sábado, maio 9, 2026

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Cotações têm novas baixas em julho



Há também insegurança por parte de agentes em relação à importação


Foto: Canva

Pressionadas pela demanda ainda enfraquecida, as cotações da tilápia tiveram novas quedas em julho, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, além da típica redução do consumo de pescado durante o inverno, indústrias estão com estoques elevados, o que reforçou a baixa procura e o ritmo lento de negócios.

Há também insegurança por parte de agentes em relação à importação de tilápia do Vietnã e o quanto isso pode prejudicar o mercado interno. Quanto às exportações brasileiras, após três meses de queda, os embarques cresceram em julho, embora o volume ainda tenha ficado abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Apesar de a porcentagem de tilápia embarcada pelo Brasil ser pequena, pesquisadores do Cepea explicam que o aumento pode refletir a tentativa de indústrias venderem o produto antes das taxações impostas pelos Estados Unidos, já que o país é o principal comprador da tilápia exportada. 





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Soja tem dia movimentado e preços sobem na maior parte do Brasil



O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de intensa movimentação, avaliou Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado. Os preços firmes na Bolsa de Chicago, aliados a algum suporte do dólar, mantiveram o mercado aquecido. Os prêmios recuaram ligeiramente de acordo com o cenário, mas as cotações apresentaram boas oportunidades no físico.

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No spot, praticamente não há negócios, concentrando-se em entregas e pagamentos futuros a partir de setembro/outubro. Nos portos, o destaque ficou para o Sul, especialmente o Rio Grande do Sul, com volumes relevantes fechados ao longo do dia. Segundo Silveira, o cenário é de preços sustentados, negócios em andamento e ajustes moderados nos prêmios portuários, sem grandes impactos.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 142,50
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 141,50 para R$ 142,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 126,00 para R$ 126,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em alta. O mercado deu prosseguimento ao movimento de recuperação deflagrado ontem, após a divulgação do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Repercussão do USDA

O USDA indicou safra e estoques americanos abaixo do esperado, o que garantiu a consolidação do movimento de recuperação técnica. A extensão do acordo entre China e Estados Unidos, adiando por mais 90 dias o início da taxação mútua, completou o cenário positivo para os preços.

O relatório indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,292 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 116,8 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,6 bushels por acre. No relatório anterior, os números eram de 4,335 bilhões (117,98 milhões) e 52,5 bushels, respectivamente. O mercado esperava uma produção de 4,371 bilhões ou 118,96 milhões.

Os estoques finais estão projetados em 290 milhões de bushels ou 7,89 milhões de toneladas, contra 310 milhões do relatório anterior, 8,44 milhões. O mercado apostava em carryover de 359 milhões de bushels ou 9,75 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,540 bilhões de bushels e exportações de 1,705 bilhão. Em julho, os números eram de 2,540 bilhões e 1,745 bilhão.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 11,50 centavos de dólar, ou 1,11%, a US$ 10,24 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,44 1/4 por bushel, com alta de 11,50 centavos ou 1,11%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 5,60, ou 1,99%, a US$ 287,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 53,39 centavos de dólar, com ganho de 0,15 centavo ou 0,28%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,25%, negociado a R$ 5,4008 para venda e a R$ 5,3988 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3802 e a máxima de R$ 5,4112.



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Exportações do agro registraram superávit de US$ 14 bilhões em julho



As exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 15,6 bilhões em julho, o maior valor já registrado para o mês na série histórica, informa o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com a pasta, o resultado representa crescimento de 1,5% em relação a julho de 2024, com acréscimo de US$ 225 milhões, impulsionado tanto pelo aumento no volume embarcado quanto pela elevação de preços.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o café foi um dos destaques do mês, com alta de 25,3% no valor exportado. O Ministério lembra que, recentemente, 32 empresas brasileiras foram habilitadas pela primeira vez, totalizando agora 452 estabelecimentos autorizados a vender este produto para a China.

Outros produtos que registraram forte crescimento nas exportações no período incluem:

  • Suco de maçã: 623%;
  • Fumo: 91,5%;
  • Bananas: 79%;
  • Ovos e gemas: 62%;
  • Couros e peles: 57%;
  • Frutas: 37,3%; e
  • Carnes: 16,7%, com destaque para a proteína bovina

Produtos com menor participação histórica no comércio exterior do agro brasileiro também ganharam espaço, como corvina (+161%), uvas frescas (+89,4%), castanha de caju (+88%), óleos vegetais (+87%), e mel e seus derivados que cresceram 37% no valor exportado.

Principais destinos

A China manteve-se como maior compradora, com US$ 5,62 bilhões em aquisições no mês, seguida pela União Europeia (US$ 2,36 bilhões; +16,4%).

Já entre os mercados que mais cresceram estão:

  • México: +23%;
  • Arábia Saudita: +28,8%; e
  • Tailândia: +18%

De acordo com o Mapa, avanços relevantes também foram obtidos em Marrocos, Bangladesh e Taiwan, embora não divulgue especificamente o crescimento nessas nações.

