quinta-feira, maio 14, 2026

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confira as cotações de hoje


O mercado brasileiro de soja registrou um dia de poucos negócios nesta quarta-feira (23), com cotações relativamente mais fracas, especialmente nos portos, pressionadas pelos recuos em Chicago e na taxa de câmbio.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, os prêmios ajudaram a compensar parcialmente esse movimento, mas, no geral, houve queda nos preços.

“No mercado interno, os players mantiveram uma postura cautelosa, com spreads elevados entre as indicações de compra e venda. O basis local segue firme, já que o produtor está priorizando a venda de milho no curto prazo e exige preços mais elevados para a soja. Alguns negócios foram registrados, mas sem volumes significativos reportados”, ressalta.

Preços da saca de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): se manteve em R$ 132
  • Santa Rosa (RS): ficou em 133
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 139
  • Cascavel (PR): ficou em R$ 131
  • Porto de Paranaguá (PR): queda de R$ 138 para R$ 137
  • Rondonópolis (MT): recuou de R$ 121 para R$ 120
  • Dourados (MS): caiu de R$ 125 para R$ 122
  • Rio Verde (GO): continuou em R$ 122

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos, revertendo os ganhos iniciais.

Segundo Silveira, o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas suplantou o suporte dado pelo avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e importantes parceiros.

Após acertar tarifas recíprocas de 15% com o Japão, os Estados Unidos sinalizaram uma aproximação com a China e encaminharam um acordo com a União Europeia. As notícias resultaram em menor aversão ao risco e asseguraram bons ganhos em Chicago na maior parte do dia.

De acordo com a Safras & Mercado, com o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras e a perspectiva de uma safra cheia nos Estados Unidos, o mercado mudou de direção na parte final da sessão, encerrando com perdas moderadas.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 4,50 centavos de dólar ou 0,44% a US$ 10,05 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,22 3/4 por bushel, perda de 2,75 centavos ou 0,26%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,70, ou 0,61%, a US$ 276,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 56,14 centavos de dólar, com ganho de 0,51 centavo ou 0,91%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,79%, sendo negociado a R$ 5,5227 para venda e a R$ 5,5207 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5152 e a máxima de R$ 5,5777.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cotrijal inicia obras que preparam Expodireto maior


A Cotrijal participou nesta segunda-feira, 21 de julho, da assinatura da ordem de início das obras de reposicionamento da ERS-142, entre a Prefeitura de Não-Me-Toque e a empresa vencedora da licitação. O novo traçado da rodovia irá possibilitar a futura ampliação do parque da Expodireto Cotrijal.

No final do ano passado, um trecho da rodovia que conecta o município a Victor Graeff/RS passou do governo do estado para a jurisdição de Não-Me-Toque/RS. Já a cooperativa destinou um espaço de cerca de dois quilômetros ao município. Com isso, o trecho da rodovia que atualmente passa em frente ao parque da Expodireto Cotrijal será realocado para a área que foi cedida à Prefeitura de Não-Me-Toque, localizada dentro do estacionamento principal da feira. Essa mudança permitirá a execução do projeto de ampliação do parque.

O contrato com a empresa Compacta Sul prevê o início das obras na rodovia para os próximos dias. O prazo para conclusão é de nove meses. As obras incluem terraplanagem, drenagem, pavimentação asfáltica e sinalização no trecho municipalizado da ERS-142.

Dessa forma, a realocação do trecho deve ser finalizada para a Expodireto Cotrijal do ano que vem, já a ampliação do parque está estimada para a edição de 2027. “Essas obras são muito importantes porque vamos oportunizar a participação de muitas empresas que já aguardam para fazer parte da Expodireto Cotrijal. É um projeto da prefeitura com o estado do Rio Grande do Sul que vai beneficiar a feira e toda a comunidade”, ressaltou o presidente da Cotrijal, Nei César Manica.

O investimento previsto é de mais de R$ 2,7 milhões, contando com recursos oriundos de emenda parlamentar no valor aproximado de R$ 2,5 milhões, destinada pelo deputado federal Pedro Westphalen.

