sexta-feira, maio 15, 2026

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Governo federal anuncia R$ 1,4 bilhão para obras da ferrovia Transnordestina



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o incremento de mais R$ 1,4 bilhão para a ferrovia Transnordestina. Em cerimônia nesta sexta-feira (18), ele afirmou que quer concluir a obra até o fim do terceiro mandato dele, mesmo que isso signifique gastar mais “tempo e dinheiro”.

“Não faltará dinheiro para concluir a Transnordestina. Agora, tenho que ser comunicado da dificuldade do dinheiro antes de faltar. Preciso ser comunicado antes, porque eu quero inaugurar essa obra até o fim do meu mandato, se não 100%, 99%”, disse Lula em discurso na cidade de Missão Velha (CE).

Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), os novos recursos virão a partir de R$ 600 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e R$ 816 milhões do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor).

Ao todo, já foram investidos R$ 8,2 bilhões, e o orçamento total da obra é de R$ 15 bilhões.

O Planalto estima um impacto anual no PIB do Semiárido de até R$ 7 bilhões. Foram gerados mais de 4 mil empregos diretos e o valor de contratos assinados superam a cifra de R$ 4 bilhões.

Lula também disse querer que a obra seja concluída como previsto no projeto original, ligando os portos de Pecém e Suape, além de Eliseu Martins, no Piauí.



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Açafrão de Mara Rosa cresce no mercado pela qualidade e origem



No norte de Goiás, o açafrão da terra produzido em Mara Rosa conquistou espaço no mercado graças à sua qualidade, origem controlada e alto teor de curcumina. A tradição local, somada ao trabalho coletivo e ao cuidado com a produção, tornou o condimento um exemplo de sucesso no campo.

Quem vive esse processo de perto é Magna Leles, uma das produtoras da região e com orgulho do açafrão. “Meu produto é com indicação geográfica, é o único do Brasil com esse selo. É plantado com minhas mãos e com minha equipe. A pureza, o amor e a responsabilidade com o meio ambiente fazem a diferença”, afirma Leles.

Além disso, ela destaca a importância do apoio técnico que recebe. “O Sebrae abriu as porteiras do sítio, foi a campo conosco e acompanhou todo o plantio do açafrão. Está com a gente até hoje”, conta a produtora.

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Outro pilar fundamental para o fortalecimento da cadeia produtiva é a Cooperaçafrão, cooperativa que conecta os produtores, organiza o processo e viabiliza a comercialização. De acordo com Patrícia Aguiar, gerente da entidade. “A cooperativa articula com os produtores e faz todo o beneficiamento e comercialização. Nosso açafrão tem alto teor de curcumina e valor agregado por conta do clima e solo”, explica Patrícia.

Bem como, ela também reforça o impacto direto do selo de origem “A IG valoriza a produção, o produtor e abre portas para comercializar com mais valor”, conclui a gerente.

Portanto, o açafrão da terra de Mara Rosa não representa apenas um produto diferenciado. Ele carrega história, dedicação e um modelo de produção que valoriza tanto o solo quanto as mãos que o cultivam.



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de cultivo tradicional à produção sustentável e certificada


O cacau, matéria-prima nativa da Amazônia e essencial na cadeia do chocolate, vive um momento de transformação no Brasil, especialmente no Pará, estado que lidera a produção nacional. Em meio à alta histórica nos preços das amêndoas devido à quebra de safra em países africanos e à crescente demanda, produtores como João Batista, de Medicilândia (PA), protagonizam uma mudança de paradigma: da agricultura tradicional para um modelo sustentável, tecnificado e certificado – com o impulso do programa “Sustenta e Inova”, do Sebrae.

Aos 43 anos, Batista está à frente do Viveiro Tabosa, herdado do pai no sítio “Baixão”, a cerca de oito quilômetros do centro da  cidade. O produtor cresceu entre as mudas de cacau do pai, aprendendo desde cedo os segredos do cultivo. “Via desde criança como funcionava a criação de cacau e já sentia a responsabilidade de um dia assumir os viveiros”, conta. Mas foi a partir de 2022 que ele viu o negócio dar um salto, após passar pelas etapas de capacitação e formalização de negócio, promovidas pelo Sebrae no Pará, com apoio do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). 

