segunda-feira, março 23, 2026

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Paraná estabelece novo prazo para colheita do pinhão; veja mudanças


Pinhão
Foto: Luiz Costa/Embrapa

O Instituto Água e Terra (IAT) anunciou uma mudança importante no calendário do pinhão no Paraná. A partir deste ano, a temporada para colheita, transporte, comercialização e armazenamento da semente começa no dia 15 de abril, ao invés de 1º de abril como nos anos anteriores. A medida vale tanto para o consumo humano quanto para uso em sementeiras.

A alteração atende a Instrução Normativa nº 03/2026 e busca alinhar a legislação estadual ao regramento federal.

O objetivo é garantir a extração sustentável da semente, proteger o ciclo reprodutivo da espécie e conciliar a geração de renda das comunidades produtoras com a conservação do meio ambiente.

A multa em caso de desobediência é de R$ 300 a cada 50 quilos apreendidos (ou fração equivalente), além da responsabilização por crime ambiental.

Ciclo sustentável

O chefe da Divisão de Licenciamento de Fauna e Flora do IAT, José Wilson de Carvalho afirma que o adiamento da temporada fará com que pinhas imaturas não sejam mais coletadas, garantindo o ciclo sustentável do pinhão. De acordo com ele, a medida tem impacto direto na saúde da população.

“Já observamos casos de pessoas coletando pinhas que ainda estão verdes, com casca esbranquiçada e alto teor de umidade. Essa prática é proibida, já que nesse estado elas são impróprias para o consumo, podendo favorecer a presença de fungos. Por isso estabelecemos essa nova data-limite. Após o dia 15, as pinhas já estão com um aspecto mais marrom-avermelhado e caem naturalmente das árvores”, explica Carvalho.

Fiscalização

A fiscalização durante toda a temporada de pinhão será feita por agentes do IAT e pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). As denúncias podem ser encaminhadas à Ouvidoria do IAT, aos escritórios regionais pelos telefones (41) 3213-3466 e (41) 3213-3873 ou 0800-643-0304 e, ainda, à Polícia Ambiental (41) 3299-1350.

Destaque econômico

A cultura movimentou R$ 25,7 milhões em 2024 (dado mais recente), de acordo com o Valor Bruto de Produção (VBP), levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Os municípios que mais se destacaram na produção foram Pinhão (17,5%), Inácio Martins (14,9%), Turvo (8,7%), Guarapuava (7,3%) e Prudentópolis (5,2%).

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AgroNewsPolítica & Agro

Formação de ciclone traz chuvas extremas ao centro-sul nesta segunda-feira (23)


A formação de um ciclone deve provocar chuvas intensas e tempestades no centro-sul do Brasil nesta segunda-feira (23), com alerta para o Rio Grande do Sul. A previsão é da Meteored, que aponta risco de volumes elevados de precipitação e transtornos em diferentes regiões do estado.

Segundo a análise, entre domingo (22) e segunda-feira (23), uma área alongada de baixa pressão deve se estender sobre o Uruguai e o território gaúcho, favorecendo a organização do sistema. “Este sistema irá organizar tempestades sobre o centro-sul do Brasil ao longo da segunda-feira (23), com grande potencial de severidade sobre o Rio Grande do Sul”, informa.

As chuvas mais intensas devem ocorrer sobre o Uruguai, mas áreas de fronteira com o Rio Grande do Sul também estão em alerta. O modelo europeu ECMWF, citado na análise, indica potencial para volumes considerados incomuns. “Alguns pontos do Rio Grande do Sul também podem ter volumes considerados incomuns, que podem se aproximar de 100 mm em 24 horas”, aponta o texto.

A intensidade das precipitações está associada à atuação de um rio atmosférico, que transporta grande quantidade de umidade da região tropical. Esse sistema deve cruzar o estado ao longo do dia, com maior intensidade nas regiões Oeste, Campanha e Sul.

A previsão indica que, entre a madrugada e o amanhecer de segunda-feira, há possibilidade de tempestades com maior intensidade, inicialmente na metade oeste do estado. Ao longo do dia, o sistema avança e pode atingir também o norte, a Região Metropolitana de Porto Alegre e a Serra Gaúcha. “Há risco de fortes rajadas de vento e formação de granizo”, informa a análise.

