quinta-feira, maio 14, 2026

Agro

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Produtores de queijos artesanais são premiados pela CNA em Brasília



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) premiou, nesta terça-feira (22), os melhores queijos artesanais do país na cerimônia do Prêmio Brasil Artesanal – Edição de Queijos, realizada na sede da entidade em Brasília.

O concurso foi realizado em parceria com o Sebrae, por meio do projeto ‘Juntos pelo Agro’. Nesta edição, 304 queijos de 185 produtores rurais, de 22 estados, foram inscritos.

Os 15 finalistas receberam certificados e os três primeiros colocados de cada categoria conquistaram prêmios em dinheiro e o ‘Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze’, em reconhecimento à excelência de seus produtos.

Fábio Krieger, gerente de Competitividade Setorial do Sebrae Nacional, falou na abertura do evento. “A partir do ‘Juntos pelo Agro’, um programa colaborativo, impulsionamos esse setor para que os pequenos produtores conquistem mais valor e mais espaço no mercado para os seus produtos”, afirmou.

A equipe do Porteira Aberta Empreender acompanhou a cerimônia de premiação. Confira a classificação final dos vencedores:

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Queijo Tradicional (Maturado)

1º Lugar – Leomar Melo Martins – Queijo Maná Paraná – Sítio Aliança (PR)

2º Lugar – Gabriel Lorezon – Queijo Colonial – Laticínios Beija-Flor (RS)

3º Lugar – Eder Augusto Duarte – Queijaria Elied (SP)

4º Lugar – Rodrigo Rocha – Vacananet Queijaria Artesanal (GO)

5º Lugar – Ivanor Schmidt – Queijaria Celeiro (RS)

Queijo de Tratamento Térmico

1º Lugar – Carlos Henrique Lamim – Rancho Maranata (MG)

2º Lugar – Ozama Padilha – Serra dos Macacos (PR)

3º Lugar – Jackson Marques – Fazenda Campo Alegre (MT)

4º Lugar – Gervaso da Silva – Queijaria Sítio das Oliveiras (GO)

5º Lugar – Marcelo Somacal – Queijaria Somacal (RS)

1º Lugar – Luzita Camargo e Airton Celso – Mulekinha Queijos Artesanais (SP)

2º Lugar – Gezina Verburg – Queijaria Cornélia (PR)

3º Lugar – João Vicente Rodrigues – Serra do Balsamo (GO)

4º Lugar – Raimundo Nonato – Queijaria Sô Toní (MG)

5º Lugar – Martina Sgarbi – Queijaria Martina (SP)



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Girolando no Nordeste: raça garante mais leite mesmo no semiárido?


Pecuaristas, a busca por uma pecuária leiteira mais eficiente e adaptada às condições regionais é crucial para o desenvolvimento do setor. E a raça Girolando tem tudo a ver com isso. Assista ao vídeo abaixo e veja as considerações do especialista.

Fábio Mota, de Porto Franco, Maranhão, levantou uma questão pertinente: como a raça girolando tem se comportado no Nordeste e se ela se adapta ao semiárido brasileiro?

Na quarta-feira (23), o zootecnista Guilherme Marquez, especialista em genética de gado de leite e embaixador de conteúdo do Giro do Boi, respondeu a essa dúvida no quadro “Giro do Boi Responde”.

Marquez revelou que a raça girolando não é apenas adaptável, mas já faz muito sucesso na região.

Girolando e a seleção por resistência ao estresse calórico

raça girolando
Foto: Divulgação

Guilherme Marquez explica que a raça girolando é a única raça avaliada geneticamente para o estresse calórico. Essa característica é essencial para regiões quentes como o semiárido. Atualmente, os touros girolando são classificados em duas categorias principais, considerando o desempenho de suas filhas:

  • Robustos: Suas filhas continuam produzindo bem mesmo quando expostas ao estresse calórico, demonstrando alta tolerância ao calor.
  • Sensíveis: Suas filhas sentirão mais o impacto do calor, com uma provável queda na produção de leite.

