terça-feira, maio 5, 2026

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Soluções integradas de energia são destaque



É nesse cenário que acontece a The smarter E South America 2025



É nesse cenário que acontece a The smarter E South America 2025
É nesse cenário que acontece a The smarter E South America 2025 – Foto: Pixabay

A transição energética no Brasil e na América Latina ganha força com debates sobre geração distribuída, armazenamento de baterias, sistemas híbridos e o papel do hidrogênio verde. O setor busca integração entre eletricidade, calor e transporte para construir soluções mais sustentáveis e de longo prazo.

É nesse cenário que acontece a The smarter E South America 2025, entre 26 e 28 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo. Considerada a maior plataforma de energias renováveis da América Latina, a feira reúne 680 expositores de 14 países e deve receber cerca de 58 mil visitantes. O objetivo é acelerar soluções integradas de energia e conectar empresas, especialistas e lideranças do setor.

A programação inclui o Congresso Intersolar South America, voltado ao setor solar; o ees South America, sobre armazenamento de energia; o Power2Drive South America, dedicado à eletromobilidade; e o Eletrotec+EM-Power South America, que discute eficiência e sistemas elétricos. Em comum, todos oferecem um espaço para troca de conhecimento e apresentação de tendências.

Além das feiras e congressos, a edição de 2025 terá palcos de inovação, treinamentos técnicos, painéis sobre equidade de gênero na energia solar e encontros para fomentar a cooperação entre Brasil e Alemanha em novos modelos de negócios. A expectativa é consolidar o evento como referência na construção de um futuro energético mais limpo e eficiente para a região.

“A série de exposições e congressos The smarter E South America propõe uma integração entre todos os elos da cadeia de valor, a fim de criar um ambiente onde negócios, tecnologia e conhecimento se encontram. Nossa missão é trazer à tona os desafios e inovações mais importantes da indústria de renováveis e conectar os principais atores do setor para, juntos, construirmos o melhor caminho rumo à transição energética no Brasil e na América Latina”, afirma Florian Wessendorf, Diretor Executivo da Solar Promotion International.

 





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Técnicas de laser identificaram aumento de 50% dos estoques de carbono nos solos do Cerrado


Estudo mostra que o uso de técnicas baseadas em laser é capaz de medir com precisão os níveis de carbono no solo em áreas agrícolas do Cerrado, Mata Atlântica e Pampa. Os pesquisadores identificaram no Cerrado um aumento de até 50% dos estoques de carbono nos solos em propriedades privadas com práticas de manejo sustentável, como o plantio direto, em relação às áreas nativas.

O estudo foi liderado por pesquisadores da Embrapa em parceria com a multinacional Bayer pesquisa tem implicações diretas para o combate às mudanças climáticas e o fortalecimento do mercado de créditos de carbono no país.

Realizada no modelo on-farm, a pesquisa teve o objetivo de produzir resultados mais confiáveis em áreas tropicais e subtropicais, fornecendo suporte e incentivo para que os agricultores adotem e aprimorem sistemas conservacionistas, em linha com o Plano de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (ABC+) e o programa PRO Carbono, liderado pela Bayer para apoiar os produtores rurais na adoção de práticas regenerativas.

É no âmbito do PRO Carbono que o estudo foi conduzido nos último cinco anos em 11 fazendas comerciais, com sistema de produção baseado em soja, milho e algodão sob plantio direto no Cerrado, Mata Atlântica e Pampa.

Foto: divulgação Embrapa

Cerrado estoca mais carbono

O estudo empregou duas técnicas principais: a espectroscopia de plasma induzido por laser, utilizada para quantificar o carbono, e a espectroscopia de fluorescência induzida por laser (LIFS), aplicada para identificar as características e a origem do material orgânico do solo.

O pós-doutorando com formação em Química, Vitor da Silveira Freitas, explica que, em áreas do Cerrado, a pesquisa apontou aumento de até 50% no estoque de carbono com variação média de 250 toneladas por hectare mostrando.

Esse resultado representa importante elevação no conteúdo da matéria orgânica do solo comparada à vegetação nativa, 155 toneladas, em pelo menos três fazendas dos biomas analisados.

Em propriedades da Mata Atlântica houve redução de carbono devido à mudança no uso da terra, de vegetação nativa para agricultura, enquanto no Pampa o estoque de carbono se manteve.

