sábado, abril 11, 2026

Agro

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PIB da cadeia de soja deve crescer 11% com safra recorde e biodiesel



O Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja e do biodiesel deve crescer 11,29% em 2025, segundo estudo divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

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Segundo o levantamento, a produção recorde de 170,3 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, aliada ao aumento do processamento industrial, sustenta a expansão do setor. Com esse desempenho, a cadeia deve representar 21,1% do PIB do agronegócio e 6,1% do PIB nacional neste ano.

Segundo o Cepea/Abiove, dentro da porteira, o PIB deve registrar alta de 23,39%, resultado de aumentos de área e produtividade, impulsionados por tecnologia e clima favorável. Na agroindústria, a previsão é de crescimento de 4,02%, refletindo o ritmo intenso de esmagamento de soja, considerado recorde. “A demanda por óleo de soja, sobretudo para a produção de biodiesel, segue em expansão”, afirma o estudo.

O relatório lembra que, desde 1º de agosto, a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel passou para B15 (15%), o que deve ampliar ainda mais o processamento no País. Esse efeito, porém, ainda não está contabilizado nas estimativas atuais, baseadas em dados até o segundo trimestre.

O Cepea/Abiove também projetam avanços no PIB dos agrosserviços (quase 9%) e de insumos (2,72%). Os preços da cadeia permaneceram estáveis no segundo trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024, após altas em 2024 e desvalorização de produtos agroindustriais neste ano. Com isso, o PIB gerado por tonelada de soja produzida e processada poderá representar 4,45 vezes o PIB da soja exportada diretamente.

No mercado de trabalho, o número de ocupados na cadeia da soja e do biodiesel cresceu 4,2%, totalizando 2,327 milhões de trabalhadores, o que representa 10% da força de trabalho do agronegócio e 2,27% da ocupação total do País. O aumento da produção e do processamento de soja gera maior demanda por agrosserviços. O segmento de insumos registrou alta de 4,51% no número de empregados, a agroindústria 0,74% e os agrosserviços quase 10%.

As exportações da cadeia somaram 49,68 milhões de toneladas no segundo trimestre, alta de 1,5% na comparação anual. A receita, entretanto, caiu 8,3%, para US$ 19,47 bilhões, devido à queda de 9,56% nos preços da soja em grão e 15,7% nos do farelo, parcialmente compensada pelo aumento de 9,56% no óleo. “A pressão sobre os preços veio da safra mundial recorde 2024/25”, explicou o Cepea/Abiove.

A China segue como principal destino da soja em grão, enquanto União Europeia e Sudeste Asiático lideram as compras de farelo. No óleo de soja, a Índia mantém a liderança, respondendo por mais de 70% das exportações brasileiras do derivado.



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Entregas de fertilizantes em julho crescem 11,7%, diz Anda



As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,15 milhões de toneladas em julho, alta de 11,7% ante igual mês de 2024, informou a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda). No acumulado de janeiro a julho, as entregas totalizaram 25,29 milhões de toneladas, 10,7% acima das 22,84 milhões de toneladas dos sete meses do ano passado.

De acordo com a Anda, Mato Grosso lidera o consumo, com 22,9% do total, ou 5,78 milhões de toneladas no ano. Na sequência aparecem Paraná (3,54 milhões de toneladas), São Paulo (2,67 milhões), Goiás (2,45 milhões), Minas Gerais (2,14 milhões), Rio Grande do Sul (2,07 milhões) e Bahia (1,65 milhão).

Produção e importação

A produção doméstica de fertilizantes intermediários encerrou julho em 646 mil toneladas, queda de 4,1% ante 2024. Mas no ano o volume chegou a 4,16 milhões de toneladas, 6,6% acima das 3,90 milhões de toneladas registradas em 2024.

As importações também seguiram em alta. Em julho, somaram 4,50 milhões de toneladas, aumento de 19,7%. De janeiro a julho, o total importado totalizou 22,98 milhões de toneladas, 12,1% mais que as 20,51 milhões de toneladas do mesmo intervalo de 2024.

Conforme a nota, o Porto de Paranaguá é o principal ponto de entrada do insumo, com seis milhões de toneladas no período, crescimento de 13,7% frente a 2024 (5,28 milhões de toneladas). “A movimentação correspondeu a 26,1% do total descarregado por todos os portos brasileiros, de acordo com dados do Siacesp/MDIC”, disse.



