sábado, maio 16, 2026

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Inflação de junho registra alta de 0,24%



O mês de junho foi marcado pela primeira queda no preço dos alimentos depois de 9 meses, o que ajudou a inflação oficial perder força pelo quarto mês seguido, fechando junho em 0,24%.

No entanto, a bandeira vermelha na conta de energia elétrica fez a conta de luz subir e ser o subitem que mais pressionou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em junho do ano passado, a inflação oficial havia sido de 0,21%. Desde fevereiro de 2025, quando marcou 1,31%, o IPCA perdeu força seguidamente nos meses de março (0,56%), abril (0,43%), maio (0,26%) e junho (0,24%).

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Apesar da sequência de meses de desaceleração, ou seja, com inflação cada vez menor, o IPCA acumulado de 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta do governo, de até 4,5%. Esse período de 6 meses acima de 4,5% configura estouro da meta. Em abril, esse acumulado obteve o ponto mais alto do ano, 5,53%.

Dos nove grupos de preços apurados pelo IBGE, apenas um apresentou queda de preços, alimentos e bebidas (0,18%), representando peso de 0,04 ponto percentual (p.p.).

Veja o comportamento dos grupos:

Índice geral: 0,24% (0,24 p.p.)
Alimentação e bebidas: -0,18% (-0,04 p.p.)
Habitação: 0,99% (0,15 p.p.)
Artigos de residência: 0,08% (0,00 p.p.)
Vestuário: 0,75% (0,04 p.p.)
Transportes: 0,27% (0,05 p.p.)
Saúde e cuidados pessoais: 0,07% (0,01 p.p.)
Despesas pessoais: 0,23% (0,02 p.p.)
Educação: 0,00% (0,00 p.p.)
Comunicação: 0,11% (0,01 p.p.)

Alimentos

Vilão da inflação nos últimos meses, o grupo alimentação foi influenciado pela alimentação no domicílio, que saiu de 0,02% em maio para menos 0,43% em junho. Os subitens que mais puxaram para baixo o grupo foram ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%).

De acordo com o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, bons números da safra atual aumentaram a oferta de alimentos, o que explica a queda de preços.

O café subiu 0,56% em junho, bem abaixo de maio (4,59%) e acumula alta de 77,88% em 12 meses.

Já a alimentação fora do domicílio desacelerou para 0,46% em junho, depois de ter marcado 0,58% em maio.

Conta de luz

O subitem que mais empurrou o IPCA para cima foi a energia elétrica, que subiu 2,96% no mês, representando impacto de 0,12 p.p. A explicação está principalmente na bandeira vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,46 a cada 100 quilowatt hora consumidos.
A bandeira tarifária vermelha é uma medida do governo no cenário de fim do período chuvoso. A previsão de geração de energia proveniente de hidrelétrica piorou, o que nos próximos meses pode demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que fornecem energia mais cara.

Além da alteração tarifária, o IBGE apurou reajuste nas contas de luz nas cidades de Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro.

De acordo com Fernando Gonçalves, “se tirássemos a energia elétrica do cálculo, o IPCA ficaria em 0,13%”.

Transportes

O grupo dos transportes também teve alta relevante no mês (0,27% e impacto de 0,5 p.p). Dentro do grupo, os combustíveis caíram no mês (0,42%), mas houve alta no transporte por aplicativo (13,77%).

O índice de difusão no mês foi de 54%, isso significa que dos 377 produtos e serviços que tiveram os preços apurados, 54% tiveram alta de preço. Esse é o menor patamar desde julho de 2024 (47%). Em abril, o índice chegou a 67%.

INPC

O IBGE divulgou também o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 0,23% em junho e acumula 5,18% em 12 meses.

A diferença entre os dois índices é que o INPC apura a inflação para as famílias com renda de até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares com renda de até 40 salários mínimos. Atualmente o mínimo é de R$ 1.518.

O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam 25% do índice, mais que no IPCA (21,86%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Na ótica inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.

O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros, uma vez que o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado para cálculo do reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.



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menor demanda pressiona as cotações do pescado



Os preços da tilápia caíram em junho em todas as regiões acompanhadas, como já era esperado pelo setor. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).  

