quinta-feira, abril 30, 2026

Agro

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Panetone brasileiro faz sucesso fora do país e fatura mais de R$ 120 milhões



Em 2024, o Brasil exportou 5,2 mil toneladas de panetones, gerando receita de US$ 21,2 milhões (cerca de R$ 121,9 milhões).

A tradicional receita de fim de ano se mantém como destaque nas exportações do setor de panificação, especialmente entre os membros da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos Industrializados (Abimapi).

O diretor internacional da entidade, Rodrigo Iglesias, destaca que o panetone é o quarto produto mais relevante da pauta exportadora da cesta Abimapi, logo atrás dos biscoitos.

“A importância do panetone é ainda mais evidente quando se observa que as exportações das empresas associadas representam 95% de todos os panetones brasileiros exportados para o mundo”, conta.

Além do volume, o panetone se destaca pelo valor de mercado considerando os investimentos na composição dos produtos, além das embalagens presenteáveis.

“Em 2024, o preço médio FOB do panetone exportado foi de USD 4 por kg (cerca de R$ 21,70 por kg), o produto com maior valor agregado do setor considerando os preços de embarque USD/kg”, destaca Iglesias.

O panetone tradicional de frutas é a porta de entrada para o desenvolvimento da categoria, mas são os recheados e com gotas de chocolate que estão diferenciando as marcas brasileiras no exterior.

A sazonalidade também é uma característica marcante das exportações de panetone, com os embarques iniciando em julho, mas se concentrando em agosto e setembro, terminando em janeiro com o fim da campanha nos pontos de venda pelo mundo.

Maior mercado internacional

O mercado dos EUA é o maior comprador dos panetones brasileiros. Em 2024, foram 3,2 mil toneladas com faturamento de US$ 12,1 milhões (ou cerca de R$ 70 milhões).

“Até agosto deste ano, as exportações de panetone para os Estados Unidos cresceram 130%, embarcamos 1,8 mil toneladas, com faturamento de 6,7 milhões de dólares. Esperamos concluir 2025 mantendo o volume de embarques ao país”, afirma Iglesias.

Novos mercados para o panetone

De acordo com Iglesias, as empresas exportadoras já possuem experiência nas negociações internacionais, iniciando os anos fechando os principais contratos para as vendas de panetones no 2º semestre. Assim, o início dos embarques em julho deste ano sinalizam incremento das exportações que vão além do mercado norte-americano.

Japão, México, Venezuela, Peru, Canadá, República Dominicana e Chile cresceram mais de cinco vezes até o momento. “Isso mostra maior planejamento estratégico das empresas para desenvolver o portfólio sazonal de panetones no mercado externo”, conclui.



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Mercado do boi gordo segue estável



Compradores alongam escalas e reduzem ofertas



Foto: Canva

De acordo com a análise divulgada na sexta-feira (12) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, as cotações do boi gordo, da novilha e do “boi China” registraram quedas ao longo da segunda semana de setembro. Segundo a publicação, “a oferta de bovinos confortável atendeu à demanda com tranquilidade, permitindo que parte dos compradores alongasse suas escalas”. O cenário desacelerou as negociações e, conforme o informativo, “na sexta-feira, parte da indústria frigorífica optou por se manter fora das compras, aguardando um melhor posicionamento do mercado em relação aos preços e ao desenrolar das vendas de carne”. Entre os compradores ativos, “as negociações ocorreram com cautela: alguns reduziram suas ofertas, contudo, a ponta vendedora se manteve firme”.

Dessa forma, o informativo aponta que “as cotações de todas as categorias permaneceram estáveis na comparação dia a dia”. As escalas de abate ficaram, em média, em dez dias.

Na Bahia, “embora não houvesse excedentes, a oferta conseguiu suprir a demanda, permitindo um alongamento das escalas”. Com isso, “na região Oeste, a cotação do boi gordo recuou R$3,00/@, enquanto a das fêmeas permaneceu estável em relação ao dia anterior”. Na região Sul do estado, “as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias”.

Em Santa Catarina, “a oferta e a demanda estiveram equilibradas, o que contribuiu para que as cotações se mantivessem as mesmas durante toda a semana, cenário que se repetiu na sexta-feira”, informa o “Tem Boi na Linha”.





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Qual assunto você quer entender melhor no agro? Veja o que os produtores escolheram


Na interatividade da semana, perguntamos aos produtores rurais: “Qual assunto você gostaria de entender melhor?” O resultado mostrou que a tecnologia é o tema que mais desperta interesse. 50% indicaram querer aprender a usar tecnologia no dia a dia. Para apoiar esse público, o Sebrae já mantém um portal exclusivo com conteúdos, cursos e ferramentas voltados para inovação no campo, reforçando o quanto o tema é prioritário para o agronegócio.

O que os produtores querem aprender

Além da tecnologia, outros temas também chamaram atenção. De acordo com o levantamento, 28% dos produtores demonstraram interesse em reduzir custos na produção, buscando maior eficiência e rentabilidade. Já 21% afirmaram querer aprender como vender mais pela internet, o que evidencia que o comércio digital continua sendo uma oportunidade importante para o agronegócio.

Por que a tecnologia é prioridade no campo

A adoção de ferramentas tecnológicas já deixou de ser tendência para se tornar uma realidade no agronegócio brasileiro. Hoje, softwares de gestão, aplicativos de monitoramento, sensores, drones e máquinas inteligentes ajudam a otimizar processos e ampliar resultados.

Além disso, o uso de tecnologia no dia a dia traz vantagens concretas, como:

  • Aumento da produtividade;
  • Redução de desperdícios;
  • Melhoria na tomada de decisões;
  • Maior competitividade no mercado.

Outro ponto importante é que, ao investir em inovação, o produtor rural também contribui para um setor mais sustentável e preparado para os desafios do futuro.

Sebrae apoia a inovação no campo

O Sebrae é referência quando o assunto é inovação no agronegócio. O portal dedicado à tecnologia rural oferece materiais educativos, consultorias e exemplos práticos para agricultores e pecuaristas aplicarem soluções digitais no dia a dia. Com esse apoio, os produtores têm acesso a ferramentas que podem transformar seus negócios e gerar mais competitividade.



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Trigo volta a romper piso dos US$5 em Chicago



Colheita do trigo de primavera avança nos EUA



Foto: Canva

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 5 a 11 de setembro e publicada nesta quinta-feira (11), o primeiro mês cotado para o trigo em Chicago voltou a romper o piso dos US$ 5,00/bushel no dia 10/09, após quase um mês, ao fechar em US$ 4,95. No dia seguinte, 11/09, véspera do relatório de oferta e demanda do USDA, o bushel do cereal subiu levemente e fechou em US$ 5,03, contra US$ 5,02 registrado uma semana antes.

Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de primavera atingia 85% da área semeada até 07/09, frente à média histórica de 84%. Já o plantio da nova safra de trigo de inverno alcançava 5% da área esperada, contra 6% na média histórica.

Os embarques de trigo estadunidense, na semana encerrada em 4 de setembro, somaram 424.993 toneladas, dentro do esperado pelo mercado. Com isso, o total embarcado no atual ano comercial, iniciado em 1º de junho, chega a 7,1 milhões de toneladas, ficando 10% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.





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É possível colher mais com menos insumos?


O uso de inoculantes agrícolas tem se consolidado como uma das práticas mais eficientes e sustentáveis para a produção de culturas como soja, feijão, milho e pastagens. Esses produtos biológicos contêm microrganismos vivos capazes de promover o crescimento das plantas por diferentes mecanismos, como a fixação biológica de Nitrogênio, a solubilização de nutrientes e o estímulo ao desenvolvimento radicular. Quando aplicados corretamente, os inoculantes podem substituir total ou parcialmente o uso de fertilizantes químicos nitrogenados, trazendo ganhos econômicos e ambientais ao sistema produtivo.

A seleção adequada do inoculante é o primeiro passo para o sucesso da prática. É essencial utilizar produtos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com cepas específicas e recomendadas para cada cultura. Por exemplo, o Bradyrhizobium japonicum é indicado para soja, enquanto o Azospirillum brasilense vem sendo utilizado em gramíneas como milho e pastagens. O uso de produtos fora da validade ou de origem duvidosa pode comprometer toda a estratégia, uma vez que microrganismos mortos ou contaminados não trazem benefícios à planta.

Outro ponto crítico é o armazenamento. Os inoculantes devem ser mantidos em ambientes frescos, protegidos da luz solar e de produtos químicos. O calor excessivo ou a umidade elevada comprometem a viabilidade dos microrganismos, reduzindo drasticamente sua eficácia no campo.

O preparo do solo e as condições ambientais também influenciam diretamente no desempenho dos inoculantes. Solos muito ácidos ou secos inibem a multiplicação e a atividade dos microrganismos. A recomendação dos técnicos da Embrapa é realizar a calagem com antecedência, sempre que o pH estiver abaixo do ideal para a cultura, e planejar a inoculação para momentos de boa umidade no solo.

A aplicação pode ser feita de diferentes formas: diretamente na semente, no sulco de plantio ou por pulverização no solo. A escolha depende do tipo de inoculante (líquido, turfoso, gel), da cultura e da logística da fazenda. Independentemente do método, é fundamental respeitar a dose recomendada e garantir uma boa cobertura das sementes ou da área de aplicação. Em tratamentos de sementes, por exemplo, o ideal é que cada unidade receba pelo menos 1,2 milhão de bactérias viáveis, no caso da soja.

Outro cuidado essencial é verificar a compatibilidade dos inoculantes com defensivos agrícolas. Muitos produtos químicos utilizados no tratamento de sementes, como fungicidas e inseticidas, são tóxicos aos microrganismos. Por isso, é recomendável fazer a aplicação do inoculante separadamente ou utilizar produtos com formulação protegida, desenvolvidos para resistir a esses agentes.

O tempo entre a aplicação e o plantio também influencia o sucesso da inoculação. O ideal é realizar o plantio no mesmo dia da aplicação, especialmente quando se trata de sementes tratadas. Existem no mercado inoculantes com maior tolerância ao tempo, chamados de “pré-inoculação”, mas mesmo nesses casos é preciso observar os prazos estabelecidos pelo fabricante.

Após a aplicação, é importante monitorar o campo. A observação da nodulação (quando aplicável), do crescimento inicial das plantas e, posteriormente, da produtividade, permite avaliar a eficácia da prática e corrigir eventuais falhas em safras futuras. No caso da soja, por exemplo, nódulos com coloração rosada no interior indicam atividade eficaz de fixação de nitrogênio.

De acordo com a legislação brasileira, todos os inoculantes comercializados devem seguir normas técnicas que garantam pureza, concentração mínima de microrganismos viáveis e ausência de contaminantes. Essas exigências estão detalhadas em instruções normativas do MAPA e em manuais técnicos da Embrapa, que orientam tanto fabricantes quanto usuários.

A adoção correta de inoculantes depende de planejamento técnico e manejo ajustado às condições da propriedade. Quando bem utilizados, esses bioinsumos representam um avanço importante rumo a uma agricultura mais rentável, resiliente e ambientalmente equilibrada.





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Brasil mantém projeções estáveis para o milho


O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para setembro trouxe uma leve redução na produção mundial de milho, reforçando sinais de equilíbrio, mas com alguns ajustes regionais relevantes. A estimativa global caiu de 1,288 bilhão de toneladas em agosto para 1,286 bilhão de toneladas neste mês. Já os estoques finais mundiais passaram de 282,54 milhões para 281,4 milhões de toneladas, indicando uma menor margem de segurança na transição entre safras.

No Brasil, as projeções se mantiveram estáveis em relação ao mês anterior. A produção foi confirmada em 131 milhões de toneladas, com estoques finais em 3,59 milhões e exportações estimadas em 43 milhões de toneladas. O quadro de estabilidade contrasta com as oscilações vistas em outros países e reflete a consolidação das perspectivas da safra nacional após os ajustes já incorporados em agosto.

Nos Estados Unidos, maior produtor e exportador global, o USDA elevou a projeção de produção de 425,26 milhões para 427,11 milhões de toneladas. No entanto, a produtividade foi revisada para baixo, de 197,51 para 195,30 sacas por hectare, mostrando impacto das condições climáticas no cinturão agrícola. Os estoques finais recuaram levemente, de 53,77 milhões para 53,58 milhões de toneladas, enquanto exportações e uso para etanol seguiram inalterados, em 73,03 milhões e 142,25 milhões de toneladas, respectivamente.

A Argentina manteve suas projeções, com produção em 53 milhões de toneladas, exportações em 37 milhões e estoques finais de 3,19 milhões. O mesmo ocorreu na Ucrânia, que seguiu com produção estimada em 32 milhões de toneladas e exportações em 25,5 milhões. O único ajuste veio nos estoques finais, que subiram de 950 mil para 1,15 milhão de toneladas.