Os ventos devem ser mais intensos na faixa de fronteira com o Uruguai, podendo ultrapassar 50 km/h, enquanto no extremo sul do estado podem superar 80 km/h.

Com o avanço do sistema e o aumento das temperaturas ao longo do dia, as instabilidades também devem atingir Santa Catarina, Paraná e a metade oeste de São Paulo. Nessas áreas, a previsão indica ocorrência de tempestades e chuvas irregulares, com acumulados que podem chegar a 50 mm em curto período.

A análise ressalta que a previsão de precipitação envolve maior grau de incerteza, especialmente em eventos extremos. “Eventos incomuns ou extremos de chuva são particularmente desafiadores”, destaca o conteúdo, que aponta variações nas projeções recentes de acumulados, entre valores superiores a 150 mm e inferiores a 100 mm.

Diante desse cenário, a recomendação é de atenção nas áreas de fronteira com o Uruguai e no oeste do Rio Grande do Sul, onde os volumes podem superar os indicados inicialmente.





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Mercado do boi inicia semana travado, com preços estáveis e consumo lento


Nelore vacada vacas pecuarista boi
Foto: Pixabay

O mercado físico do boi gordo começou a semana com preços acomodados e pouca movimentação nas negociações. Apesar de ainda ocorrerem pontualmente negócios acima da média, o cenário predominante é de estabilidade. A oferta restrita de animais terminados segue dificultando a formação das escalas de abate, que permanecem entre cinco e sete dias úteis na média nacional.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, fatores externos continuam no radar, como as tensões no Oriente Médio e o avanço da cota chinesa, que podem influenciar a formação de preços ao longo do semestre.

Preços da arroba no Brasil:

  • São Paulo: R$ 352,17, na modalidade a prazo
  • Goiás: R$ 339,29
  • Minas Gerais: R$ 342,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 338,52
  • Mato Grosso: R$ 344,80, a arroba

Atacado

No mercado atacadista, o cenário também é de acomodação. O escoamento da carne segue mais lento, refletindo o menor apelo ao consumo neste período. Proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos, continuam ganhando espaço na preferência do consumidor brasileiro, pressionando a demanda por carne bovina.

Entre os cortes, o quarto traseiro segue cotado a R$ 27,30 por quilo, enquanto o dianteiro permanece em R$ 21,00 por quilo. A ponta de agulha é negociada a R$ 19,50 por quilo.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,31%, cotado a R$ 5,24, após oscilar entre R$ 5,21 e R$ 5,31 ao longo da sessão, movimento que também influencia a dinâmica do mercado pecuário.

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Brasil aposta em genética e exporta éguas aos EUA com foco nas Olimpíadas de 2028


Haras Rosa Mystica
Foto: reprodução redes sociais/ Haras Rosa Mystica

Duas éguas criadas no Haras Rosa Mystica, em São Paulo, foram enviadas aos Estados Unidos com foco nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, reforçando a qualidade da genética nacional e a presença do Brasil no esporte de elite.

O embarque foi realizado pelo Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com destino a Miami. Ao chegarem, as éguas passam por um período de quarentena de uma semana, etapa obrigatória para a realização de novos exames sanitários exigidos pelas autoridades norte-americanas.

“É importante que os dois países envolvidos tenham protocolos, um acordo sanitário entre eles, e cumpram determinados protocolos”, alerta o criador Nilson Leite.

A operação de exportação envolve uma série de protocolos rigorosos, desde a documentação fiscal e sanitária até o transporte terrestre e aéreo, tudo segue normas específicas. De acordo com Leite, os animais são levados em caminhões higienizados até o aeroporto e viajam em contêineres adaptados, acompanhados por um médico-veterinário durante todo o voo.

Prevenção de doenças

Leite explica que, um dos principais desafios sanitários é a prevenção de doenças como a piroplasmose, comum no Brasil e restrita em países como os Estados Unidos. Para atender às exigências internacionais, haras exportadores têm investido em certificações e controle sanitário rigoroso, garantindo que os animais estejam aptos para competir no exterior.