“Vai consolidar de vez uma das maiores e melhores feiras do agronegócio, além de trazer maior visibilidade, circulação de pessoas, arrecadação e investimentos para Não-Me-Toque. Nós ficamos muito felizes em contribuir para que a Expodireto continue crescendo”, destacou o prefeito Gilson dos Santos.

A assinatura do termo de início das obras foi realizada no gabinete do prefeito e também contou com a presença do presidente da Câmara de Vereadores, Cristiano Lima, e de secretários municipais, além de representantes da empresa vencedora da licitação e da cooperativa.





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livro gratuito convida leitor a repensar usos e destinos da oleaginosa



Você sabe onde mais a soja está presente no seu dia a dia? Digamos que, muitas vezes, a oleaginosa está tão incluída na rotina que passa despercebida. Essa é a ideia do livro Biodiesel no Brasil: Reflexões Sobre o Potencial das Principais Matérias-Primas, lançado oficialmente nesta quarta-feira (23), durante o X Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja 2025, em Campinas (SP). A obra, que conta com 172 páginas distribuídas em 16 capítulos, tem como objetivo ampliar a eficiência e o uso de diversas matérias-primas no programa de biocombustíveis do Brasil.

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O Soja Brasil conversou com um dos autores, César de Castro, pesquisador da Embrapa Soja, que ressalta que a commodity ultrapassa a alimentação humana e a ração animal, presente em muitos produtos invisíveis ao consumidor. Para quem ainda imagina que a soja seja utilizada apenas para alimentação humana ou ração animal, vale a pena entender sua ubiquidade e importância na vida moderna.

Conforme destacado logo no prefácio da obra, o grão é matéria-prima essencial para uma ampla variedade de produtos de alto valor agregado, que vão desde batons simples até carnes de frango, suínos e bovinos, além de leite, ovos e diversas aplicações industriais.

É neste contexto que Castro fala sobre alternativas promissoras para a produção de biocombustíveis, como a camelina e a macaúba. Segundo dados apresentados no livro, a transição para fontes renováveis tem impulsionado pesquisas envolvendo cerca de 350 espécies vegetais com potencial para biodiesel, incluindo macaúba, pinhão-manso, nabo forrageiro, colza, girassol, canola e camelina.

Apesar desse avanço, a soja ainda domina a produção de óleo vegetal no Brasil, com outras culturas, como palma de óleo, algodão e girassol, ocupando posições menores no mercado nacional. O pesquisador ressalta que, mesmo assim, é fundamental a adoção de culturas de alta produtividade, preferencialmente com elevado teor de óleo, que atendam aos critérios de baixas emissões de carbono ao longo de seu ciclo de vida e que sejam compatíveis com práticas de manejo sustentável do solo.

O livro traz ainda reflexões importantes sobre os desafios da matriz energética mundial. Em um dos trechos, os autores afirmam que, feliz ou infelizmente, dependendo do ponto de vista, o petróleo ainda é abundante, e que a Terra possui aproximadamente 65 mil campos conhecidos de petróleo e gás.

A partir dessa constatação, a publicação reforça a necessidade urgente de acelerar a transição para fontes renováveis de energia, como os biocombustíveis. É nesse contexto que a soja ganha destaque: o óleo extraído do grão é hoje a principal matéria-prima utilizada na produção de biodiesel no Brasil. Assim, a soja, além de alimentar pessoas e animais, se insere de forma estratégica no debate sobre sustentabilidade e alternativas ao petróleo.

Confira o livro completo aqui.



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Brasil precisa suspender compra de tilápia do Vietnã imediatamente, defende Peixe BR



A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) divulgou nota nesta quarta-feira (23) em que defende que o país suspensa imediatamente a importação de tilápia do Vietnã.

Para a entidade, essa medida deve ser adotada com urgência pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Essa ação é imprescindível para preservar a sustentabilidade da cadeia produtiva da tilápia no Brasil, que é formada por cerca de 98% de pequenos produtores. Isso significa que qualquer instabilidade ou desequilíbrio na concorrência afeta diretamente a capacidade de manutenção da atividade brasileira”, destaca o texto.