 





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Soja, carne e milho lideram alta nas exportações


As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 14,29 bilhões em agosto de 2025, alta de 1,5% ante o mesmo mês de 2024. O desempenho foi impulsionado por um aumento de 5,1% no volume embarcado, que compensou a queda de 3,4% nos preços médios internacionais.

Soja em grãos, carne bovina in natura e milho responderam pela maior parte do crescimento. A soja alcançou embarques de 9,3 milhões de toneladas, 16,2% acima de agosto de 2024, com receitas de US$ 3,88 bilhões (+11%). A carne bovina totalizou 268 mil toneladas (+23,5%), gerando US$ 1,5 bilhão (+56%). O milho chegou a 6,8 milhões de toneladas (+12,9%), movimentando US$ 1,36 bilhão (+17%).

Além dos produtos tradicionais, itens específicos atingiram em agosto o melhor resultado da série histórica, fruto da diversificação de mercados. O sebo bovino registrou exportações de 64,7 mil toneladas (+17,2%), somando US$ 74,1 milhões (+36,4%). As sementes de oleaginosas (excluindo soja) chegaram a 68,5 mil toneladas (+10%), com receitas de US$ 71,3 milhões (+16,5%). Os feijões atingiram 58,4 mil toneladas (+29%), com US$ 49,5 milhões (+27,5%). As rações para animais domésticos alcançaram US$ 35,9 milhões (+22,6%). O óleo de amendoim saltou de 2,9 mil toneladas em agosto de 2024 para 13,3 mil toneladas em 2025 (+358%), gerando US$ 20 milhões (+573,4%).

A China manteve-se como principal compradora dos produtos agropecuários brasileiros, com US$ 5,12 bilhões (+32,9%), representando 35,8% das exportações do setor, seguida pela União Europeia, com US$ 1,9 bilhão.

Entre os mercados em expansão, destacaram-se o México, com US$ 339 milhões (+91,9%), impulsionado pelas carnes; e o Egito, com US$ 342 milhões (+14%), favorecido pelo milho. Houve também crescimento nas vendas para países asiáticos como a Índia (+37,3%) e a Tailândia (+9,5%).

Os resultados de agosto refletem a estratégia de abertura e diversificação de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Somente no mês foram abertos 22 novos mercados e, desde agosto de 2024, o número de destinos habilitados passou de 58 para 72, resultado das 55 missões internacionais de negociação e promoção comercial realizadas em 2025, ampliando o acesso para diferentes cadeias produtivas.





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Produção mundial de soja recua levemente, aponta USDA


O relatório de oferta e demanda do USDA de setembro trouxe revisões importantes para a soja no cenário global. A produção mundial foi ajustada levemente para baixo, de 426,39 milhões de toneladas em agosto para 425,87 milhões em setembro. Os estoques finais também caíram, passando de 124,9 para 123,99 milhões de toneladas, refletindo ajustes regionais, sobretudo na América do Sul e nos Estados Unidos. O quadro indica um mercado ainda equilibrado, mas com sinais de aperto na oferta, o que pode trazer impactos nas cotações internacionais.

No Brasil, o USDA manteve a estimativa de produção em 175 milhões de toneladas, consolidando o país como o maior produtor mundial. Os estoques finais tiveram leve aumento, de 36,96 para 37,26 milhões de toneladas, reforçando a posição de equilíbrio da safra brasileira. Já as exportações permanecem projetadas em 112 milhões de toneladas, sem alteração em relação ao relatório anterior, sustentando o protagonismo brasileiro nas vendas externas.

Nos Estados Unidos, houve revisão positiva na produção, que passou de 116,82 para 117,05 milhões de toneladas. Porém, a produtividade recuou de 60,08 para 59,96 sacas por hectare, mostrando os efeitos do clima adverso em algumas regiões produtoras. Os estoques finais subiram de 7,89 para 8,17 milhões de toneladas, enquanto as exportações caíram de 46,4 para 45,86 milhões, evidenciando perda de competitividade frente ao Brasil.

Na Argentina, o USDA manteve a estimativa de produção em 48,5 milhões de toneladas, mas reduziu os estoques finais de 24,65 para 23,85 milhões de toneladas. As exportações, por outro lado, foram ajustadas para cima, de 5,8 para 6 milhões de toneladas, sinalizando maior fluxo de comércio externo, ainda que em patamares inferiores ao período pré-seca.

