Os contratos futuros do açúcar mantiveram a trajetória de baixa nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (6), pressionados por perspectivas favoráveis para a oferta global da commodity. As cotações recuaram tanto na Bolsa de Nova York quanto na Bolsa de Londres, com perdas em todos os principais vencimentos.
Em Nova York, o contrato com vencimento em outubro/25 caiu 0,08 cent, ou 0,50%, encerrando o dia cotado a 16,01 cents/lbp. O março/26 recuou 0,09 cent (-0,54%), negociado a 16,66 cents/lbp. Já os contratos para maio/26 e julho/26 também perderam 0,09 cent cada (-0,55%), fechando a 16,41 e 16,34 cents/lbp, respectivamente.
Em Londres, o cenário também foi de queda. O vencimento outubro/25 recuou US$ 1,50 (-0,32%), encerrando a US$ 462,10 por tonelada. O contrato para dezembro/25 cedeu US$ 1,90 (-0,41%), cotado a US$ 456,20 por tonelada. O março/26 teve perda de US$ 2,40 (-0,52%), negociado a US$ 460,00 por tonelada, enquanto o maio/26 caiu US$ 2,30 (-0,50%), a US$ 462,00 por tonelada.
Segundo Jack Scoville, analista da The Price Futures Group, o mercado segue pressionado pelas expectativas de ampla oferta global, alimentadas por condições climáticas favoráveis ao cultivo de cana-de-açúcar e beterraba em diversas regiões produtoras. “A colheita no Centro-Sul do Brasil está mais rápida agora, em meio a condições mais secas. A produção no Centro-Sul do Brasil também tem sido forte”, observou o analista.
Além da oferta brasileira, países como Índia e Tailândia também apresentam boas perspectivas, com o início antecipado da temporada de monções contribuindo para o desenvolvimento das lavouras. Esse cenário reforça a expectativa de suprimentos abundantes, o que limita o avanço dos preços no mercado futuro.
Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 08 a 14 de agosto e publicada na quinta-feira (14), o mercado de milho no Brasil registrou leve alta em algumas praças. No Rio Grande do Sul, a média semanal ficou em R$ 62,37 por saco, enquanto as principais localidades locais praticaram valores entre R$ 59,00 e R$ 60,00 por saco. No restante do país, os preços variaram entre R$ 45,00 e R$ 64,00 por saco.
O Ceema apontou que as negociações com o cereal foram pontuais no mercado livre nacional, com vendedores limitando a oferta na expectativa de preços melhores. “Muitos consumidores estão recebendo lotes negociados antecipadamente e usando os estoques”, disse o relatório, que ainda destaca que os operadores apostam em queda dos preços nas próximas semanas devido à produção elevada e aos estoques de passagem altos, enquanto o ritmo das exportações ainda é fraco, apesar de melhoria em agosto, segundo o Cepea.
O plantio da nova safra de verão, concentrado no Sul do país, atingiu 6,7% da área esperada no Centro-Sul até 28 de agosto, contra 7,7% no mesmo período de 2024, conforme a AgRural. O clima está normal nessas regiões, embora haja problemas pontuais. Paralelamente, a colheita da safrinha estava praticamente encerrada no final de agosto, com cerca de 97% da área nacional da segunda safra colhida, segundo a Conab. A produção da nova safra de verão nacional é estimada em 25,6 milhões de toneladas, 0,5% acima do ano anterior.
No Mato Grosso, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta crescimento de 1,8% na área de milho 2025/26, que deve atingir 7,39 milhões de hectares. No Rio Grande do Sul, a Emater estima que a área semeada na nova safra de verão chegará a 785 mil hectares, alta de 9,3% sobre 2024. Em clima normal, a produção pode alcançar 5,79 milhões de toneladas, mais de 9% acima do ano passado.
