quinta-feira, julho 2, 2026

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Terceira reestimativa da safra de laranja 2024/25 do cinturão citrícola de SP e MG prevê produção de 228,52 milhões de caixas


Redução da taxa de queda e crescimento do tamanho dos frutos da quarta florada explicam aumento em relação à reestimativa anterior

A terceira reestimativa da safra de laranja 2024/25 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, divulgada pelo Fundecitrus nesta segunda-feira (10), aponta que a produção da temporada deve ser de 228,52 milhões de caixas de laranja de 40,8 kg, 2,4% maior do que a quantidade estimada anteriormente, 223,14 milhões de caixas, divulgada em dezembro. No entanto, o volume ainda é 1,7% menor do que a projeção inicial, de 232,38 milhões, prevista em maio.

As chuvas dos últimos dois meses foram bem distribuídas em todas as regiões, superando as previsões e mesmo a média histórica em dezembro, o que contribuiu diretamente para o aumento do tamanho dos frutos da quarta florada, principalmente das variedades Pera e Natal.

Considerando todas as variedades, são necessários 258 frutos para compor uma caixa de 40,8 kg, indicando três frutos a menos em comparação à reestimativa feita em dezembro. Assim, o peso médio das laranjas de primeira, segunda e terceira floradas permanece projetado em 161 gramas, enquanto os frutos da quarta florada registraram um aumento de 20 gramas em relação à reestimativa de dezembro, atingindo 146 gramas. Como a maior parte da produção que ainda será colhida é proveniente da quarta florada, cuja emissão ocorreu tardiamente, os frutos deverão ser colhidos com 158 gramas na média geral, duas gramas a mais do que o previsto anteriormente.

Outro fator que influenciou o aumento da safra em relação à reestimativa anterior foi a redução da taxa de queda das variedades Valência, Folha Murcha e Natal de 19% na reestimativa de dezembro para 18% nesta. A diminuição da taxa de queda está relacionada à colheita antecipada dos frutos das duas primeiras floradas e à menor quantidade de frutos nas árvores em relação às safras passadas neste período da temporada.

Estima-se que, até meados de janeiro, cerca de 89% da produção tinha sido colhida. As laranjas das variedades precoces já foram colhidas praticamente em sua totalidade, enquanto ainda restam 15% da produção da variedade Pera Rio, 16% das variedades Valência e Folha Murcha e 10% da variedade Natal para serem colhidas até o final da safra.

A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) é realizada pelo Fundecitrus em parceria com o Departamento de Ciências Exatas, FCAV/Unesp Campus Jaboticabal.

Confira o relatório completo: https://www.fundecitrus.com.br/pdf/pes_relatorios/0225_Reestimativa_da_Safra_de_Laranja.pdf 

Confira o relatório em inglês: https://www.fundecitrus.com.br/pdf/pes_relatorios/0225_Orange_Crop_Forecast_Update.pdf





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Estimativa da safra brasileira de soja ultrapassa 170 milhões, indica consultoria



A estimativa para a safra brasileira de soja 2024/25 foi ajustada para 171,5 milhões de toneladas, aumento de 700 mil toneladas em relação a janeiro. Segundo a consultoria Hedgepoint Global Markets, o ajuste positivo é impulsionado pelas altas produtividades em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Bahia, beneficiados pelas chuvas iniciadas em outubro de 2024.

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Esses estados têm ajudado a compensar as perdas observadas em outras regiões, como o Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, onde a seca, especialmente em janeiro, impactou a produtividade. A consultoria aponta que essas perdas necessitaram de ajustes nas previsões para essas áreas.

Ainda segundo a consultoria, o clima nas próximas semanas pode impactar a produção final, especialmente no Rio Grande do Sul, onde a colheita tem início previsto para março. Até 14 de fevereiro, 27% da safra já havia sido colhida, um ritmo ligeiramente inferior ao do ano passado, mas superior à média das últimas cinco safras.

O clima e a soja

A análise dos Índices de Diferença Normalizada de Vegetação (NDVI) feita pela consultoria confirma as expectativas de alta produtividade em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. “Os índices de vegetação nessas regiões permanecem acima da média, indicando um bom desenvolvimento das lavouras”, afirmam os especialistas.

