sexta-feira, junho 26, 2026

Agro

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entressafra começa com alta nos preços, mas importações preocupam produtores



O mês de março marca o início da entressafra do leite, período em que tradicionalmente os preços no mercado spot começam a subir, refletindo na valorização do produto ao produtor. Apesar da demanda firme e do crescimento da produção nacional, as importações seguem elevadas, o que gera desafios para o setor.

Para entender o impacto desse cenário e as projeções para os próximos meses, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Samuel Oliveira, concedeu uma entrevista exclusiva ao Canal Rural e analisou a influência da menor oferta de leite nos preços, a concorrência externa e o impacto da economia no consumo de lácteos.

Segundo Samuel, o atual momento é de um declínio natural que acontece a produção que acontece em todos os anos. “Esse ano não está sendo diferente, está havendo uma maior escassez, uma falta do produto e a tendência é que o valor aumente. Então as cotações ao produtor devem aumentar”, afirmou o pesquisador à apresentadora do Mercado & Companhia, Pryscilla Paiva.

Remuneração ao produtor de leite

O pesquisador também informou que, infelizmente, pode haver um impacto ao produtor. “A gente tem o cenário macroeconômico que acaba afetando, juros, preços como um todo, influenciando a capacidade de compra do consumidor e é o consumidor, em última análise, que que vai definir a quantidade que vai ser comprada e ofertada, produzindo um aperto aí vamos dizer né na capacidade de compra do produtor”, informou

Confira a entrevista completa do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Samuel Oliveira, no nosso canal do YouTube e saiba mais sobre o mercado de leite no Brasil!



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Principal região brasileira de café deve diminuir a produção em 2025



A produção total de café do Brasil em 2025 deverá ter uma queda de 4,4% na colheita total, atingindo um volume físico equivalente a 51,81 milhões de sacas de 60 quilos, segundo dados da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). O café está sendo cultivado numa área de 1,85 milhões de hectares, o que permitirá obter produtividade média de 28,0 sacas por hectare em nível nacional.

Conforme análise do Observatório do Café ( órgão da Embrapa Café), tais indicadores da
produção do setor cafeeiro, caso sejam comparados com o desempenho efetivo da safra colhida em 2024, demonstram que deverá ocorrer um decréscimo na produção.

De acordo com o Observatório, foram 54,21 milhões de sacas na safra passada, e haverá uma ligeira queda na produtividade, menos de 3%, haja vista que a registrada anteriormente foi cultivada numa área de 1,88 milhão de hectares com produtividade média nacional de 28,8 sacas/ha.

A pesquisa também mostra a comparação da produção do café nas cinco regiões geográficas do país, destacando indicadores da estimativa da safra de 2025 com a que foi efetivamente colhida em 2024 em cada região, com destaque para área ocupada em produção, safra e produtividade por hectare.

Região Sudeste

A maior região produtora de café do País teve sua safra estimada para o ano-cafeeiro de 2025 calculada em 44,93 milhões de sacas, volume físico que equivale a 86,7% da produção nacional. A safra está sendo produzida numa área de 1,66 milhão de hectares, correspondente a 89,8% da área total da cafeicultura nacional

O levantamento aponta para uma produtividade média de 27,0 sacas por hectare. Contudo, tais indicadores representarão decréscimos de 1,7% em relação à área passada, que totalizou 1,69 milhões de hectares, e também redução de 4,3% na produtividade obtida anteriormente, que foi de 28,2 sacas/ha.

Região Nordeste

A produção de café está estimada em 3,41 milhões de sacas , equivalente a 6,6% da safra nacional. A área cultivada é de 101,24 mil hectares, e representa cerca de 5,5% da área cafeeira nacional, gerando uma produtividade de 33,7 sacas/ha.

O apontamento mostra que a área representará um pequeno decréscimo (menor que 1%) em relação aos 101,37 mil hectares da safra anterior, a despeito de registrar um acréscimo de 11,4% na produtividade de 2025, pois a anterior foi de 30,3 sacas/ha.

