quinta-feira, maio 28, 2026

Agro

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Mercado de trigo segue parado no Brasil



No Paraná, a oferta de trigo é escassa



Em Santa Catarina, o cenário permanece estável
Em Santa Catarina, o cenário permanece estável – Foto: Agrolink

A TF Agroeconômica reportou que o mercado de trigo no Brasil seguiu praticamente parado durante o período de carnaval, com cotações inalteradas. No Rio Grande do Sul, os preços do trigo posto moinho variam entre R$ 1.350 e R$ 1.370 por tonelada para retirada até março, enquanto lotes de melhor qualidade para panificação são negociados a R$ 1.400 para abril e maio. 

Apesar da disponibilidade estimada de 940 mil toneladas, a qualidade do cereal é muito heterogênea, o que dificulta negociações. A moagem segue em volumes baixos devido às fracas vendas de farinha, e a expectativa é que o mercado reaja somente a partir de abril. Na exportação, o trigo Milling no porto atingiu R$ 1.350/t, sem registro de negócios concretizados.  

Em Santa Catarina, o cenário permanece estável, com dificuldades na venda de farinha, impedindo reajustes nos preços. Moinhos relatam que os custos não estão sendo cobertos, enquanto o farelo de trigo sofreu desvalorização, caindo para R$ 1.100 ensacado. Algumas cooperativas estão segurando estoques, aguardando possíveis valorizações futuras. Os preços da saca de trigo seguem estáveis em várias regiões do estado, com destaque para Rio do Sul, onde houve alta para R$ 80,00.  

No Paraná, a oferta de trigo é escassa, com vendedores pedindo entre R$ 1.500 e R$ 1.600/t FOB, enquanto o trigo branqueador é ainda mais raro, com valores acima de R$ 1.700/t. Algumas compras foram feitas no Rio Grande do Sul, mas os preços não estão compatíveis com os das farinhas. A importação segue como alternativa, com trigo chegando ao estado por US$ 265/270 por tonelada. O trigo futuro tem compradores entre R$ 1.400 e R$ 1.450 CIF. O preço médio da saca no estado subiu 1,41%, atingindo R$ 74,27, com lucro médio do produtor avançando para 6,95%.  

 





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O que mais pesa na saúde do seu negócio?


A interação com micro e pequenos produtores rurais faz parte do DNA do projeto Porteira Aberta Empreender. É por meio do engajamento com agricultores e pecuaristas de todas as regiões do país que podemos trazer soluções práticas para os desafios diários daqueles que impulsionam o agronegócio e alimentam milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

Pensando nisso, todas as quintas-feiras, às 17h, o Porteira Aberta Empreender publica enquete na comunidade do Canal Rural, no YouTube. As opções mais votadas se tornam pautas, trazendo oportunidades aos desafios. 

O Porteira Aberta perguntou e vocês responderam:

Entre os participantes da enquete, a maior preocupação dos produtores, apontada por 45% dos respondentes, são as dívidas. Em seguida, 30% destacaram o custo dos insumos agrícolas e da ração, enquanto 20% mencionaram a instabilidade no fluxo de caixa. Outros fatores foram citados por 5% dos participantes.

Na opção “outros”, alguns produtores compartilharam suas experiências e sugeriram soluções para enfrentar os desafios financeiros no campo. Dentre os comentários, destacam-se:

Essas sugestões reforçam a importância de buscar estratégias eficientes para garantir a sustentabilidade financeira dos negócios rurais.

Cuide da saúde financeira do seu negócio

De acordo com a Agência Sebrae de Notícias, para que um pequeno negócio seja financeiramente saudável, organização e planejamento são essenciais. Em tempos de incerteza, essa questão se torna ainda mais relevante.

O Sebrae também destaca que um negócio bem estruturado tem mais chances de superar dificuldades e se manter competitivo no mercado. Pensando nisso, a instituição elencou seis dicas essenciais para fortalecer a saúde financeira da sua empresa. Confira:

1. Organize-se

Escrever as informações que demandam mais atenção em uma folha ou em um bloco de notas on-line torna esses dados reais e palpáveis, possibilitando resoluções mais claras e objetivas.

