quarta-feira, março 25, 2026

Agro

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clima irregular e atraso no plantio elevam preocupações



O mercado global da soja iniciou a semana focado no Brasil, onde o atraso no plantio da safra 2025/26 acende um sinal para traders, produtores e exportadores. Segundo a plataforma Grão Direto, as condições climáticas adversas, somadas ao comportamento do câmbio e aos movimentos recentes da China e de Chicago, criam um ambiente de maior volatilidade e sustentam um viés altista nos preços.

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Com diversas regiões enfrentando desafios, do excesso de chuvas no Rio Grande do Sul à irregularidade das precipitações no Centro-Oeste, Sudeste e Norte, o ritmo da safra permanece comprometido, elevando a preocupação com o calendário produtivo.

Plantio de soja pelo Brasil

O atraso no plantio brasileiro, especialmente no Rio Grande do Sul, tem sido o principal fator de atenção no mercado internacional. O excesso de chuvas na região contrasta com a falta de regularidade em outras áreas produtoras, impactando diretamente o avanço da safra.

No estado de Mato Grosso, já há relatos de replantio, enquanto parte dos produtores segue aguardando chuvas mais consistentes. Se o cenário climático não se estabilizar até o fim de novembro, aumentam os riscos de perdas localizadas e de atraso generalizado na produção.

Mercado externo

A demanda externa também movimentou o mercado na última semana. Após a confirmação de compras chinesas nos Estados Unidos, Chicago registrou reação positiva, com vendas semanais de 1,58 milhão de toneladas para o país asiático. Apesar dessas aquisições, o Brasil permanece como principal fornecedor global de soja.

No contexto cambial, mesmo após a alta registrada na sexta-feira, o dólar segue relativamente contido, limitando parte dos ganhos internos da soja. O contrato de janeiro/2026 em Chicago encerrou a US$ 11,26 por bushel (+0,36%), enquanto março/2026 fechou a US$ 11,35 por bushel (+0,09%). O dólar subiu 1,89% na semana, terminando a R$ 5,40. No mercado físico brasileiro, as cotações tiveram reação positiva ao longo do país.

O que esperar do mercado?

Para as próximas semanas, o clima continua no centro do radar. A irregularidade das precipitações alimenta a incerteza do mercado e já pressiona os prêmios de exportação, que começaram a subir para março e abril, um movimento incomum para este período. Com estoques mais ajustados após uma safra volumosa e ritmo forte de exportações, qualquer ameaça climática ganha peso adicional na formação dos preços.

No cenário internacional, o câmbio segue sensível à política monetária dos Estados Unidos. Após sinalizações do Fed de Nova York, o mercado aumentou para 69% a expectativa de corte de juros em dezembro, embora as atas recentes indiquem divisão interna. Indicadores como vendas no varejo e o Livro Bege devem influenciar o comportamento do dólar nesta semana.

Com isso, o mercado da soja inicia a nova semana sustentado por fatores altistas, como o atraso no plantio, prêmios mais firmes, estoques ajustados e clima adverso. A falta de chuvas consistentes até o fim de novembro pode consolidar um cenário de risco produtivo, mantendo o Brasil no centro das atenções.



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Plantio na Argentina avança, mas mostra ritmos distintos entre as culturas



O plantio dos grãos de verão avança na Argentina, mas com velocidades diferentes entre as principais culturas. Dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires mostram que milho e soja seguem em expansão, enquanto a colheita do trigo mantém ritmo moderado. As informações são do relatório semanal divulgado pela entidade.

As condições climáticas seguem determinantes para o andamento dos trabalhos. A umidade elevada beneficia parte das lavouras, mas ainda provoca excesso de água em algumas regiões, o que limita o ritmo de semeadura.

Milho e soja avançam sob influência do clima

A semeadura do milho 2025/26 chegou a 37,3% da área prevista, de acordo com o levantamento. A maior parte dos lotes apresenta condição considerada adequada, resultado do bom nível de umidade do solo. Entretanto, cerca de 12% da área enfrenta encharcamento, o que dificulta o acesso das máquinas e atrasa operações.

