quarta-feira, março 25, 2026

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Brasil é 3º maior produtor de ração, mas enfrenta 5 desafios para exportar mais



O Brasil produziu 86,6 milhões de toneladas de ração animal em 2024, mantendo-se entre os três maiores produtores do mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos, conforme o relatório Alltech Agri-Food Outlook 2025.

O setor vem conquistando espaço no mercado internacional, mas a consolidação dessa presença depende de algo que vai além da escala produtiva, uma vez que cada país tem regras, demandas e níveis de exigência próprios, algo que exige adaptação.

Essa é a constatação do fundador da SRX Holdings, José Loschi, que lidera esse trabalho pela Master Nutrição. De acordo com ele, ainda assim, com gestão estruturada, personalização das fórmulas, inovação tecnológica e controle rigoroso de processos, o Brasil tem mostrado que pode competir em qualquer mercado.

“O segredo está em adaptar o produto, o processo e o modelo de negócio. É isso que sustenta o crescimento e abre portas para novas parcerias internacionais”, acredita.

Para ele, são cinco os principais desafios enfrentados pelas empresas do setor ao exportar ração animal:

  1. Gestão e estruturação

Loschi considera que entrar em novos mercados sem uma base sólida de gestão e processos pode comprometer a operação. Isso porque cada país tem normas específicas, exigindo documentação detalhada, rastreabilidade e certificações distintas.

Assim, a solução seria estruturar a empresa de forma que todos os elos, da produção ao embarque, estejam integrados. “A exportação exige governança, padronização e controle. Quando a gestão é sólida, conseguimos responder rapidamente a auditorias, adequar processos e garantir a confiança do importador”, detalha.

  1. Personalização das fórmulas e processos

Para o fundador da SRX Holdings, exportar o mesmo produto para diferentes países é um erro comum. Ele destaca que as condições genéticas, climáticas e de manejo variam amplamente, e o desempenho da nutrição animal depende dessas especificidades.

Com isso, a resposta é fazer formulações personalizadas e adaptação técnica de cada produto, respeitando as realidades produtivas de cada região. “Quando ajustamos a nutrição ao metabolismo e ao ambiente local, entregamos mais eficiência e valor agregado”, destaca.

  1. Inovação e integração tecnológica

Os mercados internacionais, especialmente os mais exigentes, valorizam cada vez mais rastreabilidade, sustentabilidade e inovação contínua. “A ausência de integração tecnológica limita a visibilidade da cadeia e reduz a competitividade”, resume Loschi.

Diante desse desafio, investimento em tecnologia de dados e monitoramento nutricional para atender exigências cada vez mais rigorosas e antecipar tendências é a saída. “A tecnologia é o elo que conecta pesquisa, formulação e eficiência. Ela garante que o produto brasileiro atenda aos padrões globais e ainda mantenha o diferencial de custo e qualidade”, afirma.

  1. Logística e cadeia de suprimentos

A distância entre produtores, portos e mercados consumidores aumenta custos e riscos logísticos. Em muitos países importadores, a infraestrutura local e as variações cambiais também impactam a previsibilidade dos embarques.

Para o especialista, a solução é o planejamento logístico antecipado e as parcerias regionais estratégicas voltadas a otimizar custos e reduzir prazos. “Exportar é mais do que colocar o produto no navio. É preciso entender a rota, os riscos e a dinâmica local. Uma boa logística garante regularidade de fornecimento e reforça a confiança do cliente internacional”, pontua.

  1. Conformidade regulatória e certificações internacionais

A diversidade de normas sanitárias e ambientais é um dos maiores entraves à exportação de nutrição animal e de outros produtos. Isso porque cada nação exige comprovações específicas de origem, composição e impacto ambiental que podem mudar de um ano para outro.

Para Loschi, não há outra solução que não seja o acompanhamento contínuo das legislações e o conhecimento sobre as certificadoras e os órgãos internacionais. “A conformidade abre portas e consolida a imagem do Brasil como fornecedor confiável”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil reafirma seu compromisso com a agricultura sustentável na COP30



Brasil aposta na agricultura regenerativa e incentiva práticas sustentáveis no campo



Foto: Seane Lennon

Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participaram, neste penúltimo dia da COP30, de um painel dedicado à agricultura regenerativa como caminho para um agronegócio mais sustentável e resiliente. O encontro ocorreu no Pavilhão Brasil, na Blue Zone, reunindo especialistas e autoridades para discutir soluções que integrem produção e preservação.

O painel teve como foco mostrar como práticas regenerativas podem reduzir emissões de carbono, restaurar a capacidade produtiva dos solos e ampliar a eficiência das cadeias agropecuárias. Os participantes também discutiram os desafios e as oportunidades para expandir essas técnicas no campo brasileiro, sobretudo diante das mudanças climáticas e da necessidade de fortalecer a segurança alimentar.