“Nos Estados Unidos não pode entrar nenhum animal com uma doença muito conhecida aqui no Brasil, como a piroplasmose, que é uma doença que vem do carrapato”, destaca Leite.

Diferencial na genética brasileira

Além dos cuidados logísticos, o destaque está na evolução genética do cavalo brasileiro de hipismo. Apesar de ser uma raça relativamente jovem, o país tem investido em tecnologias como inseminação artificial, transferência de embriões e fertilização in vitro. Há iniciativas pioneiras, como a clonagem de animais de alto desempenho.

A raça criada é o cavalo brasileiro de hipismo, considerada relativamente nova em comparação a outras mais tradicionais, como o lusitano, o mangalarga e o quarto de milha.

Nos últimos anos, criadores brasileiros têm ampliado os investimentos em genética e tecnologia. Atualmente, o setor utiliza técnicas como inseminação artificial, transferência de embriões, fertilização in vitro e até clonagem – caso do primeiro cavalo brasileiro de hipismo clonado, desenvolvido pelo Haras Rosa Mystica.

De acordo com Leite, com a importação de genética ao longo do desenvolvimento da raça, o Brasil passou a competir em igualdade com centros tradicionais do hipismo mundial, especialmente os europeus. Esse avanço já se reflete em resultados expressivos, como conquistas em provas internacionais.

“Os nossos cavalos têm conquistado resultados históricos, como Grande Prêmio de Roma, os Jogos Centro-Americanos e do Caribe, que foi um feito inédito também na nossa raça”, destaca.

Segundo Leite, o cavalo brasileiro de hipismo também acumula participações em Jogos Pan-Americanos e Olimpíadas, com medalhas importantes. A mais recente medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, inclusive, foi conquistada por um exemplar da raça, reforçando a evolução e a competitividade da genética nacional.

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Brasil aposta em genética e exporta éguas aos EUA com foco nas Olimpíadas de 2028


Haras Rosa Mystica
Foto: reprodução redes sociais/ Haras Rosa Mystica

Duas éguas criadas no Haras Rosa Mystica, em São Paulo, foram enviadas aos Estados Unidos com foco nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, reforçando a qualidade da genética nacional e a presença do Brasil no esporte de elite.

O embarque foi realizado pelo Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com destino a Miami. Ao chegarem, as éguas passam por um período de quarentena de uma semana, etapa obrigatória para a realização de novos exames sanitários exigidos pelas autoridades norte-americanas.

“É importante que os dois países envolvidos tenham protocolos, um acordo sanitário entre eles, e cumpram determinados protocolos”, alerta o criador Nilson Leite.

A operação de exportação envolve uma série de protocolos rigorosos, desde a documentação fiscal e sanitária até o transporte terrestre e aéreo, tudo segue normas específicas. Os animais são levados em caminhões higienizados até o aeroporto e viajam em contêineres adaptados, acompanhados por um médico-veterinário durante todo o voo.

Prevenção de doenças

Um dos principais desafios sanitários é a prevenção de doenças como a piroplasmose, comum no Brasil e restrita em países como os Estados Unidos. Para atender às exigências internacionais, haras exportadores têm investido em certificações e controle sanitário rigoroso, garantindo que os animais estejam aptos para competir no exterior.

“Nos Estados Unidos não pode entrar nenhum animal com uma doença que é muito conhecida aqui no Brasil, que é a piroplasmose, que é uma doença que vem do carrapato”, destaca Leite.

Diferencial na genética brasileira

Além dos cuidados logísticos, o destaque está na evolução genética do cavalo brasileiro de hipismo. Apesar de ser uma raça relativamente jovem, o país tem investido em tecnologias como inseminação artificial, transferência de embriões e fertilização in vitro. Há iniciativas pioneiras, como a clonagem de animais de alto desempenho.

A raça criada é o cavalo brasileiro de hipismo, considerada relativamente nova em comparação a outras mais tradicionais, como o lusitano, o Mangalarga e o Quarto de Milha.