Segundo o analista da Safras & Mercado, o mercado brasileiro ainda opera com lentidão, com operadores aguardando a finalização da colheita da safrinha e o avanço da logística do cereal, o que trava a comercialização. “O câmbio ganha mais atenção, pois para haver recuperação consistente nos preços internos, o ritmo das exportações precisa aumentar. Por enquanto, o produtor não aceita vender abaixo dos atuais patamares de preços”, disse o relatório.
A consultoria Germinar indica que um fator de suporte aos preços é a forte demanda interna, com o consumo estimado entre 93 e 94 milhões de toneladas em 2025, contra 89 milhões no ano passado. O setor de etanol poderá absorver cerca de 23 milhões de toneladas em 2025, chegando a 24 milhões em 2026. Atualmente, o biocombustível representa quase 25% do consumo interno de milho, com tendência de crescimento devido a novas usinas.
No comércio exterior, os embarques brasileiros somaram cerca de 8 milhões de toneladas até agosto. Em 2024, as exportações totalizaram quase 39 milhões de toneladas, e a expectativa para 2025/26 varia entre 35 e 40 milhões de toneladas. Com uma produção total estimada próxima de 150 milhões de toneladas, seria necessário exportar até 56 milhões de toneladas para equilibrar a oferta, algo considerado difícil diante da lentidão nas vendas atuais.
As exportações brasileiras de ovos, incluindo produtos in natura e processados, somaram 2.129 toneladas em agosto de 2025, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa alta de 71,9% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 1.239 toneladas.
A receita gerada com os embarques em agosto chegou a US$ 5,729 milhões, desempenho 90,8% superior ao registrado em agosto de 2024, que totalizou US$ 3,003 milhões, informou a ABPA.
No acumulado de janeiro a agosto, as exportações brasileiras de ovos alcançaram 32.303 toneladas, aumento de 192,2% em comparação com o mesmo período de 2024 (11.057 toneladas). A receita no acumulado do ano chegou a US$ 75,295 milhões, incremento de 214,5% em relação aos US$ 23,943 milhões do ano anterior.
Em agosto, os principais destinos de exportação foram o Japão, com 578 toneladas (+328,5%), seguido pelos Estados Unidos, com 439 toneladas (+628,9%), México, com 304 toneladas, Emirados Árabes Unidos, com 182 toneladas, e Chile, com 172 toneladas (-79,6%).
“Os embarques para os Estados Unidos sofreram os efeitos do tarifaço, com diminuição no fluxo embarcado no mês. Ao mesmo tempo, vemos a retomada de destinos, como os Emirados Árabes Unidos e o fortalecimento para novos importadores, como o México. De qualquer forma, não são esperados efeitos significativos à oferta interna de ovos, já que exportamos menos de 2% de nossa produção”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Após as sanções impostas à Rússia pelos Estados Unidos, União Europeia e G7, centenas de navios petroleiros passaram a operar de forma irregular. Esses navios velhos, com donos ocultos, mudam de bandeira frequentemente, desligam rastreadores e navegam sem seguro. Essa rede clandestina ficou conhecida como “frota fantasma”.
Segundo investigação da BBC News Brasil, 36 navios da frota fantasma já trouxeram combustível russo para o Brasil desde 2022, representando 17% do diesel importado no período. Como o país não aderiu às sanções internacionais, acabou se tornando um porto seguro para essas embarcações.
O salto das importações
O comércio cresceu de forma explosiva:
2022: cerca de US$ 100 milhões em diesel russo;
2023: US$ 4,5 bilhões;
2024: US$ 5,4 bilhões;
Jan–jul/2025: US$ 3,07 bilhões.
Hoje, a Rússia já é o principal fornecedor de diesel ao Brasil, respondendo por mais da metade do consumo importado.
Para o agronegócio, o tema é vital. O diesel é a base do custo logístico da produção brasileira, ou seja, abastece tratores, colheitadeiras, caminhões e secadores de grãos.
O diesel mais barato ajudou a aliviar os custos no campo em anos de juros altos e margens apertadas. Porém, a dependência crescente da Rússia deixa o agro vulnerável: uma mudança brusca na política internacional, ou eventual bloqueio de navios sancionados, poderia disparar os preços e gerar insegurança no abastecimento.
