sábado, maio 16, 2026

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Aveia-branca ocupa mais de 90% da área prevista



Geadas afetam fase reprodutiva da aveia no RS




Foto: Canva

A semeadura da aveia-branca alcançou 92% da área prevista no Rio Grande do Sul, conforme dados do Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (10). O avanço foi favorecido por dias consecutivos de sol e pela redução da umidade excessiva no solo.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “a continuidade do tempo firme e a elevada radiação solar favoreceram o estabelecimento das áreas recentemente semeadas e contribuíram para a recuperação das lavouras implantadas em junho”. As lavouras estão, em sua maioria, na fase vegetativa (88%), enquanto 9% se encontram em floração e 3% no enchimento de grãos, principalmente na região Noroeste do estado.

As geadas intensas registradas nos últimos dias causaram danos pontuais nas folhas e atingiram estruturas reprodutivas em lavouras mais adiantadas, o que poderá reduzir o potencial produtivo nessas áreas. O estado fitossanitário, no entanto, é considerado satisfatório até o momento.

Os produtores seguem com os tratos culturais, com foco na adubação nitrogenada em cobertura, aplicação preventiva de fungicidas e controle de plantas daninhas. A estimativa é de que sejam cultivados 401.273 hectares, com produtividade média prevista de 2.254 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, o avanço da semeadura ocorreu com a melhora das condições de solo, mas o acesso de máquinas ainda foi dificultado em áreas mais úmidas. Em Hulha Negra, o excesso de chuvas em junho resultou em baixa densidade de plantas, exigindo replantio em extensas áreas. Em alguns casos, houve necessidade de uso de grade para corrigir sulcos provocados pela erosão.

Na região de Frederico Westphalen, 70% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 30% em florescimento, fase prejudicada pelas temperaturas mais baixas. Já na região de Ijuí, as lavouras apresentaram melhora no desenvolvimento e na coloração foliar, mas as geadas afetaram plantas em estádio reprodutivo, com danos observados em inflorescências e necrose nas hastes principais em fase de emissão de panícula. Apesar disso, a área comprometida é pequena em relação ao total cultivado.





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CNA e Mapa discutem modernização da classificação de soja



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, nesta semana, com o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura, Hugo Caruso, para tratar de temas ligados à classificação de soja.

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No encontro, o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, André Dobashi, destacou a importância de se aperfeiçoar os parâmetros utilizados na classificação da oleaginosa, principalmente na referência de umidade utilizada e o critério de quebra aplicado.

Critérios adotados para a soja

A CNA defende critérios mais justos no processo de avaliação dos grãos e mais transparência na apuração da qualidade. “Precisamos garantir critérios objetivos e justos, que não penalizem o produtor de forma indevida e que estejam alinhados com a realidade do campo”, afirmou.

Já o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, reforçou que a entidade tem atuado no desenvolvimento de soluções tecnológicas para automatizar os processos de classificação. “Estamos avançando com testes e parcerias que permitam tirar a subjetividade da análise visual, promovendo mais rapidez e segurança para o setor”, explicou.

Durante o encontro, o diretor do Mapa mencionou as recentes conversas com autoridades chinesas sobre a qualidade da soja brasileira, sinalizando que o tema tem sido acompanhado com atenção pelos principais mercados compradores.

A coordenadora de produção agrícola da CNA, Ana Lígia Lenat, disse que a CNA mantém o diálogo com governo e setor privado para fortalecer a pauta da classificação de grãos como elemento principal para a competitividade da produção brasileira.





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Trump diz que deve conversar com Lula ‘em algum momento’ sobre taxação de produtos brasileiros



Donald Trump disse nesta sexta-feira (11) que deve conversar com Lula “em algum momento, mas não agora” sobre a taxação de 50% das exportações brasileiras. A declaração foi feita para a repórter Raquel Krähenbühl, da TV Globo, durante entrevista com jornalistas.

O aceno de uma possibilidade de negociação com Brasil do presidente americano vem após Trump anunciar na quarta-feira (9) enviar uma carta para Lula, anunciando uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A previsão é que a nova taxa entre em vigor m 1º de agosto.