No Rio Grande do Sul, os índices indicam um desenvolvimento menos saudável das plantas, mas sem caracterizar uma “catástrofe”. A recente melhora nas condições climáticas ajudou a aliviar a situação das lavouras gaúchas.

Com base nas informações mais recentes, até 16 de fevereiro, 28,7% das lavouras estavam na fase de enchimento de grãos, com maior concentração no Rio Grande do Sul. A consultoria reforça a importância de monitorar as condições climáticas nas próximas semanas, especialmente no Sul do Brasil, onde o aumento da seca pode continuar a afetar as lavouras.

Impactos na colheita de soja

As previsões climáticas para o período de 20 a 26 de fevereiro indicam que a umidade será escassa na maior parte do Brasil, o que pode acelerar o andamento da colheita, especialmente na região central.

No entanto, a seca no Rio Grande do Sul pode agravar as condições das lavouras na região. Entre 27 de fevereiro e 5 de março, a umidade deverá retornar ao Rio Grande do Sul e ao norte de Mato Grosso, o que pode dificultar o escoamento da safra e impactar os prêmios de exportação e o basis.

Por fim, a consultoria alerta também que as altas temperaturas, combinadas com a baixa umidade, podem prejudicar ainda mais a produtividade, especialmente no Rio Grande do Sul. A previsão de baixa umidade no Sul para março aumenta os riscos de perdas na região.



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Cooperativa do Paraná tem lucro recorde e distribui R$ 116,6 mi



A Castrolanda Cooperativa Agroindustrial, de Castro (PR), registrou resultado líquido recorde de R$ 273 milhões em 2024, segundo balanço financeiro apresentado aos cooperados na 74ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada na semana passada. As sobras distribuídas aos cooperados totalizaram R$ 116,6 milhões, o dobro do valor pago em 2023, conforme nota.

“Vejo que o resultado que tivemos, bem como as sobras, são fruto de um trabalho inteiro que, além de gerar valor para a cooperativa, agregou para os nossos associados”, afirmou o presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, em nota.

A cooperativa encerrou 2024 com 1.275 cooperados. A produção de leite atingiu 536,4 milhões de litros, um aumento de 6,4% em relação ao ano anterior. No mercado agrícola, a produção de grãos totalizou 637,7 mil toneladas, queda de 9,9% sobre as 708 mil toneladas de 2023. No setor de carne suína, a produção caiu 8,8%, para 48,6 mil toneladas.

A Castrolanda também distribuiu R$ 3,8 milhões em sobras técnicas aos cooperados que entregaram grãos nos armazéns da cooperativa.

“Na cooperativa, o cooperado é dono do negócio, e as sobras distribuídas demonstram a importância do engajamento no sistema cooperativista”, disse o gerente executivo de Gente e Gestão, Pedro Dekkers, no comunicado.

A Castrolanda não divulgou o faturamento de 2024. Em 2023, o faturamento bruto foi de R$ 6,7 bilhões, com queda de 7,4% em relação ao ano anterior, segundo informações da cooperativa.

Para 2025, a empresa inicia a implementação do planejamento estratégico “Horizonte 2030”. “Agora nós estamos transformando o planejamento em propostas e projetos para atingir o objetivo que o nosso associado trouxe para a cooperativa, que é buscar crescimento”, complementou Bouwman.



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Programa Ganhando o Futuro leva mundo dos bioinsumos ao público do Canal Rural



O Programa Ganhando o Futuro, iniciativa dedicada à agricultura biológica e regenerativa, estreou na grade do Canal Rural nesta segunda-feira (24).

O novo projeto, desenvolvido em parceria com a distribuidora de produtos agrícolas AgRoss e a empresa especializada em biossoluções UPL, terá a cada dia um novo episódio, sempre das 8h30 às 9h.

Para quem não conseguir acompanhar nesse horário, os reprises acontecem de segunda à quinta, das 17h às 17h30, e também às sextas-feiras, das 18h15 às 18h45. Além disso, os episódios também estarão disponíveis no YouTube do Canal Rural. Assista ao primeiro episódio no vídeo ao final do texto.

