e paranaenses, o que pode causar alagamentos e transtornos nos trabalhos em campo. No Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e oeste do Paraná o acumulado da semana varia entre 30 mm e 50 mm.

A tendência é que o mês de fevereiro seja chuvoso em todos os estados, o que pode ajudar no enchimento de grãos de algumas lavouras, especialmente em Santa Catarina e no Paraná, mas também pode trazer impactos devido ao excesso de umidade.

Sudeste

A semana ainda começa instável com frente fria se deslocando na altura do Sudeste. Chove a qualquer momento em São Paulo e no Triângulo de sul de Minas Gerais com risco alto de temporais, em volumes que podem chegar a 100 mm, o que deve gerar estado de atenção. Não chove no nordeste mineiro e nem no Espírito Santo.

No Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-norte de Minas Gerais, semana mais ensolarada, com chuva acumulada de até 15mm. O produtor deve aproveitar a janela de tempo firme para realizar o manejo do solo e o tratamento fitossanitário, principalmente nas lavouras de café da região.

Centro-Oeste

Não chove no oeste e sudoeste de Mato Grosso do Sul, mas as pancadas continuam nas demais áreas do estado. Dia de sol, temperaturas altas em Campo Grande e chuva à tarde, típico do verão. Tempo mais instável no centro-leste e norte de Mato Grosso e no estado de
Goiás.

Semana ainda chuvosa em território mato-grossense e em Goiás com acumulados superiores a 100 mm em cinco dias, o que continuará atrasando a colheita da soja e a semeadura do algodão e do milho segunda safra. Em Mato Grosso do Sul, na porção sul, leste e nordeste do
estado, a chuva da semana gira em torno de 50 mm, mantendo a boa umidade do solo
sem prejudicar os trabalhos em campo.

Já na porção oeste e noroeste do estado, a chuva deve variar entre 10 e 20 mm, o que ainda ajuda na reposição hídrica do solo e alivia o calorão na região.

Nordeste

Muitas nuvens e chuva a qualquer momento no sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia. Chove em forma de pancadas com risco para raios no litoral maranhense e no Ceará. Pancadas mais irregulares com moderada intensidade nos litorais do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco e da Bahia.

Em cinco dias a chuva é mais volumosa no estado do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, centro norte do Maranhão e centro norte do Piauí com 80 mm, o que prejudica os trabalhos em campo nestas regiões que o solo se encontra com excesso de umidade. No sul maranhense, centro sul do Piauí, leste e oeste da Bahia, o acumulado da semana é de, aproximadamente, 20 mm.

Na porção central do território baiano, a semana é mais seca, pois a chuva acumulada não deve chegar a 5 mm, provocando estresse hídrico nas lavouras de sequeiro.

Norte

O tempo fica mais ensolarado pela manhã em Manaus, mas chove forte à tarde. Pancadas a qualquer momento no sul do Amazonas, no Pará, Tocantins, Amapá e em Rondônia, com risco alto de temporais.

Semana chuvosa nos estados do Pará, Amapá, Roraima, Rondônia, Acre e Amazonas com volume superior a 100 mm em cinco dias, prejudicando os trabalhos de campo em todas as regiões. Porém, em Tocantins, a chuva deve dar uma trégua nos próximos dias, com acumulado previsto entre 20 mm e 30 mm.



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Pesquisa agronômica avança no extremo norte de Mato Grosso



Os resultados são fundamentais para desenvolver estratégias de manejo



Os resultados são fundamentais para desenvolver estratégias de manejo
Os resultados são fundamentais para desenvolver estratégias de manejo – Foto: Pixabay

Produtores do extremo norte de Mato Grosso já podem acessar novos dados de pesquisa e serviços agronômicos oferecidos pela Fundação Mato Grosso (Fundação MT). A instituição instalou uma vitrine de cultivares no município de Alta Floresta, onde foram semeadas 61 cultivares de soja de 19 empresas. A colheita nos próximos 40 dias fornecerá informações inéditas sobre a adaptação das variedades às condições locais, marcadas por baixa altitude e alta proximidade com a linha do Equador.  

A pesquisadora Daniela Dalla Costa destaca que a diversidade genética permite avaliar a adaptação das cultivares ao clima da região. Estudos preliminares indicam uma menor incidência de mancha-alvo em comparação a outras áreas do estado. Além disso, a Fundação MT tem conduzido experimentos sem aplicação de fungicidas para entender a resistência das variedades a doenças como a podridão dos grãos.  