Ainda durante a entrevista, o republicano defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Ele [Lula] está tratando o presidente Bolsonaro de forma muito injusta”, continuou Trump. “Eu o conheço bem, já negociei com ele e ele é um bom negociador. Posso te falar que ele é um homem muito honesto e ama o povo brasileiro”, disse.



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Você sabe o que acontece com as embalagens usadas no campo? Mato Grosso dá exemplo



O que antes era tratado como lixo perigoso, hoje é energia limpa, matéria-prima para a indústria e fonte de renda para centenas de famílias brasileiras.

O Brasil é líder mundial na devolução de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Em Mato Grosso, esse trabalho virou referência global de economia circular, com impacto direto na agricultura, no meio ambiente e nas cidades.


O exemplo de Mato Grosso: 20 mil toneladas em uma única safra

Na fazenda Santo Expedito, em Jaciara (MT), onde a produção de soja, milho, algodão e milheto ocupa 4.800 hectares, a sustentabilidade começa no detalhe.

Cada embalagem de defensivo agrícola segue um processo rigoroso:

  • Uso consciente
  • Tríplice lavagem
  • Devolução nos pontos autorizados

O volume impressiona: cerca de cinco carretas por safra saem apenas dessa propriedade. A cultura da logística reversa está tão enraizada que atravessa gerações.

“A gente passa isso pros filhos e netos. Já crescem com a consciência de preservar, porque o futuro depende deles”, diz o agricultor Paulo Roberto Rossato.

Na última safra, mais de 20 mil toneladas de embalagens foram devolvidas em Mato Grosso — quase 30% do total nacional. A estimativa é que esse número cresça entre 7% e 9% até 2025.


Coleta itinerante: capilaridade que inclui o pequeno produtor

O programa Campo Limpo, responsável pela gestão da devolução, também atua com coletas itinerantes, buscando incluir até o agricultor que usa apenas 1 ou 2 litros de produto por ano.

Esse esforço garante capilaridade e efetividade na logística reversa, respeitando a realidade da agricultura familiar.


As embalagens coletadas seguem para unidades industriais de reciclagem, onde são transformadas em mais de 30 tipos de produtos, incluindo:

  • Novas embalagens de defensivos
  • Dutos para cabos elétricos (até 250 mm)
  • Sistemas de drenagem para agricultura, rodovias e aeroportos
  • Peças para infraestrutura urbana e civil

“O nosso carro-chefe é refazer as embalagens agrícolas. Isso é economia circular real e feita no Brasil”, diz a engenheira agrônoma, Rosangela Gomes Soto, do Instituto Nacional De Processamento De Embalagens Vazias (InpEV).


Tecnologia e sustentabilidade no processo produtivo

O processo é 100% sustentável, desde a moagem até a moldagem dos produtos. Destaques:

  • Embalagens são trituradas, lavadas e secas
  • Plástico vira pellets, depois moldados em novos produtos
  • Toda a água utilizada é tratada e reaproveitada
  • O resíduo sólido, rico em celulose, é usado em projetos de pavimentação ecológica

A Plastibras de Cuiabá (MT) é uma das indústrias parceiras do sistema transforma essas embalagens em dutos utilizados na construção civil, no agronegócio e na infraestrutura urbana.

A unidade opera 24 horas por dia, 7 dias por semana, com 215 colaboradores diretos. O plástico reciclado é o polietileno de alta densidade (PAD), 100% oriundo do agro brasileiro.

Além de abastecer o mercado nacional, os produtos são exportados para Chile, Peru e Argentina.


Impacto ambiental: 1 milhão de toneladas de CO₂ evitadas

Segundo dados do sistema Campo Limpo:

  • 1 milhão de toneladas de CO₂ deixaram de ser emitidas
  • Foram economizados 43 milhões de litros de água
  • A geração de energia atende milhares de residências

“Estamos trabalhando para que no futuro possamos reciclar tudo. A reciclagem é o processo mais nobre quando se fala em sustentabilidade”, destaca Rosangela Gomes.


O papel do produtor rural no sucesso do sistema

Nada disso seria possível sem o engajamento direto do agricultor. A responsabilidade ambiental começa no campo e se estende até a indústria e à sociedade.

“Se o produtor não tivesse esse compromisso com o campo limpo, não existiria todo esse avanço. É um case mundial, reconhecido até pela (Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), afirma Adilson Valera Ruiz da Plastibras.



