quinta-feira, maio 28, 2026

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Doença que faz gado perder até 15% de peso tem se espalhado pelo país



A infestação por bernes é uma doença que costuma tirar o sono do pecuarista brasileiro, trazendo impactos no desempenho do rebanho e na saúde financeira da propriedade.

O médico-veterinário Thales Vechiato afirma que é importante diferenciar os nódulos que aparecem na tábua do pescoço, originados por erros de aplicação de vacinas e vermífugos, dos bernes, que geralmente ficam espalhados por todo o corpo do animal com espessuras de até 10 cm, a depender da quantidade.

“Como a pupa se desenvolve dentro do animal, ela precisa de um orifício para respirar. Então quando o pecuarista nota uma abertura na pele do animal vazando líquido, é sinal de que a cabeça do berne está apontando, ou seja, é uma doença que se nota quando ela já está instalada. Não tem como olhar para um animal com o couro limpo e dizer que ele tem berne.”

Áreas de maior incidência da doença

Vechiato conta que a mosca que ocasiona o berne no rebanho é mais comum em áreas de matas fechadas. Assim, fazendas próximas a esses locais, a grutas e florestas, possuem maior predisposição ao contágio com o parasita.

O especialista destaca que na Região Sudeste a incidência é alta, mas, hoje em dia, como as altas temperaturas estão presentes em todo o país, está mais espalhada. “Começamos a ver bernes em lugares e regiões onde, antigamente, não se tinham relatos, como no Rio Grande do Sul e até na fronteira.”

Segundo ele, o inseto que origina o contágio tem uma vida muito curta, então ele captura outros tipos de mosca, seja a doméstica ou até a dos estábulos, e deposita as suas larvas neles. “Quando essa segunda mosca pousa no gado para picar, acaba depositando as larvas que estão em sua barriga ou debaixo de suas asas diretamente no couro do animal, o que causa o contágio”, detalha.

Prejuízos e prevenção

O médico-veterinário afirma que estudos apontam que a existência de 10 a 20 nódulos no gado cause perdas de peso do animal entre 8% e 15%. “Então, se o pecuarista identificou a primeira presença de um nódulo, já é recomendado que se faça o tratamento, que é muito simples.”

O especialista diz que o tratamento é feito por meio de um ectoparasiticida pour on, cuja função é de repelência das moscas que depositam as bernes. “Após isso, quando a doença está instalada, o uso de produtos à base de avermectinas, seja da classe da ivermectina, doramectina ou moxidectina injetável, trarão uma solução completa a esse animal”, afirma.



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Cotações mistas, mas com pequenas mudanças, encerram esta segunda-feira (17)…


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Esta segunda-feira (17) terminou com cotações mistas para o mercado do frango, mas mudanças sutis nos preços. De acordo com dados do Cepea, o mercado de carne de frango está mais aquecido nesta primeira quinzena de fevereiro em São Paulo. Segundo pesquisadores do órgão, além da maior procura típica neste período – por conta do recebimento dos salários por parte da população –, a oferta está controlada, cenário que eleva os valores da proteína avícola negociada no atacado da Grande São Paulo.

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo subiu 1,85%, custando, em média, R$ 5,50/kg, enquanto a ave no atacado cedeu 0,37%, custando, em média, R$ 8,00/kg.

No caso do animal vivo, o preço ficou estável no Paraná, com valor de R$ 4,65/kg, assim como em Santa Catarina, com preço de R$ 4,61/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq,Vivo, referentes à sexta-feira (14), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram com preços estáveis, custando, respectivamente, R$ 8,41/kg e R$8,40/kg.

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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recuperação de áreas desmatadas pode gerar R$ 781 bi em receitas



O bioma Cerrado tem 6 milhões de hectares desmatados que necessitam de recuperação, o que corresponde à metade da meta assumida pelo Brasil no Acordo de Paris, em 2015, de plantar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. Com a restauração da vegetação nativa em Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal, a receita líquida
será de R$ 781,3 bilhões. Os dados são apresentados no estudo Quanto o Brasil precisa investir para restaurar o Cerrado?, divulgado nesta terça-feira (25) pelo Instituto Escolhas.