O auditor fiscal federal agropecuário do Mapa, Luís Rangel, destacou que o Programa Caminho Verde Brasil será um dos principais motores da transformação sustentável no país. A iniciativa prevê a recuperação de áreas atualmente degradadas, devolvendo-as à produção por meio de ciência, tecnologia e inovação, fortalecendo a agricultura de baixo carbono e ampliando a competitividade do Brasil no cenário global.

Rangel também reforçou que o governo vem ampliando os instrumentos de incentivo para que mais produtores adotem práticas sustentáveis. Entre eles, está o desconto de 0,5% no Plano Safra para quem investe em sistemas produtivos sustentáveis e tecnologias de baixa emissão. Para ele, “a transição verde já é uma realidade no campo brasileiro, e programas como o Caminho Verde mostram que é possível produzir mais, conservando os recursos naturais”.

Além disso, o debate ressaltou que a agricultura regenerativa está alinhada às metas nacionais de sustentabilidade, contribuindo para o uso eficiente do solo, o aumento da biodiversidade e a redução de impactos ambientais, sem comprometer a produtividade de pequenos, médios e grandes produtores.





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Bolsonaro é preso pela PF em Brasília



O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado (22). Em nota, a Polícia Federal informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta sexta-feira (21) o senador Flávio Bolsonaro (PL) convocou, pelas redes sociais uma vigília de orações próxima à casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto.

Também nesta sexta, a defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente.

Segundo os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes, que demandam “acompanhamento médico intenso” e, por esse motivo, o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar. O pedido da defesa pretende evitar que Bolsonaro seja levado para o presídio da Papuda, em Brasília.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, determinada após o descumprimento de medidas cautelares já fixadas pelo STF. Ele estava usando tornozeleira eletrônica e proibido de acessar embaixadas e consulados, de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras e de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros.



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AgroNewsPolítica & Agro

Painel na COP30 reforça papel da ciência do solo no financiamento sustentável



COP30 destaca importância da saúde do solo para financiar práticas sustentáveis



Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esteve presente no painel, que ocorreu na Blue Zone, nesta quinta-feira (20), sobre financiamento e evidências para saúde do solo para avançar as metas climáticas e de desenvolvimento sustentável.  

O evento foi organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com o objetivo de discutir e reforçar a urgência de restaurar a saúde do solo como base para a resiliência climática e dos sistemas alimentares. Destacando a saúde do solo como solução transversal para mitigação e adaptação climática, conservação da biodiversidade, restauração de terras, segurança alimentar e nutricional e sustento dos agricultores.  

O debate buscou demonstrar como financiamento, evidências e colaboração podem convergir para ampliar soluções lideradas por agricultores que restauram solos e fortalecem a resiliência climática. 

Representando o Mapa, o auditor fiscal federal agropecuário, Luís Rangel, destacou que o painel trouxe o debate sobre a conexão entre ciência e saúde do solo com finanças sustentáveis. 

 “Foi uma troca extremamente rica com especialistas da África, Austrália, FAO e representantes da juventude. Chegamos à conclusão de que precisamos vincular saúde do solo ao crédito rural, criando formas claras de medir a evolução da sustentabilidade. Também avançamos na importância de plataformas internacionais de informação sobre solos, fundamentais para viabilizar iniciativas como o Caminho Verde Brasil”, evidenciou Rangel.  

Programas como o Caminho Verde Brasil incentivam produtores rurais a adotar práticas que restauram a saúde do solo e aumentam a sustentabilidade das propriedades. A iniciativa dialoga diretamente com as discussões do painel, que destacou a necessidade de vincular indicadores de saúde do solo ao crédito rural e ampliar plataformas internacionais de dados para viabilizar financiamentos climáticos mais eficientes. 





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Frente fria aumenta instabilidade e leva pancadas de chuva a grandes áreas



As regiões Sul, Sudeste e Nordeste continuam sob o efeito de uma frente fria que leva pancadas de moderada a forte intensidade em áreas abrangentes. Confira a previsão da Climatempo para este sábado:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A frente fria avança e as instabilidades seguem provocando pancadas de chuva nas regiões central, nordeste, norte e no litoral do Rio Grande do Sul, com chuva de moderada a forte intensidade. Segundo a Climatempo, as instabilidades também avançam por Santa Catarina e pelo leste do Paraná, com risco de temporais em alguns pontos. Em boa parte da região, as temperaturas permanecem elevadas, enquanto no leste paranaense e em boa parte de Santa Catarina e do território gaúcho seguem mais amenas.

