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No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o tom hawkish da Ata do Copom, reforçando o compromisso com a inflação e indicando que a alta da Selic pode continuar.
O Ibovespa subiu 0,57%, enquanto o dólar caiu, acompanhando o recuo da moeda americana no exterior. No radar, seguem as incertezas sobre tarifas nos EUA e negociações para um cessar-fogo na Europa Oriental. Hoje, o foco é o déficit em conta corrente no Brasil, projetado em US$ 9 bilhões.
Durante o lançamento do projeto multiplataforma Memórias do Brasil Rural, o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, ressaltou a importância da iniciativa e destacou que o projeto espelha a trajetória do país.
“Quando a gente retrata a história do Brasil rural, estamos falando da história do nosso país, de todas as dificuldades, superações e conquistas que transformaram o Brasil nesse celeiro do mundo”, declarou Alckmin.
“O Brasil é hoje um dos grandes produtores do mundo, um grande exportador de proteína animal e vegetal. Temos uma agricultura das mais competitivas do mundo, na vanguarda da ciência e da tecnologia”, completou.
Alckmin falou sobre a importância do agronegócio para o desenvolvimento nacional. “A primeira indústria brasileira, da cana-de-açúcar, nasceu do agro. O agro sempre esteve na vanguarda de todos os avanços do nosso país”, afirmou.
O lançamento do projeto foi na noite desta terça-feira (25), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. A cerimônia foi prestigiada por personalidades históricas do setor. Estiveram presentes Eliseu Alves, fundador da Embrapa; Gabriel Garcia Cid, presidente da ABCZ; e Elizabeth Obino Cirne Lima, subsecretária do Parque de Exposições Assis Brasil, que representou o ex-ministro da Agricultura e fundador da Embrapa Cirne Lima.
Também estiveram no lançamento os presidentes dos parceiros do projeto: Julio Cargnino, do Canal Rural, e João Martins, da CNA, enquanto a presidente da Embrapa,Silvia Massruhá participou enviando um video, sendo representada pelo diretor de Governança e Informação da entidade, Alderi Emídio de Araújo. O evento contou ainda com a presença da senadora Tereza Cristina (PP-MS).
A iniciativa tem o objetivo de digitalizar e recuperar conteúdos históricos do acervo do Canal Rural e de entidades parceiras, criando o primeiro acervo audiovisual integrado do agronegócio brasileiro, com registros históricos, depoimentos de personalidades e materiais de famílias de produtores rurais. A série pretende mostrar a construção do agronegócio no Brasil.
O primeiro episódio do Memórias do Brasil Rural será veiculado hoje (26), às 18h, no Canal Rural.
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Foto: Canva
De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, a cotação das fêmeas registrou alta em São Paulo devido à redução da oferta e escalas de abate mais curtas, que, em média, estão em sete dias úteis. Com isso, os preços subiram R$ 2,00 por arroba, enquanto o boi gordo manteve estabilidade.
No oeste do Maranhão, a escassez de oferta também pressionou as cotações para cima, com todas as categorias registrando valorização de R$ 2,00 por arroba. A escala de abate, em média, foi reduzida para cinco dias.
No Espírito Santo, a retenção da boiada por parte dos vendedores, que aguardam preços mais altos, contribuiu para a elevação da arroba do boi gordo em R$ 2,00. No sudeste de Rondônia, as escalas de abate encurtaram para cerca de sete dias.
No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura seguem em alta. Até a terceira semana de março, foram embarcadas 163,3 mil toneladas, com média diária de 12,6 mil toneladas, um crescimento de 51,1% em relação ao mesmo período de 2024. O preço médio da tonelada subiu 7,8% na comparação anual.
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Um desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística – Foto: Divulgação
O Rabobank, por meio da analista setorial de grãos e oleaginosas Marcela Marini, destacou em seu relatório a crescente participação do biodiesel na matriz energética brasileira e seus impactos no setor de soja. Desde 2008, a mistura de biodiesel no diesel aumentou de 2% para 14% em 2024, impulsionando a produção local. Com a legislação sancionada em outubro de 2024, que prevê um aumento anual de 1% na mistura até atingir 20% em 2030, a necessidade de esmagamento adicional de soja se torna evidente para suprir a demanda por óleo vegetal.