“O programa contará sempre com entrevistas e a participação de especialistas, levando informações para que o agricultor possa conhecer e implementar os produtos biológicos em seu dia a dia no campo”, afirma a diretora de Conteúdo do Canal Rural, Jaqueline Silva.

Assim, o engenheiro agrônomo e apresentador do programa, Gustavo Buck, conta que a ideia é levar ao telespectador, de forma simples e prática, o conceito de sustentabilidade aplicado ao campo.

“Vimos a grande necessidade do mercado em voltar a apostar na biodiversidade para dentro das lavouras. Esávamos numa crescente em que o uso indiscriminado de defensivos estava influenciando a microbiota do solo, impactando na quantidade de insetos, pragas e doenças nas áreas produtivas e, com a utilização dos insumos biológicos, dos bioinsumos, conseguimos trazer de volta a vida para o ambiente e, assim, ter uma produção de menor custo porque a planta tem um vigor maior. A gente consegue melhorar a produção, atingir mais fácil o teto produtivo da lavoura e agredir menos o meio ambiente”, detalha.

De acordo com ele, o Ganhando o Futuro tem a missão de traduzir conhecimentos científicos e técnicos a quem está na ponta, ou seja, ao agricultor.

Além de apresentar informações sobre diferentes culturas e as melhores práticas, o
novo programa também será um canal exclusivo de comercialização de uma linha de
produtos biológicos desenvolvida pela UPL e comercializada pela AgRoss com a marca BIOAgRoss.

O programa conta com uma central de dúvidas a respeito das dicas, soluções e produtos mostrados ao longo de cada episódio. Basta mandar uma mensagem para: (19) 97172-1673.

Veja o primeiro episódio abaixo:

Serviço

Programa Ganhando o Futuro
Segunda a sexta: 8h30 às 9h
Segunda a quinta: 17h às 17h30 (reprise)
Sextas-feiras: 18h15 às 18h45 (reprise)
Onde: no Canal Rural (Sky: 164; Vivo: 590; NET: 185; OiTV: 179; ClaroTV: 185; Parabólica digital: Star One D2; Samsung TV Plus: 2084)



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MS faz aporte de R$ 400 mi para desenvolver setor


O governo de Mato Grosso do Sul assinou um termo de acordo para concessão de incentivos fiscais à cooperativa Aurora, que vai investir R$ 400 milhões na ampliação de sua unidade em São Gabriel do Oeste e, consequentemente ajudando o setor de suinocultura no estado. O projeto de expansão está previsto para ser concluído até abril de 2026.

A região conta com a atuação de outras cooperativas, como a Alfa, Copérdia e Coasgo, que também investem no aumento da atividade de suinocultura em Mato Grosso do Sul.

“Somente no ano de 2024, por meio do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), foram destinados R$ 187,6 milhões voltados à produção de suínos. Esses investimentos viabilizados por meio de cooperativas como a Alfa e a Copérdia, são fundamentais para atender à crescente demanda da Cooperativa Aurora”, disse o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) Jaime Verruck.

Com os investimentos, a Aurora, que atualmente processa 3,2 mil suínos por dia, aumentará sua capacidade de abate em São Gabriel do Oeste. A expectativa é que esse número chegue a 5 mil.

Unidade da cooperativa da Aurora (Mato Grosso do Sul)Unidade da cooperativa da Aurora (Mato Grosso do Sul)
Fomento do governo à suinocultura em MS viabiliza investimento de R$ 400 milhões Foto: Agência de Notícias MS

O aporte total, considerando as fases 1 e 2, é estimado em aproximadamente R$ 400 milhões, focado exclusivamente na parte industrial, sem incluir investimentos realizados pelas cooperativas na produção de suínos.

“Além da ampliação da indústria, houve um investimento significativo em infraestrutura de suporte. A Coasgo, por exemplo, recentemente finalizou a construção de uma fábrica de ração para atender à crescente demanda do sistema de produção em São Gabriel do Oeste”, acrescenta Verruck.

A unidade da Aurora na cidade gera 2.358 empregos diretos e com a expansão da planta industrial, serão criadas mais de 800 novas vagas. Além de São Gabriel do Oeste, a ampliação beneficiará municípios vizinhos, como Rio Negro, Bandeirantes, Camapuã e Rio Verde.

