segunda-feira, junho 29, 2026

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Santa Catarina terá outono quente e com pouca chuva


A previsão climática para o trimestre de março a maio indica temperaturas acima da média e chuvas abaixo do esperado em Santa Catarina. Segundo a Epagri/Ciram, o mês de março será marcado pela persistência de massas de ar quente, resultando em dias consecutivos de calor intenso, inclusive durante as noites.

De acordo com a meteorologista Gilsânia Cruz, a expectativa é de precipitações abaixo da média climatológica no estado. Em março, são previstos períodos prolongados sem chuvas, especialmente no Oeste, onde os totais pluviométricos podem ficar inferiores ao habitual. Com a transição do verão para o outono, as frentes frias devem se tornar mais frequentes, especialmente na segunda quinzena do mês, sendo responsáveis pela maior parte da precipitação em Santa Catarina.

Segundo dados do Observatório Agro Catarinense, a média mensal de chuvas esperada para o Oeste e Planalto varia entre 100 e 130 mm, enquanto no Litoral os volumes devem oscilar entre 150 e 210 mm. Para os meses de abril e maio, a tendência é de redução ainda maior na precipitação, com médias entre 100 e 170 mm no estado.

Apesar da diminuição das chuvas, o período ainda apresenta risco de eventos climáticos intensos como chuvas fortes e concentradas em curtos períodos de tempo, além de temporais com raios, granizo e ventos fortes. “A partir de março, ciclones extratropicais devem atuar com maior frequência no litoral do Uruguai, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ocasionando ventos intensos, mar agitado com ressaca e oferecendo perigo à navegação”, alerta a meteorologista.

Em janeiro de 2025, a temperatura da superfície do mar (TSM) estava ligeiramente abaixo da média na região do Pacífico Equatorial, com anomalias entre -0,5°C e -1,0°C, indicando uma condição de La Niña fraca. No entanto, em fevereiro, houve um aquecimento das águas próximas à costa do Peru, reduzindo a influência do fenômeno. Para os próximos meses, os meteorologistas apontam para um cenário de neutralidade climática, sem interferência direta de El Niño ou La Niña, o que pode resultar em uma transição climática mais equilibrada no estado, conforme dados da Epagri.


 





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Oferta de hortaliças cresce, mas calor desafia produtores



Produtores preparam novas lavouras para o outono-inverno




Foto: Divulgação

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), a produção de pepino, pimentão e quiabo na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Bom Princípio, continua em ritmo intenso, apesar das altas temperaturas. O calor excessivo tem impactado algumas culturas, mas a oferta de produtos no mercado segue elevada.

Algumas lavouras de pepino continuam em produção, mesmo com os desafios do clima quente, que provocam abortamentos florais. Em paralelo, muitos produtores já iniciam o preparo dos canteiros para as culturas de outono e inverno.

A oferta do pepino salada está elevada, o que resultou em uma leve redução nos preços, com a caixa de 20 kg sendo comercializada entre R$ 50,00 e R$ 60,00. O pepino japonês mantém a alta demanda, mas com menor disponibilidade, sendo vendido entre R$ 80,00 e R$ 100,00 a caixa de 18 kg.

A cultura do pimentão continua apresentando boa produtividade e oferta no mercado, com baixa incidência de pragas e doenças. O preço varia conforme a cor e o tamanho do fruto, sendo comercializado a R$ 40,00 a caixa de 10 kg.

A produção de quiabo tem sido prejudicada pelas temperaturas elevadas, o que exigiu o replantio em algumas lavouras. No entanto, a colheita ainda ocorre regularmente e há boa oferta do produto no mercado. O preço segue em patamares baixos, variando entre R$ 2,50 e R$ 3,50 por bandeja de 200 g, conforme a Emater/RS.





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veja como o mercado finalizou a semana



O mercado físico do boi gordo encerra a semana com algumas tentativas de compra em patamares mais altos.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate começam a apertar em algumas regiões do país, em especial para machos. “O que se nota é uma demanda mais expressiva para animais que cumprem os requisitos de exportação para a China“, diz.

De acordo com ele, a oferta de fêmeas ainda está presente no mercado. “No entanto, essa oferta é mais importante para indústrias que operam no mercado doméstico. A melhora dos preços da carne durante a semana é outro elemento a ser considerado que pode oferecer suporte aos preços”, considera Iglesias.