Além disso, se Estados Unidos ou Europa aplicarem sanções secundárias, setores de exportação como soja, carne e café podem ser atingidos, prejudicando diretamente os produtores brasileiros.
Riscos e dilemas
Destaco três principais riscos ao Brasil com a frota fantasma de Vladmir Putin em águas brasileiras:
Ambientais: navios antigos e sem seguro aumentam o risco de acidentes e vazamentos, com potencial de afetar ecossistemas costeiros e até rotas de exportação agrícola.
Diplomáticos: empresas brasileiras envolvidas podem sofrer retaliações em mercados-chave para o agro.
Jurídicos: sem adesão às sanções, autoridades brasileiras alegam não ter base legal para impedir essas operações.
O Brasil enfrenta um dilema: manter o diesel barato que sustenta o agro e a economia, ou assumir os riscos ambientais, diplomáticos e comerciais de se tornar destino da frota fantasma.
Mais do que um debate sobre energia, trata-se de uma questão que atinge o coração da competitividade do agronegócio brasileiro.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
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Faltando praticamente um mês para o evento de Abertura Nacional da Colheita do Trigo, em Campo Novo, no Rio Grande do Sul, o panorama das condições climáticas para os trabalhos em campo em outubro é de bastante chuva em toda a região Sul do Brasil. Essa é a avaliação do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.
Atenção, produtor de trigo
O especialista aproveita para fazer um alerta para os agricultores que já começaram a colheita de trigo. “O produtor paranaense, que já está colhendo, deve aproveitar setembro, antes da primavera, para acelerar os trabalhos. Em outubro, a previsão indica acumulados de cerca de 200 milímetros ao longo do mês”. Apesar da chuva poder atrapalhar o ritmo, Müller diz que não deve haver perdas significativas.
Nas demais regiões, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, as chuvas frequentes vão exigir planejamento e atenção. No entanto, o meteorologista reforça que os agricultores devem conseguir colher sem grandes problemas, desde que aproveitem as janelas de tempo firme.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até a última semana, os produtores colheram 9,1% da área de trigo. O número está abaixo do total do mesmo período de 2024 e também da média dos últimos cinco anos, quando os agricultores já tinham avançado sobre 11,6% e 10,3% da área, respectivamente.
Previsão para os próximos dias
Em regiões onde a colheita já passa da metade, como Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, o clima deve continuar ajudando. Por outro lado, São Paulo segue em ritmo mais lento por causa das geadas ocorridas em julho.
Segundo Müller, o vendaval e a queda de granizo no Rio Grande do Sul nos últimos dias podem trazer prejuízos pontuais, porém nada que configure uma quebra de safra. Até porque no estado e também em Santa Catarina, o plantio de trigo acontece tardiamente. “No geral, a umidade e as temperaturas têm sido adequadas no Sul, favorecendo o desenvolvimento das lavouras que ainda estão em floração”, reforça.
Portanto, a recomendação do meteorologista é clara: acompanhar a previsão semanal e aproveitar as melhores janelas de tempo firme para avançar com a colheita.
Bi-grande Campeã da Exposição do Prado, a fêmea gateada Índia Envenenada Del Chamame (Box 25) somou 20.770 pontos e levou o Freio de Ouro 2025 para o Uruguai, em uma tarde de arquibancadas lotadas e torcida animada neste sábado (6), no penúltimo dia da Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul.
A égua “doble chapa” é filha de Basco Veneno e Indiecita Del Chamame e foi credenciada para a final em terras gaúchas, quando assegurou o Bocal de Bronze, na mesma pista onde correu. Conduzida pelo ginete Gabriel Viola Marty, ela convenceu tanto pela excelência morfológica quanto pela aptidão para o serviço de campo.