Segundo o centro de pesquisas, a retração esteve atrelada à menor demanda no mercado interno, comportamento  típico durante o inverno, quando o consumo de pescado tende a diminuir. 

Agentes consultados pelo Cepea relatam que indústrias reduziram o ritmo de abate e de compra de tilápia, reflexo direto da queda na procura por parte de redes varejistas, centrais de abastecimento (Ceasas) e estabelecimentos de food service, como bares e restaurantes. 

Quanto às exportações brasileiras de tilápia, o volume embarcado em junho caiu pelo terceiro mês seguido. Foram 1.288 toneladas, baixas de 9,3% em relação a maio e de 9,7% frente a junho/24, conforme dados da Secex analisados pelo Cepea. 

Já no acumulado do semestre deste ano, as 8.752 toneladas exportadas superam em expressivos 40,2% a quantidade enviada em igual intervalo de 2024.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Trump rompe tradição diplomática e usa tarifa de 50% para punir o Brasil por decisões internas



A Casa Branca confirmou na quarta-feira (9) a imposição de tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos. A medida, assinada pessoalmente pelo presidente Donald Trump, inaugura uma nova fase nas relações entre os dois países — e, na prática, subverte as regras básicas do comércio internacional.

Desta vez, não se trata de superávit, dumping ou competitividade. A motivação é ideológica e política, o que torna a medida ainda mais grave. Trump critica abertamente o julgamento de Jair Bolsonaro e acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de censura — misturando a política interna do Brasil com sua política externa de maneira inédita.

Durante anos acompanhamos as guerras comerciais dos EUA com China, Europa ou México baseadas em argumentos econômicos. Agora, a lógica mudou. Trump rompe com os fundamentos técnicos que sustentam o comércio internacional e inaugura uma era onde divergências políticas podem virar tarifas, boicotes e bloqueios.

O setor mais exposto é, sem dúvida , o agronegócio. Como analistas que acompanha de perto esse setor há décadas, posso afirma com segurança: a medida afeta o coração da nossa balança comercial.

Produtos como café, suco de laranja, carne, soja e etanol, fundamentais para o Brasil e importantes para o consumidor americano, perderam fôlego com a tarifa. A consequência direta será a redução da competitividade, queda nas exportações e prejuízos em cadeia, atingindo do pequeno produtor ao grande exportador.

A indústria de processamento, as cooperativas, a logística, todos os elos da cadeia agroindustrial sentirão o impacto. E, numa economia que ainda luta para ganhar tração, isso significa menos investimento, menos emprego e menos renda no campo.

A medida também contamina o ambiente macroeconômico. A Bolsa caiu, o real se desvalorizou, e o risco-Brasil subiu. Empresas como a Embraer, com presença estratégica nos EUA, podem ver contratos revisados. A confiança de investidores internacionais também se abala, e sabemos o quanto a credibilidade é um ativo frágil.

Ao justificar uma retaliação comercial com base em decisões judiciais brasileiras, Trump abre um precedente perigoso no cenário global: o comércio se torna ferramenta de intimidação.
Essa atitude enfraquece os organismos multilaterais como a OMC, desestabiliza acordos bilaterais e transforma a diplomacia

O governo brasileiro promete reagir com base na lei de reciprocidade, mas enfrenta um dilema: responder à altura sem agravar ainda mais a crise. O mercado norte-americano representa bilhões em exportações — e perder esse espaço pode ter consequências severas.

A estratégia agora exige frieza, articulação diplomática e um discurso que una setores produtivos e sociedade civil. Não é momento de bravatas, mas de ações coordenadas que reafirmam nossa soberania sem nos isolar do mundo.

A estratégia agora exige frieza, articulação diplomática e um discurso que una setores produtivos e sociedade civil. Não é momento de bravatas, mas de ações coordenadas que reafirmam nossa soberania sem nos isolar do mundo.

Conclusão

O que está em jogo vai muito além de tarifas. Estamos diante de uma nova forma de disputa global, onde a ideologia contamina o comércio e coloca em risco décadas de construção institucional e diplomática.

