quarta-feira, maio 27, 2026

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Governo lança Programa Caminho Verde para recuperar 40 milhões de hectares



O governo Federal lançou nesta segunda-feira (28), em São Paulo, o Programa Caminho Verde Brasil e o segundo leilão do Eco Invest, durante coletiva de imprensa com os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; da Fazenda, Fernando Haddad; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

O Programa Caminho Verde Brasil prevê a recuperação de 40 milhões de hectares de áreas degradadas para uso exclusivo em agricultura sustentável no prazo de dez anos. A ação é coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com outros ministérios, instituições financeiras, autarquias federais e representantes do setor agropecuário.

Durante o evento, o ministro Carlos Fávaro destacou que a iniciativa vai além da recuperação de terras e representa uma estratégia de desenvolvimento sustentável para a agropecuária brasileira. “No início, tratávamos essa iniciativa como um simples plano de recuperação de áreas degradadas. Hoje, sabemos que ela tem um papel ainda maior: induzir o desenvolvimento de forma correta e sustentável”, afirmou.

O Eco Invest tem como meta mobilizar recursos para a recuperação de 1 milhão de hectares de terras degradadas nos biomas da Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. O primeiro leilão direcionado desse fundo marca o início da implementação prática do Caminho Verde Brasil.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou a importância da integração entre sustentabilidade e desenvolvimento econômico. Ele destacou que a agenda de recuperação ambiental no setor agropecuário já foi incorporada nas diretrizes dos últimos Planos Safra e deve ser intensificada nos próximos ciclos.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, explicou que o programa dialoga diretamente com os compromissos ambientais do Brasil, como a redução de emissões de carbono, o Plano Clima e a meta de desmatamento zero até 2030. “Utiliza instrumentos financeiros que possibilitam a recuperação de áreas já utilizadas e degradadas, promovendo a restauração do solo e a manutenção dos sistemas hidrológicos”, afirmou.

Atualmente, o Brasil utiliza cerca de 280 milhões de hectares para a agropecuária, dos quais 165 milhões são pastagens. Desse total, aproximadamente 82 milhões de hectares estão degradados. A meta é recuperar 40 milhões de hectares nos próximos dez anos, com apoio de novos leilões e parcerias internacionais.

Durante a coletiva, o assessor especial do Mapa, Carlos Ernesto Augustin, ressaltou que o Caminho Verde Brasil está saindo do papel graças à mobilização de diferentes setores e à estruturação do Eco Invest como instrumento de financiamento.

O evento também contou com a presença do secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron; da embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq; da chefe da representação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Annette Killmer; e do secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

O governo brasileiro segue em busca de novos investimentos internacionais para apoiar o programa e fortalecer o desenvolvimento sustentável no país.



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AgroNewsPolítica & Agro

como identificar o doença no arroz?



Doença do arroz pode causar perdas na lavoura


Foto: Pixabay

A podridão da bainha, doença causada pelo fungo Sarocladium oryzae, representa uma ameaça à produtividade e à qualidade dos grãos na cultura do arroz. O alerta é da engenheira agrônoma Gressa Chinelato, em uma publicação no Blog da Aegro.

Segundo Chinelato, os sintomas da doença se manifestam como “lesões alongadas e irregulares, com o centro cinza e margens de coloração marrom”. Inicialmente, esses sinais surgem na última bainha abaixo da folha bandeira, durante o período de emissão da panícula.

A engenheira agrônoma adverte que “as panículas emergidas de plantas com infecção ficam com coloração marrom e estéreis”. Em casos mais graves, a panícula pode sequer emergir da planta.

Para o manejo eficaz da podridão da bainha, Gressa Chinelato recomenda o “uso de variedades com resistência moderada”.





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Política de Transição Energética é lançada na Bahia


A Política e Programa de Transição Energética do Estado (Protener), foi sancionada pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, através da Lei n° 25.437/2024, com o objetivo de fortalecer a geração de energias renováveis no país, destacando o protagonismo do estado no segmento.