“É uma égua extremamente linda, muito boa na morfologia e na função, que é o que se busca: um cavalo lindo e bom. Ela foi perfeita. Brilhou”, disse o expositor Martin Gurmendez Marquez, que, ao lado do irmão Tomas Marquez, conduz a Cabanha El Chamame, na cidade uruguais de Florida.
Emocionado, o ginete declarou seu amor à égua: “Hoje, ela foi espetacular e ganhou com sobra”, disse o detentor de sete Freios de Ouro.
Pontuando sempre entre os primeiros colocados nos resultados parciais, a égua iniciou em quinto lugar na Morfologia, depois avançou para a segunda colocação nas provas de Andaduras/Figura/VSP/Esbarradas; primeiro lugar na Mangueira I e quinto no Campo.
Assim, abriu a final com o primeiro lugar na Mangueira II, vencendo também Bayard e Campo II. “Foi merecida porque é muito bonita e fez provas muito boas. Houve um nível muito equilibrado, especialmente entre as fêmeas”, referendou o jurado Rodrigo Díaz de Vivar, responsável por determinar as notas entre as fêmeas, juntamente com Mário dos Santos Suñe e Telmo de Oliveira Peixoto.
Freios de Prata, Bronze e Alpaca
Vencedora Freio de Prata – BOX 38 Harmonia do Açungui.
Harmonia do Açungui (Box 38) garantiu o Freio de Prata com 20.229 pontos. O expositor é Guilherme Wendler da Cabanha Açungui, da cidade de Balsa Nova (PR). A colorada salina carrega a genética do pai Real Invido do Purunã e da mãe, Suntuosa do Purunã, e foi conduzida pelo ginete Fabrício Brunelli Barbosa.
O Paraná também conquistou o Freio de Bronze. A colorada douradilha Belle Que Bela (Box 08) somou 20.215 pontos e integra o plantel da criadora e expositora Elizabeth Lemanski, da fazenda Paraíso, de Balsa Nova (PR).
O Freio de Alpaca foi para Santa Vitória do Palmar (RS) com Oferenda da Tamanca (Box 32). A douradilha somou 20.179 pontos e tem Chicão de Santa Odessa como pai e Campana Tarimbera como mãe. Montada por Ricardo Gigena Wrege e exposta por Lauro Cardoso Terra e Filhos, da Estância Tamanca.
Machos vencedores
Entre os machos, Ópio da Baraúna (Box 56) fez uma campanha ascendente até a conquista do Freio de Ouro. Atual Bocal de Ouro, é inédito no final do Freio, onde somou 20.218 pontos.
“Ele não veio ponteando, mas foi regular e cresceu muito na final hoje”, destacou o jurado Carlos Marques Gonçalves Neto, que fez as avaliações juntamente com Federico Arguelles e Francisco Kessler Fleck, tendo Luciano Corrêa Passos como reserva.
A vitória foi comemorada pelo criador Vanderlei Guerra, da Baraúna Agropastoril. “Foi maravilhoso. São 34 anos criando cavalos Crioulos e esse é nosso primeiro Freio de Ouro”, disse o crioulista de Arroio Grande (RS).
A experiência do ginete tricampeão do Freio de Ouro Raul Teixeira Lima ajudou na conquista. “O cavalo é um fenômeno, ele merecia estar no pódio. Eu sabia que eu tinha um cavalo competitivo e que podia crescer muito hoje”, disse reforçando anos de dedicação e treinamento.
Já o Freio de Prata foi para Campana Echo a Mano (box 91). O cavalo zaino montado por Tomaz Marques Gonçalves e exposto por André Rodigheri, da Cabanha Rodigheri, de Osório (RS), somou 20,183 pontos.
O colorado Justiceiro 111 do Imaguare (Box 86) ficou com o Freio de Bronze. Montado pelo ginete Fabrício Brunelli Barbosa, foi exposto pelo Condomínio Justiceiro 111 do Imaguaré, somou 20.150 e leva a genética de Malke Brasão e Tdo Amistad.