Como brasileiros, como produtores, como empresários ou cidadãos, temos a obrigação de compreender o tamanho do desafio — e cobrar das lideranças uma reação proporcional, inteligente e estratégica.

O Brasil precisa se posicionar não apenas como ofendido, mas como ator relevante e maduro no cenário internacional. Porque, no fim, a soberania se protege com firmeza, mas também com sabedoria.



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exportações e receita adquirida no primeiro semestre são recordes



Tanto o volume de carne suína exportada pelo Brasil quanto a receita adquirida com as vendas externas foram recordes no primeiro semestre de 2025. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo dados da Secex, de janeiro a junho, as vendas externas somaram 713,4 mil toneladas, sendo 17,5% acima da quantidade escoada no primeiro semestre de 2024. 

Em relação à receita arrecadada pelas exportações, nos seis primeiros meses de 2025, totalizou R$ 9,82 bilhões. Assim o valor representa expressivos 49% acima do montante registrado no mesmo período de 2024. 

Segundo pesquisadores do Cepea, esse excelente desempenho dos embarques brasileiros da carne esteve atrelado ao forte aumento na demanda de importantes parceiros, especialmente os do mercado asiático: Japão, China e Filipinas. Os embarques à Angola e à Libéria também vêm registrando avanços.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Qualidade do algodão preocupa com clima adverso e colheita lenta



Preço atinge menor valor desde novembro




Foto: Canva

A colheita do algodão da safra 2024/25 está enfrentando atrasos devido às chuvas fora de época e às temperaturas mais baixas em importantes regiões produtoras. As condições climáticas desfavoráveis podem ainda comprometer a qualidade da pluma, gerando apreensão entre agentes do setor.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), até o dia 5 de julho, apenas 7,3% da área plantada no Brasil havia sido colhida, índice inferior à média de 12% dos últimos cinco anos, conforme informações da Conab. A lentidão nas atividades de campo tem impacto direto na dinâmica do mercado, que já demonstra sinais de enfraquecimento nos preços.

Enquanto vendedores demonstram interesse em liquidar os volumes remanescentes da temporada 2023/24 e honrar contratos previamente firmados, compradores seguem cautelosos. As negociações têm esbarrado em impasses relacionados à qualidade do algodão e aos valores ofertados, que estão abaixo das expectativas dos vendedores, influenciados pelas quedas nas cotações internacionais.

Nos sete primeiros dias de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, registrou média de R$ 4,1127 por libra-peso, o menor valor nominal desde novembro de 2024. A retração dos preços reforça o ambiente de incerteza no setor, que aguarda melhorias nas condições climáticas para retomar o ritmo da colheita.

Além das preocupações com a qualidade da fibra, há um receio crescente de que os volumes colhidos em clima úmido possam enfrentar maiores exigências nos padrões de comercialização. Isso tem levado parte dos compradores a adotar postura mais conservadora nas compras, aguardando definições mais claras sobre a oferta disponível.

 





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demanda externa é intensa e supera a doméstica



Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apontam que ao longo de 2025, a demanda externa pela carne bovina brasileira se mostrou intensa. 

Segundo dados da Secex, de janeiro a junho, as exportações brasileiras da carne bovina (in natura e processada) geraram faturamento externo de US$ 7,2 bilhões. Dessa forma o valor representa aumento de 27% acima do obtido no primeiro semestre de 2024. 

Pesquisadores do Cepea indicam que esse cenário resulta do aumento de 12,5% no volume embarcado no primeiro semestre frente ao mesmo período do ano anterior. E alta de 12,7% do preço médio no comparativo em dólar. 

Já no mercado brasileiro, o instituto aponta que este início de julho tem apresentado baixa liquidez e quedas nos preços. Frigoríficos, com escalas mais longas, mostram baixo interesse por novas compras de animais para abate, enquanto pecuaristas ofertam com cautela. 

Assim, dados do Cepea mostram que, no acumulado da parcial de julho (até o dia 8), a carcaça casada de boi à vista, no mercado atacadista da Grande São Paulo, registra desvalorização de 3,4%, comercializada à média de R$ 21,30/kg no dia 8. 

