Mesmo com as chuvas recentes, que foram isoladas e pouco volumosas, a baixa umidade continua predominando na maioria das regiões produtoras de mandioca. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Ao mesmo tempo, o interesse de produtores pela comercialização segue limitado, especialmente no caso das raízes mais novas, em razão da menor produtividade e do teor de amido reduzido. Assim, em muitas praças, a oferta permanece abaixo da demanda industrial, impulsionando os preços pela oitava semana consecutiva, conforme o centro de pesquisas.
O valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 563,83 (R$ 0,9806/grama de amido), alta semanal de 2% e de 7,5% em quatro semanas. Já em termos reais, com base no IGP-DI, a média está 10,7% abaixo da registrada em igual período do ano anterior.
Com a oferta de mandioca abaixo das expectativas e o menor rendimento industrial, a produção de fécula segue limitada em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.
A demanda, por outro lado, permanece aquecida, e muitas empresas têm enfrentado dificuldades para recompor estoques, que caíram pela décima semana consecutiva, ao menor patamar desde maio.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, na última sexta-feira (10), novo edital com R$ 10 milhões para projetos para restauração florestal em terras indígenas no âmbito do Floresta Viva, informou o banco em nota.
A chamada alcança uma área potencial de 61 terras indígenas em Mato Grosso, Tocantins e Maranhão. O edital será em parceria entre BNDES, a Fundação Bunge e a Agrícola Alvorada S.A.
Detalhes do edital
As propostas selecionadas pelo edital terão recursos não reembolsáveis, com aporte pelo BNDES (50%), Fundação Bunge (40%) e Agrícola Alvorada (10%). Os projetos terão apoio ainda para gestão e certificação de carbono. Em nota, o BNDES informou que a implantação dos projetos vai contribuir para o Arco da Restauração, iniciativa do BNDES e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que visa recuperar áreas degradadas no bioma Amazônia.
Além da restauração ambiental, o BNDES destacou que estão previstas ações de estímulo à agricultura familiar indígena, com o uso de sistemas agroflorestais.
“O BNDES tem usado diversos instrumentos para apoiar a conservação e restauro dos biomas brasileiros”, observou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “Este edital do Floresta Viva apoia projetos que recuperam áreas degradadas em uma zona de transição entre a Amazônia e o Cerrado, que é crucial para a regulação hídrica e para a estabilidade do clima na região”, acrescentou.
Compromisso com a agricultura sustentável
Para o vice-presidente de agronegócio e country manager da Bunge no Brasil, a parceria com o BNDES reforça o compromisso com uma agricultura sustentável.
“Ao unirmos esforços, ampliamos o impacto das nossas ações voltadas à restauração e à adoção de práticas regenerativas no campo. Por meio do projeto Semêa, que faz parte do nosso programa de Agricultura Regenerativa, incluímos não somente os grandes produtores, mas também pequenos agricultores e povos tradicionais nas boas práticas por uma economia de baixo carbono”, afirmou na nota.
O Floresta Viva já mobilizou R$ 358 milhões em 13 editais e mais de 80 projetos aprovados ou em vias de aprovação, segundo o BNDES. Estes recursos vão permitir restauração de mais de 10 mil hectares de áreas degradadas em biomas brasileiros.
Os Estados Unidos vão suspender temporariamente a aplicação das tarifas de 100% sobre produtos chineses até que o presidente americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, se reúnam na Coreia do Sul, segundo informou nesta segunda-feira (13) o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
A decisão adia a medida anunciada na última sexta-feira (10) por Trump, que previa a cobrança adicional sobre as importações chinesas a partir de 1º de novembro de 2025. O encontro entre os dois presidentes deve ocorrer à margem da cúpula da APEC, marcada para os dias 31 de outubro e 1º de novembro.
“Sim, esse é o sinal que o presidente deu. Ele disse em seu post na Truth Social que sempre poderia adiar o assunto, mas a ideia é dar tempo para que eles se reúnam e conversem sobre isso”, afirmou Bessent em entrevista à Fox Business, conforme repercutido pela agência Sputnik.
O anúncio das tarifas havia sido justificado por Trump como resposta à “posição extraordinariamente agressiva da China em relação ao comércio”. O republicano afirmou que Pequim teria enviado uma “carta extremamente hostil ao mundo”, com planos de implementar controles de exportação em larga escala, afetando diversos setores globais.
A suspensão das taxas é vista como um gesto de trégua temporária antes da reunião entre Trump e Xi, que deve definir os próximos passos da relação econômica entre as duas maiores potências do mundo.
