domingo, abril 26, 2026

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Fruticultura e olericultura gaúchas crescem 9% mesmo com redução de produtores



Divulgado a cada dois anos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS), o levantamento frutícola e olerícola de 2025 mostra avanços na produção gaúcha mesmo com os desafios climáticos e econômicos dos agricultores do estado.

Nas frutas, a produção chega a 2,88 milhões de toneladas, incremento de 8,6% frente ao último relatório, de 2023. O faturamento do setor chega a R$ 13,4 bilhões e a área plantada já soma 140 mil hectares.

Neste rol, o maior destaque é a uva para a indústria, com área cultivada de 42 mil hectares em uma produção que chega a 839 mil toneladas, com valor de comercialização estimado em R$ 1,4 bilhão.

Na laranja, o destaque foi para o crescimento na produção, de 8%, enquanto o pêssego de mesa teve salto ainda mais representativo: quase 20%.

O coordenador técnico estadual da Emater-RS, Gervásio Paulus, considera que os números mostram a agregação de valor da cadeia no estado, além da importância econômica e social com a geração de empregos.

Quanto ao segmento olerícola, o Rio Grande do Sul produz 1,6 milhão de toneladas, avanço de 9,7% mesmo com a redução do número de agricultores envolvidos: de 46 mil propriedades em 2023 para 41 mil em 2025, redução de 10%.

O faturamento atinge R$ 6,6 bilhões, com destaque para a batata, semeada em 18 mil hectares e produção de 608 mil toneladas. Outros produtos em destaque são o brócolis, a alface, o tomate, aipim, a cebola e batata doce.

O levantamento da Emater-RS mostra geração de renda por área em R$ 95,5 mil por hectare na fruticultura e em R$ 86,5 mil por hectare na olericultura.

Paulus comenta que as condições no meio rural têm melhorado, o que, atrelado à geração de renda e a necessidade de apoio de políticas públicas tende a incentivar que novas gerações se interessem pelo setor.

“A penosidade do trabalho tem sido gradativamente reduzida, seja com o avanço da mecanização apropriada, adequada para propriedades menores, com estruturas, por exemplo, como o cultivo em bancada em espécies em que isso é possível, o que facilita a colheita e os tratos culturais”.



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Cantareira entra em faixa de restrição a partir de amanhã (1°) devido à falta de chuva em SP



O Sistema Cantareira, responsável por abastecer 46% da população da Grande São Paulo, passará a operar na faixa de restrição a partir desta quarta-feira (1º de outubro), após o volume útil de água cair para 28.3% da capacidade total. A última vez que o sistema atingiu esse nível foi em janeiro de 2022.

Diante do cenário crítico, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) autorizou, de forma temporária e excepcional, a captação suplementar de água do reservatório da usina hidrelétrica Jaguari para o reservatório Atibainha, que integra o sistema.

Abastecimento da Cantareira

Segundo o gerente nacional de Água e Sistemas Alimentares da The Nature Conservancy Brasil, Samuel Barreto, além da falta de chuva, fatores estruturais contribuem para a escassez.

“Hoje estamos com 28.3% de capacidade no Sistema Cantareira. Nessa mesma data, em 2013, que foi o ano que precedeu a maior seca pela qual passamos em 2014, tínhamos 40%, ou seja, 12% a mais. Entre as causas estão o desmatamento na Amazônia e os efeitos das mudanças climáticas”, explica.

De acordo com o gerente nacional, o sistema de abastecimento da região metropolitana opera hoje com 31.5% da capacidade, enquanto em 2013, na mesma época, estava com 51%, ou seja, 20% a mais de água disponível.

Causas da seca

Barreto explica que há uma série de causas, que vão desde o desmatamento na Amazônia, que afeta os chamados “rios voadores” e, consequentemente, parte da umidade e das precipitações no Centro-Sul do país, até os efeitos das mudanças climáticas.

Segundo ele, ainda é cedo para afirmar se o cenário atual se repetirá como ocorreu há uma década, em 2014.

A faixa de restrição limita a retirada de água pelo sistema. Antes, o limite máximo era de 33 m³ por segundo; atualmente, caiu para 23 m³, enquanto na crise hídrica de 2014/2015 chegou a 14 m³.