  • São Paulo: R$ 310,67, queda de 0,9% em relação a ontem (R$ 307,75)
  • Goiás: R$ 291,25, redução de 0,3% (R$ 290,36)
  • Minas Gerais: R$ 307,53, retração de 1,6% (R$ 302,65)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 294,55, diminuição de 1,2% (R$ 298,30)
  • Mato Grosso: R$ 298,92, aumento de 0,2% (R$ 298,38)

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços firmes para a carne bovina. A expectativa ainda é de alta dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Vale o destaque de que a população ainda prioriza cortes mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, disse Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,50, por quilo. Quarto dianteiro segue cotado a R$ 18,00, por quilo. Já a ponta de agulha continua precificada a R$ 17,00, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,51%, sendo negociado a R$ 5,7886 para venda e a R$ 5,7866 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7537 e a máxima de R$ 5,8002. Na semana, a divisa desvalorizou 2,14%.



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Zerar alíquota de importação vai quebrar cadeias produtivas, critica Faesp



A decisão do governo federal de zerar as alíquotas de importação para alguns alimentos, incluindo carne, café, milho, açúcar e azeite foi criticada pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles.

Segundo ele, a medida, que pretende conter a alta no preço dos alimentos, terá reflexo em várias cadeias produtivas e “pode quebrar o setor agropecuário nacional”, motor da economia, responsável por sucessivos superávits da balança comercial.

Para Meirelles, o governo “perdeu a mão” da política monetária. “A inflação está em alta, os juros estão exorbitantes, a taxa de câmbio trará aumento do custo de produção. Não existe estoque regulador, não existe armazenamento, a infraestrutura é incapaz de atender a produtividade nacional, trazendo custos adicionais ao produtor rural e, consequentemente, ao valor final para o consumidor”, enumera.

Segundo o presidente da Faesp, ao invés de o governo trabalhar para que o setor produtivo tenha competitividade, toma uma atitude que pode enfraquecer o campo. “A ação é ineficaz e certamente irá quebrar o produtor nacional. Nos primeiros meses do ano, o que estamos vendo é uma série de ações que penalizam aquele que trabalha para garantir o alimento de milhões de brasileiros e mais de um bilhão em todo o mundo”, frisou Meirelles.

Mais cedo, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou que a decisão de zerar a alíquota de importação de alguns produtos não deve prejudicar produtores locais.

“Nós estamos num momento onde você reduzir o imposto de importação ajuda a reduzir o preço. Nós não vamos, não está substituindo, você está complementando”, afirmou. Alckmin citou produtos que o Brasil depende de importação, como óleo de palma e azeite. Segundo ele, a produção nacional dos dois produtos é muito pequena.

Já Meirelles, da Faesp, ressaltou que o governo precisa de uma política de longo prazo para o setor agropecuário, com recursos para crédito agrícola, seguro rural e fomento à produção. Ele lembrou que há um ano vem reiterando a necessidade de medidas como as Farm Bills americanas, programa de médio e longo prazos, votado pelo Congresso dos Estados Unidos, com recursos e programas de apoio à produção.



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Público da Expodireto Cotrijal poderá conhecer mais da história da Sumitomo


Os 50 anos da Sumitomo Chemical no Brasil serão apresentados ao público da 25a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), entre os dias 10 e 14 de março. Os visitantes participarão das atrações dinâmicas e interativas encontradas no estande, além de mergulhar na história centenária da companhia japonesa, cuja trajetória a posiciona como uma das maiores empresas agroquímicas e de pesquisa no mundo. 

O estande da Sumitomo Chemical ocupa 175 m² com duas áreas integradas. Na parte interna, os visitantes se sentirão parte da história da empresa ao conhecer um ambiente temático da campanha institucional “Agricultura Nos Une”, que faz uma conexão com o produtor, suas demandas e necessidades para o campo. As famílias poderão tirar fotos e, em seguida, acessarão uma linha do tempo dinâmica que contará os mais de 100 anos de história da empresa no agronegócio, incluindo as cinco décadas no Brasil.

