quarta-feira, julho 1, 2026

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Preço do arroz cai com proximidade da nova safra



Fatores climáticos também podem influenciar as cotações nos próximos meses




Foto: José Luis da Silva Nunes

Os preços do arroz em casca seguem em queda no mercado brasileiro. De acordo com dados do Cepea, a proximidade da entrada mais expressiva da nova safra, a necessidade de liquidação de estoques por parte dos vendedores e a menor presença de compradores no mercado têm pressionado as cotações.

Na semana passada, as desvalorizações foram as mais intensas do ano, refletindo o cenário de maior oferta e menor demanda. O Indicador CEPEA/IRGA-RS iniciou a semana cotado a R$ 91,93 por saca de 50 kg no dia 24 de fevereiro, o menor patamar nominal desde agosto de 2023. No acumulado do mês, até o dia 24, a queda já chega a 8,6%.

Com a expectativa de aumento na disponibilidade do cereal nas próximas semanas, agentes do setor seguem monitorando o comportamento do mercado e os impactos da colheita sobre os preços. Segundo especialistas, a pressão baixista pode continuar caso a demanda interna e as exportações não consigam absorver a oferta crescente.

Além disso, fatores climáticos também podem influenciar as cotações nos próximos meses. O desenvolvimento da safra e possíveis desafios logísticos na colheita podem impactar a oferta disponível no mercado, trazendo volatilidade às negociações. 





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SC poderá contar com a primeira usina de etanol à base de cereais



O governador de Santa Catarina Jorginho Mello (PL) assinou um protocolo de intenções com a Copercampos para viabilizar a implantação da primeira usina de etanol à base de cereais no estado. O anúncio foi feito nesta terça-feira (25), durante a abertura oficial do 29º Show Tecnológico Copercampos, em Campos Novos.

O protocolo foi formalizado pelo governador e o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca. Desta forma, o estado garantirá incentivos econômicos e fiscais para viabilizar a implantação da primeira usina de etanol à base de cereais em Santa Catarina.

Benefícios da usina

Como contrapartida, a Copercampos investirá R$ 200 milhões na construção da usina, que deverá gerar 100 empregos diretos e 800 indiretos, além de uma produção estimada de 36 milhões de litros de etanol de milho no primeiro ano de operação.

Na ocasião, o governador também entregou a Licença Ambiental Prévia de Instalação, concedida pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), ao presidente da Copercampos, garantindo mais um passo para a concretização do empreendimento.

O governador entregou ainda uma ambulância e um caminhão de combate a incêndios ao município de Campos Novos, cidade onde ocorre o Show Tecnológico Copercampos, resultado de uma parceria entre estado, município e a cooperativa. Jorginho Mello também anunciou o envio de 39 equipamentos agrícolas para 21 municípios do Meio-Oeste catarinense.

“Nosso agro é forte e precisa de todo o nosso apoio. Estamos com projeto de implementar voos regionais ligando nossas cidades e encurtando distâncias. Temos muitos programas de linhas de crédito para apoiar nossos produtores rurais”, destacou o governador.

“É um trabalho constante de pesquisa, validação de defensivos, de fertilizantes e lançamento de sementes. Realizamos esse evento para os produtores olharem o que está sendo feito, as inovações, as tecnologias novas, lançamento de variedade. Tudo isso é muito importante para o Copercampos e mais ainda para o produtor rural”, disse o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca.

O Show Tecnológico Copercampos reúne produtores, pesquisadores e empresas para apresentar novas tecnologias e soluções até o dia 27 de fevereiro, com palestras, demonstrações e oportunidades de negócios para os participantes.



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Associação divulga tema da Bahia Farm Show 2025


Foi divulgado nesta quarta-feira (26), pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), o tema da Bahia Farm Show 2025. O “Agro Inteligente, Futuro Sustentável”, norteará os debates e negócios no Matopiba, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.