No caso da soja, o plantio atingiu 24,6% da área estimada, após avanço expressivo na última semana. A área total projetada é de 17,6 milhões de hectares. O ritmo atual ainda é mais lento do que o registrado no mesmo período do ciclo passado, com atraso de 11 pontos porcentuais. A bolsa informou que 35,6% da soja de primeira safra já foi implantada, acompanhando o cronograma esperado para essa etapa inicial.

Colheita do trigo e plantio do girassol

A colheita do trigo alcançou 20,3% da área apta, após avanço favorecido pelas chuvas recentes. O rendimento médio nacional permanece em 2.990 quilos por hectare, índice que sustenta a estimativa de produção em 24 milhões de toneladas. A projeção não foi alterada pela bolsa.

O relatório destaca também o andamento das outras culturas de relevância no país. O plantio do girassol está próximo do encerramento, com 95,1% da área prevista completa. A projeção total para essa cultura é de 2,7 milhões de hectares.

Já o sorgo, tradicionalmente semeado em etapas mais espaçadas, chegou a 34% da área nacional. O ritmo é compatível com o calendário da cultura e acompanha o avanço das condições de campo.

Com esses números, a Argentina segue consolidando o andamento da safra 2025/26, marcada por boas condições hídricas, porém ainda sujeita a limitações regionais que influenciam o desempenho das lavouras.



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Safras turcas recuam e importações avançam, diz relatório


A seca fora de época vem alterando o equilíbrio das principais safras da Turquia e deve provocar ajustes relevantes no abastecimento global de grãos em 2025-26. A tendência indica queda na oferta de trigo e cevada, enquanto o milho deve avançar.

Segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a colheita de trigo está estimada em 16,3 milhões de toneladas, redução de 15% em relação ao ciclo anterior. A qualidade, porém, é descrita como muito boa. O órgão aponta que grande parte do volume será destinada à moagem, deixando menos produto para ração animal, conforme avaliação presente no relatório. A projeção inclui cerca de 3,5 milhões de toneladas de trigo duro, usado na fabricação de massas para consumo interno e exportação.

As importações de trigo devem alcançar quase 7,3 milhões de toneladas, mais que o dobro do registrado no ano passado, movimento que, apesar da alta, se aproxima da média da última década. Dois terços desse total serão voltados à produção de farinha e massa destinadas ao mercado externo, enquanto o restante atenderá ao consumo doméstico. O documento destaca também que esse volume poderia ser maior não fosse a retração da demanda do Iraque.

As exportações de trigo tendem a recuar para cerca de 6 milhões de toneladas, o menor nível em quase dez anos. A projeção considera perda de participação em mercados tradicionais e menor procura de farinha por parte do Iraque, segundo a análise técnica.

A cevada acompanha o movimento de baixa e deve somar 5,1 milhões de toneladas, quase 2 milhões a menos que no ciclo anterior. Para suprir o consumo, especialmente na pecuária, as importações são estimadas em 1,7 milhão de toneladas.

No sentido oposto, o milho deve crescer cerca de 12%, alcançando 7,9 milhões de toneladas. A maior parte das áreas é irrigada, condição que reduz o impacto da seca. Com a maior oferta interna, as importações foram ajustadas para 3,3 milhões de toneladas, queda expressiva frente ao ano anterior.





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Plantio de soja em MT ultrapassa 98% de área, aponta Imea



O plantio da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso alcançou 98,84% da área até sexta-feira passada (21), avanço de 2,48 pontos percentuais na semana, conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Segundo o instituto, o ritmo está 1,01 pontos abaixo do registrado no mesmo período do ciclo passado (98,98%) e ligeiramente inferior à média dos últimos cinco anos para a data, de 99,85%.

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Regiões de MT

O médio-norte concluiu 100% da semeadura, assim como o noroeste e o norte. No nordeste, o índice é de 96,83%, enquanto o oeste soma 99,35% e o centro-sul, 99,52%. O sudeste está com 97,71% da área semeada.