Sudeste

No norte de Minas Gerais, as instabilidades continuam ocorrendo devido à atuação da frente fria no sul da Bahia, e as pancadas variam de moderadas a fortes. Em áreas de São Paulo, há chance de pancadas isoladas devido à presença de calor e umidade na atmosfera e à atuação de um cavado meteorológico em níveis médios, assim como no sul mineiro e na região do Triângulo. Conforme a Climatempo, a partir da tarde, as instabilidades ganham força nessas áreas, além do oeste mineiro. No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, há chance de chuva mais isolada, enquanto no restante da região o tempo segue mais firme.

Centro-Oeste

As instabilidades continuam atuando no norte de Mato Grosso e ganham força ao longo do dia, avançando também pelo oeste e pelo interior do estado por conta do calor e da umidade na atmosfera. No norte de Goiás, as pancadas de chuva persistem, com risco de trovoadas, e se espalham pelo estado ao longo da tarde. A Climatempo destaca que também há chance de chuva no oeste, sudoeste e extremo noroeste de Mato Grosso do Sul. No restante do estado, o tempo segue mais aberto.

Nordeste

A frente fria continua atuando e provocando pancadas de chuva em grande parte da Bahia, com chuva moderada a forte e risco de temporais. As instabilidades também persistem no sul do Maranhão e do Piauí e no oeste de Pernambuco, Alagoas e Sergipe. No restante da região, o tempo segue mais firme e, assim, as temperaturas permanecem elevadas.

Norte

No Amazonas, Acre, em Rondônia e Roraima, as instabilidades voltam a ganhar intensidade. A Climatempo destaca que no centro-sul e oeste do Pará, as pancadas de chuva aumentam e devem seguir também no Tocantins. No Amapá, há chance de chuva fraca a moderada na metade norte do estado. As temperaturas permanecem elevadas na região.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas intensas e frio atingem o Brasil no fim de semana


A formação de duas frentes frias deve provocar chuva em todas as regiões do Brasil ao longo do fim de semana, segundo informou o Meteored. A expectativa é de instabilidade generalizada, acompanhada da chegada de uma massa de ar frio que derrubará as temperaturas no Centro-Sul.

O Meteored destacou que “pancadas de chuva serão registradas em praticamente todo o país”. No Nordeste, Salvador já enfrenta consequências das tempestades desde quinta-feira (20), com registros de “alagamentos, desabamentos, deslizamentos de terra e destelhamentos”. A previsão indica continuidade da instabilidade na Bahia e no sul do Maranhão e do Piauí entre sexta-feira (21) e domingo (23), com volumes que podem superar 250 milímetros.

A mesma faixa de instabilidade deve provocar acumulados elevados no Tocantins, onde a precipitação pode atingir 150 milímetros. No restante da região Norte, a atmosfera seguirá instável, formando pancadas de chuva entre a tarde e a noite em todos os estados.

No Sul, o avanço de uma nova frente fria ocasionará chuva em todo o território, atingindo o Rio Grande do Sul a partir de sexta-feira (21) e avançando para Santa Catarina e Paraná ao longo do fim de semana. No território gaúcho, os acumulados previstos são baixos, com possibilidade apenas de precipitação fraca. Em Santa Catarina e no Paraná, os volumes podem chegar a 50 milímetros, com potencial para pequenos alagamentos.

O sistema também deve organizar ventos e umidade no Sudeste e no Centro-Oeste, favorecendo pancadas moderadas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, especialmente no período da tarde e da noite.

Com a chegada da frente fria, uma massa de ar frio avançará pela região Sul e alcançará Mato Grosso do Sul e São Paulo nos próximos dias. No Sul, as mínimas devem variar entre 10°C e 15°C, podendo chegar a 7°C nas áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Já São Paulo e Mato Grosso do Sul terão queda mais amena, com temperaturas acima de 15°C durante o sábado (22) e o domingo (23).





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AgroNewsPolítica & Agro

Custos do frango caem e do suíno sobem em outubro


Os custos de produção de suínos e frangos de corte apresentaram comportamentos distintos em outubro, segundo levantamento da Embrapa Suínos e Aves por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).

De acordo com o relatório, em Santa Catarina o custo de produção do quilo do suíno vivo alcançou R$ 6,35, o que representa “alta de 1,09% em relação ao mês anterior”. O ICPSuíno chegou a 363,01 pontos e, no acumulado de 2025, registra aumento de 2,23%. Em 12 meses, a variação é de 2,03%. A ração, que representa 70,72% do custo total na modalidade de ciclo completo, teve aumento de 1,28% no mês.

Já no Paraná, o custo de produção do frango de corte recuou em outubro. O relatório informa que o valor passou para R$ 4,55, com “baixa de 1,71% frente a setembro”, enquanto o ICPFrango atingiu 352,48 pontos. No acumulado do ano, a variação é negativa, de -4,90%, e em 12 meses a queda é de -2,74%. A ração, responsável por 63,10% dos custos totais, teve redução de 3,01%.

