terça-feira, março 24, 2026

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Cultura do alho ganha zoneamento de risco climático


O alho é a mais nova hortaliça contemplada no Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que estabelece as regiões de produção e épocas de plantio mais favoráveis para o cultivo no território brasileiro, com base nas probabilidades ou risco de perda de produção causada por eventos meteorológicos adversos. 

As portarias foram publicadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (25). Os estudos foram elaborados por pesquisadores da Embrapa Hortaliças, em conjunto com associações de produtores e instituições de ensino e de pesquisa agropecuária. 

O zoneamento funciona como um instrumento de gestão de risco climático e, no caso do alho, abrange as regiões tropicais e subtropicais do país, com o propósito de orientar produtores, agentes financeiros e seguradoras. A implantação da lavoura fora dos períodos indicados está sujeita a elevada probabilidade de perdas. 

O objetivo do zoneamento para a cultura do alho foi identificar as áreas de menor risco climático e definir os melhores períodos de plantio no Brasil, visando reduzir perdas de produção e obter melhores rendimentos. O pesquisador Marcos Braga, responsável técnico pelos estudos, assinala que o Zarc avalia exclusivamente riscos agroclimáticos, portanto, parte-se do pressuposto de que todas as outras necessidades da cultura serão atendidas com um adequado manejo agronômico. 

ALHO EM CLIMA TROPICAL E SUBTROPICAL 

Os estudos consideraram as cultivares de alho nobre, que representam a maior parte da produção nacional que chega aos mercados, pois alcançam maior valor comercial e atendem melhor às exigências do consumidor em termos de qualidade de bulbo. Na opinião do pesquisador Francisco Vilela,? membro da equipe Zarc Alho,? a subdivisão do zoneamento em duas regiões, em função do clima tropical ou subtropical, é o aspecto mais relevante porque, apesar das variedades serem as mesmas, as épocas de plantio e os sistemas de produção apresentam diferenças importantes.  

PRINCIPAIS RISCOS CLIMÁTICOS PARA O ALHO 

Como o alho é uma espécie originária do continente asiático, em regiões de clima frio, para a cultura ter um bom desenvolvimento e alta produtividade no Brasil é indispensável que as regiões e épocas de produção atendam a certas condições de temperatura e fotoperíodo – referente ao número de horas de ?luz?? ?por dia. 

As cultivares de alho nobre são originárias do sul do Brasil e requerem mais de 13 horas diárias de luz e temperaturas diárias mais baixas, entre 13 e 18ºC, para formação de bulbos de bom tamanho e valor comercial. Cultivares mais precoces respondem ao estímulo de dias mais curtos, enquanto materiais tardios como os alhos nobres dependem de dias mais longos para conseguir formar bulbos. “Quando o número de horas de luz fica abaixo do mínimo exigido pela cultivar ocorre somente o crescimento vegetativo da planta”, explica Braga. 

Em relação à temperatura, o alho exige temperaturas amenas (18º a 20ºC) na fase inicial do ciclo, temperaturas mais baixas (10º a 15ºC) durante as fases vegetativa e de bulbificação, e temperaturas mais elevadas (20º a 25ºC) no período de maturação. Segundo o pesquisador, o acúmulo de horas de frio é fundamental para a resposta do alho ao fotoperíodo, resultando em boa formação dos bulbos de alho e para a produtividade da lavoura.  

Assim, alguns limiares de temperatura foram utilizados na avaliação de riscos para a cultura. Em condições subtropicais, a temperatura média deve ser menor que 14ºC e a temperatura máxima não pode ultrapassar 31ºC no período que se estende do plantio até o início da bulbificação das plantas. Já em condições tropicais, a temperatura média não pode ser superior a 12ºC nem a máxima acima de 32ºC. Esses parâmetros apresentaram bom desempenho como delimitadores do desempenho da cultura em diversos locais de produção conhecidos.  

Um critério auxiliar adotado no zoneamento desta cultura é a altitude, pois é um fator relevante para as condições térmicas que afetam a produção de alho nobre em produtividade e qualidade. Em regiões subtropicais, a altitude mínima para estabelecer os cultivos deve estar acima de 600 metros, enquanto em locais tropicais fica acima de 750 metros.  

A PRÁTICA DA VERNALIZAÇÃO 

É indispensável que o alho nobre passe pelo processo de vernalização, tratamento de frio do alho semente pré-plantio, antes da implantação da lavoura para garantir uma boa produção independentemente das condições climáticas futuras. O pesquisador Francisco Vilela explica que a vernalização dos bulbos é capaz de tornar a planta menos exigente em fotoperíodo e em temperatura?s baixas?, permitindo formação de bulbos em locais que não possuem as condições climáticas ideais para determinada cultivar.  