A Peixe BR destaca que o Brasil conta com 237.669 estabelecimentos rurais com foco na produção de peixes, totalizando um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 12,5 bilhões em 2024.

“Além disso, 21% da produção nacional provém de cooperativas, sendo que o maior exportador brasileiro de tilápia para os Estados Unidos é justamente uma cooperativa de produtores, evidenciando o papel estratégico desses modelos organizacionais”, ressalta a nota.

Preços pagos ao produtor

A Peixe BR afirma que os preços pagos ao produtor estão abaixo dos valores registrados no mesmo período do ano passado.

O movimento é reflexo de uma oferta elevada pela diminuição das exportações e da queda sazonal no consumo durante o inverno. “Desta forma, a entrada de produto importado com preços inferiores intensifica ainda mais a pressão sobre o mercado interno, comprometendo a rentabilidade e a sobrevivência de milhares de produtores”, diz o texto da entidade.

Tilápia sustentável

A Peixe BR reforça que o uso de ração de origem vegetal e baixo nível de exigência de proteína, especialmente quando comparado a espécies como o salmão, faz do Brasil o país com a tilapicultura mais sustentável do mundo.

“Somado a isso, o país detém o sistema regulatório ambiental e de inspeção mais rigoroso entre os quatro maiores produtores mundiais de tilápia.”

A Associação reitera que o Brasil é líder na adoção de tecnologia na produção de tilápia, inovação que exige altos investimentos, cuja amortização média varia entre sete e dez anos. “Por isso, caso esse cenário atual de preços em queda e concorrência desleal persista, há grandes chances de haver uma inadimplência generalizada dos financiamentos de longo prazo, colocando em risco o futuro do setor”, afirma.



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Pará aprova ação judicial contra a moratória da soja



A Associação dos Produtores de Soja do Pará (Aprosoja-PA) aprovou por unanimidade o ingresso de ação judicial contra a moratória da soja, segundo nota divulgada nesta quarta-feira (23). A decisão foi tomada em assembleia geral na segunda-feira (21) e coloca o Pará ao lado de Mato Grosso e Rondônia na contestação judicial do acordo firmado em 2006.

O Pará é o segundo estado com maior área de soja no Bioma Amazônia, atrás apenas de Mato Grosso. A moratória da soja é um acordo voluntário entre tradings multinacionais e organizações não governamentais que proíbe a compra de soja cultivada em áreas do bioma desmatadas após julho de 2008, mesmo quando o desmatamento respeita os limites do Código Florestal.

“Não há mais espaço para omissão. O setor produtivo fez sua parte, alertou, buscou diálogo, tentou reformular. Agora é hora de reagir com firmeza. O que está em jogo não é só o direito de produzir – é o direito de existir”, disse o presidente da Aprosoja-PA, Vanderlei Ataídes, em nota.

Segundo a entidade, o Pará tem “vastas áreas de produção inseridas no Bioma Amazônia” e produtores paraenses “vêm sendo expurgados da atividade agropecuária há quase duas décadas, mesmo cumprindo o Código Florestal e todas as exigências legais nacionais”. A Aprosoja-PA classifica como violações aos princípios da livre concorrência a “imposição de critérios extralegais, a construção de listas negativas compartilhadas entre concorrentes e a prática de sanções privadas disfarçadas de compromisso ambiental”.

A ação será coordenada por uma “frente jurídica nacional que vem sendo estruturada com apoio de especialistas e das demais Aprosojas estaduais, em articulação com parlamentares, federações e entidades do agro”, segundo a nota. O objetivo é “reconstruir um ambiente de previsibilidade e respeito ao produtor que cumpre a lei – sem submissão a imposições estrangeiras disfarçadas de responsabilidade ambiental”.

