quarta-feira, abril 15, 2026

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Semeadura do arroz avança lentamente no Rio Grande do Sul


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS na última quinta-feira (9), a semeadura do arroz alcançou 12% da área projetada no estado. A irregularidade das chuvas e a elevada umidade do solo dificultaram o preparo das áreas e o avanço dos trabalhos. “Nos períodos de tempo firme, há retomada gradual das atividades, especialmente nas áreas com melhor drenagem e estruturação”, informou o boletim.

A Emater destacou que a atual conjuntura da safra reflete o menor uso de insumos, resultado direto da queda dos preços de comercialização. “A redução de preços tem impactado a capacidade de investimento e a sustentabilidade econômica do setor”, apontou a instituição.

De acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), a safra 2024/2025 de arroz irrigado encerrou com produtividade média de 9.044 kg por hectare nos 970.216 hectares colhidos, resultando em 8.762.370 toneladas. Para a safra 2025/2026, a estimativa é de redução de 5,17% na área plantada, totalizando 920.081 hectares. A produtividade prevista é de 8.752 kg por hectare, o que deve resultar em produção de 8.052.213 toneladas, queda de 8,10%.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o excesso de umidade atrasou as atividades de campo. “Até o momento, pouco mais de 6 mil hectares foram semeados, número bem inferior aos 85 mil hectares registrados no mesmo período do ano passado”, informou o órgão. Em áreas próximas aos rios Uruguai, Ibicuí e Itu, diversas propriedades continuam alagadas ou com acesso restrito. A estimativa é de uma redução de até 10% na área cultivada, em razão das condições meteorológicas e das dificuldades financeiras dos produtores. Em São Gabriel, a semeadura em sistema pré-germinado alcançou 70% da área prevista. Na Campanha, o plantio segue de forma pontual, repetindo o comportamento de anos anteriores em propriedades com melhor infraestrutura.

Na região de Pelotas, o ritmo de plantio é mais acelerado, com 34% da área total semeada. Os períodos de sol e as temperaturas mais altas favoreceram o preparo do solo e a construção de taipas e marachas. As chuvas registradas nos dias 4 e 5 de outubro, entre 15 mm e 103 mm, contribuíram para recuperar a umidade superficial sem prejudicar as operações.

Na região de Santa Maria, o plantio teve início, mas o excesso de chuvas atrasou o andamento dos trabalhos. Em Cacequi, a semeadura segue lenta e irregular, alcançando 5% da área prevista. “Os danos em estradas e pontes dificultam o transporte de máquinas e insumos, elevando os custos operacionais”, informou o relatório. Mesmo com as dificuldades, os produtores seguem o planejamento técnico, priorizando áreas com melhor drenagem.

Na região de Santa Rosa, a implantação das lavouras segue suspensa por causa da saturação do solo, que impede o tráfego de maquinário agrícola. A Emater alertou que “há preocupação entre os produtores com a possível sobreposição do plantio do arroz e da soja”, o que pode gerar competição por mão de obra e logística durante a colheita.

Na região de Soledade, os trabalhos de custeio e as semeaduras iniciais avançaram, alcançando 10% da área total prevista. O clima mais estável na última semana permitiu o preparo do solo e o início dos plantios em sistema pré-germinado e em solo seco. “O estabelecimento inicial está dentro da normalidade, com boa emergência e plântulas vigorosas”, apontou a Emater. A janela de semeadura segue aberta até dezembro, conforme o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).





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BNDES aprova R$ 1,6 bilhão para afetados pelo tarifaço dos EUA



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 1,6 bilhão em créditos para que empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos busquem novos mercados.

Em média, o tempo entre análise e aprovação de projetos no Plano Brasil Soberano foi de 18 dias, abaixo dos 60 dias habituais na instituição.

O presidente norte-americano, Donald Trump, assinou no dia 30 de julho a ordem executiva que instituiu a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos a partir de 6 de agosto.

A medida veio acompanhada de uma lista de isenções de quase 700 itens, com alívio a setores como o de suco de laranja e o de fabricação de aeronaves. Cerca de 3,8 mil itens brasileiros estão sujeitos à sobretaxa de 50%.

O BNDES aprovou 47 operações na linha Giro Diversificação, para busca de novos mercados, com destaque para:

  • Exportação de café: R$ 108,9 milhões;
  • Açúcar: R$ 220 milhões;
  • Equipamentos elétricos: R$ 191,1 milhões;
  • Outros alimentos: R$ 249,7 milhões; e
  • Utensílios: R$ 79,5 milhões

As operações têm como destino exportações para a Suíça, Reino Unido, Canadá, França, Argentina, Bolívia, Equador, Chile, Paraguai, República Dominicana e Uruguai.

“A agilidade na aprovação de projetos para que as empresas busquem novos mercados é resultado do empenho dos empregados do BNDES em atender ao chamado do presidente Lula de não deixar nenhuma empresa para trás. Outras 66 operações, na mesma linha, estão em análise no banco, somando mais R$ 2 bilhões em projetos”, esclareceu o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.



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confira os preços da arroba e do atacado hoje



O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços em predominante acomodação no início da semana.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços no curto prazo, considerando o atual posicionamento das escalas de abate dos frigoríficos de menor porte.

“Os frigoríficos de maior porte ainda sinalizam para uma posição mais confortável de suas escalas de abate, ainda contando com boa incidência de animais de parceria. Já as exportações seguem muito contundentes, com crescimento importante do volume e principalmente da receita”, ressalta.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 311,08 — na sexta passada: R$ 311,42
  • Goiás: R$ 298,21 — R$ 296,61
  • Minas Gerais: R$ 298,53 — R$ 297,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 322,16 — R$ 322,02
  • Mato Grosso: R$ 293,28 — R$ 293,68

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo, ainda com o efeito da entrada dos salários na economia.

  • Quarto traseiro: segue a R$ 25,00 por quilo
  • Ponta de agulha: ainda é precificada a R$ 16,50 por quilo
  • Quarto dianteiro: se mantém cotado a R$ 18,00 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,80%, sendo negociado a R$ 5,4593 para venda e a R$ 5,4573 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4412 e a máxima de R$ 5,4997.



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TRF6 isenta produtor rural de ART e CREA em Minas Gerais



Sistema Faemg Senar celebra importante vitória judicial em defesa dos produtores



Foto: Pixabay

O Sistema Faemg Senar celebra importante vitória judicial em defesa dos produtores rurais mineiros. A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), por decisão unânime, manteve sentença que anulou auto de infração e multa aplicados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (CREA/MG) a um produtor rural. A decisão reforça a segurança jurídica no campo e representa mais um êxito institucional obtido pelo Sistema Faemg Senar na defesa dos interesses do setor agropecuário mineiro.

O CREA/MG pretendia obrigar o produtor, que desenvolve atividades de cafeicultura e bovinocultura, a se registrar no Conselho e contratar profissional habilitado com emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), sob o argumento de que a emissão de Cédula de Crédito Rural exigiria assistência técnica especializada.

• As atividades agropecuárias não configuram exercício de profissão privativa de engenheiro agrônomo, conforme a Lei nº 5.194/1966;• A emissão de Cédula de Crédito Rural não implica, por si só, obrigatoriedade de ART ou de assistência técnica, salvo quando expressamente exigida pela instituição financeira;• Eventual responsabilidade técnica, quando necessária, é da própria instituição financeira, nos termos da Lei nº 4.829/1965, do Decreto-Lei nº 167/1967 e da Resolução CMN nº 4.883/2020.

Com essa decisão, o TRF6 reafirma entendimento já consolidado em outros casos patrocinados pelo Sistema Faemg Senar: o produtor rural, pessoa física, que exerce atividades agropecuárias em sua propriedade, não está obrigado a se registrar no CREA/MG nem a contratar responsável técnico, salvo em situações específicas que demandem projeto técnico especializado. A decisão foi relatada pelo Desembargador Federal André Prado de Vasconcelos.

A Assessoria Jurídica do Sistema Faemg Senar segue acompanhando o caso até o trânsito em julgado da decisão e permanece à disposição para esclarecimentos adicionais.





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Lei de bioinsumos promete avanço sustentável, mas falta de regras trava o setor



A lei dos bioinsumos, sancionada em 2024, abriu caminho para uma agricultura mais sustentável e competitiva no Brasil. No entanto, o avanço efetivo do setor ainda depende da regulamentação, que segue em elaboração por um grupo de trabalho do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio) defende que o texto traga critérios técnicos objetivos, simplificação no processo de registro e previsibilidade regulatória para estimular o desenvolvimento da indústria nacional.

Segundo a diretora da ANPII Bio, Júlia Emanuela de Souza é fundamental que a inovação e a pesquisa sejam respeitadas dentro do processo regulatório. “É preciso garantir agilidade para atualizar regras e permitir o desenvolvimento de novas tecnologias importantes para o campo”, destacou.

A regulamentação também busca reduzir a burocracia e a insegurança jurídica existentes hoje, unificando normas e reconhecendo a múltipla funcionalidade dos bioinsumos, característica essencial desses produtos para a agricultura moderna.



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Restauro florestal pode render US$ 100 bilhões por ano a países tropicais



Transformar as florestas tropicais em ativos econômicos e climáticos: essa é a proposta do estudo divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Climate Policy Initiative, ligado à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CPI/PUC-Rio).

O levantamento apresenta o Mecanismo de Reversão de Desmatamento (Reversing Deforestation Mechanism – RDM), que pode gerar até US$ 100 bilhões em receitas anuais para países com florestas tropicais.

O estudo foi desenvolvido a partir de uma solicitação do presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago.

A ideia é reunir dados sobre as dimensões econômicas da conferência, dentro do “Roteiro de Baku a Belém para 1,3T”, iniciativa que procura reunir US$ 1,3 trilhão para financiar a transição energética.

“As florestas não são apenas vulneráveis às mudanças do clima, elas são ativos indispensáveis para a luta climática”, destaca Juliano Assunção, diretor executivo do CPI/PUC-Rio.

“Ampliar a remoção de carbono da atmosfera é cada vez mais prioridade, e as florestas tropicais oferecem uma das ferramentas mais poderosas disponíveis”.

O mecanismo proposto é baseado em pagamentos por resultados de restauração florestal, criando incentivos financeiros para países tropicais ampliarem a recuperação de áreas degradadas.

A estimativa é que o RDM possa gerar receitas superiores a US$ 5 mil por hectare restaurado, com potencial de remoção de até 2 GtCO₂ por ano (emissões globais de dióxido de carbono em toneladas).

Regeneração da Amazônia

No caso da Amazônia, o estudo mostra que o uso do RDM poderia reverter o cenário atual: em vez de emitir 16 GtCO₂ em 30 anos, a região poderia capturar 18 GtCO₂ através da regeneração natural em larga escala. Isso representaria cerca de US$ 30 bilhões anuais em receitas para a região.

“A Amazônia tem contribuição relevante para as metas climáticas globais”, afirma Assunção. “A restauração florestal, quando associada à captura de carbono a um preço justo do carbono, é um uso da terra mais lucrativo do que a pecuária de baixa produtividade”.

O RDM se diferencia de iniciativas como o REDD+ jurisdicional (JREDD+) e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), pois foca na restauração em escala, e não apenas na prevenção do desmatamento. O mecanismo é estruturado como um acordo bilateral entre um comprador (como um governo ou instituição privada) e uma jurisdição (nacional ou subnacional).

Os pagamentos são baseados na quantidade de carbono capturado e gerenciados por fundos jurisdicionais destinados à restauração florestal, prevenção de queimadas e desenvolvimento socioeconômico das comunidades locais.

Segundo o CPI/PUC-Rio, os países tropicais analisados — 91 ao todo — possuem 1,27 bilhão de hectares de florestas, armazenando o equivalente a um terço das emissões históricas globais de CO₂. Restaurar as áreas degradadas desde 2001 poderia recapturar até 49 GtCO₂.

“A restauração em larga escala pode transformar milhões de hectares degradados em ativos climáticos, mas isso só será possível se mobilizarmos financiamento robusto e de longo prazo. A COP30 é a oportunidade de consolidar uma arquitetura financeira capaz de mobilizar recursos internacionais à altura do potencial das florestas tropicais na agenda climática”, diz Assunção.



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Brasil mapeia oportunidades de exportação de tilápia para EUA e Europa



O Brasil é o quarto maior produtor mundial de tilápia, atrás apenas de China, Indonésia e Egito, com uma produção anual de cerca de 662 mil toneladas. Apesar do volume expressivo, ainda há grande potencial a ser explorado nos mercados internacionais, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, apontam pesquisadores da Embrapa.

A pesquisa, realizada em parceria com a Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), envolveu visitas a países como França, Espanha e estados norte-americanos como Flórida e Massachusetts. Os pesquisadores entrevistaram importadores, atacadistas e participaram de feiras do setor, identificando oportunidades para expansão das exportações.

Nos Estados Unidos, o Brasil já é o segundo maior exportador de tilápia fresca, mas a maior parte do mercado consome peixe congelado, segmento em que o país ainda tem baixa participação.

Na Europa, o consumo é mais restrito, focado em nichos étnicos, mas há potencial significativo para produtos frescos quando houver reabertura do mercado, atualmente fechado por questões sanitárias desde 2018.

“É preciso desenvolver estratégias de comunicação e comercialização para conquistar esses mercados, ajustando volumes, preços e logística”, destaca o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Manuel Pedroza.



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novo parceiro impulsiona fazenda goiana


Com sete hectares em Anápolis, região central de Goiás, a família Silva é proprietária da Fazenda Primavera, focada em pecuária leiteira. “Começamos com apenas cinco vacas pouco produtivas”, lembra Odair Albino da Silva. Hoje, já são 32 em lactação que chegam a gerar até 700 litros diários.

Ele conta que, se tudo der certo, no ano que vem conseguirá alcançar a sonhada marca de mil litros por dia, número que tem fixo na cabeça desde 2013, quando, junto com a mulher, Maria Amélia da Silva, e o único filho, Iago Albino da Silva, adquiriram o local e abriram espaço para os animais, para a sala de ordenha, o cocho e negociaram a área arrendada com a lavoura de milho para o fornecimento da ração.

Para ter mais qualidade de vida e atraídos pela rentabilidade da soja em 2022, quando a saca ultrapassou os R$ 200 pela primeira vez na história, ficaram tentados a investir unicamente na produção da oleaginosa, mas a vocação leiteira falou mais alto.

“Eu gosto de trabalhar com leite. Meu filho, que usa muito mais a inteligência do que a força bruta, pode futuramente combinar o leite com a soja ou outra cultura, mas, por enquanto, só queremos mexer com leite porque está dando muito certo”, diz o patriarca.

Segundo ele, as coisas começaram a mudar quando um parceiro de peso chegou e lhes disse que poderiam ter uma produção que gerasse mais renda e, de quebra, agredisse muito menos o meio ambiente. Assim, passaram a fazer parte do Programa Nature por Ninho, da Nestlé.

A iniciativa por enquanto só existe no Brasil e oferece consultoria aos mais de mil produtores de leite que fornecem o produto exclusivamente à companhia. Assim, além do preço fixado, recebem uma bonificação pelo litro da bebida conforme as iniciativas sustentáveis que adotam ao longo do processo.

Quem entra no programa começa com o nível bronze, como é o caso da Fazenda Primavera. Para atingir o próximo patamar, o prata, a propriedade precisa, necessariamente, começar a investir em genética. O Nature por Ninho ainda possui os níveis ouro e diamante e integra o compromisso da Nestlé em neutralizar as emissões de suas operações em 50% até 2030 e em 100% até 2050, missão que inclui as cadeias de fornecimento.

De pai para filho

Odair e Iago - produtores leite GoiásOdair e Iago - produtores leite Goiás
Odair Albino da Silva e o filho Iago Albino da Silva. Foto: Reprodução

Falando no longo prazo, Odair é otimista quanto ao futuro da fazenda. Ainda que os meandros do termo “sucessão” não lhe sejam tão familiares, confia cegamente no filho para seguir na gestão da propriedade.

“Meu filho tem ideias novas que vão melhorando a produção. A minha esposa e eu não, quando começamos era só na força e na ignorância. Daqui a dez anos, quando ele estiver à frente de tudo, estará produzindo três, quatro mil litros por dia”, prenuncia.

Já o filho não enxerga na continuidade do trabalho uma obrigação, mas uma missão. “Temos que melhorar, trazer cada vez mais tecnologia para a fazenda, quem sabe em um futuro próximo estar com uma estrutura melhor, um barracão, uma ordenha melhor, com mais mão de obra, evoluir. Penso em cada vez mais estar em um patamar diferente, em continuar com esse legado dos meus pais que tenho certeza que não foi fácil para eles atingirem”, conta Iago.

Como sua primeira ação na fazenda, a adoção de um GPS no velho trator da família veio em boa hora, mas não sem a estranheza do pai. “Ele ficou um pouco resistente no começo, mas depois viu que é uma questão de economia, porque se você não tem o GPS e vai aplicar algum adubo ou defensivo, acaba gastando mais do que precisa, às vezes tem erros, então quando vamos aplicar adubo ou esterco, temos mais precisão [no que estamos fazendo]”.