Barreto reforça a importância da economia doméstica: “É fundamental que o uso inteligente da água seja permanente, e não apenas em momentos críticos”.

Medidas adotadas

Outra medida já implementada é a redução da pressão da água no período noturno, que pode afetar principalmente moradores de áreas altas e periféricas, onde a água demora a circular.

Caso as chuvas não cheguem, medidas mais severas podem ser adotadas, incluindo restrições adicionais e tarifas diferenciadas para incentivar a economia.

O especialista alerta que o cuidado com a água deve ser constante: “A recuperação de mananciais e bacias hidrográficas é essencial para enfrentar extremos climáticos cada vez mais frequentes, seja com escassez ou excesso de água”, conclui.



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Vice-presidente da Aprosoja TO comenta expectativas para o plantio de soja 25/26



A partir desta quarta-feira (1º), a semeadura de soja no estado de Tocantins será liberada, após o fim do vazio sanitário. O time do Soja Brasil conversou com o vice-presidente da Aprosoja do estado, Thiago Facco, que comentou as expectativas para o plantio 2025/26 da oleaginosa.

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O tempo como aliado da soja

“Estamos na iminência do início do plantio. Já registramos algumas chuvas na região, porém sem grandes acumulados. A expectativa é que, a partir de 10 a 15 de outubro, as áreas estejam aptas para a semeadura”, explica Facco.

Desafios

Segundo o presidente, o ano é desafiador. “Enfrentamos uma situação delicada, com custos elevados, escassez de crédito e juros altos. A remuneração da safra tende a ser baixa, caso ocorra algum retorno, considerando os custos elevados e preços reduzidos”, acrescenta.

“Trata-se de um desafio que exige planejamento rigoroso por parte dos produtores. Um ponto positivo é a expectativa climática. Há a possibilidade de ocorrência de uma La Niña, o que pode favorecer bons índices biométricos na região e beneficiar a produtividade. Entretanto, mesmo com essa perspectiva, a safra exige cautela e atenção ao manejo”, conclui Facco.

Andamento da semeadura de soja pelo Brasil

O plantio da safra 2025/26 de soja no Brasil atingiu, até o último domingo (28), 3,5% da área prevista, segundo o boletim semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço representa 2,9 pontos percentuais (p.p.) a mais em relação à semana anterior.

Em comparação com o mesmo período da safra 2024/25, quando 2,1% da área havia sido semeada, o plantio está 1,4 p.p. adiantado. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 3,6%, observa-se um leve atraso de 0,1 p.p.

Entre os estados produtores, o Paraná lidera, com 13% da área plantada, seguido por Mato Grosso, com 6%. Mato Grosso do Sul registra 2%, enquanto Santa Catarina aparece com 1%.

Entre os principais produtores, o Paraná lidera os trabalhos, com 13% da área plantada, seguido de Mato Grosso, com 6%. Mato Grosso do Sul conta com 2% da área plantada e Santa Catarina, com 1%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas ganham força no Sul com chegada de frente fria



A Região Sul do Brasil terá uma semana marcada por forte instabilidade



Foto: Pixabay

A Região Sul do Brasil terá uma semana marcada por forte instabilidade, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta vale para todos os estados, com destaque para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os volumes de chuva podem ultrapassar 60 mm. A combinação entre cavados e o avanço de uma frente fria amplia o risco de tempestades, com registro de raios, rajadas de vento e possibilidade de granizo.

A partir de domingo (05), o sistema frontal intensifica as chuvas, atingindo também o Paraná, sobretudo nas regiões centro-sul, onde são esperados acumulados de até 50 mm. Já no norte do estado e no sudoeste gaúcho, os volumes devem ser mais baixos, ficando em torno de 10 mm.

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Além das chuvas, a previsão aponta queda acentuada na umidade relativa do ar em áreas do norte paranaense, com índices abaixo de 30%, condição atípica para a época e que pode afetar o conforto térmico dos animais e o manejo das lavouras em desenvolvimento.