“O processo de vernalização do alho-semente em câmara frigorífica ocorre ?em ?faixa?s? de temperatura?s positivas? entre 3ºC a 5ºC ou negativas entre -1 a -3ºC e umidade relativa do ar de 65 a 70%, dependendo do sistema de produção adotado e níveis de produtividade almejados pelo produtor. Essa técnica permitiu ampliar as regiões e as épocas de cultivo das cultivares de alho nobre, anteriormente restritas ao Sul do Brasil”, esclarece o pesquisador, ao contar que hoje as cultivares de alho nobre têm sido plantadas, com vernalização, desde o centro-norte do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e regiões de altitude do norte da Bahia e da Chapada Diamantina.  

Vilela conta que a vernalização do alho-semente antes do plantio é uma exigência nas áreas de clima tropical. Já nas regiões subtropicais, como o sul do país, a prática pode ser dispensável, muito embora tenha sido feita por segurança em função das mudanças climáticas. “Essas variações das formas de produção do alho são peculiares do Brasil. Em outros países, o processo é muito mais homogêneo”, observa o pesquisador.  

DISPONIBILIDADE DE ÁGUA

O cultivo do alho em sistemas de produção não irrigados, ou seja, de sequeiro, apresenta risco elevado de perdas por déficit hídrico.  

Com um sistema radicular superficial, o alho é uma planta bastante sensível à falta de água. Contudo, irrigação em excesso também pode prejudicar a produtividade e a qualidade do alho, notadamente em solos com problemas de drenagem. Assim, irrigar no momento correto e na quantidade adequada é decisivo para a obtenção de altas produtividades e a qualidade do produto.  

Em relação à necessidade hídrica da cultura, estima-se que varia de 400 mm a 850 mm, dependendo das condições climáticas e do ciclo de produção. Portanto, como o alho é uma cultura muito exigente em água durante o seu ciclo produtivo, os cultivos comerciais são irrigados, p?rincipalmente com sistemas por? aspersão, sejam convencionais ou mecanizados.  

“Mesmo nas regiões subtropicais do país, mais frias, alguns poucos locais suportariam o cultivo dependente de chuvas, porém com baixa janela de plantio e alto grau de risco de perdas. Assim, para todo o Brasil foi considerado somente o cultivo do alho em sistema de produção irrigado”, assinala Braga.  

OUTROS RISCOS ASSOCIADOS AO ALHO 

O cultivo do alho não deve ser realizado em áreas onde já tenha sido identificada a ocorrência de podridão branca (Stromatinia cepivora Berk. sin. Sclerotium cepivorum), pois é o risco de perdas elevadas e inviabilização da colheita é muito alto. “Esse fungo pode causar danos em todas as fases de crescimento da planta e seu desenvolvimento é favorecido por temperaturas de 10 a 20°C”, explica Braga. O patógeno pode sobreviver por longos períodos no solo e não há medidas efetivas de controle da doença. Ou seja, a ocorrência da doença em locais de cultivo inviabiliza a produção naquele local. 

CONSULTA AO ZARC 

As datas de plantio estipuladas para o cultivo de alho nobre no Zarc devem ser seguidas pelos produtores que desejam acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR).  “A função do zoneamento não é colocar entraves aos produtores, mas sim oferecer a eles a garantia de recebimento do valor segurado”, analisa Braga. 

Os resultados do Zarc do alho foram disponibilizados pelo MAPA no Painel de Indicação de Riscos, nas portarias por Estado, e no aplicativo Zarc Plantio Certo (Android e IOS). 





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exportações crescem 31,5% e faturam US$ 1,19 bilhões


Os preços da cenoura registraram queda na primeira quinzena de novembro. A redução está relacionada ao aumento dos envios de Minas Gerais, principal produtor nacional, para as Centrais de Abastecimento (Ceasas). A informação consta no 11º Boletim Prohort, divulgado nesta terça-feira (25) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo o documento, em outubro houve variação regional. “Em Curitiba, foi verificada alta de 39,02%”, informou a Conab. Já no Rio de Janeiro e em Rio Branco, as retrações foram de 17,01% e 16,56%, respectivamente. No geral, o levantamento aponta estabilidade em comparação a setembro.

