quinta-feira, junho 25, 2026

Agro

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Colheita de soja atinge 95% no Paraná



A colheita da safra 2024/25 de soja no Paraná alcançou 95% da área cultivada de 5,768 milhões de hectares, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do estado.

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No entanto, apesar de uma leve redução em relação à safra anterior, que contou com 5,766 milhões de hectares plantados, a produtividade apresentou crescimento significativo, trazendo otimismo para o setor.

Boas condições das lavouras de soja

Segundo o Deral, 91% das lavouras do estado se encontram em boas condições, enquanto apenas 1% está em situação média. Esses números demonstram uma melhora em relação ao relatório anterior, publicado em 24 de março, quando 90% das plantações estavam classificadas como boas e 10% em condição média. Naquele momento, a colheita havia atingido 90% da área total.

O ciclo da cultura também apresenta avanços. Atualmente, 96% das lavouras estão na fase de maturação e apenas 4% em frutificação. Na semana anterior, esses percentuais eram de 92% e 8%, respectivamente, indicando que a colheita está na reta final.

Aumento da produtividade e impacto econômico

A produtividade da soja na safra 2024/25 foi estimada em 3.652 quilos por hectare, superando os 3.206 quilos registrados na safra 2023/24. Essa melhoria resultou em uma projeção de produção total de 21,058 milhões de toneladas, representando um crescimento de 14% em comparação com as 18,545 milhões de toneladas colhidas na safra passada.

O aumento da produtividade reflete condições climáticas favoráveis e avanços tecnológicos na produção. Fatores como o uso de sementes mais resistentes, aprimoramento nas práticas de manejo e investimentos em infraestrutura têm sido fundamentais para essa evolução.

Mercado e perspectivas para os produtores

Com a colheita avançando e os bons resultados em produtividade, os produtores paranaenses observam com atenção o mercado. O preço da soja, influenciado pelo cenário internacional e pela demanda da China, principal importadora do grão brasileiro, será determinante para a rentabilidade da safra.

Especialistas do setor acreditam que a combinação de boa produtividade e demanda externa consistente pode garantir margens positivas para os produtores, apesar da volatilidade dos preços nas bolsas de commodities.



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Recuperações judiciais no agro quase triplicam em 2024


O setor agropecuário brasileiro registrou 1.272 pedidos de recuperação judicial em 2024, segundo levantamento da Serasa Experian. O número representa a soma de solicitações feitas por produtores rurais atuando como pessoa física e jurídica, além de empresas do setor. O total quase triplicou em relação a 2023, quando foram registrados 534 pedidos.

De acordo com Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, diversos fatores impactaram a saúde financeira do setor, especialmente entre os produtores mais alavancados. “A alta da taxa de juros, aliada ao aumento dos custos de produção com insumos agrícolas – que ficaram mais caros devido à inflação e à desvalorização cambial –, foram alguns dos desafios principais e, para além disso, tivemos o agravante das adversidades climáticas”, explica.

A análise trimestral também apontou crescimento. No quarto trimestre de 2024, o setor registrou 320 pedidos de recuperação judicial, contra 254 no terceiro trimestre. Segundo Pimenta, a variação confirma um represamento de solicitações no terceiro trimestre. “O aumento registrado nos últimos três meses do ano comprova a estimativa de represamento que aconteceu no terceiro trimestre, quando a quantidade de pedidos caiu. Então, no último recorte de 2024 é possível confirmar uma amostragem com o patamar real de requisições. Ainda assim, apesar da alta, é preciso ponderar o número absoluto de solicitações, que é pequeno se considerarmos um universo com cerca de 1,4 milhão de produtores que tomaram crédito rural durante os últimos dois anos no país.”

Os produtores rurais que atuam como pessoa física somaram 566 pedidos em 2024, um aumento significativo em relação aos 127 registrados em 2023. O número também cresceu entre o terceiro e o quarto trimestre, com alta de 32,1%. Do total de solicitações feitas ao longo do ano, 224 foram realizadas por arrendatários ou grupos econômicos ligados ao setor. Entre os proprietários, os grandes responderam por 132 pedidos, os pequenos por 113 e os médios por 97. O levantamento destacou Mato Grosso e Goiás como os estados com maior número de requerimentos.