La Castellana Norteño leva para Goiânia (GO) o Freio de Alpaca, com 20,030 pontos. O animal do box 89 é filho de Matreiro do Itapororó e Madriguera Névoa e foi exposto por Victor Barbosa Penner, da Cabanha Gameleira, tendo como ginete Eduardo Weber de Quadros.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), César Augusto Rabassa Hax, o ciclo 2024/2025 mobilizou 1.411 conjuntos em oito classificatórias, sendo que apenas 96 habilitaram-se para Esteio e 32 para a grande final de ontem.
Vencedor: fêmea
Freio de Ouro: Box 25 India Envenenada Del Chamame Ginete: Gabriel Viola Marty Nota: 20,770 R.p. 394, sbu143766, nmgc 0, nasc 28/12/2017, femea, gateada, Por basco veneno(b409696) (pai) e indiecita del chamame(d0092001) (mãe) Criador: Tomas y Martin Gurmendez Marquez Expositor: Tomas y Martin Gurmendez Marquez Estabelecimento: Cabanha el Chamamé, Florida – Uruguai Domador: Juan Pablo González
Vencedor: macho
Freio de ouro: Box 56 Ópio da Baraúna Ginete: Raul Teixeira Lima Nota: 20,218 R.p. 474, b586302, nmgc 7, nasc 31/12/2019, macho, gateada bragada, por niazzi improviso (b349886) (pai) e algazarra da palmeira (b327209) (mãe) Criador: Baraúna Agropastoril Industrial LTDA Expositor: Baraúna Agropastoril Industrial LTDA Estabelecimento: Cabanha Baraúna, Arroio Grande-R Domador: Nei Galvão Lopes Ramos
Machos
Freio de ouro Box 56 ópio da baraúna Ginete: raul teixeira lima Nota: 20,218 R.p. 474, b586302, nmgc 7, nasc 31/12/2019, macho, gateada bragada, por niazzi improviso(b349886) (pai) e algazarra da palmeira(b327209) (mãe) Criador: baraúna agropastoril industrial ltda. Expositor: baraúna agropastoril industrial ltda. Estabelecimento: cabanha baraúna, arroio grande-rs Domador: nei galvao lopes ramos
Freio de prata Box 91 campana echo a mano Ginete: tomaz marques ignacio gonçalves Nota: 20,183 R.p. 885, b503706, nmgc 7, nasc 18/10/2016, macho, zaina, por triunfo do purunã(b238882) (pai) e campana ana terra(b392068) (mãe) Criador: mário moglia suñe Expositor: andré rodigheri Estabelecimento: cabanha rodigheri, osório-rs
Freio de bronze Box 86 justiceiro 111 do imaguare Ginete: fabricio brunelli barbosa Nota: 20,150 R.p. 111, b521740, nmgc 7, nasc 10/11/2016, macho, colorada, por as malke brasão(b397150) (pai) e tdo amistad(b237715) (mãe) Criador: kerlon de ávila farias Expositor: condomínio justiceiro 111 do imaguaré Estabelecimento: cabanha treze tilias, cabanha macanudo, fazenda liscano e madôlo, Domador: josé ambrósio perret
Freio de alpaca Box 89 la castellana norteño Ginete: eduardo weber de quadros Nota: 20,030 R.p. 344, b511592, nmgc 7, nasc 26/10/2016, macho, baia, por matreiro do itapororó(b192264) (pai) e madriguera névoa(b356930) (mãe) Criador: marcelo amaral moraes Expositor: victor barbosa penner Estabelecimento: cabanha gameleira, goiânia-go
O período de adaptação de bovinos ao confinamento é considerado uma das fases mais críticas para o bem-estar e o desempenho dos animais. Nesse contexto, a empresa FBR Saúde Animal apresentou, durante reunião da Sociedade Americana de Ciência Animal, nos Estados Unidos, resultados de um estudo que avaliou o impacto de soluções nutricionais no ganho de peso e na eficiência alimentar de bovinos confinados.
