sexta-feira, maio 8, 2026

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Agro gera mais empregos e reduz dependência do Bolsa Família


O Brasil registrou em julho de 2025 o menor índice de dependência do Bolsa Família desde 2021. Atualmente, existem 40 famílias beneficiárias para cada 100 pessoas com carteira assinada, contra 50 no início de 2023. Esse dado reflete uma realidade clara: o mercado de trabalho está absorvendo mais brasileiros, e nos estados onde o agronegócio é forte esse movimento é ainda mais evidente.Queda da dependência do programa

O número de famílias atendidas pelo Bolsa Família caiu para 19,6 milhões, o menor desde julho de 2022. Essa redução tem três explicações principais:

  • Aquecimento da economia e da renda: mais pessoas ingressaram no mercado de trabalho.
  • Queda do desemprego: em níveis historicamente baixos.
  • Pente-fino e Regra de Proteção: revisão de cadastros e transição gradual de famílias que passaram a ter renda formal.

Essas mudanças mostram que o programa social continua importante, mas o caminho de saída da pobreza passa, sobretudo, pela geração de emprego formal.

Agro: alavanca de empregos e renda

Nos estados que são potência no agronegócio, o cenário é ainda mais claro. São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul apresentam hoje mais trabalhadores formais do que beneficiários do Bolsa Família.

Alguns destaques:

  • Santa Catarina possui 12 trabalhadores formais para cada beneficiário do Bolsa Família, a menor taxa de dependência proporcional do país.
  • São Paulo tem 12,3 milhões de trabalhadores a mais do que famílias beneficiárias, liderando a transição do assistencialismo para o mercado de trabalho formal.

Esses estados concentram grande parte da produção agropecuária nacional e, por consequência, impulsionam cadeias produtivas inteiras: transporte, agroindústria, comércio e serviços.

Outro dado relevante vem do cruzamento entre Caged (empregos formais) e Cadastro Único. No primeiro semestre de 2025, o Brasil gerou mais de 700 mil vagas formais ocupadas por beneficiários do Bolsa Família, o equivalente a 58% de todos os novos empregos no período.

Entre os estados, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná lideram as contratações desse público, somando mais de 390 mil vagas. Isso mostra que o programa social, ao mesmo tempo em que ampara, também funciona como porta de entrada para o emprego formal quando a economia oferece oportunidade.

A leitura desses números evidencia um ponto fundamental: o agronegócio tem sido um dos maiores motores da inclusão social no Brasil. A pujança do campo, somada à industrialização de alimentos e exportações, não apenas gera divisas, mas também cria empregos formais que retiram famílias da dependência crônica de programas sociais.

Em estados onde o agro é mais dinâmico, como Mato Grosso e Paraná, a proporção de pessoas no Bolsa Família é significativamente menor, comprovando que a melhor política social é a geração de oportunidades produtivas.

O desafio, daqui em diante, é consolidar esse movimento. O Bolsa Família deve permanecer como rede de proteção, mas a porta de saída passa necessariamente pelo fortalecimento da economia real — e nisso o agro brasileiro tem sido protagonista.
O Brasil está diante de um ponto de inflexão. Pela primeira vez desde 2021, o número de famílias dependentes do Bolsa Família caiu de forma consistente, enquanto os empregos formais aumentaram em todos os estados.

O recado é claro: onde o agro é forte, há menos pobreza e mais oportunidades. A força do campo não apenas alimenta o mundo, mas também promove inclusão, dignidade e crescimento social dentro do próprio país.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima e mercado reduzem produção de feijão no Paraná



Instabilidade no mercado leva produtor a plantar milho




Foto: Canva

Segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Paraná concluiu a colheita de feijão, mas enfrentou perdas de qualidade e rendimento nas lavouras mais tardias. “Após a colheita, observou-se redução de qualidade e rendimento devido a intempéries climáticas, o que afetou algumas áreas agrícolas ao longo do ciclo da cultura”, informou a Conab.

A companhia destacou que a área plantada diminuiu em relação à safra anterior, reflexo da substituição de lavouras de feijão por milho. Em muitas propriedades onde havia intenção de plantar feijão, optou-se pelo milho.

Apesar de a leguminosa ter registrado bons resultados de comercialização recentemente, a entidade ressaltou que “a instabilidade dos preços, quando comparada com o milho, que apresentou maior estabilidade comercial e demanda, influenciou a decisão dos produtores nesta safra”.