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Possível retorno do La Niña? Veja como fica o tempo no Brasil até agosto



Um relatório divulgado na quarta-feira (10) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) apontou a possibilidade de retorno do fenômeno La Niña ainda este ano. A análise, destacada pela Rural Clima e repercutida pela consultoria Safras & Mercado, reacende o alerta para impactos do tempo no início da próxima safra de soja brasileira. Afinal, o fenômeno chega às lavouras ou não?

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
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Inverno seco

O meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, projeta um inverno mais seco e quente no Brasil, sobretudo nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. A tendência para julho e agosto é de pouca chuva e temperaturas mais elevadas.

Segundo Müller, a boa notícia é que as chuvas devem retornar a partir de setembro, com volumes acima da média nas principais regiões produtoras de soja. “O inverno será seco e quente, mas a chuva volta no momento certo para quem vai plantar soja”, afirma.

A dúvida que permanece é se o Pacífico continuará em neutralidade ou se o La Niña será oficialmente configurado. As próximas atualizações climáticas devem ser decisivas para a definição do cenário da safra brasileira.

Como fica o tempo no plantio da soja?

O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos explica que, embora o fenômeno possa marcar o início do plantio, a tendência é de retorno à neutralidade a partir da primavera. “As condições indicam que a safra brasileira poderia iniciar sob efeito do La Niña, mas que, a partir da primavera, o clima voltaria para uma neutralidade”, afirma.

Segundo ele, o principal risco está na Região Sul, que pode enfrentar chuvas mais irregulares em dezembro. “Não se descarta que, entre novembro e fevereiro, áreas do Rio Grande do Sul apresentem alguns períodos de estiagem, com duração entre 20 a 30 dias”, comenta. No entanto, Santos ressalta que ainda é preciso aguardar novas rodadas de dados para confirmar se haverá uma queda consistente de temperatura no Pacífico, o que caracterizaria oficialmente o retorno do fenômeno.

Mesmo sem uma confirmação oficial de La Niña na safra passada, o especialista lembra que a atmosfera respondeu como se o fenômeno estivesse ativo. Isso provocou estiagens em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Previsão do tempo para os próximos dias

Para o curto prazo, Santos prevê tempo aberto em grande parte do país até domingo (14), com exceção do extremo norte da Região Norte e do litoral do Nordeste, onde podem ocorrer chuvas isoladas.

A partir de domingo, pancadas ocasionais de chuva devem atingir o Rio Grande do Sul e partes de Minas Gerais. Já entre os dias 16 e 17, está previsto o retorno das chuvas em maior volume ao território gaúcho, embora o tempo deva firmar novamente a partir do dia 18.

Com o predomínio das massas de ar polar, o meteorologista projeta um mês de julho marcado por dias de grande amplitude térmica, com manhãs frias e temperaturas mais elevadas ao longo do dia.

Chuvas nos Estados Unidos favorecem lavouras

Nos Estados Unidos, o cenário segue monitorado. As chuvas continuam no Texas, o que mantém as preocupações com alagamentos. Já para o Meio-Oeste norte-americano, onde se concentram grandes áreas de cultivo de milho e soja, as previsões apontam chuvas dentro da média nos próximos 15 dias, o que deve favorecer o desenvolvimento das lavouras.



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Preço do boi gordo cai após feriado e tarifas dos EUA


O mercado do boi gordo iniciou a quinta-feira (10) com retração nas praças paulistas, segundo a análise “Tem Boi na Linha”, divulgada pela Scot Consultoria. A combinação do feriado estadual e do anúncio de novas tarifas comerciais de 50% contra o Brasil pelo presidente dos Estados Unidos gerou incertezas e afastou os principais compradores do mercado.

De acordo com a consultoria, “a grande parcela da indústria exportadora do estado tinha saído das compras e, se não saiu, estava prestes a sair, independentemente se exporta seus produtos aos Estados Unidos da América ou não”. O movimento de retração atingiu também os compradores voltados ao mercado interno, ainda que de forma mais moderada.

A menor atuação da indústria favoreceu a permanência de uma pequena parte dos compradores no mercado, que buscaram alongar as escalas de abate diante da ausência de concorrência. As escalas mais confortáveis dos últimos dias permitiram que as indústrias se retirassem das compras sem comprometer a produção de curto prazo. A percepção predominante no setor é de preocupação.