Segundo Arquimedes Júnior, zootecnista e mestre em nutrição de ruminantes, os dados mostram que intervenções adequadas já nos primeiros dias de confinamento podem garantir melhores resultados até o fim do ciclo produtivo.
“O período de adaptação é desafiador porque os animais chegam de diferentes origens, passam a conviver em novos lotes e precisam se ajustar a uma dieta e a um ambiente totalmente diferentes. Esse processo envolve mudanças comportamentais, fisiológicas e até imunológicas, o que pode gerar estresse e reduzir o desempenho”, explica.
De acordo com o especialista, quando o animal passa por situações de estresse nessa fase, há queda no consumo de matéria seca, maior risco de doenças e redução no ganho de peso, comprometendo a rentabilidade do confinamento.
“Estamos falando de um sistema intensivo e curto, de 100 a 120 dias. Se o boi perde desempenho nos primeiros 20 ou 25 dias de adaptação, isso compromete praticamente um quarto do ciclo. Cada dia faz diferença na lucratividade da operação”, reforça Arquimedes.
Estudo reúne dados preliminares de seminários regionais
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Foto: Divulgação
Na tarde desta quinta-feira (4/9), a Expointer recebeu a apresentação dos resultados preliminares do diagnóstico das agroindústrias familiares do Rio Grande do Sul. O trabalho é fruto da parceria entre a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e a Emater/RS-Ascar.
O estudo busca compreender os principais desafios e demandas das agroindústrias cadastradas no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF). Atualmente, o programa conta com mais de 4 mil agroindústrias cadastradas e oferece crédito subsidiado, benefícios tributários, acesso a feiras e ao selo Sabor Gaúcho. O apoio requerido ao DEE-SPGG consistiu na sistematização e interpretação de informações obtidas a partir de seminários regionais, conduzidos com os principais beneficiários do programa, que reuniram mais de 1.800 participantes em 12 regiões do Estado, nos anos de 2024 e 2025. As informações dos seminários são de caráter qualitativo e coube ao DEE a sua sistematização e análise estatística.
A apresentação também marcou o lançamento da Pesquisa de Diagnóstico das Agroindústrias Familiares, que será conduzida em campo a partir de setembro. O questionário, elaborado pelo DEE/SPGG, vai aprofundar dimensões como caracterização produtiva, comercialização, situação financeira, sucessão familiar, meio ambiente e qualidade de vida.
Para o diretor-adjunto do Departamento de Agroindústria Familiar da SDR, Maurício Neuhaus, o levantamento de dados é fundamental para que possamos compreender com clareza a realidade das famílias que vivem da agroindustrialização no meio rural. “A partir dessas informações, conseguimos embasar políticas públicas mais justas e eficazes, que atendam às necessidades dos produtores, valorizem seu trabalho e incentivem o desenvolvimento das agroindústrias familiares”, concluiu Neuhaus.
“Este levantamento vai gerar informações fundamentais para aprimorar as políticas públicas voltadas às agroindústrias familiares e ao fortalecimento da agricultura no Estado”, destacou o pesquisador do DEE/SPGG, Rodrigo Feix.
A categoria de pescadores artesanais brasileiros aprovou neste sábado (6), em Brasília, o 1º Plano Nacional do Pescador Artesanal, que prioriza a defesa do Projeto de Lei (PL) 131 de 2020.
A proposta prevê a demarcação dos territórios tradicionais da pesca artesanal. Ao todo, 2 milhões de trabalhadores vivem da atividade no país ─ 50% deles no Nordeste, e 30% no Norte.
“Sem território, não há vida. Com a provação desse PL, poderemos delimitar os territórios pesqueiros e brindar as presentes e futuras gerações com esses territórios, reconhecendo que o território pesqueiro é a terra, o mar, as roças e as manifestações culturais”, disse a pescadora e coordenadora do Fórum Nacional da Pesca Artesanal, Ana Flávia Pinto.