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AgroNewsPolítica & Agro

Safras argentinas: milho perto da conclusão


A Argentina finalizou a colheita de sorgo granífero da safra 2024/25, com produção total estimada em 3,1 milhões de toneladas. Segundo dados da Bolsa de Cereales de Buenos Aires, o rendimento médio alcançou 35,1 qq/ha, ligeiramente abaixo da média das últimas cinco safras, mas ainda assim 100 mil toneladas acima do volume registrado na campanha anterior. As regiões Núcleo e Centro-Norte de Córdoba se destacaram com os melhores resultados, apresentando 57 qq/ha e 52,8 qq/ha, respectivamente, enquanto áreas do NEA e Centro-Norte de Santa Fe sofreram com estresse hídrico, registrando 26,5 qq/ha e 32,4 qq/ha.

O plantio de girassol para a campanha 2025/26 já cobre 12,8% da área projetada, impulsionado pela boa umidade do solo, mesmo sem chuvas recentes, especialmente nas zonas primícias, que avançam acima da média histórica. Quanto ao trigo, o clima favoreceu a recuperação de áreas afetadas por excesso de água, embora ainda haja registros de alagamentos. No norte do país, cerca de metade da área implantada já se encontra em estágios avançados de desenvolvimento, mas novas chuvas seriam ideais para manter o potencial de rendimento.

A colheita do milho destinado a grão avançou para 94,6% do total estimado, com rendimento médio de 72,1 qq/ha. Os melhores resultados foram observados no Centro-Norte de Córdoba (80,4 qq/ha), na província de Entre Ríos (69,4 qq/ha) e na zona Núcleo Norte (93,9 qq/ha). Nas regiões mais atrasadas, no centro e sul de Buenos Aires, a colheita cobre 83,9% da área, com rendimento médio de 69,4 qq/ha. A previsão de produção para a safra 2024/25 se mantém em 49 milhões de toneladas.

Enquanto isso, os primeiros levantamentos para a safra 2025/26 começam em algumas áreas do centro de Santa Fé e Entre Ríos, com condições favoráveis de temperatura do solo e disponibilidade hídrica permitindo o início do plantio. O cenário reforça a importância de monitorar a evolução climática para garantir produtividade e eficiência nas próximas safras.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

mercado fecha semana com alta em São Paulo



Preços do boi gordo variam conforme a região




Foto: Canva

De acordo com análise divulgada na sexta-feira (15) pelo informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou alta de R$ 2,00 por arroba para as fêmeas e para o “boi China” em São Paulo, enquanto o preço do boi gordo permaneceu estável. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a sete dias.

No Acre, as cotações se mantiveram inalteradas em relação ao dia anterior, sem referência para o “boi China”.

Na região Oeste do Maranhão, houve elevação de R$ 2,00 por arroba para o boi gordo e para a novilha, enquanto o preço da vaca não apresentou variação. As escalas de abate também estavam, em média, em sete dias.

Em Alagoas, o cenário foi de estabilidade para o boi gordo e a vaca, com queda de R$ 5,00 por arroba na cotação da novilha. Não houve referência para o “boi China” na região.

No Rio de Janeiro, o preço da novilha subiu R$ 2,00 por arroba, enquanto o boi gordo e a vaca não tiveram alterações de cotação.





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Chuva em várias regiões e elevação das temperaturas; veja a previsão tempo para hoje



O tempo firme predomina no Sul neste domingo (17), porém, as temperaturas continuam amenas. O sol aparece entre nuvens, e apenas em áreas do litoral gaúcho, catarinense e paranaense há chance de pancadas isoladas. No interior, segue sem chuva e com sensação de frio no sul, enquanto norte e noroeste do Paraná  voltam a ter sensação de calor e umidade mais baixa à tarde.

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No Sudeste, a infiltração marítima ainda provoca chuva isolada no litoral do RJ, ES e SP. Nas demais áreas, o tempo firme prevalece. A tarde segue amena nas faixas litorâneas e no sul de Minas, enquanto no interior de SP e MG o calor e o ar seco dominam o cenário.

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Enquanto no Centro- Oeste o tempo firme se mantém. A tarde será bastante quente, com máximas na casa dos 40 °C em cidades como Cuiabá. Apenas áreas próximas à divisa de MT com o AM podem ter pancadas fracas. A umidade segue baixa em todo a região

Já no Nordeste, pancadas de chuva continuam entre o litoral da BA, PE, RN, CE e MA — com destaque para chuva pontualmente forte entre litoral baiano e cearense. No interior nordestino, o tempo firme predomina, com calor intenso e baixa umidade ao longo da tarde.

