sexta-feira, junho 26, 2026

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Planta produzirá biogás a partir de cítricos



O projeto utiliza biotecnologia inovadora



"Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo"
“Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo” – Foto: Canva

A Louis Dreyfus Company (LDC) realizou hoje a cerimônia da pedra fundamental de sua nova unidade de produção de biogás em Bebedouro (SP), reforçando seu compromisso com inovação e sustentabilidade. A planta será a maior do mundo no setor, convertendo efluentes cítricos em energia verde.  

O projeto utiliza biotecnologia inovadora, empregando um inóculo que decompõe a carga orgânica dos efluentes, gerando biogás e reduzindo em mais de 20% as emissões de CO2 da unidade. Além disso, toda a água tratada será devolvida aos recursos hídricos. Com 195.000 m² de área, a planta terá capacidade para processar 400m³/h de efluentes e produzir mais de 50.000 Nm³/dia de biogás. A construção deve ser concluída até o primeiro semestre de 2026.  

Segundo Paulo Hladchuk, Head Global da Plataforma de Sucos da LDC, o projeto reforça a descarbonização da cadeia produtiva e o compromisso da empresa com o setor citrícola. Juliana Pires, responsável pela Indústria e Qualidade, destacou que testes com diferentes inóculos superaram em até 15% a meta de redução da carga orgânica. Além disso, 100% da água tratada será reutilizada e o lodo gerado servirá como base para fertilizantes agrícolas, promovendo a economia circular. 

“Esse projeto contribui para o compromisso global da LDC na redução da emissão de CO2 na atmosfera, a partir da descarbonização da cadeia, além de reforçar nosso comprometimento de longo prazo com o setor citrícola do país e com as regiões onde a companhia opera, como em Bebedouro, onde atuamos há mais de 30 anos. Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo, aumentando a eficiência do uso dos recursos naturais”, afirma.

A LDC está entre as três maiores empresas de sucos cítricos do mundo e líder na exportação de sucos de limão do Brasil. Além dos sucos de laranja e limão, a companhia fornece ingredientes naturais para as indústrias de alimentos, química e nutrição animal.

 





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Queda no preço da cana-de-açúcar reduz em 18% o mercado de defensivos para cultura



O mercado de defensivos químicos para a cultura de cana-de-açúcar teve uma queda de 18% em 2024, para R$ 7,5 bilhões. Em contrapartida, a área potencial tratada pelos produtos avançou 4%, totalizando 83,7 milhões de hectares. Os dados foram divulgados pela Kynetec no estudo anual FarmTrak Cana-de-Açúcar.

Conforme o especialista em pesquisas da consultoria, Lucas Alves, o recuo da movimentação financeira dos defensivos para cana veio atrelado, principalmente, à queda de 22% nos preços dos produtos ao longo da safra 2024.

No ranking de produtos mais utilizados pelos produtores, os herbicidas continuam na dianteira, com 52% da movimentação ou R$ 3,9 bilhões. A categoria de inseticidas, na segunda posição, atingiu 34% (R$ 2,6 bilhões).

De acordo com o levantamento, os insumos de matriz biológica corresponderam a 7% do mercado ou R$ 553 milhões. Neste segmento, destacaram-se bioinseticidas e bionematicidas que, somados, equivaleram a 75% do total.

Em relação ao ranking de pragas que mais demandaram insumos, Alves destacou as cigarrinhas, o principal mercado, responsável por R$ 916 milhões e a Sphenophorus, “em ascensão”, disse o executivo, equivalente a R$ 802 milhões. A broca-da-cana, por sua vez, movimentou R$ 610 milhões.

A Kynetec também avaliou o perfil dos tomadores de decisão do mercado de agroquímicos da cana. De acordo com o estudo, 75% das áreas ficam sob responsabilidade de unidades produtoras de açúcar, etanol e energia, ao passo que 25% estão sob controle de fornecedores da matéria-prima. “Mais de 60% dos responsáveis técnicos pela escolha do manejo de defensivos são da geração ‘millenials’, com idade entre 29 anos e 44 anos”, disse Alves.

