sábado, maio 9, 2026

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Devido ao tarifaço dos EUA, soja brasileira ganha protagonismo com compras da China



De acordo com estimativas do setor apresentadas durante o Agroexport desta quinta-feira (14), os embarques brasileiros de soja em grão devem ultrapassar 110 milhões de toneladas em 2025, om que renova o potencial recorde de exportações do país. Confira os gráficos:

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Exportação da soja brasileira

Entre janeiro e agosto deste ano, o Brasil já exportou aproximadamente 88 milhões de toneladas de soja para diversos mercados, sendo 66 milhões destinadas à China, o que representa um incremento de cerca de 10% em relação ao mesmo período de 2024. Na série histórica dos últimos cinco anos, as vendas brasileiras de soja para o mercado chinês evoluíram de 50 para 66 milhões de toneladas.

Declarações de Trump

Em contrapartida, as declarações recentes do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a intenção de quadriplicar as exportações norte-americanas de soja para a China são consideradas inviáveis por especialistas.

A limitação da produção, a oferta total de cerca de 50 milhões de toneladas, o consumo interno elevado e a área agrícola estabilizada tornam impossível esse aumento. No ano passado, dos 77 milhões de toneladas exportadas pelos EUA, com 22 milhões destinadas à China.

O protagonismo da soja brasileira

Diante da crescente demanda chinesa e das restrições de oferta dos Estados Unidos, o Brasil deve consolidar sua posição como principal fornecedor de soja para a China, mantendo o ritmo de crescimento das exportações e reforçando sua presença no mercado internacional da oleaginosa.



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Sistema soja-trigo e manejo de plantas daninhas são foco de evento da Embrapa



Durante o Dia de Campo de Inverno, evento promovido pela Embrapa Soja, pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e pela Fundação Meridional, serão apresentadas tecnologias para o cultivo de soja em rotação com trigo, além do lançamento de duas novas cultivares desta última cultura. O encontro será realizado no dia 22 de agosto, a partir das 8h, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

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Manejo no sistema soja-trigo

Também haverá uma estação técnica que abordará o manejo outonal de plantas daninhas no sistema de produção soja-trigo, ministrada pelo pesquisador Fernando Adegas, da Embrapa Soja. Outro destaque será a apresentação de Henrique Debiasi, também da empresa, sobre a importância do trigo para otimizar a produtividade e a sustentabilidade da oleaginosa nas safras seguintes.

Programação

A programação contará com apresentações sobre variedades de trigo e triticale desenvolvidas pela Embrapa e pelo IDR-Paraná, além do manejo outonal de plantas daninhas e da importância do trigo no sistema de produção da oleaginosa.

Inscreva-se

O evento será realizado no dia 22 de agosto, a partir das 8h, na Embrapa Soja, estrada Carlos João Strass, s/n, Londrina (PR). As inscrições podem ser feitas pelo link.



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Pacote de socorro ao tarifaço não atende todas as necessidades do agro, diz Faesp



A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), que representa os sindicatos rurais da região, avalia que a divulgação do pacote de ajuda do governo às empresas e produtores atingidos pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos ainda não atende por completo às necessidades do setor.

O presidente da entidade, Tirso Meirelles, destacou que é preciso manter a diplomacia, mas sem caráter ideológico. “[Em primeiro lugar] é a negociação, diplomacia, dividir política para um lado, econômico para o outro. Esse é o primeiro ponto. A taxa de juros que foi falado, de 8% a 10%, mais as taxas bancárias, chegará a 14%. A nossa taxa de juros é a segunda maior do mundo. Perdemos apenas para a Turquia”, ressalta.

Em um contexto mais macro, sem relação direta com o pacote anunciado pelo presidente Lula, Meirelles advoga a necessidade de uma reforma administrativa urgente para que os gastos do governo reduzam e que a taxa de juros baixe.

“Emergencialmente, nós temos de resolver esse impasse com esse cliente nosso que é os Estados Unidos, para que possamos resolver economicamente os investimentos e todo o processo”, finaliza.



