sexta-feira, maio 8, 2026

Agro

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Arroba do boi aumentou na 1ª quinzena de agosto; e agora, o que esperar?


O mercado brasileiro de boi gordo se deparou com a manutenção do padrão de negociações em grande parte do país durante a semana.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, os frigoríficos conseguiram realizar boas compras para o avanço das escalas de abate nos atuais patamares de preços, que se mostraram maiores frente à semana passada.

“No entanto, ao que tudo indica, um perfil mais lateralizado de preços deve ser evidenciado no restante do mês nos principais estados produtores, ou seja, sem apelos para alta ou baixa em relação aos atuais patamares”, diz.

O analista avalia que as exportações de carne bovina do Brasil seguem contundentes e com espaço para a obtenção de mais um recorde em 2025, em volume e, principalmente, em receita.

Variação de preços da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 14 de agosto em comparação ao dia 8:

  • São Paulo (Capital): R$ 315, alta de 1,61% frente aos R$ 310
  • Goiás (Goiânia): R$ 305, avanço de 3,39% perante os R$ 295
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 300, valor inalterado
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, valorização de 1,59% frente aos R$ 315
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310, alta de 3,33% frente aos R$ 300
  • Rondônia (Vilhena): R$ 275, avanço de 1,85% frente aos R$ 270

Mercado atacadista

O mercado atacadista voltou a apresentar firmeza em seus preços no decorrer da semana. Contudo, para Iglesias, a perspectiva é de um menor espaço para reajustes na segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

Ele volta a frisar que a maior competitividade das proteínas concorrentes, com ênfase para a carne de frango, ainda é uma variável determinante a ser considerada no curto prazo.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 23,30 o quilo, aumento de 1,30% frente aos R$ 23 praticado na semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 18 o
quilo, avanço de 1,12% ante os R$ 17,80 registrados no período anterior.

Exportações de carne bovina

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Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 447,189 milhões em agosto (6 dias úteis), com média diária de US$ 74,531 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chega a 80,470 mil toneladas, com média diária de 13,411 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.557,20.

Em relação ao mesmo período de agosto de 2024, há alta de 70% no valor médio diário da exportação, ganho de 35,7% na quantidade média diária embarcada e valorização de 25,3% no preço médio.



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Ciclone provoca temporais e ventos de até 100 km nos próximos dias



O aprofundamento de um sistema de baixa pressão atmosférica na altura do Paraguai no decorrer da próxima segunda-feira (18), começa aumentar a condição de vento sobre áreas do centro-sul do Brasil no início da próxima semana.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Na terça-feira (19), teremos a formação de um ciclone extratropical e de uma frente fria, o que potencializa o risco para fortes rajadas de vento, principalmente no Rio Grande do Sul, no centro-oeste e sul de Santa Catarina, oeste e sudoeste do Paraná e nas cidades do sudoeste e sul de Mato Grosso do Sul, com alerta para rajadas variando de 80 até 100 km/h em algumas localidades.

O risco é muito alto para problemas relacionados a ventania como queda de estruturas, principalmente as mais fragilizadas, destelhamentos, queda de árvores e interrupção da distribuição de energia elétrica.

Durante o processo de formação da frente fria, a condição de chuva aumenta e as linhasde instabilidades que se formam pelo processo de frontogênese, podem provocar temporais com granizo, sobretudo no estado do Rio Grande do Sul. A chuva pode cair forte, e com risco para temporais com raios e fortes rajadas de vento, também em Santa Catarina e no sudoeste, oeste e sul do Paraná, além das cidades do extremo sul de Mato Grosso do Sul, que ficam em alerta.

O risco para alagamentos e transtornos aumenta em decorrência do volume pontual mais elevado e a forte ventania pode provocar agitação no litoral da região Sul.

O contraste entre a massa de ar frio e a barreira criada pelo bloqueio atmosférico no interior do país, gera a condição também para algumas rajadas fortes no norte do Paraná, interior e oeste de SP, no norte de Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso na terça-feira (19) com rajadas de 60 até 80 km/h.

Na quarta (20), o ciclone de afasta mais para alto mar, porém, ainda teremos bastante vento presente com rajadas fortes no Sul, ainda podendo alcançar os 80 km/h, especialmente no Rio Grande do Sul.