Nos últimos anos, criadores brasileiros têm ampliado os investimentos em genética e tecnologia. Atualmente, o setor utiliza técnicas como inseminação artificial, transferência de embriões, fertilização in vitro e até clonagem – caso do primeiro cavalo brasileiro de hipismo clonado, desenvolvido pelo Haras Rosa Mystica.

De acordo com Leite, com a importação de genética ao longo do desenvolvimento da raça, o Brasil passou a competir em igualdade com centros tradicionais do hipismo mundial, especialmente os europeus. Esse avanço já se reflete em resultados expressivos, como conquistas em provas internacionais.

“Os nossos cavalos têm conquistado resultados históricos, como Grande Prêmio de Roma, os Jogos Centro-Americanos e do Caribe, que foi um feito inédito também na nossa raça”, destaca.

Segundo Leite, o cavalo brasileiro de hipismo também acumula participações em Jogos Pan-Americanos e Olimpíadas, com medalhas importantes. A mais recente medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, inclusive, foi conquistada por um exemplar da raça, reforçando a evolução e a competitividade da genética nacional.

Espaço brasileiro

A exportação das éguas simboliza não apenas uma negociação comercial, mas também o reconhecimento da qualidade da criação nacional. Com genética competitiva e investimento em tecnologia, o Brasil busca consolidar seu espaço entre os principais nomes do hipismo mundial e chegar ainda mais forte aos Jogos de 2028.

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Vozes que lideram: 2º Fórum das Mulheres Agroparceiras destaca a força feminina no agronegócio baiano


2º Fórum das Mulheres Agroparceiras destaca a força feminina no agronegócio baiano
Foto: Reprodução/Canal Rural Bahia

Na última sexta-feira (20), a cidade de Luís Eduardo Magalhães-BA, sediou a segunda edição do Fórum das Mulheres Agroparceiras. Com o tema “Do Campo ao Mundo: Vozes que Lideram, Mãos que Cultivam”, o encontro reuniu produtoras, lideranças e especialistas para discutir o papel estratégico da mulher na cadeia produtiva.

O grupo Agroparceiras nasceu do esforço coletivo de produtoras associadas ao Sindicato de Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM). Atualmente, o movimento conta com cerca de 270 integrantes.

União e Propósito

Para a presidente do sindicato, Greice Kelly, o sucesso do fórum é fruto de uma construção compartilhada. “É um sentimento de realização. Tivemos uma parceria muito forte das nossas mulheres e das instituições que compõem a Aliança do Agro. Essa união é o que faz o sucesso do evento”, destacou.

O fórum não se limitou às experiências práticas de cultivo, mas focou intensamente na profissionalização da gestão.

Fórum Agroparceiras 2026

Carminha Missio, vice-presidente do Sistema Faeb/Senar, reforçou que o objetivo principal é municiar as produtoras com informações sobre os “gargalos” e as precauções necessárias para os próximos anos.

“Elas estão inseridas tanto da porteira para dentro quanto da porteira para fora. Esperamos que a experiência delas sirva como horizonte para muitas outras mulheres”, afirmou Missio.

Nesta edição, o evento também inovou ao abrir as inscrições para o público masculino, promovendo maior visibilidade e integração das mulheres no setor. Segundo Humberto Miranda, presidente do Sistema Faeb/Senar, o campo vive uma transformação: “A mulher vem ocupando esses espaços nos poderes decisórios das propriedades e dos empreendimentos rurais com competência”.

Desafios no horizonte: Reforma tributária

Um dos temas centrais do evento foi o impacto da Reforma Tributária no agronegócio, assunto detalhado por Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da CNA.

Ele alertou que o setor está prestes a entrar em um longo período de adaptação, que se estenderá de 2026 a 2033, exigindo atenção redobrada dos produtores.

2º Fórum das Mulheres Agroparceiras destaca a força feminina no agronegócio baiano
Foto: Reprodução/Canal Rural Bahia

Segundo Conchon, o protagonismo feminino é um diferencial estratégico para enfrentar essa transição:

“O fortalecimento e o protagonismo feminino em eventos como esse são fundamentais para casar a nova gestão da atividade agropecuária com um momento de transição tão importante para o Brasil e para o setor”, destacou o coordenador.