Antes, Batista produzia mudas de cacau em pequena escala, com técnicas tradicionais e estrutura limitada. Até que veio o ponto de virada com a chegada do Sustenta e Inova e o resultado foi exponencial, com a produção saltando de 5 mil mudas para 10 mil, depois para 20 mil; em 2024, alcançando 50 mil mudas até, este ano, em que a expectativa é de 100 mil mudas certificadas, empregando até 10 pessoas durante o ano. 

Segundo Rubens Magno, diretor superintendente do Sebrae no Pará, é gratificante acompanhar o crescimento dos empreendedores também no campo. “Nós enxergamos a dedicação e a vontade de empreender nesses projetos apoiados financeiramente e com suporte de orientação. A eficiência na gestão, associada a conhecimentos técnicos sobre novos métodos de irrigação mais sustentáveis e novas estufas, estão gerando emprego e renda. Isso demonstra que os pequenos negócios paraenses, da Amazônia, podem ser protagonistas de uma nova economia, mais sustentável e alinhada aos desafios ambientais e climáticos que o Brasil e o mundo enfrentam”, ressalta. 

Batista confirma que o apoio do Sebrae/PA foi fundamental. “Sem o projeto Sustenta e Inova eu não chegaria onde estou, então foi muito importante esse incentivo, numa relação de carinho e respeito”, afirma. O viveiro, agora certificado e reestruturado, atrai não só clientes privados, mas também prefeituras da região interessadas em adquirir mudas de alta qualidade.

A virada de chave o fez alcançar o Renasem, um registro nacional que autoriza empresas a atuarem na produção, comércio e análise de sementes e mudas, seguindo normas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). “Essa certificação trouxe mais segurança jurídica e fitossanitária, valorizando o meu produto e atraindo compradores de outras regiões, até prefeituras, em adquirir essas mudas especialmente para projetos de reflorestamento e produção sustentável”, afirma o produtor João Batista.

O programa, segundo a analista do Sebrae em Altamira, Márcia Carneiro, foi desenhado para fomentar toda a cadeia produtiva do cacau, desde a produção de mudas até o chocolate, com foco em capacitação, gestão, marketing e certificação. “A certificação junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e as adequações estruturais permitem que pequenos viveiros se transformem em verdadeiros empreendimentos escaláveis e competitivos no mercado”, explica.

“O principal gargalo que temos superado é a falta de informação. Muitos produtores já têm a boa vontade e quando estão munidos com informações de como alavancar seus resultados, chegamos a este resultado que obtivemos em parceria com o IPAM”, destaca Márcia Carneiro.

O cenário global do cacau reforça a importância da iniciativa. Com a quebra de safra em países africanos, o preço do cacau atingiu recordes históricos, chegando a US$11.040 por tonelada em 2025, o que representa um aumento de 190% em dois anos. O Brasil, sexto maior produtor mundial, ainda não é autossuficiente e precisou importar 43.300 toneladas em 2023, principalmente da África. No Pará, maior produtor nacional, a produção cresceu 3,8% em 2024, impulsionada pela valorização do preço pago ao produtor, que triplicou em relação a anos anteriores.

O Sustenta e Inova, ao investir em capacitação, certificação e inovação sustentável, contribui para consolidar o Pará como protagonista nacional do cacau, promovendo geração de renda, inclusão social e preservação ambiental. A experiência na região de Medicilândia mostra que, com orientação técnica e políticas de incentivo, é possível aliar crescimento econômico, sustentabilidade e protagonismo amazônico no mercado global do cacau.

Desafios e perspectivas

O ciclo do cacaueiro é longo – de 4 a 6 anos até a produção plena –, o que limita uma resposta imediata à alta dos preços. Ainda assim, o movimento de expansão no Pará é notório, estimulado pela valorização internacional e pelo trabalho de capacitação e inovação promovido por programas como o Sustenta e Inova.