Ainda segundo o FarmTrak Cana-de-Açúcar 2024, a área plantada com a cultura totalizou 8,9 milhões de hectares nas regiões cobertas pelo estudo, um crescimento de 3% ante 2023. O estado de São Paulo concentrou 56% da área, seguido por Goiás, 12% e Minas Gerais-Espírito Santo, com 11%.

De acordo com Alves, o FarmTrak Cana-de-Açúcar 2024 percorreu 51 mil quilômetros em 10 Estados e 231 municípios da fronteira agrícola da cultura. O levantamento abrangeu 480 unidades produtivas, entre usinas e fornecedores, que representam 53% da cana nos estados analisados.



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Frente fria avança e traz risco de tempestades até o fim da semana; saiba onde



Nesta terça-feira (25), uma frente fria avança pela costa da região Sul e vai colaborar para formar mais áreas de nuvens carregadas nos três estados. E as chuvas devem se manter em muitas áreas no restante da semana, segundo a Climatempo.

Além do calor, a circulação de ventos em níveis médios da atmosfera e a presença de uma área de baixa pressão atmosférica no norte da Argentina estimularam a formação das nuvens carregadas. 

A Climatempo alerta para temporais no oeste, sul e litoral do Paraná. Também estão sob risco todo o interior de Santa Catarina e o extremo norte do Rio Grande do Sul, incluindo a região serrana.

Áreas ao centro, norte e leste do Paraná, o litoral de Santa Catarina e o centro-oeste do Rio Grande do Sul podem ter pancadas de chuva de intensidade moderada a fortes.

Na Grande Curitiba e na Grande Florianópolis, há risco de pancadas de chuva moderadas a fortes. Não há previsão de chuva intensa na região da Grande Porto Alegre.

Semana tem tempo instável no Sul

No decorrer desta semana, ventos marítimos vão predominar sobre a região Sul, injetando umidade. Não há previsão de queda de temperatura relevante, de acordo com a Climatempo.

As pancadas de chuva vão continuar ocorrendo nos três estados e há risco de chuva forte, especialmente nas áreas no oeste da região e na fronteira com o Paraguai e com a Argentina.



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Brasil e Japão fecham acordo que garante exportação de frango



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu nesta terça-feira (25) com o ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Taku Eto. Após o encontro, o ministro japonês confirmou a aprovação da regionalização do Certificado Sanitário Internacional (CSI) para influenza aviária por município.

Desta forma, as restrições de exportação dos produtos de frango e ovos ficam limitadas apenas aos municípios onde houver detecção de focos da gripe aviária, e não mais o estado todo.

“Essa medida garante maior segurança e previsibilidade nas exportações de carne de frango brasileira para o Japão, beneficiando produtores e fortalecendo a relação comercial entre os dois países”, declarou o ministro Fávaro .

O Brasil é líder nas exportações de frango para o mundo, respondendo por 35% do mercado global.

Carne bovina

Ainda na reunião, foi confirmada a visita de especialistas japoneses em saúde animal para avaliar o sistema brasileiro. Esse passo é essencial para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira e para a ampliação do acesso da carne suína, que atualmente é restrita ao estado do Paraná.

Durante o encontro, os ministros também assinaram uma carta de intenções para fortalecer a cooperação na recuperação de pastagens degradadas no Brasil, em apoio ao Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD).

O acordo prevê o desenvolvimento de projetos conjuntos para aumentar a produtividade e a sustentabilidade, utilizando solos e bioestimulantes fornecidos por parceiros público-privados dos dois países.

“Com foco na recuperação de até 40 milhões de hectares de pastagens, nosso programa visa dobrar a produção sem precisar derrubar uma árvore sequer no Cerrado ou na floresta”, pontuou Fávaro.