A iniciativa do Pará ocorre enquanto Mato Grosso mantém duas frentes judiciais contra a moratória. A Aprosoja-MT protocolou em dezembro de 2024 uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), alegando que as tradings formam um “cartel de compra” que controla mais de 95% das exportações brasileiras de soja. Em abril, ingressou com ação civil pública de R$ 1,1 bilhão contra 33 réus, incluindo ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus, além da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

No Supremo Tribunal Federal, o julgamento da constitucionalidade da Lei Estadual 12.709/2024 de Mato Grosso está suspenso desde junho por pedido de vista do ministro Dias Toffoli. A norma permite ao Estado vetar benefícios fiscais a empresas signatárias da moratória a partir de janeiro de 2026. Até a interrupção, o placar estava 2 a 0 pela manutenção da lei, com votos dos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes.

A pressão judicial coincide com a proximidade da implementação da Regulamentação Europeia de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que entra em vigor em dezembro e exigirá rastreabilidade total de produtos agrícolas. As tradings defendem a moratória como diferencial para acesso ao mercado europeu, que representa 14% das exportações brasileiras de soja.

Relatório do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) revelou que empresas signatárias da moratória receberam R$ 4,7 bilhões em incentivos fiscais entre 2019 e 2024. A Bunge liderou com R$ 1,56 bilhão, seguida por ADM (R$ 1,31 bilhão), Cofco (R$ 661 milhões) e Cargill (R$ 594 milhões).

Dados da Abiove mostram que a área plantada com soja no Bioma Amazônia passou de 1,64 milhão de hectares em 2007/08 para 7,28 milhões em 2022/23. Na última safra, apenas 250 mil hectares dos 7,3 milhões de hectares de soja na Amazônia estavam fora da conformidade com a moratória. A Aprosoja-MT, por sua vez, alega que apenas 300 mil hectares foram desmatados em Mato Grosso após 2009 dentro do escopo da moratória, mas a restrição atinge 2,7 milhões de hectares no Estado. “Não é possível que uma cadeia estratégica para o país esteja sendo submetida a pactos paralelos ao Estado de Direito, celebrados por empresas que operam no Brasil mas decidem ignorar suas leis. Isso precisa ter um basta”, acrescentou Ataídes.



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Pecuária 4.0: três ferramentas para acelerar a gestão da fazenda mesmo à distância


Pecuaristas, o mercado de carne bovina tem demonstrado uma volatilidade significativa, com quedas recentes e expressivas nas cotações e três ferramentas devem ajudar muito. Assista ao vídeo abaixo e saiba quais ferramentas são essas.

Para auxiliar os pecuaristas a navegar por esse cenário de incertezas, o zootecnista Mauricio Scoton, professor da Universidade do Agro de Uberaba (Uniube), apresentou três ferramentas cruciais.

No quadro “Dicas do Scoton” do programa Giro do Boi, na quarta-feira (17), ele detalhou como intensificar a gestão e a comunicação na fazenda para estar preparado para os momentos desafiadores do mercado.

1. Planilha de margem: o mapa da lucratividade

Produtor rural. Foto: CanvaProdutor rural. Foto: Canva
Produtor rural. Foto: Canva

A primeira e fundamental ferramenta para a Pecuária 4.0 é a planilha de margem. Ela atua como um guia detalhado para cada operação de compra de gado, permitindo que o produtor visualize o resultado financeiro antes mesmo de o negócio ser fechado.

A planilha de margem deve considerar os seguintes elementos essenciais:

  • Custo da arroba de compra: O valor pago pelo animal no momento da aquisição.
  • Custos embutidos: Despesas como frete e comissão da negociação.
  • Custo da diária no confinamento: Uma estimativa do gasto diário com o animal no cocho.
  • Dias de confinamento: A projeção do tempo que o animal permanecerá no confinamento.
  • Padrão de carcaça: O peso final desejado (seja 16, 18, 20 ou 22 arrobas) e a qualidade esperada da carcaça.
  • Ganho médio diário (GMD) previsível: Baseado na dieta fornecida no confinamento.

Com a inserção e análise desses dados, o pecuarista consegue calcular o custo da arroba produzida e ter clareza sobre a viabilidade financeira da operação, garantindo que a conta feche no final do ciclo de produção.

