domingo, abril 12, 2026

Agro

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silo lotado de grãos desaba, gera faísca e provoca correria de trabalhadores



Um silo de grãos, aparentemente com soja, partiu ao meio e desabou nessa quarta-feira (15), na cidade de Martinton, no estado de Illinois, nos Estados Unidos.

Vídeo compartilhado nas redes sociais mostra trabalhadores correndo para não serem atingidos pela estrutura. Não houve relatos de feridos e nem de vítimas fatais.

Antes de o silo chegar completamente ao chão, é possível enxergar uma faísca no topo. Os funcionários da agroindústria relataram que tinham acabado de limpar a área quando um membro da equipe avistou uma rachadura no armazém vertical.

Mesmo sem feridos, a polícia da cidade disse que centenas de casas na região ficaram sem energia elétrica e que ainda não há estimativa para quando a luz será restaurada. O acidente ainda está sob investigação.



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Exportações de soja brasileira para China crescem mais de 50% em setembro



As exportações brasileiras de soja registraram forte crescimento, impulsionadas pela suspensão das compras do grão pelos Estados Unidos. Só em setembro, o volume enviado à China cresceu mais de 50% em relação ao mesmo mês de 2024.

Em setembro, a China não importou sequer uma saca de soja dos Estados Unidos, e outubro segue na mesma linha. Essa movimentação internacional favorece significativamente os embarques brasileiros, especialmente para o gigante asiático.

Grão

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, as exportações brasileiras de soja em grão já superam os volumes totais dos mesmos períodos em anos anteriores. Até a primeira semana de outubro, o país havia exportado 96 milhões de toneladas, superando os 94 milhões de toneladas registrados entre janeiro e outubro de 2024.

Considerando que o total exportado no ano passado foi de 98,8 milhões de toneladas, espera-se que até o final de outubro de 2025 o volume alcance 100 milhões de toneladas no período de 10 meses, projetando um recorde conservador de 110 milhões de toneladas para todo o ano.

Farelo de soja

O complexo soja também mostra recuperação em seus derivados. O farelo de soja acumula 18,13 milhões de toneladas de janeiro à primeira semana de outubro de 2025, superando o mesmo período do ano passado. A expectativa é fechar o ano com mais de 24 milhões de toneladas, podendo chegar a 25 milhões.

Óleo de soja

No caso do óleo de soja, as exportações somam 1,54 milhão de toneladas até o início de outubro, acima do total de 2024, que foi de 1,35 milhão de toneladas. Embora não deva bater o recorde histórico, a retomada é considerada significativa, já que o crescimento ocorre em cenário de abertura de mercado, diferente dos anos anteriores, quando crises externas, como a guerra na Ucrânia, afetaram o setor.

Complexo soja: grão, farelo e óleo

Somando grão, farelo e óleo, o volume exportado até a primeira semana de outubro já alcança aproximadamente 115,6 milhões de toneladas, superando o total de 2024. A expectativa é que, no final de outubro, esse número ultrapasse 120 milhões de toneladas, consolidando recordes históricos para o Brasil.

Importância da China

A China tem papel central nesse cenário. No acumulado de janeiro a setembro, a participação do país cresceu 11%, passando de 65 milhões de toneladas em 2024 para 72 milhões de toneladas em 2025. O chamado “tarifaço”, com a suspensão das importações de soja dos EUA pela China, beneficiou diretamente os embarques brasileiros, abrindo caminho para recordes históricos no setor.



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com incertezas geopolíticas, Brasil assume protagonismo no mercado global


O mercado global de soja atravessa um momento de elevada incerteza, marcado por tensões geopolíticas crescentes e mudanças profundas nas rotas de comércio internacional. O embate entre Estados Unidos e China — os dois players mundiais da oleaginosa — tem gerado um impasse relevante, com reflexos diretos sobre os preços, os prêmios e a competitividade entre as origens exportadoras.

China ausente do mercado americano

Desde maio, a China praticamente interrompeu suas compras de soja norte-americana, redirecionando a demanda quase que exclusivamente para o Brasil. Essa mudança estrutural tem provocado forte desvalorização nos preços da soja nos Estados Unidos e pressionado as margens dos produtores locais, que enfrentam custos elevados e uma Bolsa de Chicago (CBOT) com tendência persistentemente baixista.