“Além de compreender o comportamento das variedades, o estudo fornece informações cruciais para o posicionamento de materiais genéticos, beneficiando diretamente os produtores locais. Os resultados são fundamentais para desenvolver estratégias de manejo mais eficientes e sustentáveis”, comenta.

Além da pesquisa, a Fundação MT oferece suporte técnico aos produtores, incluindo diagnóstico de solo e nematoides, consultoria agronômica e capacitações. Segundo Douglas Coradini, head de serviços da instituição, o objetivo é promover uma agricultura mais eficiente e adaptada à realidade local, garantindo inovação e sustentabilidade ao setor.

“Apesar da alta pressão de doenças, observamos uma menor incidência de mancha-alvo na região em comparação a outras localidades do estado, como por exemplo na região de Campo Novo do Parecis, no oeste mato-grossense”, destaca Dalla Costa.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Complexo soja intensifica perdas em Chicago nesta 6ª feira com baixas de…


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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago vêm intensificando suas perdas no pregão desta sexta-feira (3), acompanhando a nova despencada do farelo de mais de 3%. O mercado do derivado pressiona ainda mais os preços do grão que, perto de 12h55 (horário de Brasília), recuavam entre 15,75 e 20,75 pontos, levando o janeiro a US$ 9,83 e o maio a US$ 10,05 por bushel. 

As baixas entre as cotações do farelo se dão, em parte, pela melhora que alguns modelos climáticos sinalizam para a Argentina nos próximos dias, como explica o time da Agrinvest Commodities. “O modelo EC (europeu) começou a mostrar alguma melhora de clima para a parte central da Argentina”. 

No entanto, esse recuo também vem como um ajuste diante das altas dos últimos dias. Ainda segundo a Agrinvest, “o farelo de soja subiu mais de 10% em relação às mínimas de dezembro do ano passado. Nos últimos cinco anos, o derivado emplatou quatro anos de rally nesta época. Destes quatro, apenas dois o rally se estendeu até o final de maio. Nesse ano, os fundamentos não são muito firmes. Os prêmios do farelo mostram ainda que não há falta de produto”. 

Assim, perto de 13h15, o contrato março/25 – que é o mais negociado agora – tinha US$ 309,90 por tonelada curta, perdendo 3,13%. O óleo também completava o movimento negativo do complexo, recuando mais de 1% entre as principais posições, com o março valendo 39,70 cents de dólar por libra-peso. 

O mercado continua sem grandes novidades e ainda frente a fundamentos baixistas. O ano de 2025 começa com os traders ainda muito atentos à safra recorde que se desenvolve no Brasil, às condições de clima na América do Sul e às expectativas sobre o governo Trump II, com Donald Trump tomando posse no dia 20 e colocando ainda mais incertezas sobre suas relações com a China, maior importadora global de commodities. 

Hoje, os números da demanda também pesaram. Os dados trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontaram vendas semanais para exportação abaixo das expectativas do mercado, com 484,7 mil toneladas, enquanto o mercado esperava algo entre 500 mil e 1,2 milhão de toneladas. Todavia, em toda temporada, os EUA já comprometeram 40,171,4 milhões de toneladas de soja, acima do mesmo período do ano passado, quando eram pouco mais de 36 milhões. O USDA projeta as exportações totais dos EUA nesta temporada em 49,67 milhões de toneladas. 

Além disso, o cenário geopolítico mais amplo também está no radar do mercado, com conflitos em andamento, protecionismo crescente, e a China dando sinais de que segue focada em manter seu crescimento “ao redor dos 5%” neste ano.





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Maçã de alta qualidade impulsiona safra de mais de 900 mil t no Brasil



A colheita da maçã começou oficialmente nesta sexta-feira (31), com expectativa de crescimento de 10% na produção em relação ao ciclo anterior. A qualidade superior dos frutos tem sido um diferencial nesta safra, garantindo melhor tamanho, coloração e conservação pós-colheita.

A Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM) projeta que a safra 2024/25 alcance 915 mil toneladas, superando as 832 mil toneladas do último ciclo. Santa Catarina, maior produtor nacional, responde por 50% da oferta brasileira, com destaque para São Joaquim, responsável por 80% da produção estadual.

