A diretora de Comunicações do Fundo Monetário Internacional (FMI), Julie Kozack, destacou que a economia global ainda enfrenta “desafios significativos” e permanece vulnerável a riscos externos. Segundo ela, “a atividade global continua em ritmo moderado, em meio a um cenário de inflação em queda, mas ainda persistente em alguns países”.
Em coletiva de imprensa, a porta-voz lembrou que o crescimento projetado pelo Fundo é heterogêneo, refletindo tanto o efeito das políticas monetárias restritivas quanto tensões geopolíticas.
Kozack ressaltou que o FMI “mantém a avaliação de que os bancos centrais devem continuar vigilantes” diante da inflação, mesmo em ambiente de desaceleração econômica. Ela afirmou que políticas fiscais consistentes são essenciais para “garantir credibilidade e resiliência”, sobretudo em países emergentes que enfrentam volatilidade nos fluxos de capitais.
China e América Latina
Sobre a China, a porta-voz disse que “a economia mostra sinais de estabilização”, mas ainda precisa lidar com “desafios estruturais no setor imobiliário e no consumo doméstico”.
Em relação à América Latina, Kozack lembrou que os bancos centrais abriram o ciclo de aumento de juros antecipadamente e que isso ainda ajuda a atividade econômica. No entanto, a porta-voz alertou para riscos ligados à queda das commodities e ao ambiente de política monetária global mais apertada.
A Costa Rica abriu seu mercado para a entrada da castanha-do-Brasil. O anúncio foi feito pelos ministérios da Agricultura (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE) nesta quinta-feira (2).
O produto brasileiro foi autorizado a entrar tanto com casca quanto sem casca, após a conclusão dos trâmites sanitários entre os dois países. A medida amplia a lista de mercados acessados pela sociobiodiversidade amazônica.
Importância do produto
A castanha-do-Brasil é extraída por comunidades tradicionais e tem forte peso social e ambiental. Além de ser reconhecida pelo valor nutricional, a atividade gera renda em regiões da Amazônia e ajuda a manter áreas de floresta em pé.
Segundo os ministérios, a abertura contribui para fortalecer a imagem do país como fornecedor de alimentos com origem sustentável. A comercialização também diversifica a pauta de exportações brasileiras para a América Central.
Relações comerciais
Em 2024, o Brasil exportou 272 milhões de dólares em produtos agropecuários para a Costa Rica. Entre os principais itens estiveram cereais, farinhas, preparações alimentícias e derivados da soja.
Com a inclusão da castanha, o governo brasileiro chega a 143 novos acessos a mercados internacionais para produtos agropecuários somente em 2025. A meta, segundo o Ministério da Agricultura, é ampliar a presença em nichos de alto valor agregado, como no caso da sociobiodiversidade amazônica.
Especialistas destacam potencial
Para o pesquisador em comércio internacional da Fundação Getulio Vargas (FGV), Lucas Mota, a abertura representa uma oportunidade estratégica. “Além de agregar valor à pauta exportadora, a castanha reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor de alimentos vinculados à sustentabilidade”, afirma.
Já para produtores e comunidades extrativistas, a expectativa é de ampliar a demanda e garantir melhores preços. “Cada novo mercado pode significar maior segurança para manter a atividade econômica sem pressão pelo desmatamento”, avalia o consultor em bioeconomia José Almeida.
O Procon-SP disponibilizou um atalho em seu site para facilitar denúncias de bebidas suspeitas de adulteração. A medida faz parte das ações do governo paulista diante dos casos de contaminação e mortes já confirmados na capital e na região Metropolitana de São Paulo.
A força-tarefa conta com a participação das secretarias de Segurança, Saúde, Fazenda, Justiça e Desenvolvimento Social, além de órgãos em parceria com entidades do varejo, que atuam no combate à sonegação e à adulteração de bebidas.
Denúncias a bebidas adulteradas
Os consumidores que identificarem situações de bebidas suspeitas de adulteração, seja na compra em mercados ou ao consumir no local, podem acessar o site www.procon.sp.gov.br e utilizar um atalho para formalizar uma denúncia. Importante destacar que o consumidor poderá indicar que não quer ser identificado ao formalizar a suspeita.