A produção sustentável de cacau, com boas práticas agrícolas, certificação e gestão profissional, é hoje o grande diferencial para acessar mercados exigentes, garantir renda ao produtor e contribuir para a preservação ambiental. O exemplo de João Batista mostra que, com apoio técnico e visão empreendedora, é possível transformar a tradição do cacau em um negócio moderno, sustentável e lucrativo – consolidando o Pará como referência nacional e internacional na produção de cacau de qualidade.





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Analista discute inovação e desafios logísticos no Workshop Fertilizantes 2025



Rafael Mingoti destaca inovações e desafios logísticos nos fertilizantes




Foto: Canva

No dia 30 de junho, o analista Rafael Mingoti representou a Embrapa no workshop “Alinhamento e Discussão sobre os Desafios para a Atração de Investimentos no Setor de Fertilizantes”, evento promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com Ministério da Agricultura e Pecuária, o Ministério de Minas e Energia e o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços. Mingoti participou de dois painéis, que abordaram os avanços tecnológicos e os desafios estruturais que envolvem a cadeia de fertilizantes no Brasil.

No primeiro painel, Mingoti destacou as inovações em desenvolvimento no setor. Segundo o analista, um dos grandes desafios é estruturar melhor a armazenagem de fertilizantes no Brasil. Ele comenta que o Brasil possui pouca estrutura de armazenagem, muito por conta de uma lógica que se formou ao longo dos anos: os fertilizantes chegam ao País, são rapidamente misturados e seguem direto para o produtor, aproveitando o frete mais barato no período de safra.

Ele também enfatizou a necessidade de inovação não apenas na pesquisa científica, mas na forma como se identifica, explora e processa fontes internas de insumos como fosfato e potássio. “Há muito a ser feito em termos de prospecção e também no planejamento de toda a cadeia logística envolvida”, afirmou. 

Mingoti também abordou frentes críticas, como os gargalos logísticos, o aproveitamento de fontes nacionais de fertilizantes e as lacunas para localizar essas fontes e para processá-las, posteriormente. Além do analista da Embrapa, o painel também contou com a participação de Bernardo Silva, diretor-executivo da Sinprifert; Éder Martins, do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP); e Clorialdo Roberto, presidente da Abisolo.

No segundo painel, Mingoti discutiu as lacunas logísticas da cadeia de fertilizantes. O debate reuniu diferentes pontos de vista, especialmente sobre o papel do governo e da iniciativa privada na superação desses desafios.





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AgroNewsPolítica & Agro

saiba 5 curiosidades sobre o insumo têxtil natural


O Brasil, atualmente, é o principal exportador de algodão no mundo e o terceiro maior produtor global do insumo têxtil. Seja em relação à relevância econômica para o mercado ou mesmo às particularidades da planta, a matéria-prima que dá origem à principal fibra natural utilizada no mundo é repleta de detalhes interessantes.

Por isso, a coluna lista a seguir cinco curiosidades sobre o insumo têxtil produzido no Brasil, reunidas a partir de informações da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do movimento Sou de Algodão.

1. O Brasil é o país número 1 em algodão sustentável no mundo

O Brasil é não só o principal exportador de algodão para o mundo na atualidade, como também o maior produtor e exportador global de algodão sustentável. De todo o montante produzido no país, 84% atende a critérios certificados que vão do tripé da sustentabilidade – ambiental, social e econômico – aos mais de 170 requisitos de um rígido protocolo de boas práticas.

2. A maior parte da produção no Brasil é irrigada somente com água da chuva

Enquanto outros países fortes na produção de algodão utilizam irrigação artificial, a cadeia brasileira irriga somente 8% do total. Isso significa que os outros 92% são plantados em regime de sequeiro, utilizando, exclusivamente, a água da chuva para o crescimento do algodoeiro.

