terça-feira, junho 30, 2026

Agro

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Programa ‘Bem Cultivar’ impulsiona a agricultura familiar no Sul do Brasil



O Sebrae, em parceria com o Instituto de Estudos e Assessoria ao Desenvolvimento (Ceades) e com apoio das Superintendências Federais do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) nos estados da Região Sul, lançou esta semana o Programa Bem Cultivar – Produção de Alimentos Saudáveis.

O programa tem como objetivo apoiar a agricultura familiar nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. A duração inicial é de 12 meses e com execução pelo Ceades, tem como meta beneficiar 900 pequenas propriedades rurais, sendo 275 delas em Santa Catarina. 

O Bem Cultivar oferece capacitação para os produtores, apoio técnico, e incentiva a transição para práticas agrícolas mais sustentáveis, proporcionando um futuro mais próspero e saudável para as famílias rurais. 

Além da qualificação e do suporte à transição agroecológica, a iniciativa também oferece recursos para a criação de projetos personalizados e visitas técnicas. 

Esse apoio ajudará os pequenos produtores a melhorar a qualidade de sua produção e a enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente, com foco na sustentabilidade e na produção de alimentos saudáveis.

Impulsionando a economia local e o acesso ao crédito

Décio Lima, presidente do Sebrae, anunciou durante o lançamento do programa a disponibilidade de R$ 1 bilhão em crédito pelo Sebrae para impulsionar as cooperativas de crédito e viabilizar projetos no setor.

“Sabemos que 88% das pequenas empresas não têm acesso ao crédito. O Sebrae tem um volume de crédito disponível 30% maior do que costumávamos ter historicamente. O pequeno negócio não busca crédito porque não tem aval, não tem garantias e, muitas vezes, tem medo do banco. Então, nós, do Sebrae, entramos com o maior fundo garantidor e, além disso, vamos oferecer um crédito assistido para quebrar esse ciclo e mostrar a esses empreendedores que é possível investir no seu sonho e no seu negócio”, destacou Décio Lima, presidente do Sebrae.

O programa conta com o apoio de importantes cooperativas de crédito e produção, como Cresol, CooperDotchi, CooperGadoSul e CrediSeara.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

O lançamento do Programa Bem Cultivar reafirma o compromisso do Sebrae e das entidades parceiras com o fortalecimento da agricultura familiar e a produção de alimentos saudáveis, promovendo inclusão, sustentabilidade e crescimento econômico para milhares de produtores rurais no Sul do Brasil.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo.

Todos os dias, aqui no site Canal Rural, Empreendedorismo, você fica por dentro de todas as novidades para empreender de forma segura e responsável.

Então, se você deseja abrir as portas do seu negócio de forma sustentável, assista e participe do programa Porteira Aberta Empreender.



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Os impactos do mercado de trabalho e da inflação: ouça o Diário Econômico


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca os impactos do mercado de trabalho e da inflação. A taxa de desemprego subiu para 6,5%, mas segue em patamar historicamente baixo. O IGP-M acelerou para 1,06% em fevereiro, pressionado por commodities e energia.

O dólar fechou em R$ 5,82, enquanto o Ibovespa teve leve alta de 0,03%, mesmo com a Petrobras recuando quase 5% após prejuízo bilionário. No exterior, atenção ao PCE nos EUA, que pode influenciar a política do Fed. No Brasil, foco na definição da bandeira tarifária de energia pela Aneel.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita no Brasil e clima na argentino pressionam a soja


A soja fechou em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo o avanço da colheita no Brasil e as condições climáticas na Argentina, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de março recuou 0,65%, cotado a US$ 1024,50/bushel, enquanto o contrato de maio caiu 0,72%, para US$ 1041,25/bushel. O farelo de soja também registrou leve queda de 0,10%, enquanto o óleo de soja recuou 1,03%, para US$ 44,97/libra-peso.  

A pressão da colheita na América do Sul contribuiu para o recuo das cotações. No Brasil, os atrasos na colheita foram praticamente eliminados, e os bons volumes registrados em algumas regiões compensam perdas em outras. Já na Argentina, chuvas recentes trouxeram alívio para áreas onde a produtividade ainda não estava definida, ajudando a reduzir preocupações sobre a safra.  

Outro fator que impactou o mercado foi a desvalorização do real frente ao dólar, próxima de 1%, o que melhora a competitividade das exportações brasileiras e incentiva vendas internas. Essa dinâmica é baixista para a CBOT, mas pode ser favorável para os produtores brasileiros, que recebem mais reais por suas vendas.  

Além disso, a possibilidade de novas tarifas impostas pelos EUA sobre a soja chinesa e europeia trouxe incertezas ao mercado. A decisão do ex-presidente Donald Trump sobre o tema segue imprevisível e pode influenciar os preços conforme eventuais sanções forem anunciadas, postergadas ou ampliadas.

“Por fim, em sua revisão semanal de estimativas, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) reduziu sua previsão para embarques de soja em fevereiro de 9,72 para 9,35 milhões de toneladas, ante 1,10 milhão em janeiro e 9,61 milhões em fevereiro do ano passado. Em relação ao farelo, a entidade ajustou sua estimativa de embarques para o mês atual de 1,91 para 1,64 milhão de toneladas, ante 1,64 milhão no mês passado e 1,45 milhão no segundo mês de 2024”, conclui.

 





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Último dia de fevereiro marca o início da 5ª onda de calor. Veja como fica o tempo



O último dia de fevereiro se encerra com tempo abafado, chuvas mal distribuídas e alto risco para temporais em algumas áreas. Meteorologistas apontam que a quinta onda de calor do ano deve se iniciar hoje. Veja a previsão do tempo para as cinco regiões do país:

Sul

O escoamento de ventos em baixos níveis da atmosfera deve estimular o fluxo de umidade e de calor sobre o Rio Grande do Sul. Ao longo do dia, o sol aparece entre variações de nebulosidade e a chuva ganha força ao longo da tarde, com potencial para episódios de chuva forte e até mesmo temporais – especialmente entre as missões, fronteira oeste, campanha e extremo sul gaúcho.

Em Santa Catarina, o período da manhã deve seguir apresentando condições de céu aberto. No decorrer das horas, as instabilidades ganham força e se espalham pelas regiões centro e oeste catarinense, condicionando a ocorrência de pancadas de chuva com raios. No Paraná, o sol deve predominar entre nuvens em boa parte do dia, o que, por sua vez, contribui para a elevação das temperaturas. No decorrer da tarde e noite, as áreas de chuva começam a se espalhar pelo estado, favorecendo a ocorrência de pancadas de chuva localizadas, seguidas por raios e ventos.

Sudeste

A presença de uma área de alta pressão sobre o oceano, reforçada pela atuação de outro sistema de alta pressão em níveis médios da atmosfera, devem impedir o avanço de ar frio e manter o predomínio de ventos quentes sobre praticamente todos os estados da região.

Diante deste cenário, o calor intenso e a sensação de abafamento permanecem em praticamente toda região. Ainda assim, a combinação entre calor e umidade presentes na atmosfera podem estimular a ocorrência de pancadas de chuva isoladas em São Paulo, oeste e sul de Minas Gerais. No Espírito Santo, a entrada de ventos marítimos sobre o continente devem favorecer a ocorrência de pancadas mal distribuídas, sobretudo na região litorânea.

Centro-Oeste

O calor e a umidade presentes na atmosfera devem seguir favorecendo a formação de instabilidades em praticamente todos os estados do Centro-Oeste. Destaque para a chuva mais significativa entre Mato Grosso e Goiás, com alto risco para temporais.

Nordeste

A entrada de ventos marítimos sobre o continente deve seguir mantendo as chuvas na costa leste, entre o litoral da Bahia e do Rio Grande do Norte. As áreas de precipitação começam a avançar sobre o sertão e agreste, no interior da Paraíba e de Pernambuco. Na costa norte, a aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) reforça as pancadas entre Maranhão e o Ceará.

Norte

A chuva continua volumosa e presente em todos os estados da Região. Pará, Rondônia e Acre seguem na rota dos temporais. No estado do Amazonas, atenção para chuva localmente forte e volumosa. A sensação é de tempo abafado, com máximas entre 30 e 32 graus.



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Milho voltou a subir na B3: Confira


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo, o milho voltou a subir com Anec revisando para cima exportações brasileiras, segundo informações da TF Agroeconômica. “Com exceção de dois pequenos ajustes negativos e pontuais, o milho da B3 voltou a ganhar tração”, comenta.

“A alta do dólar nos últimos dias estimulou as vendas nos portos, onde os prêmios voltaram a ser cotados. A Anec também elevou a perspectiva ligeiramente as exportações do milho em fevereiro, de 1,28 para 1,29 milhão de toneladas, ante 3,15 milhões em janeiro e 724.065 toneladas no mesmo mês em 2024”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 86,36 apresentando alta de R$ 1,54 no dia, alta de R$ 5,53 na semana; maio/25 fechou a R$ 82,20, alta de R$ 1,45 no dia, alta e R$ 5,34 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 74,16, baixa de R$ -0,01 no dia e alta de R$ 1,76 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, as informações indicam que o milho fechou em baixa com o avanço da safra da América do Sul. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,31 % ou $ -1,50 cents/bushel a $ 478,25. A cotação para maio, fechou em baixa de -0,15 % ou $ -0,75 cents/bushel a $ 493,50”, informa.

“Esta é a quarta sessão consecutiva em queda para o cereal, que chegou a testar pequenas altas ao longo da sessão, mas fechou o dia no vermelho. O mercado continua sob pressão devido à melhora das condições ambientais na Argentina, após as fortes chuvas recentes, com mais precipitações esperadas na próxima semana”, conclui.

 





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Milho apresenta ajustes nos estados


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado do milho no Rio Grande do Sul apresentou ajustes distintos entre indústria e exportação. Enquanto a indústria elevou a média de preços em R$ 1,00, a exportação reduziu no mesmo valor. As indústrias continuam comprando milho e aproveitando a modalidade “a fixar”, evitando grandes altas nos preços. Os valores de compra variam entre R$ 73,00 e R$ 75,00 por saca, dependendo da localidade. 

A exportação indicou R$ 77,00 sobre rodas para entrega entre fevereiro e março, com pagamento final em março. No Porto de Rio Grande, já foram embarcadas 133,38 mil toneladas na primeira quinzena de fevereiro, com previsão de exportação total de 750 mil toneladas até março.  

Em Santa Catarina, a colheita segue atrasada, com apenas 29% da área apta colhida, ante 39% no mesmo período de 2024. Segundo a EPAGRI, os preços do milho registraram uma leve retração em janeiro de 2025, apesar de uma alta acumulada de 13% ao longo do ano na região Oeste, devido à demanda da indústria de aves e suínos. No mercado local, cooperativas pagam entre R$ 63,50 e R$ 67,00 por saca, enquanto valores no porto variam entre R$ 72,50 e R$ 73,50, dependendo do período de entrega e pagamento.  

No Paraná, o Departamento de Economia Rural (DERAL) informou que a colheita da primeira safra está em 42%, enquanto o plantio da segunda safra alcança 65%. O milho da segunda safra apresenta boas condições, com baixa incidência de pragas. A Conab corrigiu os dados de colheita da semana anterior, reduzindo de 60% para 21% a área colhida em 16 de fevereiro. No mercado, o milho spot gira em torno de R$ 70,00/saca no interior, enquanto no porto de Paranaguá, os preços para entrega entre agosto e novembro variam de R$ 72,30 a R$ 74,50 por saca.  

No Mato Grosso do Sul, o plantio do milho safrinha está em 27% da área planejada, ainda abaixo dos 40% registrados no ano passado. As chuvas beneficiaram o desenvolvimento da lavoura, especialmente no norte do estado. No mercado físico, os preços caíram 1,52% em Campo Grande, chegando a R$ 65,00/saca, mas registraram alta em outras regiões, como Chapadão do Sul (+7,81%), Dourados e Maracaju (+4,59%). A tendência de curto prazo dependerá das condições climáticas e da evolução da demanda nos portos.

 





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Confira como está o mercado de trigo


A TF Agroeconômica destacou que o mercado de trigo no Rio Grande do Sul permanece estável, com compras para fevereiro já encerradas. O estado já comercializou 75% da safra, um recorde histórico. A moagem total prevista é de 1,9 milhão de toneladas, exigindo a importação de 500 mil toneladas. Até o momento, foram adquiridas 550 mil toneladas de trigo local e 180 mil toneladas importadas, restando ainda comprar 850 mil e 320 mil toneladas, respectivamente. No porto, o preço do trigo Milling para fevereiro chegou a R$ 1.340,00 por tonelada.

Em Santa Catarina, o mercado segue lento devido à baixa demanda por farinha, dificultando reajustes de preços. Moinhos relatam que os custos de produção não fecham com os preços de venda. O trigo gaúcho é ofertado a R$ 1.300,00 FOB, enquanto no leste catarinense, o preço chega a R$ 1.600,00 por tonelada, incluindo frete e ICMS. O preço do farelo caiu para R$ 1.100,00 ensacado, refletindo a menor demanda. Algumas cooperativas estão segurando estoques, aguardando valorização futura. Os preços pagos aos produtores mantiveram-se estáveis em várias regiões do estado, exceto em Rio do Sul, onde subiram para R$ 80,00 a saca.

No Paraná, os moinhos reavaliam suas compras devido à oferta reduzida. Há um mês, havia 200 mil toneladas disponíveis, mas agora restam apenas 40 mil, elevando os preços para R$ 1.550,00/t FOB. O trigo branqueador tem poucas ofertas, todas acima de R$ 1.700,00/t. O comprador oferece R$ 1.500,00 posto no Centro-Sul, com entrega em março e pagamento em abril. Com a colheita de milho e soja em andamento, o trigo tem sido deixado de lado. O frete segue em alta, e o trigo importado chega a US$ 265/270 no Oeste e no porto de Paranaguá. A média estadual de preços subiu 0,49%, para R$ 73,24 a saca, enquanto o custo de produção caiu para R$ 68,68, aumentando o lucro médio dos produtores de 6,10% para 6,64%.

 





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Esmagamento de soja cai 11,44% em Mato Grosso



Apesar da redução mensal, a projeção do Imea para 2025 segue otimista




Foto: Leonardo Gottems

O esmagamento de soja em Mato Grosso totalizou 840,89 mil toneladas em janeiro de 2025, representando uma queda de 11,44% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a retração está ligada à paralisação das indústrias para manutenção das plantas de processamento e à menor oferta da oleaginosa no início do ano.

Apesar da redução mensal, a projeção do Imea para 2025 segue otimista, com um acumulado de 12,77 milhões de toneladas, indicando um leve crescimento de 0,71% em relação a 2024.

O mercado também foi impactado pela decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de manter a mistura do biodiesel no diesel em 14% (B14), frustrando expectativas de avanço para B15 em março. A prorrogação dessa elevação pode afetar a demanda pelo óleo de soja, insumo essencial na produção de biodiesel, e consequentemente o ritmo do esmagamento no estado.

Mesmo diante desse cenário, as margens de esmagamento das indústrias apresentaram recuperação, fechando janeiro com média de R$ 742,68 por tonelada, um salto de 70,49% em relação a dezembro de 2024.





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Portaria facilita declaração de estado de emergência ambiental


Com as mudanças climáticas, os riscos de incêndios florestais são cada vez maiores, tornando necessárias medidas preventivas tanto nas esferas municipal e estadual como na federal.

Diante dessa situação, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicará uma portaria que facilitará atuações e alertas por parte dos entes federativos.

Além de prever a possibilidade de declaração de estado de emergência ambiental, no caso de incêndios florestais, o MMA vai ajudar na identificação de áreas de maior risco, tendo por base dados meteorológicos cada vez mais atualizados.

As medidas foram detalhadas nesta quinta-feira (27) pela ministra da pasta, Marina Silva, e equipe.

Portarias semelhantes, nas quais se prevê situações para declaração de estado de emergência ambiental, são publicadas anualmente, com medidas e sugestões para o enfrentamento dos incêndios florestais.

Na edição deste ano, estão previstas facilidades para a contratação de brigadistas e equipamentos.

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Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Segundo a ministra Marina Silva, trata-se de um conjunto de medidas que incluem a criação de um “marco legal para estabelecer a figura da emergência”, algo que não existia no marco legal brasileiro.

“Havia apenas quando o fenômeno já havia acontecido. Não de forma a antecipar, em localidades vulneráveis”, justificou.

Ao detalhar localidades e situações para a declaração de estado de emergência ambiental em áreas vulneráveis, a portaria viabiliza a contratação emergencial de brigadistas e orienta ações preventivas. Sempre com base em dados climáticos.

“Essa portaria é um ato declaratório que funcionará do mesmo jeito que a ANA [Agência Nacional das Águas] faz, quando declara área com alta ou média escassez hídrica. Dessa forma, agentes públicos podem agir em conformidade com o risco que ali está posto”, explicou.

Além disso, a portaria viabilizará a aquisição de equipamentos, tanto para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), como para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Comitês técnico-científicos

Marina Silva disse que os instrumentos propostos vão “vertebrar” o que seria um sistema com comitês técnico e científicos que darão suporte a ações e políticas públicas. Com um conselho de emergência climática, formado por diversos setores da sociedade, a União, os estados e os municípios terão espaços para a construção dessas políticas.

Ao apontar quais áreas apresentam maior risco, e tendo por base previsões meteorológicas cada vez mais frequentes, o MMA pretende indicar, a estados e municípios, quais regiões precisam de atenção especial, inclusive facilitando alertas.

Durante a cerimônia de assinatura da portaria, o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, disse que, com a legislação atual, florestas ou vegetações incendiadas em áreas protegidas não perderão seu estado legal, permanecendo protegidas. “Muitos colocavam fogo nessas áreas para fazerem uso delas”, argumentou.

Projeções para 2025

O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, disse que, apesar de preocupar, as projeções para os incêndios em 2025 são melhores do que as do ano passado.

“Mas não será uma situação confortável, uma vez que haverá extensas regiões sob regime de seca”, alerta.

Segundo Agostino, o bioma do Pantanal é o mais preocupante. “O Cerrado e a Amazônia não apresentam projeção tão crítica”.

Em outra frente, no Congresso Nacional, o MMA continuará atuando para transformar em lei a Medida Provisória 1.276, publicada em novembro do ano passado, com iniciativas preventivas para o combate a incêndios durante os períodos de maior risco.



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oferta de fêmeas impacta mercado; veja cotações



O mercado físico do boi gordo ainda se depara com grande quantidade de fêmeas ofertadas, em especial na Região Norte, onde os preços são bastante atrativos.

Segundo o analista de Safras & Mercado, a primeira quinzena de março será relevante para determinar o escoamento da carne bovina, o que pode oferecer algum alívio em um ambiente complicado.

“Já um lento ritmo de negociações pode resultar no encurtamento das escalas de abate e, por consequência, aumentar a necessidade de compra da indústria frigorífica”, considera.

  • São Paulo: R$ 313,67 (R$ 313,17 ontem)
  • Goiás: R$ 294,64 (R$ 295,18)
  • Minas Gerais: R$ 304,12 (R$ 304,71)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 302,05 (R$ 302,39)
  • Mato Grosso: R$ 300,38 (R$ 300,88)

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, ainda há certo otimismo em torno do escoamento da carne durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Importante mencionar que mesmo em um ambiente um pouco mais promissor, não há espaço para altas contundentes, em um momento em que a população está descapitalizada, priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e de ovos”, pontuou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,80 por quilo. A ponta de agulha segue cotada a R$ 17,00 por quilo e quarto dianteiro segue no patamar de R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,56%, sendo negociado a R$ 5,8291 para venda e a R$ 5,8271 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7960 e a máxima de R$ 5,8365.



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