O evento que chega a 19ª edição, reunirá empresas expositoras, produtores rurais e instituições financeiras para apresentar o que há de mais novo em tecnologias agrícolas já adotadas no mundo.

Em 2024, a feira alcançou R$ 10,9 bilhões em negócios e comercialização. Em 2025 será realizada entre os dias 9 e 14 de junho e deverá proporcionar um ambiente propício à difusão de conhecimento, boas práticas e troca de experiências e parcerias, consolidando-se como uma vitrine de inovação do setor agrícola, com foco no que há de mais moderno e sustentável.

O presidente da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, acredita que o produtor rural já percebeu que o futuro chegou e que é preciso continuar aberto à tecnologia para se manter forte e competitivo.

“Estamos cercados pela inteligência artificial, e a gestão eficiente de dados já é uma realidade em nossos negócios. A feira é a melhor oportunidade para as empresas apresentarem inovações e para os agricultores incorporarem modernas tecnologias, muitas delas já embarcadas em máquinas e equipamentos utilizados no campo. A Bahia Farm Show é a chance de agir hoje, pensando em um futuro cada vez mais produtivo e sustentável”, afirma.

Espaços comercializados

De acordo com a Aiba, a 3 meses do início da feira, 90% da área do complexo já está comercializada para empresas que apresentarão grandes máquinas para todas as etapas do campo, do plantio à colheita, além de plataformas remotas de comunicação e sistemas sustentáveis de pulverização e irrigação, entre outros.

Em 2024, o evento ocupou 246 mil metros quadrados, reunindo 434 empresas expositoras e representando mais de mil marcas de produtos e serviços voltados ao agronegócio.

Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da BahiaBahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia
Bahia Farm Show, maior feira do Norte e Nordeste do Brasil, é realizada pela Aiba | Imagem: Marca Comunicação

Com a tradicional exposição de produtos e serviços, que encerra o calendário das grandes feiras agrícolas do Brasil, a Bahia Farm Show também promoverá palestras, workshops e fóruns técnicos, onde especialistas discutirão os desafios e oportunidades do setor, desde a produção até a comercialização.

A presença de instituições financeiras, que oferecem condições especiais de financiamento e crédito, eleva a feira ao status de uma das maiores do Brasil, reforçada pela participação de empresas que acreditam no agronegócio como propulsor da economia nacional.

“É indiscutível que a Bahia Farm Show é uma referência na área agrícola do Matopiba, que compreende também os estados do Maranhão, Piauí e Tocantins. Os produtores da região aguardam ansiosos pelo evento, que é um momento de reencontro e de comemoração dos resultados da safra, já pensando nos investimentos para o próximo ciclo produtivo”, reforça Moisés Schmidt, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), entidade realizadora da feira.

O evento é realizado todos os anos no Complexo Bahia Farm Show – BR 020/242, km 535, Luís Eduardo Magalhães.


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Programa Nacional de Estradas Rurais pode acelerar o escoamento da produção



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou o lançamento do Programa Nacional de Estradas Rurais (Proner). A iniciativa, oficializada pela Portaria nº 777/25, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (26), visa modernizar e expandir a infraestrutura das estradas vicinais, artérias cruciais para o escoamento eficiente da produção agropecuária brasileira.

Conectando o campo

O Proner surge como uma resposta estratégica para conectar as regiões produtoras aos grandes centros consumidores e aos polos de exportação, integrando as estradas vicinais ao Sistema Nacional de Viação, conforme previsto na Lei nº 12.379/2011. Além de impulsionar a economia, o programa busca melhorar a qualidade de vida das comunidades rurais, facilitando o acesso a serviços essenciais como escolas, unidades de saúde e comércio.

