quinta-feira, maio 28, 2026

Agro

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nova cultura surge como alternativa rentável para entressafra



Uma nova oleaginosa está ganhando espaço na agricultura brasileira como alternativa viável para rotação de culturas e rentabilização da entressafra. Trata-se da Carinata, uma planta parente próxima da canola, que tem como principal destino a produção de combustível sustentável para aviação (SAF), uma opção ambientalmente mais viável por emitir menos CO2.

A Carinata é uma oleaginosa de inverno que tem apresentado bons resultados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Uma de suas principais vantagens é a resiliência a mudanças climáticas, além de boa adaptação a solos menos férteis. O cultivo ocorre entre os meses de abril e maio, com um ciclo médio de 120 dias. Outro benefício é que, ao ser semeada, a cultura contribui para a conservação do solo, evitando a perda de nutrientes e promovendo maior sustentabilidade ao sistema produtivo.

O Brasil é visto como um mercado promissor para a Carinata. A projeção é que a área cultivada passe de 7.000 hectares em 2024 para 50.000 hectares neste ano, impulsionando ainda mais sua viabilidade econômica. Além disso, a construção de uma planta de produção de SAF no Porto de Rio Grande deverá fortalecer a cadeia produtiva da oleaginosa, ampliando a demanda e incentivando novos investimentos no setor.

A repórter Eliza Maliszewsk entrevistou Phillip Minarelli, gerente do projeto Carinata Brasil Paraguai, da Nufarmum, que conta na reportagem exibida no Mercado & Companhia desta terça-feira outras vantagens da cultura.

No último ano, a média de pagamento da Carinata variou em torno do preço da soja balcão, chegando em alguns casos a pagar até 110% do valor da soja. Esses números reforçam o potencial econômico da cultura, que se apresenta como uma alternativa rentável e sustentável para produtores que buscam diversificação e melhor aproveitamento da entressafra.

Com o crescimento da demanda por combustíveis sustentáveis e as vantagens agronômicas da Carinata, a cultura desponta como uma opção estratégica para o agronegócio brasileiro, unindo rentabilidade e benefícios ambientais.



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Bolsas da Europa desabam pressionadas por tarifas dos EUA



As bolsas da Europa fecharam em queda expressiva nesta terça-feira (4), com os temores desencadeados pela entrada em vigência das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra México, Canadá e China se sobrepondo à possibilidade de maior investimento da União Europeia (UE) no setor de defesa.

Resultado das bolsas

Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em queda de 1,27%, a 8.759,00 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 3,53%, a 22.328,91 pontos. O CAC 40, de Paris, caiu 1,85%, a 8.047,92 pontos. Em Madri, o Ibex 35 perdeu 2,49%, a 13.039,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 registrou baixa de 1,64%, a 6.700,33 pontos, enquanto em Milão, o FTSE MIB marcou variação negativa de 3,41%, a 37.736,16 pontos. As cotações são preliminares.

Em análise, o Deutsche Bank menciona que a Europa deve estar pronta para “um grande golpe em seu crescimento já anêmico”, à medida que a política tarifária americana se torna cada vez maior. De acordo com o banco alemão, ainda que a UE esteja menos exposta ao mercado dos EUA do que os vizinhos do país, a pressão tarifária ainda tiraria 1 ponto porcentual do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do continente. “Grandes mudanças na ordem global que influenciarão os mercados e as economias nos próximos anos estão, sem dúvida, surgindo agora”, pontua o Deutsche Bank ao relembrar que os europeus devem ser alvos de tarifas de 25%, assim como os canadenses e mexicanos.

Ações nas bolsas da Europa

As principais montadoras europeias fecharam em queda, como a Ferrari (-3,95%), Mercedes-Benz (-5,34%), Volkswagen (-2,28%), Stellantis (-10,67%) e Renault (-4,85%). As cotações são preliminares.

No entanto, de acordo com o Swissquote Bank, apesar dos temores, os investidores têm preferido ações europeias em vez das americanas devido a preocupações com o crescimento mais fraco nos EUA, considerando o impacto das tarifas. Além disso, é esperado que a UE realize mais investimentos no setor de defesa, o que pode dar suporte ao apetite de risco. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs um plano de 800 bilhões de euros, nomeado “REARM Europe”, para fortalecer as defesas.