O cenário exige atenção dos produtores com áreas suscetíveis à erosão, além do planejamento das atividades agrícolas que dependem de janelas de tempo firme. Pancadas fortes podem impactar colheitas em andamento, atrasar tratos culturais e comprometer a logística de escoamento da produção.

 





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Colheita de milho safrinha é concluída no PR; plantio de verão alcança 77% da área



A colheita de milho segunda safra 2024/25, ou de inverno, no Paraná, foi encerrada (29), segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do estado (Seab). As lavouras atingiram 100% de maturação, com 60% em boas condições e 40% em condição média.

Segundo o Deral, o plantio da safra de verão de milho 2025/26 avança em praticamente todas as regiões produtoras, com grande parte da área já implantada.

Do milho, 77% da área prevista foi semeada. Até agora, 23% das lavouras estão em fase de germinação e 77%, em desenvolvimento vegetativo. Em sua maioria, as condições são boas (99%), com apenas 1% em condição média.

“As chuvas da última semana favoreceram a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras, que apresentam boas condições”, disse o Deral em boletim.

Sobre a colheita da safra de trigo 2025, o Deral mostra que o cereal foi retirado de 53% da área semeada e que 90% das lavouras têm condição boa, 9% média e 1% ruim.

“A colheita do trigo avança em diferentes regiões, já próxima da conclusão em algumas localidades. Apesar dos impactos pontuais de geadas e temporais, a maioria das lavouras mantém boas perspectivas de produtividade”, relatou o Deral. O órgão aponta que 51% das lavouras estão em fase de maturação, 37% em frutificação, 11% em floração e 1% em desenvolvimento vegetativo.

Segundo a entidade, nas áreas mais afetadas, especialmente pelas geadas, foram registradas baixas produtividades. “Em geral, a safra apresenta resultados considerados satisfatórios e, em alguns casos, superiores às expectativas iniciais.”



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Pecuária de corte consome 90% dos suplementos minerais do Brasil



A pecuária de corte brasileira mantém sua posição como a principal consumidora de suplementação mineral no país. Um balanço da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM) aponta que o setor é responsável por mais de 90% do consumo total de todos os produtos do segmento. Essa realidade comprova que a suplementação é uma prática consolidada e fundamental para a produtividade do gado.

As empresas do setor já movimentaram mais de 1,6 milhão de toneladas de suplementos minerais em 2023. Embora esse volume represente uma leve retração em comparação com o mesmo período do ano anterior, a intensidade do uso do produto permanece alta.

A estimativa é de que 67,6 milhões de cabeças de gado tenham sido suplementadas, evidenciando a grande escala da nutrição no Brasil.

Comportamento do mercado por categorias

A análise do mercado por categorias revela um comportamento distinto nas fazendas. Enquanto segmentos como núcleos e suplementos energéticos registraram crescimento, outros produtos como proteicos, concentrados e ureia apresentaram queda. Essa variação indica uma mudança nas estratégias de nutrição adotadas pelos pecuaristas.

O crescimento dos núcleos e suplementos energéticos é um sinal de que os produtores estão investindo em uma suplementação de precisão. O uso de núcleos permite que o pecuarista personalize a dieta do gado, garantindo que os animais recebam exatamente o que precisam para cada fase de desenvolvimento e de acordo com a qualidade da pastagem disponível.

Investimento em produtividade

A alta no consumo de suplementos energéticos reflete a busca por um melhor desempenho produtivo. A energia é crucial para que o animal transforme a pastagem em peso e, principalmente, para garantir o acabamento de carcaça exigido pelo frigorífico. Esse investimento se traduz em mais arrobas na balança.

Para o pecuarista, entender essa tendência é vital. A suplementação mineral deve ser vista não como um custo, mas como um investimento direto na saúde e na produtividade do rebanho. A ingestão correta de minerais melhora a fertilidade, fortalece o sistema imunológico e otimiza o uso do pasto.

Perspectivas para o setor

Apesar da leve retração no volume total, a perspectiva para o fechamento do ano é positiva. A ASBRAM projeta que a produção de suplementos minerais deve superar 2,3 milhões de toneladas, demonstrando que a indústria está preparada para atender à demanda do setor, que continua forte e busca eficiência.