““Uma boa logística é fundamental no processo de produção e fornecimento de alimentos para a população, por isso, o Mapa investe na recuperação de estradas que permitem, não apenas que os alimentos cheguem com qualidade e com melhor preço à mesa das pessoas, mas contribuem substancialmente para a melhoria da qualidade de vida da população rural, melhorando acesso às escolas, unidades de saúde e ao comércio”, destacou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Implementação estratégica

A Subsecretaria de Orçamento, Planejamento e Administração, ligada à Secretaria-Executiva do Mapa, será a responsável pela coordenação do Proner. A implementação se dará por meio de parcerias com organizações públicas, privadas e internacionais, com o uso estratégico de recursos públicos e avaliações contínuas de resultados e impactos.

Eficiência para o escoamento pelas estradas

O Proner foi concebido com base no Modelo Lógico de Políticas Públicas e Programas, assegurando a eficiência na aplicação de recursos e a efetividade dos resultados. A Subsecretaria editará instruções normativas para priorizar o uso de créditos orçamentários e solucionar desafios técnicos.



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Liminar da Abiove é indeferida e Aprosoja entra com nova ação contra taxa de exportação



A justiça do Maranhão indeferiu um pedido de liminar da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) contra a Contribuição Especial de Grãos (CEG) de 1,8% que entrou em vigor no estado do Maranhão no último domingo (23). Outra entidade do setor, a Aprosoja Maranhão, entrou com nova ação, que já estava prevista.

A ação civil coletiva foi protocolada pela Aprosoja do estado nesta terça-feira (25), no Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão.

Conforme nota divulgada nesta semana, a Aprosoja Brasil ressalta, “o que salta aos olhos é que o impacto não se restringirá ao estado do Maranhão, mas se espalhará por toda a região do Matopiba, parte de Mato Grosso e de Goiás”.

O presidente da Aprosoja no estado, José Carlos Oliveira de Paula, disse que postos de empregos serão fechados, refletindo também na qualidade de vida da população maranhense, que piorará.

A CEG (Lei Estadual nº 12.428/2024) com alíquota de 1,8% sobre a tonelada de soja, milho, milheto e sorgo, se aplica sobre a produção, armazenamento e transporte desses produtos no Maranhão, especialmente nas operações destinadas à exportação.

Liminar indeferida

O pedido de liminar contra a (CEG), foi indeferido pelo juiz titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, Osmar Gomes dos Santos.

De acordo com a decisão, entre as justificativas, o magistrado relata que a “concessão de liminar exige a comprovação de risco iminente de dano irreparável ou de difícil reparação, capaz de justificar uma medida de urgência antes do julgamento do mérito”.

A Abiove considerou que a contribuição possui diversos vícios de inconstitucionalidade, uma vez que fere os princípios da imunidade tributária das exportações (art. 155, §2º, X, “a”, da Constituição Federal), da legalidade tributária e da não vinculação de tributo a receita específica.

No entanto, na decisão, Santos entendeu que “em análise preliminar, não se verifica, de plano, a inconstitucionalidade manifesta da contribuição, sendo necessária uma avaliação aprofundada”.

O segundo pedido, encabeçado pela Aprosoja do Maranhão, segue em análise pela justiça.


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Faça sua parte! Vote para o Prêmio Personagem Soja Brasil!



Você sabia que a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil já está aberta? Decida entre os principais nomes que se destacam no desenvolvimento da soja brasileira!

O prêmio reconhece os produtores e pesquisadores que mais contribuíram para a soja brasileira. Vote agora neste link!

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Indicados ao Prêmio Personagem Soja Brasil:

Alberto Schlatter

Alberto Schlatter é produtor rural em Chapadão do Sul, MS, e tem uma história familiar de mais de 100 anos no Brasil, sendo filho de suíços que desbravaram o país em 1921. Sua trajetória é marcada pelo legado de sua família, que iniciou a produção agrícola em Presidente Venceslau.

Anderson Cavenaghi

Anderson Cavenaghi, engenheiro agrônomo e pesquisador da UNIVAG-MT, é especialista em proteção de plantas com foco em herbicidas e plantas daninhas. Seus estudos ajudam a desenvolver estratégias para o controle dessas espécies nas principais culturas do Cerrado.