E no Norte, as instabilidades ganham força novamente entre o AM, PA, RR e AP, com pancadas entre fraca e moderada intensidade e risco de temporais localizados à tarde. Já no AC, RO e TO, o tempo firme persiste, com destaque para o calor intenso e umidade em níveis críticos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece produção de erva-mate


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14) aponta variações na produção, comercialização e condições climáticas da cultura da erva-mate no Rio Grande do Sul.

Na região de Erechim, onde a lavoura ocupa 6.850 hectares, o preço pago pela arroba ficou em R$ 17,00 na indústria, valor considerado abaixo do esperado pelos produtores. No dia 21 de setembro, o município participará do Concurso Árvores Gigantes de Erva-Mate com quatro exemplares.

Em Frederico Westphalen, novos ervais estão sendo implantados em sistemas agroflorestais adensados e também de cultivo isolado. “As condições climáticas colaboraram com a pega das mudas e a produção de folhas”, informou a Emater. Os preços variaram entre R$ 16,00 e R$ 20,00/arroba, tanto para chimarrão quanto para tererê, destinados à indústria e à exportação. Na região das Missões, produtores legalizados relataram concorrência desleal de ervateiras clandestinas que vendem diretamente ao consumidor final.

Em Lajeado, a cultura está em período de hibernação. Agricultores realizam plantio e replantio, mas sem previsão de aumento da área cultivada. A arroba da erva-mate convencional foi negociada entre R$ 15,00 e R$ 18,50; a nativa, a R$ 20,00; a nativa sombreada, a R$ 21,00; e a orgânica, a R$ 22,00. A produção teve alta de aproximadamente 20%, enquanto a procura caiu 5%, pressionando os preços. O excedente de contratos com a indústria foi comercializado a R$ 12,00/arroba. Em Putinga, houve queda de folhas devido ao período prolongado de nebulosidade e umidade. No polo Alto Taquari, que soma cerca de 20 mil hectares, avança o processo para obter a indicação geográfica da produção, com análises químicas já concluídas.

Em Passo Fundo, mudas em fase de rustificação são vendidas de R$ 1,10 a R$ 1,80/unidade. Em Machadinho, a erva-mate comum foi comercializada a R$ 17,50/arroba, e a cultivar Cambona 4, a R$ 20,00. O mesmo valor foi pago pela erva-mate processada pelo sistema barbaquá, tanto no município quanto em Mato Castelhano.

Na região de Soledade, continuam os plantios e replantios. A produtividade é considerada satisfatória, mas a demanda segue abaixo do esperado. O preço ao produtor variou entre R$ 14,00 e R$ 18,00/arroba.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Tarifaço dos EUA reduz competitividade do arroz brasileiro em mercado…


A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) reforça sua preocupação com os efeitos do decreto do governo dos Estados Unidos que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, incluindo o arroz beneficiado. A medida, que atinge a cadeia orizícola brasileira, passou a vigorar nesta quarta-feira (6).

Os Estados Unidos são hoje um dos mercados mais importantes para o arroz brasileiro, respondendo por 13% do valor exportado de arroz branco no ano passado, variedade de mais alta qualidade e maior valor agregado. De 2021 a 2024, as exportações para o país aumentaram mais de 50%, considerando somente o grão beneficiado.

Trata-se de uma parceria construída ao longo de anos de investimento e promoção, responsáveis por tornar a qualidade do nosso arroz amplamente reconhecida e com remuneração compatível com seu valor agregado. A aceitação do produto brasileiro pelo consumidor norte-americano indica potencial de absorção de volumes ainda maiores, com ampliação dos negócios entre os países.

Essa relação, contudo, apresenta assimetrias importantes: enquanto os Estados Unidos encontram facilidade para substituir o grão brasileiro, o Brasil mantém nesse mercado um canal estratégico para escoamento de cerca de 10% do volume total beneficiado – percentual relevante para a sustentabilidade da atividade, considerando o quadro de oferta e demanda ajustado no país.

A imposição de um aumento tarifário tão expressivo elimina, na prática, a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, culminando em perdas estimadas de até US$ 25 milhões por ano para a indústria arrozeira nacional. E o cenário é preocupante em longo prazo, uma vez que excedentes de arroz no mercado interno tendem a gerar desequilíbrio de preços, comprometendo a viabilidade econômica do segmento.

Diante dos riscos impostos ao setor, a Abiarroz reafirma a necessidade de avanço nas negociações por parte do governo brasileiro, com postura diligente e altiva, mas também cautelosa, considerando a vulnerabilidade de setores como o arrozeiro. A entidade seguirá trabalhando pela manutenção do arroz brasileiro em mercados estratégicos e pela competitividade e sustentabilidade da cadeia orizícola nacional.