O cenário é agravado por recentes movimentos do presidente Donald Trump, que tem aventado novas tarifas sobre produtos chineses e discutido restrições no comércio de terras raras. Contudo, no campo da soja em grão, os chineses têm se mantido firmemente abastecidos pela safra brasileira, reduzindo de forma significativa sua dependência do produto americano.

Brasil domina a janela americana

Embora em setembro o impacto ainda fosse limitado, a ausência chinesa no mercado dos EUA passou a ser mais sensível a partir de outubro — meses tradicionalmente considerados o pico das exportações norte-americanas. Entre janeiro e setembro, o Brasil já exportou mais soja para a China do que em todo o ano de 2024, um avanço de aproximadamente 12% sobre o volume embarcado no mesmo período do ano anterior, e ainda restam janelas de embarque até dezembro.

Para os Estados Unidos, a perda de competitividade nesse período crítico tende a se refletir em revisões nos estoques e em uma maior pressão sobre os preços futuros em Chicago. Além disso, o país enfrenta o problema adicional do shutdown governamental, que tem atrasado a divulgação de dados oficiais sobre colheita, oferta e exportações — deixando o mercado sem referências fundamentais justamente no meio da safra.

Brasil como protagonista

Enquanto isso, o Brasil assume de forma cada vez mais consolidada o papel de principal fornecedor global de soja. Os line-ups indicam mais de 102 milhões de toneladas já comprometidas para exportação, com potencial de atingir 107 milhões até o fim do ano. Esse volume recorde tem sustentado os prêmios nos portos brasileiros, especialmente em outubro, mês que promete quebrar a sazonalidade tradicional de desaceleração no final do ano.

Mesmo com a força atual das exportações, o país deve encerrar o ciclo com estoques de passagem mais confortáveis, próximos de 6 milhões de toneladas, um avanço em relação
a 2024. Contudo, a manutenção dessa condição dependerá da continuidade das compras chinesas.

Perspectivas para 2026: pressão de oferta e ajuste de preços

O horizonte para 2026, entretanto, aponta para uma mudança significativa no equilíbrio do mercado. O Brasil pode colher uma safra recorde de até 180,8 milhões de toneladas, o que, somado a estoques mais altos nos Estados Unidos, tende a gerar um cenário de oferta abundante e prêmios sob pressão. Nos portos brasileiros, os prêmios hoje positivos para a safra nova podem rapidamente se tornar negativos à medida que o volume de oferta aumenta entre março e maio.

Essa dinâmica, combinada a uma possível cotação abaixo de US$ 10,00 por bushel na CBOT, deve resultar em recuos importantes nos preços físicos durante o primeiro semestre de 2026.

O mercado de soja entra em um novo ciclo de realinhamento global, no qual o Brasil se consolida como principal origem da oleaginosa, mas também se torna mais vulnerável às flutuações de demanda e às oscilações geopolíticas. O comportamento da China nos próximos meses e o ritmo da colheita americana serão determinantes para definir se o atual equilíbrio se manterá — ou se novas correções de preço virão pela frente.

Rafael SIlveira, analista de soja da Safras & Mercado

*Rafael Silveira é economista com pós-graduação em Finanças, Investimento e Banking pela PUC-RS. É especialista em mercados agrícolas na consultoria Safras & Mercado, com ênfase em estratégias de investimento e gestão de risco em commodities


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Polícia Civil fecha alambique clandestino e apreende 500 litros de cachaça adulterada



A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) fechou, nessa última quarta-feira (15), um alambique de cachaça no município de Capim Branco, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia Civil em Matozinhos e resultou na prisão em flagrante de três homens, de 41, 44 e 74 anos, além da apreensão de grande quantidade de bebida irregular e materiais de envase.

A investigação começou após denúncia anônima no Disque Denúncia Unificado (DDU) sobre a produção e envase de bebidas alcoólicas sem autorização sanitária.

As equipes da polícia encontraram uma estrutura improvisada usada para fabricar e armazenar cachaça, em condições precárias de higiene e sem qualquer licença.

Material apreendido

No local, a polícia apreendeu cerca de 500 litros de líquido semelhante à cachaça, 18 vasilhames de armazenamento, centenas de garrafas vazias, dois veículos, rótulos falsificados e diversos documentos. Todo o material foi recolhido pela Vigilância Sanitária Municipal para descarte adequado.

