sexta-feira, maio 1, 2026

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Reunião técnica entre Fundecitrus, Mapa e Defesa discute plano nacional contra o greening



Encontro reuniu produtores viveiristas de citros


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a visita técnica de servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo para discutir os primeiros passos da execução do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Greening, que será implementado pelos estados. A portaria que institui o programa redefine, entre outros pontos, diretrizes mais rigorosas para o monitoramento da doença, o controle do inseto transmissor e a erradicação de plantas doentes.

O coordenador-geral de proteção de plantas do Mapa, Ricardo Hilman, destacou a relevância do plano nacional e a necessidade de ações conjuntas para mitigar o avanço do greening. “A doença, indiscutivelmente, é o maior problema da nossa citricultura. Com o programa nacional, tratamos não apenas das próximas ações, mas também de todo o trabalho que precisa ser iniciado, principalmente em São Paulo, onde está concentrada a citricultura nacional. Ao longo dos próximos meses, vamos nos organizar para aprimorar essa luta contra o greening e, com isso, reduzir sua incidência no futuro. Esse é o grande objetivo”, afirmou.

A normativa, que contou com o Fundecitrus como um dos órgãos consultivos, classifica os estados brasileiros em áreas com e sem ocorrência da doença, estabelecendo responsabilidades específicas para cada situação. O encontro também reuniu produtores viveiristas de citros, que ressaltaram a necessidade de ampliar as discussões sobre a revisão da legislação federal referente ao cancro cítrico. Para o pesquisador do Fundecitrus Franklin Behlau o início da operacionalização do plano nacional e as tratativas para adequar as exigências nos viveiros representam um avanço importante para a realidade do produtor. “É essencial que haja interação entre todos os envolvidos na elaboração de normativas que regulamentam o controle de doenças quarentenárias, sob responsabilidade do controle oficial, garantindo que estejam alinhadas às necessidades e à realidade do produtor”, acrescentou.





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Café brasileiro pode continuar fora de isenção do tarifaço; entenda



Sendo os Estados Unidos o principal destino do café do Brasil, havia a expectativa de que o produto entrasse na lista de exceções divulgada em agosto, quando o país efetivou o tarifaço contra as exportações brasileiras. Mas parece que isso não deve ocorrer tão cedo. Pelo menos é o que indica uma ordem assinada pelo presidente Donald Trump.

O texto oficial, publicado no site da Casa Branca na última sexta-feira (5), não cita diretamente o café nem outros produtos. No entanto, Trump afirma que pode reduzir a zero as tarifas recíprocas de importações consideradas estratégicas, desde que os países tenham compromissos firmados em acordos comerciais com os Estados Unidos e que isso atenda aos “interesses nacionais” e à emergência declarada pelo governo. 

No documento, o líder norte-americano acrescenta que a lista de possíveis isenções reúne produtos “que não podem ser cultivados, minerados ou produzidos naturalmente nos Estados Unidos ou em quantidade suficiente para atender à demanda doméstica”.

Negociações em andamento: o que diz o Cecafé 

Apesar da publicação, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) confirma que o grão foi inserido na chamada “lista master” de potenciais exceções. Isso porque o café se enquadra entre os itens estratégicos não produzidos em escala suficiente nos Estados Unidos. 

A entidade destaca, porém, que não há definição nem seleção dos países que produzem esses produtos a serem isentados pelo governo norte-americano. Para o Cecafé, o próximo passo será levar o tema ao Comitê Interministerial de Gestão da Crise do Tarifaço, liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, com o objetivo de pleitear a isenção para o Brasil. 

Vale lembrar que na semana passada, representantes do setor produtivo e da indústria estiveram em Washington para tentar negociar uma saída com os Estados Unidos. Em uma rede social, o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, reafirmou o papel da entidade nas negociações. “Alcançamos um resultado e agora o foco está em levar essa informação junto ao comitê”. 

Nos bastidores, a expectativa é de que o próximo passo seja justamente uma reunião com a gestão interministerial para pleitear a isenção para o Brasil.

Café brasileiro sem garantias: o que esperar?

O consultor em agronegócios Carlos Cogo, diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, no entanto, faz um alerta sobre a ausência de menção explícita do café. “Não está claro se haverá redução de tarifas sobre o café de outros países. Porém, se ocorrer, pode aliviar a situação de abastecimento do mercado norte-americano”. No longo prazo, o especialista afirma que isso poderia afetar negativamente os preços pagos no Brasil.

Sobre o avanço das negociações entre os governos de Brasil e Estados Unidos, Cogo é categórico: sem canal diplomático aberto neste momento, o café brasileiro está na mão das negociações do setor privado dos dois países.



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IPCA tem deflação de 0,11% em agosto, aponta IBGE



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,11% em agosto, após alta de 0,26% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE.

Com o resultado, a inflação acumulada em 2025 chega a 3,15%. Nos últimos 12 meses, o índice desacelerou para 5,13%, abaixo dos 5,23% observados no período anterior. Em agosto de 2024, o IPCA havia recuado 0,02%.

Habitação e alimentos puxam queda

Dos nove grupos pesquisados, cinco apresentaram variação negativa. O destaque foi habitação (-0,90%), impactada principalmente pela queda de 4,21% na energia elétrica residencial, resultado do crédito do Bônus de Itaipu nas contas de luz. A contribuição do item para o índice foi de -0,17 ponto percentual.

O grupo alimentação e bebidas (-0,46%), de maior peso no IPCA, caiu pelo terceiro mês consecutivo, puxado por itens básicos como tomate (-13,39%), batata-inglesa (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café moído (-2,17%). Já a alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,87% em julho para 0,50% em agosto.

Em transportes (-0,27%), a deflação foi influenciada pelas passagens aéreas (-2,44%) e pela queda nos combustíveis (-0,89%), com destaque para a gasolina (-0,94%) e o etanol (-0,82%).

Altas concentradas em educação e saúde

No lado das altas, o grupo educação (0,75%) liderou a variação, refletindo reajustes nos cursos regulares, sobretudo no ensino superior (1,26%) e no ensino fundamental (0,65%). Também houve aumento nos cursos de idiomas (1,87%).

Outros avanços vieram de vestuário (0,72%), com destaque para roupas masculinas (0,93%) e calçados (0,69%); saúde e cuidados pessoais (0,54%), influenciado por produtos de higiene (0,80%) e planos de saúde (0,50%); e despesas pessoais (0,40%), onde pesou o reajuste em jogos de azar (3,60%).



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Brasil pode ser líder mundial de fornecimento de carne


O avanço da renda mundial e a maior distribuição social estão transformando o padrão alimentar. A OCDE e a FAO projetam que até 2034 o consumo global de carnes crescerá em quase 48 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo médio de 0,9 kg per capita/ano.

  • Frango: deve liderar a expansão, representando 47% do aumento total, por ser a proteína mais barata, de ciclo rápido e menor impacto ambiental.
  • Suínos: terão crescimento moderado, puxado pela Ásia, especialmente China, Vietnã e Filipinas.
  • Bovinos: ainda que cresçam menos em volume, continuarão sendo a proteína de maior valor agregado, associada a status e qualidade.

O Brasil tem três trunfos estratégicos:

  1. Sanidade reconhecida: desde 2025 é considerado livre de febre aftosa sem vacinação, ampliando acesso a mercados premium.
  2. Capacidade de expansão: é um dos poucos países que pode aumentar a produção sem comprometer segurança alimentar interna.
  3. Eficiência crescente: sistemas integrados (Integração Lavoura-Pecuária – Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) e confinamento vêm elevando a produtividade de arrobas/ha/ano.

Em 2024, o Brasil exportou mais de 10 milhões de toneladas de carnes (bovina, suína e aves), consolidando-se como líder em frango e bovinos e entre os cinco maiores em suínos.

Na pecuária de corte, a taxa de desfrute,  percentual de animais abatidos em relação ao rebanho, evoluiu de 11% nos anos 1990 para cerca de 22% atualmente. Com intensificação tecnológica, já há sistemas superando 30%.

Como isso é possível:

  • Nutrição balanceada e terminação em confinamento reduzem idade de abate para 24–30 meses.
  • Genética melhorada garante ganho de peso mais rápido e carcaças padronizadas.
  • Integração lavoura-pecuária permite até três safras anuais (duas de grãos + engorda), otimizando o uso da terra.

Resultado: mais carne com o mesmo rebanho, menor custo fixo por arroba e padronização de qualidade.

  • Frango: ciclo de apenas 42 dias até o abate e conversão alimentar de 1,7 kg de ração/kg de carne — insuperável entre proteínas.
  • Suínos: ciclo de 150 a 180 dias, com conversão próxima de 2,6:1, permite rápido ajuste de oferta.
  • Mercado externo: em 2025, o Brasil exportou cerca de 5 milhões de toneladas de frango e 1,2 milhão de toneladas de carne suína, consolidando a liderança global.

Desafios a monitorar

  1. Custo dos grãos: milho e soja representam até 70% do custo em aves e suínos.
  2. Logística: frete interno e gargalos portuários ainda elevam custo Brasil.
  3. Exigências ambientais: desmatamento zero e rastreabilidade são condições crescentes para manter mercados.
  4. Saúde animal: Influenza aviária e peste suína africana são riscos constantes.

O mundo caminha para uma nova era da proteína animal, impulsionada pelo aumento da renda, pela inclusão digital e pela necessidade de combater a fome. Frango será a proteína de maior expansão, suínos acompanharão o movimento e a carne bovina seguirá como símbolo de valor agregado.

O Brasil está entre os poucos países capazes de responder a esse salto de demanda com escala, eficiência e sanidade reconhecida. O avanço da taxa de desfrute e a intensificação produtiva colocam a pecuária nacional em condições de entregar mais carne por hectare, reduzindo custos e ampliando margens.

Se soubermos transformar esses ganhos de produtividade em narrativa de sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade premium, o Brasil não apenas atenderá a nova demanda global, mas consolidará sua posição como o fornecedor de última instância em proteínas animais no mundo.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Julgamento de Bolsonaro e dados do IPCA impactam o mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que tensões no Oriente Médio e dados fracos nos EUA impulsionaram o ouro e o petróleo. Wall Street renovou recordes com provável corte de juros pelo Fed.

No Brasil, Ibovespa caiu 0,12% e o dólar fechou acima de R$ 5,43 com cautela pelo julgamento de Bolsonaro. Hoje, destaque para o IPCA de agosto, esperado em -0,19%.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Pecuária em MG: confinamento de ponta gera boiada de 22 arrobas


Pecuaristas, a busca por resultados extraordinários na pecuária brasileira continua a render histórias inspiradoras. Em Minas Gerais, um lote de boiada confinada está surpreendendo o mercado e mostrando que um manejo de ponta faz toda a diferença. O resultado é uma boiada da “prateleira de cima” que alcançou quase 22 arrobas. Já clica aí pra assistir ao vídeo abaixo e conferir essa história que é pura inspiração para a sua fazenda!

Essa prova de excelência e dedicação foi o grande assunto do quadro Giro pelo Brasil desta terça-feira (9).

O programa, transmitido pelo Canal Rural, mostra como o Brasil está produzindo carne de alta qualidade, segura e com rastreabilidade para os consumidores. A história de hoje é um desses bons exemplos da pecuária de corte da “prateleira de cima”.

O sucesso que vem da Fazenda Chumbo

De onde veio esse gadão que está dando o que falar? Essa produção de primeira é do pecuarista Osmar Domingos da Mota, o craque da Fazenda Chumbo, que fica lá no município de Patos de Minas, no estado de Minas Gerais.

Osmar e sua equipe estão de parabéns por um trabalho que reflete o cuidado, o investimento e a visão de quem busca a excelência na criação de bovinos.

Quem fez questão de apresentar esses resultados de tirar o chapéu foi o Roberto Ribeiro Moreira Filho, gerente da unidade da Friboi de Ituiutaba, no estado de Minas Gerais.

Roberto destacou a qualidade do lote e como o manejo bem-feito no confinamento é fundamental para alcançar esses patamares de peso e qualidade que impressionam.

Os números que comprovam a qualidade

O peso médio por carcaça após o abate foi de impressionantes 326 quilos, o que dá 21,7 arrobas por animal. Foto: Divulgação/Friboi de Ituiutaba (MG)O peso médio por carcaça após o abate foi de impressionantes 326 quilos, o que dá 21,7 arrobas por animal. Foto: Divulgação/Friboi de Ituiutaba (MG)
O peso médio por carcaça após o abate foi de impressionantes 326 quilos, o que dá 21,7 arrobas por animal. Foto: Divulgação/Friboi de Ituiutaba (MG)

Agora, preparem-se para os números que confirmam a excelência desse lote. O produtor levou para o abate um super lote de 325 bois, todos eles confinados e com idade de 0 a 4 dentes.

O peso médio por carcaça após o abate foi de impressionantes 326 quilos, o que dá 21,7 arrobas por animal. Esse peso, vindo de uma boiada tão bem cuidada, é a prova de um trabalho caprichado e de um gado com potencial de primeira.

Para finalizar, Roberto lembrou ainda a data do Circuito Nelore de Qualidade na unidade da Friboi de Ituiutaba: 30 de setembro. Uma ótima oportunidade para ver mais exemplos de gado de qualidade.



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Depois do México, Brasil busca aproximação com o Canadá para driblar tarifaço dos EUA



Após a missão realizada no México, que resultou em novos acordos para ampliar as exportações brasileiras, o governo federal volta suas atenções para o Canadá. A iniciativa é vista como estratégica diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e canadenses.

A partir desta quarta-feira (10), Toronto recebe a Missão Empresarial Brasil-Canadá 2025**, organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (BCCC). O evento reunirá autoridades e empresários dos dois países.

O objetivo é estreitar os laços comerciais, estimular parcerias estratégicas e atrair investimentos bilaterais, em sintonia com os esforços do Brasil para diversificar mercados. A missão tem como foco setores como alimentos e bebidas, indústria, serviços e empresas de base tecnológica, incluindo soluções financeiras, biotecnologia, energias renováveis e agronegócio.

Relações comerciais Brasil-Canadá

Entre 2022 e 2024, o Brasil subiu do 11º para o 9º lugar no ranking de fornecedores do Canadá. O avanço foi puxado por aeronaves, peças de aviação e produtos semimanufaturados de ferro e aço. Máquinas elétricas e motores de pistão também apontam potencial de diversificação.

Em 2024, a balança comercial bilateral registrou superávit de US$ 3,5 bilhões para o Brasil. As exportações somaram US$ 6,3 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 2,8 bilhões. Nos últimos dez anos, as vendas brasileiras ao mercado canadense cresceram, em média, 10,6% ao ano.

Mercado estratégico

Segundo estudo da ApexBrasil, o Canadá é considerado um mercado prioritário para a diversificação das exportações brasileiras. Entre os produtos com maior potencial estão: semimanufaturados de ligas de aço, pedras ornamentais trabalhadas, mármore e alabastro, aeronaves acima de 15 mil quilos, sebo animal, veículos fora de estrada (dumpers), castanha-do-pará e madeiras compensadas, entre outros.



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Tecnologia consegue prever a produtividade da cana com 89% de acerto


Um modelo em desenvolvimento pela Embrapa conseguiu estimar com assertividade a produtividade da cana-de-açúcar com base em imagens de satélite coletadas durante a fase de crescimento da lavoura.

O resultado foi obtido integrando as fotos com técnicas estatísticas, aprendizagem de máquina e tecnologia.

A pesquisa utiliza uma série temporal de imagens da PlanetScope disponibilizadas por meio do Programa Brasil Mais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

As imagens diárias permitem que os pesquisadores identifiquem os melhores momentos do desenvolvimento da planta para se obter o índice de vegetação usado na previsão.

As informações coletadas nas imagens integradas a variáveis como cultivar, ciclo de produção e precipitação acumulada durante a fase de crescimento são usadas em um modelo de predição.

No caso da cana-de-açúcar, um trabalho feito em parceria com a Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana) monitorou duas safras durante três anos e obteve coeficiente de determinação de 0,89.

Isso significa que quando comparadas as predições do modelo com a produtividade observada na lavoura pelos métodos agronômicos tradicionais, houve 89% de precisão, índice considerado alto para previsões.