2. Mercado futuro: segurança para sua operação

Suplementação de bovinos a pasto. Foto: DivulgaçãoSuplementação de bovinos a pasto. Foto: Divulgação
Suplementação de bovinos a pasto. Foto: Divulgação

A segunda ferramenta é o mercado futuro, uma estratégia poderosa para trazer segurança e previsibilidade à operação pecuária.

Ele permite que o produtor “trave” o preço de venda da sua boiada com antecedência, seja para entregas em setembro, outubro, novembro ou dezembro.

Ao travar o preço no mercado futuro, o pecuarista ganha segurança em relação a diversos fatores:

  • Preço de compra do animal: O valor que foi pago na aquisição.
  • Custo total na fazenda: Todos os gastos acumulados até o ponto de venda.
  • Preço de venda garantido: O valor pelo qual sua boiada será comercializada, protegendo a operação de quedas inesperadas nas cotações do mercado físico.

Buscar uma boa consultoria e uma corretora de confiança é essencial para operar com sucesso no mercado futuro, maximizando a segurança e a rentabilidade do negócio.

3. Gestão operacional do confinamento: eficiência nos detalhes

A terceira ferramenta, e não menos importante, é a gestão operacional do confinamento.

Ela envolve o controle minucioso de todos os processos diários para garantir o melhor desempenho dos animais e, ao mesmo tempo, alinhar a execução com as projeções estabelecidas na planilha de margem.

Isso inclui aspectos cruciais como:

  • Fornecimento de dieta: Um controle rigoroso sobre quanto e como o alimento é distribuído aos animais.
  • Formulação da dieta: A garantia de que a dieta fornecida é a ideal e está balanceada para o ganho de peso desejado.
  • Controle de estoque: A gestão eficiente dos insumos e alimentos para o confinamento.

Ter disciplina na aplicação dessas três ferramentas permite que o pecuarista minimize os problemas decorrentes da instabilidade do mercado. Como bem diz o ditado, “o bom marinheiro é aquele que sai para o mar preparado para a tempestade”.

Nesses momentos de desafio, é fundamental buscar a eficiência e aprofundar a gestão da operação. A Pecuária 4.0 não se resume apenas à adoção de tecnologias, mas principalmente à inteligência na gestão para garantir a lucratividade e a sustentabilidade do negócio.



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Soja brasileira lidera certificação RTRS e ganha espaço no mercado internacional



Com mais de 6 milhões de toneladas certificadas apenas em 2024, o Brasil se consolida como líder mundial da soja certificada RTRS, uma chancela internacional que atesta práticas agrícolas responsáveis, respeito ao meio ambiente e uso sustentável dos recursos naturais. O selo, criado há 15 anos pela Mesa Redonda da Soja Responsável, é hoje a principal referência global para a produção de soja com desmatamento e conversão zero.

Em entrevista ao programa Planeta Campo, Luiza Bruscato, diretora global da RTRS, destacou o protagonismo brasileiro no cenário internacional e os avanços na sustentabilidade da produção. “O Brasil é o maior produtor de soja do mundo e enfrenta grandes desafios com o desmatamento. Mas esse desafio se transforma em oportunidade para os produtores que já estão adequados às boas práticas e podem ser recompensados por isso”, afirmou.

Certificação abre portas para mercados exigentes

Atualmente, o Brasil conta com mais de 350 fazendas certificadas, principalmente nos estados de Mato Grosso, Goiás e região do Matopiba. Além disso, há 37 empresas e 40 portos certificados, garantindo que toda a cadeia de custódia — do campo ao porto — esteja em conformidade com os critérios da RTRS.

“Além da produção em si, a certificação garante rastreabilidade e conformidade ao longo de toda a cadeia, o que é fundamental frente à nova Lei de Desmatamento da União Europeia”, explica Bruscato. Em 2024, a RTRS desenvolveu um módulo específico para atender às exigências da legislação europeia, garantindo acesso ao mercado europeu a partir de dezembro deste ano.