De acordo com a repórter, Simônica Capistrano, entre as diretrizes estabelecidas no texto aprovado estão a implantação de cadeias produtivas de agroenergia, de hidrogênio de baixa emissão de carbono e biocombustíveis renováveis sintéticos, o incentivo para pesquisas e inovações tecnológicas, além de estimular modelos mais eficientes de governança com a participação da sociedade civil. 

Na ocasião, o governador autorizou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) a promover a concessão ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI/Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia – Cimatec do uso do imóvel destinado à implantação do Projeto Cimatec Sertão – iniciativa que estimula a cultura do sisal para a produção de biomassa, que por sua vez, deve gerar etanol, localizado entre os municípios de Conceição do Coité e Araci. 

Também participaram da solenidade, o vice-governador do estado, Geraldo Júnior, o senador Otto Alencar, o vice-presidente da Goldwind Brasil, Roberto Veiga, o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, pesquisadores, representantes de organizações sociais e empresariais. 

“É uma data marcante. É a primeira lei do Brasil com essa dimensão, que inclui todos os tipos de energia, seja mineral, eólica, verde, solar. Vamos elaborar de imediato, um plano de ação, construído por diversas mãos, com responsabilidade ambiental e social e, a partir desse ato, padronizar as exigências legais do setor. Uma medida que reafirma o compromisso do Governo do Estado com políticas de incentivo a modelos de desenvolvimento econômico e social sustentáveis. O mundo está preocupado com isso e a Bahia não ficará para trás”, afirmou o governador.

Política e Programa de Transição Energética do Estado (Protener)Política e Programa de Transição Energética do Estado (Protener)
Foto: Matheus Landim

Marco regulatório

Para o secretário da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Eduardo Sodré Martins, a lei é um marco regulatório para os próximos 30 anos, que visa transformar o estado em referência nacional em energia limpa.

“Agora, o nosso foco é garantir a efetiva aplicação desta política, pavimentando o caminho para um futuro energético mais sustentável. Para isso, vamos construir um arcabouço legal jurídico, técnico, para que a gente atraia novos investimentos com segurança jurídica, tecnicidade e legislação ambiental aplicável, envolvendo o poder público, empresarial, o ambiental e a sociedade civil”, afirmou o secretário.

Do ponto de vista econômico e de geração de emprego e renda, a lei também prevê atração de investimentos para complexos industriais verdes, capacitação de mão de obra para empregos na nova economia, inclusão da agricultura familiar na cadeia de biocombustíveis e a implantação de microrredes de energia em comunidades isoladas, como pontuou o secretário de desenvolvimento econômico, Angelo Almeida. 

“O Protener será um aliado do Estado para a geração de empregos verdes, crescimento econômico com sustentabilidade, reduzindo desigualdades regionais. Por isso, todo o Estado precisa fortalecer a justiça social, a educação, a saúde e a infraestrutura. Tenho certeza do futuro promissor da transição energética justa e inclusiva que nós temos e vamos continuar perseguindo para trazer riqueza, renda e uma vida mais digna para a população”, avaliou Almeida. 

A primeira Política e Programa de Transição Energética do Estado, foi lançada na tarde da última quinta-feira (24), conduzida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente. 


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São Paulo expande grupo especializado para reforçar segurança no campo


O governo de São Paulo anunciou a expansão do Grupo de Investigação em Área Rural (Giar) para todas as regiões do estado. A portaria que oficializa a ampliação foi assinada nesta segunda-feira (28), durante a Agrishow, feira agrícola realizada em Ribeirão Preto (SP).

O Giar é uma equipe da Polícia Civil especializada em atender ocorrências de crimes contra o patrimônio em áreas rurais. Criado inicialmente em Botucatu e Itatinga, o grupo será agora vinculado às Divisões Especializadas de Investigações Criminais (Deic) e às Delegacias Seccionais dos Departamentos de Polícia Judiciária do Interior (Deinter) em todas as regiões paulistas.