Para Adriano Anselmi, líder técnico do negócio de carbono da Bayer, mensurar o carbono com métricas de baixo custo, e dados passíveis de certificação, é importante para estimular a mitigação das emissões dos gases do efeito estufa (GEE) a fim de enfrentar as mudanças climáticas.

Técnicas rápidas e precisas

O estudo se destaca por trazer como diferencial análises em áreas agrícolas e de vegetação nativa de fazendas comerciais. Com dados de campo reais é possível otimizar protocolos e dar suporte a boas práticas de manejo, a fim de melhorar o sequestro de carbono do solo em regiões tropicais. A maioria dos experimentos de campo de longo prazo no Brasil é conduzido em fazendas experimentais por instituições públicas.

Em estudos complementares sobre a dinâmica e estabilidade química da matéria orgânica do solo (MOS), associado ao tempo de vida do carbono no solo, a espectroscopia de fluorescência induzida por laser (LIFS) analisou mais de mil amostras das 11 fazendas monitoradas. 

Foto: divulgação Embrapa

Para Martin Neto e Freitas, a conclusão é de que o uso combinado das técnicas fotônicas (que usam a energia de fótons oriundos de lasers), aplicadas em sistemas de produção, como o plantio direto e sistemas integrados, são capazes de avaliar com precisão, de forma limpa e rápida, o conteúdo e o grau de estabilidade química do carbono retido no solo.

“Na prática, indica que o LIBS substituiu muito bem o método de referência internacional de quantificação de carbono, o Analisador Elementar CHN, com vantagens de menor custos das análises e menor tempo de aquisição e processamento dos dados, mais adequado ao monitoramento de extensas áreas agrícolas, como temos no Brasil, e para o mercado de créditos de carbono no solo”, atesta a pesquisadora da Embrapa Débora Milori, que liderou o desenvolvimento da tecnologia LIBS para solos.

Técnicas com laser reduzem tempo e custo

De acordo com Martin Neto, os solos brasileiros, particularmente no bioma Cerrado, apresentam potencial significativo para sequestro de carbono, principalmente se forem consideradas práticas efetivas de manejo do solo, porque podem melhorar as propriedades físico-químicas dos solos, levando ao aumento do acúmulo de matéria orgânica do solo e dos estoques de carbono.

Para o cientista, pesquisas em fazendas em solos tropicais e subtropicais brasileiros representam um desafio significativo para quantificar o carbono do solo e entender a dinâmica de sua matéria orgânica.

Isso se dá a diversos desafios como o tamanho das fazendas, plantio de mais de uma cultura agrícola por ano, espécies variadas e os diversos biomas em todo o vasto território brasileiro.

Foto: divulgação Embrapa

Ele lembra que os custos com a logística de coletas de solos, inclusive em profundidade com necessidade de abertura de trincheiras, e das medidas laboratoriais para atender a demanda de certificadoras dentro do conceito MRV (monitoramento, relato e verificação), exigem inovações, como o caso com o uso do LIBS para reduzir custos de análises de carbono e aumentar a velocidade das análises.



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Trigo ganha espaço em MS com apoio de pesquisa e mercado



Na última semana, um dia de campo promovido pela Embrapa Agropecuária Oeste e pela Cooperalfa reuniu produtores e técnicos em Dourados, no Mato Grosso do Sul. O encontro apresentou resultados de pesquisas, dados de mercado e práticas que reforçam o potencial da cultura do trigo na região, em especial no Cerrado.

Especialistas lembraram que o estado já chegou a cultivar cerca de 400 mil hectares de trigo na década de 1980, mas hoje a área não passa de 40 mil hectares. Para o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Auro Otsubo, o desafio é ampliar a produção de forma integrada. ”Não se trata de olhar o trigo isoladamente, e sim de adequá-lo dentro do sistema produtivo”, diz.

Representantes da cooperativa reforçaram a necessidade de trabalhar nichos de mercado, como o fornecimento de trigo para nutrição infantil, melhoradores e panificação. O diretor Claudiney Turmina lembrou que o Brasil ainda importa cerca de 40% do trigo consumido e defendeu a expansão no Cerrado: “É inevitável avançar rumo à autossuficiência. O trigo precisa fazer parte de um sistema produtivo sustentável”.

Impacto na soja

Outro ponto de destaque foi o impacto positivo da cultura sobre a soja. De acordo com a Cooperalfa, áreas que recebem trigo podem ter aumento de até 20% na produtividade da oleaginosa plantada em seguida. “O trigo melhora o solo, contribui para a ciclagem de nutrientes e reduz a pressão de plantas daninhas. Isso se reflete diretamente no ganho da soja”, explicou o agrônomo Luan Pivatto.