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Micronutrientes essenciais para o milho na safrinha



“A safrinha de milho exige manejo nutricional estratégico”



O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais
O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais – Foto: USDA

A nutrição equilibrada é fundamental para o sucesso da safrinha de milho, e os micronutrientes desempenham um papel decisivo na produtividade. Segundo Djalma Pinho, Executivo de Vendas B2B especializado em micronutrientes, além dos macronutrientes como Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), elementos como Zinco, Boro, Manganês e Cobre são essenciais para o desenvolvimento da cultura e a formação de grãos de qualidade.  

“A safrinha de milho exige manejo nutricional estratégico para garantir produtividade e rentabilidade. Além dos macronutrientes (N, P, K), os micronutrientes desempenham um papel fundamental no desenvolvimento saudável da cultura”, afirma.

O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais, evitando atraso no florescimento e redução no tamanho das plantas. O boro (B) é indispensável para a polinização e o enchimento de grãos, prevenindo espigas malformadas. Já o manganês (Mn) atua na fotossíntese e no metabolismo dos carboidratos, garantindo maior vigor à lavoura. Além disso, o cobre (Cu) fortalece os caules ao participar da formação da lignina, reduzindo o risco de acamamento e proporcionando maior resistência estrutural.  

Para um manejo eficiente, é essencial realizar uma análise de solo para verificar possíveis deficiências e utilizar fertilizantes granulados com micronutrientes para garantir uma nutrição equilibrada. O monitoramento da lavoura também é indispensável para identificar precocemente sinais de carências nutricionais e evitar impactos negativos na produtividade.  Com um plano nutricional adequado, o milho safrinha pode expressar seu máximo potencial produtivo, garantindo rentabilidade e competitividade no mercado.

 





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Brasil está apto a atender exigências para exportação de carne ao Japão



O governo brasileiro intensificou os esforços para ampliar a exportação de carne bovina e suína para o Japão. Durante um encontro realizado nesta terça-feira (25) em Tóquio, representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Renan Filho (Transportes) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos).

A negociação para exportação de carne bovina ao Japão já dura mais de 20 anos e, segundo Fávaro, o processo está em fase final. “O último protocolo já está há cinco anos sendo debatido. Vamos trabalhar para que avance agora e para que possamos finalmente abrir esse mercado tão importante”, destacou o ministro.

Fávaro ressaltou ainda que o Brasil está apto a atender às exigências sanitárias e comerciais do Japão, tanto para carne bovina quanto para suína. “O reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação em mais estados amplia ainda mais nosso potencial no mercado japonês. O país já abriu 344 novos mercados para produtos agropecuários nos últimos dois anos e seguimos avançando”, reforçou.

O presidente Lula também enfatizou a importância estratégica da relação comercial com o Japão. “Nosso fluxo comercial já chegou a US$ 17 bilhões e hoje está em US$ 11 bilhões. Só aí temos um espaço de US$ 6 bilhões para recuperar. Comércio exterior é uma via de mão dupla: temos que vender e temos que comprar”, afirmou.

Infraestrutura para exportação de carne

Para garantir competitividade no setor, o governo federal aposta no fortalecimento da logística e infraestrutura portuária. O ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou que o Brasil já exporta carne a um custo muito menor que seus concorrentes internacionais.

“Enquanto o Brasil exporta uma arroba de carne bovina a US$ 55, os Estados Unidos têm um custo superior a US$ 100”, comparou.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, complementou ressaltando que a expansão da infraestrutura nacional está reduzindo a dependência do Porto de Santos. “Nos anos 80 e 90, 50% da produção era escoada por Santos. Hoje, esse percentual está em 30% e queremos diminuir ainda mais, investindo na logística do Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, afirmou.