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Coelhos selvagens com ‘chifres’ chamam atenção nos EUA



Imagens de coelhos selvagens com protuberâncias semelhantes a “chifres” na cabeça têm chamado a atenção de moradores e viralizado nas redes sociais nos Estados Unidos. Os animais foram registrados principalmente no estado do Colorado, mas também há relatos de aparições em Wyoming, Nebraska, Kansas e Dakota do Sul.

As imagens mostram crescimentos escuros ao redor da boca, dos olhos e das orelhas, o que gerou preocupação entre moradores. Muitos se referem aos animais como “coelhos mutantes” e fizeram comparações com os monstros da série The Last of Us, conhecida por retratar infecções que causam mutações físicas.

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Segundo especialistas, os coelhos não representam risco para humanos. As protuberâncias são causadas por uma infecção pelo papilomavírus de Shope,uma condição viral benigna que afeta apenas coelhos e provoca verrugas, geralmente na cabeça e pescoço.

Em entrevista ao jornal The New York Times, Kara Van Hoose, porta-voz do Colorado Parks and Wildlife, explicou que a doença não é transmissível a humanos nem a outras espécies, mas pode se espalhar entre coelhos , o que exige atenção de tutores de animais domésticos.

Ainda de acordo com Van Hoose, os casos tendem a aumentar nesta época do ano, quando vetores do vírus, como pulgas e carrapatos, se tornam mais ativos. As verrugas podem afetar a alimentação e a visão dos animais infectados, embora a doença, em si, não seja considerada grave.

“Estamos tão acostumados a ver coelhos que, quando nos deparamos com algo assim, pensamos: ‘Meu Deus, o que é isso na cara dele? Eu sei como um coelho deveria parecer, mas isso definitivamente não é normal’”, disse a porta-voz.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo em ritmo lento no Brasil


O mercado de trigo no Sul do Brasil mantém ritmo lento, apesar das boas perspectivas para a safra. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul, 90 mil toneladas da nova colheita já foram negociadas, 60 mil para exportação e 30 mil destinadas aos moinhos. Até o momento, não há registro de perdas por geadas e a qualidade das lavouras é considerada excelente em 95% das áreas. O frio entre o fim de julho e início de agosto favoreceu o perfilhamento, elevando o potencial produtivo acima do observado em 2024, com expectativa de colher 3 milhões de toneladas.

No mercado interno gaúcho, os preços variam conforme qualidade e localização. Trigos capazes de reduzir a dependência do argentino podem chegar a R$ 1.350,00 no interior, mas na maioria das vezes as indicações giram em torno de R$ 1.350,00 posto moinho nas regiões de Porto Alegre, Canoas e Serra, R$ 1.320,00 no centro do estado e R$ 1.280,00 para negócios pontuais. As exportações para dezembro caíram para R$ 1.250,00, com possibilidade de deságio de 20% para trigo de ração.

Em Santa Catarina, a safra nova segue sem negociações conhecidas, e há excesso de oferta de trigo gaúcho impedindo valorização. Os preços pagos aos produtores recuaram ou permaneceram estáveis, variando de R$ 72,00 a R$ 79,00 por saca, dependendo da região. A Conab estima queda de 6,3% na produção estadual, mesmo com aumento de área, devido à redução de produtividade.

No Paraná, o mercado spot também está travado, com preços recuando para R$ 1.400,00 CIF e o futuro em R$ 1.300,00 CIF moinho. O trigo paraguaio foi negociado pontualmente a R$ 1.440,00 nos moinhos do norte. Os preços pagos aos agricultores tiveram leve alta semanal para R$ 76,04/saca, mantendo margem de lucro média em 4,32%, mas bem abaixo dos 32,1% que o mercado futuro já ofereceu anteriormente.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Incertezas limitam fechamento de contratos da safra 25/26



Contratos da laranja 25/26 atrasam por incertezas e tarifas dos EUA


Foto: Pixabay

O fechamento de contratos envolvendo a laranja da safra 2025/26 segue em ritmo lento, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, citricultores ainda aguardam uma movimentação mais consistente por parte da indústria, que continua ajustando os valores no spot e prefere acompanhar as evoluções de oferta e demanda antes de definir novos acordos.