“Depois daquele ciclo bastante problemático que nós tivemos – o ciclo 2023/24 – onde nós tivemos todo aquele volume extraordinário de chuvas aqui no Sul do Brasil, esse ano, embora a gente ainda não tenha retornado aos nossos patamares médios, em termos de oferta por aproveitamento de frutos, a gente vai ter cerca de 20% a mais frutos do que no último ano”, disse Moisés Lopes de Albuquerque, diretor-executivo da ABMP.

Querida pelos brasileiros

A maçã é a terceira fruta mais consumida do Brasil – banana ocupa a primeira posição e a laranja, a segunda – e conta com mais de 33 mil hectares de pomares, com um potencial produtivo superior a 1,35 milhão de toneladas anuais.



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Grupo entra em recuperação judicial: Confira



Com a crise instalada, a recuperação judicial se tornou a única alternativa



Com a crise instalada, a recuperação judicial se tornou a única alternativa
Com a crise instalada, a recuperação judicial se tornou a única alternativa – Foto: Canva

O Grupo Ervania, com sede em Dourados-MS, entrou com pedido de recuperação judicial após enfrentar uma grave crise financeira, impulsionada pela forte desvalorização da soja, do milho e da arroba do gado na safra 2023-2024. A empresa havia projetado um retorno financeiro com base em preços mais elevados, mas a queda brusca das cotações reduziu drasticamente sua receita, tornando as dívidas impagáveis. O grupo acumula passivos superiores a R$38 milhões, sendo seus principais credores o Banco do Brasil, Sicredi, Sicoob e Caixa Econômica Federal.  

De acordo com Douglas Duek, CEO da Quist Investimentos, uma das responsáveis pela reestruturação, o impacto da queda de preços foi severo. “Foi feita uma projeção considerando a valorização da soja e, quando os preços caíram, ficamos no zero a zero. Uma produção que poderia gerar R$10 milhões rendeu apenas R$6 milhões, inviabilizando o pagamento dos compromissos financeiros assumidos”, explicou. Com a crise instalada, a recuperação judicial se tornou a única alternativa para evitar a paralisação das operações e demissões em massa.  

O processo está sendo coordenado pelo escritório Lucas Capilé Advogados e pela Quist Investimentos, que já iniciaram negociações com investidores e planejam revisar toda a estrutura financeira do grupo. Segundo Duek, a recuperação judicial permite congelar as dívidas e renegociar prazos mais longos, dando fôlego para que a empresa possa reestruturar seus pagamentos. Antes, o grupo tinha uma média de cinco anos para quitar suas obrigações, mas agora precisará de mais de dez anos para acomodar os pagamentos no orçamento.  

 





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China vai apresentar medida judicial contra os Estados Unidos na OMC pelo aumento de tarifas



O Ministério do Comércio da China afirma, em nota publicada neste domingo (2), que apresentará uma medida judicial contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC) e “tomará medidas correspondentes para salvaguardar firmemente seus direitos e interesses”, sem entrar em mais detalhes.

A declaração ocorre no contexto da aplicação de tarifas de 10% dos Estados Unidos contra produtos chineses, que deve começar a valer a partir de terça-feira (4), após decreto assinado pelo presidente Donald Trump no sábado, 1º, relacionando a decisão a “questões como o fentanil”, opioide utilizado como medicação para a dor.

A China diz que “o aumento unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos viola gravemente as regras da Organização Mundial do Comércio” e destaca estar “fortemente insatisfeita” com a decisão.

Para a segunda maior economia do mundo, a medida de aplicar tarifas por parte dos norte-americanos “não só é ineficaz na resolução dos seus próprios problemas, mas também prejudica a cooperação econômica e comercial normal entre a China e os Estados Unidos”.

“A China espera que os Estados Unidos vejam e tratem o seu próprio fentanil e outras questões de forma objetiva e racional, em vez de ameaçarem outros países com tarifas. A China insta os Estados Unidos a corrigirem as suas práticas erradas, a encontrarem um meio caminho com a China, a enfrentarem os problemas de frente, a se envolverem num diálogo sincero, a reforçarem a cooperação e a gerirem as diferenças com base na igualdade, no benefício mútuo e no respeito mútuo”, completa a nota.