2. Classifique despesas e enxugue gastos

Faça um levantamento de todas as despesas da empresa, das menores às maiores. Com o mapeamento em mãos, classifique-as em duas categorias: as que são essenciais e as que podem ser eliminadas. 

3. Evite gastos exorbitantes

A empresa mostra-se controlada financeiramente quando gastos com folhas de pagamento ficam entre 30% e 40% do faturamento.

Ao analisar essas informações, não esqueça que o gestor deve sempre manter um fundo de reserva para demissões e custos previsíveis, como 13º salário, férias, entre outros.

4. Lembre-se de que estoque é dinheiro parado

Se esse é o caso do seu empreendimento, visite seu estoque, veja o que tem disponível e faça promoções ou alguma ação direcionada para a venda desses itens. O mesmo vale para insumos e rações compradas em mais quantidade que o necessário.

5. Separe as verbas pessoais das empresariais

A separação da gestão financeira é fundamental e deve ser feita logo no início do empreendimento.

6. Pense no futuro

Pense em metas a médio e longo prazo para a sua empresa e questione-se onde você se vê profissionalmente daqui a dez anos.



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Taxas dos EUA podem beneficiar exportações agrícolas da América Sul para China



As novas tarifas da China sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos estão prestes a remodelar os fluxos comerciais globais, levando o maior importador agrícola do mundo a obter mais carne, laticínios e grãos de países da América do Sul – como o Brasil e a Argentina -, Europa e Pacífico.

Ontem (4), em contrapartida às tarifas sobre as importações contra a China entrarem em vigor – impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – o Ministério das Finanças da China aplicou tarifas de 15% sobre importações de produtos agrícolas como o frango, trigo, milho e algodão dos EUA e tarifas de 10% sobre outros alimentos, incluindo soja e laticínio

Commodities agrícolas

Os embarques para a China do principal fornecedor de soja, Brasil, do maior exportador de trigo, Austrália, e do principal fornecedor de carne suína, Europa, podem aumentar à medida que uma guerra comercial se intensifica entre as maiores economias do mundo, disseram autoridades e analistas da indústria.

A China retaliou rapidamente nesta terça-feira (4) contra novas taxas dos EUA, anunciando aumentos de 10% e 15% nas taxas de importação que cobrem US$ 21 bilhões em produtos agrícolas americanos.

“Haverá um redirecionamento do comércio após as tarifas de importação da China sobre produtos americanos”, disse Pan Chenjun, analista sênior de proteína animal do Rabobank em Hong Kong.

“Os principais produtos que serão impactados são vísceras de porco e pés de frango. Para carne suína, tanto músculo quanto vísceras, a China obterá mais suprimentos do Brasil, Espanha, Holanda e outros países da UE.”

Na terça-feira, Trump também impôs taxas sobre produtos do Canadá e do México, o que pode prejudicar a indústria de exportação agrícola dos EUA.



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Calor não dá trégua e termômetros beiram os 40° C nesta quarta-feira



A quarta-feira será com predomínio de sol e calor em grande parte do Brasil. Há condições para pancadas de chuva entre o meio da tarde e o começo da noite em algumas regiões. No estado de São Paulo, as pancadas serão localizadas e não se estendem por muito tempo, mas podem vir acompanhadas por raios.

Destaque para o calorão acima de 34 °C no noroeste paulista – no Rio Grande do Sul, termômetros ultrapassam os 36° C. Segundo a Climatempo, a onda de calor persiste até domingo e mantém temperaturas elevadas, não apenas em São Paulo, mas também em diversas partes do país; confira como fica o tempo na sua região:

No Sul, onda de calor persiste

O tempo segue firme e ensolarado na maior parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com temperaturas elevadas. Destaque para o vento, com rajadas entre 51 e 70 km/h entre o Chuí e Torres (RS). Porto Alegre pode ultrapassar os 36°C, sem previsão de chuva. Já em Florianópolis, há possibilidade de pancadas rápidas à tarde. No Vale do Itajaí e no Paraná, as chuvas ocorrem no fim do dia devido ao calor e à umidade, espalhando-se por todo o estado.