Esse crescimento na capacidade de esmagamento será sustentado pela maior demanda por óleo de soja, mas trará desafios ao mercado de farelo de soja. Com o aumento da oferta, os preços do farelo devem sofrer pressão de queda, tornando essencial a atração de compradores exportadores. Ainda assim, o óleo de soja deverá ganhar relevância na composição das margens de esmagamento, tornando-se um fator estratégico para o setor.
A RaboResearch projeta que a produção brasileira de soja pode alcançar 185 milhões de toneladas métricas até 2030, garantindo suprimentos suficientes para atender à demanda interna crescente. Além disso, fatores externos, como a possível redução das importações chinesas e as restrições impostas pela Regulamentação Europeia de Desmatamento (EUDR), podem limitar o crescimento das exportações do complexo de soja, aumentando a importância do mercado doméstico.
Outro desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística, cuja falta de investimentos pode restringir a capacidade de escoamento para exportação. Diante desse cenário, a demanda interna mais forte ajudaria a equilibrar o setor. Para viabilizar essa expansão, será essencial a continuidade das políticas governamentais de incentivo e o engajamento do setor privado, reduzindo os riscos para investimentos adicionais na capacidade de esmagamento.
O Fundecitrus participou, na última semana, da 65ª edição do Curso de Habilitação de Responsáveis Técnicos para Emissão de Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC), em Campinas (SP).
O treinamento foi promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em conjunto com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), e com o Instituto Biológico (IB). O curso, que é direcionado para credenciar engenheiros-agrônomos e florestais, aborda as normas de certificação fitossanitária de origem e de origem consolidada, trânsito de plantas ou de produtos vegetais, legislações sobre o Sistema de Mitigação de Risco (SMR), cancro cítrico e greening, além das pragas de requisito de exportação e normas para atendimento a diretiva europeia.
A programação do curso contou com diversas palestras que trataram desde orientações gerais sobre as normas de certificação até orientações específicas sobre pragas quarentenárias presentes (PQP’s) e pragas de interesse de países importadores, com foco na cadeia produtiva de citros.
O engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Arthur Tomaseto abordou, em sua palestra, a identificação e controle do greening. “Essa troca de conhecimento com os técnicos é muito importante, pois são eles que vão levar a informação aos produtores de citros de forma assertiva e conscientizá-los da gravidade da doença. Conhecê-la bem ajuda a mitigar os riscos e impactos na citricultura”, explica.
Já a palestra da engenheira-agrônoma do Fundecitrus Jaqueline Della Vechia tratou sobre a gravidade do cancro cítrico, doença que pode gerar grandes prejuízos ao citricultor. “As lesões de cancro cítrico depreciam a qualidade dos frutos para o mercado in natura e restringem a comercialização da produção. Devido às cargas com frutos contaminados com cancro cítrico enviadas à Europa, o Brasil aumentou a fiscalização. Por isso, é essencial que os profissionais estejam capacitados para identificarem a doença”, afirma.
O Certificado Fitossanitário de Origem é uma ferramenta utilizada para evitar a entrada de pragas e doenças que possam impactar o meio ambiente e a economia em locais que não registraram suas ocorrências ou que já comprovaram estar livres e com suas disseminações controladas.
Com a crescente demanda por carne ovina no Brasil, pesquisadores e produtores voltam seus olhos para uma raça historicamente adaptada ao bioma do Pantanal: o ovino pantaneiro. Originário da região a partir de animais trazidos pelos europeus e moldado por séculos de seleção natural, esse animal tem se destacado como solução promissora para fortalecer a ovinocultura regional de forma sustentável.
Estudos liderados pela Embrapa Pantanal (MS), em parceria com a Embrapa Caprinos e Ovinos (CE), integram o projeto “Estratégias para o desenvolvimento de soluções genéticas para sistemas de produção de carne de ovinos no Brasil”. O foco está no melhoramento genético e no desenvolvimento de sistemas produtivos adaptados à realidade local.
“O ovino pantaneiro já possui alta adaptação, mas queremos garantir que ele tenha desempenho produtivo superior sem perder essas características naturais”, afirma a pesquisadora Adriana Mello.