A alface apresentou, pelo terceiro mês consecutivo, queda na média ponderada das cotações. De acordo com o Boletim, o recuo foi de 8,77% em agosto, 16,01% em setembro e 7,27% em outubro. A Conab avalia que “a oferta elevada tem pressionado as cotações”, enquanto a demanda menor, como observado na Ceasa de Curitiba durante o período de clima mais frio, também influenciou o cenário.

banana e mamão seguiram a mesma tendência e registraram queda na média ponderada em outubro frente a setembro. No caso da banana, a redução foi de 4,14%, puxada pela maior oferta da variedade prata vinda do norte de Minas, do meio-oeste baiano, do Vale do Ribeira (SP) e do Ceará. A banana nanica, por outro lado, manteve baixa disponibilidade pelo segundo mês consecutivo.

No mercado do mamão, os preços começaram o mês em alta devido à maior demanda e à oferta reduzida. No entanto, após a segunda quinzena, houve recuo. A Conab explica que a queda ocorreu “com a diminuição da procura e o aumento da quantidade ofertada”, favorecido pela elevação das temperaturas. Assim, outubro encerrou com redução de 5,05% frente ao mês anterior.

Cebola, batata, tomate, laranja, maçã e melancia ficaram mais caras em outubro. A cebola voltou a subir após sequência de quedas iniciada em junho. O boletim indica alta de 12,24% na média ponderada em relação a setembro. O volume ofertado aumentou apenas 2% e não impediu o avanço, influenciado pela demanda e pela qualidade da mercadoria.

A batata também apresentou aumento, mesmo com maior volume disponível nas Ceasas. A média ponderada registrou avanço de 19,35% em relação ao mês anterior. A Conab destaca que “a variação ocorreu em quase todas as unidades”, com exceção da Ceasa de Santa Catarina, onde foi registrada queda de 4,63%. Em Curitiba, a alta chegou a 41,66%.

O tomate iniciou outubro com preços mais elevados, mas a ampliação da oferta, principalmente na segunda quinzena, moderou o movimento. Ainda assim, a média ponderada subiu 3,97%. O boletim aponta que o aumento da quantidade disponível já tem refletido em cotações mais baixas no início de novembro.

Entre as frutas, a laranja apresentou alta de 4,3% na média ponderada. No início de outubro, houve maior demanda e menor oferta, enquanto o final do mês foi marcado pela ampliação da colheita e pela queda sazonal na procura. A maçã apresentou pequenas altas e oscilação na comercialização, em um cenário influenciado pela redução dos estoques em câmaras frias.

Para a melancia, o boletim indica mudança nos principais estados fornecedores. A colheita foi finalizada no Tocantins e se aproxima do fim em Goiás, ao mesmo tempo em que São Paulo e Bahia ampliam a produção. A Conab observa que a demanda oscilou em outubro, comportamento comum em períodos de chuva nos principais centros consumidores.

O desempenho das exportações continua positivo. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as vendas externas somaram 1,07 milhão de toneladas entre janeiro e outubro, alta de 31,5% frente ao mesmo período de 2024. A receita totalizou US$ 1,19 bilhão (FOB), variação positiva de 13,47%. A Conab destaca que “o mercado tem registrado volumes superiores aos dos anos anteriores”, principalmente com destino à Europa e à Ásia.





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Boi gordo supera insumos e melhora terminação



Milho e DDG avançam, mas arroba cresce mais



Foto: Canva

A maior valorização do boi gordo em relação ao milho e ao DDG elevou a margem de terminação em Mato Grosso, segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (24). O instituto afirmou que “a diferença de preços entre a arroba e os insumos tem favorecido o resultado do confinamento no estado”.

No acumulado anual de janeiro a outubro, os preços da arroba do boi a prazo e dos insumos voltados à alimentação registraram aumento em Mato Grosso. De acordo com o Imea, o DDG, um dos suplementos mais utilizados na pecuária e composto por 32% de proteína bruta, apresentou alta de 19,97% em comparação ao mesmo período de 2024.

O instituto destacou que o milho também teve avanço expressivo, com elevação de 33,80% no mesmo intervalo e sendo comercializado a R$ 52,21 a saca. Entre os insumos, o caroço de algodão teve a maior variação, com aumento de 83,07%. O relatório aponta que, apesar das altas, o boi gordo a prazo “acompanhou o movimento”, acumulando valorização de 40,10% no período.

O Imea acrescentou que a demanda crescente das indústrias processadoras de milho para produção de etanol tem ampliado o uso do DDG no mercado, movimento relacionado ao custo-benefício do produto. O instituto avaliou que “a procura pelo DDG segue em expansão e tende a manter relevância na alimentação dos rebanhos”.





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Arnaldo Borges liderará gestão 2026–2028



A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) definiu, nesta terça-feira (25), sua nova liderança para o triênio 2026–2028. Em uma eleição marcada por alta participação dos associados, o pecuarista e médico-veterinário Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges foi eleito presidente da entidade, uma das mais influentes da pecuária brasileira.