Os pedidos feitos por produtores rurais que atuam como pessoa jurídica também apresentaram alta. Em 2024, foram 409 solicitações, contra 162 no ano anterior. A tendência de crescimento foi confirmada pela análise trimestral, com um aumento de 19,6% entre o terceiro e o quarto trimestre. Entre os setores mais impactados, o cultivo de soja liderou com 222 pedidos, seguido pela criação de bovinos (75), cultivo de cereais (49), cultivo de café (16) e cultivo de algodão e outras fibras de lavoura temporária (10). Mato Grosso e Goiás também lideraram a demanda nesse segmento.

As empresas relacionadas ao agronegócio registraram 297 pedidos de recuperação judicial em 2024, frente a 245 em 2023. No comparativo trimestral, o quarto trimestre apresentou um crescimento de 25% em relação ao terceiro. O setor de agroindústrias de transformação primária concentrou o maior número de pedidos (73), seguido pelos serviços de apoio à agropecuária (64), indústrias de processamento de agroderivados (58), comércio atacadista de produtos agropecuários primários (33) e revendedores de insumos agropecuários (32). Os estados com maior número de solicitações foram São Paulo e Paraná, seguidos por Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A Serasa Experian destacou que o uso de ferramentas de análise de risco pode reduzir os impactos da inadimplência no setor. O Agro Score, solução da empresa para prever riscos financeiros no agronegócio, apontou que os produtores que pediram recuperação judicial apresentavam sinais de instabilidade financeira anos antes da solicitação. “Usar análises mais criteriosas para conceder linhas de crédito protege o mercado da realização de financiamentos com perfis economicamente instáveis, diminuindo riscos e fomentando a regulamentação da saúde financeira no setor”, conclui Marcelo Pimenta.

O levantamento da Serasa Experian foi baseado em dados de processos de recuperação judicial registrados nos tribunais de justiça de todos os estados brasileiros. A análise considerou produtores rurais de diferentes portes, atuando como pessoa física ou jurídica, além de empresas do setor com Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE) vinculada ao agronegócio.





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vento tomba carreta e atrapalha pouso de avião; veja os vídeos



A frente fria que segue avançando pela costa brasileira, e que causa pancadas de chuva na manhã de hoje em algumas partes do Sul do país, fez estragos e quase provocou tragédias na região. Em Porto Alegre (RS), uma carreta tombou com a força do vento durante o temporal que atingiu a cidade nesta segunda-feira (31). O caso aconteceu na chamada nova ponte do Guaíba, que liga a capital gaúcha às demais cidades da Região Metropolitana. Um vídeo foi gravado por motoristas que passavam pelo local no momento do acidente.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o condutor da carreta teve ferimentos leves.

Avião fora da pista

No Oeste de Santa Catarina, um avião da Latam não conseguiu pousar na pista do aeroporto de Chapecó e conseguiu parar apenas na área de grama do aeródromo. O Airbus A319, de matrícula PR-MYM, operava o voo LA3276, proveniente do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).

Durante a primeira aproximação, a aeronave arremeteu devido à baixa visibilidade. Algum tempo depois, o avião conseguiu pousar pela cabeceira 29, porém, não conseguiu parar completamente, ultrapassando a cabeceira 11 e saindo alguns metros além da pista na hora do pouso. Passageiros gravaram o momento da aterrisagem.

No momento do incidente havia chuva na região, com tempestade e nuvens pesadas à 3 mil pés de altura informaram os institutos de meteorologia. Apesar do susto, ninguém se feriu.

Como fica o tempo hoje

Na região Sul, a chuva atinge desde cedo o Norte do Rio Grande do Sul e as instabilidades chegam a partir da tarde em Santa Catarina e no Paraná, podendo vir com intensidade moderada a forte e acompanhada por raios. Com o deslocamento do sistema, uma massa de ar frio se aproxima do RS, e o dia deve começar com temperaturas mais baixas, principalmente na metade sul do estado.

Além da chuva, destaque para o vento, com rajadas que sopram entre 40 e 50 km/h no centro-sul do RS.

Sudeste

Dia de sol e temperaturas elevadas em todos os estados da região. Em São Paulo, metade sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo, a partir da tarde, a condição para pancadas de chuva aumenta e pode vir acompanhada por trovoadas. No norte do Espírito Santo e nordeste mineiro, chove de forma isolada devido à infiltração marítima.