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AgroNewsPolítica & Agro

preço da tilápia sobe 6% na Quaresma



Preço do pescado sobe menos que outras proteínas no Paraná




Foto: Pixabay

O consumidor paranaense pagará mais caro pelo filé de tilápia durante a Quaresma de 2025, conforme aponta o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

Segundo o boletim, a pesquisa de preços no varejo indica que, em fevereiro, o quilo do filé de tilápia foi comercializado a R$ 55,42, o que representa um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2024. No entanto, quando comparado a janeiro deste ano, houve uma leve queda de 2% no valor.

Apesar do reajuste, a tilápia ainda está entre as proteínas com menor variação de preço no período. Outras carnes populares, como bovina e de frango, registraram aumentos superiores a 20%, tornando o pescado uma opção relativamente mais acessível para os consumidores.

O Paraná é o maior produtor de tilápia do Brasil, e a Quaresma costuma impulsionar a demanda por pescados, influenciando os preços no mercado.





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Agropecuária abre 35,7 mil empregos formais em janeiro



A agropecuária brasileira gerou 35.754 novos empregos formais no primeiro mês do ano, acima das 14.608 vagas da média histórica dos últimos 20 anos, segundo destacou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a partir dos resultados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de janeiro.

Setores que mais geraram empregos

“As atividades que mais contribuíram para a criação de novas vagas de trabalho em janeiro foram cultivo de soja (11.746), maçã (9.918), serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (3.299), uva (3.067) e produção de sementes certificadas, exceto de forrageiras para pasto (1.107)”, disse.

Ainda conforme a CNA, na agropecuária, os maiores saldos foram registrados nas regiões Sul (17.496) e Centro-Oeste (16.920). Sudeste e Norte criaram 3.191 e 322 empregos, respectivamente. “Apenas na região Nordeste houve perda líquida de empregos no setor”, informou.

Sobre o CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é responsável por congregar associações e lideranças políticas e rurais em todo o País. A CNA também apoia a geração de novas tecnologias que possam auxiliar o produtor no plantio e manejo e a criação de agroindústrias responsáveis por aumentar a produtividade rural.



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AgroNewsPolítica & Agro

colheita acelera e mercado registra queda



Preço do arroz apresentou uma leve queda no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

O boletim da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (27), aponta avanço na colheita do arroz no Rio Grande do Sul, especialmente na Fronteira Oeste. Na região administrativa de Bagé, 9% da área cultivada já foi colhida. Em Itaqui, os trabalhos estão adiantados, com 20% dos 67 mil hectares colhidos. Já em São Borja, a colheita atinge 15% dos 33.965 hectares cultivados. No geral, 33% das lavouras da região ainda estão em enchimento de grãos, enquanto 31% encontram-se em maturação.

Na Região da Campanha, a colheita ainda está no início, com 33% das lavouras em floração e 45% em enchimento de grãos. Já na Região de Pelotas, a maior parte da cultura segue em desenvolvimento: 55% das áreas estão na fase de granação, 35% em floração e 10% maduras e prontas para a colheita. Produtores da região realizam manutenção em estradas e equipamentos para garantir o escoamento da produção.

A Região de Santa Maria registrou redução na área plantada devido aos estragos causados pela enchente de maio de 2025, que comprometeu a estrutura de irrigação e contenção. A colheita já foi realizada em 5% da área, enquanto 26% das lavouras estão em maturação e 50% em enchimento de grãos.

Apesar do avanço na colheita, o preço do arroz apresentou uma leve queda no mercado. Segundo levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o valor médio da saca de 50 quilos registrou redução de 2,15% na última semana, passando de R$ 96,93 para R$ 94,85.