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Nova revisão mantém safra recorde de grãos na Bahia em 2025



A sétima estimativa para a safra baiana de grãos aponta que a Bahia deve alcançar o recorde de produção de 12.829.202 toneladas em 2025, de acordo com dados de julho, divulgados pelo IBGE, nesta quinta-feira (14).

Isso representa um crescimento de 12,7% (ou mais 1.448.107 t) em relação a 2024, e de 5,6% frente ao recorde anterior, registrado em 2023 (que havia sido de 12.148.058 toneladas).

Frente à estimativa de junho (de 12.668.822 toneladas), também houve, em julho, aumento na previsão da safra de grãos na Bahia: +1,3%, o que equivale a mais 160.380 toneladas.

De acordo com o IBGE, a maior previsão da safra baiana de grãos, entre junho e julho, se deveu a novas revisões para cima nas produções de milho 1ª safra e algodão herbáceo.

Milho

Em 2025, a primeira safra de milho, na Bahia, deve ser de 1.932.000 toneladas, ficando 24,6% acima da colhida em 2024 (mais 380.910 toneladas) e com alta de 11,0% na passagem de junho para julho (mais 192 mil toneladas).

O aumento da previsão do milho 1ª safra entre um mês e outro se deveu a um maior rendimento médio, que deve chegar a 6.900 kg/hectare, 15,0% superior ao previsto em junho (que havia sido 6.000 kg/hectare).

Algodão

A Bahia deve produzir, em 2025, 1.865.025 toneladas de algodão, 5,4% a mais do que em 2024 (mais 96.225 toneladas) e 0,4% a mais do que o previsto em junho (mais 6.525 toneladas).

A variação positiva na estimativa, entre junho e julho, se deveu a um crescimento da área plantada/ a ser colhida, que passou de 400 mil para 405 mil hectares (+1,3% ou mais 5.000 hectares).

O estado é o 2º maior produtor nacional de algodão e deverá ser responsável por 19,6% da safra brasileira, em 2025. Fica abaixo apenas de Mato Grosso, que deve colher 6.742.781 toneladas, equivalentes a 71,0% do total nacional (9,5 milhões de toneladas).

Por outro lado, entre junho e julho houve, na Bahia, revisão para baixo na estimativa de produção do feijão 1ª safra, de -29,7% ou menos 35.600 toneladas.

Com isso, essa safra deve somar 86.400 toneladas em 2025, ficando ainda menor em relação à de 2024: -37,0% ou menos 50.700 toneladas. 

Além disso, a queda importante na estimativa de produção de feijão 1ª safra, entre junho e julho, resultou de uma combinação de recuos na área destinada à cultura (-7,7% ou menos 15 mil hectares, ficando em 180 mil hectares) e no rendimento médio (-23,3%, de 4.646 kg/hectare para 4.605 kg/hectare).

Soja

O maior crescimento absoluto continua o da soja (+1.074.090 t, ou +14,3%), seguido pelo do milho 1ª safra (+380.910 t ou +24,6%) e pelo da mandioca (+116.148 t, ou +14,7%).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE.

O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.


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AgroNewsPolítica & Agro

Soja guaxa resistente desafia produtores de milho e sorgo


A presença de soja guaxa resistente a herbicidas, especialmente ao glifosato, 2,4-D e ao dicamba, vem se tornando um problema crescente nas áreas de rotação com milho e sorgo, com impactos ainda mais significativos quando há consórcio com forrageiras, como a Brachiaria. Segundo a agrônoma Jessica Wegener Possamai, essa planta daninha, originada de sementes remanescentes da última safra de soja, exige atenção redobrada e manejo estratégico para evitar prejuízos.

“A presença de soja guaxa resistente a herbicidas, especialmente ao glifosato, 2,4-d e ao dicamba, é um desafio crescente nas áreas de rotação com milho e sorgo, especialmente quando se pretende consorciar essas culturas com forrageiras, como é o caso da Brachiaria”, comenta.