Centro-Oeste

A terça-feira será mais nublada devido ao forte transporte de umidade da faixa Norte do Brasil. Alerta para temporais na faixa sul e oeste do Mato Grosso do Sul e faixa oeste do Mato Grosso. Para o restante da região, a previsão é de pancadas de chuva, mas que chegam com intensidade moderada. Para Goiás, a chuva ganha força na divisa com Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; na parte mais central do estado e também no Distrito Federal, a chuva será mais pontual e em forma de pancadas.

Nordeste

Dia de sol entre nuvens e com alerta para temporais entre a faixa litorânea do Maranhão e o Ceará. Nas demais áreas da região, o sol predomina e chove na forma de pancadas sobre a costa leste do Nordeste. No interior, entre a Paraíba e o norte da Bahia, a umidade relativa do ar ficará abaixo dos 30% nos horários mais quentes do dia.

Norte

A chuva acontece a qualquer hora do dia no Acre, Amazonas e Rondônia, onde há previsão de temporais. No Amapá, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece a formação de nuvens carregadas, assim como no norte do Pará, com alerta para temporais. Nas demais áreas paraenses, a chuva pode vir acompanhada por trovoadas e ocorrer de forma mais irregular no Tocantins.





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prêmios em Santos e Paranaguá ainda sustentam preços



Prêmios da soja recuam na semana, mas seguem valorizados em relação a 2023




Foto: Divulgação

Os prêmios da soja apresentaram queda na última semana. Segundo análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (31), no Porto de Santos, o contrato corrente encerrou o período com média de ¢US$ 89,75/bu, recuo de 12,86% em relação à semana anterior. Em Paranaguá, a desvalorização foi ainda mais acentuada, com o indicador fechando em ¢US$ 61,25/bu, uma queda de 19,93%.

Apesar da retração semanal, os prêmios permanecem superiores aos registrados no mesmo período de 2023. Em Santos, a valorização acumulada chega a 371,05%, enquanto em Paranaguá o aumento é de 306,76%. O crescimento reflete a maior demanda pela soja brasileira nos portos, impulsionada pelo aumento dos conflitos comerciais entre China e Estados Unidos.

O levantamento do Imea também destacou que os prêmios negociados para março de 2025 atingiram os maiores patamares desde outubro de 2024. Além disso, mesmo com a estabilidade nas cotações da soja em Chicago e a desvalorização do dólar, os prêmios seguiram sustentando os preços da oleaginosa no Brasil.





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Declaração pré-preenchida do Imposto de Renda já está disponível



Após duas semanas com informações parciais, a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) está disponível com dados completos a partir desta terça-feira (1). O atraso ocorreu por causa da greve dos auditores-fiscais da Receita Federal.

Também a partir de hoje, está disponível a declaração pelo celular e pelo Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC). Alternativas ao programa gerador do Imposto de Renda, os dois recursos de preenchimento também atrasaram por causa da greve.

Além de acelerar o preenchimento da Declaração do Imposto de Renda, a versão pré-preenchida dá prioridade no recebimento da restituição.

Com todos os dados disponíveis, os contribuintes terão acesso automático às seguintes informações:

  • Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf);
  • Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob);
  • Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed);
  • Carnê-Leão Web.
  • rendimentos isentos decorrentes de moléstia grave;
  • códigos de juros;
  • restituições recebidas no ano-calendário.
  • saldos bancários;
  • investimentos;
  • imóveis adquiridos;
  • doações realizadas no ano-calendário;
  • criptoativos
  • contas bancárias e ativos no exterior;
  • contribuições para a previdência privada.

Na etapa inicial de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2025, a Receita fornecia a declaração pré-preenchida apenas com os dados da Dirf, da Dimob, da Dimed e do Carnê-Leão Web. Outros dados foram acrescentados nos últimos dias, mas a declaração pré-preenchida ainda não estava completa.

Declaração por celular

A declaração pelo celular e feita por meio do aplicativo do Meu Imposto de Renda, sem a necessidade de baixar o programa no computador. O site do e-CAC também foi atualizado para permitir o preenchimento e o envio on-line.

A Receita Federal pretende substituir o programa gerador da declaração (PGD), baixado nos computadores, pelo preenchimento on-line e por dispositivos móveis. No entanto, o Fisco ainda não forneceu uma data para a descontinuidade do PGD.