Essa seleção genética, aliada à composição da raça que já inclui o gir leiteiro (conhecido por sua rusticidade e adaptabilidade), confere ao girolando uma base sólida para enfrentar climas desafiadores.

Genética, ambiente e a produção de leite no Nordeste

Gado leiteiro - vacas - pesquisa
Foto: Divulgação/Girolando

A produção de leite é um dado fenotípico, ou seja, o resultado visível da interação entre a genética do animal (o que está “dentro” dele) e o ambiente em que ele vive.

Não é correto esperar que uma raça produza da mesma forma em todos os lugares, pois o ambiente é um fator decisivo para a expressão do potencial genético.

Para que o girolando expresse seu potencial máximo de produção de leite no Nordeste, o pecuarista deve focar em oferecer duas condições primordiais:

  • Nutrição adequada: Uma alimentação que supra integralmente as necessidades do animal para a alta produção de leite.
  • Conforto ambiental: Condições que minimizem o estresse térmico, permitindo que o animal esteja bem e consiga aproveitar ao máximo a nutrição fornecida.

Com a genética adequada e um ambiente favorável, o girolando consegue expressar sua capacidade em alta quantidade de leite.

Guilherme Marquez é enfático ao afirmar que, sim, a raça girolando é totalmente adaptável para o Nordeste e já é responsável pela maior parte do leite produzido no Maranhão, por exemplo.

Isso a torna uma solução valiosa para impulsionar a pecuária leiteira na região do semiárido brasileiro.



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confira as cotações da arroba



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com tentativas de compra em patamares mais baixos.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento acontece por conta das escalas de abate relativamente confortáveis e a boa entrada de animais confinados.

“Na Região Norte, é evidenciada boa oferta de fêmeas, pressionando ainda mais os preços da arroba. Por outro lado, o cenário de queda vem perdendo intensidade em determinados estados.”

Segundo ele, o quadro traçado em relação aos Estados Unidos ainda é preocupante, considerando o adicional tarifário de 50% que inviabiliza a entrada da carne bovina brasileira no mercado norte-americano.

Preços da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 293,07 — ontem: R$ 294,37
  • Goiás: R$ 276,14 — R$ 276,21
  • Minas Gerais: R$ 282,35 — R$ 281,76 
  • Mato Grosso do Sul: R$ 295,68 — R$ 295,80
  • Mato Grosso: R$ 293,73 — R$ 294,04

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta acomodação em seus preços no decorrer da quarta-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela queda das cotações no curtíssimo prazo, considerando a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês.

“Além disso, a carne de frango segue muito mais competitiva em comparação com as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, diz.

O quarto dianteiro e a ponta de agulha seguem no patamar de 17,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,79%, sendo negociado a R$ 5,5227 para venda e a R$ 5,5207 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5152 e a máxima de R$ 5,5777.



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MST invade sede do Incra em SP e pressiona Lula por reforma agrária



Cerca de 300 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram, na manhã desta quarta-feira (23), a sede da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na capital paulista.

De acordo com o grupo, a ação, feita sob o mote “Lula, cadê a reforma agrária?”, faz parte da Semana Camponesa, mobilização nacional feita por conta do Dia do Trabalhador e Trabalhadora Rural, celebrado em 25 de julho.

De acordo com o MST São Paulo, a pauta deste ano discute pontos como a liberação de créditos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA/Conab) e a ampliação dos limites de compra por cooperativas e famílias assentadas.

Além disso, reivindica acesso universal ao Pronaf A e A/C, com facilitação nos trâmites e renegociação de dívidas, além de assistência técnica permanente para viabilizar a produção de alimentos saudáveis e estruturantes agroindustriais.

A construção e reforma de casas em assentamentos, a inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o assentamento imediato de mais de cinco mil famílias acampadas no estado de São Paulo também estão na pauta do Movimento.

