Etanol lidera queda dos combustíveis em junho, mostra monitor Veloe/Fipe

Os preços dos combustíveis recuaram novamente em junho, com destaque para o etanol hidratado, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe/Fipe divulgado nesta quarta-feira (1º). O biocombustível caiu 4,7% em relação a maio e fechou o mês com preço médio de R$ 4,265 por litro. Nas capitais, a média foi de R$ 4,425 por litro.
A queda do etanol foi associada ao avanço da moagem de cana no Centro-Sul, que elevou a oferta e ampliou a competitividade do produto frente à gasolina comum. No mês, a gasolina caiu 0,3%, para R$ 6,727 por litro, enquanto a gasolina aditivada também recuou 0,3%, encerrando junho em R$ 6,866 por litro.
No diesel, o preço médio do tipo comum teve baixa de 2%, para R$ 6,988 por litro. O diesel S-10 recuou 1,4%, para R$ 7,111 por litro. O Gás Natural Veicular (GNV) foi o único combustível em alta no período, com avanço de 1,4% e média de R$ 4,654.
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Mesmo com a segunda queda mensal consecutiva, o levantamento indica que os preços ainda carregam as pressões acumuladas no primeiro semestre. Em 2026, o diesel segue com as maiores altas: o S-10 acumula valorização de 15,1% no ano e o diesel comum, de 14,1%. No mesmo intervalo, a gasolina comum sobe 7,1% e a aditivada, 6,8%. O etanol é o único com queda no semestre, de 4,7%.
Na comparação com junho do ano passado, o diesel S-10 registra alta de 16% e o diesel comum, de 15%. A gasolina comum avançou 6,6% e a aditivada, 6,2%. O etanol recuou 0,9% em 12 meses, enquanto o GNV caiu 3,4%.
Segundo o superintendente de Negócios B2B da Veloe, Mauro Kondo, o comportamento dos preços em junho consolida um processo de acomodação iniciado no mês anterior, com maior oferta de etanol e manutenção de condicionantes para os derivados de petróleo no cenário internacional e na dinâmica doméstica de repasses. O monitor também aponta redução parcial dos prêmios de risco após a retomada de parte do fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que a demanda interna segue elevada.
Em junho, o etanol apresentou o recuo mais intenso entre os combustíveis acompanhados pela Veloe/Fipe, em movimento associado ao aumento da oferta com a moagem de cana no Centro-Sul. Diesel e gasolina também caíram no mês, mas ainda acumulam alta em 2026 e em 12 meses.
Fonte: Estadão Conteúdo
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