O Brasil também é o maior destaque global neste aspecto. Inclusive, em todo o país, a área de cultivo da planta ocupa somente 0,2% do território nacional.

3. Os restos do plantio de algodão são aproveitados pela indústria alimentícia

A colheita do algodão não se restringe à pluma, que representa somente 41,2% do volume. A maior parte (54%) é caroço, também aproveitado pela indústria alimentícia como ração para animais ou na produção do óleo de algodão, cujo uso vai da cozinha de casa às industriais, como em redes de fast food. E, claro, reaproveitado em plantios seguintes.

4. É preciso controlar o crescimento da planta

Ao todo, as etapas de plantio do algodão duram, geralmente, 190 dias. Entre elas, o controle no crescimento da planta, que tende, naturalmente, a se tornar um arbusto. Porém, para que a máquina de colheita seja capaz de aproveitar ao máximo as plumas, é necessário utilizar reguladores para que o algodoeiro cresça só até o tamanho ideal.

5. A cadeia do algodão é a 2ª que mais emprega na indústria de transformação brasileira

No Brasil, a segunda maior quantidade de empregos na indústria de transformação – que transforma matéria-prima em produto final – vem da cadeia do algodão. Em 2022, o setor detinha 1,34 milhão de empregos formais. Se considerados os empregos indiretos, o montante chega a 8 milhões.





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AgroNewsPolítica & Agro

Geadas ajudam no controle de pragas da uva



Produtores iniciam poda de inverno em videiras do Rio Grande do Sul




Foto: Nadia Borges

A poda de inverno das videiras de ciclo precoce teve início na região administrativa de Caxias do Sul, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (17) no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Paralelamente, a adubação de inverno também está em andamento, conforme recomendações técnicas voltadas ao manejo adequado da cultura.

A entidade destacou que as geadas registradas nas últimas semanas contribuíram para a redução de inóculos de fungos patogênicos e pragas, além de atuarem como mecanismo natural de controle de plantas invasoras. A Emater/RS-Ascar também informou que, até o momento, a quantidade de horas de frio com temperaturas abaixo de 7,2°C já foi suficiente para atender às exigências de dormência das videiras de ciclo precoce. No entanto, as videiras de ciclo médio e tardio ainda demandam maior acúmulo de frio para completar esse requisito fisiológico.

Na região de Erechim, a limpeza dos parreirais foi realizada por parte dos viticultores, e alguns produtores iniciaram os trabalhos de poda, marcando o início das atividades de inverno nas lavouras da cultura.





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MAPA: Governo Federal lança Plano Safra 2025/2026 com R$ 516,2 bilhões para…


Com o slogan Força para o Brasil crescer, a nova edição amplia o crédito, incentiva a sustentabilidade e garante apoio ao produtor rural

Para fomentar e fortalecer ainda mais o agro brasileiro, o Governo Federal lança nesta terça-feira (1º) o Plano Safra 2025/2026, com recursos na ordem de R$ 516,2 bilhões destinados à agricultura empresarial. O valor representa um acréscimo de R$ 8 bilhões em relação à safra anterior. A cerimônia de lançamento será realizada às 11h, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Veja os detalhes dos juros, recursos e linhas de crédito:

Voltado a médios e grandes produtores, o Plano Safra da agricultura empresarial é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e contempla operações de custeio, comercialização e investimento. As condições variam de acordo com o perfil do beneficiário e o programa acessado. As taxas de juros, prazos e limites de crédito estarão disponíveis nas tabelas oficiais a serem divulgadas pelo Mapa.

Medidas para ampliar a segurança e sustentabilidade no campo

A partir deste ano, o crédito rural de custeio agrícola passa a exigir a observância das recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Anteriormente restrita a operações de até R$ 200 mil contratadas por agricultores familiares do Pronaf com enquadramento obrigatório no Proagro, a exigência agora se estende a financiamentos acima desse valor e a contratos em que o Proagro não é exigido. O objetivo é evitar a liberação de crédito fora dos períodos indicados ou em áreas com restrições, contribuindo para maior segurança e sustentabilidade na produção. A exceção ocorre somente nos casos em que não houver zoneamento disponível para o município ou para a cultura financiada.