O risco vai muito além da simples competição por luz, água e nutrientes. A soja guaxa também pode servir como hospedeira de pragas, como percevejos e lagartas, e de doenças, como ferrugem e mancha-alvo. Além disso, reduz a eficiência de herbicidas pós-emergentes, elevando o número de aplicações e o custo operacional. As perdas de produtividade no milho e no sorgo podem variar entre 8% e 15%, enquanto o gasto adicional com manejo pode chegar a R$ 300 por hectare, especialmente em casos de resistência múltipla.

Entre as estratégias recomendadas, destacam-se a rotação de mecanismos de ação, incluindo atrazina ou terbutilazina, a preferência por herbicidas com efeito residual, o controle antecipado antes da competição inicial e o uso de métodos culturais, como rotação de culturas e coberturas vegetais. Essas práticas reduzem a pressão da planta daninha e ajudam a preservar a eficácia das moléculas disponíveis no mercado.

“No manejo de plantas daninhas, o barato pode sair muito caro. Ignorar a soja guaxa resistente é comprometer não só a safra atual, mas também a sanidade produtiva das próximas safras”, conclui.

 





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MP de reação ao tarifaço será prioridade no Congresso



O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Congresso Nacional tratará como “prioridade” a Medida Provisória que oferece um pacote de socorro a empresas afetadas pelo “tarifaço” estabelecido pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

As declarações ocorreram na manhã desta quinta-feir (14), em entrevista à GloboNews, um dia após o governo ter anunciado a MP.

O instrumento tem validade imediata, mas temporária, e portanto precisa de aprovação dos parlamentares.

A medida consiste em uma linha de crédito de R$ 30 bilhões, ampliação de créditos tributários a exportadores pelo Reintegra em R$ 5 bilhões e aportes de R$ 4,5 bilhões em outros fundos. Esses R$ 9,5 bilhões ficarão fora do cálculo da meta fiscal de 2025 e 2026.

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“Estivemos lá, tanto eu como o presidente do Senado Davi Alcolumbre, ao lado do presidente Lula e dos seus ministros, o presidente Geraldo Alckmin, para receber essa medida provisória que traz um apoio aos setores afetados por essas tarifas. Essa matéria, com certeza, será uma prioridade dentro do Congresso Nacional”, declarou o parlamentar.

Motta continuou: “Nós não vamos, em nenhum momento, nos hesitar a estarmos unidos com os demais Poderes para defender a soberania nacional, defender aquilo que é importante para o Brasil, proteger as nossas indústrias, as nossas empresas, os nossos empregos. Esse é o papel de todos aqueles que têm o compromisso com o País, acima de qualquer preferência política ou ideológica.”

O presidente da Câmara também disse que vê ambiente favorável na Câmara à MP. “Não tenho dúvidas de que dentro da Câmara, no colégio de líderes, nós vamos ter amplo apoio para que essas medidas possam ser tomadas e o Brasil possa ter o mínimo impacto possível diante dessas decisões recentes do governo americano.”

Imposto de Renda

Motta declarou ainda que a ampliação da isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil é outra prioridade para o semestre. O parecer do relator, Arthur Lira (PP-AL), já foi aprovado em comissão especial. Segundo o atual presidente da Câmara, a expectativa é de que o texto seja levado ao plenário nos próximos dias.

“O relatório, elaborado pelo ex-presidente Arthur Lira na comissão especial, foi aprovado por unanimidade. Então, demonstra que o ambiente na Casa é favorável para a aprovação dessa matéria”, disse ele. “Nos próximos dias, esperamos que ela possa ser levada ao plenário e apreciada no plenário da Câmara, já que é uma matéria muito importante”, acrescentou.



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Inteligência artificial na avicultura: IoT e manejo avançado



A avicultura brasileira está passando por uma revolução silenciosa. Longe de ser um conceito futurista, a inteligência artificial (IA) já está presente em granjas pelo país, auxiliando produtores na tomada de decisão, aumentando a eficiência e melhorando o bem-estar animal.