“O diálogo com o Incra de São Paulo está truncado. Há tempos tentamos um diálogo e seguimos sem reposta para nossa pauta”, pontua uma porta-voz do movimento.

Já a superintendência do Incra em São Paulo informou que aguarda o recebimento da pauta do MST para verificar o atendimento às reivindicações. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por sua vez, não se pronunciou.



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Frete sobe até 46% com colheita de milho e logística com soja, diz Conab



A intensificação da colheita da segunda safra de milho e a grande quantidade de soja ainda estocada nas propriedades têm elevado os preços dos fretes rodoviários em diversos estados do país. Segundo o Boletim Logístico de julho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a disputa por caminhões se acirra em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, com aumentos que chegaram a 46% em junho.

A pressão sobre o mercado de transporte reflete a combinação entre a produção de 132 milhões de toneladas de milho na safra 2024/25, segundo a Conab, e a retenção de parte da soja pelos produtores, que aguardam melhores cotações após as quedas dos últimos meses.

“Para junho e julho, a alta nos preços deverá ser registrada de modo mais ampliado diante da entrada da oferta de milho, da necessidade de atendimento a compromissos previamente firmados e da disputa por caminhões para atendimento a distintas demandas”, informou a Conab no relatório.

Em Mato Grosso, onde apenas 1% da segunda safra de milho havia sido colhida até junho, a situação já mostra sinais de tensão. O estado, que responde por 43,12% das exportações brasileiras do cereal, registra comportamento de estabilidade nos fretes com tendência de alta. “O arrefecimento momentâneo registrado para novos negócios deverá promover a extensão do aquecimento do mercado de fretes para todo o segundo semestre, pois essa enorme safra deverá ser contratada e escoada em sua totalidade”, destaca o documento.

A situação se complica com a divisão dos corredores logísticos entre soja remanescente e a produção do milho segunda safra. As baixas cotações da oleaginosa fizeram com que parte relevante do produto não tenha sido comercializada, criando competição por espaço logístico. “Do ponto de vista logístico, o fato implica divisão dos corredores e do espaço logístico com a enorme produção vindoura do milho segunda safra”, aponta a Conab.

No Distrito Federal, o boletim registra aumento generalizado nos fretes em junho, com destaque para as rotas com destino a Araguari e Uberaba, em Minas Gerais, que apresentaram variações de 5% e 4%, respectivamente. “A maior movimentação de grãos devido ao escoamento da soja e do início do milho segunda safra, cuja colheita está em andamento, além de uma oferta restrita dos prestadores de serviço de transporte, refletindo positivamente nas cotações de frete”, informou a estatal.

Em Mato Grosso do Sul, os aumentos foram ainda mais expressivos. A rota Aral Moreira-Maringá (PR) disparou 46% no mês, passando de R$ 90 para R$ 131 a tonelada. Para Paranaguá, a mesma origem registrou alta de 31%, de R$ 200 para R$ 261. “A redução no preço da soja nos últimos meses vem provocando um comportamento mais cauteloso por parte dos vendedores, que optam por comercializar gradualmente a produção em busca de melhores oportunidades de negócios”, disse a Conab. O estado movimentou 774.292 toneladas de soja em junho, ante 620.421 toneladas em maio, um crescimento que justifica parte da pressão sobre os fretes.

Goiás também registra aquecimento na demanda por transporte. Nas principais rotas com origem em Rio Verde, os aumentos chegaram a 9% em junho na comparação mensal. A rota para Araguari (MG) subiu de R$ 117 para R$ 127 a tonelada, enquanto o destino Santos (SP) passou de R$ 284 para R$ 308. “Apesar disso, o mês deve encerrar com menos de 10% da segunda safra de milho colhida, um contraste com os 30% registrados no mesmo período da safra anterior”, observou a Conab.