Pesquisadores ressaltam que, em anos anteriores, os contratos já eram fechados no primeiro semestre e, em 2025, estão sendo postergados, sobretudo por conta da safra tardia, dos preços em queda após março e, mais recentemente, pelas incertezas quanto ao tarifaço norte-americano. Embora o suco de laranja brasileiro tenha sido excluído da aplicação da sobretaxa de 40% dos EUA, subprodutos fundamentais da cadeia, como óleos essenciais e células cítricas, ainda seguem taxados (em 50%). 





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inscrições abertas para prova de eficiência alimentar em animais jovens


A Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, em parceria com a Embrapa Pecuária Sul, abriu as inscrições para a primeira Prova de Eficiência Alimentar para Animais Jovens, que será realizada em Bagé (RS). O prazo para inscrição vai até 22 de agosto, oferecendo aos pecuaristas uma oportunidade estratégica de aliar produtividade e sustentabilidade.

O objetivo é identificar os animais mais eficientes no aproveitamento do alimento, um dos principais fatores que impactam diretamente a lucratividade e a competitividade da pecuária de corte.

Avaliação detalhada e foco em pecuária de precisão

A chegada dos animais participantes está prevista para ocorrer entre 8 e 12 de setembro. A prova será realizada de 15 de setembro a 14 de dezembro, com avaliação de bovinos nascidos entre 15 de junho e 15 de setembro de 2024.

Durante o período, cada exemplar das raças angus e ultrablack passará por um acompanhamento técnico rigoroso para mensurar o desempenho individual em eficiência alimentar — indicador fundamental para ganhos econômicos e ambientais.

O presidente da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, José Paulo Dornelles Cairoli, destaca que a iniciativa responde a desafios crescentes do setor.

“Identificar animais mais eficientes no aproveitamento do alimento é uma ferramenta estratégica para reduzir gastos com alimentação, que hoje representa o principal custo da atividade. Além disso, esses animais são mais lucrativos e produtivos”, afirma.

Foto: Eduardo Rocha/Associação Brasileira de Angus e Ultrablack

Requisitos para participação

Podem participar animais que estejam entre os 50% superiores em Ganho de Peso do Nascimento à Desmama (GND) e no máximo entre os 50% na característica de conformação à desmama.

O transporte de ida e volta será subsidiado pela associação.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso, a prova amplia o número de animais avaliados ao longo do ano, com diferentes idades.

“A partir do banco de dados formado, podemos fazer predições genômicas para outros exemplares, inclusive os que não tenham medidas, multiplicando a capacidade de seleção dentro da raça”, afirma.

Critérios de avaliação

A avaliação dos bovinos será feita com base em múltiplos indicadores:

  • Ganho de peso;
  • Consumo alimentar;
  • Características de carcaça;
  • Exame andrológico;
  • Avaliação genômica.

Todos os participantes deverão apresentar exames negativos para brucelose e tuberculose. O manejo será em regime de confinamento, com alimentação à vontade.

Investimento e condições de pagamento

O investimento varia de acordo com a forma de pagamento e a quantidade de animais inscritos:

  • À vista: R$ 2.100,00 para o primeiro animal e R$ 1.950,00 a partir do segundo.
  • Parcelado (até quatro vezes): R$ 2.250,00 para o primeiro e R$ 2.050,00 para os demais.

O pagamento será efetuado somente após o início da prova.



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Crescimento da inadimplência do agro derruba lucro do Banco Brasil no terceiro trimestre



O Banco do Brasil registrou lucro líquido R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre deste ano, segundo anúncio feito na última quinta-feira (14). Esse número representa uma queda de 60% em comparação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a Agência Reuters, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, na sexta-feira (15), atribuiu a queda nos lucros a crescente inadimplência do agronegócio. Em teleconferência com analistas, Tarciana informou que no segundo trimestre de 2025, o índice de inadimplência de 90 dias no agronegócio atingiu 3,49%, uma elevação significativa em relação aos 3,04% no trimestre anterior e 1,32% no mesmo período do ano passado.

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O banco reportou que, dentre sua base de mais de 600 mil clientes, cerca de 20 mil estão inadimplentes e que 74% destes produtores rurais não tinham histórico de inadimplência até dezembro de 2023 .