A votação ocorreu das 9h às 18h, durante Assembleia Geral Ordinária. Após o lacre das urnas, a comissão eleitoral iniciou imediatamente a contagem dos votos.

A chapa “ABCZ em Ação”, liderada por Borges, recebeu 762 votos, somando os registros presenciais e por correspondência. A nova diretoria tomará posse no dia 1º de janeiro de 2026.

Com quase cinco décadas de atuação dentro da ABCZ, Arnaldo Borges já ocupou diversos cargos estratégicos, como conselheiro, superintendente técnico, jurado e presidente da entidade entre 2016 e 2019. Agora, ele retorna ao comando da maior associação de pecuária zebuína do mundo.

Segundo o presidente eleito, o foco será manter e fortalecer o trabalho técnico que consolidou a reputação da ABCZ.

“Sabemos da responsabilidade que envolve conduzir uma gestão. Buscamos montar uma diretoria com 108 membros, com renovação de 50%. Tenho certeza de que faremos um excelente trabalho, especialmente no avanço do melhoramento genético das raças zebuínas no Brasil e no exterior. A ABCZ tem papel fundamental na pecuária e conta com um corpo técnico altamente qualificado”, afirmou.

O atual presidente, Gabriel Garcia Cid, celebrou o resultado, destacando a experiência do sucessor. “A volta do Arnaldo traz confiança e assegura a continuidade de um trabalho sério, dedicado ao associado e aos criadores de todas as raças”, disse.



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Adiamento das possíveis restrições chinesas à carne eleva apreensão do mercado



A China prorrogou as investigações sobre os possíveis impactos das importações de carne bovina em sua produção local por mais dois meses. Agora, o tema segue sob análise até 26 de janeiro de 2026.

O Ministério do Comércio do gigante asiático justificou o adiamento com base na complexidade do caso, em apuração desde dezembro de 2024.

De acordo com a analista de Mercado Beatriz Bianchi, da consultoria Datagro, a decisão reforça um tom de incerteza e apreensão no mercado. “Temos um horizonte que eventualmente aguarda possíveis medidas restritivas, sejam elas tarifas, cotas ou questões sanitárias”, detalha.

Segundo ela, nos últimos meses a China tem importado volumes substanciais de proteína bovina brasileira, sendo que em setembro, outubro e novembro os patamares foram recordes, acima de 180 mil toneladas mensais.

“Nesse contexto, nós temos uma China muito bem ofertada internamente, somada a uma produção local ainda bem robusta. Assim, ao final do ano, é de se esperar sazonalmente que a China tire o pé do acelerador e reduza as importações de carne bovina”, conta Beatriz.

A analista lembra que, em contrapartida, os Estados Unidos anunciaram a retirada de tarifa adicional sobre mais de 200 produtos brasileiros, incluindo a carne bovina. “Esse fator traz um cenário e um horizonte construtivo para o Brasil que materializa uma oportunidade para o mercado brasileiro, tirando a pressão da China”, conclui.



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JBS e grupo VIVA se unem e criam gigante global no setor de couros



A JBS Couros e o grupo VIVA anunciaram nesta terça-feira (25) a criação da JBS VIVA, nova empresa que nasce como líder mundial no processamento de couros.

A companhia resultante da união entre os dois grupos terá capacidade para processar mais de 20 milhões de peles por ano, ampliando presença em mercados estratégicos e competitivos.

Com 31 fábricas e mais de 11 mil colaboradores distribuídos no Brasil, Itália, Uruguai, Argentina, México e Vietnã, a JBS VIVA atuará desde o processamento de peles até a comercialização para os mercados mais exigentes do mundo.

Experiência somada e foco em expansão global

Para o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, a nova empresa fortalece o posicionamento mundial do grupo. “A união com a VIVA abre novas oportunidades para todos os mais de 7 mil colaboradores da JBS Couros, que agora passam a fazer parte de um negócio ainda mais robusto e preparado para competir globalmente. A JBS VIVA significa a união de mais de 70 anos de experiência e reconhecimento internacional”, afirmou.

A JBS Couros consolidou-se ao longo das últimas décadas pela inovação, lançamento de mais de 2 mil SKUs e forte investimento em pesquisa e desenvolvimento. A empresa também se destacou no setor de sustentabilidade com o conceito KindLeather, modelo produtivo que reduz impactos ambientais e aumenta valor em toda a cadeia.