Agricultura regenerativa entra no radar da RTRS

Uma das novidades para 2025 é a adoção de práticas de agricultura regenerativa em fazendas-piloto no Mato Grosso. O projeto envolve cerca de 15 mil hectares e visa premiar ainda mais os produtores que vão além da sustentabilidade convencional. “Vamos trabalhar com indicadores de emissões e balanço de carbono, algo essencial para atender aos compromissos de descarbonização assumidos por empresas globais”, explicou Luiza.

Essa expansão para práticas regenerativas demonstra como o selo RTRS está evoluindo e se adaptando às novas demandas globais, incluindo os mercados que exigem metas climáticas rigorosas.

Pagamento por serviços ambientais valoriza o produtor

Segundo Luiza Bruscato, a certificação RTRS também representa uma forma de pagamento por serviços ambientais. “As grandes marcas — europeias e brasileiras — compram a soja certificada não apenas para cumprir legislações, mas como parte de suas próprias políticas de sustentabilidade. Isso gera valor direto para o produtor rural”, destaca.

O modelo garante valorização da produção, acesso a mercados premium e oportunidades comerciais mais vantajosas. “O produtor brasileiro já entendeu que a certificação é sinônimo de acesso, reconhecimento e premiação pelas boas práticas no campo”, completa a diretora.

Conferência internacional vai reunir elos da cadeia da soja

Para aprofundar a discussão sobre os rumos da soja responsável, a RTRS realiza sua conferência internacional no dia 17 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, durante o evento Victam. A programação vai reunir produtores, indústrias, tradings, instituições financeiras e ONGs para debater o futuro da soja certificada e suas conexões com o mercado global.

“Estamos em um momento de transformação. A certificação RTRS não é apenas um selo, mas uma ferramenta concreta para garantir sustentabilidade e competitividade ao agronegócio brasileiro”, concluiu Bruscato.



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doenças e estratégias de combate são apresentadas em painel



Nesta quarta-feira (23), em Campinas (SP), durante o X Congresso Brasileiro de Soja (Cbsoja) e Mercosoja, a equipe do Soja Brasil acompanhou a apresentação dos mais recentes resultados da rede de ensaios de controle de doenças da cultura. Moderado pelo pesquisador Maurício Meyer, da Embrapa Soja, o painel reuniu especialistas para discutir os dados da última safra e os impactos das principais adversidades, como mancha-alvo, mofo branco e ferrugem asiática.

Meyer explicou que a pesquisa é o alicerce da sustentabilidade da cadeia produtiva da soja. “Sem a pesquisa, que permite adaptar cultivares e entender a interação entre ambiente e plantas, não seria possível definir estratégias eficazes de controle e manejo. Por isso, todas as decisões são baseadas em estudos científicos”, disse. Ao longo do tempo, diversos estudos acompanharam as principais doenças nas diferentes regiões. “Com isso, foi criada uma força-tarefa que coordena os ensaios em rede para controle químico e biológico, justamente para identificar os melhores tratamentos”, reforçou.

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Dados apresentados

Carlos M. Utiamada, da Fornarolli Ciência Agrícola, abordou o papel das doenças de final de ciclo e a necessidade de estratégias de manejo eficazes. “Entre as estratégias está a rotação de fungicidas, fundamental para atrasar o surgimento de resistência nos patógenos”, afirmou. O pesquisador também explicou que foram testados 12 tratamentos, incluindo protocolos com e sem fungicidas, além de avaliações sobre fitotoxicidade dos produtos.

Já a pesquisadora Cláudia Godoy apresentou os dados sobre ferrugem-asiática, considerada a doença mais temida pelos produtores. “A ferrugem é a única que realmente quebra o produtor. Mas, com o vazio sanitário e cultivares precoce, temos conseguido escapar em muitas regiões”, explicou. Mesmo com uma safra considerada fraca para a doença, surtos foram registrados com severidade média de 34%, além da detecção de mutações resistentes, como a V130A.