O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital Geraldo Magela Cançado destaca que o trabalho começou com um modelo mais simples, mas, conforme os trabalhos avançarem, novas variáveis serão inseridas, como temperatura, textura do solo e disponibilidade hídrica. Com essas variáveis espera-se melhorar a eficiência da ferramenta.

A expectativa da equipe que trabalha na pesquisa é a de gerar um modelo de predição que possa ser utilizado por produtores e indústria com dados por talhão nas propriedades rurais.

Isso possibilitaria melhor planejamento estratégico, antecipação de negociações, programação de logística e a orientação para possíveis intervenções na lavoura. Outro possível uso seria pelo poder público na previsão de safras.

“Essa metodologia permite um levantamento de safra mais objetivo. Queremos diminuir a subjetividade dessa previsão e ser mais abrangente. Considerada a imensidão deste país, só com o uso de imagens de satélites isso se torna possível”, afirma o pesquisador João Antunes.

Produtividade da soja

produtividade de soja
Foto: Divulgação

Após a primeira experiência com a cana-de-açúcar, a mesma metodologia começou a ser utilizada na cultura da soja em uma pesquisa de validação do uso do bioestimulante Hydratus, que protege plantas contra a seca e estimula o crescimento vegetal.

Três áreas foram monitoradas. Em duas delas, a equipe da pesquisa utilizou as imagens de satélite do PlanetScope e, na terceira, imagens feitas com uso de drone. Enquanto na cana foi adotado o índice vegetativo por diferença normalizada verde (GNDVI) para predição da produtividade, na soja foi usado o índice de vegetação realçado (EVI2).

Os resultados obtidos não só acusaram a diferença de produtividade entre os tratamentos com diferentes doses e testemunha do bioestimulante Hydratus, como tiveram uma correlação de 71% entre a produtividade predita e a observada. Embora menor do que a assertividade da cana-de-açúcar, o índice de predição do modelo é considerado alto.

“Cada cultura tem um comportamento diferente e é normal essa variação entre elas. No geral, assumimos como aceitáveis níveis de correlação acima de 0,6 (ou seja, o modelo é capaz de explicar acima de 60% da variação observada).

No caso da cana, como a produção está muito ligada ao próprio dossel da planta (parte da planta sobre a superfície do solo, formada por folhas e colmos), obtêm-se melhores resultados, pois é quase uma relação direta entre biomassa e produtividade de colmo (caule típico de gramíneas, como a cana).

Já no caso da soja, como o produto é o grão, a relação dossel da soja e produtividade não é tão direta”, diz Cançado. Segundo ele, os bons resultados do modelo de predição trazem otimismo para o uso em pesquisas de campo, permitindo o monitoramento preciso e não destrutivo.

“Essa estrutura de avaliação dupla, combinando métricas agronômicas com sensoriamento remoto, fornece uma estratégia inovadora e econômica para avaliação do desempenho das culturas em tempo real”, afirma o pesquisador.

De acordo com o analista da Embrapa Eduardo Speranza, devido ao volume ainda pequeno de amostras usadas para treinar o algorítmo, o modelo com cálculos estatísticos vem se mostrando mais preciso.

“Apesar de ter muitos experimentos, trabalhamos em uma publicação com 500-600 amostras para treinar um algoritmo. Essa quantidade para aprendizado de máquina é pequena. O método de aprendizagem de máquina tem potencial de ser melhor, mas necessita de milhares de amostras”, contextualiza.

Sob supervisão de Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

Fundecitrus Podcast destaca o trabalho de Transferência de Tecnologia



A edição completa do Fundecitrus Podcast você encontra em nosso canal do YouTube


Foto: Fundecitrus

O 63º episódio do Fundecitrus Podcast apresenta o trabalho desenvolvido pelo departamento de Transferência de Tecnologia da instituição, área fundamental para transformar conhecimento científico em práticas aplicáveis no campo. A atuação do setor contribui para apoiar produtores, proteger os pomares e fortalecer toda a cadeia citrícola.

Nesse bate-papo, o coordenador do departamento, Ivaldo Sala, destacou que levar informação de qualidade ao citricultor é essencial para enfrentar os principais desafios fitossanitários, em especial o greening. “É importante que ele receba pesquisas sólidas, com protocolos definidos, para implementar as melhores práticas. Um exemplo prático foi a rotação de inseticidas, que, após orientações em visitas, treinamentos e palestras, passou a ser feita de forma mais adequada, trazendo resultados melhores no combate ao psilídeo”.