Considerado o celeiro do mundo e a caixa d’água do país, a recuperação do Cerrado pode ajudar o Brasil a atingir a meta climática produzindo alimento, gerando emprego e renda e recuperando as nascentes fundamentais para garantir água para a agricultura e as hidrelétricas.

Projeções e resultados para o Cerrado

A recomposição de Reserva Legal por meio de sistemas de produção madeireira pode resultar na produção de 942 mil metros cúbicos de madeira, enquanto restaurar APPs por sistemas agroflorestais pode produzir 26,6 milhões de toneladas de alimentos, o que demandará a produção de 3,7 bilhões de mudas. Com um investimento projetado de R$ 132 bilhões, a restauração do Cerrado vai gerar renda com a criação de 1,8 milhão de empregos.

A remoção de gases de efeito estufa da atmosfera pela recuperação da vegetação do Cerrado também foi calculada na pesquisa e atinge 2,38 bilhões de toneladas de CO2, o que equivale a todas as emissões do Brasil no ano de 2023. Os dados inéditos do Cerrado são um recorte atualizado do estudo ‘Os bons frutos da recuperação de florestas: do investimento aos benefícios’.

Importância do Cerrado

“O país tem a meta de recuperar 12 milhões de hectares de vegetação nativa e metade disso, seis milhões, está no Cerrado, que é o berço das águas do Brasil e o celeiro do mundo. Precisamos de uma estratégia de restauração produtiva que potencialize as vocações do bioma, recuperando nascentes, produzindo alimento e gerando emprego e renda. Nossos números mostram que isso é possível”, afirma Rafael Giovanelli, gerente de pesquisas do Instituto Escolhas.

“Apesar da meta ter sido assumida em 2015, dez anos depois, o país pouco avançou e vai chegar na COP30, em Belém, sem ter o que mostrar”, complementa.



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Mercado da soja segue cauteloso no Sul


A demanda por esmagamento mantém os preços da soja no Rio Grande do Sul elevados, apesar da cautela no mercado, segundo a TF Agroeconômica. A quinta-feira registrou pouca movimentação e algumas quedas nos preços, mas os valores seguem acima da média nacional. 

A alta do dólar e a queda na Bolsa de Chicago influenciaram o cenário, enquanto os prêmios permaneceram firmes. A incerteza climática segue pesando nas projeções da safra, que variam entre menos de 17 milhões e quase 25 milhões de toneladas. No porto, a saca foi cotada a R$ 137,00, enquanto no interior os preços ficaram em R$ 130,00 nas principais praças. Em Panambi, o preço de pedra manteve-se em R$ 125,00.  

Em Santa Catarina, a safra de soja sofre com o clima irregular, reduzindo a produtividade de 70 para 50 sacas por hectare. A colheita começa na segunda semana de março, mas a expectativa é de um volume inferior ao da temporada passada. No porto de São Francisco, a cotação para junho ficou em R$ 130,87. No Paraná, a projeção da safra é de 21,2 milhões de toneladas, uma leve queda de 0,65% em relação ao mês anterior. O preço em Paranaguá chegou a R$ 135,00, enquanto no interior variou entre R$ 122,91 em Cascavel e R$ 127,00 em Ponta Grossa.  

No Mato Grosso do Sul, a colheita avança rapidamente, com algumas regiões, como Sidrolândia, superando 50% da área colhida. A produtividade varia entre 15 e 80 sacas por hectare, refletindo as chuvas irregulares. Em Dourados, Campo Grande e Sidrolândia, o spot foi cotado a R$ 117,65. No Mato Grosso, a colheita entra na fase final com produtividade entre 50 e 70 sacas por hectare. Apesar da boa safra, os preços seguem baixos, com cotações de R$ 106,64 em Sorriso e Lucas do Rio Verde, e R$ 116,09 em Rondonópolis e Primavera do Leste.

