sexta-feira, julho 3, 2026

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Nova lei impulsiona produção de bioinsumos no Brasil


A sanção da Lei nº 15.070, em 24 de dezembro de 2024, representa um marco para a regulamentação dos bioinsumos no Brasil, estabelecendo regras para sua produção, comercialização e uso. O novo texto legal traz avanços significativos para a agricultura sustentável, reduzindo a dependência de insumos químicos e importados.

Segundo Nelson Freitas, sócio do Lemos Advocacia para Negócios, a medida fortalece o setor agrícola ao criar um marco regulatório específico para os bioinsumos, que antes eram classificados como defensivos agrícolas ou fertilizantes. “Não obstante já serem utilizados no Brasil, tanto na produção para uso próprio, quanto na industrial, os bioinsumos ainda não possuíam um marco regulatório específico. Assim, determinados produtos classificados anteriormente como defensivos agrícolas e fertilizantes, a partir da vigência da nova lei, passam a compor uma categoria própria, com tratamento normativo específico”, explica.

Os bioinsumos são desenvolvidos a partir de microrganismos, extratos vegetais e enzimas, sendo usados no combate a pragas e doenças, no desenvolvimento das plantas e até na alimentação animal. A nova legislação se aplica a todos os sistemas de cultivo, incluindo o convencional, orgânico e agroecológico.

Uma das mudanças mais importantes, conforme destaca Freitas, é a permissão para a produção de bioinsumos para uso próprio. “A nova lei autoriza a produção de bioinsumos em unidade de produção para uso próprio, nesta hipótese, será vedada a sua comercialização para terceiros, garantindo que a produção seja utilizada exclusivamente para uso próprio”, pontua o advogado.

Além disso, a legislação possibilita a produção em associações, cooperativas e consórcios rurais, desde que os produtos não sejam comercializados. “Para tanto, a referida unidade de produção de bioinsumos para uso próprio fica dispensada do registro perante os órgãos oficiais, permitindo ao produtor maior liberdade e celeridade na produção. A nova lei determina também que a unidade de produção de bioinsumos para uso próprio estará sujeita ao cadastramento de forma simplificada e, ainda, o referido cadastramento poderá ser dispensado a critério do órgão federal de defesa agropecuária”, comenta.

A agricultura familiar também foi contemplada: unidades de produção de pequeno porte ficam dispensadas do cadastro obrigatório de estabelecimento produtor. “Outra novidade que estabelece a nova lei é que na unidade de produção de bioinsumos para uso próprio, poderá ser desenvolvida a produção para uso próprio individual ou na forma de associação de produtores ou cooperativas, produção integrada, consórcio rural, condomínio agrário ou congêneres, desde que os bioinsumos produzidos não sejam objeto de comercialização. Além disso, a unidade de produção de bioinsumos da agricultura familiar é dispensada da obrigatoriedade de cadastro de estabelecimento produtor de bioinsumos” continua.

Para Nelson Freitas, a sanção da Lei nº 15.070 representa um avanço significativo na busca por um modelo agrícola mais sustentável e seguro. “Esta nova lei é um marco importante para a agricultura sustentável do Brasil, que se torna uma referência na área regulatória, criando segurança jurídica aos diferentes modelos e uso de bioinsumos”, conclui.





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carreta com 30 toneladas de silagem perde o freio e atropela 13 cabeças de gado



Um motorista de uma carreta carregada com 30 toneladas de silagem evitou uma tragédia na cidade de Paraíso das Águas, no interior do Mato Grosso do Sul. Um vídeo mostra o momento exato em que o caminhão com problemas no freio atropela diversos bois. O acidente foi gravado por um outro caminhoneiro que aguardava a passagem de uma comitiva pela rodovia.

Segundo o Boletim de Ocorrência, o motorista conduzia uma Mercedez Benz LS 1935 pela rodovia MS-320, na pista sentido Três Lagoas, quando perdeu o sistema de frenagem. Na sequência, o condutor disse que avistou uma boiada atravessando a pista com uma fila de veículos parados, incluindo um outro caminhão. Para não atingi-los, ele desviou de faixa e atropelou 13 cabeças de gado. O caminhão parou somente na subida da via com a parte frontal do cavalo mecânico danificada.