Pesquisadores também destacaram a evolução genética das cultivares, mais tolerantes à seca e a doenças como a brusone, além de estudos em andamento sobre a adubação nitrogenada. Para o analista Bruno Lemos, da Embrapa Trigo, “o trigo é um ótimo negócio, desde que respeitadas as janelas de plantio”. A avaliação dos técnicos é de que a cultura pode voltar a ocupar espaço relevante no Mato Grosso do Sul, fortalecendo o abastecimento interno e ampliando as oportunidades de renda para o produtor.



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Abacaxi na silagem: entenda como o fruto pode nutrir bem o seu gado


Pecuaristas, a busca por alternativas de alimento para o gado, especialmente em regiões com produção abundante de frutas, é uma prática que pode trazer economia e sustentabilidade. Ailton Conceição Filho, de Porto Nacional, no estado do Tocantins, uma região que produz muito abacaxi, levantou uma dúvida interessante: é possível fazer silagem de abacaxi para alimentar o gado? Assista ao vídeo abaixo e confira a resposta na íntegra.

Nesta sexta-feira (22), o zootecnista Edson Poppi, especialista na área de silagem e embaixador de conteúdo do Giro do Boi, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que o resíduo de abacaxi tem um grande potencial nutricional, mas exige um manejo adequado para ser ensilado.

O potencial nutricional do abacaxi

Foto: Canva

Edson Poppi é totalmente a favor do uso de resíduos na alimentação de ruminantes. O resíduo de abacaxi, em particular, é um material com excelentes características nutricionais:

  • Rico em pectina: Um tipo de fibra solúvel que é facilmente digerível pelos microrganismos do rúmen, o que contribui para a eficiência digestiva do animal.
  • Alta energia: Possui 62% de NDT (Nutrientes Digestíveis Totais), o que o torna uma ótima fonte de energia para o gado, um insumo valioso na engorda.

O desafio da ensilagem e a solução

O principal desafio para a ensilagem do abacaxi é sua baixa matéria seca, que é de apenas 22% (78% de umidade). Esse teor elevado de água dificulta a compactação, um processo crucial para a fermentação adequada e a qualidade da silagem.

Para resolver esse problema, Edson Poppi sugere misturar o resíduo de abacaxi com um material mais seco. As opções incluem:

  • Silagem de milho
  • Silagem de capim
  • Feno picado

Essa mistura permite uma compactação eficiente, tornando a ensilagem viável.

Substituição e resultados na prática

Compatação de silagem para o gado, um dos importantes volumosos para a alimentação do gado. Foto: ReproduçãoCompatação de silagem para o gado, um dos importantes volumosos para a alimentação do gado. Foto: Reprodução
Compatação de silagem para o gado, um dos importantes volumosos para a alimentação do gado. Foto: Reprodução

O especialista afirma que a substituição do volumoso por até 60% de resíduos de abacaxi pode trazer um resultado muito bom na dieta do gado.

O abacaxi é uma fonte de energia e nutrição que pode ser utilizada de forma estratégica, aproveitando um subproduto da agroindústria e reduzindo os custos com a alimentação do rebanho.

A ensilagem de abacaxi é uma alternativa promissora para pecuaristas em regiões com produção abundante do fruto, desde que seja feito um manejo correto para garantir a compactação e a qualidade da silagem.



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Mapa investiga vacina EXCELL 10 após mortes de animais


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, em 12 de agosto de 2025, foi notificado pela Agência de Defesa Agropecuária do estado do Piauí (ADAPI) sobre a ocorrência de reações adversas em animais das espécies caprina, ovina e bovina, com possível relação ao uso da vacina contra clostridiose, denominada EXCELL 10, partidas 016/2024 e 018/2024, de propriedade do laboratório Dechra Brasil Produtos Veterinários Ltda.

“Neste momento o Mapa está dedicado e atuando de forma coordenada e integrada com os órgãos estaduais de defesa sanitária para confirmar a causa dos óbitos dos animais e adotar todas as medidas necessárias para proteção da produção pecuária”, destacou o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

Confira a ordem cronológica das ações do Ministério da Agricultura e Pecuária:

Após avaliação do caso, o Mapa, em 13 de agosto de 2025, iniciou o processo de fiscalização, solicitando à empresa relatórios de farmacovigilância do produto suspeito.