Os preços do milho seguiram em alta na última semana, com o Indicador Esalq/BM&FBovespa voltando a operar na casa dos R$ 65/saca de 60 kg.
Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso veio da retração de vendedores e do aquecimento pontual da demanda. Vendedores estão atentos ao clima para a semeadura da safra verão.
O retorno das chuvas nas regiões do Sul e sobretudo do Centro-Oeste traz certo alívio, mas também impede que as atividades de campo sejam realizadas com mais intensidade. Além disso, as exportações brasileiras em setembro apresentaram bom ritmo, dando suporte aos preços nos portos e no interior do país.
Do lado comprador, parte dos agentes volta a atuar no spot, no intuito de recompor os estoques de milho, mas muitos ainda indicam possuir volumes para o curto prazo, o que, de certa forma, limita maiores valorizações.
Segundo pesquisadores, Mato Grosso se consolida como principal fornecedor do produto exportado, com destaque para variedades diferentes das consumidas no Brasil. Assim, o avanço das exportações não tem afetado de forma direta a oferta e os preços dos feijões carioca e preto negociados no mercado interno.
De acordo com dados da Secex, o Brasil embarcou 85,4 mil toneladas de feijões em setembro, o maior volume mensal já registrado pela Secretaria. No acumulado de 2025 (de janeiro a setembro), as exportações somam 361,9 mil toneladas, já superando o total escoado em todo o ano de 2024 (343,6 mil toneladas). No acumulado de 12 meses, o volume atinge 488,4 mil toneladas, também recorde histórico.
Para o feijão carioca, a liquidez esteve baixa ao longo da semana passada em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. O interesse de compra foi menor, assim, os preços se enfraqueceram. No caso do feijão carioca, a pressão sobre os valores veio da qualidade inferior dos lotes e da menor demanda.
Para o feijão preto do tipo 1, pesquisadores do Cepea indicam que, após a forte valorização observada em setembro, o mercado apresentou ajustes negativos moderados na semana passada, com reposição mais lenta e demanda estabilizada.
As projeções do mercado financeiro apontam nova queda na expectativa de inflação para este ano, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,80% para 4,72%, marcando a terceira semana seguida de recuo.
Inflação e crescimento
Para os próximos anos, o mercado mantém a expectativa de que o ritmo de alta dos preços continue diminuindo. A projeção para 2026 segue em 4,28%, enquanto as estimativas para 2027 e 2028 estão em 3,9% e 3,68%, respectivamente. Esses números indicam uma aproximação gradual da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional.
O crescimento da economia brasileira, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), permaneceu estável. A previsão é de alta de 2,16% em 2025, o mesmo percentual estimado há quatro semanas. Para 2026 e 2027, o mercado espera avanço de 1,8% e 1,83%, respectivamente, sinalizando um cenário de crescimento moderado.
Juros, câmbio e contas externas
A taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 15% ao ano para 2025. As projeções indicam cortes graduais nos próximos anos, chegando a 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 10% em 2028. Segundo o relatório, não houve mudanças no número de instituições que estimam esses valores, o que mostra estabilidade nas expectativas de política monetária.
No câmbio, a previsão para o dólar ficou em R$ 5,45 no fim deste ano. Para os anos seguintes, o mercado projeta R$ 5,50 em 2026, R$ 5,51 em 2027 e R$ 5,56 em 2028.
Já o déficit em conta corrente — saldo das transações do Brasil com o exterior — aumentou de US$ 68,16 bilhões para US$ 69 bilhões, enquanto o superávit da balança comercial caiu de US$ 64,4 bilhões para US$ 62 bilhões. O investimento direto no país segue estimado em US$ 70 bilhões, sem alteração.
Contas públicas
As expectativas para as finanças do governo foram mantidas. O mercado projeta dívida líquida equivalente a 65,76% do PIB em 2025. O resultado primário, que mostra a diferença entre receitas e despesas antes dos juros, segue em déficit de 0,5% do PIB. Já o resultado nominal, que inclui os juros da dívida, permanece em -8,5% do PIB.
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“Nesse contexto, o Brasil pode se tornar protagonista” – Foto: Divulgação
A sustentabilidade e as mudanças climáticas estão cada vez mais centrais na agenda do agronegócio, e o carbono surge como um elemento-chave nessa transformação, com potencial de gerar novas fontes de receita para os produtores rurais. Segundo Guilherme Raucci, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Indigo para a América Latina, a valorização das práticas agrícolas regenerativas permite que os produtores sejam remunerados pelo impacto positivo de suas ações no meio ambiente.