Já o engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Arthur Tomaseto ressaltou a importância da adaptação na comunicação com diferentes públicos. “A equipe de Transferência de Tecnologia traduz a pesquisa para cada realidade. Com o citricultor, usamos termos técnicos de forma simples. Com o poder público, destacamos o impacto econômico do greening. E em ações com a população, muitas vezes conversamos até com crianças, de forma lúdica, para conscientizar sobre a importância da citricultura”.

A edição completa do Fundecitrus Podcast você encontra em nosso canal do YouTube e nas principais plataformas de áudio.





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Hidroponia transforma jovens em MT e fortalece a agricultura familiar


Renan Racis e Ana Carolina da Silva Pereira são protagonistas de uma história que mostra como a inovação pode florescer mesmo onde antes reinava a tradição. O casal, que vive em Jaciara, Mato Grosso (MT), decidiu trocar a produção convencional de alface por um sistema hidropônico moderno.

A mudança não foi apenas na técnica de cultivo, mas em toda a estrutura do negócio: com apoio técnico, passaram a produzir mais, em menos espaço, com economia de água e um salto significativo na qualidade do produto.

A virada veio com o suporte certo. Cursos de capacitação e assistência técnica contínua ajudaram na implantação do sistema e também na gestão do negócio, da lavoura à contabilidade.

A presença ativa de Carol na parte financeira e comercial e de Renan no manejo técnico garante uma operação eficiente e afinada. As redes sociais entraram como aliadas na comercialização direta com o consumidor final, eliminando intermediários e fortalecendo o valor do produto.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
Sistema de hidroponia na plantação de alface em Mato Grosso
Sistema de hidroponia na plantação de alface (MT). Foto: Michelle Jardim

Importância da tecnologia para a agricultura familiar

A adoção de tecnologia tem sido um divisor de águas para a agricultura familiar. Ela permite ao pequeno produtor produzir mais com menos, controlar melhor os custos e acessar mercados antes inalcançáveis.

Racis explica o funcionamento e benefícios do sistema de irrigação automatizado. “São bombas que ligam e desligam a cada 15 minutos. Elas ajudam no desenvolvimento saudável das raízes, melhoram a absorção de nutrientes e garante uma alface mais bonita e durável”, conta. 

Com a ajuda da tecnologia, a rotina ficou mais organizada. Tudo é registrado, desde o plantio até a venda, o que facilita a visualização dos resultados e permite um planejamento mais assertivo.

Enquanto Renan cuida da produção, Carol é responsável pela parte administrativa. Ela controla entradas e saídas, emite notas fiscais e mantém tudo organizado. “Cada etapa da produção está refletida nas contas. Isso nos ajuda a tomar decisões com mais segurança”, explica.

Redes Sociais

Com vídeos, fotos e postagens simples, Carol e Renan aproximam o consumidor da lavoura. Isso elimina intermediários e garante uma comercialização mais justa. O consumidor final entende o valor do que está comprando e sabe quem está por trás daquele alimento.

Essa estratégia não apenas melhora as vendas, mas também fortalece a imagem do produtor familiar. O campo, muitas vezes invisível nas grandes cidades, passa a ser visto como moderno, eficiente e sustentável.

Tecnologia que gera orgulho e transforma vidas

A história de Renan e Carol é um exemplo inspirador para outros produtores. Mostra que é possível unir tradição e inovação, e que a tecnologia não está distante da roça – ela pode, sim, ser o motor da mudança.

O uso de técnicas modernas, como a hidroponia, aliado ao conhecimento técnico e ao bom planejamento, traz resultados concretos: mais renda, mais qualidade de vida e mais reconhecimento pelo trabalho.

Como afirma Carol, “com apoio certo e coragem para mudar, conseguimos transformar a nossa realidade”. O campo agradece, e a agricultura familiar ganha força para continuar alimentando o Brasil com dignidade e inovação.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais sobre a história do Renan e da Ana Carolina? Assista, nesta quinta-feira (11), às 17h45, ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação





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