De acordo com o motorista, três boiadeiros conduziam a comitiva e ninguém ficou ferido. O caso aconteceu na tarde do último sábado (15). O próprio motorista da carreta foi ao Distrito Policial e relatou a ocorrência. O caso foi registrado como Preservação de Direito, pelo condutor do veículo.



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Maior comboio fluvial do Brasil transportará 75 mil toneladas de grãos



No próximo sábado (22), o Brasil testemunhará a maior operação de transporte fluvial de grãos já registrada no país. A empresa Bertolini Transporte e Navegação será responsável por conduzir um comboio que transportará 75 mil toneladas de soja e milho – carga equivalente a 1.500 caminhões – entre Porto Velho (RO) e Santarém (PA).

A operação será viabilizada pelo novo empurrador Bertolini CL, projetado para movimentar 30 barcaças em um único comboio, superando o padrão atual de 20 unidades. Construída no estaleiro Beconal, a embarcação conta com quatro motores Mitsubishi S12R-MPTA, de 1.180 hp cada, garantindo maior potência e eficiência no transporte.

“A nova configuração amplia nossa capacidade de carga por viagem, reduzindo custos e diminuindo a pressão sobre o transporte rodoviário”, destacou Flávio Silveira, diretor Industrial da Bertolini.

Alternativa ao escoamento rodoviário

O rio Madeira tem se consolidado como uma das principais rotas hidroviárias para a exportação do agronegócio do Centro-Oeste. Antes transportada por longas distâncias rodoviárias até Santos (SP) e Paranaguá (PR), a produção agrícola da região agora segue por vias fluviais até Santarém (PA), Itacoatiara (AM) e Barcarena (PA), reduzindo custos logísticos e prazos de entrega.

Rodrigo Teixeira, líder de negócios marítimos da Mitsubishi Marine, destacou a robustez dos motores do novo empurrador, projetados para operações de longa duração. “São equipamentos robustos e eficientes, compatíveis com as normas ambientais internacionais”, afirmou.



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Trump anuncia taxas de até 25% sobre a madeira e produtos florestais



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que imporá novas tarifas sobre produtos como madeira, carros, semicondutores e farmacêuticos nos próximos meses. Durante uma conferência em Miami, Trump mencionou que as tarifas sobre madeira e produtos florestais poderão chegar a 25%, com previsão de entrarem em vigor no início de abril, junto com tarifas semelhantes sobre automóveis. O Brasil é um dos maiores produtores florestais do mundo e os EUA e União Europeia foram os principais destinos dos produtos brasileiros de madeira em 2024.

O republicano afirmou que essas medidas visam gerar receitas significativas para os EUA, mas também ofereceu a outros países a possibilidade de evitar as tarifas caso reduzam ou eliminem suas próprias barreiras comerciais contra produtos americanos.

Outros produtos

Além da madeira, Trump também planeja impor tarifas de 25% ou mais sobre semicondutores e produtos farmacêuticos, que aumentariam progressivamente ao longo de um ano. Ele destacou que dará tempo para que empresas desses setores estabeleçam fábricas nos EUA, evitando assim as tarifas. Essas medidas fazem parte de uma série de ações que têm o potencial de impactar significativamente o comércio internacional.

Desde seu retorno à presidência, Trump já impôs uma tarifa adicional de 10% sobre todas as importações da China, em resposta ao tráfico de fentanil, e anunciou tarifas de 25% sobre produtos do México e importações não energéticas do Canadá, embora tenha adiado a implementação por um mês. Ele também propôs tarifas recíprocas contra países que impõem barreiras comerciais aos produtos americanos.

As ameaças de tarifas têm gerado incertezas entre parceiros comerciais e especialistas, que alertam para o risco de inflação e disrupções no comércio global. Enquanto isso, representantes da União Europeia se reuniram com autoridades americanas em Washington para discutir as implicações dessas medidas.

A abordagem de Trump em relação às tarifas tem sido volátil, deixando outros países e empresas em alerta sobre os próximos passos. Economistas alertam que as tarifas generalizadas podem aumentar os preços internos e criar tensões comerciais, mas Trump afirma que as medidas são necessárias para proteger a economia americana e gerar receitas.