Também na parcial deste mês, o recuo do Indicador Cepea /Esalq do boi gordo (estado de São Paulo) é de 3,7%, fechando a R$ 305,60 na terça.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Conab projeta aumento na produção de soja e milho na safra 2024/25



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima um crescimento na produção de grãos na safra 2024/25. De acordo com a entidade a produção brasileira de soja deverá totalizar 169,487 milhões de toneladas na temporada 2024/25, com aumento de 14,7% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 147,72 milhões de toneladas. Em junho, a Conab trabalhava com estimativa de safra de 168,605 milhões de toneladas.

A Conab indica área de 47,61 milhões de hectares, com elevação de 3,2% sobre o ano anterior, quando foram cultivados 46,15 milhões de hectares. A produtividade está estimada em 3.560 quilos por hectare. Em 2023/24, o rendimento ficou em 3.201 quilos por hectare, o que representa uma elevação de 11,2%.

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A Conab lembra que os produtores de soja já finalizaram os trabalhos de colheita. O volume é
recorde na série histórica da Companhia. “O bom resultado é justificado pela utilização
crescente de tecnologia pelos produtores, aliada às boas condições climáticas na maioria das
regiões produtoras”, aponta a Companhia, em boletim.

Mercado

A recente elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, aprovada pelo CNPE, impulsiona o mercado de soja ao aumentar a demanda por esmagamento. A expectativa é de processamento adicional de cerca de 935 mil toneladas do grão, o que eleva a produção de óleo para 11,37 milhões de toneladas e a de farelo para 43,78 milhões de toneladas, com consequente alta no consumo interno e nos estoques desses derivados.

Apesar da leve redução na estimativa de produção da soja em grão, as exportações seguem
praticamente inalteradas, com previsão de 106,22 milhões de toneladas.

Milho

Já a produção brasileira de milho deverá totalizar 131,973 milhões de toneladas na temporada 2024/25, com aumento de 14,3% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 115,5 milhões de toneladas.

A Conab trabalha com uma área de 21,559 milhões de hectares, com alta de 2,4% sobre o ano anterior, de 21,051 milhões de hectares. A produtividade está estimada em 6.122 quilos por hectare, com ganho de 11,6% sobre a temporada anterior, de 5.487 quilos por hectare.

A primeira safra de milho deverá totalizar produção de 24,919 milhões de toneladas, com
avanço de 8,5% sobre a temporada anterior, quando foram colhidas 22,962 milhões de toneladas.
A segunda safra, ou safrinha, está estimada em 104,538 milhões de toneladas, 16,1% acima das 90,057 milhões de toneladas colhidas na safra passada. A terceira safra está estimada em 2,515 milhões de toneladas, alta de 1,4% sobre a temporada anterior, de 2,48 milhões de toneladas.



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medida dos EUA pode gerar colapso na cadeia, alerta CitrusBR



A recente decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 50% sobre produtos importados do Brasil coloca em risco toda a cadeia produtiva do suco de laranja brasileiro, alerta a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

Na safra 2024/25, encerrada em 30 de junho, os EUA representaram 41,7% das exportações brasileiras do produto, com faturamento de US$ 1,31 bilhão, segundo dados da Secex consolidados pela CitrusBR.

De acordo com a associação, a nova tarifa significa um aumento de 533% sobre os US$ 415 por tonelada que já eram cobrados sobre o suco brasileiro. Com a cotação de US$ 3.600 por tonelada registrada na Bolsa de Nova Iorque em 9 de julho, aproximadamente US$ 2.600 – ou 72% do valor total do produto – passariam a ser recolhidos em tributos. Na prática, a exportação para o mercado norte-americano se tornaria inviável, trazendo prejuízos graves para toda a cadeia produtiva.

Em nota, a CitrusBR destacou que o setor não possui margem para absorver esse tipo de impacto. Além disso, a medida também afeta empresas americanas que têm no Brasil o seu principal fornecedor de suco de laranja.