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Setor exportador de citros nacional tem alívio tarifário



O setor exportador de produtos citrícolas ganhou um importante alívio tarifário nos últimos dias. Para o suco de laranja, o governo dos Estados Unidos retirou, no final da primeira quinzena de novembro, a tarifa adicional de 10%, aplicada de forma generalizada às importações em abril deste ano e que ainda incidia sobre o produto.

Já para os subprodutos, em ordem executiva anunciada na última quinta-feira (20), óleos essenciais, subprodutos terapêuticos e polpa de laranja tiveram zeradas as tarifas de 40%, mas continuaram sobretaxados em 10%.

Segundo pesquisadores do Cepea, essa movimentação representa mais uma boa notícia para o setor, que enfrenta um período de lentidão nos embarques internacionais de suco. 

Agentes consultados pelo Cepea ressaltam que a isenção tarifária preserva a competitividade do suco brasileiro no mercado norte-americano, fator considerado essencial para o equilíbrio das exportações nesta temporada.

No entanto, para os EUA, segue vigente a tarifa de US$ 415 por tonelada de FCOJ, que já existia antes de todo esse imbróglio imposto pelo presidente Donald Trump. 

Para os subprodutos, pesquisadores do Cepea indicam que as exportações com a sobretaxa vinham perdendo espaço no mercado norte-americano, e a isenção anunciada pode ajudar na recuperação dos embarques para os EUA.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Produtor de milho segue focado na semeadura



A retração de vendedores, que seguem focados nas atividades envolvendo a semeadura da safra verão, mantém firmes os preços do milho na maior parte das regiões. Isso é o que indicam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores, a demanda está pontual, com negócios ocorrendo conforme a necessidade de recomposição dos estoques. Já no mercado internacional, os preços estão em queda, influenciados por estimativas apontando maior produção mundial entre as temporadas 2024/25 e 2025/26.

No entanto, as baixas ficaram contidas frente a forte demanda internacional pelo grão dos Estados Unidos. No front externo, os embarques brasileiros estão mais intensos em novembro. Segundo a Secex, a média diária de embarques está 7,6% acima da de novembro/24. Com isso, em 10 dias úteis de novembro, os embarques totalizaram 2,67 milhões de toneladas de milho.

Caso o atual ritmo se mantenha até o encerramento deste mês, as exportações brasileiras de milho podem somar 5 milhões de toneladas. No campo, a semeadura da safra de verão vem apresentando bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras do País.

Segundo a Conab, até 15 de novembro, 52,6% da área da safra de verão havia sido semeada no Brasil, avanço semanal de 4,9 p.p., mas leve atraso de 0,4 p.p. frente à média dos últimos cinco anos.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Cenário econômico para 2025 e 2026 tem poucas mudanças, aponta Focus



As projeções do mercado financeiro para 2025 e 2026 ficaram praticamente estáveis na edição mais recente do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (24). As estimativas mostram leve ajuste na inflação e estabilidade nas expectativas para juros, câmbio e atividade econômica.

Inflação e juros

Para 2025, a expectativa de inflação caiu de 4,46% para 4,45% na última semana. Há quatro semanas, a mediana estava em 4,56%. Nos preços administrados, houve alta para 5,13%. A projeção da Selic permaneceu em 15% ao ano, após semanas de estabilidade.

No caso de 2026, a inflação geral seguiu em 4,18%, enquanto os administrados recuaram para 3,80%. A taxa Selic estimada ficou estável em 12% ao ano.

Atividade econômica e câmbio

O PIB projetado para 2025 permaneceu em 2,16%. A taxa de câmbio também se manteve estável, com dólar a R$ 5,40.

Para 2026, o Focus aponta crescimento de 1,78%. O câmbio projetado permaneceu em R$ 5,50, sem mudanças nas últimas semanas.