A China, maior importadora mundial, manteve os números estáveis. A produção segue projetada em 21 milhões de toneladas, enquanto as importações permanecem em 112 milhões, demonstrando forte dependência do mercado externo. Os estoques finais ficaram em 43,38 milhões de toneladas, sem alterações em relação a agosto.

 





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Cerrado é um dos biomas mais afetados por queimadas


Em mais um episódio da série especial Cerrado Sem Fogo, o Canal Rural mostra os impactos das queimadas no meio ambiente. Em 2024, o Cerrado foi afetado por 81.468 focos de incêndios florestais, o equivalente a 29,3% do total nacional, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O bioma ficou atrás apenas da Amazônia, que concentrou mais de 140 mil focos (50,4%) no mesmo período.

Situação no Matopiba

Nos estados que compõem o Matopiba — Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — os resultados foram diferentes de 2024 até agosto de 2025.

Enquanto Maranhão (-20%) e Tocantins (-29%) apresentaram redução, Bahia (+14%) e Piauí (+24%) registraram alta nos focos de queimadas até 25 de agosto deste ano.

Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

O Parque Vida Cerrado, em Barreiras (BA), primeiro centro de conservação e educação socioambiental do Oeste da Bahia, também já sofreu os impactos do fogo. A bióloga Gabrielle Rosa explica que, mesmo após mais de uma década, ainda é possível observar cicatrizes em árvores atingidas:

“O Cerrado é conhecido por ter adaptações ao fogo. Algumas árvores mais antigas possuem um tecido protetor, chamado súber. Já as espécies jovens não têm essa defesa, e acabam sendo eliminadas quando o fogo se torna recorrente”, destacou.

Fogo recorrente ameaça biodiversidade

Além da vegetação, a fauna também sofre com as queimadas. Atualmente, o Parque Vida Cerrado abriga 19 animais vítimas, alguns deles vítimas do fogo, como um Pequi (lobo-guará) e um casal de gaviões.

Cobra coral encontrada morta vítima do fogo | Foto: Corpo de Bombeiros/Base Oeste

“Os incêndios causam perda de biodiversidade vegetal e também a morte ou incapacitação de animais, que muitas vezes não conseguem retornar à natureza”, acrescentou Gabrielle.

Monitoramento por satélite

Para acompanhar a evolução dos incêndios, o INPE utiliza 11 satélites que identificam focos de calor em diferentes horários e intensidades.

Segundo Fabiano Morelli, coordenador do Programa Queimadas do instituto, o sistema permite uma cobertura ampla:

“Há satélites que conseguem observar toda a América, da Patagônia aos Estados Unidos, a cada dez minutos. A metodologia utilizada pra detecção dos focos utiliza as câmeras termais, o que garante precisão na detecção dos focos”, explicou.

Origem humana

O MapBiomas Fogo, iniciativa criada em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), aponta que o Cerrado é o bioma proporcionalmente mais atingido pelo fogo no país.

De acordo com Vera Arruda, coordenadora técnica do projeto, a maior parte das queimadas não é natural:

“O aumento da frequência e da área queimada está ligado principalmente à ação humana, seja criminosa, para manejo de áreas ou por práticas culturais”, afirmou.

Além da tecnologia de monitoramento, especialistas reforçam que a prevenção depende de mudança de comportamento.

“É essencial a conscientização, especialmente no período de seca, para evitar o uso indevido do fogo e reduzir os impactos ambientais e sociais”, concluiu Vera.


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veja como a arroba encerrou a semana



O mercado físico do boi gordo segue com pressão de queda, com frigoríficos fora das compras.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias lembra que as escalas de abate estão fechadas até o final do mês, com incremento de ofertas de contratos a termo.

“O cenário até o final do mês é pessimista, sem espaço para recuperação. Os frigoríficos, inclusive, devem continuar pressionando por preços ainda mais baixos”, disse.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 308,58
  • Goiás: R$ 295,36
  • Minas Gerais: R$ 292,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 321,02
  • Mato Grosso: R$ 301,89

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com acomodação dos preços para a carne bovina no decorrer da sexta-feira.

De acordo com Iglesias, a possibilidade de reajustes é diminuta, considerando que durante a segunda quinzena o apelo a reajustes é significativamente menor. “Além disso, a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade”, ressalta.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,10 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 18,00 por quilo; e a ponta de agulha se mantém no patamar de R$ 17,10 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,70%, sendo negociado a R$ 5,3536 para venda e a R$ 5,3516 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3442 e a máxima de R$ 5,4067. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,13%.



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