Região Norte

Com a safra estimada em 2,24 milhões de sacas, a performance equivale a 4,4% da produção nacional. O café está sendo cultivado numa área de 41,44 mil hectares, correspondente a 2,32% da área brasileira produtora do grão, representando um ligeiro acréscimo de 2,8% em relação aos 40,33 mil hectares utilizados em 2024.

A produtividade média deverá ser de 54,3 sacas/ha, performance 3,6% maior que a anterior, que foi de 52,4 sacas/ha.

Região Sul

Quarta colocada no ranking, a região teve sua safra de café estimada para 2025 em um volume físico equivalente a 675,3 mil sacas (1,4% da produção nacional), volume igual ao que foi efetivamente colhido em 2024, na mesma área de produção, de 25,28 mil hectares, com a produtividade média de 26,7 sacas/ha.

Região Centro-Oeste

A produção estimada é de 463,1 mil sacas de 60kg, numa área de cultivo de 17,39 mil hectares, representando menos de 1% da safra nacional. Caso a estimativa se confirme, haverá um decréscimo de 11,6% em relação à de 2024, que foi de 524 mil sacas.

O estudo destaca que, “como a produtividade da safra passada foi de 29,8 sacas/ha, e que a atual foi estimada em 26,6 sacas/ha, tal performance implicará redução de 10,7% na produtividade média a ser obtida no Centro-Oeste.”

Os dados constam do Sumário Executivo do Café Março 2025, documento que é elaborado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola SPA, do Ministério da Agricultura e Pecuária MAPA, e está disponível no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.



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alta produtividade e queda nos preços


A safra 2024/25 de arroz avança no Sul do Brasil, com 40% da colheita já realizada no Rio Grande do Sul e até 60% no Mercosul, segundo Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações. A produtividade tem superado expectativas, mas os preços seguem pressionados, retornando a níveis de cinco anos atrás.  

Apesar do volume colhido, a abundante oferta e a retomada da capacidade ociosa da indústria mantêm as cotações estáveis em termos reais. Ajustado pela Selic acumulada, o valor de março de 2020 (R$ 49,53) corresponderia a R$ 75,57 hoje, enquanto o preço atual, segundo o CEPEA (21/03/2025), é de R$ 79,15. No entanto, os custos de produção dispararam desde a pandemia, reduzindo a rentabilidade dos produtores.  

“Mas, ao contrário do que se esperaria de uma safra bem-sucedida, o que vemos é um mercado pressionado. As cotações recuaram aos patamares de cinco anos atrás, refletindo uma oferta abundante, a retomada das capacidades ociosas da indústria e uma atuação mais tímida das tradings”, comenta.

Outro fator preocupante é o aumento das exportações de arroz em casca, reduzindo o valor agregado da cadeia produtiva no Brasil. A indústria perde competitividade, e o mercado externo se torna essencial para sustentar os preços. Sem essa demanda, produtores e indústrias enfrentam maior pressão, e o varejo amplia seu poder de barganha.  

“Com o mercado interno e até o regional (Mercosul) altamente sensíveis à sobreoferta, o que garante sustentação de preços é o mercado externo. Sem ele, a pressão sobre produtores e indústrias se intensifica, e o varejo, ciente disso, amplia seu poder de barganha. Temos colheita cheia, sim. Mas também temos margens apertadas, estruturas pressionadas e preços que ignoram o salto dos custos”, conclui.

 





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Duas frentes frias vão trazer primeiro pico de frio do ano; veja quando e onde



Entre o fim de março e o começo de abril, duas frentes frias pelo país vão mexer com o tempo e devem trazer o primeiro pico de frio do ano.

De acordo com a Climatempo, a primeira frente se forma no Sul na próxima sexta-feira (28), na altura do litoral de Santa Catarina. Ela deve provocar aumento na umidade e uma ligeira virada de vento na região Sul. Esse sistema, segundo a meteorologia, é mais fraco e se deslocará de forma rápida para alto-mar.

Na segunda-feira (31), a formação de uma nova e forte frente fria entre a Argentina e o Uruguai vai reforçar ainda mais a umidade e o ar frio no Brasil. Dessa forma, a primeira semana de abril começa com o primeiro pico de frio do ano em áreas do Sul, Centro-Oeste e Sudeste.