Na área externa, no “Rancho Agricultura Nos Une”, será possível observar o desenvolvimento das raízes das plantas de soja por meio de vasos rizotron, ferramentas que facilitam o entendimento sobre o desenvolvimento radicular das plantas. Neste contexto, elas receberam soluções de tratamento de sementes, como Aveo EZ®, MycoApply EndoFuse® e MycoApply EndoMaxx®, voltadas para proteção das raízes, melhoria da qualidade biológica do solo e maior longevidade, saúde e qualidade das culturas.

Em uma tela LCD interativa, o público poderá explorar, por meio de contato direto, as pragas, doenças e plantas daninhas que afetam a produtividade das lavouras de soja e milho, além de descobrir como as soluções da Sumitomo Chemical podem ser eficazes no manejo.

E para entender a importância do manejo preventivo no controle da ferrugem asiática, mancha-alvo, podridão dos grãos e DFCs (doenças de fim de ciclo) em lavouras de soja, um jogo sobre o fungicida Excalia Max® testará o conhecimento do produtor a respeito da aplicação do fungicida. A solução tem uma fórmula exclusiva, combinando Indiflin, ingrediente ativo desenvolvido pela companhia japonesa, com tebuconazol, ideal para a rotação de ativos e melhor controle do complexo de doenças.

Para o controle do percevejo, uma simulação de pulverização demonstrará o efeito do inseticida Kaiso Max® em insetos sugadores. O lançamento da empresa é uma ferramenta que entra para o manejo integrado de pragas sendo eficiente contra percevejos e demais pragas que afetam a produtividade das lavouras. A formulação de Kaiso Max combina efeito choque com residual prolongado e amplo espectro de controle.

O público também poderá participar de um quiz e da roleta premiada do lançamento ZethaMaxx EVO®, um herbicida pré-emergente para soja com uma formulação única em três modos de ação distintos, concorrendo a brindes.

Bate-papo com especialistas

Além da interação com a história, tecnologia e inovação da companhia, o público terá a oportunidade de participar de bate-papos com especialistas, para entender os principais desafios que afetam a agricultura e quais as mais eficientes formas de manejo.





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confira os números no Brasil



O mercado brasileiro de soja apresentou preços mistos nesta sexta-feira (7). Embora os patamares de preços continuem firmes, os prêmios recuaram, embora ainda permaneçam fortalecidos. A indústria segue com indicações firmes, superiores à paridade de exportação. Confira as cotações por região:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Região das Missões (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 133,00 para R$ 137,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 115,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 119,00 para R$ 119,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 115,00 para R$ 114,00
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Soja em Chicago

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira (7) com preços mistos, com ganhos predominando nas posições mais distantes e quedas nas mais curtas. O dia foi de ajustes e cautela após uma semana de volatilidade, com os investidores acompanhando os anúncios e desistências de Donald Trump sobre tarifas comerciais.

USDA

O mercado agora começa a se posicionar para o relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que deve indicar poucas alterações no quadro de oferta e demanda de soja. A expectativa é que o Departamento eleve a estimativa para a safra do Brasil de 169 milhões para 169,3 milhões de toneladas, enquanto a previsão para a Argentina deve ser reduzida de 49 milhões para 48,6 milhões de toneladas.

Analistas consultados pelo mercado apostam em estoques americanos de soja de 381 milhões de bushels para 2024/25, ligeiramente acima da previsão anterior de 380 milhões. Já os estoques mundiais finais de soja em 2024/25 devem ficar em 124,2 milhões de toneladas, contra 124,3 milhões estimados em fevereiro.

Contratos futuros da soja

Com relação aos contratos de soja, a posição maio fechou com queda de 2,25 centavos de dólar, ou 0,21%, a US$ 10,25 por bushel, enquanto a posição julho teve uma cotação de US$ 10,38 3/4 por bushel, com uma perda de 0,75 centavo ou 0,07%. Já as demais posições subiram.

No mercado de subprodutos, a posição maio do farelo de soja fechou com uma queda de US$ 0,50 ou 0,16%, a US$ 304,40 por tonelada, enquanto o óleo de soja teve um pequeno aumento de 0,25 centavo ou 0,57%, fechando a 43,42 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sexta-feira com alta de 0,51%, negociado a R$ 5,7886 para venda e R$ 5,7866 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7537 e a máxima de R$ 5,8002. Na semana, a divisa desvalorizou 2,14%.