Contas externas e fiscal

O déficit em conta corrente esperado para 2025 aumentou para US$ 72,43 bilhões, enquanto o superávit comercial seguiu em US$ 62,10 bilhões. No fiscal, o déficit primário permaneceu em 0,50% do PIB, e a dívida líquida ficou em 65,83%.
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Para 2026, o déficit em conta corrente subiu para US$ 65,33 bilhões, e a balança comercial ficou estável em US$ 66 bilhões. A projeção de déficit primário continuou em 0,60% do PIB, e a dívida líquida permaneceu em 70,10%.



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Preços dos feijões apresentam movimentos distintos



As negociações envolvendo feijões carioca e preto seguiram ocorrendo de forma pontual. Isso é o que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo pesquisadores do instituto, no geral, a fraca liquidez se deu pelo feriado desta quinta-feira (20), o Dia da Consciência Negra. Quanto aos preços, os do feijão carioca de notas acima de 9,0 e/ou peneira 12 estiveram pressionados na semana passada.

Pesquisadores do Cepea indicam que as colheitas no sudoeste do estado de São Paulo garantiram novas ofertas de lotes de melhor qualidade. Contudo, a maior disponibilidade fez com que os preços cedessem, e vendedores de outras regiões também tiveram de reajustar negativamente os valores pedidos.

Já para o feijão carioca notas de 8 e 8,5, o maior interesse do comprador e a oferta um pouco mais restrita elevaram os preços médios na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea.

Quanto ao feijão preto, diante da necessidade financeira e da liberação de armazéns, as cotações estiveram pressionadas, sobretudo nas regiões do Sul do País. No campo, dados da Conab apontaram que 39,5% da área destinada ao feijão de 1ª safra 2025/26 havia sido cultivada no Brasil até o dia 17 de novembro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Retomada das exportações de cacau para os EUA será gradual, diz AIPC



A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) afirmou, em nota, que recebeu com satisfação a decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% sobre os derivados de cacau do Brasil, vigente desde 7 de agosto. No entanto, o resultado da medida não será imediato.

“Contratos precisam ser renegociados, estoques e programações logísticas devem ser ajustados e os compradores tendem a retomar suas operações gradualmente até que a previsibilidade esteja completamente restabelecida”, disse a AIPC, em comunicado.

Segundo a entidade, a decisão representa uma sinalização clara de confiança e abre caminho para a recuperação gradual do fluxo de exportações aos padrões anteriores às tarifas. A AIPC destacou que, historicamente, o mercado norte-americano desempenha papel estratégico para o setor de processamento de cacau no Brasil.

“Esse fluxo comercial contribui diretamente para a viabilidade das operações das processadoras instaladas no país, para o uso contínuo da capacidade industrial e para a manutenção de empregos ao longo de toda a cadeia”, afirmou a associação.

Em nota, a AIPC disse reconhecer e valorizar o trabalho diligente do governo brasileiro, em especial dos Ministérios das Relações Exteriores, da Fazenda e da Agricultura, que atuaram de maneira coordenada e técnica para esclarecer os impactos da cadeia produtiva brasileira.



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Retração vendedora eleva preço da soja no Brasil



As irregularidades das chuvas no Brasil, a necessidade de replantio e a expectativa de demanda externa aquecida no próximo ano, levaram produtores brasileiros a ficarem mais resistentes nos negócios envolvendo novos lotes da soja em grão na semana passada. 

Com isso, levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostra que a liquidez no mercado spot nacional diminuiu, mas os preços subiram. Segundo pesquisadores do instituto, os valores da soja em grão também foram influenciados por projeções do USDA indicando menor oferta mundial. 

Esse fato, somado ao avanço da demanda na safra 2025/26, deve reduzir a relação estoque/consumo final para o menor volume em três temporadas. Quanto ao farelo de soja, levantamento do Cepea mostra que a demanda permaneceu aquecida, dando suporte aos preços domésticos.

Já as negociações de óleo de soja estiveram enfraquecidas, com parte das indústrias de biodiesel do País sinalizando que estavam abastecidas para o médio prazo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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