terça-feira, março 24, 2026

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Estudo da Embrapa detecta salmonella em peixes nativos do Centro-Oeste


Foto: Yuri Porto

Um estudo conduzido por pesquisadores da Embrapa identificou a presença da bactéria salmonella em pisciculturas de peixes nativos no Centro-Oeste brasileiro. O patógeno foi detectado em 88% das propriedades analisadas e em 31,5% das amostras coletadas em Mato Grosso, principal polo produtor dessas espécies no país.

Os resultados acendem um alerta para a necessidade de reforço na vigilância sanitária e nas medidas de biossegurança nos ambientes de criação aquícola. A pesquisa foi coordenada pela cientista Fabíola Fogaça, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, com participação de especialistas da Universidade Federal de Mato Grosso.

Segundo os pesquisadores, a identificação precoce dos pontos críticos de contaminação permite a adoção de medidas preventivas capazes de reduzir riscos, aumentar a segurança do alimento e garantir a sustentabilidade da produção.

Contaminação foi avaliada em diferentes biomas

O levantamento analisou pisciculturas localizadas nos biomas Pantanal e Cerrado. Ao todo, foram examinadas 184 amostras de peixes, água dos viveiros, sedimentos, ração e fezes de animais domésticos e silvestres presentes nas áreas de cultivo.

As análises detectaram dez sorotipos diferentes da bactéria, com predominância de Salmonella saintpaul e Salmonella newport. Também foram observados níveis moderados de resistência a alguns antibióticos, mas sem registro de cepas multirresistentes.

As vísceras dos peixes apresentaram as maiores taxas de detecção, e a contaminação foi mais elevada no período seco, indicando influência de fatores ambientais e de manejo.

Outro estudo associado avaliou 55 cepas isoladas de tambatinga, híbrido do tambaqui, e não encontrou sorotipos clássicos ligados a surtos humanos graves. Todas as amostras foram sensíveis aos antibióticos testados, sugerindo baixo risco de resistência nas condições analisadas.

Presença da bactéria não significa peixe contaminado na mesa

Os pesquisadores ressaltam que o estudo se concentrou na fase de produção, não em toda a cadeia até o consumidor final. Processamento industrial, inspeção sanitária e cozimento adequado podem eliminar o risco.

A contaminação pode ocorrer nas pisciculturas devido ao acesso de aves, animais silvestres. como jacarés e capivaras, animais de criação e domésticos, que podem contaminar solo e água dos viveiros.

Especialistas também apontam que mudanças no processamento podem reduzir riscos. Uma das sugestões é retirar vísceras e guelras antes da lavagem hiperclorada, e não depois, como ocorre atualmente em muitos frigoríficos.

Cuidados simples reduzem risco praticamente a zero

Mesmo com possível exposição a microrganismos, medidas básicas na cozinha são eficazes para prevenir intoxicações alimentares:

Armazenamento

  • Manter refrigerado (até 4 °C) ou congelado
  • Evitar deixar fora da geladeira por longos períodos

Evitar contaminação cruzada

  • Separar peixe cru de alimentos prontos
  • Usar utensílios diferentes para alimentos crus e cozidos
  • Lavar mãos e superfícies após o manuseio

Cozimento seguro

  • Cozinhar completamente (acima de 70 °C)
  • Evitar consumo cru sem inspeção sanitária

Higiene na cozinha

  • Descartar líquidos da embalagem
  • Higienizar a pia após o preparo
  • Priorizar produtos inspecionados

Monitoramento deve avançar para outras regiões

Os cientistas defendem programas integrados de vigilância baseados no conceito de Saúde Única, que considera a relação entre saúde animal, humana e ambiental.

Os próximos passos incluem ampliar o monitoramento para outras regiões produtoras e desenvolver protocolos de boas práticas diretamente aplicáveis às pisciculturas. O objetivo é transformar os resultados científicos em orientações práticas que aumentem a segurança dos alimentos e a competitividade da aquicultura brasileira.

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JBS abre mais de 500 vagas de emprego com início imediato


vagas na JBS
Foto: JBS/divulgação

A JBS anunciou a abertura de mais de 500 vagas de emprego em unidades das marcas Friboi e Seara no interior de São Paulo. As oportunidades são para início imediato e contemplam diferentes perfis, incluindo candidatos com e sem experiência.