As pesquisas envolvem a caracterização genética do rebanho, com ênfase na rusticidade, prolificidade e resistência a verminoses. Atualmente, os rebanhos são criados em sistemas extensivos, compartilhando espaço com bovinos e equinos em pastagens nativas — modelo semelhante ao do Semiárido nordestino.
Foto: Adriana Ribeiro/Embrapa
Mesmo com potencial produtivo, a cadeia enfrenta desafios. “Corumbá, que concentra o maior rebanho ovino de Mato Grosso do Sul, não tem abatedouro próprio. Isso dificulta a formação de uma cadeia produtiva organizada”, conta Mello. Para contornar esse problema, o governo estadual criou as Propriedades de Descanso de Ovinos para Abate (PDOA), viabilizando o abate coletivo.
Além disso, a falta de protocolos sanitários padronizados preocupa. Pesquisadores desenvolvem soluções para o controle de doenças tropicais, com alternativas naturais e protocolos regionais. “Muitos produtores aplicam vermífugos sem critérios, o que pode gerar resistência e afetar a produtividade”, alerta a pesquisadora.
O impacto socioeconômico é evidente. Produtores como João Pedro Rocha destacam a rentabilidade da carne ovina. “Ela tem valor de mercado superior à bovina e custo de produção menor. Com incentivos adequados, pode se tornar uma excelente fonte de renda”, diz.
Programas como o Proape Ovinos buscam estruturar a cadeia e facilitar o acesso de pequenos criadores ao mercado. Segundo o gestor da cadeia de ovinocultura do estado, Márcio Henrique Boza, o principal desafio atual é organizar a produção para atender à indústria e ao consumidor.
Foto: Raquel Brunelli/Embrapa
Como é o ovino pantaneiro
O ovino pantaneiro possui características únicas: porte médio, rusticidade, ausência de lã em partes do corpo sujeitas à umidade e precocidade reprodutiva. Os cordeiros, com peso médio de 3 kg ao nascer, chegam a 30–35 kg em cerca de cinco meses, prontos para o abate.
Com metade da carne ovina consumida no Centro-Oeste ainda vinda de fora, a valorização da produção local é estratégica. A carne do ovino pantaneiro, com potencial para nichos gourmet e rastreabilidade, pode fortalecer a presença da ovinocultura nacional no mercado interno e externo.
O futuro da raça depende de apoio técnico, políticas públicas e organização da cadeia. Com base científica e tradição histórica, o ovino pantaneiro surge como peça-chave para uma pecuária mais sustentável e rentável no coração do Brasil.
O Fundecitrus realizou, nesta quinta-feira (13), o Workshop Colheita Produtiva
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Foto: Fundecitrus
O Fundecitrus realizou, nesta quinta-feira (13), o Workshop Colheita Produtiva no auditório da Uniceres, em Monte Azul Paulista (SP). Cerca de 70 pessoas participaram do evento, entre engenheiros-agrônomos, citricultores, técnicos do setor e gestores de equipes de colheita.
O workshop abordou importantes mecanismos de produtividade da colheita, visando otimizar a prática no campo, e perspectivas para o uso de plataformas e máquinas e atualização do manejo de greening. “A boa gestão de equipes de colheita é fundamental para que os resultados desse trabalho tenham um incremento de produção, promovendo eficiência, qualidade e inovação dentro do pomar”, diz a especialista em processos no projeto Colhe+, Marcella Freitas. O encontro também levou atualizações sobre o manejo do greening e do psilídeo na região. “Esse encontro foi muito importante para reforçar as estratégias de manejo preconizadas pelo Fundecitrus na batalha contra o greening. A atualização constante é necessária para que as ações sejam coordenadas e realizadas de forma eficaz pelos produtores”, explica o engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Olavo Bianchi.
O Colhe+ é um projeto idealizado pelo Fundecitrus, em parceria com a empresa Move Agro, que busca promover o desenvolvimento da colheita de citros por meio da melhoria do processo de colheita manual e da busca de soluções mecanizadas e semimecanizadas para a citricultura.