Outra novidade é a autorização para o financiamento de rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, o que flexibiliza o acesso aos insumos.

O crédito de custeio também poderá ser destinado à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas, valorizando iniciativas voltadas à preservação ambiental. Ainda nesse contexto, será permitido o financiamento de insumos e tratos culturais voltados ao cultivo de plantas utilizadas para cobertura e proteção do solo no período de entressafra, incentivando práticas agrícolas sustentáveis.

Além disso, o novo ciclo do Plano Safra traz medidas para facilitar a renegociação de dívidas, oferecendo aos produtores que enfrentaram dificuldades em safras anteriores mais flexibilidade para reorganizar seus passivos e retomar o fluxo produtivo.

Acesso ampliado ao Funcafé

Um dos destaques desta edição é a ampliação do acesso ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A partir de agora, beneficiários do Pronaf e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) poderão acessar o fundo mesmo que já tenham contratos ativos pelo Plano Safra, aumentando as opções de crédito e fortalecendo a capacidade de investimento e produção no setor cafeeiro.

Incentivo à produção sustentável e à modernização

Os produtores que adotarem práticas sustentáveis terão acesso a condições diferenciadas, como juros reduzidos. O Plano Safra 2025/2026 também oferece crédito para produção de mudas, reflorestamento e culturas de cobertura, que ajudam a preservar o solo entre uma safra e outra.

Além disso, o governo prorrogou para o período de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026 a aplicação do desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros das operações de crédito rural de custeio. A medida vale para produtores enquadrados no Pronamp e também para os demais produtores que investirem em atividades sustentáveis, com recursos equalizados e respeitados os limites definidos por cada instituição financeira para o ano agrícola.

Programas voltados à modernização e inovação seguem fortalecidos. Moderagro e Inovagro foram unificados para simplificar o acesso ao crédito e, com isso, houve aumento do limite disponível para investimentos em granjas, possibilitando que essas estruturas se mantenham sempre atualizadas em relação à sanidade animal.

O subprograma RenovAgro Ambiental passa a contemplar também ações de prevenção e combate a incêndios, além de recuperação de áreas protegidas. Entre as novidades, está a possibilidade de financiamento de ações de prevenção e combate ao fogo no imóvel rural; uso dos recursos para a aquisição de caminhões-pipa ou carretas-pipa; e entre os itens financiáveis, mudas de espécies nativas para a reposição e recomposição de áreas de preservação permanente e reservas legais.

O programa de armazenagem (PCA) também foi ampliado. O limite de capacidade por projeto passou de 6 mil para 12 mil toneladas, o que contribui para melhorar a infraestrutura de estocagem e escoamento da produção rural.

Outra novidade é a ampliação do limite de renda para enquadramento no Pronamp, que passou de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano, permitindo que mais produtores tenham acesso às condições diferenciadas oferecidas pelo programa.

Compromisso com o desenvolvimento do agro

Com o slogan “Força para o Brasil crescer”, o Plano Safra 2025/2026 destaca a relevância da agropecuária para o crescimento do país. A ampliação do crédito, o incentivo à produção sustentável e o fortalecimento das políticas voltadas ao campo reforçam a estratégia do governo de promover um setor mais eficiente, competitivo e alinhado às demandas ambientais.





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USDA decepciona, mas soja sobe e anima mercado brasileiro



A semana foi marcada pela tentativa de reação dos preços futuros da soja na Bolsa de Chicago. Com dólar em alta e preços firmes, as cotações domésticas melhoraram, assim como o ritmo dos negócios. O relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no dia 11, teve pouco impacto no mercado.

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O relatório indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,335 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 117,98 milhões de toneladas. A produtividade foi estimada em 52,5 bushels por acre. No relatório anterior, os números eram de 4,340 bilhões (118,11 milhões) e 52,5 bushels, respectivamente. O mercado esperava uma produção de 4,331 bilhões ou 117,87 milhões.