A outra frente de atuação do Procon-SP neste momento é reforçar informações sobre os cuidados para se prevenir contra produtos adulterados. Também é importante lembrar que não é possível identificar uma bebida adulterada com 100% de precisão sem uma análise laboratorial; mas, observar algumas características pode ajudar.
Orientações aos consumidores
Escolha com segurança: procure estabelecimentos conhecidos ou dos quais tenha referência.
Fique atento aos preços: desconfie de valores muito baixos.
Verifique embalagens e rótulos: erros, lacres danificados ou ausência de informações podem indicar adulteração.
Ao notar alguma diferença, não faça testes caseiros: cheirar, provar ou tentar queimar a bebida. Essas práticas não são seguras nem conclusivas.
Exija sempre a nota fiscal ou comprovação de origem: o documento precisa ter todas as informações de identificação do fornecedor e da compra.
Fique atento a sintomas: visão turva, dor de cabeça intensa, náusea e tontura podem indicar intoxicação.
Cuidados com a saúde: busque atendimento médico imediato, se houver qualquer sintoma suspeito
Procure ajuda
Em caso de suspeita de adulteração de bebidas ou suspeita de consumo é importante comunicar as autoridades competentes como o Disque-Intoxicação (0800 722 6001, da Anvisa) para orientação clínica/tóxica; Vigilância Sanitária local (municipal ou estadual); Polícia Civil e Procon (órgão de defesa do consumidor).
As exportações brasileiras do complexo soja (grão, farelo e óleo) registraram desempenho recorde entre janeiro e setembro de 2025, segundo dados parciais apresentados por Giovani Ferreira no AgroExport desta quinta-feira (2). A China teve papel decisivo nesse resultado ao intensificar suas compras na América do Sul.
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Ferreira destacou dois protagonistas nesse cenário, sendo China e Estados Unidos. Em setembro, os chineses não adquiriram nenhuma saca de soja norte-americana, em meio à disputa tarifária entre os dois países, e redirecionaram a demanda para a região. Como a Argentina ainda não dispõe de volume suficiente para suprir a necessidade, o Brasil acabou absorvendo a maior parte dessa demanda extra.
Soja em grão
O destaque ficou para a soja em grão, que, de janeiro a setembro, somou 93 milhões de toneladas exportadas até agora. O Brasil deve fechar o ano acima de 100 milhões, podendo alcançar 110 milhões de toneladas, superando o recorde histórico de 101 milhões registrado em 2023.
Farelo de soja
No farelo de soja, o Brasil também deve quebrar recorde. Até setembro foram 18 milhões de toneladas embarcadas, e a projeção é fechar 2025 entre 24 e 25 milhões, acima do recorde de 23,1 milhões alcançado no ano passado.
Óleo de soja
De janeiro a setembro, faltando 4 dias pra ffechar os embarques Já o óleo de soja apresentou recuperação. As exportações devem alcançar entre 1,45 e 1,5 milhão de toneladas neste ano, número superior ao de 2024 (1.36 milhão de toneladas) mas ainda abaixo do pico de 2,33 milhões de toneladas de 2023. A guerra da Ucrânia havia impulsionado as vendas brasileiras para a Europa, que buscava alternativas energéticas ao gás russo.
O movimento reforça o protagonismo do Brasil no mercado internacional de soja. Com a Argentina ainda em processo de recuperação de safra e os Estados Unidos perdendo espaço nas vendas à China, o país se consolida como principal fornecedor global e caminha para quebrar novos recordes históricos em 2025.
Complexo soja
Segundo Giovani Ferreira, ao somar grão, farelo e óleo, um bom momento o Brasil deve encerrar setembro com até o momento estamos com 111.6 milhões de toneladas, podendfo fechar 113 a 114 milhões de toneladas exportadas, um salto de mais de 20 milhões em relação a 2021. Esse é um momento positivo da soja brasileira, inclusive refletindo nas cotações. A China deixou de comprar dos Estados Unidos e veio buscar no Brasil o produto que precisa.
O Brasil vive hoje um debate essencial: como o agro aparece nos livros didáticos usados nas escolas. Quem acompanha sabe que, muitas vezes, os conteúdos apresentam o setor apenas pelo lado negativo, focaqndo em desmatamento, impactos ambientais e uso da água. Contudo, deixam de lado uma parte fundamental da história: o agro que gera emprego, renda, tecnologia e, principalmente, coloca comida de verdade na mesa dos brasileiros.