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Após morte por ‘falsa couve’, cidade de Minas Gerais confirma mais sete casos de intoxicação



Além de Patrocínio (MG), que registrou quatro casos de intoxicação pelo consumo da planta Nicotiana glauca, conhecida como “falsa couve”, um deles resultando na morte de uma mulher de 37 anos, o município de Santa Vitória (MG) confirmou o registro de mais sete casos de intoxicação pela “falsa couve” nos últimos dois meses.

Pelo seu perfil em uma rede social, Sérgio Moreira de Oliveira Júnior, prefeito de Santa Vitória, alertou a população sobre os riscos do consumo da planta e fez um apelo para que quem a cultive em casa “acabe com tudo”.

Segundo o diretor-geral do Pronto Atendimento de Santa Vitória, Arthur Costa Borges, todas as vítimas receberam atendimento rápido e estão fora de risco. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, quatro dos sete intoxicados pertencem à mesma família.

O caso ocorreu após um homem de 58 anos colher a planta e levá-la para casa acreditando se tratar de couve. Durante o almoço em família, todos ingeriram a “falsa couve” e apresentaram sintomas como visão turva, vômitos e perda de equilíbrio.

Ainda de acordo com Borges, a morte de Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, registrada em Patrocínio (MG) na última segunda-feira (13), fez com que as autoridades de Santa Vitória reforçasse o alerta sobre os perigos da planta.

Morte em Patrocínio

Claviana estava internada havia cinco dias na Santa Casa de Patrocínio após consumir a planta tóxica junto com três familiares, que a confundiram com couve. Ela foi diagnosticada com lesão cerebral grave e não resistiu. Um dos idosos intoxicados saiu do coma, outro segue em coma induzido e o terceiro recebeu alta hospitalar.

Planta venenosa

A Nicotiana glauca, também conhecida como “fumo-bravo”, é comum em áreas rurais e margens de estradas. Sua toxicidade é causada pela substância anabazina, que pode provocar paralisia muscular e respiratória, levando à morte em casos graves.

Embora parecida com a couve tradicional, a “falsa couve” possui folhas verde-acinzentadas, de textura aveludada e formato mais fino. Já a couve verdadeira apresenta nervuras bem marcadas e folhas mais espessas.





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Após morte por ‘falsa couve’, cidade de Minas Gerais confirma mais sete casos de intoxicação



Além de Patrocínio (MG), que registrou quatro casos de intoxicação pelo consumo da planta Nicotiana glauca, conhecida como “falsa couve” — um deles resultando na morte de uma mulher de 37 anos —, o município de Santa Vitória (MG) confirmou o registro de mais sete casos de intoxicação pela “falsa couve” nos últimos dois meses.

Pelo seu perfil em uma rede social redes social, Sérgio Moreira de Oliveira Júnior, prefeito de Santa Vitória, alertou a população sobre os riscos do consumo da planta e fez um apelo para que quem a cultive em casa “acabe com tudo”.

Segundo o diretor-geral do Pronto Atendimento de Santa Vitória, Arthur Costa Borges, todas as vítimas receberam atendimento rápido e estão fora de risco. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, quatro dos sete intoxicados pertencem à mesma família.

O caso ocorreu após um homem de 58 anos colher a planta e levá-la para casa acreditando se tratar de couve. Durante o almoço em família, todos ingeriram a “falsa couve” e apresentaram sintomas como visão turva, vômitos e perda de equilíbrio.

Ainda de acordo com Borges, a morte de Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, registrada em Patrocínio (MG) na última segunda-feira (13), fez com que as autoridades de Santa Vitória reforçasse o alerta sobre os perigos da planta.

Morte em Patrocínio

Claviana estava internada havia cinco dias na Santa Casa de Patrocínio após consumir a planta tóxica junto com três familiares, que a confundiram com couve. Ela foi diagnosticada com lesão cerebral grave e não resistiu. Um dos idosos intoxicados saiu do coma, outro segue em coma induzido e o terceiro recebeu alta hospitalar.

Planta venenosa

A Nicotiana glauca, também conhecida como “fumo-bravo”, é comum em áreas rurais e margens de estradas. Sua toxicidade é causada pela substância anabazina, que pode provocar paralisia muscular e respiratória, levando à morte em casos graves.