Estudos da Embrapa Territorial apontam que o preço das emissões de carbono na agropecuária brasileira atingiu US$ 11,54 por tonelada de CO2 equivalente em 2021, mostrando o potencial econômico do tema. No contexto agrícola, as emissões podem ser diretas (Escopo 1), indiretas pela energia consumida (Escopo 2) ou indiretas na cadeia de valor (Escopo 3). É neste último escopo que os produtores podem exercer maior influência, adotando práticas que reduzem emissões e aumentam a sustentabilidade de toda a cadeia.
A Indigo atua nesse cenário por meio de programas que incentivam a adoção de técnicas regenerativas, como plantio direto, rotação de culturas e uso de plantas de cobertura. O impacto ambiental dessas ações é mensurado e reportado às empresas parceiras, que podem remunerar os produtores de acordo com os resultados alcançados. Diferente do modelo americano, no Brasil o foco está na medição do impacto real safra a safra, sem depender da venda de créditos de carbono no mercado.
“Nesse contexto, o Brasil pode se tornar protagonista mundial na oferta de redução de emissões de alta qualidade de escopo 3, apoiando empresas globais em suas metas climáticas e criando uma nova fronteira de valor para o setor agrícola. E não estamos falando de um futuro distante, mas de uma realidade. Na Indigo, por exemplo, já temos em escala um programa de escopo 3, cuja remuneração ao produtor será realizada ainda na safra de 2025. Um primeiro passo de muitas outras iniciativas”, conclui.
Com o foco voltado às atividades de campo envolvendo a temporada 2025/26, parte dos sojicultores brasileiros está afastada das negociações de lotes para entrega no spot. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o Centro de Pesquisas, esse comportamento elevou os valores domésticos da soja e sustentou os prêmios de exportação no Brasil. Vendedores nacionais têm expectativas de que a demanda da China por commodities brasileiras cresça no último trimestre deste ano. Essa expectativa é fundamentada nas incertezas na relação comercial entre Estados Unidos e o país asiático, conforme explicam pesquisadores.
Do lado da demanda, indústrias esmagadoras do país estão bastante ativas nas compras de soja. Por outro lado, muitas já indicam ter dificuldades na aquisição de novos lotes no spot, ainda de acordo com o Cepea.
O governo federal anunciou uma mudança estrutural no sistema de crédito imobiliário, permitindo que parte dos depósitos compulsórios da poupança, hoje direcionados em 65% ao financiamento habitacional, seja liberada para ampliar o crédito e reduzir os juros da casa própria.
A medida é tecnicamente interessante e politicamente inteligente: fala diretamente com milhões de brasileiros urbanos, de diferentes classes sociais, que sonham com o teto próprio.
Mas revela também o caráter eleitoral das decisões econômicas no Brasil. Enquanto o governo reforma o crédito habitacional para ganhar votos, o crédito rural segue travado, mesmo sendo o setor que sustenta o emprego, as exportações e o superávit da balança comercial.
O Brasil rural é composto por cerca de 77% de pequenos produtores familiares e 23% de produtores médios e grandes. Esses 23% respondem por aproximadamente 75% do valor total da produção agropecuária — ou seja, são eles que garantem o abastecimento, o saldo comercial e a geração de renda no interior.
Mas há um problema: esses produtores representam poucos votos. São numericamente minoritários, dispersos geograficamente e com baixo impacto eleitoral. Em termos políticos, não elegem governos. E, por isso, ficam fora das grandes reformas econômicas.
No outro extremo, o crédito habitacional fala com dezenas de milhões de famílias urbanas — um público que decide eleições. Liberar compulsórios da poupança e ampliar o crédito para moradia é mais que política econômica: é estratégia eleitoral.
Os 23% de produtores médios e grandes, que respondem pela maior parte da produção agropecuária, enfrentam hoje juros proibitivos, limites travados e ausência de crédito novo. Negociam dívidas, mas não conseguem crédito adicional para operar, o que compromete o ciclo produtivo.
A diferença é brutal:
O crédito urbano é reformado por decreto;
O crédito rural é remendado por renegociação.
E o resultado é previsível: o Brasil financia o consumo, mas estrangula a produção. Se o governo realmente quisesse equilibrar o jogo, aplicaria ao campo a mesma lógica usada na habitação:
Liberar parte dos depósitos compulsórios à vista, que hoje ficam imobilizados no sistema financeiro, para irrigar crédito com juros menores e prazos mais longos aos produtores rurais.
Essa medida, tecnicamente viável e de impacto macroeconômico baixo, permitiria:
Aumentar a liquidez para o crédito rural sem depender de novos subsídios fiscais.