Foi por isso que surgiu o Domme (De Olho no Material Escolar), grupo que reúne produtores, acadêmicos, empresas, comunicadores e lideranças para cobrar equilíbrio na forma como o agro é retratado nos materiais de ensino.
Não se trata de maquiar problemas ou esconder impactos, mas de garantir que os jovens tenham acesso a uma visão completa, em que o campo aparece também como solução. Afinal, sem agro não há alimento, e sem alimento não há futuro.
Paralelamente, no meio urbano circulam muitos equívocos sobre o setor. É comum ouvir que “a irrigação consome quase toda a água do Brasil” ou que “a agricultura tira água que poderia abastecer as cidades”. Esse raciocínio, porém, é equivocado. A Rede Nacional de Irrigantes (Renai) vem mostrando que a irrigação moderna é altamente eficiente, com sistemas de gotejamento, microaspersão e pivôs centrais que devolvem parte da água ao ciclo natural.
Além disso, estudos indicam que mais de 35% da água tratada nas cidades brasileiras se perde em vazamentos e redes mal cuidadas, ou seja, não é o campo o grande vilão. Apontar o dedo apenas para o agro é simplificar um problema complexo e afastar a população urbana de uma compreensão mais justa.
De um lado, livros escolares que muitas vezes reforçam visões parciais. Do outro, uma população urbana que repete mitos e informações distorcidas. Surge então a pergunta: como aproximar o agro da sociedade?
A resposta pode estar bem diante de nós: no Prato Feito com arroz e feijão.
O vendedor da loja de sapatos, a balconista da farmácia ou o dono da papelaria dificilmente percebem como um recorde na soja impacta sua vida. Mas quando falamos de arroz com feijão, tudo muda. Esse par inseparável está presente no almoço de milhões de brasileiros, do Norte ao Sul. É democrático, acessível e parte da identidade cultural do país. Mais que uma combinação, é um símbolo de pertencimento coletivo.
O feijão não é apenas uma cultura agrícola, é cultura alimentar. Ele traduz o que o agro tem de mais próximo da vida das pessoas: nutrição, tradição e saúde. Hoje, o brasileiro consome em média 14 quilos de feijão por ano, número que já foi bem maior. Resgatar esse hábito é também resgatar saúde pública, já que a dupla arroz e feijão garante proteína completa, fibras, ferro e vitaminas essenciais.
Feijão unindo forças
E agora, o feijão convida todos os outros integrantes do Prato Feito, o arroz, a salada, a proteína e a farofa, para irem juntos às escolas. Lá, o desafio é plantar uma nova semente: a conscientização de que alimento de verdade vem do agro, vem da irrigação bem feita, vem de produtores que transformam água, terra e tecnologia em nutrição e vida.
Esse movimento não acontece sozinho. Estamos buscando parcerias com diversas instituições que possam ajudar a abrir caminhos. Entre elas, destacam-se as organizações de mulheres que trabalham pelo agro, seja de forma institucional, seja liderando frentes sociais e produtivas.
Grupos como as Agroligadas e tantas outras redes femininas já mostram sua força ao conectar campo e cidade, defender políticas públicas, fortalecer a educação alimentar e apoiar causas que vão além da porteira. Esse protagonismo feminino é fundamental para dar legitimidade à mensagem e ampliar o alcance da conscientização sobre alimentos de verdade.
Se quisermos corrigir distorções nos livros didáticos e combater informações erradas nas cidades, precisamos começar pelas crianças. Mostrar que o agro não é apenas exportação de commodities, mas também é alimento no prato, saúde pública e cultura nacional. Mostrar que o arroz com feijão é patrimônio, é proteína completa e é orgulho de um país que precisa valorizar mais a sua comida de verdade.
O desafio do agro não é só produzir mais, mas comunicar melhor. Aproximar o campo da cidade exige falar a mesma língua, e essa língua é o Prato Feito, que une o Brasil inteiro.
Porque, diante do arroz com feijão, somos todos um só país. Viva o feijão!
*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional
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A Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (1º), requerimento para convocar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O objetivo é discutir a atuação da pasta em defesa da moratória da soja. Ainda não há data definida para a audiência.