Os estoques finais estão projetados em 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas, contra 295 milhões do relatório anterior, 8,03 milhões. O mercado apostava em carryover de 304 milhões de bushels ou 8,27 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,540 bilhões de bushels e exportações de 1,745 bilhão. Em junho, os números eram de 2,490 bilhões e 1,815 bilhão.

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 350 milhões de bushels, abaixo da estimativa do mercado de 358 milhões. As exportações estão projetadas em 1,865 bilhão e o esmagamento em 2,420 bilhões de bushels.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2025/26 de 427,68 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 422 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 126,1 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 125,5 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 124,3 milhões de toneladas, contra expectativa de 125,1 milhões de toneladas.

Para a safra brasileira de 2025/26, foi projetada a produção de 175 milhões de toneladas. Já para 2024/25, a estimativa foi mantida em 169 milhões de toneladas, levemente abaixo da expectativa do mercado, que era de 169,4 milhões.

No caso da Argentina, a projeção para 2025/26 é de 48,5 milhões de toneladas. Para a safra 2024/25, houve revisão para cima: de 49 milhões para 49,9 milhões de toneladas, superando a média das projeções do mercado, que apontava para 49,3 milhões.

As importações chinesas foram estimadas em 112 milhões de toneladas para 2025/26, mesma previsão do relatório anterior. Para 2024/25, houve ajuste para baixo: de 108 milhões para 106,5 milhões de toneladas.

Mercado

O mercado brasileiro de soja registrou grande volume de negócios, tanto nos portos quanto no interior do país nesta semana. De acordo com o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, a combinação de alta na Bolsa de Chicago e dólar favorável ao longo da semana contribuiu para o avanço das negociações.

Os prêmios nos portos apresentaram pouca oscilação, sustentados por uma demanda firme. Já no interior, o basis permaneceu fortalecido, com boas oportunidades de venda, o que incentivou os produtores a comercializar o grão. “Como resultado, tivemos um spread positivo e um dia de forte movimentação no mercado”, conclui.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 132,00
  • Rio Grande (RS – porto): R$ 140,00
  • Cascavel (PR): R$ 131,00
  • Paranaguá (PR): de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Rondonópolis (MT): R$ 120,00



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o erro de escolher um lado político


Em um país cada vez mais polarizado, cresce o número de entidades de classe que decidem adotar posições políticas explícitas – a favor ou contra governos, partidos ou candidatos. Muitas vezes, isso é feito em nome da “defesa do setor”. Mas o resultado quase sempre é o oposto: a entidade acaba enfraquecida, dividida e perde capacidade de dialogar quando o poder muda de mãos.

Uma entidade setorial não existe para expressar a opinião pessoal de sua diretoria. Ela representa os interesses coletivos de empresas, produtores ou profissionais de um mesmo segmento – um público diverso. Dentro dele há quem vote à esquerda, à direita, ao centro ou em ninguém. Há concorrentes diretos que, apesar das disputas comerciais, se unem para buscar políticas públicas que favoreçam o setor como um todo. Essa união é a força das entidades. Quando escolhem um lado político, rompem esse elo.

Outro problema surge quando a entidade vira um “braço” de um grupo político: ela perde capacidade de diálogo com governos de outro campo ideológico. Quando a oposição vence, a entidade fica tolhida em seu papel. O setor perde voz justamente quando mais precisa — para negociar, propor mudanças, resolver crises ou construir soluções em conjunto com o governo.

Entidades de classe não são partidos políticos. Não disputam eleições. Sua missão não é “vencer” uma disputa eleitoral, mas garantir que o setor produtivo tenha sempre interlocução qualificada e respeitada – qualquer que seja o governo eleito.

Isso não significa omissão. Entidades sérias precisam se posicionar com clareza sobre políticas públicas que afetem o setor. Devem apoiar medidas que ajudem o desenvolvimento e criticar o que o prejudica, venha de quem vier. Mas há uma diferença fundamental entre ter posição sobre políticas e ter lado político. Um é papel legítimo e necessário. O outro é militância.