O cenário

A ascensão feminina no setor é comprovada por dados, embora ainda haja espaço para crescimento. Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE (2017):

  • 20% das propriedades rurais no Brasil são comandadas por mulheres.
  • Mulheres representam 30% da força de trabalho no campo.

O Fórum das Mulheres Agroparceiras reforçou que a presença feminina é, hoje, um dos principais motores de modernização e sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Por fim, a agricultora, Lia Dugnani, comemorou a realização da segunda edição do evento e disse que espera uma nova edição em 2027.

“Buscamos sempre essa parceria entre as mulheres e com as pessoas que integram essa cadeia. Então, é uma satifação muito grande ver esse trabalho que veio se desenvolvendo e que culminou aqui. A gente tem esperaça que possa acontecer nos próximos anos também”, finalizou.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.

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Ciclone extratropical traz temporais e volumes de chuva passam de 70 mm no Brasil; saiba onde


ciclone extratropical - agencia brasil - frente fria, na previsão do tempo
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A formação de um ciclone extratropical na região Sul deve provocar temporais intensos, principalmente no Rio Grande do Sul, elevando o risco de transtornos e impactando atividades nas lavouras de soja. Ao mesmo tempo, áreas do Centro-Oeste e do Norte, como Goiás, Mato Grosso, Tocantins e sul do Pará, devem registrar aumento significativo das chuvas ao longo da semana, com acumulados que podem ultrapassar 70 milímetros em cinco dias.

No recorte nacional, o padrão climático mostra forte contraste. Enquanto a virada do mês será marcada por um Centro-Sul mais quente e seco, o que tende a favorecer os trabalhos em campo, regiões do Centro-Norte enfrentam volumes elevados que podem prejudicar as operações. O destaque vai para o centro-norte do Maranhão, onde os acumulados podem variar entre 100 e 150 milímetros no mesmo período.

Entre os dias 3 e 7 de abril, a tendência de tempo mais seco persiste no Centro-Sul, sem indicação imediata de déficit hídrico em áreas como interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul, mas já acendendo um sinal de atenção.

Por outro lado, o Sul segue com chuvas irregulares e abaixo do necessário, enquanto os maiores volumes se concentram no Matopiba e em grande parte da Bahia, com precipitações superiores a 70 milímetros em cinco dias.O cenário reforça a irregularidade climática no país, com impactos distintos entre regiões e necessidade de monitoramento constante por parte dos produtores.

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Milho recua com pressão da safrinha e cenário externo incerto


milho
Foto: Embrapa/Semeali Sementes

O mercado de milho registrou queda nas cotações ao longo da última semana, tanto no Brasil quanto no exterior. Na B3, o contrato com vencimento em maio de 2026 recuou para a faixa de R$ 72,00 por saca, refletindo o avanço da safrinha e o aumento da oferta interna, mesmo diante da valorização do dólar.

Plantio

No campo, o plantio da segunda safra ganhou ritmo no Centro-Sul, favorecido por uma trégua nas chuvas mais intensas. Apesar disso, parte das lavouras foi semeada fora da janela ideal, elevando os riscos climáticos para o desenvolvimento das plantas nas próximas semanas.

Segundo dados da plataforma Grainsights, da Grão Direto, o milho em Chicago apresentou leve queda de 0,21% na semana. Já no Brasil, o movimento foi mais intenso, com recuo de 4,38% na B3, encerrando a R$ 71,99 por saca. No mercado físico, também houve desvalorização, como em Lucas do Rio Verde (MT), onde os preços caíram 3,25%, para cerca de R$ 48,12 por saca.

O que vem por aí?

Para o curto prazo, o mercado segue atento ao relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para 31 de março. A expectativa é de redução da área de milho nos Estados Unidos, o que pode dar suporte aos preços no cenário global.

Por outro lado, o conflito no Oriente Médio traz preocupações relevantes. A região é importante fornecedora de fertilizantes nitrogenados, como a ureia, e eventuais interrupções no fluxo podem elevar os custos de produção da próxima safra. Além disso, o Irã, um dos principais compradores do milho brasileiro, pode reduzir suas importações em caso de agravamento do cenário, o que pressionaria ainda mais os preços internos.