Segundo Juliana Batista, médica veterinária com 17 anos de experiência no setor, o avanço recente vem da maturidade na coleta e análise de dados. Sensores, câmeras e dispositivos conectados por IoT (Internet das Coisas) permitem monitorar em tempo real fatores como temperatura, umidade e ventilação, além da saúde e microbiota intestinal das aves.

Como a IA e o IoT funcionam nas granjas

A integração de sensores inteligentes nos aviários permite:

  • Monitoramento ambiental constante, prevenindo problemas de ambiência.
  • Acompanhamento do estado de saúde das aves, com base em dados fisiológicos e nutricionais.
  • Alertas automáticos para ajustes no manejo ou no fornecimento de ração.

Com o uso de machine learning e estatísticas avançadas, os sistemas conseguem identificar padrões e antecipar situações críticas, garantindo mais precisão nas decisões.

Exemplo prático de automação na alimentação

Uma das soluções já disponíveis no mercado é a gestão automatizada da cadeia de ração. Ao detectar que o estoque está baixo, o sistema pode enviar o pedido diretamente para a fábrica, sem necessidade de intervenção do produtor.

Isso reduz riscos de falta de alimento, otimiza o transporte e libera tempo para que o avicultor se dedique a atividades estratégicas, como manejo, biosseguridade e sustentabilidade.

Benefícios diretos para o produtor

A aplicação de IA e IoT na avicultura traz vantagens claras:

  1. Aumento da produtividade: ambiência controlada e manejo preciso refletem em maior ganho de peso e menor mortalidade.
  2. Redução de custos: otimização no uso de energia, ração e mão de obra.
  3. Agilidade na resposta: alertas em tempo real evitam perdas e melhoram a gestão.
  4. Sustentabilidade: uso eficiente de recursos e menor impacto ambiental.

Juliana Batista reforça que:

“O produtor pode estar em casa e ainda assim saber o que está acontecendo no aviário, tomando decisões baseadas em dados concretos”.

Desafios para a adoção da tecnologia

Apesar dos avanços, ainda há barreiras. A principal é a conectividade no campo. Sem internet de qualidade, o funcionamento contínuo dos sensores e sistemas é comprometido.

Outros desafios incluem o investimento inicial e a capacitação técnica dos produtores para utilizar as ferramentas de forma estratégica.

O futuro da avicultura digital

O próximo passo, segundo especialistas, é integrar dados de diferentes etapas da cadeia produtiva, desde o incubatório até o processamento, para otimizar todo o sistema de produção.

A IA também deve ganhar espaço em análises mais complexas, como previsão de mercado, ajustes nutricionais personalizados e rastreabilidade avançada fortalecendo a posição do Brasil como líder global na produção de proteína de frango.



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Confinamento de sucesso: como a sanidade e nutrição evitam perdas e aumentam o lucro


Pecuaristas, o manejo sanitário é a chave para o sucesso do confinamento. Quando o gado chega de longas distâncias a um ambiente novo, o estresse, a poeira e as variações de temperatura podem abrir portas para doenças. Implementar um protocolo sanitário no cocho eficaz é o segredo para reduzir a mortalidade, garantir a saúde dos animais e aumentar a lucratividade da sua fazenda. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Em uma reportagem especial no Boitel JBS de Guaiçara, no estado de São Paulo, o Giro do Boi entrevistou Mateus Reis, da Foco Consultoria. Ele detalhou o protocolo de entrada que transforma o recebimento do gado em uma experiência de “tapete vermelho”, com foco no bem-estar e na prevenção.

O protocolo de entrada: prevenção e bem-estar

Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do BoiBovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi

A recepção dos animais no confinamento é a primeira e mais importante etapa do protocolo sanitário. A equipe da JBS, totalmente capacitada, realiza um trabalho focado no bem-estar animal para:

  • Hidratação e nutrição inicial: Os animais recebem água e feno na chegada, o que ajuda a baixar o nível de cortisol (o hormônio do estresse) e aumenta a resposta imune às vacinas.
  • Vacinação e vermifugação: Os animais são levados a um brete de contenção para receber vacinas contra os principais desafios do confinamento (doenças respiratórias e clostridioses) e vermífugo para parasitas internos e externos.