“As consequências são graves: colheitas são interrompidas, o fluxo das fábricas é desorganizado e o comércio é paralisado diante da incerteza. Trata-se de uma cadeia produtiva altamente interligada, que sustenta milhares de famílias”, afirmou a associação. A CitrusBR ressaltou ainda que a escalada de tensões entre governos não é o caminho, apesar da sensibilidade política e diplomática do tema.

Embora a Europa seja o principal mercado do suco de laranja brasileiro, com 52% de participação nas exportações da safra 2024/25, é pouco provável que o bloco consiga absorver os excedentes que ficariam sem destino caso o mercado americano seja comprometido. Na safra recém-finalizada, o volume exportado para a Europa caiu 24% em relação à safra anterior, mas o faturamento avançou 22,9%, totalizando US$ 1,72 bilhão.

Em outros mercados importantes, como Japão e China, também houve retração no volume embarcado. Para o Japão, a queda foi de 30%, com aumento de 26,3% na receita, que chegou a US$ 108,9 milhões. Já a China registrou redução de 63,2% nas exportações, com queda de 27,2% no faturamento, que somou US$ 103,5 milhões.

A CitrusBR alertou que esses dois mercados, somados, são insuficientes para absorver o excedente que ficaria sem destino caso o mercado americano seja inviabilizado. “As consequências sobre a produção nacional, os empregos e a competitividade do setor seriam imediatas”, destacou a entidade.

Por fim, a CitrusBR reiterou ao governo brasileiro a necessidade de mobilizar todos os recursos diplomáticos disponíveis para proteger os interesses dos cidadãos, do emprego e da renda no Brasil.



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Touro de central ou de campo? O que o produtor deve considerar na escolha



Na hora de investir em melhoramento genético, muitos produtores se perguntam: vale mais apostar em um touro de central, com sêmem para inseminação artificial (IA), ou em um touro de campo, usado diretamente na monta natural? A resposta depende dos objetivos da fazenda, do sistema reprodutivo e do tipo de animal que se quer multiplicar.

Para ajudar nessa escolha, o Canal do Criador ouviu dois especialistas: Luiza Mangucci, gerente de Corte Taurino da Alta Genetics, e Matheus Franco Martins, da Fazenda Camparino, referência na seleção de touros Nelore.

Quando o sêmem de central é mais indicado?

O uso de sêmem de central é indicado para propriedades com planejamento genético, independentemente do porte. A inseminação artificial acelera o ganho genético, otimiza o manejo reprodutivo e permite maior controle da estação de monta.

Segundo Luiza, a IA também potencializa o cruzamento industrial, especialmente em regiões onde a monta natural é limitada. Entre os principais benefícios estão:

  • Multiplicação genética dirigida, com foco nas melhores matrizes;
  • Maior peso à desmama, com ganho de 15 a 30 kg por bezerro;
  • Ajuste do calendário reprodutivo, usando raças taurinas no fim da estação.

Apesar da tecnologia, quem define a eficiência de um touro é sua progênie. “Às vezes, um touro não vai pra central por um detalhe. Mas depois, na hora que nascem os filhos, ele se mostra melhor que o de central. O que vai dizer mesmo é o bezerro no chão”, afirma Matheus.

Monta natural ainda é eficiente?

A monta natural segue amplamente utilizada no Brasil e pode ser altamente eficiente quando bem manejada. Luiza destaca que mais de 75% das fêmeas ainda são cobertas por touros a campo. “Quando há estação de monta definida, os resultados reprodutivos e econômicos são consistentes”, explica.

Hoje, é comum o uso combinado das duas técnicas: inseminação nos primeiros serviços e, em seguida, monta natural como repasse, para cobrir as fêmeas que não emprenharam com a inseminação. “Esse formato une o ganho genético da IA com a praticidade da cobertura natural”, reforça Luiza.

Para Matheus, as duas estratégias são complementares. “A central é como um mercado, com produtos para todos os focos. Cabe ao criador saber o que combina com sua fazenda.”

Diferenças técnicas entre touro de central ou de campo

Os touros de central passam por uma seleção rigorosa desde o nascimento, com avaliações fenotípicas, genômicas e testes sanitários. “São certificados como livres de doenças e trazem mais previsibilidade ao melhoramento genético”, explica Luiza.