Cerca de 150 delegados que representam comunidades pesqueiras de todo o país aprovaram o 1º Plano Nacional de Pescadores Artesanais, que deve nortear, nos próximos 10 anos, as políticas públicas para a categoria. Ao todo, cerca de 650 representantes da categoria participaram da construção do plano, iniciativa do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
Para a pescadora Ana Flávia, o principal problema da categoria é o avanço de empreendimentos sobre os territórios tradicionais dessas comunidades. Por isso, há a necessidade de reconhecer esses territórios.
“Às vezes, a comunidade tem documentação, mas não consegue pescar. A questão da especulação imobiliária, dos grandes empreendimentos, não só de petróleo e gás, mas de hidrelétricas e energia eólica, que ainda é uma falsa solução para as comunidades pesqueiras”, disse a representante do Movimento dos Pescadores e Pescadores Artesanais do Brasil (MPP).
Acesso preferencial
Ana Flávia Pinto, coordenadora do Fórum Nacional da Pesca Artesanal (camiseta amarela) comemora aprovação Foto: Felipe Araújo
O PL 131/2020 prevê que são garantidos às comunidades pesqueiras tradicionais “o acesso preferencial aos recursos naturais e seu usufruto permanente, bem como a consulta prévia e informada quanto aos planos e decisões que afetem de alguma forma o seu modo de vida e a gestão do território”.
A Plenária Nacional de Pescadores Artesanais realizada nesta semana, em Brasília, é a última etapa de um processo realizado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para criar o 1º Plano Nacional de políticas públicas para categoria.
O documento produzido deve guiar o Programa Povos da Pesca Artesanal, criado pelo governo federal ainda em janeiro de 2023.
“É um momento histórico para nós da comunidade pesqueira. Esse Plano Nacional da Pesca Artesanal é um instrumento de defesa, de luta, que você tem como garantir que, de fato, essas políticas públicas cheguem na ponta, para podermos cobrar”, avaliou Ana Flávia, pescadora do município de Ubatuba (SP).
O secretário nacional da pesca artesanal, Cristiano Ramalho, disse que o governo vai apoiar a iniciativa de demarcar esses territórios, conforme pede a categoria.
“Não há uma política ainda governamental que reconheça os territórios tradicionais da pesca artesanal, como existe com as populações quilombolas e povos indígenas. Então, há um pedido para que haja também esse reconhecimento”, salientou.
“É necessário a sociedade brasileira saber que essa categoria é fundamental para a segurança alimentar e tem um patrimônio cultural maravilhoso. Os povos da pesca artesanal são ainda fundamentais para combater emergência climática”, comentou o secretário Cristiano.
Seguro defeso
As lideranças dos pescadores também pedem que sejam feitas alterações nas novas regras criadas pela Medida Provisória 1303 de 2025, que prevê regras mais rígidas para acesso ao seguro defeso, auxílio pago aos pescadores durante o período de reprodução dos peixes.
Entre as novidades, que passam a valer em outubro deste ano, está a exigência para apresentação de notas fiscais de venda do pescado, comprovantes de contribuição previdenciária, fornecer endereço da residência, além de ter que apresentar relatórios mensais da atividade.
“Cada peixe que eu for vender ter nota fiscal é muito difícil para a pesca artesanal, principalmente com a maioria da comunidade pesqueira que, tendo todo o saber tradicional, tem dificuldade no estudo, na leitura, nesses processos”, comentou Ana Flávia.
A liderança informou que está em diálogo com as autoridades para tentar ajustar as regras por meio da regulamentação infralegal.
“A gente está em diálogo o ministro [André de Paula] para a gente conseguir, antes que ele vire um decreto, adequar de fato com a realidade, para não cair de novo numa armadilha”, completou.
O secretário nacional da pesca artesanal disse que o ministério vai levar as demandas da categoria para o “centro do governo” e defendeu a necessidade de regras mais rígidas para combater fraudes.
“Estão sendo feitos ajustes no diálogo com as comunidades pesqueiras. Mas acho importante essa iniciativa do governo contra as fraudes, porque assim a gente garante direitos”, argumentou.