Em 14 de agosto de 2025, foi realizada fiscalização no laboratório fabricante, em Londrina (PR), com levantamento das notificações do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), além da verificação do processo de fabricação e do controle de qualidade da vacina.

No dia seguinte foi emitida ordem de apreensão cautelar das frações dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10 na distribuidora que comercializou unidades da vacina associadas à notificação da ADAPI. De forma complementar, o Mapa solicitou à fabricante o painel de distribuição da vacina em todo o país. Na mesma data, 15 de agosto, a empresa encaminhou comunicado aos distribuidores e lojistas para que fossem interrompidas as vendas dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10.

Três dias depois, em 18 de agosto, o Mapa iniciou a apreensão dos lotes na distribuidora localizada em Teresina (PI), coletando amostras para análise fiscal em laboratório da rede oficial. Após avaliação dos dados de distribuição, a ordem de apreensão foi estendida a todos os estados em 19 de agosto.

Na sequência, em 20 de agosto, a empresa emitiu comunicado oficial de recolhimento dos lotes 016/2024 e 018/2024, direcionado a distribuidores, médicos-veterinários e lojistas.

Até o momento, foram notificados ao Mapa os óbitos de 194 ovinos, 4 caprinos e 1 bovino. As ações de fiscalização e investigação seguem em andamento, por meio de inspeções no estabelecimento fabricante/proprietário, e realização de testes em amostras dos lotes da vacina e dos animais que vieram a óbito. A estimativa inicial de conclusão do processo de investigação é de 60 dias.

O Mapa esclarece que a clostridiose é uma doença fatal causada por toxinas de bactérias do gênero Clostridium spp., apresentando sintomas como inchaço muscular, manqueira, incoordenação motora e, em casos graves, rigidez muscular, tremores, trismo, opistótono (arqueamento do corpo com cabeça para trás) e convulsões.

A vacinação continua sendo considerada uma estratégia eficaz no combate à clostridiose. O Ministério ressalta, ainda, que o consumo de produtos de origem caprina, ovina e bovina provenientes de animais saudáveis e inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial é seguro.Informações à imprensa

 





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Cabras ficaram 200 anos isoladas em ilha e agora viram objeto de pesquisa



O campus da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), em Itapetinga, recebeu 21 cabras da Ilha de Abrolhos, na Bahia. Os animais viviam isolados há mais de 200 anos e foram levados para estudos científicos. Pesquisadores acreditam que os primeiros exemplares foram deixados por navegadores no período colonial, como forma de subsistência.

Segundo o professor Ronaldo Vasconcelos, do curso de Zootecnia da Uesb, a população pode apresentar características genéticas ligadas à sobrevivência em ambientes com pouca disponibilidade de água.

Após a chegada ao campus, os animais foram colocados em quarentena. O objetivo é monitorar a adaptação ao novo ambiente e garantir os cuidados sanitários necessários. Além disso, é fundamental mantê-los isolados de outros rebanhos, já que viveram muito tempo sem contato com doenças comuns do continente.

“Eles nunca tiveram contato com carrapatos, e um único carrapato pode ser fatal. Também não possuem verminoses. Isso não é bom, porque eles não têm resistência. Por isso, o trabalho precisa ser extremamente cuidadoso”, afirma Vasconcelos.

O professor Dimas Oliveira, também da Uesb, avalia que a pesquisa tem potencial de contribuir para a criação de caprinos em regiões semiáridas. A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargem) participa do projeto em parceria com a universidade.

A remoção das cabras foi necessária para reduzir os impactos ambientais causados no solo e vegetação da ilha, que é área de reprodução de aves endêmicas. A operação envolveu o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Embrapa, Marinha do Brasil, Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e Uesb.

Durante a captura, os animais receberam identificação eletrônica e tiveram amostras de sangue coletadas para análise genética. Caso seja confirmada a singularidade da população, está previsto um plano de conservação, com ampliação do rebanho, armazenamento de sêmen e embriões. Além disso, há possibilidade de distribuição dos animais para produtores rurais.



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O que mais te ajudaria a usar mais tecnologia no campo?


Na enquete da semana perguntamos: O que mais te ajudaria a usar mais tecnologia no campo?

Segundo os resultados, 49% dos participantes acreditam que cursos ou orientação técnica são o que mais ajudaria na adoção de tecnologia no campo. Já 33% apontaram o preço mais acessível como fator determinante, enquanto 18% destacaram a necessidade de internet melhor.