“A gente tem investido muito forte na solução do Meu Imposto de Renda. Em algum momento vamos acabar com o PGD em prol dessa solução online, que é mais segura”, afirmou o supervisor nacional do Imposto de Renda, José Carlos Fonseca.

Prazo

O prazo de envio da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2025 começou em 17 de março e vai até 30 de maio, às 23h59min59s.

A Receita recomenda aos contribuintes que tenham toda a documentação em mãos para comparar com os dados fornecidos na pré-preenchida. Em caso de divergências, o contribuinte deve preencher as informações dos documentos.

A Receita Federal espera receber, neste ano, 46,2 milhões de declarações. O número representa alta de quase 7% em relação ao número de entregas em 2024.



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Decida o seu pesquisador favorito ao Prêmio Personagem Soja Brasil!



A votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil já está aberta e três pesquisadores estão concorrendo. Para votar no seu favorito, basta acessar o link. Se você ainda não decidiu em quem votar, conheça um pouco mais sobre cada um dos indicados e suas trajetórias no mundo da pesquisa:

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Indicados ao Prêmio Personagem Soja Brasil

Anderson Cavenaghi é engenheiro agrônomo com doutorado em proteção de plantas pela FCA/UNESP, na cidade de Botucatu-SP, e é especialista no uso de herbicidas e no controle de plantas daninhas. Atualmente, ele atua como pesquisador na UNIVAG, em Mato Grosso, onde desenvolve estudos focados no manejo de plantas daninhas nas principais culturas do Cerrado.

Já Cecilia Czepak é formada em agronomia e professora na Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás, com 26 anos de experiência na área educacional. Sua pesquisa e atuação se concentram no manejo integrado de pragas, um tema crucial para os produtores de soja. Cecilia é uma das grandes referências na formação de novos profissionais e no avanço do conhecimento que ajuda os agricultores a protegerem suas lavouras de maneira eficiente e sustentável.

Por fim, Julio Cezar Franchini é pesquisador da Embrapa Soja, onde se especializa nos desafios relacionados à produtividade, qualidade e sustentabilidade dos sistemas de produção de soja. O trabalho de Julio é focado na inovação e na melhoria contínua dos processos agrícolas, garantindo que a produção de soja no Brasil seja cada vez mais eficiente, sustentável e competitiva no cenário mundial.

Participe, vote e apoie o pesquisador que mais representa a inovação e a evolução da soja brasileira!



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OCDE convida Brasil para grupo de sistemas alimentares



O Brasil foi convidado a integrar o Grupo de Cooperação em Pesquisa sobre Sistemas Alimentares e Agricultura (CRP) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A adesão está em fase de formalização, com uma carta assinada pelo ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, expressando o interesse do país em participar do grupo.

O CRP tem como objetivo fomentar a inovação e a pesquisa científica, fornecendo subsídios para a formulação de políticas públicas e promovendo a cooperação internacional entre cientistas e instituições de pesquisa.

O Brasil é o primeiro país não membro da OCDE a receber esse convite, um reconhecimento à excelência da pesquisa agropecuária nacional, liderada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), universidades e outros centros de pesquisa do país. A participação brasileira poderá ampliar o intercâmbio de conhecimento com países de agricultura tropical e fortalecer a visibilidade da ciência nacional no cenário global.

Entre os principais benefícios da adesão ao CRP, destacam-se o acesso a uma ampla rede de colaboração científica, o financiamento de workshops, conferências e publicações, além da possibilidade de bolsas de estudo para pesquisadores brasileiros. A parceria poderá contribuir com a imagem da agricultura nacional, fornecendo evidências científicas que comprovem a eficiência e a sustentabilidade dos sistemas produtivos brasileiros dentro do escopo da OCDE.

A adesão ainda depende de algumas etapas, mas, uma vez concluída, permitirá que instituições brasileiras aproveitem os recursos e oportunidades oferecidos pelo grupo.

O CRP tem um papel estratégico no fortalecimento do conhecimento científico, apoiando a formulação de políticas voltadas à sustentabilidade da agricultura, segurança alimentar, pesca e florestas. Suas iniciativas incluem estudos sobre mudanças climáticas e o impacto do comércio global nos sistemas agroalimentares, sempre com foco na cooperação internacional e no desenvolvimento sustentável.



