quarta-feira, abril 29, 2026

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Chile se torna o 2º maior destino da carne suína brasileira



O crescente volume de carne suína brasileira exportado ao Chile vem chamando a atenção. Isso é o que apontam os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo dados da Secex analisados pelo instituto, a quantidade embarcada saltou de 7,7 mil toneladas em janeiro deste ano para 13,3 mil toneladas em agosto. O destaque foi em julho, quando 14,5 mil toneladas de carne suína foram escoadas ao país sul-americano, ou seja, o dobro do volume de janeiro.

Com isso, pesquisadores ressaltam que o Chile foi, em julho e agosto o segundo maior destino da proteína brasileira, assumindo a posição que até então vinha sendo sustentada pela China. As Filipinas se mantêm como o maior destino da carne brasileira desde fevereiro deste ano.

De acordo com análise do Cepea, o aumento dos embarques ao Chile está atrelado ao fato de o governo daquele país ter reconhecido, em abril deste ano (e oficializado em julho), o estado do Paraná (segundo maior produtor nacional), como livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Baixa demanda pressiona as cotações no mercado bovino



As cotações no mercado pecuário vêm se mostrando pressionadas. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, isso se deve à baixa demanda, visto que boa parte das escalas já está completa com lotes negociados por meio de contrato. 

Em regiões como Tocantins, Norte de Minas, Goiânia, Centro-Sul da Bahia, Mato Grosso e Noroeste do PR, levantamentos do Cepea mostram que houve redução de 3 a 5 Reais por arroba nesta semana. Já em outras, como Mato Grosso do Sul e Pará, os preços seguem firmes.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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BNDES libera solicitação de crédito para empresas afetadas pelo tarifaço



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu, nesta quinta-feira (18), o protocolo para que as empresas impactadas pelas tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos possam solicitar o crédito .

O primeiro passo para solicitar acesso ao crédito é verificar a elegibilidade, acessando o site https://www.bndes.gov.br/elegibilidade-brasil-soberano. Os interessados precisarão se autenticar utilizando a plataforma Gov.br, exclusivamente por meio do certificado digital da empresa. Após a autenticação, o sistema informará se a empresa é elegível e quais créditos podem ser solicitadas. 

De posse dessas informações, a recomendação é que a empresa entre em contato com o banco com o qual já tem relacionamento. No caso das grandes empresas, também é possível diretamente com o BNDES.

Ao todo, estão disponíveis R$ 40 bilhões, sendo R$ 30 bilhões com recursos do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões do próprio banco. Os recursos financiarão capital de giro e investimentos em adaptação da atividade produtiva, aquisição de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.

Têm direito aos recursos do FGE pessoas jurídicas de todos os portes cujo faturamento com exportações aos Estados Unidos de bens impactados por tarifas adicionais e constantes da tabela de produtos publicada pelo MDIC publicado no site https://www.gov.br/mdic/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/brasil-soberano, no período de julho de 2024 a junho de 2025, seja superior ou igual a 5% do seu faturamento bruto total apurado no mesmo período.

Linhas de crédito

São quatro linhas disponíveis: capital de giro (gastos operacionais gerais), giro diversificação (busca de novos mercados), bens de capital (aquisição de máquinas e equipamentos) e investimentos (inovação tecnológica, adaptação da atividade produtiva de produtos, de serviços e de processos, e adensamento da cadeia produtiva).

Têm direito ao crédito com os recursos do BNDES (R$ 10 bilhões), as empresas cujos produtos receberam qualquer percentual de tarifa e com qualquer nível de impacto no faturamento bruto. São duas linhas disponíveis: capital de giro emergencial (financiamento de gastos operacionais gerais) e capital de giro diversificação (busca de novos mercados).



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AgroNewsPolítica & Agro

não existe caro ou barato



Nos últimos 60 dias, a dinâmica do mercado tem se mostrado diferente


Nos últimos 60 dias, a dinâmica do mercado tem se mostrado diferente
Nos últimos 60 dias, a dinâmica do mercado tem se mostrado diferente – Foto: USDA

O mercado de fertilizantes brasileiro tem mostrado um movimento interessante nos últimos meses, com compras atingindo 45% até o dia 15 de setembro para a safra 2025/26, segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado. Comparativamente, esse percentual representa uma melhora em relação à safra anterior, quando as aquisições estavam em 41%, mas ainda permanece abaixo de anos anteriores, como 2021/22, quando o índice superou 50%, refletindo os desafios e volatilidades do setor.

Nos últimos 60 dias, a dinâmica do mercado tem se mostrado diferente, com ajustes de preços e disponibilidade que impactam diretamente o planejamento do produtor. Souza destaca que “não existe caro ou barato, existe relação de troca, que é o verdadeiro termômetro para os negócios”, reforçando que o poder de compra do agricultor ainda enfrenta limitações devido a relações de troca elevadas e custos pressionados em diversos insumos.