A pasta ressalta que mesmo em um cenário internacional de incertezas, o Brasil mantém o ritmo de crescimento e consolida sua posição como fornecedor confiável, estável e seguro. “Exemplo disso é que mesmo com a queda nas cotações de soja em grão, açúcar, celulose e algodão, o setor manteve as receitas cambiais”, diz o Ministério, em nota.



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Prepare sua empresa para a COP30 com cursos gratuitos do Sebrae



Faltando menos de três meses para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para acontecer em Belém (PA), o Sebrae oferece cursos gratuitos para preparar micro e pequenas empresas para aproveitar os desafios e as oportunidades da sustentabilidade.

No Portal Sebrae COP30, donos de pequenos negócios encontram conteúdos exclusivos, práticos e gratuitos que ajudam a tornar suas operações mais sustentáveis e alinhadas às demandas globais.

Além disso, o portal traz materiais sobre empreendedorismo internacional e orientações para inserir os pequenos negócios na agenda global de desenvolvimento sustentável. Também oferece diversos exemplos reais de soluções inovadoras, criativas e responsáveis adotadas por empreendedores.

O conteúdo audiovisual destaca histórias inspiradoras, como a das costureiras marajoaras que valorizam suas raízes culturais. Ao mesmo tempo, o portal apresenta projetos locais como o Sustenta e Inova e o Polo de Moda do Marajó, iniciativas do Sebrae Pará que fortalecem o desenvolvimento sustentável na região.

O Sebrae na COP30

O Sebrae lidera um movimento para colocar as micro e pequenas empresas no centro da inovação sustentável. Dessa forma, a instituição levará para a COP30 soluções inovadoras que contribuem diretamente para a transição rumo a uma economia verde e de baixo impacto ambiental.



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Calcário líquido: é por isso que ele não funciona na correção do solo


Pecuaristas, a correção do solo é um dos primeiros e mais importantes passos para uma lavoura ou pastagem de sucesso. A dúvida sobre a eficácia do calcário líquido, no entanto, tem se tornado cada vez mais comum entre os produtores rurais. Assista ao vídeo.

Marcos Alexandre, de Salvador, no estado da Bahia, perguntou se o produto realmente funciona para a correção do solo.

Nesta quinta-feira (25), o engenheiro agrônomo Március Gracco, da Intensifique Consultoria Agropecuária, respondeu à dúvida no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explicou, de forma clara, o que um corretivo de solo deve fazer e por que o calcário líquido, na prática, não atende a essa função.

O que é um corretivo de solo eficaz?

Foto: Reprodução

Segundo as normas técnicas, um produto para ser considerado um corretivo de solo precisa cumprir duas funções principais: alterar o pH e a saturação por bases (V%) do solo. Para isso, ele deve fornecer cálcio e magnésio em quantidade suficiente.

Os corretivos tradicionais, como o calcário calcítico, dolomítico, magnesiano e a cal virgem, são aplicados em grandes volumes (de 2 a 4 toneladas por hectare). Essa quantidade massiva de cálcio e magnésio garante que o produto:

  • Aumente o pH do solo, tornando-o menos ácido.
  • Neutralize o alumínio tóxico, que prejudica o desenvolvimento das raízes das plantas.
  • Forneça nutrientes essenciais para as plantas, atuando também como um adubo.

Por que o calcário líquido não funciona como corretivo

A composição do calcário líquido é de cerca de 30% de cálcio e 15% a 16% de magnésio. No entanto, o problema está na forma de aplicação. A recomendação comum é de 5 litros de produto para substituir 1 tonelada de calcário sólido.

Nessa proporção, a quantidade de cálcio e magnésio aplicada é muito pequena, e, segundo Március Gracco, não é suficiente para:

  • Alterar o pH do solo de forma significativa.
  • Neutralizar o alumínio tóxico, um dos principais objetivos da calagem.
  • Mudar a saturação por bases, que é a medida da fertilidade do solo.

Portanto, Március Gracco conclui que, na proporção recomendada para essa finalidade, o calcário líquido não tem eficácia como corretivo de solo.

Fique atento e confie nas práticas comprovadas para a saúde e a produtividade do seu solo, buscando sempre a orientação de um agrônomo para a tomada de decisões.



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Tarifa dos EUA deve provocar sobreoferta de tilápia no Brasil, diz C.Vale



A imposição de uma tarifa de 50% pelos Estados Unidos sobre a tilápia brasileira deve provocar sobreoferta no mercado interno e pressionar pequenos frigoríficos e produtores independentes, segundo o gerente industrial da C.Vale, Reni Girardi.

“Isso vai fazer com que aqueles pequenos frigoríficos que hoje têm o mercado local, regional deles, comecem a ter uma sobreoferta sobre esse mercado. E isso vai afetar a cadeia como um todo”, afirmou.