Apesar do cenário de retração, negócios esporádicos foram registrados no início da manhã, durante o feriado e nos primeiros dias da semana. Nessas operações, a oferta superou a demanda, o que resultou na queda de R$1,00 por arroba para os machos e de R$2,00 por arroba para as fêmeas. Em São Paulo, as escalas de abate estão, em média, para oito dias.

Em Mato Grosso do Sul, a situação também foi marcada por lentidão nas negociações. A maior oferta de animais nas últimas semanas pressionou os preços em algumas regiões, acompanhando o movimento de cautela observado em São Paulo.

Na região de Três Lagoas, o preço do boi gordo recuou R$3,00 por arroba. Para as fêmeas, as cotações permaneceram estáveis. As escalas de abate na localidade estão projetadas, em média, para nove dias.

Já em Dourados, os preços se mantiveram estáveis e as escalas estão, em média, para seis dias.

 





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Microrganismos ajudam no reflorestamento e enfrentam crise climática



Uma solução natural para restaurar florestas degradadas

Pesquisadores do Paraná estão desenvolvendo uma alternativa inovadora para tornar o reflorestamento mais eficiente, resiliente e adaptado às mudanças climáticas. O projeto NAPI Biodiversidade Ristore estuda o uso de microrganismos, como fungos e bactérias, na formação de mudas mais fortes, capazes de resistir melhor à seca e a outros estresses ambientais.

Coordenado por Jesiane Stefania da Silva Batista, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o projeto já avança em três níveis de pesquisa: laboratório, viveiro e campo. Os testes envolvem mais de 2 mil microrganismos analisados, muitos deles com resultados positivos no desenvolvimento de espécies florestais nativas.


Projeto paranaense tem apoio internacional e foco em bioinsumos

Inovação com base na natureza

Financiado pela Fundação Araucária, o NAPI é uma iniciativa pública que reúne universidades do Paraná e instituições internacionais como a Universidade de Munique (Alemanha) e a Universidade de Marselha (França). O foco é desenvolver soluções baseadas na natureza, conceito que se destaca nas políticas de restauração ecológica global.

Jesiane explica que a tecnologia é inspirada no uso de bioinsumos na agricultura, já comuns em culturas como soja e milho, e agora adaptados para a restauração florestal. O objetivo é fazer com que bactérias e fungos ajudem as plantas a adquirir nutrientes e suportar estresses bióticos e abióticos, como a seca prolongada.


Como funciona o processo: da seleção ao campo

Três etapas de pesquisa

O estudo é dividido em três fases principais:

  1. Laboratório: seleção e testes iniciais de microrganismos com potencial promissor.
  2. Viveiro e casa de vegetação: aplicação em condições controladas para medir o desempenho das mudas.
  3. Campo: testes em áreas abertas com clima real, como na região de Ponta Grossa (PR).

Entre os resultados já observados, destacam-se:

  • Maior altura das mudas
  • Aumento do diâmetro do caule (coleto)
  • Desenvolvimento mais robusto do sistema radicular
  • Melhoria na tolerância ao estresse hídrico
  • Maior taxa de sobrevivência no campo

Próximos passos: levar a tecnologia a quem planta

A meta atual do NAPI Biodiversidade é transformar a ciência em ação prática. “Não queremos que a tecnologia fique só no artigo. Nosso objetivo é que ela chegue a ONGs, viveiristas, empresas e projetos de restauração, para ajudar de fato quem está na ponta”, afirma Jesiane.

O projeto busca parceiros e stakeholders que queiram aplicar a tecnologia em áreas degradadas, ampliando o impacto positivo no campo e contribuindo para metas nacionais e internacionais de restauração ambiental.


Por que isso importa para o agronegócio sustentável?

A restauração florestal não é apenas uma pauta ambiental. Ela é estratégica para o agro que quer proteger seus recursos hídricos, reduzir riscos climáticos e agregar valor socioambiental à produção. Com tecnologias como essa, baseadas em biotecnologia e biodiversidade, é possível acelerar o reflorestamento e ainda fortalecer o protagonismo do Brasil no cenário ambiental global.