 





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Demanda interna impulsiona alta do milho na B3



O milho na CBOT registrou sua quinta sessão consecutiva de queda



Nos contratos futuros da B3, o vencimento para março de 2025 fechou a R$ 86,83,
Nos contratos futuros da B3, o vencimento para março de 2025 fechou a R$ 86,83, – Foto: AgResource

O milho negociado na B3 encerrou o dia em alta nesta quinta-feira (27), descolando-se da tendência de queda observada na Bolsa de Chicago (CBOT), de acordo com informações da TF Agroeconômica. A forte demanda interna, especialmente impulsionada pela produção de etanol, tem sustentado os preços no mercado físico e na bolsa, mesmo em um período que tradicionalmente apresentaria recuo. Além disso, a valorização do dólar compensou a baixa externa, favorecendo as cotações brasileiras.

Nos contratos futuros da B3, o vencimento para março de 2025 fechou a R$ 86,83, com alta diária de R$ 0,47 e avanço de R$ 4,11 na semana. Já o contrato para maio de 2025 subiu R$ 0,41 no dia, encerrando a R$ 82,61, enquanto julho de 2025 teve um leve acréscimo de R$ 0,01, fechando a R$ 74,17. A dificuldade logística e a menor disponibilidade de grãos no mercado físico também contribuem para essa valorização.

Em contraste, o milho na CBOT registrou sua quinta sessão consecutiva de queda. O contrato de março fechou em baixa de 2,82%, cotado a US$ 4,64 por bushel, enquanto o vencimento para maio caiu 2,53%, encerrando a US$ 4,81 por bushel. A pressão negativa veio de fatores como a declaração do ex-presidente Donald Trump sobre a imposição antecipada de tarifas comerciais e a divulgação de dados pelo USDA, que apontaram uma redução de 45% nas exportações semanais do cereal.

A combinação desses fatores demonstra um cenário de divergência entre os mercados interno e externo. Enquanto o milho brasileiro se mantém valorizado pela demanda interna e pela alta do dólar, a Bolsa de Chicago segue pressionada por incertezas comerciais e queda nas exportações.

 





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veja a previsão para o primeiro dia de março



O primeiro dia de março será marcado por muito calor e pancadas de chuva. No Sul, o destaque vai para as instabilidades que avançam pelo Uruguai, enquanto no Centro-Oeste, há alertas para temporais. Confira a previsão para todo o país:

Sul

O mês de março começa com instabilidades na Região Sul que avançam pelo Uruguai, estimulando a formação de nuvens carregadas na Campanha Gaúcha e em Uruguaiana. A chuva acontece em formato de pancadas entre os períodos da tarde e noite; temporais pontuais não são descartados. Nas demais regiões, chuva em pontos isolados. Em Porto Alegre, calorão de 36 graus e chuva passageira. Entre Santa Catarina e o Paraná, sábado estável. Chove isolado entre as capitais Florianópolis e Curitiba à tarde.

Sudeste

O mês de março começa com muito calor e pouca chuva na Região Sudeste. O sistema de alta pressão continua influenciando o tempo em todos os estados, afastando as nuvens carregadas e mantendo o dia ensolarado. Entre o interior de São Paulo e o Triângulo Mineiro, temperaturas acima dos 35 graus e nada de chuva. Na capital paulista, chove isolado à tarde. Em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, tempo firme. No litoral do Espírito Santo, os ventos que sopram do oceano formam as instabilidades. Em Vitória, tempo abafado com 30 graus de máxima e pancadas de chuva em vários momentos do dia.

Centro-Oeste

As instabilidades se concentram entre Mato Grosso e interior de Goiás, com alertas para Cuiabá e região oeste mato-grossense. A chuva pode acontecer já pela manhã e se intensificar à tarde. Campo Grande, Goiânia e a capital federal terão pouca chuva e tempo quente, com máximas acima dos 30 graus.

Nordeste

Chuva mais pontual e tempo abafado entre as capitais Natal e Salvador. Entre o Maranhão, Piauí e Ceará, a chuva ainda é volumosa e pode causar transtornos em São Luís e em Fortaleza, mas apenas em pontos isolados. No sertão, tempo ensolarado e temperaturas altas.

Norte

Tem previsão de chuva em todos os estados, exceto em Roraima. Contudo, são precipitações irregulares associadas ao calor e à alta umidade. Pontualmente, os acumulados podem ser bem elevados no Amazonas, Acre, Pará e no interior do Tocantins.



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Soja recua em Chicago com incerteza no mercado internacional


As cotações da soja encerraram fevereiro em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo um cenário de maior oferta global e incertezas na demanda chinesa. O contrato para o primeiro mês fechou em US$ 10,22 por bushel em 27 de fevereiro, contra US$ 10,45 na semana anterior. O farelo e o óleo de soja também recuaram, com perdas acumuladas de 7,4% e 5,4%, respectivamente, nos últimos dias.

Nos Estados Unidos, o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) divulgou no Fórum Outlook de fevereiro que a área de soja pode ser reduzida para 34 milhões de hectares, abaixo dos 35,3 milhões do ciclo anterior. No entanto, a queda ficou abaixo das expectativas do mercado, o que contribuiu para a desvalorização dos contratos futuros.

No Brasil, o cenário cambial tem ajudado a sustentar os preços internos. Com o real desvalorizado para R$ 5,83 por dólar, a saca de soja fechou a semana em R$ 125,40 no Rio Grande do Sul, enquanto nas principais praças os valores oscilaram entre R$ 103,00 e R$ 124,50. O avanço da colheita, que atingiu 37,6% da área plantada, pode pressionar os preços no curto prazo.

Apesar das quedas, a projeção de safra brasileira segue robusta, variando entre 166 e 171 milhões de toneladas, dependendo do impacto das quebras no Sul do país. Consultorias como a AgRural estimam 168,2 milhões de toneladas, enquanto a Hedgepoint Global Markets aposta em 171,5 milhões de toneladas.

Por outro lado, as exportações brasileiras de soja desaceleraram em fevereiro. Até a terceira semana do mês, o país havia exportado 3,7 milhões de toneladas, uma redução de 29% em relação ao mesmo período de 2024. A colheita tardia pode estar limitando os embarques.

O mercado segue atento ao comportamento da demanda chinesa, que representa mais de 70% das exportações brasileiras. Com a economia chinesa crescendo a um ritmo mais lento e políticas para reduzir a dependência da soja importada, especialistas alertam para um possível excesso de oferta global nos próximos anos.





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Milho tem forte valorização no Brasil com baixa disponibilidade no mercado


Os preços do milho seguem firmes no Brasil, impulsionados pela menor oferta no mercado e pelo aumento da demanda. No Rio Grande do Sul, a saca fechou a semana em R$ 67,69, enquanto nas principais regiões produtoras os valores oscilaram entre R$ 66,00 e R$ 86,00.

Na B3, os contratos futuros atingiram patamares históricos, com o vencimento de março/25 negociado entre R$ 73,15 e R$ 83,70. A valorização é reflexo da relação estoque/consumo apertada. Segundo a Conab, essa relação estava em 2,5% em janeiro, o menor nível já registrado no país.

A retração dos vendedores tem sido um dos principais fatores de sustentação dos preços. Com a expectativa de novas valorizações, muitos produtores optaram por segurar as vendas. Enquanto isso, compradores enfrentam dificuldades para recompor seus estoques e se deparam com preços elevados.

A safra de milho segunda safra (safrinha) segue avançando, mas ainda com atrasos. No Centro-Sul, 64% da área já foi plantada, segundo a AgRural, enquanto a Conab aponta 53,6%. Em Mato Grosso, estado líder na produção do cereal, o plantio alcançou 67,7%, mas segue 13,2 pontos percentuais atrasado, devido ao plantio tardio da soja e excesso de chuvas.

Nas exportações, o Brasil embarcou 1,2 milhão de toneladas de milho nos primeiros 15 dias úteis de fevereiro, segundo a Secex. O volume está 11,2% abaixo do registrado no mesmo período de 2024, mas ainda dentro das projeções da Anec, que estima exportações totais de 1,29 milhão de toneladas no mês.