De acordo com o governo, os agentes do Giar serão responsáveis por investigações, operações e ações de cooperação com outros órgãos de segurança pública, além de manter diálogo constante com empresas, cooperativas, produtores e trabalhadores rurais.

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que a experiência em Botucatu demonstrou a necessidade de expandir o grupo. “Essa equipe será um ponto focal em cada região para conversar com o setor produtivo, aumentando a segurança no campo”, declarou.

Além das investigações, os grupos terão a responsabilidade de gerar dados sobre as atividades desenvolvidas, como número de ocorrências, equipamentos e produtos recuperados, prisões efetuadas e inquéritos instaurados e concluídos. A medida já está em vigor, com a publicação da portaria no Diário Oficial do Estado (DOE).

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, também reforçou a importância da ação. “Será uma resposta mais rápida da polícia para os produtores do campo, que contam com segurança jurídica no nosso território”, afirmou.

Foto: Governo de São Paulo/divulgação

Resultados em Botucatu

A criação do Giar em Botucatu permitiu a recuperação de veículos, animais e equipamentos furtados ou roubados em propriedades rurais, de acordo com o governo paulista. As equipes atuaram na repressão a crimes como roubo de gado, de tratores, de caminhões, abate clandestino e invasões de terras.

Além das operações de repressão, a equipe realiza rondas preventivas em zonas rurais, o que, segundo as autoridades locais, contribuiu para a melhoria da sensação de segurança.

Entre janeiro e março deste ano, o Giar registrou sete furtos de tratores na região de Botucatu. No mesmo período de 2024, foram oito casos. A equipe esclareceu 100% dos crimes registrados nos dois períodos.



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Chuva prevista garantirá a reposição hídrica? Saiba como fica o tempo nas lavouras de soja



As áreas produtoras de soja do Brasil seguem com variações no tempo. No Sudeste, por exemplo, o avanço de uma frente fria traz de volta as chuvas em regiões que necessitam de reposição hídrica, embora haja o alerta de que o volume esperado ainda será insuficiente para reverter o déficit de água no solo, aliviando temporariamente o estresse das lavouras e pastagens.

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O cenário mais crítico em relação à disponibilidade de água no solo continua no interior da Bahia, onde produtores enfrentam dificuldades há semanas devido à seca. Regiões do sertão nordestino também apresentam baixos níveis de umidade no solo. Por outro lado, outras áreas do país mantêm um bom equilíbrio hídrico.

Chuvas volumosas

As chuvas mais expressivas devem ocorrer no sul da Bahia, Espírito Santo e até no norte de Minas Gerais, com acumulados previstos entre 60 e 100 mm. Isso deve trazer algum alívio para os produtores rurais dessas localidades.

Por outro lado…

Já no Centro-Sul brasileiro, a tendência é de tempo mais seco nos próximos dias. Após a passagem da frente fria, uma área de alta pressão, sistema que inibe a formação de nuvens carregadas, passa a predominar, garantindo céu aberto e pouca nebulosidade em estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e regiões do Sul do país.

Começo de maio

Projeções entre os dias 4 e 8 de maio indicam que as chuvas no Sul seguirão irregulares e com baixo volume acumulado, sem grandes contribuições para a reposição da umidade no solo. Por outro lado, o tempo seco poderá favorecer os trabalhos em campo, como colheita e preparação de solo.

Enquanto isso, no Norte do país, a Zona de Convergência Intertropical continua atuando com força. A chuva persistente beneficia os produtores de soja de Roraima, onde ainda ocorrem plantios em algumas áreas. O bom volume de precipitação é considerado essencial para o desenvolvimento inicial das plantas, especialmente nesta fase de crescimento vegetativo.



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ExpoZebu 2025 celebra 90 anos de muita história



A ExpoZebu 2025 foi oficialmente aberta neste fim de semana no Parque Fernando Costa, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A 90ª edição do evento destaca a evolução da pecuária brasileira ao longo de quase um século e reúne importantes lideranças do setor.