A comercialização do milho em Goiás atingiu 35% da safra, impulsionada pela necessidade de os produtores cobrirem custos e adquirirem insumos para a próxima safra. A soja apresenta índice de comercialização de 85%, com o restante da produção retido na expectativa de melhores oportunidades de venda.

No Paraná, o cenário se mostra mais heterogêneo. A soja apresentou impacto positivo nos preços de fretes em Cascavel, com alta de 24%, e em Ponta Grossa, com aumento de 9%. Porém, o milho variou negativamente em 7% para o destino Rio Grande do Sul e 11% para Paranaguá, em virtude das chuvas e diminuição dos fretes na região.

A cultura do milho segunda safra 2024/25 tem 18,9% da produção comercializada, com apenas 12% da área colhida na região de Toledo. Em relação ao feijão de primeira safra 2024/25, a colheita está finalizada com 96,1% da produção comercializada.

Mesmo com a redução no preço do diesel e o reajuste para baixo do piso mínimo de fretes pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Conab avalia que os custos continuam pressionados por fatores estruturais. A necessidade de liberar espaço em armazéns para recebimento do milho, somada à quantidade produzida pela agricultura em 2025, mantém suporte no nível de preços.

“O mercado trabalha, de modo geral, com a previsão de preços elevados atribuídos aos fretes rodoviários, a se observar a partir de junho, com potenciais efeitos ao longo de todo o segundo semestre de 2025”, destacou o relatório.

A expectativa é de que as cotações dos fretes apresentem suporte durante todo o ano, uma vez que ainda há parcela da soja a ser escoada, além da safra de milho a ser destinada aos mercados interno e externo.



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confira as cotações de hoje


O mercado brasileiro de soja registrou um dia de poucos negócios nesta quarta-feira (23), com cotações relativamente mais fracas, especialmente nos portos, pressionadas pelos recuos em Chicago e na taxa de câmbio.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, os prêmios ajudaram a compensar parcialmente esse movimento, mas, no geral, houve queda nos preços.

“No mercado interno, os players mantiveram uma postura cautelosa, com spreads elevados entre as indicações de compra e venda. O basis local segue firme, já que o produtor está priorizando a venda de milho no curto prazo e exige preços mais elevados para a soja. Alguns negócios foram registrados, mas sem volumes significativos reportados”, ressalta.

Preços da saca de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): se manteve em R$ 132
  • Santa Rosa (RS): ficou em 133
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 139
  • Cascavel (PR): ficou em R$ 131
  • Porto de Paranaguá (PR): queda de R$ 138 para R$ 137
  • Rondonópolis (MT): recuou de R$ 121 para R$ 120
  • Dourados (MS): caiu de R$ 125 para R$ 122
  • Rio Verde (GO): continuou em R$ 122

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos, revertendo os ganhos iniciais.

Segundo Silveira, o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas suplantou o suporte dado pelo avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e importantes parceiros.

Após acertar tarifas recíprocas de 15% com o Japão, os Estados Unidos sinalizaram uma aproximação com a China e encaminharam um acordo com a União Europeia. As notícias resultaram em menor aversão ao risco e asseguraram bons ganhos em Chicago na maior parte do dia.

De acordo com a Safras & Mercado, com o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras e a perspectiva de uma safra cheia nos Estados Unidos, o mercado mudou de direção na parte final da sessão, encerrando com perdas moderadas.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 4,50 centavos de dólar ou 0,44% a US$ 10,05 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,22 3/4 por bushel, perda de 2,75 centavos ou 0,26%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,70, ou 0,61%, a US$ 276,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 56,14 centavos de dólar, com ganho de 0,51 centavo ou 0,91%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,79%, sendo negociado a R$ 5,5227 para venda e a R$ 5,5207 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5152 e a máxima de R$ 5,5777.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cotrijal inicia obras que preparam Expodireto maior


A Cotrijal participou nesta segunda-feira, 21 de julho, da assinatura da ordem de início das obras de reposicionamento da ERS-142, entre a Prefeitura de Não-Me-Toque e a empresa vencedora da licitação. O novo traçado da rodovia irá possibilitar a futura ampliação do parque da Expodireto Cotrijal.