Enquanto parte dos produtores ainda avalia posições para a soja 2025/26, já se observa antecipação estratégica nas negociações para a safra 2026/27, especialmente em operações de maior porte. Para a soja 2025/26, ainda há cerca de 8 a 10% das compras por concretizar, e mais da metade das transações do milho segunda safra permanece pendente, evidenciando que a tomada de decisão depende de fatores climáticos, de mercado e de disponibilidade financeira.

Souza ressalta que, independentemente do momento de compra, a gestão de risco continua sendo essencial para garantir a sustentabilidade financeira do produtor. Cada operação deve considerar oportunidades, limitações e o perfil específico de cada propriedade, de forma a equilibrar investimentos, custos e retorno esperado, garantindo competitividade e segurança para as lavouras brasileiras.

 





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Brasil e Argentina discutem protocolo comum para comércio de carne de frango



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu, na quarta-feira (17), o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Sergio Iraeta. O encontro abordou uma ampla pauta de interesse comum na área agropecuária entre os dois países.

Durante a reunião, o ministro Fávaro destacou o interesse brasileiro na adoção, pela Argentina, de um protocolo de regionalização para o comércio de carne de frango. A medida permitirá manter o fluxo de exportações em caso de eventuais ocorrências da doença de newcastle (DNC) ou da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), restringindo as barreiras sanitárias apenas às áreas afetadas, sem paralisação total das exportações.

“Da nossa parte, temos um tema sanitário que é o reconhecimento da regionalização, no caso de Newcastle ou gripe aviária. O Brasil é quase um continente. Ajustar esse protocolo é um pedido ao qual gostaria que o senhor dedicasse atenção”, afirmou Fávaro.

O secretário Sergio Iraeta reconheceu a importância do tema e reforçou que se trata de um interesse compartilhado. Ele ressaltou que ambos os países devem avançar de forma conjunta para que a influenza aviária, um problema complexo, não se torne um entrave ao comércio bilateral.

“Entendemos que, se negociarmos em nível regional com países com os quais temos comércio e desejamos manter esse comércio, é fundamental adotar uma estratégia conjunta ou, ao menos, similar”, disse Iraeta.

O ministro Fávaro também ressaltou que uma boa relação comercial deve ser equilibrada, destacando que o Brasil é grande importador da merluza argentina.

Outro tema relevante discutido foi a implementação bilateral do e-Phyto (Electronic Phytosanitary Certificate), versão digital do Certificado Fitossanitário. O sistema permite a emissão eletrônica de certificados para exportações de produtos vegetais, eliminando o uso de papel e garantindo mais agilidade e segurança ao comércio bilateral.

Mercosul

A delegação argentina também apresentou uma proposta de flexibilização no Mercosul sobre a comercialização de mosto de uva, atualmente restrita a recipientes com capacidade mínima de 5 litros. A sugestão é permitir a venda em recipientes menores, com foco no suco destinado à indústria não vinícola.

“Entendemos a sensibilidade do tema no Brasil, mas solicitamos a possibilidade de abrir um espaço de diálogo sobre a proposta argentina de controle e rastreabilidade, de forma a garantir que o produto a granel seja destinado exclusivamente à indústria não vinícola”, destacou o subsecretário de Mercados Agroalimentares Inserção Internacional, Agustín Tejera.

Foram ainda debatidos temas técnicos, como o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, a possibilidade de estabelecer equivalência de requisitos para agilizar o comércio bilateral de medicamentos veterinários e defensivos agrícolas, além da eventual formalização de um acordo de equivalência para certificação de produtos orgânicos. Esse acordo permitiria o reconhecimento mútuo das normas e certificações orgânicas de Brasil e Argentina, eliminando a necessidade de dupla certificação e facilitando o comércio.



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Câmara aprova urgência para projeto de anistia 


O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (17), um requerimento de urgência em favor do Projeto de Lei (PL) 2162/2023, que concede anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Foram 311 votos favoráveis, 163 contrários e 7 abstenções.

O resultado foi bastante comemorado por deputados a favor do projeto. Antes do encerramento da votação, parlamentares contrários à proposta gritaram palavras como “sem anistia”.

A decisão de pautar a votação foi tomada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após reunião com líderes partidários ocorrida mais cedo.

Há dois anos e meio, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro depredaram as sedes dos Três Poderes por não aceitarem a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva.

O requerimento de urgência acelera a tramitação da matéria, dispensando e reduzindo formalidades regimentais e prazos. Com isso, o texto poderá ser votado diretamente em plenário em qualquer momento sem precisar passar pelas comissões. Após anunciar o resultado, Motta afirmou que o país precisa ser pacificado.