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AgroNewsPolítica & Agro

Minas Gerais libera inscrições para Programa Garantia-Safra



Programa pagará R$ 1,2 mil por família




Foto: Divulgação

Agricultores familiares de Minas Gerais podem se inscrever no Programa Garantia-Safra para o período 2025/2026, informou a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A política pública garante apoio financeiro de R$ 1,2 mil por família a produtores que registrarem perdas superiores a 50% na produção, causadas por seca ou excesso de chuvas.

Para participar, é necessário ter Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo, renda mensal de até um salário mínimo e meio — excluindo a aposentadoria rural — e cultivar entre 0,6 e cinco hectares de feijão, milho, arroz, algodão ou mandioca. A propriedade também deve estar localizada em municípios da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

As inscrições devem ser feitas presencialmente nos escritórios da Emater-MG de cada município até 21 de outubro. Após o cadastro, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) fará a avaliação e homologação dos nomes. Somente após a homologação será permitido o pagamento do boleto de adesão, no valor de R$ 24.

“O Garantia-Safra fortalece a agricultura familiar, assegura a renda no campo e protege produtores das regiões mais vulneráveis aos efeitos climáticos”, destacou a Secretaria.

O fundo do programa é formado por contribuições dos agricultores familiares, municípios, estados e União, calculadas sobre o valor do benefício. O agricultor paga R$ 24, o município R$ 72, o estado R$ 144 e a União R$ 480 por beneficiário. O repasse federal depende da adimplência dos demais participantes. Na safra 2024/2025, o Governo de Minas destinou R$ 5,9 milhões para atender os produtores inscritos.





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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores de citros adiam colheita à espera de preços melhores



Preço da laranja e da bergamota recua no interior do RS




Foto: Seane Lennon

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (14) pela Emater/RS-Ascar, a colheita de citros na região de Frederico Westphalen segue com as variedades de ciclo médio e tardio, enquanto as precoces estão na fase final. Segundo o levantamento, “as condições fitossanitárias estão adequadas”.

No caso das variedades tardias, a redução nas exportações e a baixa qualidade do suco têm impactado o valor pago pela indústria, que varia entre R$ 550,00 e R$ 650,00 por tonelada. Em função disso, muitos produtores estão restringindo a colheita, aguardando melhora nos preços. A venda de frutas in natura também registra baixo volume.

Na região de Caxias do Sul, citricultores de Cotiporã e Veranópolis relataram devolução de frutas nos mercados devido à dificuldade de comercialização das variedades Murcott e Dekopon. Em contrapartida, a bergamota Montenegrina, que apresenta boa qualidade, é vendida a R$ 40,00 a caixa de 20 quilos, com alta procura.

Em áreas próximas ao Vale do Rio das Antas, onde as temperaturas são mais elevadas, pomares de laranja e de bergamota do cedo já iniciam a emissão de brotações e botões florais, sinalizando o início do ciclo produtivo da próxima safra.





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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de arroz deve atingir o maior volume em oito safras



Região Sul apresenta alta produtividade, apesar de chuvas




Foto: Divulgação

Segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de arroz no Brasil nesta safra deve ultrapassar 12,3 milhões de toneladas, registrando o maior volume das últimas oito safras.

A Conab informou que “boas condições climáticas dentro do ciclo produtivo favoreceram a obtenção de altas produtividades, assim como a maioria da semeadura dentro da janela ideal de plantio, além da melhoria do potencial produtivo das lavouras, até mesmo com o uso de pacote tecnológico empregado”.

A companhia destacou ainda que o aumento da área cultivada, incentivado pelas cotações do produto no momento do plantio e pelo fomento à produção, contribuiu para o crescimento da safra. O arroz irrigado ocupa atualmente 1.353,1 mil hectares, um incremento de 5,6% em relação à safra anterior, enquanto o arroz de sequeiro teve acréscimo de 21,5%, totalizando 394,6 mil hectares.

Na Região Sul, a Conab observou que períodos de sol intenso favoreceram a evolução vegetativa das lavouras, apesar da grande amplitude térmica e das chuvas irregulares, que afetaram parcialmente a qualidade de algumas áreas. No Centro-Oeste, deficiências hídricas pontuais no final do verão prejudicaram lavouras menos tecnificadas, e precipitações posteriores reduziram parcialmente a qualidade de plantios tardios.





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