As quedas mais significativas nas temperaturas mínimas e máximas serão registradas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, no oeste e sul de Mato Grosso do Sul e em áreas do sul de Mato Grosso.

A umidade vai seguir mais presente em áreas do Sul, com previsão de algumas pancadas de chuva forte nos três estados da região até meados da semana.

Porém, a previsão da Climatempo é de que, conforme a frente fria avança, a entrada do ar polar vai virar o vento também para áreas do Sudeste. A expectativa é de que as temperaturas diminuam nessa região somente a partir do primeiro fim de semana do mês (dias 5 e 6).

Até o momento, os modelos não apontam um frio extremo no período. Mas esta deverá ser a primeira massa de ar frio do ano, e deve manter a temperaturas abaixo da média em muitos locais, deixando os dias com mais cara de outono do que de verão.



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Colheita de soja atinge 90% no Paraná



A colheita da safra 2024/25 de soja no Paraná alcançou 90% da área cultivada, segundo o último levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura do estado. O percentual representa um avanço em relação à semana anterior, quando 81% da área já havia sido colhida.

O estado do Paraná, que plantou 5,768 milhões de hectares nesta safra, teve uma leve redução na área cultivada em comparação aos 5,785 milhões de hectares da safra passada.

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Qualidade das lavouras de soja e fases da planta

O Deral destacou que 90% das lavouras apresentam boas condições, enquanto os 10% restantes estão em condição média. No levantamento anterior, os números eram de 87% e 12%, respectivamente, com 1% das lavouras classificadas como ruins, o que indica uma melhora nas condições gerais da produção.

Em relação ao estágio das plantas, 92% estão em fase de maturação e 8% ainda se encontram no período de frutificação. Na semana anterior, 85% estavam maturando e 15% frutificando, demonstrando um avanço natural do ciclo da cultura.

Produtividade e aumento na produção

A produtividade média estimada pelo Deral para a safra 2024/25 é de 3.673 quilos por hectare, representando um crescimento expressivo em comparação à safra 2023/24, que registrou uma média de 3.200 quilos por hectare.

Com essa melhora na produtividade, a produção total de soja no estado deve chegar a 21,189 milhões de toneladas, um aumento de 14% em relação à safra anterior, que colheu 18,509 milhões de toneladas. Esse crescimento está atrelado às boas condições climáticas durante o desenvolvimento da lavoura e ao uso de técnicas aprimoradas de manejo.



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Planta produzirá biogás a partir de cítricos



O projeto utiliza biotecnologia inovadora



"Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo"
“Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo” – Foto: Canva

A Louis Dreyfus Company (LDC) realizou hoje a cerimônia da pedra fundamental de sua nova unidade de produção de biogás em Bebedouro (SP), reforçando seu compromisso com inovação e sustentabilidade. A planta será a maior do mundo no setor, convertendo efluentes cítricos em energia verde.  

O projeto utiliza biotecnologia inovadora, empregando um inóculo que decompõe a carga orgânica dos efluentes, gerando biogás e reduzindo em mais de 20% as emissões de CO2 da unidade. Além disso, toda a água tratada será devolvida aos recursos hídricos. Com 195.000 m² de área, a planta terá capacidade para processar 400m³/h de efluentes e produzir mais de 50.000 Nm³/dia de biogás. A construção deve ser concluída até o primeiro semestre de 2026.  

Segundo Paulo Hladchuk, Head Global da Plataforma de Sucos da LDC, o projeto reforça a descarbonização da cadeia produtiva e o compromisso da empresa com o setor citrícola. Juliana Pires, responsável pela Indústria e Qualidade, destacou que testes com diferentes inóculos superaram em até 15% a meta de redução da carga orgânica. Além disso, 100% da água tratada será reutilizada e o lodo gerado servirá como base para fertilizantes agrícolas, promovendo a economia circular. 