Na Camparino, o acompanhamento também é cuidadoso, mas a decisão entre central e campo ocorre com o tempo. “A gente acompanha desde o nascimento, nas pesagens, na desmama… sempre dentro do grupo contemporâneo. O que vai se sobressaindo, a gente analisa melhor: linhagem, mãe, avó, bisavó… precisa ter consistência genética”, diz Matheus.

Ele ressalta que a seleção vai além dos números. “Prezamos pela carcaça, pelo rendimento no abate. A gente engorda boi, então pensa no produto final. Tem que ter beleza racial, bons aprumos, cupim bem posicionado e dorso retilíneo.”

Inseminação Artificial ou monta natural: qual tem melhor custo-benefício?

A IA tende a apresentar melhor retorno sobre o investimento, mesmo com custo inicial maior. “Em fazendas de cria, o ganho pode chegar a 30 kg a mais por bezerro”, destaca Luiza.

A monta natural, por sua vez, tem menor custo por gestação, considerando a aquisição e manutenção do touro. A taxa de cobertura varia entre 25 e 35 vacas por estação, mas depende da idade e da categoria do reprodutor e das fêmeas.

“Depende se o touro é jovem, se cobre novilhas ou vacas. A categoria tem que casar. Não existe regra fixa”, aponta Matheus.

A decisão, segundo os especialistas, precisa estar alinhada com a realidade e os objetivos da propriedade. “Não adianta comprar sêmem de touro top e não saber o que quer produzir”, reforça Matheus.

Conclusão: mais importante que a técnica, é o planejamento

A escolha entre touro de central ou de campo deve ser baseada em planejamento. Avaliar o sistema, a estrutura e os objetivos da fazenda é essencial para tomar decisões mais assertivas.

Como resume Matheus: “O que vai dizer se um touro é bom mesmo é o que ele deixa no campo. A prova é a qualidade do bezerro no chão”, finaliza Matheus.



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Tarifa dos EUA ameaça exportação de café: Negociação urgente, defende Cecafé



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e atinge em cheio o agronegócio brasileiro, incluindo o café, que tem forte presença no mercado norte-americano.

Em vídeo, o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, classificou a decisão como uma notícia dura para o país. “Temos que trabalhar numa agenda de negociação”, afirmou.

Matos lembra que a tarifa impacta todos os produtos exportados para os Estados Unidos, gerando custos adicionais para consumidores americanos e prejuízos para empresas brasileiras. Entre os itens do agro mais afetados estão o complexo florestal, carnes, café, laranja, açúcar, etanol e produtos de origem vegetal.

Atualmente, os Estados Unidos são o maior importador de cafés do Brasil. No ano passado, foram mais de 8 milhões de sacas embarcadas para o país, que consome mais de 24 milhões de sacas anuais e compra cerca de 30% do café exportado pelo Brasil.

O diretor destacou que a National Coffee Association (NCA), entidade que representa o setor nos EUA, está atuando para reverter a decisão. Segundo Matos, o presidente da NCA, Bill Murray, esteve recentemente no Brasil, durante o Coffee Summit, e manifestou preocupação com as tarifas.

Estudos econômicos apontam que, para cada dólar gasto na importação de café brasileiro, são gerados US$ 43 na economia dos EUA. O café representa 1,2% do PIB norte-americano, movimentando US$ 343 bilhões e gerando 2,2 milhões de empregos.

Matos disse ainda que existe a possibilidade de o café ser incluído em uma lista de exceção, por ser considerado recurso natural não disponível nos EUA, que não produz café e depende totalmente da importação do produto.

Ele lembrou que anúncios anteriores feitos por Trump foram modificados, como ocorreu com o Vietnã, que teve tarifa reduzida de 42% para 20%. Outros países concorrentes têm tarifas menores, como Indonésia (32%) e Nicarágua (18%).

“Temos que ter os melhores negociadores e tratar o assunto de forma pragmática, para gerar benefícios no fluxo de comércio”, afirmou. O Cecafé trabalha junto à NCA e ao governo de Washington para demonstrar os efeitos positivos do café brasileiro e buscar um entendimento que reduza os impactos.



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