quinta-feira, maio 28, 2026

Agro

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Alckmin afasta aumento ou criação de impostos para conter preço dos alimentos



O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta sexta-feira (28) que nenhuma medida heterodoxa será tomada para conter o preço dos alimentos, rejeitando aumento de imposto ou a criação de tributo de exportação.

Ele respondeu ainda que não há nenhuma decisão tomada sobre um eventual corte de imposto de importação sobre óleos vegetais.

“Não tem nenhuma decisão a esse respeito, essa é uma questão que está sendo discutida por vários ministérios. O que não terá é heterodoxia, aumento de imposto, criação de imposto de exportação”, disse Alckmin a jornalistas.

Ele ainda classificou o clima previsto para 2025 como uma “boa notícia” que ajudará na safra agrícola e, portanto, no preço dos alimentos. Além disso, citou a expectativa de uma cotação mais baixa do dólar em relação ao patamar fechado em 2024.

“O que aconteceu em 2024? Nós tivemos dois problemas, um foi a seca. Você pegar o café, por exemplo, seca e calor, não tem nada pior. Então, a expectativa do clima para esse ano é boa”, disse.

O governo avalia zerar temporariamente o imposto de importação de todos óleos vegetais, de acordo com fontes. A proposta está em análise no âmbito do grupo interministerial que discute medidas para redução dos preços dos alimentos.



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Abelhas influenciam produtividade e peso do arroz, aponta pesquisa da Embrapa



A presença de abelhas no cultivo de uma variedade de arroz produzida no centro-norte do Rio de Janeiro, chamada anã, pode ser decisiva para aumentar a produtividade. Pesquisadores da Embrapa constataram que esses insetos são responsáveis por 50% da quantidade de grãos e 56% do peso da produção, resultado que desafia a ideia de que o arroz depende apenas do vento ou da autopolinização.

A pesquisa pode ainda ajudar a variedade a conquistar uma indicação geográfica.

O estudo foi realizado em sete propriedades agrícolas da região, representando quase um terço dos produtores de arroz anã.

Para testar a influência das abelhas, os cientistas utilizaram dois tipos de barreiras físicas: sacos de organza, que impediram qualquer tipo de polinização externa; e sacos de filó, que permitiram apenas a polinização pelo vento. Os resultados revelaram que as plantas expostas às abelhas apresentaram um peso médio de 3,9 gramas por panícula, enquanto aquelas isoladas atingiram apenas 2,5 gramas.

De acordo com a pesquisadora Mariella Uzêda, da Embrapa Agrobiologia, a baixa incidência de ventos na região pode explicar a importância das abelhas no processo.

Ela destaca que o estudo confirma que a polinização por abelhas desempenha um papel fundamental na produtividade do arroz anã. Sem elas, a produção seria reduzida em mais da metade.

Impacto na qualidade e na sustentabilidade

Os pesquisadores também pretendem investigar se a polinização influencia características físicas e químicas dos grãos, como aroma e sabor. A Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição da Unirio, analisará panículas isoladas e não isoladas para verificar se a polinização afeta a identidade sensorial do arroz anã.

Outro ponto de interesse da pesquisa é a identificação das espécies de abelhas envolvidas no processo. Até o momento, apenas a Apis mellifera (abelha-europeia) foi observada, mas novas metodologias de coleta serão aplicadas para mapear eventuais outras espécies.

Se a presença dessas abelhas estiver relacionada à vegetação diversificada do vale e à ausência de defensivos, isso pode fortalecer a relação entre produção agroecológica e sustentabilidade ambiental.

Indicação geográfica e novas possibilidades

Os resultados do estudo também podem subsidiar o reconhecimento da indicação geográfica (IG) do arroz anã, uma certificação que valoriza produtos com características únicas ligadas ao seu local de origem.

Segundo Mariella Uzêda, já há um vínculo forte entre a produção e a geografia da região, devido à baixa incidência de vento. “Agora, queremos entender melhor a interação entre as abelhas e as propriedades do grão”, afirma.