Suinocultura: cooperativas reforçam investimentos

Em reunião da Ocepar, realizada em Cascavel (PR) no dia 12 de fevereiro, foi anunciado um pacote de R$ 1,1 bilhão em investimentos a serem realizados por cooperativas paranaenses em Mato Grosso do Sul. Segundo o secretário, o interesse do setor no estado é resultado do Programa Estadual de Desenvolvimento e Fortalecimento do Cooperativismo (Procoop) .

“Durante a Ocepar, o governador Eduardo Riedel apresentou as potencialidades de Mato Grosso do Sul. Além disso, há uma série de investimentos sendo realizados por cooperativas locais, bem como a ampliação de outras cooperativas oriundas de estados como Santa Catarina. Agora, o Procop segue cumprindo seu objetivo de fomentar e apoiar o desenvolvimento do cooperativismo. As cooperativas, por sua vez, desempenham um papel essencial na agregação de valor à produção, na diversificação da base produtiva e na geração de empregos, contribuindo para o crescimento econômico do estado”, finalizou Jaime Verruck.



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Durante evento, governador autoriza obras para melhorar logística no Oeste da Bahia


Durante uma feira de tecnologia agrícola, no distrito de Rosário, em Correntina, no Oeste da Bahia, ao lado de lideranças do agro, o governador do estado, Jerônimo Rodrigues, fez anúncios de obras importantes para melhorar a logística e escoamento da safra de grãos na região.

O evento que chegou a 12ª edição, chama a atenção todos os anos, de produtores, empresários, pesquisadores e investidores, para rosário, distrito de correntina, que concentra cerca de 15% da produção de grãos do Oeste baiano, de acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Agrorosário 2025, Correntina, Oeste da BahiaAgrorosário 2025, Correntina, Oeste da Bahia
Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural BA

Na ocasião, o governo do estado anunciou a pavimentação do trecho da BA-592, que conecta o entroncamento da BR-349 à estrada da Linha de Produção, no entroncamento Fazenda Novo México, e o KM 37,09 ao KM 50,09, da Fazenda Novo México.

A obra, executada pela Seinfra, terá R$ 19,9 milhões do governo estadual. Além disso, foi realizada a entrega de uma ponte sobre o Rio Pratudão, no município de Jaborandi, que vai beneficiar também 500 famílias da agricultura familiar.

“Com isso nós vamos é melhorar o escoamento da produção local, é soja, milho e tal, e também a água, indústria que está se formando aqui na região”, disse Saulo Pontes, superintendende da Secretaria de Infraestrutura da Bahia.

Além da oferta de energia elétrica, o escoamento da produção agropecuária  ainda é um dos principais gargalos na região Oeste da Bahia. Diante desse cenário, outro assunto que têm sido discutido pelos produtores é o andamento das obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), que promete ser uma nova aliada da logística na região.

Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural BA

O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que o desejo do governo que o modal logístico vá de encontro aos portos baianos.

A Fiol que corta esses municípios aqui do oeste, trazendo insumos, a exemplo de fertilizantes, que nós não temos o suficiente nessa região, mas fazendo com que seja transportado até o porto, que é o desejo nosso, do Porto Sul e dali pegar outros estados do Brasil, mas também outras fronteiras internacionais“, disse.

Mudanças na Fiol

Rodrigues também falou sobre mudanças no projeto da Fiol, que recentemente, o Ministério dos Transportes, alterou o traçado do trecho 3 que ligaria Barreiras, no Oeste da Bahia, a Figueirópolis, no Tocantins, para Correntina (BA) – Mara Rosa, em Goiás, além das supostas alterações no porto seco que beneficiaria os municípios de São Desidério, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães.

“O destino nosso, inclusive com recurso no PAC, é Mara Rosa para que a gente possa fortalecer para que outros estados possam, inclusive é o que o empresário rural quer, um transporte de segurança, qualidade e curto para para ganhar na rentabilidade do transporte, tanto na chegada de insumos como na saída do produto e Mara Rosa, tanto para o estado do Mato Grosso, Tocantins, com certeza, é a própria parte do Maranhão terão, viabilidade por conta da proximidade desse porto. Mara Rosa é, de fato, o caminho. Quanto ao porto seco, não é só um. Nós havíamos discutido com o ministério a possibilidade de dentro do estado da Bahia, por exemplo, você pode ter ali entre Brumado, Guanambi, Caetité e Jequié, ter alguma coisa também.”, disse o chefe do executivo baiano.