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Rajadas de vento com 70 km/h atingem regiões do Brasil; saiba quais



A Climatempo divulgou mais um relatório com as condições do tempo em todo o Brasil. Em São Paulo, por exemplo, a terça-feira será de sol ao longo do dia, com previsão de pancadas de chuva na parte da tarde e noite. O acumulado esperado é de 10 mm e a temperatura máxima será de 33ºC. Previsão parecida com o restante do país, entretanto, em algumas localidades, rajadas de vento podem causar problemas! Saiba onde:

Região Sul pode ter rajadas de vento

O tempo será predominantemente ensolarado, com poucas chances de chuva. O destaque será para as temperaturas, que seguem elevadas nos três estados da região. Há chance de pancadas isoladas de chuva devido ao excesso de calor na faixa oeste do Rio Grande do Sul, litoral norte de Santa Catarina e na faixa norte e litoral do Paraná. Destaque para rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no centro do Rio Grande do Sul. O vento ganha intensidade no litoral do RS, soprando entre 51 e 70 km/h entre Tramandaí e Torres.

Sudeste

As rajadas de vento não alcançam a região. O tempo quente segue predominando, mas a chance de chuva aumenta devido à sequência de dias quentes. Há previsão de pancadas de chuva de moderada a forte intensidade em todo o estado de São Paulo, sul e leste de Minas Gerais. Destaque para o Espírito Santo, onde a chance de chuva aumenta. No interior do estado, há previsão de pancadas de chuva de moderada a forte intensidade. No litoral, incluindo a capital Vitória, o alerta é para temporais.

Centro-Oeste

A circulação de ventos em altos níveis mantém instabilidades sobre Mato Grosso e o noroeste de Mato Grosso do Sul. Cuiabá segue em atenção para chuva de moderada a forte intensidade à tarde. Já no oeste e centro de Mato Grosso do Sul, o dia será ensolarado, com possibilidade de chuvas isoladas. Em Campo Grande, o calor será intenso, com pouca chance de chuva. Goiás e o Distrito Federal terão tempo firme, sem precipitações.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical mantém instabilidades entre Maranhão, Piauí e litoral do Ceará, com previsão de chuva forte ao longo do dia e alerta para São Luís, Teresina e Fortaleza. Entre Natal e Salvador, e no extremo sul da Bahia, as chuvas serão rápidas e passageiras, ocorrendo entre a madrugada e a manhã. No interior nordestino, o tempo continua seco e muito quente.

Norte

O calor e a umidade favorecem a formação de instabilidades, com alerta para o Amazonas, Acre e Rondônia. Entre o Amapá e o Pará, há situação de perigo devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical. No Tocantins, a chuva ocorre em áreas do norte, oeste e centro do estado, com pancadas na capital. No interior, o tempo seguirá estável. Em Roraima, o dia será ensolarado e seco.



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China retalia os EUA com tarifas sobre alimentos e produtos agrícolas



Após as tarifas de 25% sobre as importações do Canadá e México e uma adicional de 10% contra a China entrarem em vigor – impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – os chineses e canadenses anunciaram medidas retaliatórias e é esperado que os mexicanos tomem medidas semelhantes.

Nesta terça-feira (4), Pequim retaliou os americanos com um aumento de próprias tarifas sobre alimentos importados dos Estados Unidos e essencialmente bloqueando vendas para 15 empresas do país.

Tarifas de 15% e 10%

O Ministério das Finanças da China aplicou tarifas de 15% sobre importações de frango, trigo, milho e algodão dos EUA e tarifas de 10% sobre outros alimentos, incluindo soja e laticínios. Além disso, o Ministério do Comércio declarou que 15 empresas americanas, incluindo a Skydio — maior fabricante de drones dos EUA e fornecedora do exército e serviços de emergência do país — não poderão mais comprar produtos chineses sem autorização especial.

A China é o maior mercado externo para os agricultores americanos, exercendo forte influência sobre os preços e a demanda nos mercados de commodities do Meio-Oeste dos EUA.

A potência asiática também entrou com uma ação na Organização Mundial do Comércio, alegando descumprimento das regras do cartel pelos americanos.O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, aumentou as tarifas sobre quase US$ 100 bilhões em importações dos Estados Unidos por 21 dias.

Trump afirma que suas tarifas são essenciais para interromper o fluxo de fentanil para os EUA — um opioide sintético que causou centenas de milhares de mortes por overdose.



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AgroNewsPolítica & Agro

hora de proteger o solo


Com a colheita da soja concluída, o momento é propício para planejar a cobertura do solo, uma prática essencial para garantir a sustentabilidade do sistema produtivo. Segundo Gessí Ceccon, analista e engenheiro agrônomo da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), a cobertura do solo não apenas protege contra a erosão, mas também melhora as condições físicas do solo, favorecendo a produtividade futura. “A soja no verão tem um alto valor econômico, e por isso é a cultura predominante. No entanto, após sua colheita, precisamos focar em melhorar as condições do solo”, explica Ceccon.

O milho desponta como a principal espécie para sustentar o sistema de plantio direto, pois possui um sistema radicular agressivo que auxilia na descompactação do solo. “O milho, apesar do foco na produtividade de grãos, tem um papel fundamental na melhoria estrutural do solo. Suas raízes crescem profundamente, aproveitando a umidade residual e criando poros para infiltração da água”, destaca o engenheiro.

Outro ponto essencial é a consorciação do milho com a braquiária, estratégia que a Embrapa vem pesquisando há 20 anos. As raízes de milho produzem poros maiores e as raízes de braquiária poros menores, ambos importantes para a infiltração e armazenamento de água no solo. Apesar de algumas dificuldades técnicas no manejo da população de plantas e no uso de herbicidas no consórcio, a técnica tem se mostrado eficaz. “A braquiária começa a se destacar quando o milho atinge a fase de maturidade, proporcionando uma cobertura uniforme e protegendo o solo contra a erosão e a perda de umidade”, pontua Ceccon.

A cobertura do solo com a braquiária também auxilia na fixação da palha, evitando que ventos fortes a desloquem, mantendo assim a proteção da superfície do solo. Após o período adequado para o plantio do milho, entra em cena a cobertura com plantas como a braquiária consorciada com leguminosas, sendo a mais indicada a crotalária ochroleuca. “A crotalária, diferente do milho e da braquiária, tem raiz pivotante que cresce profundamente, contribuindo para um perfil de solo mais estruturado”, explica Ceccon.

O manejo adequado também passa pelo momento correto de intervenção. Segundo Ceccon, um manejo na braquiária em junho é essencial para reiniciar a produção de massa e garantir qualidade na cobertura do solo. “Plantar braquiária solteira é coisa do passado. Sempre que possível, devemos associá-la a uma leguminosa para melhorar a qualidade da cobertura”, enfatiza. A adoção dessas estratégias permite que a soja seja semeada mais próxima da dessecação, garantindo melhor condição física do solo e maior eficiência produtiva da soja. “Cada detalhe faz diferença na produtividade e na sustentabilidade do sistema produtivo”, conclui Ceccon.





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China suspende a importação de carne de 3 empresas brasileiras



A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) confirmou a suspensão temporária de importação de carne bovina de três empresas brasileiras pela China. A medida, que passa a valer nesta segunda-feira, 3, abrange uma unidade da JBS em Mozarlândia (Goiás), uma da Frisa em Nanuque (Minas Gerais) e uma da Bon Mart em Presidente Prudente (São Paulo).

Em nota, a Abiec informou que a Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) realizou auditorias remotas em três estabelecimentos exportadores de carne bovina do Brasil, dois da Argentina, um do Uruguai e um da Mongólia, este último referente às carnes bovina e ovina.

“Em todos os casos, foram identificadas não conformidades em relação aos requisitos chineses para o registro de estabelecimentos estrangeiros”, diz a entidade.

Com isso, o GACC determinou a suspensão temporária das importações destes estabelecimentos a partir de 3 de março de 2025. As empresas envolvidas já foram notificadas e estão adotando medidas corretivas para atender às exigências das autoridades chinesas, segundo a Abiec.

No pronunciamento, a associação destaca que os demais estabelecimentos habilitados seguem operando normalmente, assegurando o fluxo das exportações de carne bovina brasileira ao mercado chinês.

A Abiec afirma ainda que, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), segue em diálogo com as autoridades competentes “para garantir a rápida resolução da questão”. A entidade encerra a nota dizendo que “o Brasil reafirma sua confiança na robustez do controle sanitário nacional, conduzido pelo Mapa, e segue trabalhando ativamente para solucionar os questionamentos apresentados com celeridade, garantindo a segurança e qualidade da carne bovina exportada”.