Interpretação dos resultados

Para o gestor estadual do agronegócio do Sebrae-SP, Rodrigo Poli, os números revelam tendências importantes sobre o comportamento do produtor rural em relação à inovação.

“O acesso à internet não é mais um grande desafio no meio rural, devido às diversas ofertas de serviço por cabeamento, rádio e satélite. Talvez por isso esse resultado de 18% tenha sido o menor dentre os três apresentados”, analisa Poli.

Já o fato de o preço mais acessível aparecer em segundo lugar (33%) demonstra que ainda existe a percepção de que investir em tecnologia pode ser caro ou até mesmo inviável. “A dificuldade do produtor em estar em contato com empresas que ofertam soluções também é uma possibilidade”, completa.

O ponto mais relevante da pesquisa foi a liderança da opção curso ou orientação técnica (49%). Para Poli, isso evidencia que a maioria dos produtores entende que não é possível investir em inovação sem antes conhecer os benefícios e a aplicabilidade das ferramentas.

“É uma visão assertiva de gestão da propriedade. Primeiro é preciso compreender o que pode ser feito e com qual propósito, para só depois investir”, afirma o especialista.

Apoio do Sebrae na adoção de tecnologias

Diante desse cenário, o Sebrae-SP oferece diversas iniciativas para apoiar os produtores rurais. Entre elas:

  • ALI Rural: acompanhamento personalizado e presencial por 12 meses na propriedade, com foco em inovação e implementação de tecnologia
  • Cursos em parceria com o Senar: voltados para o uso de soluções tecnológicas aplicadas ao campo.
  • Dias de campo: eventos que expõem tecnologias capazes de aumentar eficiência e produtividade.
  • Vitrine Virtual do Sebrae-SP com um portfólio completo de informações, ferramentas de gestão e finanças.
  • Rede de consultores credenciados: suporte para planejar e estruturar estratégias de médio e longo prazo voltadas à inovação.



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Produtores rurais devem se proteger contra fraudes de cerealistas, alerta especialista


Nos últimos anos, aumentaram os relatos de produtores rurais que entregaram suas safras a cerealistas e acabaram sem receber o pagamento, resultando em perdas que, em muitos casos, ultrapassam milhões de reais. Segundo o especialista Leandro Amaral, além de comprometer a safra, esses calotes podem colocar em risco a continuidade do negócio e a segurança financeira das famílias produtoras.

Segundo informações de Amaral, grande parte dessas negociações ocorre sem contratos formais, baseadas apenas na confiança e em acordos verbais. Quando o pagamento não é efetuado, os produtores descobrem que seus ativos já estão comprometidos com bancos ou que não há garantias jurídicas para reaver o crédito.

Para minimizar riscos, Amaral recomenda que os produtores adotem uma gestão de risco mais estruturada. “A confiança é importante, mas não substitui a segurança jurídica. Um contrato bem elaborado e garantias reais podem fazer a diferença entre receber ou perder a safra”, afirma.

Entre as principais recomendações estão: pesquisar a saúde financeira da cerealista, verificar se há protestos ou ações judiciais, confirmar se silos e armazéns não estão alienados a bancos e consultar outros produtores que já negociaram com a empresa. Durante a negociação, é essencial exigir contrato formal com quantidade, preço e prazos claros, além de buscar garantias reais ou financeiras, como fiança bancária ou seguro de crédito.

Na entrega do produto, guardar notas fiscais, romaneios assinados e registrar fotos ou vídeos da pesagem e descarga ajudam a comprovar a transação caso haja litígio. Após a negociação, monitorar prazos de pagamento e reagir rapidamente a atrasos pode reduzir prejuízos. Amaral lembra que muitos produtores perdem milhões por acreditarem em sucessivas promessas de pagamento sem formalizar garantias.

Por fim, a diversificação de compradores, preferência por empresas sólidas e acompanhamento jurídico contínuo são medidas estratégicas de longo prazo para proteger a safra e a sustentabilidade do negócio rural. Segundo Amaral, seguir essas práticas não elimina completamente o risco, mas aumenta significativamente a segurança do produtor rural diante de possíveis calotes.





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Brasil pode perder espaço no mercado global de carbono



Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA



Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA
Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA – Foto: Divulgação

Os estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão) podem gerar até US$ 1,4 bilhão por ano com créditos de carbono, segundo estudo do Earth Innovation Institute (EII). A projeção considera a adoção do modelo REDD+ jurisdicional, com pagamentos previstos a partir de 2026 e receita acumulada de US$ 21,6 bilhões até 2030. 