As vagas estão distribuídas entre cinco cidades paulistas e fazem parte de um movimento da companhia para reforçar a operação industrial, ampliando a produção e gerando emprego na região.

Mais de 500 vagas em cinco cidades

As oportunidades estão divididas da seguinte forma:

  • Nuporanga: 150 vagas
  • Lins: 137 vagas
  • Amparo: 104 vagas
  • Osasco: 70 vagas
  • Itapetininga: 40 vagas

As vagas são para diversas funções dentro da indústria de alimentos, inclusive com processos seletivos para o programa Evoluir, direcionado a jovens aprendizes, e incluem cargos para candidatos com ou sem experiência, além de oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência (PCDs).

Em Nuporanga, na unidade da Seara, estão abertas 150 vagas para operador de produção. Os interessados podem entregar currículo na unidade, localizada na Rodovia Waldyr Canevari, km 6, toda quinta-feira, às 9h, ou enviar o currículo pelo WhatsApp (16) 99792-4706.

Na unidade da Friboi, em Lins, são 137 oportunidades de trabalho, sendo para operador de produção (54), refilador (4), desossador (2), operador de caldeira (1), além de 76 vagas para jovem aprendiz, com idade entre 18 e 23 anos. Os interessados devem entregar currículo presencialmente na unidade, das 7h às 9h, localizada na Via de Acesso Lins-Getulina, s/nº – Parque Industrial, ou enviar para o e-mail: recrutamentofriboilins@friboi.com.br.

Em Amparo, são 104 vagas de emprego abertas na unidade da Seara, destinadas ao cargo de operador de produção. Os interessados em participar do processo seletivo devem comparecer presencialmente à unidade, localizada na Rodovia João Beira, km 48,2. As entrevistas são realizadas a partir das 8h para candidatos às vagas do turno da manhã e a partir das 16h para os interessados nas funções do turno da tarde.

Na unidade da Seara, em Osasco, são 70 vagas de emprego abertas para operador de produção, em diferentes atividades na linha de produção, processamento e embalagem de produtos. Os interessados em participar do processo seletivo devem enviar currículo para o WhatsApp (11) 93766-1433. Também é possível se candidatar presencialmente na unidade, localizada na Avenida das Comunicações, 333. Basta levar os documentos pessoais.

Em Itapetininga, a unidade da Seara está com 40 vagas de emprego abertas para operador de produção, em diferentes atividades na linha de produção. Os interessados devem enviar currículo para os WhatsApps: (15) 99618-9011 ou (15) 99694-2954. Também é possível se candidatar presencialmente na unidade, localizada na Rodovia Raposo Tavares, Km 176,8, Bairro Do Pinhal. Basta levar os documentos pessoais.

Para participar do processo seletivo, em todas as vagas, é necessário ter idade mínima de 18 anos e apresentar documentos pessoais (RG, CPF e comprovante de residência). As oportunidades são oferecidas sob o regime de contratação CLT, com benefícios previstos pela categoria.

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AgroNewsPolítica & Agro

O lado oculto do comércio com a China


O papel do Brasil no comércio global de soja vai além da simples exportação de commodities e envolve uma dinâmica mais complexa de organização da cadeia produtiva. A avaliação é de Carlos Alberto Tavares Ferreira, estrategista e fundador da Carbon Zero, que aponta uma leitura equivocada sobre a relação entre Brasil e China nesse mercado.

Segundo a análise, a China absorve entre 70% e 80% das exportações brasileiras de soja, enquanto empresas ligadas ao país asiático ampliam presença em diferentes etapas do setor. A COFCO Corporation já movimenta de 10% a 15% das exportações de grãos do Brasil, consolidando posição entre as principais tradings em operação no país. Ao mesmo tempo, a China Merchants Port mantém participações relevantes em terminais portuários na América Latina, incluindo ativos estratégicos em território brasileiro.

O movimento segue uma lógica de integração vertical iniciada na última década. A aquisição da Nidera e da Noble Group Agri, concluída em 2017, e a compra da Syngenta por US$ 43 bilhões pela ChemChina são exemplos dessa estratégia, que conecta trading, logística, infraestrutura e tecnologia agrícola.

Na prática, o produtor brasileiro permanece responsável pelo cultivo e parte do financiamento da produção, mas depende de estruturas que envolvem capital estrangeiro para comercialização e escoamento. O resultado é uma participação ativa na produção, mas sem controle sobre o sistema como um todo.