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Foto: Fundecitrus
O 55º episódio do Fundecitrus Podcast discute o estudo que analisou a eficácia de inseticidas em populações de psilídeo provenientes de diferentes regiões do estado de São Paulo. O trabalho serviu como base para o desenvolvimento de uma importante plataforma do Fundecitrus, o Avalia Psilídeo, que contribui para o manejo do inseto nos pomares. A conversa é com o pesquisador do Fundecitrus Marcelo Miranda e com o autor do estudo, o engenheiro-agrônomo da instituição e ex-aluno do MasterCitrus — Programa de Mestrado Profissional em Fitossanidade dos Citros —, Olavo Bianchi.
Foi lançado nesta terça-feira (25), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, o projeto multiplataforma Memórias do Brasil Rural. A iniciativa, uma parceria do Canal Rural com a CNA e a Embrapa, e com apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), tem como objetivo criar o primeiro acervo audiovisual integrado do agronegócio brasileiro, reunindo registros históricos, depoimentos de personalidades e materiais de famílias de produtores rurais.
O evento contou com a presença do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, além de autoridades, lideranças do setor e alguns dos personagens que serão retratados na série documental.
Foto: Canal Rural
O Memórias do Brasil Rural resgata e digitaliza conteúdos do Canal Rural e de instituições parceiras, como a própria ABCZ, que fez uma doação expressiva de imagens raras. Além disso, os materiais serão editados em versões reduzidas para exibição ao longo da programação do Canal Rural.
A série documental terá como fio condutor os relatos de grandes nomes do agronegócio brasileiro. O primeiro episódio será protagonizado por Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura. Também fazem parte da temporada inaugural João Martins, Carminha Missio, Francisco Turra, Eliseu Alves, Cirne Lima e José Humberto Martins. Ao final de cada capítulo, os entrevistados projetam os desafios e as metas do agro para o futuro.
A cerimônia foi prestigiada por personalidades históricas do setor. Estiveram presentes Eliseu Alves, fundador da Embrapa; Gabriel Garcia Cid, presidente da ABCZ; ; e Elizabeth Obino Cirne Lima, subsecretária do Parque de Exposições Assis Brasil, que representou o ex-ministro da Agricultura e fundador da Embrapa Cirne Lima.
O presidente do Canal Rural, Julio Cargnino
Também esteve no lançamento os presidentes dos parceiros do projeto: Julio Cargnino, do Canal Rural, e João Martins, da CNA, enquanto a presidente da Embrapa,Silvia Massruhá participou enviando um video, sendo representada pelo diretor de Governança e Informação da entidade, Alderi Emídio de Araújo. O evento contou ainda com a presença da senadora Tereza Cristina (PP-MS).
A senadora Tereza Cristina e o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin
Em sua fala, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, elogiou a iniciativa e destacou a importância de preservar a história de quem ajudou a construir a pujança do agronegócio brasileiro.
O projeto foi celebrado como um marco para a memória do campo. Segundo os organizadores, o objetivo é tornar o acervo uma referência para produtores, pesquisadores, estudantes e o público em geral. A expectativa é que o Memórias do Brasil Rural também contribua para aproximar o campo da cidade, humanizando o agro por meio de suas histórias reais e emocionantes.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Itaipu Binacional e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops/ONU) assinam na quarta-feira (26), em Ponta Grossa (PR), acordo de cooperação para reforma e modernização de armazéns graneleiros da Conab no Paraná e em Mato Grosso do Sul.
Em nota, a Conab disse que o projeto contará com um investimento de R$ 55 milhões da Itaipu Binacional e prevê a realização de diagnósticos dos armazéns da companhia em Rolândia (PR), Cambé (PR) e Maracajú (MS), além de desenvolvimento dos projetos executivos e reforma da unidade de Ponta Grossa (PR).
“A reforma permitirá que o armazém em Ponta Grossa volte a operar em seu potencial máximo, armazenando até 420 mil toneladas de grãos. Hoje, a capacidade está em 300 mil toneladas”, disse a estatal em nota.
Participam do evento, a partir das 10 horas, o diretor-presidente da Conab, Edegar Pretto, o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, e o representante do Unops no Brasil, Fernando Barbieri.