Outras políticas do Plano
O 1º Plano Nacional de Pescadores Artesanais do país ainda prevê projetos para educação diferenciada e popular nas comunidades tracionais; medidas de saúde pública específicas para essas comunidades; apoio ao turismo de base comunitária; ações para criar estruturas que agreguem valor ao pescado artesanal, entre outras.
Na abertura da Plenária Nacional, no início da semana, foi assinado acordo para o Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, que tem como objetivo a criação de mais 800 bolsas para jovens de comunidades pesqueiras artesanais do Brasil.
O secretário Cristiano Ramalho antecipou ainda que a pasta está em diálogo com o Ministério da Saúde para lançar um primeiro programa de saúde para os povos da água no início de 2026.
“Outro tema em debate é a permanente valorização das mulheres pescadoras, seja com políticas de crédito e apoio as organizações produtivas que elas têm nos territórios”, finalizou.
Pecuaristas, a celebração da qualidade na pecuária brasileira tem um palco de destaque: o Circuito Nelore de Qualidade. Em Marcelândia, no estado de Mato Grosso, o evento se reuniu para premiar os campeões que estão fazendo um trabalho de ponta com a raça, consolidando a região como um verdadeiro polo de excelência. Já clica aí pra assistir ao vídeo abaixo e conferir essa história que é pura inspiração e reconhecimento para a pecuária nacional!
Essa celebração da qualidade do nelore foi o grande assunto do quadro Giro pelo Brasil na última sexta-feira (5).
O tradicional quadro do programa Giro do Boi, do Canal Rural, mostra como o Brasil está produzindo carne de alta qualidade, segura e com rastreabilidade para os consumidores. A história de hoje é um desses bons exemplos da pecuária de corte da “prateleira de cima”.
Quem fez questão de apresentar os resultados dessa etapa importante foi o Cristiano Carvalho Braida, gerente da unidade da Friboi de Colíder, no estado de Mato Grosso.
A etapa, realizada na unidade da Friboi de Colíder, reuniu 769 animais, sendo 241 bois e 528 fêmeas, vindos de 6 lotes de bois e 6 lotes de fêmeas, o que demonstra a força e a dedicação da pecuária da região.
Os campeões de Marcelândia e região
Lote de novilhas campeãs. Foto: Divulgação/Friboi de Colíder (MT)
E, claro, teve premiação para quem fez bonito! O Circuito Nelore de Qualidade, realizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), reconheceu o trabalho e a dedicação dos pecuaristas que se destacaram:
Campeões na categoria Novilhas Nelore:
1º lugar: Algacir Fistarol, da Fazenda João de Barro, em Marcelândia (MT).
2º lugar: Adilson Francisco Fistarol, também da Fazenda João de Barro, em Marcelândia (MT).
3º lugar: Vanessa Cristina Strapazzon, da Fazenda Rio Pequeno, em Marcelândia (MT).
Campeões na categoria Machos Nelore:
1º lugar: Edras Soares, da Fazenda Telles Pires, em Nova Canaã do Norte (MT).
2º lugar: Vanessa Cristina Strapazzon, da Fazenda Rio Pequeno, em Marcelândia (MT).
3º lugar: Lourival Antônio Sguissardi, da Fazenda Eldorado, em Nova Canaã do Norte (MT).
Os resultados demonstram a excelência de produtores da região de Marcelândia em produzir gado nelore de alta qualidade, com um trabalho que se traduz em peso, rendimento de carcaça e maior rentabilidade.
Circuito Nelore de Qualidade: o fomento à raça
O Circuito Nelore de Qualidade, promovido pela ACNB desde 1999, tem como objetivo fortalecer a genética da raça nelore e posicioná-la como produtora de carne de alta qualidade.
A iniciativa avalia os resultados obtidos pelos produtores em seus diferentes sistemas de produção, incentivando a evolução contínua da nossa pecuária. Promovido com o apoio da Friboi e outros parceiros, o Circuito é o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo.