terça-feira, junho 30, 2026

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Governo avalia zerar imposto de importação do trigo e do óleo de cozinha



O governo federal avalia a possibilidade de zerar o imposto de importação do trigo, como forma de baratear a entrada do insumo no país e, assim, reduzir a alta no preço dos alimentos. A ideia é que, ao retirar o imposto de 9% pago para trazer o cereal para o país, haja uma queda nos preços para o consumidor.

O mesmo movimento é analisado para zerar a alíquota de 9% que recai sobre o óleo comestível, incluindo produtos como óleo de soja, girassol, milho e canola, entre outros. As informações são da Folha de São Paulo.

A reportagem conversou com fontes dos ministérios da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Agrário. Todas confirmaram que a medida é uma das possibilidades que estão em debate e que poderia ser adotada em breve. O martelo ainda não foi batido porque há alas que não veem um efeito prático nos preços.

Debate para zerar o imposto

A possibilidade de zerar o imposto de importação do óleo vegetal foi discutida nesta quinta-feira (27) com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e representantes do setor.

O jornal apurou que houve uma sinalização positiva para que o imposto seja zerado por algum período, até porque o preço do óleo vegetal no exterior, neste momento, está mais barato que no Brasil.

A possibilidade de fazer o mesmo movimento com o milho chegou a ser analisada pelo governo, mas está praticamente descartada porque, além de o milho ter a mesma isenção na região do Mercosul, há sobra de produção local e nos países vizinhos.

A questão é que os países do Mercosul, que concentram a maioria absoluta das importações feitas pelo Brasil, já possuem um acordo de taxa zero nas vendas do trigo. A situação é inversa quando se trata do óleo comestível.

Atualmente, o Brasil é um dos principais produtores e exportadores de óleos vegetais do mundo, especialmente o óleo de soja, que é o mais consumido no país. A produção nacional de óleo de soja chegou a cerca de 11 milhões de toneladas em 2024, das quais 1,15 milhão de toneladas foram destinadas à exportação e 9,9 milhões ao consumo interno.

Nos bastidores, a taxação das exportações tem sido defendida pelos ministros da Casa Civil, Rui Costa, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira. Carlos Fávaro e Fernando Haddad (Fazenda), porém, fazem forte oposição a esse tipo de medida.



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AgroNewsPolítica & Agro

Argentina libera exportação de gado em pé para abate



Medida busca descurocratizar o setor



A decisão ocorre em um momento de crescimento das exportações de carne bovina
A decisão ocorre em um momento de crescimento das exportações de carne bovina – Foto: Divulgação

O governo argentino avançou na flexibilização das exportações de gado em pé ao revogar uma norma que impedia a comercialização desses animais para abate no exterior. A decisão foi oficializada com a publicação do Decreto 133/2025 no Boletim Oficial, eliminando a proibição vigente desde 1973. A medida atende à diretriz do Decreto 70/2023, que busca eliminar barreiras ao comércio exterior e garantir maior liberdade econômica.  

O ministro de Desregulação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, destacou que a restrição foi criada para garantir o abastecimento interno, mas sua manutenção ao longo dos anos se tornou injustificável. Ele argumentou que a revogação abrirá novos mercados para a pecuária argentina, permitindo ao país competir com nações como Austrália, França e Canadá, que exportam bilhões de dólares em gado vivo anualmente. No Mercosul, Brasil e Uruguai já comercializam 750 mil e 250 mil cabeças por ano, respectivamente.  

A decisão ocorre em um momento de crescimento das exportações de carne bovina, que atingiram um recorde de 629.949 toneladas em 2024, um aumento de 11,8% em relação ao ano anterior, segundo a CICCRA. No entanto, em dezembro, houve queda nas vendas devido à menor demanda da China, principal destino da carne argentina. Apesar da redução no volume exportado, o preço médio da tonelada subiu 13,5% no mês, alcançando US$ 5.168.  

Sturzenegger também inseriu a medida em um contexto mais amplo de desburocratização do comércio exterior, mencionando outras restrições, como as aplicadas à exportação de couro, carvão e sucata. Ele agradeceu o apoio do Ministério da Economia e das secretarias responsáveis pela implementação da nova política, reforçando que a liberalização permitirá maior competitividade e crescimento para o setor agropecuário argentino.

 





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valores mensais atingem preços recordes



Depois de os valores diários dos ovos terem atingido o ponto máximo, agora as médias mensais também são as maiores da série do Cepea, em termos nominais, ou seja, sem levar em conta a inflação ou outras variações de mercado. Em termos reais (IGP-DI de janeiro), os preços médios desta parcial de fevereiro (até o dia 26) são recordes em Mirandópolis/Guararapes (SP) e na Grande Belo Horizonte (MG) – a série do Cepea se iniciou em 2013 nestas praças.

Na segunda quinzena do mês, agentes consultados pelo Cepea têm relatado desaceleração nas vendas de ovos para o varejo, reflexo do repasse dos aumentos ao consumidor final e do período do mês, em que o poder de compra da população tende a ser menor.

Reserva de ovos em baixa

Apesar da redução nas negociações, os estoques da proteína seguem baixos. Porém, as cotações dos ovos chegaram a ceder em algumas regiões nesta semana.

Segundo pesquisadores do Cepea, a quinta onda de calor deixa o setor em alerta, visto que isso compromete o bem-estar das aves, a produção e a qualidade dos ovos, especialmente a resistência da casca.

Colaboradores do Cepea afirmam que as temperaturas elevadas já estão resultando na mortalidade de galinhas em algumas regiões.

Gripe aviária afeta os preços dos ovos nos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) acredita que os preços de ovos no país podem subir 41% em 2025, reflexo do surto de gripe aviária. Neste mês, os preços alcançaram uma média recorde de US$ 4,95 a dúzia (R$ 28,85 cotação atual). O principal motivo para essa alta é o abate de mais de 166 milhões de aves desde que o surto da doença começou, em 2022.

Janeiro foi o pior mês até agora para produtores de ovos, com o abate de quase 19 milhões de galinhas.

Carne de frango

Levantamentos do Cepea mostram que as cotações dos produtos de origem avícola registram movimentos distintos entre as praças acompanhadas pelo Centro de Pesquisas, comparando-se a média parcial de fevereiro (até o dia 26) com a de janeiro.

Em algumas regiões, o típico aumento da demanda em início do mês (recebimento de salários) e a oferta limitada elevaram as médias mensais, sustentando o maior patamar nestas últimas semanas de fevereiro.

Já em outras praças, o enfraquecimento da procura neste encerramento de mês pressionou as cotações da carne a ponto de anular os ganhos do começo de fevereiro, conforme explicam pesquisadores do Cepea.

No mercado de pintainho de corte, segundo o Cepea, a demanda externa pela proteína brasileira vem garantindo alta nos preços de comercialização do animal.



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Embrapa explica como reduzir os efeitos da estiagem na soja



Neste verão, a cultura da soja tem sido afetada pela estiagem, com diversas regiões do Brasil enfrentando um déficit hídrico que resulta em perdas de produtividade, especialmente no Rio Grande do Sul, o segundo maior produtor de soja do país.

O fenômeno é exacerbado pelos anos de La Niña, que provocam irregularidade nas chuvas e tornam a safra ainda mais vulnerável. Para que o problema seja solucionado, a Embrapa separou informações que ajudam os produtores do grão na adaptação às condições climáticas.

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A seca tem causado sérias quebras nas safras brasileiras, sendo responsável por perdas nos últimos anos. A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) estima que 34,4 milhões de toneladas de soja deixaram de ser colhidas nos últimos cinco anos apenas no Rio Grande do Sul.

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS, as lavouras mais afetadas no estado apresentam plantas de pequeno porte, desfolha acentuada e perdas produtivas irreversíveis. O cenário é alarmante, pois a irregularidade das chuvas impede que a soja alcance seu pleno potencial produtivo, com muitas plantas em fase de formação das vagens, mas com porte reduzido.

No Mato Grosso do Sul, o estresse hídrico já afeta 46% das áreas de soja, principalmente nas lavouras semeadas em setembro e outubro. Esse fenômeno tem diminuído drasticamente as precipitações, o que compromete o desenvolvimento das plantas, especialmente no período crítico de enchimento de grãos, essencial para a produtividade da cultura. Outros estados como Paraná e Santa Catarina também enfrentam risco de perdas devido à seca, com lavouras apresentando variações nos rendimentos, dependendo da distribuição das chuvas.

Diante desse cenário, pesquisadores sugerem uma série de estratégias de manejo que podem ajudar os produtores a reduzir os impactos da estiagem e melhorar a resiliência das lavouras. Entre as principais recomendações, destaca-se a construção de um perfil adequado do solo, com boa fertilidade e um sistema radicular saudável que permita à soja acessar água em maior profundidade. Além disso, o uso de cultivares tolerantes à seca, que apresentam raízes vigorosas, e o controle da população de plantas são fundamentais para otimizar o uso da água e evitar desperdícios.

Por fim, outro ponto é a adoção de sistemas de irrigação eficientes, especialmente em áreas com reservatórios de água, para garantir a continuidade do cultivo em períodos de seca prolongada. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) também se apresenta como uma ferramenta importante para determinar o melhor momento de plantio, reduzindo os riscos climáticos e evitando perdas associadas a períodos de estiagem.



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Pix por aproximação começa a funcionar hoje



As instituições financeiras começam a oferecer, nesta sexta-feira (28), mais uma modalidade de transferência por Pix que dispensa a necessidade de digitar a senha bancária. A oferta do Pix por aproximação passa a ser obrigatória, neste momento apenas para celulares Android.

Basta o cliente encostar o celular na maquininha de cartão e fazer o Pix por meio da tecnologia Near Field Communication (NFC). Nas compras pela internet, o Pix será concluído com apenas um clique, sem a necessidade de captar o Código QR ou usar a função Copia e Cola do Pix. O processo será executado dentro do site da empresa vendedora.

O valor máximo por transação será R$ 500. O cliente poderá diminuir o limite por operação e criar um valor máximo por dia para essa modalidade do Pix.

O procedimento é semelhante ao utilizado com cartões de crédito e de débito, cujos pagamentos por aproximação têm se expandido no país. Em setembro do ano passado, 65% dos pagamentos presenciais foram feitos por aproximação, por cartões ou outros dispositivos, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Até agora, o Pix por aproximação estava em fase de testes. Entre os bancos e instituições de pagamento que testavam a tecnologia estão Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, C6, Itaú, PicPay e Santander. Um total de 12 marcas de maquininhas firmaram parceria com o Google para estender o pagamento por aproximação ao Pix: Azulzinha, Bin, Cielo, Fiserv, Getnet, Mercado Pago, Pagbank, Rede (que pertence ao Itaú), Safra Pay, Sicredi, Stone e Sumup.

Pix por aproximação; compartilhamento de dados

Com a obrigatoriedade da oferta, todas as instituições financeiras associadas ao open finance, que envolve o compartilhamento de dados entre elas, terão de estar no Google Pay (carteira digital do Google) e ofertar o Pix por aproximação. Isso ocorre porque, até o momento, apenas o Google Pay está cadastrado no Banco Central (BC) como iniciadora de pagamento.

Como a Apple Pay e a Samsung Pay não estão registradas no BC, o Pix por aproximação estará disponível apenas para os dispositivos móveis do sistema Android, que usam o Google Pay. Pelo menos dois bancos, Bradesco e Banco do Brasil, oferecem a tecnologia dentro de seus aplicativos. A expectativa é que outros bancos passem a oferecer a funcionalidade em seus aplicativos a partir desta sexta.



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Fiscalização apreende 1,3 tonelada de carne clandestina



Carga estava em total desacordo com a legislação sanitária




Foto: Divulgação

Uma operação de fiscalização agropecuária resultou na apreensão de 1,3 tonelada de carne e vísceras de origem clandestina na BR-420, no entroncamento de Jaguaquara, na Bahia. A ação ocorreu nesta quinta-feira (27) e foi coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), com apoio da Polícia Militar (PM-BA), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Vigilância Sanitária do município.

De acordo com o fiscal estadual agropecuário e coordenador da operação, Gregório Magno, a carga estava em total desacordo com a legislação sanitária, sem rotulagem, identificação de procedência ou acondicionamento adequado. Além disso, um suíno vivo foi apreendido.

“Uma equipe técnica da Adab realizou a inspeção e constatou irregularidades na temperatura dos produtos, higiene dos veículos de transporte e condições gerais de armazenamento”, explicou Magno. Todo o material foi descartado no aterro sanitário do município.

O diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz, destacou que operações conjuntas como essa são essenciais para proteger a saúde pública e assegurar a qualidade dos produtos agropecuários. “A parceria entre os órgãos fortalece a fiscalização, prevenindo doenças e garantindo a segurança alimentar da população”, afirmou.





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Guia mostra a importância do melhoramento genético para gado leiteiro



Foi lançado nesta quinta-feira (27) o guia “Acesso ao crédito para transferência de embriões”, uma ferramenta para agricultores e empreendedores familiares que buscam acessar as linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com intuito de desenvolver e trabalhar com gado leiteiro.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o documento tem o objetivo de orientar produtores individuais, cooperativas, veterinários, laboratórios, sindicatos rurais e instâncias municipais de agricultura e pecuária, em apoio à produção de gado leiteiro no âmbito da agricultura familiar.

O guia mostra a importância do melhoramento genético para gados leiteiros através da transferência de embriões para o aumento de produtividade. Também esclarece como os produtores podem acessar o crédito do Pronaf Mais Alimentos, incluindo informações sobre as diversas linhas de crédito, documentação necessária, e como realizar projetos de crédito e submetê-los às instituições financeiras.

Além disso, a ferramenta apresenta pontos para a gestão adequada dos recursos, como assistência técnica, planejamento e educação financeira.

Gado leiteiro: crédito e prazo

Destinado aos trabalhadores que estão devidamente inscritos no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), o crédito para aquisição de embriões, bem como os serviços necessários para a transferência destes para as receptoras, pode ser acessado em duas modalidades:

  • Individual: limite de crédito de R$250 mil por ano agrícola, com taxa efetiva de juros de 3% ao ano, e um prazo de reembolso de até 8 anos, incluindo período de carência de até 3 anos.
  • Coletiva (via cooperativa): limite de crédito de R$8 milhões por operação, respeitando o limite individual de R$ 30 mil por associado com CAF-Pronaf ativo. Nesta modalidade, é aplicada taxa efetiva de juros de 6% ao ano, com prazo de reembolso de até 8 anos, incluindo período de carência de até 3 anos.



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Desenrola Rural pode beneficiar mais de 360 mil agricultores do Nordeste



O Banco do Nordeste (BNB) está oferecendo descontos de até 80% para liquidação e até 65% para renegociação das dívidas rurais em situação de inadimplência. A medida abrange mais de 360 mil agricultores familiares. O benefício integra o programa de Regularização de Dívidas e Facilitação de Acesso ao Crédito Rural da Agricultura Familiar, o Desenrola Rural, iniciado nesta semana pelo governo federal e coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

No Banco do Nordeste, podem aderir ao programa os clientes que contrataram operações no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), entre 1º de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2022, e estejam com parcelas em situação de prejuízo.

“O Desenrola Rural oferece uma oportunidade muito especial para os produtores rurais regularizarem sua situação. É um passo fundamental para apoiar os agricultores, oferecendo condições adequadas de recuperação e a possibilidade de retomada de suas atividades produtivas”, disse o presidente do BNB, Paulo Câmara.

Como participar do Desenrola Rural

O agricultor familiar pode fazer uma consulta pela internet para saber se possui contrato enquadrado no programa Desenrola Rural. Basta acessar a página do programa Desenrola Rural no portal do Banco do Nordeste e informar o CPF e a data de nascimento.

A adesão dos agricultores ao Desenrola Rural é realizada nas agências do Banco do Nordeste ou nas unidades do Agroamigo. O prazo final é 31 de dezembro de 2025.

“Recomendamos que o cliente não deixe para fazer sua adesão nos últimos dias, pois há alguns documentos que precisam ser apresentados para formalização da regularização, e o agricultor pode perder o benefício por ausência de algum desses registros”, informa o superintendente de Agronegócios e Microfinança Rural do BNB, Luiz Sérgio Farias Machado.

“Dívidas até R$ 10 mil recebem abate de 80%. Se o produtor tiver uma dívida de R$ 5 mil, ele só vai pagar R$ 1 mil. Se a dívida for de R$ 10 mil, ele paga R$ 2 mil. O que nós recomendamos é que, na medida do possível, faça a liquidação da dívida porque os descontos são bem expressivos”, afirma Luiz Sérgio.

Mais sobre o Desenrola Rural

O agricultor familiar que tem interesse em participar do Desenrola Rural pode procurar uma agência bancária para renegociar as suas dívidas, que podem ter descontos de até 96%. A renegociação vale para aqueles que possuem dívidas no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e outras, como cartões e empréstimos nas instituições financeiras, do Crédito de Instalação e dívidas já inscritas na Dívida Ativa da União (DAU), como impostos e outros débitos federais, todas com inadimplência superior a 1 ano.



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preços dos ovos nos EUA podem subir 41% em 2025



O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) acredita que os preços de ovos no país podem subir 41% em 2025, refletindo o impacto do surto de gripe aviária. Neste mês, os preços alcançaram uma média recorde de US$ 4,95 a dúzia (R$ 28,85 cotação atual). O principal motivo para essa alta é o abate de mais de 166 milhões de aves desde que o surto da doença começou, em 2022.

Janeiro foi o pior mês até agora para produtores de ovos, com o abate de quase 19 milhões de galinhas poedeiras.

Apesar do preço médio de US$ 4,95 a dúzia, em algumas localidades consumidores estão pagando mais de US$ 1 por ovo.

Batalha contra a gripe aviária

A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, apresentou na quarta-feira (26), um plano em cinco partes para combater a gripe aviária e o aumento dos preços dos ovos, que inclui um investimento US$ 1 bilhão e importação de ovos.

Apesar disso, Rollins reconheceu que pode levar algum tempo até que os consumidores percebam os efeitos das medidas.

Ela afirmou, ainda, que a administração espera que os preços subam mais até o feriado de Páscoa, período em que a demanda tem sido historicamente alta.

Segundo a secretária, a administração está em negociações para importar de 70 milhões a 100 milhões de ovos nos próximos meses.

Ações para combater a gripe aviária

O plano prevê ainda um investimento de US$ 500 milhões para ajudar as granjas a fortalecer medidas de biossegurança, US$ 400 milhões para produtores cujos plantéis foram afetados pela gripe aviária e US$ 100 milhões para pesquisa e, potencialmente, desenvolvimento de vacinas para as granjas.



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Programa ‘Bem Cultivar’ impulsiona a agricultura familiar no Sul do Brasil



O Sebrae, em parceria com o Instituto de Estudos e Assessoria ao Desenvolvimento (Ceades) e com apoio das Superintendências Federais do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) nos estados da Região Sul, lançou esta semana o Programa Bem Cultivar – Produção de Alimentos Saudáveis.

O programa tem como objetivo apoiar a agricultura familiar nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. A duração inicial é de 12 meses e com execução pelo Ceades, tem como meta beneficiar 900 pequenas propriedades rurais, sendo 275 delas em Santa Catarina. 

O Bem Cultivar oferece capacitação para os produtores, apoio técnico, e incentiva a transição para práticas agrícolas mais sustentáveis, proporcionando um futuro mais próspero e saudável para as famílias rurais. 

Além da qualificação e do suporte à transição agroecológica, a iniciativa também oferece recursos para a criação de projetos personalizados e visitas técnicas. 

Esse apoio ajudará os pequenos produtores a melhorar a qualidade de sua produção e a enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente, com foco na sustentabilidade e na produção de alimentos saudáveis.

Impulsionando a economia local e o acesso ao crédito

Décio Lima, presidente do Sebrae, anunciou durante o lançamento do programa a disponibilidade de R$ 1 bilhão em crédito pelo Sebrae para impulsionar as cooperativas de crédito e viabilizar projetos no setor.

“Sabemos que 88% das pequenas empresas não têm acesso ao crédito. O Sebrae tem um volume de crédito disponível 30% maior do que costumávamos ter historicamente. O pequeno negócio não busca crédito porque não tem aval, não tem garantias e, muitas vezes, tem medo do banco. Então, nós, do Sebrae, entramos com o maior fundo garantidor e, além disso, vamos oferecer um crédito assistido para quebrar esse ciclo e mostrar a esses empreendedores que é possível investir no seu sonho e no seu negócio”, destacou Décio Lima, presidente do Sebrae.

O programa conta com o apoio de importantes cooperativas de crédito e produção, como Cresol, CooperDotchi, CooperGadoSul e CrediSeara.

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O lançamento do Programa Bem Cultivar reafirma o compromisso do Sebrae e das entidades parceiras com o fortalecimento da agricultura familiar e a produção de alimentos saudáveis, promovendo inclusão, sustentabilidade e crescimento econômico para milhares de produtores rurais no Sul do Brasil.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo.

Todos os dias, aqui no site Canal Rural, Empreendedorismo, você fica por dentro de todas as novidades para empreender de forma segura e responsável.

Então, se você deseja abrir as portas do seu negócio de forma sustentável, assista e participe do programa Porteira Aberta Empreender.



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