No final do ano passado, um trecho da rodovia que conecta o município a Victor Graeff/RS passou do governo do estado para a jurisdição de Não-Me-Toque/RS. Já a cooperativa destinou um espaço de cerca de dois quilômetros ao município. Com isso, o trecho da rodovia que atualmente passa em frente ao parque da Expodireto Cotrijal será realocado para a área que foi cedida à Prefeitura de Não-Me-Toque, localizada dentro do estacionamento principal da feira. Essa mudança permitirá a execução do projeto de ampliação do parque.

O contrato com a empresa Compacta Sul prevê o início das obras na rodovia para os próximos dias. O prazo para conclusão é de nove meses. As obras incluem terraplanagem, drenagem, pavimentação asfáltica e sinalização no trecho municipalizado da ERS-142.

Dessa forma, a realocação do trecho deve ser finalizada para a Expodireto Cotrijal do ano que vem, já a ampliação do parque está estimada para a edição de 2027. “Essas obras são muito importantes porque vamos oportunizar a participação de muitas empresas que já aguardam para fazer parte da Expodireto Cotrijal. É um projeto da prefeitura com o estado do Rio Grande do Sul que vai beneficiar a feira e toda a comunidade”, ressaltou o presidente da Cotrijal, Nei César Manica.

O investimento previsto é de mais de R$ 2,7 milhões, contando com recursos oriundos de emenda parlamentar no valor aproximado de R$ 2,5 milhões, destinada pelo deputado federal Pedro Westphalen.

“Vai consolidar de vez uma das maiores e melhores feiras do agronegócio, além de trazer maior visibilidade, circulação de pessoas, arrecadação e investimentos para Não-Me-Toque. Nós ficamos muito felizes em contribuir para que a Expodireto continue crescendo”, destacou o prefeito Gilson dos Santos.

A assinatura do termo de início das obras foi realizada no gabinete do prefeito e também contou com a presença do presidente da Câmara de Vereadores, Cristiano Lima, e de secretários municipais, além de representantes da empresa vencedora da licitação e da cooperativa.





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livro gratuito convida leitor a repensar usos e destinos da oleaginosa



Você sabe onde mais a soja está presente no seu dia a dia? Digamos que, muitas vezes, a oleaginosa está tão incluída na rotina que passa despercebida. Essa é a ideia do livro Biodiesel no Brasil: Reflexões Sobre o Potencial das Principais Matérias-Primas, lançado oficialmente nesta quarta-feira (23), durante o X Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja 2025, em Campinas (SP). A obra, que conta com 172 páginas distribuídas em 16 capítulos, tem como objetivo ampliar a eficiência e o uso de diversas matérias-primas no programa de biocombustíveis do Brasil.

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O Soja Brasil conversou com um dos autores, César de Castro, pesquisador da Embrapa Soja, que ressalta que a commodity ultrapassa a alimentação humana e a ração animal, presente em muitos produtos invisíveis ao consumidor. Para quem ainda imagina que a soja seja utilizada apenas para alimentação humana ou ração animal, vale a pena entender sua ubiquidade e importância na vida moderna.

Conforme destacado logo no prefácio da obra, o grão é matéria-prima essencial para uma ampla variedade de produtos de alto valor agregado, que vão desde batons simples até carnes de frango, suínos e bovinos, além de leite, ovos e diversas aplicações industriais.

É neste contexto que Castro fala sobre alternativas promissoras para a produção de biocombustíveis, como a camelina e a macaúba. Segundo dados apresentados no livro, a transição para fontes renováveis tem impulsionado pesquisas envolvendo cerca de 350 espécies vegetais com potencial para biodiesel, incluindo macaúba, pinhão-manso, nabo forrageiro, colza, girassol, canola e camelina.