Segunda unidade de produção

Durante a ação, os agentes localizaram uma segunda unidade de produção na mesma rua, onde garrafas eram lavadas de forma irregular para reutilização. Uma mulher foi autuada por desobediência no momento da ação.

A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária Municipal e da perícia técnica da Polícia Civil de Minas Gerais.



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Falta de chuvas prejudica andamento do plantio de soja em MT



O atraso na regularização das chuvas em Mato Grosso tem sido motivo de alerta para a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja MT). Apesar do fim do vazio sanitário da soja no dia 6 de setembro, até a última atualização do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), menos de 25% da semeadura havia sido concluída.

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A associação avalia que a falta de precipitações contínuas limita o ritmo das operações em campo, aumenta o risco de falhas de estande e de replantio, além de pressionar a janela de plantio da segunda safra de milho.

Segundo o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o cenário tem sido desafiador nas diferentes regiões do estado. “O andamento do plantio chegou a 21%, mas muitas previsões de chuva não se confirmaram. Havia expectativa de aceleração após a segunda quinzena de setembro e, agora, na segunda quinzena de outubro, as chuvas ainda não se regularizaram”, explica.

Falta de chuvas: desafio para sojicultores

Mesmo com o plantio em andamento, algumas áreas passaram mais de 10 dias sem chuva, o que pode causar deficiência no estande das plantas, má distribuição do plantio ou necessidade de replantio, ainda sem possibilidade de mensuração. Tem sido um plantio desafiador este ano, porque, apesar do ritmo acelerado, as chuvas ainda precisam se regularizar para garantir maior segurança.

Beber alerta que a regularização das precipitações é decisiva para acelerar o plantio e garantir a janela segura da safra de milho, que vem ganhando espaço na produção mato-grossense. “Tivemos casos de lavouras semeadas que só receberam chuva alguns dias depois. Essas plantas tendem a perder porte, ficar mais baixas e, com falhas de estande, podem comprometer a produtividade e, consequentemente, a produção do estado, já que uma área já foi plantada”, diz.

Isso pode impactar o resultado final da safra. Além disso, muitos produtores não conseguiram acelerar o plantio para evitar atrasos na segunda safra, o que preocupa, já que o ideal é que, até 20 de outubro, todas as áreas destinadas ao milho estejam plantadas, garantindo uma janela segura de produção.

Lado financeiro

Além dos riscos agronômicos, a Aprosoja MT alerta para os impactos financeiros. A necessidade de replantio envolve custos elevados, e os produtores enfrentam o dilema entre garantir a janela da segunda safra ou correr o risco de perda de produtividade caso não replantem. Problemas como sementes com vigor insuficiente podem aumentar ainda mais as perdas, afetando diretamente a rentabilidade das propriedades.



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como identificar dermatofilose e papilomatose



O aparecimento de lesões cutâneas e manchas em bezerros é um forte indicativo da presença de enfermidades que podem comprometer severamente a saúde e o desenvolvimento do animal. A vigilância sanitária é essencial, pois essas doenças, quando não controladas, podem se espalhar rapidamente e gerar grandes prejuízos na fase de cria.

Segundo o professor de medicina veterinária Guilherme Vieira, as manchas e lesões em bezerros são frequentemente indicativas de duas doenças principais: a Dermatofilose ou a Papilomatose.

O especialista alerta que, embora o diagnóstico exato exija a avaliação in loco, ambas são altamente contagiosas. Portanto, a primeira e mais urgente medida para qualquer criador é o isolamento imediato do animal doente para evitar a transmissão ao restante do rebanho.

Confira:

Identificação das lesões e o risco de contágio no pasto

A correta identificação visual das lesões ajuda o produtor a se antecipar ao problema, mas o tratamento deve ser sempre prescrito por um veterinário:

  • Dermatofilose: é uma dermatomicose (doença de origem fúngica) que se manifesta com manchas circulares, crostas e caspas. O animal infectado se coça bastante, e as lesões costumam atingir, predominantemente, o pescoço, os ombros e as paletas.
  • Papilomatose: é uma doença de origem viral e oportunista, que geralmente ataca animais com o sistema imunológico debilitado (imunodeprimidos). Sua principal característica é a presença de verrugas em vários locais do corpo, como cabeça, paletas e patas.

O contágio dessas doenças de pele é facilitado pelo contato direto entre os bezerros e, principalmente, pelo compartilhamento de infraestrutura. Cochos, bebedouros e cercas funcionam como vetores que facilitam a rápida disseminação dos microrganismos ou vírus no pasto.