Embora parecida com a couve tradicional, a “falsa couve” possui folhas verde-acinzentadas, de textura aveludada e formato mais fino. Já a couve verdadeira apresenta nervuras bem marcadas e folhas mais espessas.





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setores de máquinas e café veem avanço com os Estados Unidos



O Brasil ganhou espaço para avançar nas negociações comerciais com os Estados Unidos. A reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, gerou otimismo entre representantes da indústria de máquinas e do setor exportador de café.

Para José Velloso, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a reunião cumpriu o esperado. Segundo ele, foi aberto um canal direto de negociação com instâncias próximas ao presidente norte-americano, Donald Trump.

“O pedido do Brasil é que cesse o adicional de 40% nas tarifas e que o valor volte ao patamar de 10% durante as negociações. Vejo grande possibilidade de isso ocorrer”, afirma Velloso. Além disso, ele destaca que temas como Big Techs, minerais críticos e a situação da Venezuela ainda serão debatidos.

O setor cafeeiro também demonstrou entusiasmo com a reunião. Márcio Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), reforçou a importância do mercado norte-americano, que consome principalmente cafés arábica e conilon, além de café solúvel feito sob medida para a indústria dos Estados Unidos.

“EUA e Brasil não podem caminhar separadamente. Essa redução abre espaço para que outros países ocupem o mercado. O consumidor americano não deveria se acostumar com cafés sem o perfil brasileiro”, diz.

Próximos passos

Para Velloso, o diálogo recente representa uma oportunidade de trégua durante as negociações, mantendo as tarifas suspensas enquanto se discutem acordos que beneficiem tanto a indústria quanto o agronegócio brasileiro.

“Seria excelente se os Estados Unidos aceitassem abrir as negociações com essa trégua nas tarifas, o que eu não descarto”, afirma.

Nesse sentido, o Cecafé acredita que o encontro entre os presidentes Lula e Trump, prevista para ocorrer durante a viagem do Brasil à Ásia, pode avançar na solução das tarifas. “A intenção é alcançar a isenção das tarifas e recolocar o Brasil em condições de igualdade com outros produtores”, diz Ferreira.

Enquanto isso, a entidade tem uma reunião marcada com o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, para a próxima quarta-feira (22).



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MT: Custos de produção de soja 25/26 caem 1,96% em setembro



Os custos de produção de soja transgênica da safra 25/26 em Mato Grosso caiu em setembro na comparação com agosto. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), no mês passado, o produtor gastava R$ 4.173,76 para semear 1 hectare com soja geneticamente modificada, valor 1,96% menor ante o apurado em agosto, de R$ 4.257,10. A queda foi puxada por despesas menores com fertilizantes e defensivos.

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O desembolso com fertilizantes e corretivos caiu de R$ 1.947,43 por hectare em agosto para R$ 1.879,33 em setembro. Já o gasto com defensivos recuou para R$ 1.225,64 em setembro, contra R$ R$ 1.257,01 em agosto.

Em contrapartida, as despesas com sementes subiram. O insumo representou um gasto de R$ 599,48 por hectare em setembro, comparado a R$ 582,04 em agosto.

Custos de produção do milho

Já o custo de produção de milho segunda safra 2025/26 em Mato Grosso foi de R$ 3.305,87 por hectare em setembro, alta de 0,32% ante o apurado em agosto pelo Imea. Naquele mês, foi de R$ 3.295,32. A alta está relacionada ao aumento de 0,20% no custo operacional efetivo de setembro, projetado pelo Imea em R$ 4.792,45 por hectare, ante R$ 4.782,75 por hectare em agosto. O custo operacional total (COT) também subiu, 0,17% em setembro, para R$ 5.381,07 por hectare, ante R$ 5.372,17 em agosto.

Algodão

O custo de produção do algodão de alta tecnologia 2025/26 em Mato Grosso recuou 2,7% em setembro, para R$ 10.769,75 por hectare, ante R$ 11.068,21 no mês anterior, segundo o Imea. A queda foi puxada pela redução de 3,21% nas despesas com fertilizantes e corretivos, que passaram de R$ 3.990,74 para R$ 3.862,75 por hectare. Dentro da categoria, o destaque foram os macronutrientes, cujo custo caiu 2,89%, de R$ 3.142,67 para R$ 3.051,89 por hectare.

Quedas registradas

Com menor pressão sobre os insumos, o Custo Operacional Efetivo (COE) também recuou, encerrando setembro em R$ 15.171,99 por hectare, 2,19% abaixo do registrado em agosto, quando atingiu R$ 15.511,09, disse o Imea.