Apesar desse avanço, a soja ainda domina a produção de óleo vegetal no Brasil, com outras culturas, como palma de óleo, algodão e girassol, ocupando posições menores no mercado nacional. O pesquisador ressalta que, mesmo assim, é fundamental a adoção de culturas de alta produtividade, preferencialmente com elevado teor de óleo, que atendam aos critérios de baixas emissões de carbono ao longo de seu ciclo de vida e que sejam compatíveis com práticas de manejo sustentável do solo.

O livro traz ainda reflexões importantes sobre os desafios da matriz energética mundial. Em um dos trechos, os autores afirmam que, feliz ou infelizmente, dependendo do ponto de vista, o petróleo ainda é abundante, e que a Terra possui aproximadamente 65 mil campos conhecidos de petróleo e gás.

A partir dessa constatação, a publicação reforça a necessidade urgente de acelerar a transição para fontes renováveis de energia, como os biocombustíveis. É nesse contexto que a soja ganha destaque: o óleo extraído do grão é hoje a principal matéria-prima utilizada na produção de biodiesel no Brasil. Assim, a soja, além de alimentar pessoas e animais, se insere de forma estratégica no debate sobre sustentabilidade e alternativas ao petróleo.

Confira o livro completo aqui.



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Brasil precisa suspender compra de tilápia do Vietnã imediatamente, defende Peixe BR



A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) divulgou nota nesta quarta-feira (23) em que defende que o país suspensa imediatamente a importação de tilápia do Vietnã.

Para a entidade, essa medida deve ser adotada com urgência pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Essa ação é imprescindível para preservar a sustentabilidade da cadeia produtiva da tilápia no Brasil, que é formada por cerca de 98% de pequenos produtores. Isso significa que qualquer instabilidade ou desequilíbrio na concorrência afeta diretamente a capacidade de manutenção da atividade brasileira”, destaca o texto.

A Peixe BR destaca que o Brasil conta com 237.669 estabelecimentos rurais com foco na produção de peixes, totalizando um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 12,5 bilhões em 2024.

“Além disso, 21% da produção nacional provém de cooperativas, sendo que o maior exportador brasileiro de tilápia para os Estados Unidos é justamente uma cooperativa de produtores, evidenciando o papel estratégico desses modelos organizacionais”, ressalta a nota.

Preços pagos ao produtor

A Peixe BR afirma que os preços pagos ao produtor estão abaixo dos valores registrados no mesmo período do ano passado.

O movimento é reflexo de uma oferta elevada pela diminuição das exportações e da queda sazonal no consumo durante o inverno. “Desta forma, a entrada de produto importado com preços inferiores intensifica ainda mais a pressão sobre o mercado interno, comprometendo a rentabilidade e a sobrevivência de milhares de produtores”, diz o texto da entidade.

Tilápia sustentável

A Peixe BR reforça que o uso de ração de origem vegetal e baixo nível de exigência de proteína, especialmente quando comparado a espécies como o salmão, faz do Brasil o país com a tilapicultura mais sustentável do mundo.

“Somado a isso, o país detém o sistema regulatório ambiental e de inspeção mais rigoroso entre os quatro maiores produtores mundiais de tilápia.”

A Associação reitera que o Brasil é líder na adoção de tecnologia na produção de tilápia, inovação que exige altos investimentos, cuja amortização média varia entre sete e dez anos. “Por isso, caso esse cenário atual de preços em queda e concorrência desleal persista, há grandes chances de haver uma inadimplência generalizada dos financiamentos de longo prazo, colocando em risco o futuro do setor”, afirma.



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Pará aprova ação judicial contra a moratória da soja



A Associação dos Produtores de Soja do Pará (Aprosoja-PA) aprovou por unanimidade o ingresso de ação judicial contra a moratória da soja, segundo nota divulgada nesta quarta-feira (23). A decisão foi tomada em assembleia geral na segunda-feira (21) e coloca o Pará ao lado de Mato Grosso e Rondônia na contestação judicial do acordo firmado em 2006.