O clima também será determinante para a safrinha 2026. Com parte das lavouras fora da janela ideal, a dependência por chuvas regulares em abril aumenta, sendo fator decisivo para o potencial produtivo.

No campo macroeconômico, o dólar acima de R$ 5,30 ajuda a sustentar os preços em reais, mesmo com a pressão negativa nas bolsas. Ainda assim, a volatilidade deve permanecer elevada, exigindo atenção redobrada dos produtores à gestão de custos e às oportunidades de comercialização.

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Feno e grão úmido podem ser usados na dieta de bovinos? Especialista responde


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

No planejamento nutricional para o outono de 2026, a combinação de feno e silagem de grão úmido (ou grão reidratado) é proposta como uma estratégia de alta performance para o gado adulto.

Segundo o zootecnista Luis Kodel, essa união é tecnicamente recomendável, mas exige um “ajuste fino” na proteína para não comprometer o ganho de peso. Com a necessidade de otimizar o trato no cocho, entender o papel de cada ingrediente é fundamental para o sucesso da dieta.

Confira:

Importância do equilíbrio na dieta

A mistura de feno com silagem de grão úmido fornece os dois pilares essenciais para o metabolismo bovino. Kodel alertou que tanto o feno quanto o milho são pobres em proteína, e fornecer apenas esses itens pode deixar a dieta carente de “tijolos” necessários para a construção de carne ou leite.

O especialista reforçou a necessidade de um núcleo mineral, ressaltando que a silagem de grão úmido é rica em fósforo, mas deficitária em cálcio. Ele destacou que, sem um núcleo específico para misturas, o desequilíbrio mineral pode provocar problemas de cascos e falhas reprodutivas nos animais adultos.

Proporções adequadas na mistura

A mistura é considerada excelente, desde que balanceada. Kodel explicou que, se o objetivo for a terminação rápida, a proporção da silagem de grão úmido deve ser aumentada; se for apenas manutenção na seca, o feno deve ter mais espaço. O uso de um vagão forrageiro é indicado para evitar que o gado selecione apenas o milho, ignorando a fibra do feno.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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AgroNewsPolítica & Agro

Leilão de frete contratará transporte de 6,48 mil toneladas de milho destinadas ao ProVB



Leilão da Conab vai contratar frete para transportar milho ao ProVB no Nordeste



Foto: USDA

Na próxima terça-feira (24), a Companhia realizará leilão para contratar serviço de transporte de remoção de 6,48 mil toneladas de milho, vinculados aos estoques públicos. O pregão será realizado a partir das 9h30 (horário de Brasília) por meio do Sistema de Comercialização Eletrônico da Conab (Siscoe), conforme o Aviso de Frete nº 08/2026. O cereal a ser removido será destinado ao Programa de Venda em Balcão (ProVB).

Voltado a pequenos criadores rurais, o ProVB facilita o acesso direto a estoques públicos a preços compatíveis com o mercado atacadista local. No caso do milho, o programa contribui para reduzir custos na formulação de ração animal, assegurando regularidade no fornecimento e fortalecendo a produção de espécies criadas em pequena escala, especialmente em regiões dependentes desse insumo.

A operação logística contemplará rotas que partem de unidades que armazenam estoques públicos localizadas em Campo Grande/MS, Brasília/DF  e Uberlândia/MG, com distribuição para unidades armazenadoras e unidades satélites de vendas em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Os lotes foram estruturados com fluxos de embarque compatíveis com a capacidade operacional dos locais de origem e de destino.

Para participar do leilão, as empresas deverão estar vinculadas a uma Bolsa de Mercadorias, serem cadastradas no Sistema da Conab (Sican) e estar em situação regular em cadastros de fornecedores, de créditos do setor público e no Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes da Conab (Sircoi). Além disso, precisam comprovar que sua atividade principal é compatível com o serviço de transporte de carga.

As demais exigências para participar do leilão podem ser conferidas no Aviso de Frete n.º 8/2026.

Serviço:Leilão eletrônico para contratação de frete de milho em grãos

Edital: Aviso de Frete n.º 8/2026 

Data: terça-feira, 24 de março

Horário: 9h30





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