Nova biorrefinaria

Uma biorrefinaria de etanol à base de milho também foi anunciada no evento. Para que as operações com previsão para 2027 tenham início, é necessário que os investimentos em infraestrutura na região sejam concluídos.

É o que espera o empresário e presidente do empreendimento Emílio Rietmann. Segundo ele, na primeira fase, serão 700 empregos diretos e entre 1.500 e 2.000 indiretos, com produção de 300 mil m³ de etanol.

“Vai fabricar aproximadamente ração suficiente para alimentar 450.000 animais ano”, disse o presidente do fábrica.

“Só que sem infraestrutura, sem estrada, eu não consigo fazer nada. Como é que eu chego com tudo? São mais de 5.000 toneladas de equipamentos que precisam ir para lá e depois tem que sair todo ano um volume enorme de produção que precisa ser escoado”, pontuou Rietmann.

Conforme informado pelo Canal Rural Bahia, o Ministério dos Transportes informou que a mudança de Figueirópolis (TO) para Mara Rosa (GO) foi realizada com base em estudos a fim de otimizar o corredor, considerando que o projeto está em fase de estudos e em audiência pública. O governo do Tocantins foi procurado, mas não respondeu ao nosso contato.


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Plano de escoamento da safra 24/25 é tópico abordado no Soja Brasil



No último episódio do Soja Brasil, foi abordado o recente lançamento do Plano de Escoamento da Safra 2024/2025, anunciado pelo Governo Federal. Esse plano prevê um investimento de R$4,5 bilhões em obras estruturantes com o intuito de melhorar a logística e reduzir os custos do transporte de grãos no Brasil.

A proposta gerou amplas discussões entre especialistas do setor, que destacaram a importância da medida em um momento de crescimento expressivo da produção de grãos. A expectativa é de que as ações ajudem a aliviar os gargalos logísticos, impactando diretamente a competitividade e a eficiência do agronegócio brasileiro.

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Em entrevista ao Canal Rural, Edeon Vaz Ferreira, diretor-executivo do Movimento Pró Logística, de Mato Grosso, comentou sobre as ações do Governo. Ele afirmou que as medidas anunciadas são importantes e preparatórias para o próximo ano, incluindo melhorias em rodovias e a realização de leilões para otimizar os corredores rodoviários e ferroviários. Contudo, Ferreira alertou que ainda é cedo para avaliar se essas ações serão suficientes para resolver de forma definitiva os desafios logísticos que o Brasil enfrenta.

Uma das principais ações do plano é a concessão de rodovias à iniciativa privada. A estratégia visa transferir para o setor privado a responsabilidade pela manutenção e melhorias de rodovias importantes, como a duplicação de trechos e a construção de terceiras faixas, o que permitiria um escoamento mais eficiente da produção. No entanto, ele destacou um ponto crítico: a cobrança de pedágios, que pode aumentar os custos do frete, impactando diretamente a rentabilidade dos produtores.

Além das questões logísticas, o setor agropecuário também enfrenta desafios climáticos. O Paraná, um dos maiores produtores de soja do Brasil, revisou para baixo sua estimativa de produção, reduzindo a projeção de 22,3 milhões de toneladas para 21,3 milhões de toneladas, uma queda de 4%.

A estiagem prolongada entre dezembro e janeiro foi a principal responsável por essa revisão, afetando principalmente as regiões norte e noroeste do estado. Esses fatores evidenciam a vulnerabilidade do setor agropecuário às condições climáticas, que, embora imprevisíveis, têm um impacto direto na produção e nos resultados do agronegócio.



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com R$ 6 mi de prejuízo, exportadores sofrem com atrasos em embarques



Os elevados índices de atrasos e alterações regulares nas escalas dos navios para exportação de café, além de rolagens de cargas constantes, fizeram com que o país acumulasse 672.113 sacas de 60 kg (2.037 contêineres) não embarcadas, nos portos, em janeiro de 2025. O levantamento é do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) com 23 empresas associadas, que representam 65% dos embarques totais do Brasil.