O Pará é o segundo estado com maior área de soja no Bioma Amazônia, atrás apenas de Mato Grosso. A moratória da soja é um acordo voluntário entre tradings multinacionais e organizações não governamentais que proíbe a compra de soja cultivada em áreas do bioma desmatadas após julho de 2008, mesmo quando o desmatamento respeita os limites do Código Florestal.

“Não há mais espaço para omissão. O setor produtivo fez sua parte, alertou, buscou diálogo, tentou reformular. Agora é hora de reagir com firmeza. O que está em jogo não é só o direito de produzir – é o direito de existir”, disse o presidente da Aprosoja-PA, Vanderlei Ataídes, em nota.

Segundo a entidade, o Pará tem “vastas áreas de produção inseridas no Bioma Amazônia” e produtores paraenses “vêm sendo expurgados da atividade agropecuária há quase duas décadas, mesmo cumprindo o Código Florestal e todas as exigências legais nacionais”. A Aprosoja-PA classifica como violações aos princípios da livre concorrência a “imposição de critérios extralegais, a construção de listas negativas compartilhadas entre concorrentes e a prática de sanções privadas disfarçadas de compromisso ambiental”.

A ação será coordenada por uma “frente jurídica nacional que vem sendo estruturada com apoio de especialistas e das demais Aprosojas estaduais, em articulação com parlamentares, federações e entidades do agro”, segundo a nota. O objetivo é “reconstruir um ambiente de previsibilidade e respeito ao produtor que cumpre a lei – sem submissão a imposições estrangeiras disfarçadas de responsabilidade ambiental”.

A iniciativa do Pará ocorre enquanto Mato Grosso mantém duas frentes judiciais contra a moratória. A Aprosoja-MT protocolou em dezembro de 2024 uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), alegando que as tradings formam um “cartel de compra” que controla mais de 95% das exportações brasileiras de soja. Em abril, ingressou com ação civil pública de R$ 1,1 bilhão contra 33 réus, incluindo ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus, além da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

No Supremo Tribunal Federal, o julgamento da constitucionalidade da Lei Estadual 12.709/2024 de Mato Grosso está suspenso desde junho por pedido de vista do ministro Dias Toffoli. A norma permite ao Estado vetar benefícios fiscais a empresas signatárias da moratória a partir de janeiro de 2026. Até a interrupção, o placar estava 2 a 0 pela manutenção da lei, com votos dos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes.

A pressão judicial coincide com a proximidade da implementação da Regulamentação Europeia de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que entra em vigor em dezembro e exigirá rastreabilidade total de produtos agrícolas. As tradings defendem a moratória como diferencial para acesso ao mercado europeu, que representa 14% das exportações brasileiras de soja.

Relatório do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) revelou que empresas signatárias da moratória receberam R$ 4,7 bilhões em incentivos fiscais entre 2019 e 2024. A Bunge liderou com R$ 1,56 bilhão, seguida por ADM (R$ 1,31 bilhão), Cofco (R$ 661 milhões) e Cargill (R$ 594 milhões).

Dados da Abiove mostram que a área plantada com soja no Bioma Amazônia passou de 1,64 milhão de hectares em 2007/08 para 7,28 milhões em 2022/23. Na última safra, apenas 250 mil hectares dos 7,3 milhões de hectares de soja na Amazônia estavam fora da conformidade com a moratória. A Aprosoja-MT, por sua vez, alega que apenas 300 mil hectares foram desmatados em Mato Grosso após 2009 dentro do escopo da moratória, mas a restrição atinge 2,7 milhões de hectares no Estado. “Não é possível que uma cadeia estratégica para o país esteja sendo submetida a pactos paralelos ao Estado de Direito, celebrados por empresas que operam no Brasil mas decidem ignorar suas leis. Isso precisa ter um basta”, acrescentou Ataídes.



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