Os investimentos chineses em infraestrutura, que superam US$ 20 bilhões em portos ao redor do mundo, além do avanço sobre corredores logísticos e projetos como a ferrovia bioceânica entre Brasil e Peru, reforçam essa integração. Embora contribuam para reduzir custos, esses projetos também ampliam a influência externa sobre a cadeia.

Esse cenário impacta a formação de preços, já que a concentração de funções em um único agente tende a estruturar o mercado, reduzindo sua dinâmica plenamente competitiva. Para o estrategista, o principal desafio do Brasil está no diagnóstico dessa relação, ainda vista como simples exportação, quando na realidade representa a inserção em uma cadeia global controlada por outro Estado.

 





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SP adota medidas sanitárias para proteger produção de tilápia contra vírus com alta mortalidade


Tilápia
Foto: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

O Governo de São Paulo publicou nesta semana uma resolução que estabelece medidas de defesa sanitária para proteger a cadeia produtiva da tilápia diante do risco de introdução do Tilapia Lake Virus (TiLV), considerado uma das principais ameaças emergentes à aquicultura mundial.

A norma define protocolos obrigatórios de controle sobre o ingresso, trânsito, comercialização e processamento de tilápia e seus derivados oriundos de países com ocorrência confirmada da doença ou de outros patógenos exóticos.

A medida tem caráter preventivo e busca preservar o status sanitário da aquicultura paulista, em um momento em que ainda há incertezas sobre a importação de tilápia no país, tema em avaliação pelo Ministério da Agricultura.

“A cadeia da tilápia tem ganhado relevância no agro paulista, com crescimento da produção e geração de empregos. Esse avanço exige uma atenção sanitária cada vez maior”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

Controle sanitário e rastreabilidade passam a ser obrigatórios

A resolução determina que todos os produtos de tilápia, frescos ou congelados, inteiros ou processados, provenientes de países com registro da doença estejam sujeitos a controle sanitário rigoroso em todo o território paulista.

Entre as exigências estão a identificação e rastreabilidade dos lotes, a segregação por origem e a manutenção de registros sanitários e fiscais por pelo menos 12 meses.

Os produtos também deverão estar disponíveis para fiscalização e inspeção pelos órgãos competentes.

As regras se aplicam tanto a itens destinados ao consumo humano quanto à alimentação animal, processamento industrial e subprodutos.

Fiscalização será ampliada em toda a cadeia

A execução das medidas ficará sob responsabilidade da Defesa Agropecuária do Estado, que poderá realizar inspeções em cargas, estabelecimentos e documentos.

Entre as ações previstas estão a apreensão e interdição de produtos, aplicação de sanções administrativas e determinação de medidas corretivas em caso de risco sanitário.

A fiscalização contará ainda com atuação integrada de vigilâncias sanitárias municipais, Procon-SP e outros órgãos, ampliando o alcance do controle em toda a cadeia produtiva.

Vírus pode causar perdas de até 90% na produção

O Tilapia Lake Virus (TiLV) já foi registrado em países da Ásia, África e Oriente Médio e é considerado altamente agressivo.

Segundo a médica-veterinária Ieda Blanco, responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Animais Aquáticos, o vírus pode causar mortalidade de até 90% nos plantéis infectados, além de apresentar rápida disseminação.

“A prevenção contra a introdução do agente é fundamental, pois os impactos econômicos podem ser imensos para a cadeia produtiva”, afirma.

Medida busca preservar crescimento do setor

A resolução adota o princípio da precaução ao estabelecer barreiras sanitárias antes mesmo da ocorrência da doença no Brasil.

São Paulo é uma das principais regiões produtoras de tilápia do país, com estrutura industrial consolidada e produção em larga escala, o que aumenta a importância de medidas de proteção.

“A prevenção sanitária é decisiva para garantir a continuidade da produção, proteger empregos e sustentar o crescimento da cadeia”, destaca o presidente da Câmara Setorial de Pesca e Aquicultura do Estado, Martinho Colpani.

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Rússia suspende exportações de nitrato de amônia


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Nitrato de amônio. Foto: Pixabay

A Rússia anunciou a suspensão das exportações de nitrato de amônio até 21 de abril, com o objetivo de garantir o abastecimento interno durante a temporada de plantio. O país responde por até 40% do comércio global do produto e por cerca de um quarto da produção mundial, o que torna a medida relevante para o equilíbrio da oferta internacional.