Quando a entidade confunde as duas coisas, o debate técnico vira slogan. A crítica fundamentada cede espaço ao ataque pessoal. A negociação madura se transforma em palanque. E as soluções para problemas reais se afastam.

É importante lembrar que as pessoas físicas têm opinião política – e devem ter. Presidentes de entidades, diretores, conselheiros, associados são cidadãos com direito de votar, militar, apoiar candidatos. Mas ao falar em nome da entidade, falam por todos. Representar significa moderar a voz para incluir diferentes perspectivas. Quem não entende isso acaba usando a instituição para expressar preferências pessoais, traindo sua função de representar o coletivo.

Em momentos de tensão política, cresce a tentação de “escolher um lado”. Mas justamente nesses momentos aumenta a responsabilidade das entidades em manter a isenção. Resistir à captura política não é fraqueza: é sinal de maturidade e compromisso com quem se representa. O setor produtivo precisa de entidades respeitadas por qualquer governo. Precisa de pontes – não de muros.

O Brasil já tem partidos políticos suficientes. O que precisa são entidades fortes, técnicas e capazes de dialogar com qualquer governo, apresentando dados confiáveis e propostas reais para problemas complexos. Quem abandona essa função para fazer campanha eleitoral pode até conquistar aplausos fáceis por um tempo – mas cobra um preço alto do setor que deveria defender.

No fim, quem paga a conta são todos os representados que, divididos, perdem força para enfrentar desafios concretos: burocracia, insegurança jurídica, custos elevados, falta de crédito, baixa competitividade.

Preservar a isenção institucional não é só uma escolha ética. É uma escolha estratégica. Quem busca resultados duradouros para seu setor precisa ter a coragem de não se alinhar a partidos – mas sim à missão de defender quem produz, investe, emprega e ajuda o país a crescer.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Sorgo brasileiro rende 150% a mais


O híbrido SHU 511, da brasileira Shull Seeds, foi o destaque da 2ª Vitrine de sorgo da Coopertinga, realizada em Formoso (MG), ao registrar a maior produtividade líquida entre 30 materiais avaliados. Com colheita em 9 de julho e umidade corrigida para 13%, o SHU 511 atingiu 158,8 sacas por hectare, superando em 145,9% a média estadual, de 63,6 sc/ha, conforme estimativa da Conab para a safra 2024/25.

O experimento foi conduzido com plantio em 21 de fevereiro na Fazenda JM, da família Balbinot, utilizando adubação de base de 250 kg/ha (05-37-00) e 140 kg/ha de KCl, além de 200 kg/ha de ureia em cobertura. O híbrido da Shull superou o segundo colocado em 15,5 sacas, e teve produtividade 29,2% superior à média dos demais concorrentes.

Segundo Daniel Tablas, engenheiro agrônomo da empresa, o SHU 511 tem se mostrado uma excelente opção para regiões do Cerrado como o Noroeste Mineiro e o Leste Goiano. “O SHU 511 tem mostrado excelente adaptação nesta região do Cerrado que inclui o Noroeste Mineiro e Lesto Goiano, com sanidade foliar e alto teto produtivo. É uma alternativa segura para o produtor que busca rentabilidade com sorgo na safrinha”, afirma.

De acordo com a Conab, Minas e Goiás somam 52% da produção nacional de sorgo. Em dez anos, a produção mineira cresceu mais de 300%, e a goiana, quase 350%. No cenário nacional, a área plantada aumentou 173% entre 2015/16 e 2024/25, com avanço de 98% na produtividade média, reforçando o papel estratégico do sorgo na produção de grãos no Brasil.

“O sorgo tem se consolidado como uma alternativa estratégica para a produção de grãos no Brasil, especialmente em regiões com menor disponibilidade hídrica. Os dados de produtividade mostram que o produtor brasileiro está investindo em tecnologia e manejo para ampliar a eficiência da cultura”, afirma o agrônomo Tablas.

 





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