Cecilia Czepak

Cecilia Czepak, professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), é uma das indicadas ao Prêmio do Soja Brasil. Ela se dedica ao manejo integrado de pragas, com 26 anos de experiência na educação e no desenvolvimento de soluções para o controle de pragas nas lavouras.

Claudia D’Agostini

Claudia D’Agostini, produtora rural em Sabáudia, PR, tem se destacado na sucessão familiar de sua propriedade. Com sua irmã, ela mantém o legado da produção rural, garantindo a continuidade do trabalho iniciado por seu pai.

Julio Cezar Franchini

Julio Cezar Franchini, pesquisador da Embrapa Soja PR, atua na área de manejo de solos, com um foco intenso nos desafios de produtividade e sustentabilidade, essenciais para a evolução dos sistemas produtivos de soja.

Oliverio Alves de Melo

Oliverio Alves de Melo, produtor rural em Balsas, MA, tem grande experiência no setor agrícola, sendo parte do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado, o que lhe proporcionou uma visão abrangente do crescimento agrícola na região.



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AgroNewsPolítica & Agro

Loyder apresenta as vantagens dos Fertilizantes Inteligentes Copla Haya durante o Coplacampo 2025



Linha de Fertilizantes é composta por tecnologias que aumentam a eficiência


Foto: Divulgação

Entre os dias 24 e 28 de fevereiro, a Loyder  Brasil, empresa da holding Essere Group, estará participando do COPLACAMPO 2025, evento voltado ao setor agrícola que traz inovações, tecnologia e oportunidades de negócios aos participantes. No ano passado o evento da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana), recebeu 12 mil visitantes e faturou em torno R$ 530 milhões. 

O COPLACAMPO 2025 será realizado na Rodovia do Açúcar, SP-308, KM 157, em Taquaral – Piracicaba – SP. Durante o evento, a Loyder Brasil estará levando aos produtores rurais informações sobre a linha de produtos Copla Haya Fertilizantes Inteligentes, um novo conceito em nutrição e fisiologia de plantas, produtos distribuídos exclusivamente pela cooperativa Coplacana.  

Danilo Storti, gestor de portfólio da Loyder Brasil, explica que o Copla Haya representa um novo conceito em nutrição e fisiologia. “Esta linha de Fertilizantes Inteligentes é composta por tecnologias que aumentam a eficiência dos nutrientes e substâncias que estimulam o desenvolvimento das plantas, o que permite expressar o máximo potencial produtivo das culturas”, Ele explica ainda que os fertilizantes inteligentes da Loyder Brasil são revestidos por aditivos que reduzem as perdas dos nutrientes, promovem o crescimento radicular e melhoram o metabolismo das plantas resultando em maior tolerância aos estresses do ambiente. 

A Loyder Brasil, além de produzir Fertilizantes Inteligentes com tecnologias altamente eficazes, sustentáveis ao meio ambiente, e que entregam resultados confiáveis ao produtor, oferece um pacote de serviços personalizados. O LABOR 4.0 é um laboratório de análises de solo e folha certificado pelo IAC – Instituto Agronômico de Campinas gratuito aos clientes, e o SADE – Smart Agronomic Desicion – é um aplicativo que, por meio de um algoritmo, traz uma recomendação assertiva para gestão dos nutrientes, com fórmulas e doses para suprir a demanda nutricional da cultura.

 





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Governo do Pará revoga cobrança de taxa de exportação agrícola



O governo do Pará decidiu revogar a cobrança de taxa sobre a exportação agrícola no estado. A medida havia sido aprovada em dezembro e entraria em vigor no próximo mês, informou o governo paraense. “Nós vamos acabar com a taxa do agro. Você que é produtor e que exporta sua produção, fique tranquilo. Estou enviando um projeto de lei para revogar essa cobrança”, declarou em comunicado o governador do Estado Helder Barbalho.