Procurada, a JBS afirmou que, por ser um tema setorial, o assunto está sendo tratado pela Abiec.



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como fica o pequeno produtor após medidas do governo



Com o foco no produtor rural, o Plano Safra dispõe de diversas linhas de crédito adaptadas às diferentes necessidades de agricultores e pecuaristas. Em linhas gerais, o programa se divide em três modalidades: custeio, comercialização e investimento. 

Nas últimas semanas, o Plano Safra 24/25 tem sido destaque devido à decisão do Ministério da Fazenda,  por meio da Secretaria do Tesouro Nacional,  em suspender novos financiamentos com juros equalizados, a partir de 21 de fevereiro. 

A medida também comunicou que apenas as linhas de custeio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) seriam mantidas.

Isso quer dizer que para os produtores da agricultura familiar que necessitam financiar as despesas de produção agrícola, como mudas, adubos, sementes, corretivos de solos, defensivos, entre outros, nada muda.

A justificativa apresentada no ofício mencionou dois fatores principais: a alta taxa Selic e a não aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025.

Segundo a Agência Senado, a previsão é que o Congresso Nacional aprove a lei após o Carnaval.

Por que isso importa?

O projeto de lei do Orçamento de 2025 deveria ter sido aprovado em dezembro, mas será analisado apenas em março, após a formação da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Esse atraso impactou diretamente a execução do Plano Safra, fato que levou o Tesouro Nacional a suspender operações para evitar prejuízos financeiros às instituições que operam o crédito rural.

Isso ocorreu porque a equalização de juros — diferença entre a taxa cobrada pelo banco e a efetivamente paga pelo produtor —, é custeada pelo Tesouro.

Com a Selic em alta, esse custo aumenta consideravelmente. Para se ter uma ideia, a taxa passou de 10,5% ao ano, em setembro de 2024 para 13,25% em janeiro de 2025.

Liberação emergencial de R$ 4,18 bilhões

Diante do impasse, em 24 de fevereiro o Governo Federal publicou Medida Provisória (MP 1.289) no Diário Oficial da União (DOU), que liberava R$ 4,18 bilhões em crédito extraordinário para o Plano Safra 2024/25. 

Os recursos foram distribuídos da seguinte forma:

  • R$ 3,5 bilhões: destinados ao custeio, comercialização e investimento;
  • R$ 645,7 milhões: reservados para o Pronaf.

Em nota oficial, o governo justificou que a medida foi tomada para evitar impactos negativos na produção de alimentos e garantir a segurança alimentar do país.

O cenário macroeconômico, marcado pelo aumento acelerado das taxas de juros, também foi apontado como fator determinante para a liberação do crédito extraordinário.

E o pequeno produtor?

O Pronaf, principal linha de crédito para pequenos produtores, costuma ser o mais visado nesses momentos de instabilidade econômica.

No entanto, a Medida Provisória (MP 1.289) garante a continuidade do acesso ao crédito, assegurando investimentos rurais e agroindustriais. 

Ou seja, as instituições financeiras podem permitir financiamento para os produtores da agricultura familiar que identificarem a real necessidade de crédito e estiverem em conformidade com o que é solicitado pelos bancos. 

Dessa forma, pequenos produtores ainda podem contar com financiamento para manter suas atividades e ampliar sua produção, apesar das dificuldades impostas pelo cenário econômico atual.

Está com dúvida? O Sebrae pode te orientar!

De acordo com o Sebrae, a consciência da real necessidade de buscar crédito é fundamental para a saúde financeira dos negócios do pequeno produtor.

Com o intuito de impulsionar o desenvolvimento do agronegócio direcionado aos pequenos, a instituição atua como um direcionador para que o empreendedor entenda como alocar recursos visando rentabilidade e a garantia do pagamento do crédito solicitado, por meio de programas e cursos de capacitação.

A instituição explica que com essa atuação, o Sebrae contribui para que os pequenos produtores tenham acesso a recursos e possam enfrentar desafios econômicos com mais segurança.



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