“Esse projeto contribui para o compromisso global da LDC na redução da emissão de CO2 na atmosfera, a partir da descarbonização da cadeia, além de reforçar nosso comprometimento de longo prazo com o setor citrícola do país e com as regiões onde a companhia opera, como em Bebedouro, onde atuamos há mais de 30 anos. Cada aspecto da nova planta foi projetado para maximizar o impacto ambiental positivo, aumentando a eficiência do uso dos recursos naturais”, afirma.

A LDC está entre as três maiores empresas de sucos cítricos do mundo e líder na exportação de sucos de limão do Brasil. Além dos sucos de laranja e limão, a companhia fornece ingredientes naturais para as indústrias de alimentos, química e nutrição animal.

 





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Queda no preço da cana-de-açúcar reduz em 18% o mercado de defensivos para cultura



O mercado de defensivos químicos para a cultura de cana-de-açúcar teve uma queda de 18% em 2024, para R$ 7,5 bilhões. Em contrapartida, a área potencial tratada pelos produtos avançou 4%, totalizando 83,7 milhões de hectares. Os dados foram divulgados pela Kynetec no estudo anual FarmTrak Cana-de-Açúcar.

Conforme o especialista em pesquisas da consultoria, Lucas Alves, o recuo da movimentação financeira dos defensivos para cana veio atrelado, principalmente, à queda de 22% nos preços dos produtos ao longo da safra 2024.

No ranking de produtos mais utilizados pelos produtores, os herbicidas continuam na dianteira, com 52% da movimentação ou R$ 3,9 bilhões. A categoria de inseticidas, na segunda posição, atingiu 34% (R$ 2,6 bilhões).

De acordo com o levantamento, os insumos de matriz biológica corresponderam a 7% do mercado ou R$ 553 milhões. Neste segmento, destacaram-se bioinseticidas e bionematicidas que, somados, equivaleram a 75% do total.

Em relação ao ranking de pragas que mais demandaram insumos, Alves destacou as cigarrinhas, o principal mercado, responsável por R$ 916 milhões e a Sphenophorus, “em ascensão”, disse o executivo, equivalente a R$ 802 milhões. A broca-da-cana, por sua vez, movimentou R$ 610 milhões.

A Kynetec também avaliou o perfil dos tomadores de decisão do mercado de agroquímicos da cana. De acordo com o estudo, 75% das áreas ficam sob responsabilidade de unidades produtoras de açúcar, etanol e energia, ao passo que 25% estão sob controle de fornecedores da matéria-prima. “Mais de 60% dos responsáveis técnicos pela escolha do manejo de defensivos são da geração ‘millenials’, com idade entre 29 anos e 44 anos”, disse Alves.

Ainda segundo o FarmTrak Cana-de-Açúcar 2024, a área plantada com a cultura totalizou 8,9 milhões de hectares nas regiões cobertas pelo estudo, um crescimento de 3% ante 2023. O estado de São Paulo concentrou 56% da área, seguido por Goiás, 12% e Minas Gerais-Espírito Santo, com 11%.

De acordo com Alves, o FarmTrak Cana-de-Açúcar 2024 percorreu 51 mil quilômetros em 10 Estados e 231 municípios da fronteira agrícola da cultura. O levantamento abrangeu 480 unidades produtivas, entre usinas e fornecedores, que representam 53% da cana nos estados analisados.



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Frente fria avança e traz risco de tempestades até o fim da semana; saiba onde



Nesta terça-feira (25), uma frente fria avança pela costa da região Sul e vai colaborar para formar mais áreas de nuvens carregadas nos três estados. E as chuvas devem se manter em muitas áreas no restante da semana, segundo a Climatempo.

Além do calor, a circulação de ventos em níveis médios da atmosfera e a presença de uma área de baixa pressão atmosférica no norte da Argentina estimularam a formação das nuvens carregadas. 

A Climatempo alerta para temporais no oeste, sul e litoral do Paraná. Também estão sob risco todo o interior de Santa Catarina e o extremo norte do Rio Grande do Sul, incluindo a região serrana.

Áreas ao centro, norte e leste do Paraná, o litoral de Santa Catarina e o centro-oeste do Rio Grande do Sul podem ter pancadas de chuva de intensidade moderada a fortes.