A decisão ocorre em meio a um cenário de restrição global, agravado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 24% do comércio mundial de amônia, insumo essencial para a produção de fertilizantes. Sem capacidade de ampliar a produção no curto prazo, o governo russo optou por suspender as licenças de exportação e priorizar o mercado doméstico diante da forte demanda.

Amplamente utilizado no início do plantio, o nitrato de amônio é exportado pela Rússia para países como Brasil, Índia e Marrocos. O cenário de oferta também foi impactado por ataques de drones ucranianos a uma importante planta produtiva no país, que deve retomar plenamente as operações apenas em maio, aumentando a pressão sobre os preços globais.

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Incertezas globais e eleições no Brasil cria cenário desafiador para o agro


Reprodução Canal Rural

O cenário mudou, e mudou rápido. O que antes permitia planejamento hoje exige cautela. O que era risco pontual virou um conjunto de pressões que vêm de todos os lados. Lá fora, as tensões geopolíticas encarecem insumos, energia e frete. Aqui dentro, os juros seguem elevados, o crédito mais seletivo e o clima cada vez mais imprevisível.

É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

E, no meio disso tudo, há um fator que pesa ainda mais: a ausência de direção.

O Brasil entrou em um ambiente onde a política parece mais preocupada com a próxima eleição do que com os próximos anos. O governo trabalha sob a lógica da reeleição, enquanto o Congresso, preso à polarização, se distancia das urgências reais do país. O campo, que sustenta boa parte da economia, acaba ficando à margem desse debate. Não se vê, neste momento, um movimento claro de construção de uma rede de proteção para o produtor, e isso faz diferença, porque quando o risco aumenta e o amparo não vem, a responsabilidade recai toda sobre quem está dentro da porteira.

Quando o risco aumenta e o apoio não vem, a conta fica inteira com o produtor.

Na prática, isso significa uma coisa simples: o produtor está mais exposto.

Nos últimos anos, o agro viveu um ciclo positivo. Houve crescimento, investimento, avanço tecnológico. Mas os ciclos mudam — e esse movimento já começou a aparecer. O aumento dos pedidos de recuperação judicial no setor não é exagero; é um sinal de que o ambiente ficou mais apertado e que o erro passou a custar mais caro.

O problema hoje não é produzir, é errar num momento em que não há margem para erro.

E o ponto central é que ninguém tem clareza do que vem pela frente. Não dá para cravar o rumo dos juros, do dólar ou dos conflitos lá fora. Quando o cenário fica assim, tentar antecipar o mercado deixa de ser estratégia e passa a ser risco.

Por isso, o caminho volta ao básico: olhar para dentro da propriedade, entender bem os custos, trabalhar com a margem real e tomar decisões com mais segurança. Não é sobre parar, é sobre ajustar o ritmo. Talvez não seja o momento de expandir, mas é, sem dúvida, o momento de consolidar e proteger o que foi construído.

Em tempos de incerteza, preservar vale mais do que crescer.

Perder uma oportunidade de ganho faz parte do jogo. O que não pode acontecer é perder o patrimônio que sustenta toda uma história. O agro brasileiro já mostrou inúmeras vezes sua capacidade de atravessar momentos difíceis, e é essa lucidez, mais do que ousadia, que fará a diferença agora.

E aos candidatos que vão bater na porteira em busca de voto: o campo tem memória. Quem não esteve presente nos momentos difíceis dificilmente encontrará respaldo agora. Talvez seja hora de pensar menos na eleição e mais em quem mantém o Brasil de pé.

Porque os ciclos passam, as oportunidades voltam, mas só aproveita quem consegue permanecer. Neste momento, manter-se de pé, com equilíbrio, já é uma grande vitória.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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AgroNewsPolítica & Agro

Iniciativa fará com que a Fenasoja 2026 seja a feira do Carbono Zero



A Fenasoja ocorre de 1º a 10 de maio, no Parque de Exposições de Santa Rosa


Foto: Canva

A Fenasoja, ao completar 60 anos, apresenta uma novidade no que tange ao desenvolvimento sustentável. Esta edição será, de forma inédita, a feira “Carbono Zero”. Os gases de efeito estufa gerados durante o evento serão compensados por meio de créditos de carbono, doados pela Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR).Um inventário com a quantificação de gases emitidos no período da feira será elaborado por uma equipe técnica e voluntários que compõem a Assessoria de Sustentabilidade da feira. 