A chuva perde força no Espírito Santo, mas ainda há previsão de pancadas no litoral. No Vale do Rio Doce, norte do Rio de Janeiro e interior paulista, pode chover à tarde, com chance de pancadas mais intensas. No entanto, as capitais Rio de Janeiro e Belo Horizonte continuarão ensolaradas, com muito calor e sem previsão de precipitação.

Centro-Oeste

As instabilidades seguem ativas, com chuva ao longo do dia em Mato Grosso e no centro-oeste de Mato Grosso do Sul. Para Goiás e o Distrito Federal, o tempo segue firme, sem previsão de chuva. Cuiabá permanece em alerta para chuvas de moderada a forte intensidade. Campo Grande, Goiânia e Brasília terão um dia ensolarado, com pouca chance de chuva e calor.

Nordeste

A chuva continua intensa no Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte, devido à Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). São Luís, Teresina, Fortaleza e Natal seguem em alerta. No litoral, entre Maceió e Salvador, os ventos oceânicos favorecem chuvas passageiras. No interior, o tempo seco predomina.

Norte

As instabilidades seguem presentes, com previsão de chuva ao longo do dia no Amazonas, Acre, Rondônia, Pará e Amapá, com alerta para temporais. Destaque para a faixa leste do Amazonas, região norte do Pará e sul do Amapá, onde há previsão de tempestades (temporais + chuva volumosa). As capitais dessas áreas podem registrar chuvas intensas. Em Roraima, o tempo se mantém mais estável, sem previsão de chuva em Boa Vista.



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Trump afirma que o Brasil é um dos países que “cobram demais dos EUA”



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou na sessão conjunta do Congresso americano na noite desta terça-feira (4), ressaltando as medidas tomadas por seu governo nas primeiras seis semanas da administração. Trump afirmou que seu governo estava “apenas começando”. Mais de uma vez, o republicano ressaltou que a sua vitória eleitoral foi um “mandato” da população americana.

A fala de Trump foi interrompida por protestos da bancada democrata e o congressista Al Green, do partido da oposição, foi removido do Congresso.

Após a saída de Green, Trump listou as ações tomadas pelo seu governo em temas como imigração e burocracia federal. O presidente americano também celebrou a saída dos EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

“O povo me elegeu para fazer o trabalho, e eu estou fazendo isso”, diz Trump. O presidente americano destacou que sobreviveu a múltiplas acusações criminais. Ele acusa o ex-presidente americano Joe Biden de orquestrar as acusações. O republicano classificou Biden como o “pior presidente da história dos Estados Unidos”.

O presidente americano também culpou Biden pela inflação e disse que quer aprovar uma legislação de corte de impostos. “Agora, pela primeira vez na história moderna, mais americanos acreditam que nosso país está indo na direção certa do que na direção errada”, disse Trump.

Brasil é citado por Trump

O republicano também defendeu as tarifas e citou o Brasil como um dos países que “cobram demais dos Estados Unidos”. Na terça-feira, Trump anunciou tarifas de 25% em todos os produtos do Canadá e México, e de 10% em produtos chineses. Ele ressaltou que a medida serve como um incentivo para que empresas estabeleçam fábricas nos Estados Unidos.

A medida é defendida por Trump apesar de um esperado aumento nos preços dos produtos que grande parte dos americanos compram – de café a tomates e gasolina.

Uma pesquisa recente da CBS News/YouGov mostra que 80% dos americanos querem que Trump se concentre na economia e na inflação, mas apenas 29% disseram que acham que ele está priorizando “muito” a inflação.

Trump fala do trabalho de Elon Musk

Depois de 20 minutos de discurso, Trump citou o bilionário Elon Musk pela primeira vez. O republicano agradeceu Musk por seu trabalho no Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) e apontou exemplos de como a ajuda internacional americana estava sendo usada antes da volta de Trump à Casa Branca.

O Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado pelo homem mais rico do mundo, está desmantelando agências governamentais, reduzindo a força de trabalho federal e obtendo acesso a dados confidenciais do governo – tudo em uma tentativa, segundo o departamento, de “restaurar a democracia”.

Mas a maior parte do que o Serviço DOGE dos EUA está fazendo sob o comando de Musk está sob escrutínio legal, com os tribunais analisando se isso viola as leis de privacidade, os direitos dos funcionários federais e os controles e equilíbrios da Constituição.

O DOGE agiu tão rapidamente que está sendo alvo de críticas cuidadosas até mesmo de alguns republicanos, preocupados com o fato de que os serviços básicos do governo – e a manutenção de ameaças contra o país – poderiam ser prejudicados. As pessoas que fazem a manutenção das armas nucleares dos Estados Unidos foram demitidas e depois recontratadas às pressas.



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Mercado de grãos: Pressão nos preços


Os mercados de soja, milho e trigo iniciam esta terça-feira de Carnaval sob forte pressão, refletindo a incerteza sobre as tarifas comerciais que o ex-presidente Donald Trump pode impor a seus principais parceiros. Segundo a TF Agroeconômica, o adiamento dessas decisões em ocasiões anteriores não se repetiu na segunda-feira, resultando em quedas generalizadas nas cotações.

 No caso da soja, a colheita no Brasil avança rapidamente e deve resultar em uma safra recorde, aumentando a oferta global e reduzindo a demanda pelo grão americano. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato para maio recuou para US$ 1.003,50 (-8,0), enquanto no Brasil o indicador CEPEA subiu para R$ 134,55 (+1,90% no dia, +4,31% no mês). No Paraguai, a soja foi cotada a US$ 361,14 em Assunção.  

O milho segue a mesma tendência de queda, influenciado pelas incertezas comerciais com Canadá e México, grandes importadores do cereal dos EUA. Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta um aumento de área plantada, produtividade e estoques para a safra 2025/26, o que reforça a pressão sobre os preços. Na CBOT, o milho maio caiu para US$ 451,75 (-4,40), enquanto no Brasil o indicador CEPEA subiu para R$ 87,68 (+0,57% no dia, +16,92% no mês). No Paraguai, o milho spot variou entre US$ 175 e US$ 193 nas principais regiões produtoras, enquanto a safrinha foi negociada entre US$ 155 e US$ 165.  

No mercado de trigo, a indefinição sobre as tarifas também impactou os preços, agravada pelas exportações fracas e pelo aumento de área plantada nos EUA, conforme dados do USDA. Na CBOT, o contrato para maio recuou para US$ 543,75 (-4,0), enquanto no Brasil os indicadores CEPEA registraram R$ 1.502,11 no Paraná (+0,13% no dia, +5,32% no mês) e R$ 1.337,03 no Rio Grande do Sul (-0,12% no dia, +2,17% no mês). No Paraguai, os preços variaram entre US$ 230 e US$ 240 no Campo 9 e entre US$ 230 e US$ 235 no Alto Paraná.  





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Disputa comercial pode prejudicar agricultura dos EUA



Brasil pode ser beneficiado



A possibilidade de represálias já impactou os mercados
A possibilidade de represálias já impactou os mercados – Foto: United Soybean Board

A China pode mirar a agricultura dos Estados Unidos em retaliação às novas tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump, que entram em vigor em 4 de março. Segundo a Reuters, citando o jornal estatal Global Times, Pequim estuda medidas que podem incluir tarifas e restrições não tarifárias sobre produtos agrícolas e alimentícios americanos. O movimento ocorre após Trump anunciar uma sobretaxa de 10% sobre todas as importações chinesas, elevando o imposto total para 20%, caso Pequim não atue contra o fluxo de fentanil para os EUA.