Debate sobre a taxa

No final de janeiro, uma reunião em Belém reuniu produtores rurais de diversas regiões do Pará para debater a Lei Estadual 10.837/2024, que alteraria regras sobre a contribuição ao Fundo de Desenvolvimento Econômico do Estado do Pará (FDE). Na ocasião, foi criado um Grupo de Trabalho (GT) para analisar tecnicamente o impacto da taxa e buscar alternativas que garantissem tanto a competitividade do setor quanto o desenvolvimento econômico do estado.

A vice-governadora paraense, Hana Ghassan, destacou na nota que a decisão de revogar a taxa foi tomada com foco no controle da inflação dos alimentos e na redução de custos para produtores e consumidores.

“A prioridade, neste momento, é conter a inflação e garantir a competitividade do setor. O Pará é um dos maiores produtores de soja, milho e carne bovina do Brasil, além de líder na produção de açaí, dendê, cacau, abacaxi e mandioca. Essa decisão foi necessária para preservar nossa economia”, ressaltou Ghassan.

O projeto de lei de revogação da taxa estadual de exportação será enviado à Assembleia Legislativa do Estado para apreciação e votação nos próximos dias.

Taxa no Maranhão

No Maranhão, desde domingo (23), entrou em vigor a Contribuição Especial de Grãos (CEG), de 1,8%. De acordo com a legislação estadual, o imposto terá caráter provisório, com previsão de extinção em 2043. Os valores arrecadados serão destinados ao Fundo Estadual de Desenvolvimento Industrial do Maranhão, voltado a investimentos na infraestrutura rodoviária estadual.



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Anec reduz projeção de exportações de soja e farelo em fevereiro



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo suas projeções para as exportações brasileiras de soja em fevereiro. O line up indica embarques entre 8,4 milhões de toneladas e 10,294 milhões de toneladas, com uma média de 9,347 milhões de toneladas. O volume previsto é inferior ao teto de 11,035 milhões de toneladas projetado na semana passada. No mesmo mês de 2024, o Brasil exportou 9,608 milhões de toneladas da oleaginosa.

Para o farelo de soja, a Anec reduziu sua projeção para 1,639 milhão de toneladas, abaixo dos 1,908 milhão de toneladas estimados anteriormente. Em relação a fevereiro de 2024, quando foram embarcadas 1,454 milhão de toneladas, o crescimento estimado é de 12,7%.

A previsão de exportação de milho também foi ajustada, com um aumento para 1,287 milhão de toneladas, acima das 1,284 milhão de toneladas projetadas anteriormente. O volume representa um crescimento de 77,8% ante as 724 mil toneladas exportadas no mesmo mês do ano passado.

Para o trigo, a Anec elevou sua estimativa para 553,7 mil toneladas, superando a projeção anterior de 521,7 mil toneladas e as 538,4 mil toneladas embarcadas em fevereiro de 2024.

Na semana de 16 a 22 de fevereiro, os embarques somaram 3,069 milhões de toneladas de soja, 442,1 mil toneladas de farelo de soja, 235,3 mil toneladas de milho e 99,6 mil toneladas de trigo. Para a semana atual, de 23 de fevereiro a 1º de março estão programados 4,306 milhões de toneladas de soja, 470,4 mil toneladas de farelo de soja, 218,6 mil toneladas de milho e 85,5 mil toneladas de trigo.

No acumulado de janeiro de 2025, o Brasil exportou 1,103 milhão de toneladas de soja, 1,638 milhão de toneladas de farelo, 3,146 milhões de toneladas de milho e 657,6 mil toneladas de trigo.

Portos

Os principais portos de embarque no mês são Santos, com 1,1 milhão de toneladas de soja, 234,5 mil toneladas de farelo de soja, 1,59 milhão de toneladas de milho e 184,9 mil toneladas de trigo, seguido por Paranaguá (PR), Rio Grande (RS), Barcarena (PA) e São Luís/Itaqui (MA).