As ações seguem como linha norteadora a Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas, que é formada por 17 pilares, que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs). Assim, a maior feira multissetorial do país intensifica ainda mais sua atenção às questões socioambientais, em prol de um mundo melhor também às futuras gerações. No inventário a ser elaborado constarão pontos como, por exemplo, o consumo de energia elétrica demandada, a forma de deslocamento para a feira e a origem do deslocamento das pessoas, bem como informações sobre os quantitativos de resíduos gerados nesse período. A partir desses dados, haverá uma quantificação geral dos gases emitidos para atmosfera e a conversão em créditos de carbono.

Além disso, a sustentabilidade permeia o trabalho e tem uma atenção especial também das demais comissões da feira, mesmo antes da abertura dos portões ao público, em 1º de maio. Integrantes da assessoria orientam as ações, por exemplo, voltadas à destinação adequada de resíduos no Parque de Exposições de Santa Rosa. As ações se estenderão aos trabalhos que compreendem o período pós-evento, até a desmontagem dos estandes. Assim, com foco no desenvolvimento sustentável,  a Fenasoja reforça seu compromisso de pensar e contribuir na construção da Santa Rosa e da região do amanhã.

A Fenasoja ocorre de 1º a 10 de maio, no Parque de Exposições de Santa Rosa. A entrada é gratuita.





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Seguro rural recua 8,8% em 2025 e acende alerta sobre proteção financeira de produtores


lavoura trator seguro rural
Foto: Divulgação

O mercado de seguro rural registrou retração em 2025, interrompendo uma sequência de crescimento observada nos últimos anos e acendendo um alerta no agronegócio brasileiro.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apontam que a arrecadação do segmento caiu 8,8% no último ano. O volume passou de R$ 14,2 bilhões em 2024 para R$ 12,9 bilhões em 2025.

A queda ocorre em um cenário de redução dos recursos destinados à subvenção ao prêmio do seguro rural, além de maior cautela por parte dos produtores diante do aumento no custo das apólices.

Menor adesão pode ampliar riscos no campo

A retração contrasta com o avanço registrado entre 2021 e 2024. Nesse período, a arrecadação saltou de R$ 9,6 bilhões para R$ 14,2 bilhões, indicando expansão da cobertura no campo.

Agora, a combinação entre queda na arrecadação e estabilidade das indenizações reforça um sinal de alerta: parte dos produtores pode estar reduzindo a contratação de seguros.

Segundo especialistas, esse movimento pode aumentar a exposição do setor a perdas causadas por eventos climáticos e oscilações de produtividade, riscos que vêm se intensificando nos últimos anos.

Mudanças no modelo

Para reverter o quadro atual, Congresso e governo têm discutido mudanças no modelo de seguro rural brasileiro. Tramita no Legislativo um projeto de lei que moderniza o seguro rural no Brasil.

O texto prevê maior integração entre crédito agrícola e seguro, criação de mecanismos de gestão de risco para instituições financeiras e a estruturação de um fundo de estabilização para o setor.

A proposta também busca dar mais previsibilidade ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), considerado essencial para ampliar a adesão dos produtores.

Já o Ministério da Agricultura e Pecuária vem sinalizando nos últimos meses que pretende avançar com a implementação do seguro rural paramétrico no país. O modelo já vem sendo adotado em diferentes países como uma alternativa para ampliar a cobertura securitária no campo.

Em mercados como Estados Unidos, Índia, França e México, o seguro paramétrico tem sido utilizado para proteger produtores contra riscos climáticos, com indenizações baseadas em indicadores como volume de chuva, temperatura ou velocidade do vento.

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Frente fria provoca pancadas de chuva, enquanto calor avança em boa parte do país


Imagem gerado por IA para o Canal Rural

A terça-feira (24) será marcada por instabilidade em grande parte do Brasil, com chuva avançando por todas as regiões. No Sul, a atuação de uma frente fria mantém o tempo carregado, principalmente no Rio Grande do Sul. No Sudeste e no Centro-Oeste, o calor e a alta umidade favorecem pancadas fortes e risco de temporais ao longo do dia.