A possibilidade de represálias já impactou os mercados. Os contratos futuros de farelo de soja e de colza na China subiram 2,5% após a notícia, com o farelo de soja atingindo o maior nível desde setembro na Bolsa de Commodities de Dalian. A China, que importou US$ 29,25 bilhões em produtos agrícolas americanos em 2024 — uma queda de 14% em relação ao ano anterior —, tem reduzido sua dependência do comércio com os EUA, investindo na autossuficiência alimentar.

O Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA prevê uma produção recorde de grãos na China em 2024/25, chegando a 706,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,6% impulsionado pela expansão da área cultivada. A produção de milho, trigo e arroz deve crescer, enquanto as importações de milho devem cair 40%. Já a produção de soja chinesa deve permanecer estável em 19,6 milhões de toneladas. Atualmente, os EUA respondem por um quarto das importações chinesas de soja, mas o Brasil ampliou sua participação para cerca de 70%.

Caso as retaliações se concretizem, os produtores americanos poderão enfrentar mais dificuldades para exportar para a China, aumentando a pressão sobre os preços e impulsionando outros fornecedores, como o Brasil e a Argentina.

 





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China anuncia tarifas contra os EUA: o que muda?



A reação do mercado deve ser imediata



A reação do mercado deve ser imediata
A reação do mercado deve ser imediata – Foto: Porto de Shanghai

A China anunciou tarifas retaliatórias de 15% sobre diversos produtos agrícolas dos Estados Unidos, incluindo trigo, milho, soja, carne bovina e suína, conforme informações da TF Agroeconômica. A medida pode derrubar ainda mais as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e aumentar a demanda por esses produtos no Brasil, elevando os prêmios de exportação. A decisão impacta cerca de US$ 21 bilhões em exportações agrícolas e alimentícias dos EUA, aprofundando as tensões comerciais entre as duas potências econômicas.

Esse novo pacote de tarifas reforça a escalada da disputa iniciada por Donald Trump. Em fevereiro, Pequim já havia imposto taxas sobre carvão (15%), gás natural liquefeito (GNL) (15%), petróleo bruto (10%), máquinas agrícolas e alguns automóveis. Agora, ao incluir alimentos e commodities agrícolas na lista, a China amplia a pressão sobre setores estratégicos da economia norte-americana.

A reação do mercado deve ser imediata. Os contratos futuros de commodities como soja, milho e trigo tendem a registrar novas quedas em Chicago, enquanto o Brasil se posiciona como alternativa para suprir parte da demanda chinesa. Com os EUA perdendo competitividade, os prêmios pagos aos exportadores brasileiros podem subir, beneficiando produtores e tradings no país.

Além disso, a China anunciou novas medidas contra os EUA, incluindo a investigação de produtores de fibra óptica por evasão de tarifas antidumping e a suspensão de licenças de importação de três exportadores norte-americanos, além de interromper embarques de madeira serrada. Pequim também adicionou 15 empresas dos EUA à lista de controle de exportação, proibindo a venda de tecnologias de uso duplo, e incluiu 10 empresas na Lista de Entidades Não Confiáveis, em resposta à venda de armas para Taiwan, território que a China reivindica.

 





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Nova forrageira de alta produtividade é aposta para integração lavoura-pecuária


Uma nova cultivar de ervilhaca, a URS BRS Presilha, chega ao mercado com potencial para transformar os sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) no Brasil. Desenvolvida pela Embrapa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Associação Sul-brasileira para o Fomento de Pesquisa em Forrageira (Sulpasto), a leguminosa se destaca pela alta produtividade, resistência e benefícios ao solo.

O lançamento oficial da cultivar ocorrerá durante a Expodireto Cotrijal 2025, entre 10 e 14 de março, em Não-Me-Toque (RS).

A URS BRS Presilha é uma leguminosa anual de clima temperado, o que a torna uma opção estratégica para rotação de culturas em sistemas integrados.

Segundo Daniel Montardo, pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, ela foi desenvolvida para superar desafios enfrentados pelos produtores que relutavam em investir em espécies perenes, devido à necessidade de rotação anual das pastagens com culturas agrícolas.

Forrageira de alta produtividade e adaptação

De acordo com a Embrapa, a nova forrageira se destaca por sua capacidade de adaptação a diferentes condições de cultivo. Com sementes maiores que outras leguminosas forrageiras de clima temperado, a ervilhaca facilita a implantação e distribuição das sementes, podendo ser semeada diretamente em áreas de pastagens perenes, como tifton e braquiárias.

De acordo com Miguel Dall’Agnol, professor da UFRGS e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da cultivar, a URS BRS Presilha pode ser utilizada tanto em pastagens de inverno quanto em rotação com culturas agrícolas.

“Ela apresenta alto rendimento quando consorciada com aveia e azevém, além de ser uma excelente opção para cobertura verde do solo”, destaca.

Além disso, a leguminosa pode ser incorporada em áreas de fruticultura, protegendo o solo com sua palhada resistente e promovendo a fixação de nitrogênio, essencial para a melhoria da fertilidade.

Benefícios ambientais e nutricionais

A sustentabilidade da URS BRS Presilha é um dos seus principais diferenciais. A planta possui alta capacidade de fixação de nitrogênio atmosférico, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos e promovendo um solo mais saudável. Sua resistência a déficits hídricos também contribui para o cultivo em diferentes condições climáticas.

Outro benefício, de acordo com os pesquisadores, é a redução do risco de timpanismo (excesso de gases no sistema digestivo dos animais), comum em algumas leguminosas forrageiras. Esse fator aumenta a segurança da alimentação do gado e melhora o desempenho na pecuária.

Segundo Claudio Lopes e Cesar Grinke, representantes da Sulpasto, a nova cultivar oferece maior produtividade, qualidade nutricional e adaptação às condições da região Sul. “Há um grande espaço para a ervilhaca no mercado, e a Presilha chega com diferenciais que garantem mais qualidade e melhor desempenho no campo”, afirma .

Para Montardo, a introdução da URS BRS Presilha representa um avanço para o setor. “O lançamento de uma nova variedade atende a uma demanda real dos produtores, oferecendo benefícios ambientais, nutricionais e produtivos”, afirma.

ervilhaca URS BRS Presilha, nova cultivar de forrageiraervilhaca URS BRS Presilha, nova cultivar de forrageira
Foto: Daniel Montardo/Embrapa



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Produção de alface cresce no Paraná, mas calor preocupa setor


O Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), traz um panorama da produção de alface no Paraná. Em 2023, a cultura ocupou 7 mil hectares, com colheita de 127,7 mil toneladas e um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 319,8 milhões. O Estado representa 8,7% do VBP nacional e 7,7% do volume colhido.

A área plantada cresceu 29,1% desde 2014, enquanto a produção aumentou 17,7% e o VBP registrou alta de 48,9%. A alface é a quinta hortaliça mais importante do Paraná, representando 4,5% do VBP total da olericultura estadual.

A região de Curitiba concentra 47,2% das colheitas, seguida por Maringá (9,6%), Cascavel (9,6%), Jacarezinho (6,2%) e Londrina (5,0%), que juntas respondem por 76,2% da produção. Os municípios de Colombo (19,1%) e São José dos Pinhais (13,5%) lideram no fornecimento da hortaliça.

O preço da caixa de 9 kg subiu de R$ 21,87 em dezembro/24 para R$ 23,90 em janeiro/25, um aumento de 9,3%. Já no atacado, na CEASA de Curitiba, a caixa de 18 unidades de alface crespa grande chegou a R$ 40,00, o dobro do registrado em janeiro (R$ 20,00).

No varejo, a alface lisa e crespa foi vendida, em média, por R$ 3,25 a unidade em janeiro, uma alta de 10,5% em relação a dezembro/24.

A terceira onda de calor de 2025, com temperaturas muito acima da média histórica, preocupa o setor hortifrutícola. O clima extremo afeta a fisiologia das plantas, altera o ciclo biológico, compromete a absorção de nutrientes e pode aumentar a incidência de pragas e doenças, elevando os custos de produção.





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