O governo de Donald Trump coloca em prática o plano de impor tarifas de 25% para produtos importados do México e do Canadá.



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Cooperativas impulsionam embalagens sustentáveis



A adoção de embalagens recicláveis ou biodegradáveis atende ao perfil de consumidores



A adoção de embalagens recicláveis ou biodegradáveis atende ao perfil de consumidores
A adoção de embalagens recicláveis ou biodegradáveis atende ao perfil de consumidores – Foto: Divulgação

O crescimento da demanda por produtos sustentáveis tem levado produtores rurais a se organizarem em cooperativas para adotar soluções que conciliam economia e responsabilidade ambiental. Uma das iniciativas em destaque é o uso de embalagens sustentáveis, que agregam valor aos produtos agrícolas e ampliam sua competitividade no mercado. A importância do cooperativismo foi reconhecida globalmente com a declaração de 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas pela ONU, reforçando seu papel estratégico.  

A adoção de embalagens recicláveis ou biodegradáveis atende ao perfil de consumidores cada vez mais atentos à sustentabilidade. Além de melhorar a percepção do produto, essa prática contribui para a redução de resíduos e da pegada de carbono na produção agrícola. No Brasil, mudanças no uso do solo representam uma parcela significativa das emissões de gases de efeito estufa, tornando essencial a busca por alternativas mais ecológicas em todas as etapas da cadeia produtiva.  

Ao se unirem, cooperativas conseguem reduzir custos, negociar melhores preços com fornecedores e compartilhar conhecimentos, tornando viável a implementação de soluções sustentáveis. O desenvolvimento de embalagens adaptadas às necessidades do setor facilita a inserção dos produtos em mercados mais exigentes, ampliando as oportunidades para os produtores.  

Apesar dos desafios, parcerias com instituições de pesquisa e incentivos financeiros têm impulsionado projetos sustentáveis no agronegócio. Com isso, cooperativas desempenham um papel fundamental na transformação do setor, promovendo práticas responsáveis que fortalecem a economia e preservam o meio ambiente.

 





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estado dobra área plantada e consolida 2ª maior produção do Brasil



Mato Grosso do Sul, segundo maior produtor de amendoim em casca do Brasil, atrás apenas de São Paulo, registra crescimento expressivo no cultivo da leguminosa. A safra 2024/2025 deve alcançar 42,3 mil hectares colhidos, quase o dobro da área da safra anterior, que foi de 21,2 mil hectares, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A produção estimada é de 95,7 mil toneladas, um aumento de 126,5% em relação às 42,5 mil toneladas registradas na safra 2023/2024.

O avanço do amendoim em Mato Grosso do Sul é parte de uma política de diversificação agrícola promovida pelo governo do estado. Segundo o titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o amendoim tem se consolidado como uma alternativa importante para a safra de verão, em áreas irrigadas e de sequeiro.

“Talvez sejamos o estado com a maior taxa de crescimento na área plantada de amendoim do país”, afirmou.

Industrialização do amendoim

O governo estadual também atraiu investimentos para a industrialização do amendoim, como a instalação de uma unidade de beneficiamento da cooperativa Casul, em Bataguassu. Essa iniciativa busca reduzir a dependência de amendoim de outros estados para atender a demanda de indústrias locais.

“Com a chegada da Casul, criamos um encadeamento produtivo para fortalecer a cadeia do amendoim em Mato Grosso do Sul”, disse Verruck.

Evento

Durante o 2º Dia do Amendoim, realizado em Glória de Dourados, no mês de janeiro, o secretário-executivo da Semadesc, Rogério Beretta, destacou os esforços do governo para ampliar a cultura. Segundo ele, o amendoim é uma alternativa para intensificar áreas de pastagem e é também promissor para áreas arenosas, onde o risco no plantio de soja é maior.

“Promovemos eventos como esse para apresentar tecnologias, incentivar o uso sustentável do solo e fomentar o crescimento da cultura de forma responsável”, disse Beretta.

Fernando Nascimento, coordenador do Plano Estadual de Manejo e Conservação do Solo e Água (Prosolo), reforçou a importância de práticas sustentáveis na expansão do amendoim. O evento contou com mais de mil participantes, incluindo agricultores, técnicos e especialistas, que discutiram inovações e o potencial da leguminosa no estado.



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