Segundo o requerimento aprovado, a ministra deve prestar esclarecimentos sobre o uso da estrutura pública da pasta em defesa da moratória da soja, acordo firmado entre tradings, indústrias e ONGs em 2006.
Motivos para a convocação
A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), autora do projeto, afirma haver possível desvio de finalidade administrativa e uso da estrutura pública em apoio a um pacto privado. A parlamentar também já requereu ao Tribunal de Contas da União uma auditoria sobre apoio institucional e atuação do MMA a favor da moratória.
A parlamentar argumenta que o pacto, de caráter privado, vem sendo tratado pelo governo federal como política pública, em desacordo com a legislação vigente.
“Não cabe ao Brasil aceitar pactos que prejudiquem justamente o setor que mais contribui para a economia nacional e para a segurança alimentar mundial”, disse Coronel Fernanda na sessão da comissão na quarta-feira.
Moratória da soja; entenda histórico
A moratória da soja é um pacto multissetorial firmado entre setor privado (tradings e compradores de grãos), organizações não governamentais e órgãos do governo, que prevê a não comercialização, o não financiamento ou a aquisição de soja produzida em áreas desmatadas na Amazônia após 22 de julho de 2008, data da aprovação do Código Florestal Brasileiro.
O pacto firmado em 2006 proíbe a compra de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008, mesmo quando o desmatamento ocorrer dentro dos limites estabelecidos pelo Código Florestal, que permite a supressão de até 20% da vegetação em propriedades no bioma.
A moratória gera discordância há anos entre produtores e tradings. Sojicultores elevaram o tom contra o pacto no último ano, com apoio de parlamentares, pedindo a suspensão da prática pela indústria e alegando que o acordo fere o Código Florestal Brasileiro e que tem indícios de prática de cartel. As indústrias processadoras e exportadoras de soja, porém, negam tais práticas.
O acordo é alvo de processo administrativo no âmbito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sob investigação de cartel. Já no Supremo Tribunal Federal (STF) tramitam quatro ações diretas de inconstitucionalidade contra leis estaduais que retiram incentivos de empresas signatárias da moratória da soja.
Cotação da pluma segue em queda e atinge menor média real desde 2015
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Foto: USDA
A colheita de algodão da safra 2024/25 está praticamente concluída no Brasil e o beneficiamento da pluma se aproxima dos 50% da produção, que, vale lembrar, deve ser recorde. Pesquisadores do Cepea destacam que esse cenário mantém elevada a disponibilidade de algodão no mercado spot nacional, levando alguns vendedores a ficar mais flexíveis nos valores pedidos. Já compradores ativos seguem ofertando preços ainda menores.
Esse contexto somado às recentes desvalorizações externas pressionam os valores domésticos do algodão em pluma. Levantamento do Cepea mostra que setembro foi o quarto mês consecutivo de baixa. Assim, depois de atingir em maio o maior patamar deste ano, a média da pluma vem recuando desde então, chegando, em setembro, ao menor patamar real desde fevereiro de 2015.
Dados do Cepea mostram que a média do Indicador em setembro caiu 6,6% frente à de agosto/25 e ficou 8,26% inferior à de setembro/24, sendo a também menor desde fevereiro/15 (R$ 3,5416/lp), em termos reais (IGP-DI de ago/25).
A conquista do status de nação livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), consolidou a pecuária brasileira. Para manter essa posição, os protocolos de vigilância são cruciais, e o estado de Minas Gerais (MG) está na linha de frente desses esforços.
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) organizou um extenso exercício simulado de atendimento a foco de febre aftosa na região de Montes Claros. O treinamento, o maior do tipo no Brasil e o primeiro realizado em MG, mobilizou cerca de 160 servidores do IMA e 250 profissionais de 21 estados brasileiros, além de representantes do Panamá.
Objetivo do treinamento
O objetivo é treinar na prática a resposta a um foco real, aplicando protocolos de biossegurança, fazendo desinfecção de veículos, controlando o trânsito animal e coletando amostras para diagnóstico.
Essas ações de prevenção são fundamentais para evitar a volta da doença, que, caso reapareça, resultaria em um desastre absoluto, com o imediato fechamento das exportações de carne.