A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades, incluindo representantes do governo e entidades ligadas ao agronegócio. O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Gabriel Cid, ressaltou o legado zebuíno brasileiro, fundamental para o avanço da pecuária nacional.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também marcou presença e destacou a importância dos produtores mineiros para o crescimento do agronegócio no Brasil. Já o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, relembrou a atuação da entidade em prol do desenvolvimento do setor.

Além das celebrações, a ExpoZebu também foi palco para discussões sobre temas importantes para o agronegócio. Um dos destaques foi o debate sobre o Plano Safra 2025/26. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, manifestou preocupação com os recursos que serão destinados ao programa.

Outro ponto abordado foi o aumento das invasões de terras durante o chamado “Abril Vermelho”. Lupion alertou que o número de invasões já ultrapassa 30 casos neste ano, superando o registrado no ano passado.

A ExpoZebu 2025 segue até o próximo domingo, com uma programação repleta de leilões, shopping de animais e palestras no Parque Fernando Costa. A entrada para visitar o evento é gratuita.



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‘Criou-se uma indústria de RJ no agro que só enriquece advogados’, diz Santander


O ano passado registrou crescimento de 138% nos pedidos de recuperação judicial (RJ) no agronegócio brasileiro ante 2023, conforme dados da Serasa Experian. Ao que tudo indica, 2025 seguirá o mesmo caminho.

Em conversa com jornalistas na 30ª Agrishow, o diretor de Agronegócio do Santander, Carlos Aguiar, lamentou a alta e ressaltou que as instituições financeiras estão perdendo a “guerra” contra pessoas que, em sua concepção, enganam produtores com “soluções mágicas”.

Carlos Aguiar - diretor de Agro do Santander
Carlos Aguiar, diretor de Agronegócio do Santander. Foto: Victor Faverin/ Canal Rural

“Criou-se uma indústria de recuperação judicial no agro que só enriquece advogados. Temos mais gente oferecendo essa ‘saída’ do que pessoas em banco ofertando empréstimos para tirar empresas e produtores do sufoco”, disse.

Segundo ele, diante desta realidade, cabe aos bancos e cooperativas de crédito o entendimento sobre o perfil de seus clientes. “Para produtores menores, mais simples, não vejo sentido oferecer operações em dólar ou baseadas na Selic, mas sim as pré-fixadas, por exemplo.”

Aguiar se apoia no alto custo para se concretizar uma recuperação judicial, atualmente entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões. “Como uma empresa do agro em apuros vai conseguir bancar esse custo e depois se reerguer?.”

A carteira de agro do Santander é de R$ 100 bilhões e o banco espera estabilizar este número ou crescer, no máximo, 5% neste ano. Do montante, metade é destinado aos 25 mil clientes do segmento e a outra parte dividida entre crédito rural subsidiado e recursos intermediados pelo BNDES.

Por fim, o diretor destaca que o banco vê com bons olhos o ano de 2025 graças à safra recorde e os preços das commodities em níveis remuneradores. Porém, o executivo traz o alerta sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China, o que pode trazer benefícios apenas momentâneos ao agro brasileiro.

“O agro não pode trabalhar pautado em curto prazo. Essa situação entre as duas potências tende a enfraquecer a economia mundial e isso não é bom para ninguém, muito menos para o produtor”, reforça.



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Com Alckmin presente, setores do agro pedem melhorias para o Plano Safra na Agrishow



Com o tema ‘O agro do futuro de A a Z — de açaí a zebu’, a 30ª edição da Agrishow, feira internacional de tecnologia agrícola em ação e a maior do setor na América Latina, chamou a atenção pelas discussões que tiveram como foco o Plano Safra 2025/26.

Representantes do setor agronegócio, deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), os governadores Romeu Zema, Minas Gerais e Ronaldo Caiado, de Goiás, Guilherme Piai, secretário de Agricultura de São Paulo, representando o governador Tarcísio de Freitas que está no exterior e o vice-presidente Geraldo Alckmin falaram sobre o evento.

Na semana passada, a FPA entregou a proposta do setor ao governo federal, solicitando, no mínimo, R$ 598 bilhões destinados para financiamentos do agro, um aumento de 25% em relação ao plano anterior.