“Temos muito orgulho do que construímos — ampliando mercados, investindo em inovação e redefinindo o padrão de sustentabilidade do setor. Agora, com a criação da JBS VIVA, poderemos levar essa excelência a um patamar ainda mais elevado”, reforçou Tomazoni.

Estrutura societária e governança compartilhada

A nova companhia terá participação acionária dividida igualmente: 50% JBS e 50% grupo VIVA, formado pelas acionistas Vanz e Viposa. O conselho também será compartilhado, com composição equilibrada entre os dois grupos. A JBS indicará o presidente do conselho e o CFO, enquanto o grupo VIVA indicará o CEO e o COO.

A conclusão definitiva do negócio dependerá do cumprimento de condições usuais para esse tipo de operação e da aprovação dos órgãos reguladores.

Couro como pilar estratégico e sustentável

O líder da JBS Couros, Guilherme Motta, destaca que o setor segue estratégico para o grupo. “A cadeia do couro permanece estratégica, reforçando a visão da JBS de que sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas”, disse.

Segundo ele, o couro — coproduto natural da cadeia da proteína bovina — ganha novo valor ao ser transformado em itens como calçados, bolsas, revestimentos automotivos e móveis.



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ONU alerta que 2025 pode ser o 2º ano mais quente da história



A Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à ONU, alerta que 2025 deve ser o segundo ou terceiro ano mais quente já registrado. Mesmo com sinais de leve redução nas médias globais, o planeta continua batendo recordes de calor mês após mês, reforçando projeções já conhecidas pela ciência.

O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller explica que a tendência atual confirma cenários há décadas apontados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Ele lembra que ainda no século 19 o químico sueco Svante Arrhenius, vencedor do Nobel, alertou que dobrar a concentração de CO₂ na atmosfera elevaria a temperatura média global em cerca de 5 °C.

Emissões sobem apesar de décadas de alertas

Ao analisar a evolução histórica das emissões desde a era pré-industrial, Müller destaca um crescimento acelerado principalmente após as décadas de 1930 e 1960, impulsionado pelo boom automobilístico e pelo uso intensivo de combustíveis fósseis.

Mesmo com a criação de organismos e acordos internacionais, como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (1988), a ECO-92, o Protocolo de Kyoto (1997) e o Acordo de Paris (2015), a curva das emissões segue subindo. “Muito pouco foi feito. O agro contribui, mas o cerne da questão está na queima de combustíveis fósseis”, afirma.

Tendência aponta para 3,5 °C no futuro

Segundo Müller, os registros já mostram que o mundo ultrapassou 1,5 °C acima da média pré-industrial, marco crítico estabelecido pelo Acordo de Paris. A projeção para as próximas décadas indica que a temperatura pode atingir 3,5 °C, ampliando a frequência e intensidade de eventos extremos como tempestades severas, chuvas irregulares, secas prolongadas, episódios intensos de granizo e maior instabilidade atmosférica.

“Quando há mais calor, a atmosfera fica mais caótica e para ela tentar consertar, porque sempre está querendo buscar esse equilíbrio, ela responde na forma de eventos extremos”, explica.

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Veja o preço da arroba do boi gordo em dia que a China adiou investigações



O mercado físico do boi gordo se depara com tentativas de compra em patamares mais baixos nas principais regiões produtoras do país, incluindo São Paulo, onde os frigoríficos começam a indicar para escalas de abate mais confortáveis.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o destaque desta terça-feira (25) vai para o fato de, logo no início do dia, as autoridades chinesas terem anunciado que a investigação em torno do impacto das importações de carne bovina sobre a produção local foi prorrogada para o dia 26 de janeiro de 2026.

“Foi o segundo adiamento dessa investigação que foi iniciada no final de 2024. Essa é uma variável determinante para o mercado do boi gordo, considerando o peso da China na importação de carne bovina brasileira”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 321,25 — ontem: R$ 324,33
  • Goiás: R$ 315,18 — R$ 315,36
  • Minas Gerais: R$ 312,65 — R$ 313,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 317,39 — R$ 318,30
  • Mato Grosso: R$ 300,05 — R$ 300,57

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços durante a semana, em linha com a boa demanda prevista para o período.

“Com a demanda interna chegando ao seu auge durante o último bimestre, o que se espera é maior propensão a reajustes dos preços do traseiro bovino, cortes mais apreciados nesse período do ano”, assinalou.

  • Quarto traseiro: segue a R$ 25,75 por quilo
  • Quarto dianteiro: se mantém a R$ 19,25 por quilo
  • Ponta de agulha: continua em R$ 18,75 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,35%, sendo negociado a R$ 5,3756 para venda e a R$ 5,3736 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3560 e a máxima de R$ 5,4130.



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