“O Brasil precisa de pacificação. Não se trata de apagar o passado, mas de permitir que o presente seja reconciliado e o futuro construído em bases de diálogo e respeito. Há temas urgentes a frente e o país precisa andar”, disse.

Motta informou que designará um relator para o projeto nesta quinta-feira (18), para que ele articule um texto substitutivo “que encontre o apoio da maioria ampla da Casa”.

Anistia

De autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), o projeto concede anistia “aos participantes das manifestações reivindicatórias de motivação política ocorridas entre o dia 30 de outubro de 2022 e a data de entrada em vigor da lei”.

Aliados de Bolsonaro defendem que a anistia alcance também o ex-presidente, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 27 anos de prisão, em julgamento concluído na semana passada.



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Onda de calor atinge o país, provocando alta nas temperaturas e temporais



A intensificação de uma área de baixa pressão centralizada no interior do continente deve favorecer novamente o fluxo de umidade vindo da região Norte do país, contribuindo assim para que as instabilidades ganhem força novamente sobre o Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (18). As pancadas de chuva começam a se espalhar a partir do período da tarde, atingindo áreas do oeste, campanha, missões e região central, variando entre moderada a pontual forte intensidade, acompanhadas por raios e rajadas de vento.

Em Porto Alegre, tempo segue aberto com variações de nebulosidade durante o dia e calor. Na faixa litorânea, os ventos continuam ganhando força ao longo do dia, com rajadas mais fortes que variam entre 51 e 70 km/h, mesmo sem a presença de chuva.

Em Santa Catarina e no Paraná, o dia ainda deverá contar com predomínio de tempo firme, sol e calor. Em decorrência da manutenção dessa condição de tempo mais aberto, o destaque continua sendo o calor intenso e a baixa umidade do ar, que seguem presentes no oeste catarinense, oeste, noroeste e norte paranaenses. No estado, as máximas podem seguir atingindo ou até mesmo ultrapassar os 35ºC, com alerta de umidade em níveis de atenção à tarde entre o norte e noroeste.

No Sudeste, a circulação de ventos próximo à costa mantém a entrada de umidade e realiza a manutenção das instabilidades entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, com dia de céu mais encoberto e condições para pancadas de chuva com fraca intensidade entre a costa fluminense e capixaba. Pode chover também com fraca intensidade de maneira isolada no litoral paulista.

Nas demais regiões do interior de São Paulo, o predomínio ainda será de tempo firme, com calor intenso e baixa umidade do ar marcando presença no período da tarde. O cenário permanece favorável à ocorrência de incêndios florestais, tal como a propagação daqueles já existentes. Em Minas Gerais, ainda podem ocorrer algumas pancadas de chuva isoladas e ocasionais sobre alguns pontos – sobretudo a partir do período da tarde.

Enquanto no Centro-Oeste, a circulação de umidade vinda do norte do país e que transita sobre a região deve seguir estimulando a formação de instabilidades sobre o norte e oeste de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. Em boa parte do estado do MT, há risco de chuva forte seguida por raios e ventos – não sendo descartados eventuais temporais.

O estado de Goiás e o Distrito Federal começaram a apresentar pancadas irregulares nos últimos dias, e o cenário deverá se manter nesta quinta-feira, com condições para chuva isolada em alguns pontos, mas que pode vir com forte intensidade – acompanhadas de raios e ventos.

Já no Nordeste, as instabilidades seguem se espalhando sobre a costa leste da região, ainda bastante associadas à entrada de umidade de origem oceânica. Ainda assim, as pancadas de chuva seguem bastante irregulares, e intercalam com momentos de aparição do sol. No interior nordestino, o tempo segue firme e bastante quente, com alerta de baixa umidade do ar marcando presença no período da tarde. As regiões com estiagem intensa e severa seguem com risco bastante elevado para a ocorrência de incêndios florestais.

E no Norte, calor e umidade continuam atuando como precursores das instabilidades no Amazonas, Roraima e Rondônia, com risco de fortes pancadas de chuva durante o dia – não sendo descartada também a ocorrência de temporais isolados. Acre segue com previsão de chuva isolada, que deve variar entre fraca e moderada intensidade. No Pará, algumas cidades da divisa com o Amazonas também podem contar com chuva forte à tarde. Já o Amapá e o Tocantins seguem com predomínio de sol e tempo firme ao longo do dia.