A manutenção do status de área livre de aftosa sem vacinação é um desafio contínuo, mas que agrega um valor enorme ao produto nacional, abrindo acesso a mercados internacionais mais exigentes.
Em entrevista ao Giro do Boi, o coordenador regional do IMA, Guilherme Antunes, destacou que o governo de MG tem investido milhões na instituição para garantir a defesa sanitária do rebanho. Confira:
Inovações tecnológicas
Um dos avanços mais notáveis é o lançamento de um aplicativo exclusivo do IMA para atendimento de emergências sanitárias. Essa ferramenta, com versões mobile e web, permite que os médicos veterinários em campo façam todo o levantamento da doença, convoquem auxílio e registrem dados de forma rápida e eficiente.
Além do aplicativo, está sendo criado um sistema mais robusto, em parceria com a Universidade Federal de Lavras, para garantir a rastreabilidade da bovinocultura. O treinamento em MG reforça a necessidade de conscientização do produtor rural e da população, pois a notificação rápida de qualquer caso suspeito é vital para conter um foco de doença.
O investimento em educação sanitária e em tecnologia, como o novo aplicativo, visa informar a todos sobre os sinais clínicos das doenças e os canais de notificação. Manter o status sanitário não é apenas uma obrigação, mas uma estratégia econômica.
O reconhecimento de livre de aftosa sem vacinação pode aumentar as exportações em cerca de 30%, fortalecendo toda a cadeia do agronegócio, desde a fazenda até o consumidor final. O estado de MG, que já é um gigante na produção de leite e carne, demonstra com essas ações um compromisso com o futuro da pecuária brasileira.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (2) o regime de urgência para votação do projeto que torna crime hediondo adulteração de bebidas . A decisão ocorre em meio à repercussão dos casos recentes de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, que já provocaram mortes e internações graves em São Paulo e Pernambuco.
O Projeto de Lei 2307/07, de autoria do deputado licenciado Otavio Leite (RJ), classifica como crime hediondo a adição de ingredientes em alimentos capazes de causar risco à vida ou grave ameaça à saúde da população.
De acordo com o Ministério da Justiça, o Brasil já contabiliza 43 notificações de intoxicação por metanol. Em São Paulo, seis pessoas morreram após ingerir bebidas alcoólicas adulteradas. Em Pernambuco, foram confirmadas duas mortes e um caso de cegueira permanente.
A catarinense Débora Bourcheidt é um dos exemplos de que a paixão pelo campo transcende gerações. Aos 16 anos ela teve o seu primeiro registro em carteira na granja de suínos da família e, desde então, não largou mais o ofício.
Segundo ela, em 2002 seus pais e tios construíram uma granja para 250 matrizes em Santa Fé Baixa, interior de Itapiranga, em Santa Catarina. Com o tempo o espaço foi evoluindo e hoje em dia são cerca de 2.300, mas o projeto que está em andamento pretende abrigar mais de 3 mil.
“A gente tem oito galpões de suínos e agora estamos construindo o nono. Faz 23 anos que a gente tem a granja e desde pequena eu estou envolvida aqui. Sempre meus pais me levavam junto na granja, no meio dos porquinhos, em cima do carrinho de ração. A gente tratava as porcas, ia brincando e ajudando”, lembra.
Segundo Débora, quando iniciou os trabalhos na granja, passou a estudar à noite. “Hoje, cuido dos funcionários, de escritório, de lançamentos, planilhas, toda essa parte sou eu que cuido e ainda ajudo dentro da granja, no carregamento, nos partos”, detalha.
Ela conta que seus planos são o de seguir a sucessão familiar na granja e, talvez, fazer medicina veterinária para ter mais conhecimento na área. “Mas, a princípio, vai ser ficar aqui na granja e trabalhar com a minha família.”
Débora conta que o local conta com cerca de 15 funcionários, além da mãe, do pai e dos tios. Além disso, os primos também começaram a tomar gosto pela atividade e a ajudar no dia a dia. “São mais de 20 anos que minha família está no ramo da suinocultura e acredito que aqui a sucessão familiar é bem forte e a gente vai ficar aqui lutando pelo o que a nossa família construiu e fortalecendo sempre o agronegócio na nossa região”, finaliza.