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Próxima semana terá chuvas nas lavouras de soja; confira



Os produtores de soja devem acelerar seus trabalhos no campo, pois a tendência é de uma segunda semana mais chuvosa. Entre os dias 8 e 12 de março, espera-se que a chuva avance para o sul e parte do sudeste, incluindo Mato Grosso do Sul, com um total de até 50 mm em 5 dias. Esse volume de chuva não deverá atrapalhar os trabalhos no campo e ainda é benéfico para a umidade do milho safrinha.

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No entanto, problemas ainda são esperados nas regiões Norte do Pará, Norte de Mato Grosso e Rondônia, onde as chuvas podem ultrapassar os 100 mm em 5 dias. A partir da próxima semana, o cenário começa a mudar, com chuvas voltando com força para a região Centro-Oeste. Nesse período, espera-se entre 70 a 80 mm em 5 dias, o que pode prejudicar a finalização da colheita da soja, mas, por outro lado, é um excelente indicativo de boa umidade para o milho safrinha, que acaba de ser semeado.

O tempo nas lavouras de soja

Já no Sudeste, as chuvas mais intensas são esperadas para o sul de Minas Gerais, com o avanço das precipitações para o Centro-Norte de Minas, chegando até Unaí, um importante município produtor do estado. No sul, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina devem ter uma trégua, com tempo mais seco, mas a chuva persiste no Paraná, com volumes de cerca de 30 mm em 5 dias.

No Nordeste, especialmente nas áreas do Tocantins e do Matopiba, o volume de chuva será mais modesto. Espera-se chuvas de 30 a 40 mm no oeste da Bahia e Centro-Norte da região baiana, o que não prejudica os trabalhos no campo e ainda favorece a boa umidade do solo. No Centro-Norte do Maranhão e no Piauí, as chuvas serão mais intensas, com volumes que podem ultrapassar os 100 mm entre os dias 13 e 17 de março.



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Governo culpa ‘atravessadores’ pelo alto preço do ovo



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (7), que pode tomar medidas “mais drásticas” para baixar o custo dos alimentos aos consumidores e culpou os “atravessadores” pelo alta do preço dos ovos no país.

Entretanto, o chefe do Executivo não explicou que medidas seriam essas, ao falar sobre o assunto durante evento em Campo do Meio, Minas Gerais.

“Eu quero encontrar uma explicação para o preço do ovo”, disse. “O ovo está saindo do controle. Uns dizem que é o calor, outros dizem que é exportação e eu estou atrás [da explicação]”, acrescentou Lula.

O presidente diz que o governo quer encontrar uma solução pacífica, “mas se a gente não encontrar, a gente vai ter que tomar atitudes mais drásticas, porque o que interessa é levar a comida barata para mesa do povo brasileiro”, afirmou, defendendo que também é preciso pagar um preço justo aos produtores.

“A gente não quer que o produtor tenha prejuízo. O que nós precisamos é saber que tem atravessador no meio. Entre o produtor e o consumidor deve ter muita gente que mete o dedo no meio. E nós vamos descobrir quem é o responsável por isso”, reforçou.

Segundo o presidente, de janeiro de 2023 a janeiro de 2025, a caixa do ovo com 30 dúzias variou próximo de R$ 140. No mês de fevereiro deste ano, ela subiu para R$ 210. “Eu quero saber porque que ela deu esse salto. Quem é que meteu o bedelho e chutou a bola para cima?”, questionou.

“Situação comum”

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), entretanto, afirmou que a alta no preço dos ovos é uma “situação sazonal, comum ao período pré e durante a quaresma [período em que algumas comunidades cristãs se preparam para a Páscoa]”, quando as famílias costumam substituir o consumo de carnes vermelhas por ovos.

A associação ainda cita aumento nos custos de produção, como o preço do milho e das embalagens, e as “temperaturas em níveis históricos”, que impactam na produtividade das aves.

Para a entidade, o mercado deverá se normalizar até o final do período da quaresma, com o restabelecimento dos patamares de consumo das diversas proteínas. A ABPA lembrou que, embora em alta, as exportações de ovos têm efeito praticamente nulo sobre a oferta interna, já que representam menos de 1% das 59 bilhões de unidades que deverão ser produzidas este ano.