A pesquisa segue em novas fases para aprofundar o conhecimento sobre o papel das abelhas na produção de arroz e suas possíveis implicações para a agricultura sustentável. Com a comprovação da influência desses polinizadores na produtividade e na qualidade dos grãos, o estudo pode abrir caminho para estratégias de manejo que favoreçam a presença desses insetos e reforcem a competitividade do arroz anã no mercado.



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Governo federal publica medida provisória que libera saldo retido do FGTS



O governo federal publicou nesta sexta-feira (28) a medida provisória (MP) que autoriza trabalhadores demitidos e que optaram pela modalidade do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a sacarem o saldo bloqueado do fundo.

A medida contempla trabalhadores que foram demitidos entre janeiro de 2020 até a data da publicação da MP. O ato foi publicado nesta sexta em edição extraordinário do Diário Oficial da União (DOU).

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os pagamentos começam nos dias 6, 7 e 10 de março no valor de até R$ 3 mil de acordo com o saldo disponível na conta de FGTS.

A segunda parcela, para valores superiores a R$ 3 mil (saldo remanescente), será paga a partir de 17, 18 e 20 de junho.

“Será efetuado, em 6 de março de 2025, o pagamento do saque de até R$ 3.000,00 (três mil reais) do saldo disponível, para os trabalhadores com conta bancária previamente cadastrada para recebimento de recursos do FGTS”, diz o texto da MP. “Será efetuado, em 17 de junho de 2025, o pagamento do valor remanescente do saldo disponível para os trabalhadores com conta bancária previamente cadastrada para recebimento de recursos do FGTS”, completa.

A medida vai disponibilizar R$ 12 bilhões do fundo para aproximadamente 12,2 milhões de trabalhadores.

Cerca de 10 milhões de pessoas terão os valores creditados diretamente em suas contas bancárias cadastradas no aplicativo do FGTS.

Os outros 2 milhões, que não têm cadastro, poderão sacar o valor nas agências da Caixa ou nas casas lotéricas, conforme calendário a ser divulgado pelo banco público.

A MP reitera que os trabalhadores que comprometeram os recursos com empréstimos bancários – por meio da chamada “antecipação do saque-aniversário” – não serão abarcados pela proposta. O texto diz que, se o beneficiário tiver feito uma alienação ou cessão fiduciária, todas as garantias acordadas serão mantidas.

Em nota divulgada à imprensa, o MTE informou que, desde 2020, o saque-aniversário “retirou” R$ 142 bilhões do FGTS, dos quais cerca de 66% foram destinados aos bancos devido à alienação do saldo, enquanto 34% foram pagos diretamente aos trabalhadores. Segundo a pasta, 37 milhões de trabalhadores com conta ativa no FGTS optaram pelo saque-aniversário, e 25 milhões usaram seu saldo como garantia em operações de crédito para antecipação do saque. O FGTS abrange um total de 134 milhões de trabalhadores.

O saque-aniversário foi criado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e entrou em vigor em 2020. O trabalhador que opta por essa modalidade pode sacar anualmente, no mês de aniversário, parte do seu saldo de FGTS.

Em caso de demissão, no entanto, o saldo fica bloqueado para rescisão sem justa causa e só é possível acessar a multa rescisória – diferentemente da modalidade de saque-rescisão, em que é permitido, neste caso, recuperar todo o dinheiro do FGTS.

No saque-aniversário, para resgatar os valores que restaram, o trabalhador demitido precisa aguardar dois anos. É justamente este saldo que a MP pretende liberar.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo segue estável em São Paulo



As escalas de abate estão atendendo, em média, oito dias




Foto: Canva

De acordo com o boletim Tem Boi na Linha, o mercado do boi gordo em São Paulo iniciou o último dia de fevereiro com cotações estáveis para todas as categorias, com algumas indústrias fora das compras. As escalas de abate estão atendendo, em média, oito dias.

Tocantins – No sul do estado, o boi gordo permaneceu estável, enquanto as fêmeas registraram queda: vaca (-R$3,00/@) e novilha (-R$2,00/@). No norte do estado, apenas a novilha apresentou recuo de R$2,00/@.

Oeste da Bahia – Queda de R$2,00/@ para as fêmeas, enquanto o boi gordo manteve o valor.

Santa Catarina – O boi gordo e a vaca registraram queda de R$3,00/@, enquanto a novilha permaneceu estável. As escalas de abate no estado atendem, em média, seis dias.





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Agropecuária abriu 35,7 mil empregos formais em janeiro, diz CNA



A agropecuária brasileira gerou 35.754 novos postos de trabalho formais no primeiro mês do ano, acima das 14.608 vagas da média histórica dos últimos 20 anos, segundo destacou nesta sexta-feira (28) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a partir dos resultados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de janeiro.

“As atividades que mais contribuíram para a criação de vagas de trabalho em janeiro foram cultivo de soja (11.746), maçã (9.918), serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (3.299), uva (3.067) e produção de sementes certificadas, exceto de forrageiras para pasto (1.107)”, informou a CNA.

Ainda conforme a CNA, na agropecuária, os maiores saldos foram registrados nas regiões Sul (17.496) e Centro-Oeste (16.920).

Sudeste e Norte criaram 3.191 e 322 empregos, respectivamente. “Apenas na região Nordeste houve perda líquida de empregos no setor”, informou.



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Março terá calor e volta das chuvas; confira a previsão do tempo



O mês de março começa com temperaturas elevadas em grande parte do Brasil, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Segundo o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, a tendência é que o calor intenso predomine nas duas primeiras semanas do mês. A partir da segunda quinzena, espera-se o retorno de chuvas mais significativas, principalmente no Sul e no Norte.

Confira os destaques de março em cada região do país.

Sul: chuvas voltam, mas calor ainda persiste

No Sul, o retorno das chuvas será gradual, beneficiando estados que enfrentaram períodos de estiagem, como o Rio Grande do Sul.

No entanto, a precipitação ficará abaixo da média no extremo sul gaúcho, incluindo Dom Pedrito, onde os volumes não devem ultrapassar os 70 mm até o dia 10 de março. Já a partir do dia 7, a chegada de massas de ar frio pode derrubar as temperaturas para 12 °C, amenizando o calor que, até o dia 5, ainda poderá atingir 35 °C.

Sudeste: calor intenso e chuvas irregulares

No Sudeste, as chuvas continuam abaixo da média, especialmente no interior de São Paulo, centro-norte de Minas Gerais e Espírito Santo.

Em cidades como Lins (SP), as precipitações devem se intensificar a partir do dia 10, acumulando cerca de 70 mm no período.

Até lá, as máximas podem chegar a 37 °C, com expectativa de leve queda apenas no fim do mês, quando as temperaturas devem se estabilizar na casa de 30 °C.

Centro-Oeste: chuvas favorecem a safra, mas calor persiste

A umidade estará bem distribuída no Centro-Oeste, beneficiando o milho segunda safra, recentemente semeado. No oeste de Mato Grosso, a cidade de Pontes e Lacerda ainda enfrentará altos volumes de chuva nos próximos dias, podendo chegar a 150 mm.

No acumulado do mês, áreas do estado devem registrar 300 mm de precipitação.

A colheita da soja segue atrasada, com 30% das lavouras ainda no campo, e metade da área de milho segunda safra precisando ser plantada. Com a diminuição das chuvas no fim do mês, a temperatura voltará a subir, alcançando os 32 °C.

Nordeste: seca persiste, mas chuvas começam a retornar

O interior da Bahia e de Pernambuco continuará enfrentando um cenário crítico de estiagem. No entanto, a partir do dia 10 de março, chuvas de 50 a 90 mm devem aliviar o quadro em algumas áreas produtoras.

Mesmo assim, até lá, as temperaturas seguirão elevadas, dificultando as condições para as lavouras.

Norte: chuva não dá trégua e impacta produção

A região continuará registrando altos volumes de chuva, com destaque para São Félix do Xingu (PA), onde o acumulado pode ultrapassar 400 mm nos próximos 30 dias.