Na Grande Curitiba e na Grande Florianópolis, há risco de pancadas de chuva moderadas a fortes. Não há previsão de chuva intensa na região da Grande Porto Alegre.

Semana tem tempo instável no Sul

No decorrer desta semana, ventos marítimos vão predominar sobre a região Sul, injetando umidade. Não há previsão de queda de temperatura relevante, de acordo com a Climatempo.

As pancadas de chuva vão continuar ocorrendo nos três estados e há risco de chuva forte, especialmente nas áreas no oeste da região e na fronteira com o Paraguai e com a Argentina.



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Brasil e Japão fecham acordo que garante exportação de frango



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu nesta terça-feira (25) com o ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Taku Eto. Após o encontro, o ministro japonês confirmou a aprovação da regionalização do Certificado Sanitário Internacional (CSI) para influenza aviária por município.

Desta forma, as restrições de exportação dos produtos de frango e ovos ficam limitadas apenas aos municípios onde houver detecção de focos da gripe aviária, e não mais o estado todo.

“Essa medida garante maior segurança e previsibilidade nas exportações de carne de frango brasileira para o Japão, beneficiando produtores e fortalecendo a relação comercial entre os dois países”, declarou o ministro Fávaro .

O Brasil é líder nas exportações de frango para o mundo, respondendo por 35% do mercado global.

Carne bovina

Ainda na reunião, foi confirmada a visita de especialistas japoneses em saúde animal para avaliar o sistema brasileiro. Esse passo é essencial para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira e para a ampliação do acesso da carne suína, que atualmente é restrita ao estado do Paraná.

Durante o encontro, os ministros também assinaram uma carta de intenções para fortalecer a cooperação na recuperação de pastagens degradadas no Brasil, em apoio ao Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD).

O acordo prevê o desenvolvimento de projetos conjuntos para aumentar a produtividade e a sustentabilidade, utilizando solos e bioestimulantes fornecidos por parceiros público-privados dos dois países.

“Com foco na recuperação de até 40 milhões de hectares de pastagens, nosso programa visa dobrar a produção sem precisar derrubar uma árvore sequer no Cerrado ou na floresta”, pontuou Fávaro.



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Micronutrientes essenciais para o milho na safrinha



“A safrinha de milho exige manejo nutricional estratégico”



O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais
O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais – Foto: USDA

A nutrição equilibrada é fundamental para o sucesso da safrinha de milho, e os micronutrientes desempenham um papel decisivo na produtividade. Segundo Djalma Pinho, Executivo de Vendas B2B especializado em micronutrientes, além dos macronutrientes como Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), elementos como Zinco, Boro, Manganês e Cobre são essenciais para o desenvolvimento da cultura e a formação de grãos de qualidade.  

“A safrinha de milho exige manejo nutricional estratégico para garantir produtividade e rentabilidade. Além dos macronutrientes (N, P, K), os micronutrientes desempenham um papel fundamental no desenvolvimento saudável da cultura”, afirma.

O zinco (Zn) estimula o crescimento radicular e participa da produção de enzimas vitais, evitando atraso no florescimento e redução no tamanho das plantas. O boro (B) é indispensável para a polinização e o enchimento de grãos, prevenindo espigas malformadas. Já o manganês (Mn) atua na fotossíntese e no metabolismo dos carboidratos, garantindo maior vigor à lavoura. Além disso, o cobre (Cu) fortalece os caules ao participar da formação da lignina, reduzindo o risco de acamamento e proporcionando maior resistência estrutural.  

Para um manejo eficiente, é essencial realizar uma análise de solo para verificar possíveis deficiências e utilizar fertilizantes granulados com micronutrientes para garantir uma nutrição equilibrada. O monitoramento da lavoura também é indispensável para identificar precocemente sinais de carências nutricionais e evitar impactos negativos na produtividade.  Com um plano nutricional adequado, o milho safrinha pode expressar seu máximo potencial produtivo, garantindo rentabilidade e competitividade no mercado.

 





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