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AgroNewsPolítica & Agro

Copom mantém Selic em 15%



A Selic é o principal instrumento do Banco Central para atingir a meta de inflação


A Selic é o principal instrumento do Banco Central para atingir a meta de inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para atingir a meta de inflação – Foto: Pixabay

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira (17) manter a taxa básica de juros da economia (Selic) em 15%, conforme anúncio do Banco Central. A decisão foi tomada após uma reunião de dois dias entre o presidente do BC e seus diretores, considerando o cenário macroeconômico, a inflação, as contas públicas, a atividade econômica e os riscos externos. Esta foi a sexta reunião do ano do comitê, e a taxa valerá pelos próximos 45 dias, até o encontro seguinte. As atas do Copom são publicadas em até quatro dias úteis, detalhando as análises que fundamentam as decisões.

Na reunião anterior, realizada nos dias 29 e 30 de julho, o Copom já havia mantido a Selic em 15%, citando um ambiente externo mais adverso, principalmente devido às políticas comerciais e fiscais adotadas pelos Estados Unidos. As decisões sobre a taxa levam em conta não apenas o contexto interno, mas também os impactos de variáveis externas sobre a economia brasileira.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para atingir a meta de inflação. Quando elevada, ajuda a conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e incentivando a poupança. Por outro lado, a manutenção ou eventual redução da taxa tende a baratear o crédito, estimular a produção e o consumo, mas torna o controle da inflação mais desafiador.

Além da Selic, bancos consideram risco de inadimplência, despesas administrativas e margem de lucro para definir os juros cobrados dos consumidores. Assim, mudanças na taxa básica têm impacto direto sobre o custo do crédito e o ritmo da atividade econômica, influenciando decisões de empresas e famílias em todo o país.

 





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Terceiro Fórum Nacional do Leite discutirá mercado e bem-estar animal



O 3º Fórum Nacional do Leite, organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) será realizado entre os dias 24 e 25 de setembro, na sede da Embrapa, em Brasília.

A edição deste ano traz como tema central “Nosso leite e suas histórias” e conta com painéis organizados nos seguintes eixos: Nosso País; Nosso Setor; Nossa Associação, a Abraleite; Nossa Fazenda; Nosso Rebanho; e Nosso Leite.

A ideia é abranger desde questões econômicas e de mercado até bem-estar animal, sustentabilidade, inovação e tendências de consumo. O evento deve reunir produtores, técnicos, empresários e lideranças para discutir políticas públicas, tendências e desafios que devem moldar o futuro da produção leiteira no país.

“O Fórum é um momento de união e de construção coletiva, reforça o protagonismo da classe produtora e promove um debate de alto nível sobre os caminhos que devemos seguir para fortalecer e valorizar a nossa atividade. É um espaço de diálogo aberto e construtivo”, diz o presidente da Abraleite, Geraldo Borges.

O Canal Rural é a mídia oficial do evento e acompanhará os destaques dos dois dias de discussões.

Serviço:

O que: 3º Fórum Nacional do Leite
Quando: :24 e 25 de setembro de 2025
Onde: Embrapa – Brasília/DF
Inscrições pelo site oficial ou pela plataforma de eventos Sympla



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AgroNewsPolítica & Agro

Alta no farelo impulsiona esmagamento de soja, apesar de margem menor



Expectativa é de que a demanda continue sustentando o ritmo de produção



Foto: Leonardo Gottems

O esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu 1,19 milhão de toneladas em agosto de 2025, uma alta de 15,22% em relação ao mesmo mês de 2024. O avanço, segundo boletim do IMEA, foi puxado pela demanda firme por farelo de soja, tanto no mercado interno quanto internacional.

As exportações do proteico somaram 740,99 mil toneladas no período, crescimento de 31,83% na comparação anual e de 9,07% frente a julho. A busca internacional por farelo favoreceu a indústria local, que operou em ritmo aquecido apesar de dificuldades pontuais na aquisição da oleaginosa.

De acordo com o IMEA, algumas esmagadoras de menor porte enfrentaram limitações para adquirir soja, devido à menor disponibilidade do grão no estado. Ainda assim, o volume acumulado de processamento entre janeiro e agosto chegou a 9,08 milhões de toneladas, 5,13% superior ao mesmo intervalo de 2024.

A margem bruta da indústria, no entanto, sofreu queda. Em agosto, o valor médio foi de R$ 403,37 por tonelada, recuo de 7,01% em relação a julho. O principal fator foi a elevação dos preços da soja em grão, que não foi acompanhada no mesmo ritmo pelos coprodutos.

Apesar da retração na rentabilidade, o setor segue com bom desempenho operacional. A expectativa é de que a demanda continue sustentando o ritmo de produção, principalmente com foco no farelo, cujo mercado segue aquecido. 

O comportamento dos prêmios portuários e a disponibilidade interna do grão serão determinantes para a continuidade do bom desempenho industrial nos próximos meses.





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