Ronaldo Caiado destacou que o setor está investindo mais em tecnologia, porém, o governador goiano criticou as atuais imposições para concessão do seguro rural.

“Se nós não temos seguro rural, e se hoje você comprar uma máquina aqui, que tem uma taxa de juros entre 18 e 20% embutidos na aquisição e imaginar que esse mesmo dinheiro lhe rende 15% sem risco algum numa instituição financeira, aquele que tiver qualquer frustração, e não tem o seguro, vai precisar de uma recuperação judicial ou vai à falência”, disse.

Hoje o setor precisa de R$ 1,3 trilhão para produzir. Um plano safra com R$ 600 bi com somente R$ 25 bi de subvenção, é 2,5% do que o setor precisa. E R$ 600 bi de plano safra ficam R$ 800 bi para iniciativa privada, então não é nada exorbitante. O país merece isso e a gente espera que venha no mínimo isso”, afirmou Guilherme Piai.

Geraldo Alckmin destacou que o BNDES concedeu R$580 bilhões em crédito para o setor e prometeu que o governo vai trabalhar para aumentar o valor do plano safra 2025/26. “Nós vamos sim trabalhar para ter um aumento do valor do plano safra e ele certamente vai exigir uma equalização maior em razão do aumento da taxa”, ressaltou.



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O que mais influencia o aumento do chocolate, principalmente no período de Páscoa?


Na interatividade, perguntamos sobre o aumento do preço do chocolate no período da Páscoa e a maioria, 70%, respondeu que seria por conta da demanda aquecida. 

Em segundo, com 18%, o preço da amêndoa do cacau e em terceiro, com 12%, pragas e doenças na produção da fruta. 

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O comentarista e analista do Canal Rural, Miguel Daoud explica que o aumento do preço está diretamente ligado à Lei da Oferta e da Procura. 

“É um princípio da economia que explica como os preços são determinados pelo mercado. Ela estabelece que a oferta, a quantidade de um produto disponível, e a procura dos consumidores por aquele produto, acabam influenciando o preço de equilíbrio. Além disso, como a Páscoa ocorre apenas uma vez ao ano, é comum que empresas e comerciantes aproveitem essa época para lucrar. O consumidor precisa ficar atento, pesquisar e se possível comprar um pouco antes. Mas vale ressaltar, que a produção de cacau vem enfrentando problemas em todo o mundo”, afirma Daoud.

A África Ocidental, que produz cerca de 70% do cacau mundial, tem enfrentado problemas com a produção. O clima, pragas e doenças como a da vagem negra tem afetado as colheitas, enquanto a demanda tem crescido.  

Ainda não é possível saber o valor exato das vendas de chocolate na Páscoa 2025. No entanto, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que as vendas de Páscoa somem R$ 3,36 bilhões.

Todas as quintas-feiras, o Porteira Aberta Empreender lança uma nova enquete no YouTube do Canal Rural e na outra semana traz o resultado. Participe.  



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Brasil vai enviar à Turquia bois vivos para reprodução



O Brasil poderá exportar para Turquia bois vivos para reprodução. A abertura de mercado foi anunciada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, durante a 90ª ExpoZebu, feira agropecuária realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), em Uberaba (MG).

Hoje o Brasil já exporta bovinos vivos para a Turquia, destinados a confinamento (engorda) e abate. “Agora, abrimos mais este filão, mais essa oportunidade”, disse Rua, em vídeo transmitido na abertura do evento.

De acordo com o secretário, trata-se de um mercado potencial de US$ 300 milhões por ano, segundo dados do Ministério da Agricultura.

“A Turquia é o terceiro principal comprador desse tipo de produto. E vem enfrentando problemas de ordem sanitária com seus principais fornecedores, como Estados Unidos e União Europeia (UE), de maneira que, se abre essa boa oportunidade às nossas exportações”, avaliou Rua.

O secretário também citou a abertura do mercado africano para o gênero bovino do Brasil e avanços na certificação sanitária com a Índia.



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