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Certificados Sanitários com assinatura eletrônica chegam a mais de 100 mil solicitações



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o sistema de assinatura eletrônica para emissão de Certificados Sanitários Nacionais (CSN) para o trânsito no território nacional de produtos de origem animal atingiu a marca de mais de 100 mil solicitações.

O CSN foi implementado pelo Mapa em abril de 2024 com o objetivo de agilizar e facilitar a rastreabilidade e segurança no processo de certificação dos produtos. O primeiro Certificado Sanitário Nacional assinado eletronicamente ocorreu no dia 3 de abril de 2024.

“Essa marca de 100 mil assinaturas mostra que a certificação eletrônica é um passo fundamental para o crescimento do agro. Queremos avançar cada vez mais e trazer mais modernidade para facilitar o trabalho dos produtores rurais”, ressaltou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

A ferramenta foi desenvolvida em conjunto entre a Subsecretaria de Tecnologia da Informação (TI) e a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA). Das 100.118 mil solicitações, mais de 97 mil já foram efetuadas. O tempo médio de análise é de dois dias.

“Menos burocracia significa otimização de tempo e custos, o que se reflete em competitividade e em uma série de benefícios que vão além das empresas, alcançando o consumidor final. Estas mudanças colocam o Brasil na vanguarda da produção de proteína animal, preparando o país para reforçar seu papel na segurança alimentar global”, disse o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

Antes, o CSN era emitido em papel, em um processo longo onde o documento tinha que ser impresso, carimbado e assinado pelo Auditor Fiscal Federal Agropecuário (AFFA) do Mapa e transportado fisicamente da certificadora para o destinatário. Com a implementação da assinatura digital, o tempo de espera foi eliminando e os custos logísticos reduzidos.

Com a versão online, a pessoa jurídica acessa o parecer online, uma vez que tem acesso ao documento emitido de forma imediata e podem realizar a sua impressão para apresentação aos órgãos de fiscalização do Brasil. Além da assinatura eletrônica, os certificados contam ainda com código de autenticidade e com QR Code, permitindo mais segurança na checagem da veracidade do documento.

Certificado Sanitário

Para que as exportações de produtos de origem animal ocorram é necessário que o Brasil emita o Certificado Sanitário, que é o documento oficial que atesta o cumprimento dos requisitos sanitários do Brasil e do país importador, englobando a rastreabilidade, a inocuidade e a segurança do produto.

Existem dois tipos de certificados sanitários, sendo um deles o CSN, que possui a função de acompanhar os produtos quando estes transitam dentro do território nacional.

O procedimento de certificação é executado pelos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs) com formação em medicina veterinária, atuantes no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) e na Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) ambos da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, tendo como objetivo assegurar o cumprimento e a manutenção dos requisitos de saúde animal e de saúde pública, para evitar a disseminação, o surgimento e o ressurgimento de doenças animais, bem como garantir que o alimento de origem animal seja seguro para o consumo da população brasileira e mundial.



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Safra 2024/25 encerra com preços do açúcar em baixa e etanol valorizado



A safra 2024/25 de açúcar terminou oficialmente em 31 de março, e as cotações do cristal estiveram enfraquecidas no final do mês. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), na última semana de março, agentes de algumas usinas do estado de São Paulo estiveram mais flexíveis nos preços, negociando o tipo Icumsa 180 a valores menores, mas mantendo-se firmes para o tipo Icumsa 150.

De acordo com o Centro de Pesquisas, as médias do cristal praticadas no spot paulista oscilaram entre R$ 137,00 e R$ 139,00/saca de 50 kg. Já no balanço da temporada 2024/25 (de abril/24 a março/25), o Indicador Cepea/Esalq, cor Icumsa de 130 a 180, teve média de R$ 152,06/sc de 50 kg, fechando 4,73% abaixo da registrada no ciclo anterior (de R$ 159,62/sc – de abril/23 a março/24), em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI).

Etanol hidratado se valoriza 9,3% na safra 24/25

Levantamentos do Cepea mostram que os preços médios do etanol em São Paulo encerram a safra 2024/25 acima dos da temporada anterior. De abril de 2024 a março de 2025, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado teve média de R$ 2,6587/litro, forte alta de 9,3% em relação ao ciclo anterior, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-M de março).