O empresário Renato Costa, representante do setor de carnes, demonstrou otimismo com as negociações. “O Japão é o terceiro maior importador mundial de carne e essa abertura será um grande avanço para a indústria, o produtor e o país”, concluiu.



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Tarifas anunciadas por Trump colocam Brasil ‘na mira’



Já está no ar um novo episódio do Soja Brasil! No programa 32, exibido na última sexta-feira, foram abordados os impactos da guerra tarifária dos Estados Unidos. Trump endureceu a política de tarifas e colocou o Brasil na mira: o etanol, o aço e o alumínio brasileiro sofrerão tarifas de até 25%. Medidas semelhantes já atingiram Canadá, México e China.

O episódio também discute os desafios na comercialização da soja e as condições climáticas que podem influenciar a safra. Assista ao episódio completo:

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Impactos das tarifas de Trump

A disputa comercial entre os EUA e outros países, incluindo o Brasil, foi destaque com as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos como etanol, aço e alumínio. Essas medidas afetam diretamente o agronegócio brasileiro, especialmente a soja, a carne e o milho, que têm na China um dos principais mercados consumidores.

Expedição Soja Brasil

A equipe do programa percorreu o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul para entender a realidade dos produtores. Em Sinop (MT), a incerteza sobre a produção tem dificultado o fechamento de contratos.

Já na região de Nova Mutum (MT), a preocupação é com a queda dos preços e a baixa demanda. Já em Sorriso (MT), maior produtor de soja do Brasil, o ritmo de comercialização está abaixo da média dos últimos cinco anos.

Como fica o tempo?

O outono deve ser quente e seco na maior parte das regiões produtoras de soja, com chuvas abaixo da média, o que pode impactar a produtividade do milho. No Rio Grande do Sul, porém, a tendência é de chuvas acima da média.

No Paraná, a colheita da soja está na fase final, com boas condições climáticas. Em São Paulo, o ritmo acelerado da colheita supera os índices do ano passado. No oeste da Bahia, a baixa pluviosidade de fevereiro pode afetar as lavouras tardias.

Aprosoja Brasil

O programa também celebrou o aniversário de 35 anos da Aprosoja Brasil, entidade que representa os produtores de soja e milho no país, destacando sua trajetória e conquistas ao longo do tempo.



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Geraldo Alckmin participa do lançamento do projeto Memórias do Brasil Rural



O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, participa nesta terça-feira (25), em Brasília, do lançamento do projeto multiplataforma Memórias do Brasil Rural. O evento contará ainda com a presença de lideranças do agronegócio, autoridades e personagens que marcaram a trajetória do setor.

A iniciativa, uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Embrapa, com apoio da ABCZ, tem como objetivo digitalizar e recuperar conteúdos históricos do acervo do Canal Rural e de entidades parceiras. O projeto reunirá relatos de grandes nomes do agro brasileiro, utilizando inteligência artificial para restaurar e apresentar documentos e imagens inéditas.

A série documental do Memórias do Brasil Rural trará depoimentos de personalidades cuja trajetória se confunde com a construção do agronegócio no país. O primeiro episódio será dedicado ao ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. Outros nomes de destaque também serão homenageados, como João Martins, Carminha Missio, Eliseu Alves, Francisco Turra, Cirne Lima e José Humberto Martins. Ao final de cada episódio, os entrevistados abordarão os desafios e o futuro do agro brasileiro.

Além dos depoimentos, o projeto também resgatará momentos marcantes do setor, como a aprovação da legislação dos transgênicos, a votação do novo Código Florestal, o reconhecimento da primeira área livre de febre aftosa com vacinação no Brasil e a importação da raça nelore para o país.

A estreia do Memórias do Brasil Rural está marcada para esta quarta-feira (26), às 18h, no Canal Rural.



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Empreendedorismo inicial tem crescimento inédito entre jovens adultos e população acima de 55 anos



Duas faixas etárias têm se destacado no empreendedorismo inicial no Brasil: a população de 35 a 44 anos e a que abrange dos 55 aos 64 anos – em 2024, elas registraram a maior proporção já verificada desde 2002.