Os dois estados são referências nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS por serem os maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte. A CIAS também disponibiliza estimativas de custos para Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, com o objetivo de fornecer subsídios técnicos e econômicos para a gestão dos sistemas produtivos.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Recursos do BNDES atendem apenas 20% das dívidas dos produtores gaúchos


Em reunião com instituições financeira que operam o Crédito Rural no estado, a Farsul realizou uma consulta que aponta que os recursos disponibilizados pela MP 1314/2025 são insuficientes para atender a demanda do endividamento dos produtores gaúchos. O resultado confirma a projeção da Farsul quando a medida foi anunciada, em 5 de setembro. O excesso de regulação para acessar os recursos também constituem em um entrave para amenizar o problema que atinge a agropecuária gaúcha.

No encontro, realizado nesta terça-feira (4/11), na sede da Federação, representantes do Banco do Brasil, Banrisul, Sicredi e Sicoob fizeram uma avaliação do andamento das tratativas para a efetivação dos acordos, as demandas e dificuldades que vem ocorrendo no Rio Grande do Sul. O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, abriu a reunião lembrando que a Federação “sempre se pontuou pelo equilíbrio e naquilo que é exequível. Estamos vendo o esforço das instituições em cooperar para que o quadro seja revertido. Esse cenário de endividamento não interessa a ninguém, nem ao sistema financeiro, nem aos produtores”, declarou.

O economista-Chefe da Farsul, Antonio da Luz, ressalta que o valor de R$ 12 bilhões disponibilizados via BNDES não se restringem ao estado, mas são para todo o país. “Fizemos um levantamento junto com as instituições financeiras e a necessidade de recursos para atender a carteira. Fazendo uma média ponderada, a linha do BNDES está atendendo 20% da demanda do que é elegível, ou seja, de cada R$ 5,00 da dívida, apenas R$ 1,00 é atendido”, descreveu.

“Além da escassez de recursos, existe um outro fator que é o formulismo. O excesso de regulação que gera uma enorme dificuldade de entender quem se enquadra, quem não se enquadra, porque existem várias normas que ora deixa uma pessoa enquadrada, mas na semana seguinte ela pode estar desenquadrada”, critica o economista.

A Farsul aponta duas ações necessária para a questão. Aumentar os recursos para o Rio grande do Sul. A demanda demonstra ser necessário o quíntuplo do destinado até agora. E simplificar a questão normativa que está muito complexa e acaba deixando muitos produtores de fora do enquadramento.

Da Luz também ressalta outro ponto abordado na reunião. As instituições financeiras deverão oferecer, aos seus clientes, recursos livres com juros pré e pós-fixados. “Para muitos produtores será a única saída, mas uma saída que é preciso ter muito cuidado. Porque com os atuais níveis de juros, esse valor pode se elevar muito. Nós recomendamos que os produtores tenham cautela e avaliem se, para o seu caso, realmente o melhor é a linha de longo prazo. Às vezes existem linhas dentro do MCR que podem parecer não tão apetitosas, porque tem um prazo mais curto, mas no longo da jornada essa linha mais longa vai consumir muito mais sacos de produto. Existem casos e casos, então, e cada produtor tem que fazer suas contas”, avalia.

No encontro, que também teve a participação do diretor vice-presidente e futuro presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, e do diretor jurídico da Federação, Nestor Hein, foi reforçado o posicionamento da entidade em orientar o produtor a evitar pedidos de Recuperação Judicial e obtenção de empréstimos mediante Alienação Fiduciária. “Esses devem ser os últimos recursos dos produtores e muito bem ponderados”, alertou Gedeão Pereira.





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AgroNewsPolítica & Agro

Milho silagem mantém bom potencial



Lavouras de milho silagem seguem em crescimento



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quarta-feira (19) indica que o potencial produtivo das lavouras de milho destinadas à silagem permanece elevado no Rio Grande do Sul. De acordo com o documento, no Noroeste Colonial “os cultivos iniciaram a formação de espigas, com excelente desenvolvimento e previsão de bons rendimentos produtivos”.

Já no Médio Alto Uruguai, as áreas atingidas por granizo passam por preparos para ressemeadura, enquanto o plantio segue de forma escalonada para reduzir riscos associados ao fenômeno La Niña.

Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta área total de 366.067 hectares e produtividade de 38.338 kg/ha. Na região de Erechim, “50% dos cultivos estão em crescimento vegetativo e 50% iniciaram o pendoamento”, com a silagem sendo comercializada a R$ 650,00 por tonelada.

Na região administrativa de Pelotas, as lavouras apresentam boas condições sanitárias e permanecem em crescimento vegetativo. A área prevista para esta safra deve alcançar 17.813 hectares. Já na região de Santa Maria, a semeadura atingiu 65% dos 11.485 hectares projetados.





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