O valor seria ainda maior com a implementação das cartas de ajuste correspondente, previstas no Artigo 6 do Acordo de Paris, que evitam dupla contagem e permitem a negociação em mercados regulados internacionais, onde os preços chegam a ser 50% superiores, podendo elevar a receita anual a US$ 2 bilhões.

Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA, da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), voltado ao setor aéreo. Porém, o Brasil ainda não está estruturado para oferecer créditos compatíveis e tampouco firmou acordos bilaterais que garantam reconhecimento internacional, o que limita sua competitividade. Países vizinhos, como o Peru, já avançaram nesse caminho ao fechar parcerias com compradores como a Suíça, assegurando condições mais favoráveis de comercialização.

Segundo o especialista em negócios climáticos Pedro Plastino, a ausência de uma diplomacia ativa do Itamaraty na negociação de Transferências Internacionais de Resultados de Mitigação (TIRMs) compromete a liquidez dos créditos brasileiros. Ele aponta como prioridades a assinatura de acordos bilaterais, a criação de governança transparente com distribuição de benefícios a comunidades e povos indígenas, o alinhamento a padrões internacionais como o CORSIA e o envolvimento do Ministério Público Federal.

 





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dia terá temporais com granizo e termômetros a 37°C



O Sul do país segue sob fortes instabilidades com o avanço de uma nova frente fria que traz chuva forte, granizo e rajadas de vento. Já grande parte do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste convivem com tempo seco de deserto. Veja a previsão do tempo para este sábado (23):

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A combinação de uma área de baixa pressão sobre o norte da Argentina e o avanço de uma nova frente fria favorecem a formação de instabilidades no Sul do Brasil. Pancadas de chuva entre moderada e forte intensidade se espalham pelo Rio Grande do Sul, acompanhadas de rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo, com risco de temporais. Também há previsão de chuva no centro-oeste de Santa Catarina e sul e sudoeste do Paraná, com risco de ventos fortes. As temperaturas caem em território gaúcho. No extremo norte paranaense, o calor persiste.

Sudeste

A maior parte da região segue sem previsão de chuva. Contudo, há chance de pancadas fracas e chuviscos no norte do Espírito Santo e no extremo nordeste de Minas Gerais. A nebulosidade se concentra nessas áreas, enquanto nas demais regiões o tempo firme predomina. As temperaturas ficam elevadas em toda a região, com máxima de 34°C em Presidente Prudente (SP), 35°C em Araçatuba (SP) e em Iturama (MG). A umidade relativa do ar segue baixa em grande parte do interior paulista e no centro-oeste mineiro, podendo ficar abaixo de 30% e até próximo dos 20% no noroeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

Com o deslocamento da frente fria, novas áreas de instabilidade avançam pelo sudoeste de Mato Grosso do Sul e, de forma mais fraca, pelo sudoeste de Mato Grosso. A nebulosidade aumenta no sul e sudoeste sul-mato-grossense, enquanto nas demais áreas o tempo firme predomina. As temperaturas ficam bem elevadas em todos os estados da região, com máximas de 39°C em Cuiabá (MT), 37°C em Sinop (MT) e 35°C em Campo Grande (MS). O ar segue muito seco, com umidade relativa abaixo de 30% em grande parte da região e, em pontos do norte de Goiás e leste de Mato Grosso, pode ficar em alerta, abaixo dos 20%.

Nordeste

Chuvas entre o litoral sul da Bahia até o Rio Grande do Norte, além de precipitações isoladas no Ceará e no litoral norte do Maranhão. Bastante nebulosidade na faixa leste da Região. As temperaturas ficam elevadas em grande parte do Nordeste, podendo chegar a 37°C em Imperatriz (MA) e 35°C em Teresina (PI), enquanto em Porto Seguro (BA) as máximas não passam dos 24°C.

Norte

As chuvas continuam no Amapá, Acre, norte e oeste do Amazonas e noroeste de Roraima, com possibilidade de chuva fraca no norte do Pará. A nebulosidade fica maior nas áreas com previsão de chuva e aumenta em alguns pontos do território paraense. Nas demais regiões, o sol predomina. As temperaturas seguem elevadas, com máxima de 37°C em Porto Velho (RO) e 35°C em Manaus (AM). A qualidade do ar é baixa no Tocantins, em Rondônia e no sul do Pará.



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