A pesquisa teve início em 1999, mas o padrão atual de coleta das informações por faixa etária teve início em 2002. É o que aponta o Monitor Global de Empreendedorismo (Global Entrepreneurship Monitor – GEM 2024), considerada a maior pesquisa de empreendedorismo do mundo.

O empreendedorismo inicial compreende os negócios novos (de três meses a três anos e meio de atividade) e os empreendedores nascentes, que são aqueles que nos últimos 12 meses realizaram alguma ação visando ter um negócio próprio ou têm até 3 meses de operação.

Segundo o levantamento, em 2024, no público de Empreendedores iniciais, a proporção de pessoas de 35 a 44 anos chegou à maior proporção da série histórica, com 30,8% do total de Empreendedores Iniciais; já entre a faixa de 55 a 64 anos, também atingiu a maior proporção da série histórica, com 13,3% do total de Empreendedores Iniciais.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o resultado da pesquisa indica que a população adulta brasileira está se sentindo mais confiante para iniciar a atividade empreendedora, tanto os jovens quanto os mais experientes, graças à melhoria do ambiente de negócios e aos indicadores gerais da economia.

“Sessenta por cento dos brasileiros preferem ser empreendedores do que buscarem um emprego formal, há uma pulverização do empreendedorismo, que é a base sólida da economia brasileira”, afirma Décio Lima.

“Há então um novo brasileiro, que é aquele que não desiste, que prefere estar na atividade por mais tempo, desta forma, o empreendedorismo se tornou uma alternativa para essas pessoas, que não aceitam mais ser um aposentado, além disso, a atividade fortalece a sua renda e produz resultados extremamente importantes para a economia brasileira. Esta faixa etária traz uma segurança de qualidade para mercado, já que são pessoas com mais experiência”, completa.

A pesquisa GEM é realizada no Brasil pelo Sebrae em parceria com a Associação Nacional de Estudos e Pesquisas em Empreendedorismo (Anegepe). O levantamento contempla mais de 120 países. No Brasil, para a edição de 2024, foram entrevistados 2 mil adultos e 58 especialistas.



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Café teve alta histórica ano passado



A FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025



 FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025
FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025 – Foto: Pixabay

Os preços globais do café registraram uma alta histórica em 2024, avançando 38,8% em relação à média do ano anterior, segundo a FAO. O Arábica, preferido no mercado de café torrado e moído, ficou 58% mais caro em dezembro, enquanto o Robusta, usado em café instantâneo e misturas, subiu 70%. Pela primeira vez desde os anos 1990, a diferença de preços entre as variedades se reduziu, refletindo a oferta restrita e o impacto do clima nos principais produtores.  

A FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025 caso a oferta global continue em queda. No Vietnã, maior exportador de Robusta, a seca reduziu a produção em 20% na safra 2023/24, e as exportações caíram 10% pelo segundo ano seguido. Na Indonésia, chuvas excessivas em abril e maio de 2023 reduziram a produção em 16,5% e as exportações em 23%. Já no Brasil, revisões sucessivas apontaram para um declínio de 1,6% na produção, revertendo previsões otimistas devido ao clima seco e quente.  

Além do clima, os custos de transporte impulsionaram os preços, afetando diretamente os consumidores. Em dezembro, os preços do café subiram 6,6% nos EUA e 3,75% na União Europeia. O cenário pode incentivar investimentos em tecnologia e pesquisa para aumentar a resiliência do setor, especialmente para pequenos produtores, que são a base da cadeia global de café.  

A FAO destaca a importância da transparência no mercado e da cooperação entre os atores da cadeia produtiva. Também apoia iniciativas para que agricultores adotem práticas resilientes ao clima, protegendo sua produção e contribuindo para a restauração da biodiversidade.

 





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