O alto volume de animais suplementados, que ultrapassa os 67 milhões de cabeças, reforça o papel estratégico da nutrição na pecuária de corte brasileira. Refinar a estratégia nutricional é um desafio contínuo para o produtor. Consultar um técnico e utilizar dados de desempenho do rebanho são passos essenciais para escolher o suplemento ideal e maximizar o retorno sobre o investimento.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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FPA se mantém contrária à taxação das LCAs, diz Lupion



O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), afirmou nesta terça-feira (30), que a bancada mantém a contrariedade quanto à taxação sobre as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), prevista na Medida Provisória 1303/2025, editada como alternativa à alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

“Mantemos posicionamento fechado contra taxação de 7,5% sobre rendimento das LCAs e o relator sabe disso. Alíquota de 5% também não atende à bancada”, disse Lupion, em entrevista coletiva de imprensa após reunião semanal da FPA.

O líder da agropecuária disse ainda que a bancada mantém discussões com o relator do projeto, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP). “Conversas com o relator avançaram em alguns pontos e em outros, não”, destacou.

Tramitação da MP 1303/2025

A MP, apresentada pelo governo em alternativa à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras, teve sua votação, inicialmente prevista para hoje, adiada na comissão mista que analisa o texto. A nova data agora é 2 de outubro.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), participou do almoço da bancada agropecuária, mas não falou com a imprensa.



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Cade mantém Moratória da Soja até dezembro; suspensão passa a valer em 2026



Nesta terça-feira (30), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu que a Moratória da Soja, acordo firmado por tradings e exportadoras para não comercializar grãos oriundos de áreas desmatadas na Amazônia, será suspensa a partir de janeiro de 2026. Até lá, o pacto seguirá em vigor, com validade garantida até 31 de dezembro de 2025. A decisão foi tomada pelo Tribunal durante a 255ª Sessão Ordinária de Julgamento.

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Como vai funcionar a decisão

Na prática, até dezembro de 2025 a moratória continua válida, obrigando as empresas a seguir as regras atuais. A partir do próximo ano, porém, o futuro do pacto dependerá da formalização das mudanças exigidas pelo Cade e de uma eventual nova deliberação do órgão regulador.

Em manifestações recentes, a Superintendência-Geral do Cade, o relator e o presidente da autarquia destacaram que o fim da moratória é um passo essencial para o Brasil reafirmar que sustentabilidade e legalidade não se opõem, e que políticas ambientais não podem ser usadas como pretexto para a exclusão econômica.

Aprosoja MT comemora

A decisão foi comemorada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que entende que o fim da moratória garante maior segurança jurídica e preserva a livre concorrência. Por outro lado, organizações ambientais manifestaram preocupação com o possível enfraquecimento de um instrumento que, desde 2006, ajudou a reduzir a expansão da soja sobre áreas desmatadas na Amazônia.

Segundo a associação, há anos um acordo privado, sem respaldo legal, vem impondo barreiras comerciais consideradas injustas aos produtores, sobretudo pequenos e médios, impedindo a comercialização de safras cultivadas em áreas regulares e licenciadas.



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Demanda por carne bovina no mercado internacional impulsiona alta no abate de fêmeas



Pela primeira vez desde o início da série histórica do IBGE, o abate de vacas superou o de bois no Brasil. Os dados mais recentes, que são referentes ao segundo trimestre de 2025, apontam que o abate total de bovinos cresceu 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para o analista da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, o avanço está diretamente ligado ao ciclo pecuário de preços e ao desestímulo à retenção de matrizes para a produção de bezerros.

“Esse abate acelerado de fêmeas é reflexo do ciclo pecuário de preços. Desde 2023, o cenário tem sido de desestímulo à retenção de vacas e novilhas. Além disso, a alta recente da arroba estimulou ainda mais o descarte, já que muitos pecuaristas buscaram recompor o caixa”, explica.

De acordo com Fabbri, a maior participação de fêmeas nos abates reduz o rendimento médio das carcaças. Enquanto os abates subiram quase 3%, a produção de carne aumentou apenas 1,5% no primeiro semestre de 2025.