Reduzir os spreads bancários no financiamento agrícola, que hoje superam 20% ao ano.
Fortalecer os 23% de produtores médios e grandes que sustentam a produção e as exportações, mas estão sem acesso a capital competitivo.
Gerar efeito multiplicador sobre emprego, logística e renda nas regiões do interior.
Em resumo: o governo poderia transformar uma decisão política em política de Estado, usando os depósitos à vista como instrumento de desenvolvimento rural, da mesma forma que faz com a poupança urbana.
A diferença não está na economia — está nas urnas. No Brasil, o crédito é concedido conforme o peso do eleitor, não o peso da produção.
Nas cidades, a habitação é pauta eleitoral de massa: Cada contrato assinado é uma família satisfeita, um voto potencial. No campo, o crédito é tema técnico, sem glamour nem palco, um investimento silencioso que não rende manchete nem voto.
Enquanto isso, o país segue dependente de exportações do agro, mas incapaz de oferecer crédito barato a quem produz. É o paradoxo do Brasil moderno: o campo sustenta o PIB, mas a cidade decide o orçamento.
Crédito para votos ou crédito para produção?
A liberação de compulsórios da poupança para o crédito imobiliário é uma medida de impacto político imediato. Mas o verdadeiro desafio é reformar o crédito rural, permitindo que os depósitos à vista financiem com juros competitivos os 23% de produtores que respondem por 75% da produção nacional.
O Brasil precisa escolher se quer um crédito que ganha eleições ou um crédito que gera riqueza. Enquanto o governo financiar votos e esquecer a produção, continuará faltando coerência entre o discurso de crescimento e a prática da política.
Afinal, de nada adianta construir casas se faltar crédito para quem produz o alimento que vai dentro delas.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O lado bom da crise é que ela obriga os agentes em prejuízo a voltarem à mesa de debates em busca de soluções. O lado ruim é que, mais uma vez, ignoram suas próprias responsabilidades acumuladas ao longo de três décadas e repetem os mesmos erros, sustentando discursos que mascaram a realidade e terceirizam responsabilidades. Agem como se não fossem eles mesmos — governo, agentes financeiros e produtores — os principais causadores do desequilíbrio atual. A pergunta é simples: não aprenderam nada com história?
No agronegócio, risco se administra, não se terceiriza. Quando se ignora esse princípio, o resultado é sempre o mesmo — crédito comprometido, renegociações recorrentes, inadimplência , recuperação judicial, perda de patrimônio do produtor, famílias desestruturadas, e um setor que continua girando no ciclo vicioso da imprevidência.
O recente discurso de significativa parte do sistema financeiro, tenta explicar o endividamento do agronegócio brasileiro sob a ótica da “alavancagem excessiva”. No entanto, essa leitura financista é míope: ignora que o verdadeiro motor da crise não é o preço, nem o mercado, mas o risco climático não gerido, que corrói margens, destrói capacidade produtiva e multiplica perdas.
Na teoria econômica, alavancagem significa o uso de capital de terceiros para potencializar retornos. É legítima quando associada à gestão de riscos. Mas, no campo, alavancar sem seguro rural e sem proteção de preço é roleta financeira. A alavancagem irresponsável nasce da omissão dos próprios agentes financeiros, que liberam crédito sem exigir garantias reais de resiliência — seguro rural e hedge de preços — e, depois, socializam prejuízos com programas de renegociação e perdão de dívidas.
A ausência de uma política robusta de gestão de riscos agropecuários, especialmente via seguro rural, é o verdadeiro nó estrutural. É incoerente que instituições financeiras que operam bilhões em crédito rural negligenciem o seguro como ferramenta essencial de estabilidade. Falar de rentabilidade e de mercado sem falar de risco climático é tratar o sintoma, não a causa.
Preço é cíclico — e pode ser protegido com hedge e derivativos. Clima é permanente — e previsível em sua imprevisibilidade. Nos países que servem de referência, como Espanha e Estados Unidos, o produtor que não contrata seguro rural ou não adota instrumentos de proteção simplesmente não recebe ajuda extraordinária. É a lógica da responsabilidade compartilhada e da prevenção.
Chegou a hora de o Brasil amadurecer. É preciso responsabilizar quem ignora o risco, exigir gestão de riscos como condição para o crédito, e estruturar políticas preventivas, não paliativas. Caso contrário, a próxima seca voltará a expor o mesmo enredo: dívidas impagáveis, renegociações disfarçadas e a perpetuação de um modelo que confunde crédito com socorro.
*Pedro Loyola é coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.
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