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Exportações de frangos seguem estáveis


A oferta de carne de frango seguiu restrita no início de 2025, sustentando os preços da ave mesmo em um período de demanda mais fraca, segundo análise do Itaú BBA. Esse cenário, aliado a custos de produção controlados, elevou o spread do frango abatido, garantindo um início de ano positivo para as processadoras. 

Em São Paulo, o frango inteiro e congelado registrou alta de 1,7% em relação a dezembro de 2024, com média de R$ 8,40/kg, 15% acima de janeiro do ano passado. Apesar da valorização, a carne de frango segue competitiva frente à carcaça dianteira bovina, com a relação de preços alcançando 2,3 kg de frango por kg de dianteiro, contra 1,8 kg um ano antes. 

No mercado externo, as exportações de carne in natura somaram 395 mil toneladas, praticamente estáveis frente a dezembro (-1,1%) e janeiro de 2024 (-0,3%). O preço médio do produto caiu 1,8% no mês, moderando o spread das vendas internacionais, que ainda se manteve em 104%, acima da média histórica de 78% e bem superior aos 58% de um ano atrás. 

Já no mercado doméstico, o spread do frango abatido avançou devido à alta dos preços, superando o leve aumento nos custos de produção (0,8%). Enquanto isso, os preços do frango vivo seguiram em queda, contrariando a tendência do atacado. Com custos ainda favoráveis e preços firmes, o setor de processamento de frango manteve bons resultados no início de 2025.

“Já no mercado doméstico, o spread do frango abatido escalou um pouco mais, dada a elevação do preço, um pouco acima da variação positiva dos custos de produção (0,8%). Por outro lado, os preços do frango vivo continuaram em queda, apesar da direção contrária no atacado. Ou seja, os bons ventos de 2024, com custos contraídos e preços evoluindo, continuaram favorecendo as agroindústrias processadoras de frango no primeiro mês do ano”, comenta.

 





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Embrapa e Yara firmam parceria para recuperação do solo gaúcho



Primeira etapa

Os trabalhos se concentrarão em quatro áreas prioritárias das grandes Bacias Hidrográficas Taquari-Antas e Baixo Jacuí, incluindo a implantação de Unidades de Referência Tecnológica (UTRs) para demonstração de tecnologias adequadas para a recuperação do solo, contenção de erosão e restauração da vegetação em áreas consideradas sensíveis, bem como capacitação de técnicos e agricultores.

Em nota, a empresa disse já ter mobilizado mais de R$ 2,5 milhões em recursos próprios e arrecadações para apoiar os esforços de recuperação do Estado. A proposta é que as ações nas regiões prioritárias possam servir de modelo e base para o planejamento e replicação em outras áreas afetadas no estado.



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Sinal de telefonia móvel 4G pode chegar em áreas rurais



Sinal de telefonia móvel 4G e internet de alta velocidade no campo podem ser viabilizados em assentamentos rurais e comunidades quilombolas e de povos tradicionais de diferentes regiões do país. É o que prevê acordo de cooperação técnica assinado nesta quarta-feira (19), em Brasília, entre os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), das Comunicações (MCom), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O evento marcou a 6ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf).

O projeto de expansão da conectividade será financiado com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Pelo acordo, caberá ao MDA e ao Incra mapearem, em até 120 dias, as áreas de relevância da agricultura familiar que poderá ser contempladas com a medida.

Já a pasta das Comunicações e a Anatel vão atuar para ativar políticas de inclusão digital, promovendo ações de conectividade e acesso à rede de internet e telefonia móvel em áreas rurais, a partir da articulação com associações representativas e cooperativas que atendem a agricultura familiar, os assentados da reforma agrária, os quilombolas e a outros povos e comunidades tradicionais. O acordo prevê investimentos em infraestrutura e capacitação de agentes, inclusive agricultores, e de profissionais que atuam em escolas rurais.

De acordo com a justificativa do acordo de cooperação, a medida interministerial tem o objetivo de enfrentar o problema da desigualdade digital. “Tem-se que, por um lado, a expansão das telecomunicações nas áreas rurais tem sido mais lenta do que nas áreas urbanas, por outro, a capacidade de conexão oferecida às camadas mais pobres da população precisa ser melhorada”, diz o texto.