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Já no Nordeste e no Norte, a chuva continua frequente e, em alguns pontos, intensa, impulsionada por sistemas como a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Apesar da presença das instabilidades, as temperaturas seguem elevadas na maior parte do país, com sensação de abafamento predominando.

Sul

A atuação de uma frente fria mantém o tempo instável na região Sul nesta terça-feira (24), especialmente no Rio Grande do Sul. Desde o início do dia, há registro de pancadas de chuva no oeste, região central, Costa Doce, Região Metropolitana de Porto Alegre e no litoral do estado.

A chuva ocorre com intensidade moderada a forte em alguns momentos e avança para áreas da metade norte gaúcha ao longo do dia. Em Santa Catarina e no Paraná, a combinação de umidade e instabilidade favorece pancadas moderadas a fortes, com risco de temporais principalmente no norte, noroeste e oeste paranaense.

No decorrer do dia, as instabilidades se intensificam, com maior concentração na metade norte do Rio Grande do Sul. À noite, a tendência é de diminuição gradual da chuva, embora ainda possa ocorrer em pontos isolados.

As temperaturas seguem elevadas no Paraná e no norte catarinense. Já no Rio Grande do Sul, o avanço de uma massa de ar mais frio deixa o dia mais ameno.

Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h atingem o litoral gaúcho e o sul de Santa Catarina.

Sudeste

No Sudeste, a influência marítima mantém instabilidades desde cedo no litoral do Espírito Santo e no norte do Rio de Janeiro. Também há previsão de chuva no Triângulo Mineiro, norte e oeste de Minas Gerais, além do interior de São Paulo.

Durante a manhã, a chuva perde força em parte da região, mas volta a ganhar intensidade ao longo do dia com a atuação de um vórtice ciclônico em altos níveis (VCAN).

Há risco de temporais no norte do Espírito Santo, Triângulo Mineiro e em áreas do interior paulista. No sul de Minas e em parte de São Paulo, a chuva tende a ser mais fraca, com períodos de sol entre nuvens.

As temperaturas permanecem elevadas na maior parte da região, mas o tempo fica mais agradável em áreas do interior paulista e do Triângulo Mineiro.

Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h são previstas para o litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a terça-feira começa com pancadas de chuva em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, especialmente no norte e oeste das regiões.

Ao longo do dia, o aquecimento e a alta umidade aumentam as instabilidades. Há previsão de pancadas moderadas a fortes, com trovoadas e risco de temporais em áreas do norte e leste de Goiás, além de diversas regiões de Mato Grosso.

Em Mato Grosso do Sul, a diminuição da atuação de um sistema de alta pressão permite o retorno das instabilidades. A chuva pode ganhar força em áreas do norte, oeste, leste e sul do estado, com risco de temporais no extremo sul.

As temperaturas seguem em elevação em toda a região.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua influenciando o tempo no Nordeste. Desde cedo, há instabilidades no litoral norte, além de pancadas de chuva no Maranhão, Piauí e áreas da Bahia e Pernambuco.

Ao longo do dia, a chuva se intensifica e pode ocorrer com moderada a forte intensidade no Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia, com trovoadas e risco de temporais.

Os maiores volumes são esperados no litoral e sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e oeste e extremo sul da Bahia.

Nas áreas mais a leste, o tempo permanece mais firme. As temperaturas sobem e o calor predomina.

Norte

Na Região Norte, a alta umidade mantém o tempo instável desde cedo. Há previsão de pancadas de chuva no Tocantins, Acre, Amazonas e Pará.

A ZCIT também reforça as instabilidades no Amapá e no litoral do Pará. Ao longo do dia, a chuva ganha intensidade e se espalha por praticamente toda a região.

Há risco de temporais no centro-sul do Pará, Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins e litoral do Amapá.

As temperaturas permanecem elevadas, com sensação de abafamento predominando.

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Menor tensão entre Irã e EUA faz preço do petróleo cair e mercado tem alívio temporário


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta terça-feira (24), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o alívio nos mercados globais após sinais de distensão entre Estados Unidos e Irã, que derrubaram o petróleo em quase 10% e reduziram a aversão ao risco. Bolsas em Nova York subiram mais de 1%, com queda do dólar e dos Treasuries.

No Brasil, o Ibovespa avançou 3,24%, aos 181.931 pontos, juros fecharam mais de 30 pontos-base e o dólar caiu a R$ 5,24. Hoje, destaque para a ata do Copom e PMIs na Europa e nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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