Ainda de acordo com a Reuters, a crise nos pagamentos concentra-se especialmente entre os produtores de soja, milho e pecuária, localizados nas regiões Centro-Oeste e Sul do país.

Culpa do clima

A presidente do BB disse que a combinação de condições climáticas adversas, taxas de juros elevadas e altos custos com fertilizantes e insumos levou muitos produtores rurais a buscar proteção via falência ou recuperação judicial, elevando o ritmo de calotes .

Perspectivas

Apesar do quadro tenso, o Banco do Brasil estima que suas expectativas de recuperação comecem a materializar-se a partir do quarto trimestre de 2025, impulsionadas por boas condições climáticas, uma safra 2025/26 mais robusta e preços em alta no mercado de commodities, diz a reportagem da Reuters.

O Banco do Brasil é um dos principais financiadores do agro brasileiro. Para a safra 2025/26, a instituição anunciou que destinará R$ 230 bilhões.



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inseticida biológico da Embrapa amplia renda e preserva meio ambiente



Lançado em 2012 pela Embrapa em parceria coma iniciativa privada, o inseticida Bovemax impactou de maneira positiva a cadeia da erva-mate. O impacto econômico para a cadeia produtiva foi de R$ 4,36 milhões no ano de 2024. O resultado veio uma vez que o produto atua no controle da broca-da-erva-mate (Hedypathes betulinus), principal praga que afeta o setor na região Sul do Brasil.

De acordo com uma análise realizada pela instituição, o produto contribuiu para que a perda média da produção diminuísse em cerca de 20%. Dessa forma, o resultado foi um ganho médio de R$1.925,75 por hectare para os produtores. A área total influenciada pelo produto alcançou os 4.530 hectares no acumulado de 2017 a 2024.

Tendo o lançamento oficial sido em 2012, o Bovemax utiliza o fungo Beauveria bassiana em sua composição. A pesquisadora Susete Chiarello Penteado, da Embrapa Florestas, “além do retorno financeiro, o uso do controle biológico reduz a aplicação de produtos químicos, contribuindo para a sustentabilidade ambiental, a manutenção da biodiversidade e maior segurança aos trabalhadores do campo”.

Sendo o Bovemax o único produto registrado para o controle da broca-da-erva-mate, os ervateiros consideram o produto essencial para manter a sanidade nos ervais. Ainda assim, apesar dos avanços os estudos mostram que ainda existe potencial para a ampliação da tecnologia, principalmente na divulgação e acesso dos pequenos produtores ao produto.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Quais tecnologias você gostaria de usar na sua produção?


Na interatividade da semana perguntamos: Quais dessas tecnologias você gostaria de usar na sua produção?

O resultado mostrou que a irrigação automática é a tecnologia mais cobiçada por produtores para melhorar a eficiência no campo. O resultado foi expressivo: 56% dos participantes escolheram a irrigação automática como prioridade.

Essa solução é reconhecida por otimizar o uso da água, reduzir desperdícios e garantir a hidratação ideal das plantas, mesmo em períodos de estiagem. Para muitos agricultores, trata-se de um investimento que aumenta a produtividade e diminui custos operacionais a longo prazo.

Em segundo lugar, 29% das pessoas que votara escolheram pelos drones para acompanhamento da lavoura. Essa tecnologia vem ganhando espaço no agro pela capacidade de monitorar grandes áreas com agilidade, identificar pragas, falhas no plantio e problemas de irrigação. O uso de drones também permite o mapeamento preciso da propriedade, ajudando na tomada de decisões mais assertivas.

15% dos participantes indicaram interesse em um aplicativo para anotar todas as informações da roça. Ferramentas digitais desse tipo permitem registrar dados sobre plantio, colheita, insumos e manejo, facilitando o controle da produção e a gestão financeira.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

O resultado da enquete revela uma tendência: produtores estão cada vez mais atentos a tecnologias que tragam retorno direto na produtividade e eficiência, mas ainda valorizam soluções que melhorem o gerenciamento e o acompanhamento das lavouras.

Seja por meio de sistemas de irrigação inteligente, ferramentas de monitoramento aéreo ou aplicativos de gestão, o agro brasileiro segue em busca de inovação para enfrentar os desafios climáticos, reduzir custos e aumentar a competitividade no mercado.



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