Esse protocolo de entrada padronizado é crucial para combater as doenças que mais matam no confinamento. O manejo cuidadoso, que minimiza o estresse do animal, é fundamental para o sucesso das aplicações e a eficácia das vacinas.

Acompanhamento e diagnóstico para a redução de perdas

Ronda sanitária garante ganho de peso e altos lucros no confinamentoRonda sanitária garante ganho de peso e altos lucros no confinamento
Ronda sanitária garante ganho de peso e altos lucros no confinamento

O trabalho da sanidade não para na entrada. A equipe de ronda acompanha os animais diariamente para identificar e tratar enfermidades a tempo, evitando óbitos. A Foco Consultoria auxilia nesse processo com indicadores de desempenho e o monitoramento rigoroso do rebanho.

As ações de acompanhamento incluem:

  • Treinamento da equipe: A equipe é treinada para fazer o diagnóstico precoce e identificar os animais que precisam de tratamento, com foco na observação de sinais sutis de doença.
  • Necropsia: A equipe faz a necropsia em 100% dos animais que vêm a óbito para entender a causa e ajustar os manejos necessários, corrigindo falhas no processo.
  • Sinergia com a nutrição: As equipes de sanidade e nutrição trabalham juntas e de forma integrada. Se o consumo de ração em um lote diminui e a morbidade aumenta, um diagnóstico conjunto é realizado para ajustar a dieta, por exemplo.

Mateus Reis afirma que o lema é: “animal saudável é animal rentável”. A equipe busca ao máximo trazer tecnologias e uma relação custo-benefício de uma melhor engorda.

Os três pilares do sucesso no confinamento

Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do BoiBovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi

O sucesso do confinamento está alinhado em três pilares fundamentais: gestão, sanidade e nutrição. A sanidade e a nutrição, por sua vez, se apoiam em estrutura, processo e pessoas.

A poeira, a variação de temperatura e a aglomeração são desafios constantes, mas uma equipe treinada e capaz de fazer um diagnóstico preciso é a chave para evitar perdas e garantir a rentabilidade.

O trabalho sanitário rigoroso no confinamento da JBS em Guaiçara demonstra como o compromisso com a saúde do rebanho, em sinergia com outras áreas, é a chave para a eficiência, a rentabilidade e a produção de uma carne de qualidade.



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Com tarifaço, tonelada da carne do Brasil fica US$ 1,7 mil mais cara que a argentina


O governo norte-americano impôs tarifas adicionais sobre o Brasil na ordem de 40%, que seriam adicionadas à tarifa já anunciada em abril de 10%, ou seja, os produtos brasileiros contaram com uma sobretaxa de 50%.

Os rumores durante o mês de julho apontavam para a crescente possibilidade de uma lista de exceções, o que de fato acabou se concretizando, o anúncio aconteceu no último dia 30 de julho.

A perspectiva inicial era que determinados produtos que não são produzidos nos Estados Unidos entrassem nessa lista. Na prática, as escolhas foram diferentes, alguns setores importantes foram contemplados a exemplo do setor de citrus, madeira e celulose, petróleo e de aeronaves. No entanto, houve algumas surpresas em relação as ausências, podendo ser aqui citados café, cacau, frutas, pescados e carne bovina.

Outro ponto que foi esclarecido pelas autoridades norte-americanas foi o adendo de que produtos embarcados até o dia 5 de agosto, que desembarquem nos portos dos Estados Unidos até o dia 5 de outubro, serão aceitos sem o adicional tarifário de 40%. O que se observou nos mais diferentes setores impactados foi a corrida para atender essas especificações e conseguir despachar as mercadorias a tempo.