Para o anidro (modalidade spot e contratos), a valorização foi de 7,8% em igual comparativo, à média de R$ 3,0007/l.

Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisa, a demanda pelo hidratado cresceu nos últimos meses do ciclo atual, com a boa vantagem competitiva nas bombas, fator que deu sustentação aos preços entre dezembro/24 e fevereiro/25.

Em termos de volume vendido pelas usinas paulistas, o total de etanol hidratado negociado cresceu 23,7% na safra 2024/25 frente à temporada anterior, conforme pesquisas do Cepea.



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Melão potiguar se destaca no cenário global


A exportação de melão do Rio Grande do Norte (RN) tem potencial para triplicar a produção nos próximos três anos, graças à entrada no mercado chinês.

Atualmente, a Europa é o principal destino do melão produzido no estado, com um total de 17 mil contêineres exportados por ano. Com a entrada do mercado chinês, o Rio Grande do Norte pode saltar de 17 mil/ano para 51 mil/ano contêineres de melão enviados ao exterior.

A China é o maior produtor mundial de melão, com média de 10 milhões de toneladas anuais, mas enfrenta queda na produção entre os meses de outubro e abril, em virtude das condições climáticas severas. 

Com isso, os chineses ficam sem produzir a fruta, o que abre excelente janela de oportunidade ao melão brasileiro. No entanto, a logística e os requisitos fitossanitários são alguns desafios que precisam ser superados no Rio Grande do Norte. 

“O mercado chinês tem condição de absorver o melão potiguar, desde que consigamos vencer as limitações impostas pela logística, de modo que a fruta chegue ao mercado chinês num período não superior a 30 dias”, destacou Fábio Queiroga, presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do RN (Coex), no ‘Workshop Melão Brasil China’, realizado em Mossoró.

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Missão na China fortalece parcerias

O melão produzido na área livre de Mossoró é a primeira fruta brasileira a ter autorização para comercializar com a China. Recentemente, a uva produzida no Vale do São Francisco também foi habilitada a exportar para o mercado chinês.

Anualmente, o Brasil produz 340 mil toneladas de melão, sendo o Rio Grande do Norte o maior produtor e exportador da fruta no país.

Para consolidar o comércio com os chineses, uma comitiva brasileira visitará Xangai entre os dias 12 e 20 de maio, buscando ampliar negócios e firmar novos contratos. Além disso, está prevista a participação de comitiva de compradores chineses à Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (Expofruit). 

O evento ocorrerá entre os dias 20 a 22 de agosto, na Estação das Artes Elizeu Ventania, em Mossoró. João Hélio Cavalcanti Júnior, diretor técnico do Sebrae/RN, reforçou a importância da inovação e da tecnologia para o sucesso da exportação.

 “O segredo é buscar na inovação e na tecnologia mecanismos para conseguir estender e retardar o processo de amadurecimento das frutas para conseguir contemplar o mercado chinês, que é muito exigente. O Sebrae é parceiro deste projeto desde o início, e assim permaneceremos, oferecendo consultorias, conhecimento técnico e estimulando acesso a novos mercados, como a China. É um desafio, sim, mas sabemos que é possível”, afirma João Hélio.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Três pessoas sentadas com o cenário de uma fazenda Três pessoas sentadas com o cenário de uma fazenda
João Hélio Cavalcanti Júnior, diretor técnico do Sebrae/RN, no estúdio do Porteira Aberta Empreender | Foto: Matheus Martins

João Hélio Cavalcanti Júnior, diretor técnico do Sebrae/RN, participou de uma prosa bem descontraída com os apresentadores do Porteira Aberta Empreender, em São Paulo, destacando a relevância das certificações dos produtos, especialmente para exportação. Em breve, a conversa será exibida no Canal Rural e também estará disponível no nosso canal no YouTube.

Além disso, no Porteira Aberta Empreender – uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae -, você descobre soluções, produtos, serviços e inovações para fortalecer seu empreendimento rural.

E se você, micro e pequeno produtor rural deseja abrir as porteiras do seu negócio, encontrou o lugar certo para tirar dúvidas, enviar sugestões e compartilhar sua história de empreendedorismo. Acesse aqui o nosso WhatsApp.

Quer saber mais?

Então, acompanhe as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo e aprenda a empreender de forma segura e responsável.



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