Ele alerta que muitos desses produtores vivem exclusivamente da piscicultura e podem ter dificuldades para escoar a produção.

A C.Vale, que abate cerca de 200 mil tilápias por dia, destinava quase 30% de sua produção ao mercado norte-americano. “O mercado exportador hoje é o mercado americano. E, a partir do dia 6, esse mercado não existe mais. Taxação de 50%, não tem mercado que suporte”, disse Girardi.

De acordo com o executivo, 98% da tilápia exportada pelo Brasil vai para os EUA, e não há alternativa no curto prazo que absorva esse volume. “O mercado com esse perfil é o europeu, o mercado do Reino Unido. Nós temos trabalhado junto às associações e ao governo brasileiro para abrir esse mercado. Mas ainda não é um mercado que está aberto para a gente colocar o nosso produto.”

Girardi afirma que, embora a C.Vale tenha diversificação com frango, suíno e grãos, a situação é mais delicada para pequenos e médios produtores. “Como é que ficam esses pequenos e médios produtores que só vivem da atividade de peixe?”, questionou.



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esmagamento de soja bate recorde em julho



Demanda por óleo eleva esmagamento de soja




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (12), o esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu 1,18 milhão de toneladas em julho de 2025, estabelecendo novo recorde para o mês. O volume representa alta de 3,61% em relação a junho e de 12,70% frente ao mesmo período de 2024.

O Imea informou que o aumento está relacionado à maior demanda por óleo de soja no estado e à retomada das indústrias esmagadoras após pausas programadas para manutenção no mês anterior. No acumulado do ano, entre janeiro e julho, o processamento alcançou 7,90 milhões de toneladas, avanço de 3,77% em relação ao mesmo período do ano passado.

A projeção do instituto indica que, em 2025, o total de soja processada em Mato Grosso deve chegar a 12,99 milhões de toneladas. “Caso se confirme, será um novo recorde para o processamento no estado”, destacou o Imea.

Apesar do volume recorde, a margem bruta de esmagamento apresentou queda de 14,93% frente ao mês anterior, encerrando julho com média mensal de R$ 433,78 por tonelada. Segundo o Imea, a retração foi influenciada pela redução nas cotações do farelo de soja e pelo aumento no preço da soja em Mato Grosso.





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China aposta no Brasil e deixa EUA fora do mercado de soja, aponta consultoria



A China reforça seu abastecimento de soja para os meses de setembro e outubro com compras do Brasil, com os Estados Unidos ‘de lado’ nas vendas da nova safra. Segundo a consultoria Safras & Mercado, os traders apontam que foram adquiridas 8 milhões de toneladas para setembro e 4 milhões para outubro, metade da demanda esperada, todas originárias da América do Sul.

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Tensões globais entre Pequim e Washington

O movimento acontece em meio à ausência de acordo nas negociações comerciais entre Pequim e Washington, cenário que pode aumentar a pressão sobre os preços da soja em Chicago, próximos das mínimas dos últimos cinco anos.

Relação EUA-China

Tradicionalmente, os Estados Unidos concentram suas vendas de soja para a China entre setembro e janeiro, antes da entrada da safra brasileira. No ano passado, o país asiático importou 105 milhões de toneladas de soja, sendo 22,13 milhões provenientes dos EUA, reforçando a importância do mercado norte-americano nesse período.



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Umidade do ar abaixo de 12% deixa estados com clima de deserto; veja até quando


A massa de ar seco que predomina sobre o Centro-Oeste do país tende a se agravar durante esta semana, de acordo com a Climatempo. Tal cenário leva a umidade relativa do ar (URA) a níveis de emergência, ou seja, abaixo de 12%, especialmente durante as tardes, quando a temperatura sobe.

Para se ter ideia, no deserto do Saara, o maior do mundo, localizado na África, esse índice costuma variar entre 14% e 20%.

Com isso, o oeste do Triângulo Mineiro, o sul e oeste de Goiás e a faixa leste de Mato Grosso são as áreas mais atingidas, conforme o mapa abaixo:

umidade relativa do arumidade relativa do ar
Foto: Climatempo

Em outras diversas áreas de Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, os valores de umidade devem permanecer em limiares de alerta, variando entre 12% e 20%, durante as horas mais quentes.

Esse padrão de ar muito seco também se estende a grande parte do estado de São Paulo, incluindo a Região Metropolitana da capital, e a áreas do estado de Minas Gerais.

Segundo a Climatempo, esse padrão de tempo seco deve persistir até pelo menos o final desta semana, mantendo os índices de umidade do ar em patamares críticos em grande parte do interior do país.

Vale lembrar que a ausência de chuva, combinada com o sol forte e o aquecimento progressivo, tende a agravar os impactos à saúde, aumentar o risco de incêndios florestais e gerar dificuldades para a agricultura e para o abastecimento de água em algumas localidades.

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