As organizações que regem os setores que não foram contemplados na lista de exceções já começam a se mobilizar, tentando mitigar os efeitos do tarifaço em seus respectivos setores. No caso do setor da carne bovina, as estimativas são preocupantes: organizações como a Abiec e a Abrafrigo indicam que o Brasil pode deixar de arrecadar entre 1 e 1,3 bilhão de dólares em vendas de carne bovina para os Estados Unidos.

No entanto, as informações de bastidores apontam que as negociações persistem, visto que o setor da carne bovina conta com apoio dos importadores norte-americanos, que entendem que a substituição do produto brasileiro não é necessariamente simples no mercado internacional.

Carne brasileira sem competitividade nos EUA

A imposição de tarifas adicionais de 50% reduz substancialmente a competitividade brasileira. O quadro de momento, considerando as tarifas brasileiras de 76,4%, é o seguinte:

  • Brasil: US$ 8.415 por tonelada;
  • Austrália: US$ 7.169 por tonelada;
  • Uruguai: US$ 6.951 por tonelada;
  • Argentina: US$ 6.733,70 por tonelada;

A questão é que antes do tarifaço os preços médios do Brasil eram de aproximadamente US$ 6.100 por tonelada, ou seja, muito mais competitivo que os concorrentes. Desta forma o fornecimento de carne bovina pelos demais players representa maior pressão inflacionária em um setor que já sofre com preços acentuados pela atual posição do rebanho norte-americano.

tonelada carne bovina aos EUAtonelada carne bovina aos EUA
Foto: Divulgação Safras & Mercado

Outro aspecto importante no mercado global da carne bovina é que apenas o Brasil dentre os grandes produtores da proteína tem condições de atacar várias frentes de demanda simultaneamente.

Se Uruguai, Nova Zelândia, Austrália e Argentina priorizarem o mercado norte-americano, a tendência é que outros mercados deixem de ser atendidos na mesma intensidade, o que pode abrir boas possibilidades de exportação do Brasil para o mercado asiático e até mesmo União Europeia.

O setor ainda conta com a esperança de que a carne bovina brasileira seja inclusa em uma lista tardia de exceções. No mercado físico do boi gordo a boa notícia está no lento processo de recuperação dos preços da arroba nas principais praças pecuárias do país. Aparentemente a questão do tarifaço foi assimilada pelo mercado que agora já convive com espaço para a retomada.

Recorde de exportações

Apesar da ausência norte-americana, a expectativa de Safras & Mercado ainda aponta para recorde de embarques na atual temporada, com espaço para importante crescimento da receita.

Está é outra premissa básica do setor carnes em 2025, as exportações são o alvo prioritário, com o país desfrutando de uma posição privilegiada no mercado global, apesar dos sobressaltos apresentados nos últimos três meses (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em granja comercial e tarifaço).

A expectativa ainda é de novas aberturas de mercado e expansão daqueles que são cativos ao Brasil no restante da década. O governo brasileiro anunciou um pacote de ajuda, priorizando os setores mais vulneráveis ao tarifaço, para a fruticultura nacional e para o setor de pescados a medida será de grande valia.

Por sua vez, o setor carnes se mostra mais resiliente, encontrando alternativas ao mercado norte-americano, com boas condições para expandir vendas e estabelecer um novo recorde de embarques em 2025.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)


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Nopa divulgará o resultado do esmagamento de soja dos EUA nesta sexta-feira



A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) divulgará, nesta sexta-feira (15), o resultado do esmagamento de soja dos Estados Unidos no mês de julho. Os números saem às 13 horas, horário de Brasília.

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Previsão do esmagamento de soja

Segundo a consultoria Safras & Mercado, o mercado aposta em número de 191,590 milhões de bushels. Em junho, os esmagamentos somaram 185,270 milhões de bushels. Em julho do ano passado, ficaram em 182,881 milhões de bushels.

A associação deve indicar os estoques de óleo de soja americanos em 1,380 bilhão de libras em julho. Em junho, somaram 1,384 bilhão de libras.



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