O solo já saturado dificultará os trabalhos no campo, apesar de as temperaturas permanecerem dentro da média para a época.



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Mundo tem 24 ‘superbilionários’ com fortunas acima de US$ 50 bi; adivinhe quem é o nº 1



Desde que revista Forbes publicou a sua primeira lista com as pessoas mais ricas do mundo, em 1987, uma nova categoria de afortunados se descolou, criando um segmento à parte, ainda mais restrito: os superbilionários, um grupo de apenas 24 pessoas ao redor do globo e que possui patrimônio acima de US$ 50 bilhões.

De acordo com dados da empresa de inteligência de patrimônio global Altrata, divulgados pelo The Wall Street Journal (WSJ), quem lidera essa nova lista é o dono da Tesla, Elon Musk, com US$ 419,4 bilhões em patrimônio.

No início de fevereiro, segundo a reportagem do WSJ, as fortunas desses 24 superbilionários representavam mais de 16% de toda a riqueza dos bilionários, um aumento acelerado em relação aos 4% de 2014. O patrimônio líquido combinado dos superbilionários totalizava US$ 3,3 trilhões, o equivalente ao PIB nominal da França.

Dessas 24 pessoas, 16 se qualificaram como centibilionários, o que significa que têm um patrimônio líquido de pelo menos US$ 100 bilhões.

O grupo de superbilionários é composto em grande parte por empreendedores que ganharam dinheiro no setor de tecnologia ou cujo setor foi catapultado a novos níveis pelos avanços tecnológicos, segundo a reportagem.

Dos 10 indivíduos mais ricos da lista, seis se enquadram nessa categoria. Do total de 24 superbilionários, apenas três eram mulheres, e apenas sete estavam sediados fora dos Estados Unidos.



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Atraso na votação do Orçamento ameaça Plano Safra e eleva incertezas no agro



O atraso na votação do Orçamento de 2025 já afeta diversos setores da economia, e o agronegócio não é exceção. Um dos primeiros reflexos foi o congelamento de linhas do Plano Safra, comprometendo ainda mais o financiamento da produção rural. A indefinição no Congresso Nacional adiciona incerteza ao mercado e pode impactar diretamente investimentos, produtividade e preços dos alimentos.

Segundo Carlos Dias, presidente do Instituto Democracia e Liberdade (IDL), o congelamento do crédito rural não decorre apenas do atraso na votação do orçamento, mas também da falta de articulação política do governo.

O papel da LDO e os impactos do atraso

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece as regras básicas para a elaboração do orçamento público, definindo metas fiscais, prioridades de investimentos e limites para gastos do governo. Ela funciona como um guia para a Lei Orçamentária Anual (LOA), que detalha as receitas e despesas do ano seguinte.

De acordo com Dias, a indefinição prejudica diretamente a produção rural e desestabiliza o setor. “A incapacidade do governo em negociar e garantir apoio para a votação do orçamento cria incerteza e compromete as políticas de financiamento agrícola”, destaca.

Riscos para a economia

Além da falta de crédito, o especialista alerta para impactos mais amplos na economia. A insegurança financeira pode reduzir investimentos em tecnologia e infraestrutura, atrasando a modernização do agro e diminuindo a produtividade.

“Outros setores também sentem os efeitos da incerteza orçamentária, pois a falta de previsibilidade reduz investimentos e pode levar a um crescimento econômico mais lento”, afirma.

O governo tem ressaltado a necessidade de baratear os alimentos, mas, segundo o especialista, a restrição ao financiamento agrícola pode ter o efeito oposto. Com menos crédito disponível, a produção tende a diminuir, reduzindo a oferta de produtos agropecuários e pressionando os preços para cima.

“Caso o objetivo seja realmente reduzir os preços dos alimentos, a limitação do financiamento agrícola se torna uma contradição”, avalia.

Soluções práticas

Para minimizar os efeitos do atraso orçamentário no agronegócio, Dias sugere medidas emergenciais, como a liberação de recursos provisórios para manter atividades essenciais do Plano Safra.