O Custo Operacional Total (COT) encerrou o mês em queda, saindo de R$ 16.488,62 por hectare em agosto, para R$ 16.143,44 por hectare em setembro, queda de 2,09%.

A Mosaic já havia destacado, em relatório, na terça-feira (14), queda de 7% no Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) em setembro. Segundo a Mosaic, o movimento reflete o encerramento da colheita da safrinha e o início do plantio da soja. O impacto da leve retração do dólar, de aproximadamente 1,5%, sobre o índice foi limitado. A principal contribuição para a queda veio da retração nos preços dos fertilizantes.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de soja avançam no país e em Goiás


De acordo com a edição de outubro do informativo mensal “Agro em Dados”, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), o Brasil exportou 103 milhões de toneladas do complexo soja entre janeiro e agosto de 2025, crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No estado, o volume exportado atingiu 12,4 milhões de toneladas, alta de 6,6% na comparação anual. Esse resultado garantiu a segunda posição no ranking nacional de exportações, atrás apenas do Mato Grosso. Segundo a publicação, “o desempenho reflete o aumento da produção, a expansão industrial e a posição estratégica do estado para o escoamento da safra, fatores que fortalecem a logística e consolidam Goiás como um dos principais polos exportadores do país”.

Na safra 2024/25, Goiás alcançou também a segunda colocação nacional na produção de soja, com 20,7 milhões de toneladas, ultrapassando o Paraná. A produtividade média foi superior a 69,7 sacas por hectare, a maior do país, com 9,4 sacas acima da média nacional. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), esse desempenho está ligado a avanços tecnológicos no manejo e maior adoção de cultivares resistentes.

Em setembro, o mercado físico da soja apresentou retração nos preços após valorização em agosto. O preço médio nacional ficou em R$ 138,77 por saca, queda de 1,2% em relação ao mês anterior e 0,8% abaixo do valor registrado em setembro de 2024, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A análise indica que as margens dos produtores devem ser pressionadas pelo aumento dos custos de produção, especialmente fertilizantes, e pelo custo elevado do capital. “Nesse cenário, estratégias de comercialização escalonada e gestão financeira mais rigorosa tornam-se essenciais para preservar a rentabilidade da safra”, informa o boletim.

 





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Imagens aéreas revelam dimensão de incêndio em algodoeira



Imagens áreas mostram a dimensão do incêndio de grandes proporções que atingiu fardos de algodão que estavam no pátio de uma algodoeira localizada às margens da BR-242, no setor industrial de Luís Eduardo Magalhães, nesta quinta-feira (17).

O Corpo de Bombeiros informou que Equipes da 2ª Companhia do 17º Batalhão de Bombeiros Militar da Bahia (17º BBM) foram acionadas por volta das 14h15 para atender a ocorrência, que diante da gravidade, solicitou apoio da Defesa Civil do município, que enviou caminhões-pipa e uma pá carregadeira para auxiliar nos trabalhos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, ao chegarem ao local, as equipes encontraram o incêndio em fase avançada, com intenso volume de fogo e grande quantidade de material combustível.

A ação integrada dos bombeiros, com o suporte da Defesa Civil, de funcionários da algodoeira e de empresas vizinhas, foi essencial para controlar as chamas e evitar que o fogo se alastrasse para outras áreas.

Além disso, durante a operação, foi realizado o isolamento e a retirada dos fardos que não haviam sido atingidos, preservando parte significativa do material armazenad

De acordo com o gerente da empresa, a força dos ventos no momento do início das chamas contribuiu para a rápida propagação do incêndio.

Após horas de combate, por volta das 17h50, a guarnição realizou o levantamento da área e confirmou que o fogo estava completamente controlado. Não houve registro de mortes ou feridos.

Em aproximadamente 6 meses, este é o terceiro caso de incêndio em algodoeiras da região Oeste da Bahia.


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O Nobel e o agro brasileiro


O Prêmio Nobel de Economia de 2025 foi concedido a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, em reconhecimento a seus estudos sobre como a inovação — especialmente por meio do que se chama de “destruição criativa” — estimula o crescimento econômico sustentado.

Mokyr analisou os pré-requisitos culturais, institucionais e tecnológicos que permitem que as sociedades cresçam ao longo do tempo. Aghion e Howitt formularam modelos teóricos mostrando que empresas e tecnologias obsoletas são progressivamente suplantadas por novas, mais eficientes, criando ciclos de renovação produtiva.