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Favaro pede o fim de restrições ao frango brasileiro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, pediu à União Europeia que reconheça o Brasil como país livre de gripe aviária para a retomada das exportações de frango ao bloco. A solicitação foi feita ao comissário de saúde e bem-estar animal da União Europeia (UE), Olivér Várhelyi, nesta quinta-feira (10), em reunião por videoconferência. O comissário europeu pediu informações adicionais ao governo brasileiro para análise da retomada das importações.

Em nota, o Ministério da Agricultura afirmou que o encontro visava discutir os próximos passos para a retirada das restrições impostas pelo bloco às exportações de carne de frango brasileira, após a confirmação de um foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial em Montenegro (RS), em maio. Desde 16 de maio, estão suspensas exportações de frango de todo o território brasileiro ao bloco europeu, conforme previsto no protocolo acordado entre o Brasil e a UE.



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Tarifaço de Trump força os políticos a pensarem no país, não em si mesmos



A tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros é um soco no estômago da economia nacional. Mas talvez, mais do que um ataque estrangeiro, ela funcione como um espelho cruel: mostrou que o Brasil está vulnerável não apenas lá fora — mas aqui dentro, onde a política virou teatro de vaidades.

Por meses, o país tem sido refém de disputas pequenas, onde Executivo, Congresso e Judiciário se atacam como se o colapso do outro fosse a salvação. A máquina pública virou palco de interesses pessoais, estratégias eleitorais e revanches institucionais. Não há pacto. Não há rumo. E, pior, não há vergonha.

Mas agora, com um inimigo externo pressionando, talvez seja o momento de deixar de lado o egoísmo que tomou Brasília, e finalmente vestir a camisa do país.

A medida dos EUA, ao mirar o agronegócio, a indústria e o comércio exterior brasileiro, atinge não apenas setores econômicos, mas a autoestima de uma nação. E diante disso, cresce o consenso de que é hora de reagir como país, e não como facções ideológicas brigando por likes e narrativas.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Nos bastidores, líderes dos Três Poderes começaram a ensaiar uma articulação para uma resposta institucional coordenada. Não porque viraram patriotas de repente, mas porque entenderam que o dano político pode ser ainda maior que o comercial. A verdade é simples: o Brasil só sobrevive se deixar de ser um campo de batalha interno.

Está na hora de Brasília acordar. A classe política precisa parar de brincar com o país como se fosse um tabuleiro de xadrez particular. A tarifa de Trump é o alerta final: ou se constrói um projeto de nação, que envolva soberania econômica, diplomacia estratégica e reconstrução produtiva, ou o Brasil continuará sendo alvo fácil para potências que sabem muito bem o que querem.

Enquanto nossos líderes jogam para a torcida, outros países jogam para vencer. O mundo não espera. E o povo brasileiro não aguenta mais pagar a conta da irresponsabilidade política.



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volume exportado foi o menor da história, mas arrecadação foi recorde



A safra brasileira 2024/25 encerrou oficialmente em junho de 2025 e com um fato que chama a atenção: o país registrou o menor volume exportado da série histórica da Secex (iniciada em 1997). Ainda assim a receita com os embarques foi recorde. 

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), avaliam que a turbulenta safra 2024/25 se encerra em um contexto de incerteza quanto à recuperação plena do consumo externo de suco. 

Parte dos agentes de mercado consultados pelo instituto manifesta receio de que a demanda internacional não se restabeleça completamente , ora devido à estagnação do consumo, ora pelos efeitos ainda indefinidos dos aumentos tarifários implementados pelo governo Trump sobre produtos brasileiros. 

Até o momento, pesquisadores do Cepea afirmam que o impacto da elevação de 10% nas tarifas acabou sendo minimizado pela oferta restrita do Brasil, que sustentou os embarques. 

No entanto, permanece incerta a magnitude dos efeitos de um possível aumento tarifário para patamares de até 50% sobre o suco de laranja, especialmente diante da perspectiva de maior produção nacional nas próximas temporadas. 

Assim, ainda conforme o centro de pesquisas, o acúmulo de divisas oriundas das exportações na temporada 2024/25 foi extremamente favorável, permitindo ao setor uma capitalização importante frente aos desafios futuros. 

Na comparação com a safra anterior, a receita cresceu expressivos 28,4%, totalizando US$ 3,48 bilhões, um recorde.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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