Correios e agricultores

Durante a reunião do Condraf, outro acordo foi assinado entre MDA e a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), para viabilizar o transporte de produtos da agricultura familiar, incluindo alimentos, cosméticos e farmacêuticos. Segundo a empresa estatal, a ideia é viabilizar a logística para os pequenos agricultores, já que os Correios têm presença capilarizada em praticamente todo o território nacional.



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Safra maior derruba preços do suco de laranja


O Itaú BBA destacou que as estimativas do USDA para a safra 2024/25 indicaram um aumento na produção global de laranjas, pressionando os preços do suco concentrado na bolsa de Nova York. No Brasil, a Fundecitrus revisou para cima sua projeção para o cinturão citrícola, contribuindo para a estabilidade dos preços da fruta no mercado interno. Segundo o Cepea, a laranja posta à indústria foi cotada a R$ 88,24/cx (+0,2%), enquanto a oferta foi beneficiada pelo bom desenvolvimento da quarta florada da safra.  

O suco de laranja concentrado iniciou janeiro em alta, mas após a divulgação do USDA em 10 de janeiro, as cotações caíram. O mês terminou com o produto negociado a USDc 474,7/lb, queda de 4,1% frente a dezembro, e o movimento de baixa persistiu até 11 de fevereiro, com preço de USDc 390,45/lb. Já a Fundecitrus aumentou sua projeção de safra em 2,4%, para 228,52 milhões de caixas, impulsionada pelas chuvas bem distribuídas nos últimos meses, que favoreceram o tamanho dos frutos. Ainda assim, a produção é 26% menor que a safra anterior devido ao impacto do greening.  

Nas exportações, o Brasil embarcou cerca de 519 mil toneladas de suco de laranja (equivalente FCOJ) entre junho de 2024 e janeiro de 2025, uma queda de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior, reflexo dos estoques limitados. No entanto, a receita aumentou 38%, atingindo US$ 2,3 bilhões, impulsionada pelos preços mais elevados do produto no mercado externo.

“De acordo com o USDA, a produção global de suco de laranja para 2024/25 está prevista para aumentar em 4%, alcançando 1,4 milhão de toneladas. Essa previsão está pautada no indicativo de uma maior produção no Brasil que terá mais laranjas para o processamento, e espera-se que o país aumente a produção de suco em 9%, para 1 MM t”, conclui.

 





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Mercado segue atento a Trump e há risco de inflação global; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a queda do Ibovespa, que fechou em 127 mil pontos, pressionado pelo cenário externo.

A ata do Fed reforçou a necessidade de cautela nos cortes de juros, enquanto dados do Reino Unido aumentaram as preocupações com a inflação.

O dólar subiu para R$ 5,72, e os juros futuros abriram com expectativa de forte oferta de títulos pelo Tesouro.

Na China, novas medidas buscam estimular o consumo e o investimento estrangeiro.

Hoje, o mercado acompanha dados de auxílio-desemprego nos EUA e confiança do consumidor na Zona do Euro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Pecuária sente efeitos da estiagem nas pastagens



Irrigação ameniza impactos, mas seca ainda preocupa




Foto: Sheila Flores

De acordo com o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (13), a falta de chuvas regulares tem afetado a qualidade e o crescimento das pastagens no Rio Grande do Sul. Em regiões mais secas, especialmente no Oeste do estado, observa-se queda na qualidade forrageira, estresse hídrico e até senescência de plantas, prejudicando a alimentação dos rebanhos.

De acordo com o relatório, pastagens perenes e anuais cultivadas também enfrentam dificuldades de rebrote e queda expressiva na produção forrageira. Em locais onde a irrigação é possível, a técnica tem sido essencial, mas alguns reservatórios já operam em níveis críticos.

Nas áreas que receberam chuvas regulares, a recuperação das pastagens tem permitido a realização de manejos como adubação e roçadas. No entanto, a escassez de água aliada às altas temperaturas segue representando um desafio para a pecuária, tornando indispensável o uso de estratégias de suplementação alimentar para manter a nutrição do gado.

A previsão climática para as próximas semanas será determinante para a recuperação das áreas afetadas e a manutenção da produtividade do setor agropecuário.





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