Tratamento, mineralização e o foco na imunidade

Para um tratamento eficaz e seguro, a recomendação primordial é acionar um veterinário da região o mais rápido possível. O profissional é quem fará o diagnóstico preciso e prescreverá a medicação correta para a lesão cutânea específica.

Além do tratamento direto da enfermidade, a prevenção e o fortalecimento do sistema imunológico do animal são cruciais para a sanidade de longo prazo. Estudos recentes comprovam que uma boa mineralização e o uso frequente de suplementos vitamínicos, minerais e aminoácidos injetáveis aumentam significativamente a imunidade dos bezerros.

Essa estratégia não apenas restringe o aparecimento dessas doenças de pele, como também aumenta a resistência geral do rebanho, complementando a base de uma alimentação correta e o fornecimento de água de boa qualidade. Investir na imunidade é a chave para proteger a cria e assegurar o desenvolvimento saudável dos animais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de trigo tem alta na produtividade, mas menor área



Clima favorece produtividade do trigo no Sul



Foto: Canva

De acordo com dados do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento, a produção nacional de trigo está estimada em 7,698 milhões de toneladas. O volume é menor que o registrado na safra anterior, reflexo de uma retração de 19,9% na área cultivada, motivada por condições menos favoráveis no momento da decisão de plantio.

Apesar da redução anual, o levantamento aponta um leve avanço de 2,1% em relação à estimativa anterior. Segundo a Conab, esse crescimento decorre “do aumento de produtividade em Santa Catarina e Paraná, resultado de condições climáticas mais favoráveis até o momento”.

No Rio Grande do Sul, principal produtor de trigo do país, as lavouras estão no início da fase de maturação, com a maior parte das áreas ainda entre floração e enchimento de grãos. Já no Paraná, a colheita avança e se aproxima da metade da área cultivada.

Em Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, a colheita foi concluída. A Conab seguirá monitorando o desenvolvimento das lavouras até o encerramento da safra 2025 de trigo.





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Dia Mundial da Alimentação reforça papel do agro na segurança alimentar



O Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta quarta-feira (16), destaca a importância da produção sustentável e da segurança alimentar. Criada em referência à fundação da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), a data completa 80 anos em 2025 com o tema “De mãos dadas por uma alimentação melhor e um futuro melhor”.

O objetivo é estimular a cooperação entre governos, produtores e empresas para erradicar a fome e garantir acesso a alimentos saudáveis. Mesmo com avanços, milhões de brasileiros ainda enfrentam insegurança alimentar, reforçando a urgência do tema no país.

Sendo assim, neste Dia Mundial da Alimentação, o setor agropecuário é lembrado como parte essencial da resposta para alimentar o mundo sem esgotar os recursos naturais.

Sistemas alimentares no centro da agenda climática

A agricultura responde por cerca de 10% do PIB global e um terço dos empregos no mundo. Ao mesmo tempo, é responsável por parte significativa das emissões de gases de efeito estufa e do consumo de água. Essa combinação de abundância e escassez coloca os sistemas alimentares como parte do problema e, ao mesmo tempo, da solução climática.

“Sem transformar a forma como produzimos, será impossível cumprir a meta de limitar o aquecimento global a 1,5ºC”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS.

Além disso, ele ressalta que a COP30, marcada para 2025 em Belém (PA), será uma oportunidade histórica. “Pela primeira vez, uma grande economia agrícola sediará uma conferência do clima, dando voz a agricultores e pecuaristas nas negociações internacionais”, acrescenta.

Práticas sustentáveis mostram resultados no campo

No Brasil, sistemas integrados de lavoura, pecuária e floresta ocupam 17 milhões de hectares, permitindo até três safras anuais e recuperação de solos degradados. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da consultoria OCBio revelou que quase um terço das fazendas analisadas removeu mais carbono do que emitiu.

“O desafio agora é ampliar essas soluções, garantindo que pequenos produtores tenham acesso a tecnologia e crédito, e que práticas sustentáveis sejam recompensadas”, afirma Tomazoni.

Segundo o executivo, iniciativas de assistência técnica, como os Escritórios Verdes, já atenderam mais de 20 mil propriedades desde 2021, promovendo produtividade e adequação ambiental.