Esse mote do Nobel ressoa fortemente com a trajetória do setor agropecuário brasileiro ao longo dos últimos 50 anos. O Brasil, que era visto como dependente de importações para praticamente tudo, investiu em pesquisa, extensão rural, melhoramento genético, agroindústria e logística. Instituições como a Embrapa, universidades, empresas privadas e produtores familiares introduziram inovações que transformaram solos, sementes, práticas de manejo e integração produtiva.

Resultado: hoje somos potência global em grãos, carnes, café, açúcar etc., com produtividade muito acima do que se via décadas atrás, e com melhor eficiência de uso de terra, água e insumos. Essa inovação tem sido a base de nossa segurança alimentar interna, abastecendo populações urbanas e rurais em todos os rincões do país, e de nossa capacidade de contribuir para alimentar o mundo.

Conforme expliquei numa palestra no evento Rio+Agro, no Rio de Janeiro, a inovação tornou-se um elemento importante na construção da nova realidade no campo. A missão do Sistema Faesp/Senar é exatamente aproximar os pequenos produtores das inovações tecnológicas e a sua capacidade de se adaptar com velocidade será o diferencial de competitividade. Estamos construindo oito centros de excelência, que irão fomentar as melhores práticas em agricultura familiar, turismo rural, agroindústria e irrigação, entre outros temas.

As ideias de Mokyr, Aghion e Howitt sugerem lições importantes para políticas públicas no agro: manutenção de ambientes regulatórios que favoreçam pesquisa, incentivo à competição saudável, estímulo ao empreendedorismo, proteção ao investimento em ciência e infraestrutura.

Quando o Brasil estimula universidades e centros de estudos, financia melhoramento genético e tecnologias de adaptação climática e apoia acesso a crédito para inovação, então o agro brasileiro não apenas consolida sua liderança mundial, mas também desempenha papel estratégico no combate às mudanças climáticas. Métodos como a integração lavoura-pecuária-floresta, sistemas de plantio direto, controle biológico e agricultura de precisão são exemplos concretos dessa capacidade transformadora.

Com esse foco, o agro deixa de ser visto apenas como fonte de matérias-primas, passando a ser protagonista de um modelo de desenvolvimento sustentável, justo e resiliente.

Frente a características naturais e emprego cada vez mais forte de tecnologia no campo, o resultado do Prêmio Nobel demonstra que o caminho para uma produção de alta rentabilidade e aproveitamento das áreas de cultivo passará, indubitavelmente, pela ciência. O emprego desta é irreversível, e estados e empresas privadas que não estiverem em acordo com essa prática ficarão para trás — não importa se em lucro, sustentabilidade ou práticas que poderão ser empregadas nas próximas décadas ou até mais.

*Tirso Meirelles é presidente do Sistema Faesp/Senar-SP. Economista e produtor rural, atua há décadas no fortalecimento da produção paulista


O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação



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Envios de suco de laranja aos EUA e Europa se igualam



As exportações brasileiras de suco de laranja entre julho e setembro de 2025, registram desempenho aquém do observado no mesmo período da temporada passada. Isso é o que apontam os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com dados da Comex Stat, o volume de suco embarcado totalizou 199,7 mil toneladas em equivalente concentrado. Volume que representa queda de 4% frente a igual intervalo do ano anterior, e a receita recuou 15%, para US$ 751,3 milhões.

Segundo pesquisadores do Cepea, a retração no montante recebido por exportadores reflete o enfraquecimento dos preços internacionais, diante da ampliação da oferta global e do comportamento mais cauteloso de compradores, sobretudo os europeus. 

O destaque do início da safra, indicam pesquisadores do Cepea, foi a mudança na composição dos destinos. Pela primeira vez em vários anos, os embarques aos Estados Unidos e à União Europeia se igualaram, com aproximadamente 48% de participação cada (em volume). 

O avanço de 13% nas vendas ao mercado norte-americano, mesmo com a manutenção da tarifa residual de 10%, evidencia a elevada dependência dos Estados Unidos do suco brasileiro. 

Por outro lado, a União Europeia, tradicional principal destino, mostrou retração de 8%, influenciada pela redução da demanda após os altos preços e problemas de qualidade observados na safra anterior.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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