Iago confessa que não pensava em seguir na pecuária leiteira quando era mais novo, principalmente ao ver os sacrifícios dos pais. “Hoje eu tenho vontade de que seja uma atividade [que vou desempenhar] pelo resto da minha vida, o meu ganha pão, para o meu crescimento, vejo como uma atividade atrativa. Não é fácil, principalmente para jovens como eu, mas é algo que enxergo com novos olhos”, conta.



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MP denuncia empresário por 120 golpes e fraude de mais de R$ 20 milhões



O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou na última sexta-feira (10) Celso Antônio Fruet, um empresário de 72 anos do ramo de cereais, que aplicou golpes contra pelo menos 120 produtores rurais e lucrou ilicitamente R$ 20,3 milhões no município de Campo Bonito, no oeste do estrado.

O golpista era proprietário de uma empresa cerealista. Mesmo após vender o seu negócio para uma cooperativa da região, continuou negociando grãos com diversos agricultores, adquirindo e recebendo mercadorias sem realizar os pagamentos.

Segundo a promotora de Justiça Ana Carolina Lacerda Schneider, a venda de sua empresa gerou lucro de mais de R$ 40 milhões. O MP está em processo de verificação sobre a destinação do dinheiro.

De acordo com investigação, o denunciado possuía o negócio há cerca de 30 anos na região e atuava armazenando sacas de soja e trigo de agricultores nos silos de sua propriedade.

Consequências para vítimas e golpista

As vítimas receberam a notificação da fraude no dia 21 de julho deste ano quando, ao se deslocaram até o estabelecimento comercial de Fruet, descobriram o local vendido e as atividades encerradas.

Conforme denúncia, a Promotoria de Justiça acredita que ele se aproveitava da relação de confiança que criou com diversos produtores rurais para aplicar os golpes.

Além disso, as investigações também apontaram que ele teria praticado crimes semelhantes em anos anteriores nos municípios paranaenses de Capanema e Catanduvas, sendo que esses crimes já prescreveram.

Ao todo, Celso Antônio Fruet foi denunciado por 124 ocorrências do crime de estelionato, sendo que em 38 desses casos as vítimas eram idosos. Além da condenação às penas previstas em lei, o MP também requer o pagamento de valor mínimo a título de reparação aos danos causados às vítimas.

O suspeito tem um mandado de prisão em aberto e é considerado foragido pela polícia.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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À espera por cotações melhores, produtores de soja focam no plantio; confira os preços do dia



O mercado brasileiro de soja começou a semana com baixa oferta e poucas indicações de negócios. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, os produtores permanecem concentrados no plantio da nova safra e mais cautelosos nas vendas, à espera de cotações mais atrativas.

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Silveira explica que não houve grandes movimentações nem no porto e nem na indústria, com prêmios praticamente estáveis. A leve alta registrada na Bolsa de Chicago (CBOT) limitou-se a ajustes técnicos, sem força para alterar o cenário doméstico. “Os preços tiveram apenas pequenas oscilações”, resume o analista.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 133,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 134,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 126,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 138,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 139,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira. Após a queda expressiva do pregão anterior, o mercado reagiu a declarações mais conciliatórias do presidente Donald Trump e do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que amenizaram o tom das tensões comerciais com a China.

A recuperação, no entanto, foi limitada pelo cenário fundamental, ou seja, avanço da colheita norte-americana e boas condições para o plantio no Brasil. A paralisação parcial do governo americano segue no radar e afeta a divulgação de dados importantes de oferta, demanda e embarques.

Contratos futuros

O contrato de novembro subiu 1,00 centavo de dólar (0,09%), fechando a US$ 10,07 ¾ por bushel. A posição janeiro encerrou a US$ 10,25 ¼, com ganho de 2,00 centavos (0,19%).

Nos subprodutos, o farelo para dezembro caiu US$ 0,90 (0,32%), a US$ 274,10 por tonelada, enquanto o óleo fechou a 50,60 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 0,63 centavo (1,26%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,80%, cotado a R$ 5,4593 para venda e R$ 5,4573 para compra, após oscilar entre R$ 5,4412 e R$ 5,4997.



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