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EUA devem retomar compra de carne brasileira com revisão de tarifa, diz Abiec



O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, afirmou que os Estados Unidos continuam dependentes da carne bovina brasileira e devem retomar o ritmo de importações assim que as tarifas adicionais impostas ao produto forem revistas.

Ele participou do 2º Seminário Lide Agronegócio, em São Paulo, e avaliou que o tarifaço de 50% reduziu a competitividade do Brasil, mas não eliminou a demanda norte-americana.

Perosa destacou que o Brasil exporta cortes específicos de carne para diferentes mercados e se consolidou como fornecedor estratégico. “Para a Itália vai o corte usado na bresaola, para a China o dianteiro e para os Estados Unidos o recorte do dianteiro utilizado em hambúrgueres”, afirmou.

Segundo ele, a carne brasileira, mais magra e limpa, é essencial para o blend industrial norte-americano, que mistura carne local mais gordurosa à brasileira para atender ao padrão de consumo interno.

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Os Estados Unidos atravessam o menor ciclo pecuário em 75 anos, com cerca de 80 milhões de cabeças de gado ante 100 milhões em períodos normais. “Eles recorreram ao Brasil porque não há outro país com volume e regularidade para suprir essa necessidade”, disse Perosa.

Até julho, o Brasil havia exportado 200 mil toneladas de carne bovina aos Estados Unidos, o mesmo volume de todo o ano de 2024. A expectativa do setor era dobrar esse número até dezembro, mas a tarifa total de 76% tornou inviável parte dos embarques. “Mesmo assim, seguimos com alguns cortes competitivos e mandamos cerca de 10 mil toneladas no último mês”, afirmou.

Perosa destacou que a indústria brasileira redirecionou rapidamente os embarques para a Ásia e o Oriente Médio, mas perdeu um mercado altamente rentável. “O mesmo corte que vendemos à China por 5,7 mil dólares a tonelada era negociado a 7,5 mil dólares nos Estados Unidos”, comparou.

O executivo disse, ainda, que a Abiec mantém diálogo com autoridades e parlamentares norte-americanos e espera uma solução em breve. “Há espaço para entendimento entre os governos e acreditamos na retomada gradual do fluxo comercial quando as tarifas forem revistas”, afirmou.



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Estado brasileiro registra safra recorde na produção de soja; saiba qual



Com a colheita finalizada, a safra de soja 2025 em Goiás registrou produção recorde de 20,1 milhões de toneladas, crescimento de 18,6% em relação ao ano anterior. Um dos fatores responsáveis pelo resultado foi a ampliação de 2,3% na área plantada, que proporcionou elevação de 16% na produtividade, passando de 3.424 kg/ha para 3.971 kg/ha.

Os dados, divulgados pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que o estado se mantém entre os três maiores produtores de grãos do país.

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Soja e outras culturas

O destaque da soja na agricultura goiana é reforçado pelo avanço tecnológico e pelo desempenho dos produtores rurais. Além da oleaginosa, outras culturas também devem apresentar crescimento em 2025. O feijão (3ª safra) deve registrar aumento de 14,7% na produção, o milho (2ª safra) tem previsão de alta de 23,6%, e o trigo pode crescer 33,6%, com rendimento médio 25,7% superior ao do ciclo anterior.

Protagonismo do sorgo

O sorgo segue como uma das principais culturas do estado e Goiás continua sendo o maior produtor nacional do grão. Com isso, o IBGE projeta mais uma safra recorde, com alta estimada de 20,0% na produção, podendo chegar a 1,8 milhão de toneladas. A expansão de 11,3% na área plantada deve gerar aumento de 7,9% no rendimento anual.

Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, os números são resultados da força do agronegócio goiano. “O impacto positivo de políticas públicas voltadas à inovação, à assistência técnica e à ampliação do acesso a crédito como o FCO Rural, que de 2019 até agora aprovou mais R$4,4 bilhões nas culturas destacadas no levantamento do IBGE”, destacou.

Rezende complementa: ”E muito além disso, Goiás tem produtores comprometidos e estrutura de apoio que contribui para o crescimento de toda a cadeia produtiva”, detalhou.

Cana-de-açúcar

Além dos grãos, a estimativa para a cana-de-açúcar também é promissora, podendo atingir 85,5 milhões de toneladas, avanço de 7,5% sobre 2024, com aumento de 15,6% na área plantada.



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