A expectativa para os próximos meses dependerá do desempenho da safrinha, que pode definir a oferta no segundo semestre. Caso as condições climáticas favoreçam a colheita, os preços podem perder força. No entanto, com estoques historicamente baixos, o milho segue com viés de alta no mercado doméstico.





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colheita atrasada em SC e PR; preços variam no MS


A TF Agroeconômica destacou que o mercado de exportação de milho no Rio Grande do Sul encerrou suas compras, concentrando-se agora no embarque dos volumes adquiridos. Os terminais passam a focar exclusivamente na soja e seus derivados. Enquanto isso, as indústrias seguem comprando milho e aproveitam oportunidades de aquisição “a fixar”, permitindo ajustes graduais nos preços. As indicações de compra variam entre R$ 73,00 e R$ 75,00, dependendo da localidade, enquanto os armazenadores seguem vendendo conforme a demanda dos produtores, com preços entre R$ 72,00 e R$ 75,00. Em Panambi, o preço subiu para R$ 67,00 por saca.  

Em Santa Catarina, a Conab informou que a colheita avançou pouco na última semana, atingindo 29% da área apta, ainda abaixo dos 39% registrados na mesma época de 2024. A Epagri apontou que os preços internos no estado seguem um movimento de leve retração, divergindo do cenário internacional, onde há expectativa de alta para março de 2025. No acumulado anual, os preços subiram 13% no Oeste, região com maior demanda devido à presença de agroindústrias. Atualmente, as cooperativas locais pagam entre R$ 63,50 e R$ 67,00 por saca, enquanto nos portos os valores variam de R$ 72,50 a R$ 73,50 para entregas entre agosto e outubro.  

No Paraná, a Conab revisou os dados da colheita da primeira safra, confirmando atraso nos trabalhos. No mercado local, as ofertas para o milho spot giram em torno de R$ 70,00 por saca. No porto de Paranaguá, os preços para a safrinha variam de R$ 72,30 a R$ 74,50, dependendo do prazo de entrega e pagamento. Já no Mato Grosso do Sul, a Aprosoja indicou que o plantio da safrinha atingiu 24,2% da área prevista. Os preços no estado tiveram variação: recuaram 1,52% em Campo Grande (R$ 65,00), mas subiram em outras regiões, com Chapadão atingindo R$ 69,00 (+7,81%) e Dourados e Maracaju registrando R$ 70,00 por saca.

 





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mercado reage a novos ataques na Ucrânia e clima adverso nos EUA



Chuvas excessivas no norte da França e na Alemanha prejudicaram a qualidade dos grãos




Foto: Canva

As condições climáticas desfavoráveis na Europa impactam a safra de trigo e abrem espaço para a Rússia aumentar sua participação no mercado global. Chuvas excessivas no norte da França e na Alemanha prejudicaram a qualidade dos grãos, limitando a oferta de trigo para exportação. De acordo com analistas, a safra europeia pode sofrer uma redução de até 4 milhões de toneladas em relação ao projetado inicialmente. “Os problemas climáticos na colheita fizeram com que parte do trigo perdesse qualidade para moagem e fosse direcionado à alimentação animal”, explicou um consultor de mercado.

Enquanto isso, a Rússia segue com uma safra robusta e preços competitivos. A produção russa deve alcançar 91 milhões de toneladas em 2024, consolidando o país como o maior exportador global. Recentemente, Moscou reduziu tarifas de exportação para atrair mais compradores internacionais.

Os preços internacionais refletem esse cenário. O trigo europeu ganhou prêmio devido à menor disponibilidade, enquanto o trigo russo mantém cotações mais baixas e segue conquistando mercado no Norte da África e no Oriente Médio.

Nos Estados Unidos, a produção também sofreu com o clima seco, especialmente nas regiões produtoras de trigo de primavera. O USDA revisou para baixo a estimativa da safra norte-americana, o que pode favorecer a valorização do trigo no médio prazo.

O cenário global segue volátil, e os próximos meses serão decisivos para os preços. Com menor oferta na Europa e produção elevada na Rússia, os importadores analisam oportunidades, enquanto produtores em diferentes países buscam estratégias para se manterem competitivos.





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