Redução de impostos

Nesta quinta-feira (6), o governo federal anunciou algumas medidas para reduzir os preços dos alimentos ao consumidor, entre elas a isenção do imposto de importação de nove produtos alimentícios considerados essenciais. A medida incidirá sobre café, azeite, açúcar, milho, óleo de girassol, sardinha, biscoitos, macarrão e carnes.

A redução das tarifas de importações sobre os itens entrará em vigor nos próximos dias, após serem aprovadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex).

“Nós vamos encontrar uma solução, porque eu tenho certeza que nesse país todo mundo tem interesse que o povo possa comer bem. Comida de qualidade, comida saudável, comida, de preferência, orgânica para que a gente possa ter qualidade de vida. Nós, então, estamos muito ansiosos, o governo inteiro está preocupado, tem muito empresários também que está preocupado”, disse Lula.



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PIB de 2024 marca 4º ano seguido de crescimento, com destaque para investimentos



O crescimento de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, acima das projeções de mercado, marca o quarto ano consecutivo de crescimentos após a pandemia da covid-19 e se destaca pelos investimentos em taxas positivas. A avaliação é do Ministério do Planejamento, que divulgou nota repercutindo o resultado.

“O crescimento da Indústria e dos Serviços foi o destaque no lado da oferta. Na ótica da demanda, todos os componentes registraram variação positiva: o consumo das famílias acumulou alta de 4,8%; o consumo do governo com expansão de 1,9% e o investimento mantendo taxas positivas no acumulado em quatro trimestres, pela segunda vez consecutiva”, destacou a pasta.

A análise do Ministério do Planejamento destaca que entre 2022 e 2024, o PIB brasileiro cresceu em todos os trimestres. Além disso, também foi ressaltado o PIB per capita, que variou em termos reais em 3% na passagem de 2023 para 2024.

Ainda sobre o resultado de 2024, o Planejamento ponderou que o bom desempenho de Serviços e Indústria compensou a queda na agropecuária.

“O desempenho negativo da agropecuária foi decorrente dos efeitos climáticos adversos que impactaram várias culturas importantes da lavoura, com queda na estimativa anual de produção e perda de produtividade”, diz o documento.

Em relação ao crescimento de 7,3% na formação bruta de capital fixo, uma proxy para investimento, a pasta destacou que houve aumento tanto da produção interna de bens de capital quanto de sua importação, além da expansão da Construção e do Desenvolvimento de Software.



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Grupo alimentício obtém financiamento de R$ 150 mi do BNDES para produção de biogás



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 150 milhões com recursos do Fundo Clima para o Grupo Piracanjuba.

De acordo com a companhia, o valor será destinado para a implantação de quatro Estações de Tratamento de Efluentes Industriais (ETEs) com produção de biogás nas unidades de Araraquara (SP), Três Rios (RJ), Carazinho (RS) e São Jorge d’Oeste (PR).

Os recursos também serão destinados para substituir caldeiras que atualmente consomem combustível fóssil nas duas primeiras unidades citadas.

O grupo espera que os projetos transformem a gestão de resíduos líquidos em uma fonte valiosa de energia limpa. “A captação do biogás poderá evitar a emissão de 152,7 mil toneladas de CO equivalente (COe) por ano, logo que as plantas atingirem seus máximos de produção”, diz o Grupo Piracanjuba, em nota.

Além de evitar emissões, a companhia espera que as ETEs elevem a eficiência das plantas, melhorem os controles operacionais e a reduzam custos.

“As plantas de biogás, tão logo atinjam seus máximos de produção, terão o potencial de gerar cerca de 11,7 milhões Nm de biogás por ano”, diz a empresa.

Transição energética

O BNDES informa que todas as intervenções presentes no projeto aprovado têm como finalidade a descarbonização, a redução na geração de resíduos sólidos e a substituição de
combustíveis fósseis por renováveis como fonte de energia da empresa.

“Objetivos que integram a política de transição energética do governo do presidente Lula e que são possíveis a partir do Novo Fundo Clima, que destinou R$ 10 bilhões a projetos com essa finalidade em 2024”, cita o presidente do banco, Aloizio Mercadante.



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