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Barter e FIDCs ganham espaço como alternativas ao crédito


Em meio à complexidade e ciclicidade do  mercado agro brasileiro, com acesso ao crédito cada vez mais restrito, a BASF Soluções para Agricultura vem ampliando a oferta de alternativas para o financiamento da produção agrícola. Em 2024, de todo o montante das vendas realizadas no Brasil, 43% dos negócios fechados pela BASF foram através de operações financeiras que são alternativas de crédito, como o barter, oferta de estruturas financeiras customizadas com a bancos a clientes e o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).

O percentual representa um avanço da empresa em oferecer soluções completas e entender as necessidades dos clientes. Modalidades de crédito como o barter (troca), o FIDC e o Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro) vêm ganhando cada vez mais destaque. Essas ferramentas, conforme destaca Marcelo Batistela, vice-presidente da BASF Soluções para Agricultura no Brasil, são essenciais para o desenvolvimento do agronegócio. “A BASF quer ser a melhor parceira dos agricultores nessa cadeia. Além de oferecer tecnologias para proteção de cultivos, sementes, biotecnologia e agricultura digital, estamos trabalhando fortemente para viabilizar, melhorar e facilitar a experiência dos nossos clientes em fazer e sustentar seus negócios”, destaca.

Em janeiro de 2025, a BASF concluiu a captação de R$ 800 milhões de um fundo por meio do FIDC Opea Agro Insumos, lançado em 2022 e gerido pela Opea, que também atua como agente de cobrança. Foi a terceira emissão de um FIDC pela BASF, com o objetivo de impulsionar a venda de insumos agrícolas para seus clientes. Comparado ao período anterior, o fundo cresceu 55% no segundo ano e atingiu um crescimento expressivo de 93% no terceiro ano. Os recursos captados são utilizados na compra de insumos agrícolas por parte dos clientes da BASF, que incluem distribuidores, revendas, cooperativas e produtores rurais. Na operação, a BASF cede seus recebíveis referente a venda de insumos agrícolas a prazo safra, ou seja, com pagamento após a colheita, com o objetivo de ampliar o montante e a competitividade para esse tipo de crédito aos clientes

Para além do barter tradicional, BASF inova em opções

Além dos fundos de crédito, a empresa também é pioneira em opções diferenciadas de barter de insumos, que é uma operação de troca já consolidada no setor. Em 2021, a BASF foi a primeira empresa no Brasil a realizar o barter com emissões de créditos de descarbonização (CBIOs). Neste formato, a troca tem o objetivo de fomentar a descarbonização e estimular a sustentabilidade ambiental na indústria brasileira com base na Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). “Com essa inovação, aliada com compromissos ambientais da BASF, apoiamos a redução de pegada de carbono em todo o país e fortalecemos o legado da agricultura brasileira com mais sustentabilidade e conveniência aos nossos parceiros”, afirma José Roberto Louzado Jr, gerente Sênior de Operações de Negocios da BASF Soluções para Agricultura.

Outra modalidade de barter que a BASF consolidou no último ano foi a operação realizada com créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A opção tem como objetivo viabilizar o crédito excedente, que não seria acessado, em forma de troca de insumos. Após avaliar os créditos do cliente e os próprios débitos, a BASF propõe o barter com as suas soluções, criando mais conveniência ao agricultor. “Buscamos entender as necessidades dos nossos parceiros para viabilizar alternativas que agreguem valor a nossa oferta de produtos e serviços. Nós desenvolvemos essas operações e cuidamos de todo o processo para proporcionar mais facilidade e agilidade na experiência dos nossos clientes. Hoje atuamos em praticamente todo o sistema produtivo com um portfólio de operações para diferentes culturas, como soja, milho, algodão, trigo, café, amendoim, cana de açúcar e até mesmo energia”, completa Jr.





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