A pesquisadora Luana Belufi, da Fundação Rio Verde, falou sobre a mancha-alvo. “A mancha-alvo teve alta incidência nos ensaios e, em muitos casos, comprometeu o rendimento das lavouras. É uma doença que exige atenção redobrada no manejo”, alertou. Segundo ela, a severidade e o avanço da doença em várias regiões levaram inclusive à exclusão de dados de produtividade em algumas áreas.

Hércules Campos, da Universidade de Rio Verde, destacou a importância de monitorar o mofo branco, doença que depende das condições climáticas para se desenvolver. Ele explicou que, embora pontual, o mofo branco pode causar perdas médias de 22%, com números maiores em safras e áreas mais favoráveis à doença. Além disso, a presença do mofo branco junto a outras doenças aumenta o impacto negativo na lavoura, evidenciando a complexidade do manejo fitossanitário da soja.

Por fim, o professor Flávio Medeiros, da Universidade Federal de Lavras, compartilhou os resultados da rede de ensaios que avaliou o uso de produtos biológicos. Esta foi a terceira safra consecutiva testando essas soluções para o controle de doenças foliares, com tratamentos que combinam biológicos com químicos.



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Médio São Francisco sediará nova feira voltada para agronegócio


A região do Médio São Francisco receberá em Barra, no Oeste da Bahia, uma nova feira voltada para o agronegócio. Na manhã desta segunda-feira (21), a Barra Agro Show foi lançada na capital baiana numa cerimônia com autoridades, lideranças políticas e representantes de instituições.

O lançamento aconteceu no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia, em Salvador.

Cerca de 100 produtores fazem parte do Sindicato dos Produtores Rurais de Barra e se mobilizaram para atrair investimentos e tecnologia para a região.

Barra Agro Show, feira agropecuária, 2025
Foto: Divulgação

A realização da Barra Agro Show, bem como do evento em Salvador, é fruto desse engajamento. Marco Caviola, produtor e presidente da entidade, atendeu à imprensa exaltando o caráter inovador e diferenciado da Feira.

“Viemos convidar a sociedade para fazer parte deste projeto conosco e conhecer a agricultura e o desenvolvimento que já estão acontecendo em Barra”, afirmou o representante.

O presidente do Sistema Faeb/Senar, Humberto Miranda, destacou o potencial produtivo da região e os desafios que devem ser vencidos.

“Nossos próximos passos devem incluir o avanço da educação para o agro e da aprendizagem rural na região, gerando ainda mais oportunidades em uma área que tanto tem a oferecer”, comentou Miranda.

Nas palavras do Secretário de Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, a feira irá ajudar a consolidar ainda mais a produção baiana.

“Observamos no local a necessidade de investimento em tecnologia e infraestrutura para que todo o potencial seja desenvolvido com sucesso. Sem dúvida, iremos nos empenhar para isso”, resume Barrozo.

Barra conta com uma área consolidada e em produção de 94 mil hectares, com área total agricultável de mais de 1,4 milhões de hectares. Na região, as margens de rio somam mais de 600 km e propiciam irrigação abundante e agricultura tecnificada que já produz cacau, uva, manga, citros, grãos e outras culturas.

A feira acontece de 4 a 6 de setembro, em Barra, e tem expectativa de receber cerca de 12 mil pessoas, além de dezenas de empresas dos segmentos de serviços, startups, insumos, máquinas e equipamentos, transportes, entre outros.


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Quatro países retiram restrições de exportação à carne de aves brasileiras



Kuwait, Bahrein, Albânia e Turquia retiraram as restrições à exportação de carne de frango brasileira após a conclusão do foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), a gripe aviária, registrado no município de Montenegro (RS), informa o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta quarta-feira (23).

De acordo com a pasta, a situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte:

  • Sem restrição de exportação: África do Sul, Albânia, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.
  • Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia.
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
  • Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia.
  • Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Catar
  • Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão
  • Suspensão limitada à zona: Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, afirmou na terça-feira (22) que a pasta trabalha para que China, União Europeia e Chile voltem a comprar carne de aves brasileira no curto prazo, já a partir de agosto.



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