Segundo o conselho, os gargalos logísticos nos portos brasileiros fazem com que os exportadores de café continuem acumulando prejuízos da ordem de R$ 6,134 milhões no primeiro mês deste ano e de R$ 57,7 milhões no acumulado dos últimos oito meses – junho de 2024, quando o Cecafé iniciou o levantamento, a janeiro de 2025 – por causa de gastos extras relacionados a armazenagens adicionais, detentions, pré-stacking e antecipação de gates.

Frete do café

Considerando o preço médio Free on Board (FOB) de exportação de US$ 336,33 por saca (café verde) e um dólar médio de R$ 6,0212 em janeiro, o não embarque do café implica que o Brasil deixou de receber, no mês passado, cerca de US$ 226,05 milhões, ou R$ 1,361 bilhão, nas transações comerciais do país, levando ao menor repasse de receita para os produtores.

Segundo o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, do volume total acumulado de 1,8 milhão de sacas de café que estava represado nos portos até dezembro de 2024, cerca de 1,2 milhão foi embarcado no mês passado, o que justifica o bom volume de 3,9 milhões de sacas que o Brasil exportou em janeiro.

Entressafra do café ajuda

“O (café) que estava parado nos portos até dezembro vem saindo aos poucos, pois o Brasil está em período de entressafra e com menor oferta disponível, lembrando que o país bateu um recorde anual de 50,5 milhões de sacas exportadas em 2024. Contudo, nossos associados informaram que o cenário logístico, apesar de apresentar melhoras em janeiro por conta da oferta reduzida, permanece desafiador, com muitos entraves e despesas adicionais elevadas, não previstas, e que essa pseudo sensação de melhoria deve permanecer até a chegada da nova safra”, explicou.

Ele completa que, apesar dos investimentos anunciados nos portos serem importantes para o comércio exterior brasileiro, o reflexo dessas medidas será sentido somente mais a frente e o agronegócio nacional precisa de “ações céleres e urgentes” para evitar a continuidade dos prejuízos logísticos.



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O que esperar do mercado da soja? Confira a análise detalhada



O mercado da soja vive uma semana de transição marcada por mudanças nas políticas de crédito e logística, além de desafios na precificação e movimentação do grão no mercado interno. Confira a análise da plataforma Grão Direito:

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Plano Safra

No dia 21 de fevereiro, o Governo Federal anunciou o encerramento dos subsídios do Tesouro Nacional para as linhas de crédito rural do Plano Safra 2024/2025. A medida põe fim a um ciclo de financiamento agrícola com juros reduzidos, deixando os produtores com o acesso limitado ao crédito subsidiado. A única linha ainda disponível é o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), voltado para propriedades de pequeno porte.

Com isso, os agricultores terão que se adaptar às taxas de juros de mercado, que estão em 13,25%, mais o spread bancário, que pode ultrapassar 4%. Essa mudança pode gerar impactos no custo de produção e na área plantada, o que pressiona os preços futuros da soja.

Desafios para o grão

A alta nos custos de frete e as filas nos portos têm pressionado os preços da soja no interior do Brasil, em um cenário de alta produtividade e estimativas de safra recorde. Com a colheita acelerada, o Brasil deve registrar uma safra de até 170 milhões de toneladas.

Porém, a logística apertada pode gerar um efeito negativo sobre os preços no mercado interno. Os prêmios continuam em queda, refletindo a alta oferta e os custos adicionais de transporte.

Biodiesel e os impactos no mercado

A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de manter a mistura de biodiesel em 14%, adiando o aumento para 15%, tem efeitos diretos sobre a demanda de soja no setor energético.

A expectativa inicial era que a elevação para 15% gerasse uma demanda de até 2 milhões de toneladas do grão, porém, a medida visa conter a inflação do diesel, afetando o volume de soja processado.

Quais as projeções para a soja?

O mercado da soja no Brasil segue um caminho de alta oferta e custos logísticos apertados, o que pode levar a uma semana de preços mais baixos e reduções nos prêmios. A previsão para a exportação brasileira de soja é de 105,5 milhões de toneladas, com um aumento de 1,33 milhão de toneladas em relação ao ano passado, segundo estimativas do USDA.



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