Ele também defende o fortalecimento da integração entre produtores, indústrias e o mercado, promovendo a verticalização da produção e melhorando a comercialização e o escoamento dos produtos.

“Uma solução estrutural seria estabelecer um limite percentual de endividamento do governo em relação ao PIB, garantindo maior previsibilidade fiscal”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Sorgo e algodão se beneficiam de clima ensolarado na Austrália



Tempo seco favorece desenvolvimento de culturas




Foto: Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (25) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que, após chuvas intensas na última semana, o clima seco e ensolarado predominou no leste da Austrália, beneficiando o desenvolvimento de algodão, sorgo e outras culturas de verão.

Embora a secura tenha aumentado a demanda por irrigação em algumas áreas, os níveis de umidade do solo seguem próximos do normal, favorecendo o crescimento das lavouras. O sorgo de maturação precoce também foi beneficiado pelo tempo seco, com melhores condições para a secagem e colheita.

As temperaturas ficaram abaixo da média na região, variando de 1 a 2°C menores no sul de Queensland e norte de Nova Gales do Sul, e chegando a 3 a 4°C abaixo do normal no sul de Nova Gales do Sul. As máximas, em torno de 30°C, minimizaram o estresse térmico nas culturas ainda imaturas.





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Tilápia impulsiona exportações e Brasil dobra vendas de peixes de cultivo


As exportações brasileiras de peixes de cultivo cresceram 102% em volume em 2024, totalizando 13.792 toneladas, e 138% em receita, atingindo US$ 59 milhões. A tilápia foi a principal responsável por esse avanço, representando 94% das vendas externas do setor.

Os dados foram consolidados por pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura e divulgados pela Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR).

O crescimento expressivo foi impulsionado pela maior demanda dos Estados Unidos, especialmente por filés frescos e peixes inteiros congelados. Apenas os filés frescos renderam US$ 36,6 milhões, enquanto os peixes inteiros congelados somaram US$ 17,5 milhões. Juntas, essas duas categorias representaram 91,7% do valor total exportado.

De acordo com os especialistas, a redução de 19% nos preços da tilápia no Brasil entre o quarto trimestre de 2023 e o mesmo período de 2024 foi um dos principais fatores para o aumento das exportações. Em contrapartida, o preço do filé fresco no mercado externo subiu 12,75%, alcançando US$ 7,69/kg, favorecendo os produtores que exportam para os EUA.

cultivo de tilápia em Rifaina (SP)cultivo de tilápia em Rifaina (SP)
Cultivo de tilápia em Rifaina (SP). Foto: PeixeBR

EUA lideram compras de tilápia do Brasil

Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações brasileiras de peixes de cultivo em 2024, comprando US$ 52,2 milhões em produtos – 89% do total. Em seguida, aparecem Peru, China, Canadá e Japão.

Desde 2020, o Brasil subiu quatro posições no ranking de fornecedores de tilápia para os EUA, ocupando agora o quarto lugar. Nesse período, as vendas para o mercado americano cresceram 718%. No segmento específico de filés frescos, o Brasil já é o segundo maior exportador, atrás apenas da Colômbia.

Segundo a PeixeBR, a tendência é que o país continue ganhando espaço, especialmente após a revogação da obrigatoriedade do Certificado Sanitário Internacional, que simplificará as exportações a partir de 2025. Essa mudança pode tornar o Brasil o maior fornecedor de filé fresco de tilápia para os EUA.

O Paraná, maior produtor de tilápia do país, também foi o estado que mais exportou em 2024, respondendo por 64% do total (US$ 35,7 milhões). Em seguida, aparecem São Paulo (12%) e Mato Grosso do Sul (3%).

Importações

Apesar do crescimento nas exportações, o Brasil ainda mantém um déficit comercial significativo no setor. Em 2024, o saldo negativo foi de US$ 992 milhões, um aumento de 8,5% em relação ao ano anterior.

Isso se deve principalmente às importações de peixes como o salmão, que lidera as compras externas com US$ 909 milhões, seguido pelo pangasius (US$ 137 milhões) e a truta (US$ 195 milhões).



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