“A carcaça da fêmea é menor e tem rendimento mais baixo que a do macho, o que limita o crescimento da produção”, completa.

Tarifaço e novos mercados

O analista destaca ainda que o aumento no abate de novilhas também foi influenciado pela exportação, já que esses animais se enquadram nos critérios exigidos pela China. Após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra a carne bovina brasileira, houve uma realocação de mercados.

“O México passou a ocupar a segunda posição entre os compradores, a Rússia voltou a comprar bem e a China nunca teve participação tão expressiva. Só entre julho e setembro, os chineses adquiriram mais de 158 mil toneladas mensais, com expectativa de superar 165 mil toneladas em setembro”, afirma Fabbri.

Segundo ele, a Indonésia ampliou em 80% o número de frigoríficos brasileiros habilitados a exportar, enquanto o México negocia novas habilitações. Há ainda conversas avançadas com Japão e Marrocos.

Fator China

Fabbri avalia que pode haver uma breve desaceleração nos embarques à China no início de outubro, em razão do feriado no país asiático. No entanto, o movimento não seria sinal de queda na demanda.

“O que foi comprado em julho já está em trânsito e deve abastecer o mercado no Ano Novo Lunar, no início de 2026. Outubro tende a ser um mês positivo para exportações e também para o preço do boi gordo”, projeta o analista.



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Milho 2ª safra: mercado de defensivos recua 7% em 2025



O mercado de defensivos agrícolas para milho recuou 7% em 2025, para US$ 2,36 bilhões, ante US$ 2,52 bilhões de dólares em 2024. O resultado, segundo o levantamento FarmTrak Milho 2025, da Kynetec Brasil, está ligado à redução média de 13% nos custos e preços dos produtos usados na proteção da cultura.

Para o especialista Cristiano Limberger, a desvalorização média de 16% do real frente ao dólar durante a segunda safra também impactou o desempenho do setor.

Desempenho por categoria de produtos

Entre os produtos, os inseticidas foliares lideraram, com 38% de participação e movimentação de 891 milhões de dólares, ante US$ 1,008 bilhão em 2024. Os fungicidas foliares responderam por 21% do mercado, ou US$ 500 milhões, enquanto os herbicidas representaram 20%, com US$ 466 milhões, contra US$ 543 milhões no ciclo anterior.

O tratamento de sementes totalizou US$ 306 milhões, 13% do mercado, pouco acima dos US$ 302 milhões de 2024. Nematicidas e outros produtos somaram US$ 195 milhões, 8% do total, levemente abaixo do ano anterior.

Limberger destaca que a adoção de nematicidas cresceu de 33% para 44% da área cultivada, ou 7,43 milhões de hectares. “Esse avanço está ligado à oferta de sementes previamente tratadas”, afirma. No controle de doenças, fungicidas premium representaram 49% do total investido, US$ 245 milhões. Em área potencial tratada, os fungicidas stroby mix mantiveram 42% de participação, aplicados em 7,098 milhões de hectares.

Crescimento da área e perfil dos produtores

O número médio de aplicações de inseticidas específicos para lagartas subiu de 2,3 para 2,8, e o valor de mercado desses produtos passou de 20% para 31%. Houve também intensificação do uso de herbicidas para controle de gramíneas, como capim-pé-de-galinha e capim-amargoso.

A área plantada de milho na segunda safra cresceu 6%, alcançando 16,9 milhões de hectares nos principais Estados: Mato Grosso, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, Matopiba, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. “O plantio de soja no período adequado, mercado de etanol e exportações de milho em grão favoreceram a expansão”, comenta Limberger.

Mato Grosso continuou como maior polo produtor, com 43% da área, mais de 7,25 milhões de hectares. Paraná respondeu por 16%, ou 2,7 milhões de hectares, alta de 14% sobre 2024. Goiás e Mato Grosso do Sul tiveram 13% cada, com 2,21 milhões de hectares. As demais regiões somaram 15%, incluindo Bahia, Matopiba, Minas Gerais, São Paulo e Sergipe.



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